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terça-feira, 21 de julho de 2026

Corinthians faz 7 a 1 na Ponte Preta em manhã inspirada pelo sub-20

Texto e fotos: Fernando Martinez


Domingo, 19 de julho de 2026. Chegou ao fim a Copa do Mundo da América do Norte. Antes de ver a Espanha conquistar seu segundo título na história, teve futebol matutino na pauta livre do Jogos Perdidos. Direto do Estádio Alfredo Schurig, fui acompanhar o tradicionalíssimo duelo entre Corinthians e Ponte Preta pela Série A do Campeonato Paulista sub-20.

O estadual de juniores deste ano tem 44 clubes, contra os 48 da temporada passada. O que não muda é o número de rebaixados e promovidos da Série B: respectivamente seis e dois. Assim, teremos 40 participantes em 2027, 36 em 2028, até chegarmos aos 32, número fixo a partir de 2029. Corinthians e Ponte estão no Grupo 1. O Timão era o líder após cinco rodadas, enquanto a Macaca ocupava o meio da tabela.



A imagem oficial dos capitães com o quarteto de arbitragem e a Ponte Preta posada. O Corinthians não posa mais desde o ano passado. Molecada meia bomba e já se acham o Real Madrid... tsk tsk

O Alvinegro do Parque São Jorge foi eliminado do Brasileiro da categoria no meio da semana e buscava reabilitação, já que agora o foco é apenas o estadual. O ataque corintiano havia marcado apenas seis gols em cinco jogos, e a expectativa não era de um placar elevado. Só que a molecada corintiana — que se recusa a posar para as fotos oficiais há algum tempo — acertou o pé como ainda não havia acontecido.

Nem bem o cronômetro tinha chegado ao décimo minuto e os locais já venciam por 2 a 0, com gols de Caraguá e Luizinho, em belíssima cobrança de falta. A Ponte assustou aos 15, quando Ray marcou de pênalti, e teve alguns bons ataques na busca pelo empate. Mas não demorou para o Corinthians retomar as rédeas da peleja e, novamente, a dupla Caraguá/Luizinho balançou as redes antes do intervalo.

A partida já estava praticamente resolvida, pois ninguém em sã consciência acreditava que a Ponte Preta teria condições de emplacar uma virada histórica. Atuando sem sustos, o sub-20 mosqueteiro perdeu um sem-número de oportunidades e chegou às redes outras três vezes, com Nicollas, Araújo e Luizinho, este anotando seu hat-trick.




O chute de Caraguá que abriu a goleada corintiana e a comemoração do camisa 8



O Corinthians não deu nenhuma chance para a Macaca nos primeiros minutos



José Luiz pulou, mas não foi capaz de impedir o belíssimo gol de falta de Luizinho


A Ponte diminuiu de pênalti com Ray




De cabeça, Caraguá fez o terceiro


Luizinho anotando o quarto gol, ainda no primeiro tempo


Massacre corintiano na quente manhã do inverno paulistano

O resultado final de Corinthians 7-1 Ponte Preta poderia ter sido ainda mais avassalador caso os mandantes tivessem mais sucesso nas finalizações da etapa final. Nem o mais fanático torcedor do escrete paulistano acreditava em um triunfo tão elástico. Um bom cartão de visitas do líder da chave, que busca melhorar a campanha dos últimos anos no sub-20.

Até a próxima!

Ficha Técnica: Corinthians 7-1 Ponte Preta

Local: Estádio Alfredo Schürig (São Paulo); Árbitro: Fagson Junior dos Santos Silva; Público e renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Ray e Chicão; Gols: Caraguá 4, Luizinho 10, Ray (pênalti) 15, Caraguá 28 e Luizinho 42 do 1º, Nicollas 8, Araújo 24 e Luizinho 46 do 2º.
Corinthians: Nikão; Pellegrin, Yago Melo (José Antônio), Cauã Ribeiro (Pedro Paulo) e Pires (Dodô); Pedro Thomas (Luiz Eduardo), Caraguá (Cristian) e Gui Amorim; Nicollas (Gustavo Henrique), Luizinho e Araújo (Ryan Evaristo). Técnico: William Batista.
Ponte Preta: José Luiz; Arthur Rodrigues (Cicala), Lucas Mito, Caio (Nicolas Coppola) e Matheus Souza (Vítor Hugo); Chicão, Cacá (Anderson), Ryan (Fernando) e Ray; Damião (Luigi) e Cueva (Matheus Henrique). Técnico: Nenê Santana.

terça-feira, 19 de agosto de 2025

Ponte garante vaga e Itabaiana sofre com risco de queda na Série C

Texto e fotos: Fernando Martinez


No sábado não rolou rodada dupla matutina, pois decidi me poupar para a sessão vespertina. Depois de 27 anos, enfim consegui ver o time profissional do glorioso Itabaiana em campo. O duelo dos sergipanos contra a Ponte Preta, válido pela 17ª rodada da fase inicial do Campeonato Brasileiro da Série C, aconteceu no Estádio Moisés Lucarelli.

Minha última peleja na casa ponte-pretana havia sido na vitória dos mandantes contra o Afogados pela Copa do Brasil de 2020, três dias antes do mundo inteiro parar por causa da pandemia. Vendo a minha lista, um detalhe me surpreendeu: nunca tinha visto a Macaca jogar com a luz do dia por lá, apenas à noite. Boa hora para fazer essa estreia.


A bela fachada do Estádio Moises Lucarelli merece sempre aparecer aqui quando fazemos alguma cobertura por lá

O Itabaiana já estava na Lista, pois só tinha visto o Tremendão da Serra na Copa São Paulo. Foram duas oportunidades, em 2005 e 2014, ambas em Taubaté. Cheguei a ter a chance de vê-los ao vivo com seu elenco principal no quadrangular final da Série C de 1998, contra o São Caetano, mas desperdicei. Aliás, em 2025 consegui ver os dois times que perdi naquela fase final. O outro era o Anápolis, devidamente incluído na Lista na derrota para o São Bernardo FC, também pela terceirona.

Estive nessa com o amigo atômico Nilton e fomos de ônibus numa relax, numa tranquila e numa boa até Campinas. Chegamos faltando cerca de uma hora para o meu credenciamento. Fazia muito tempo que não pisava no gramado do Moisés. Encontrei o amigo Anderson Romão, um dos fotógrafos mais legais do pedaço, e após as fotos oficiais fui acompanhar o ataque alvinegro. Antes, vale destacar a beleza da camisa 3 da Ponte, feita em comemoração aos 125 anos. Uma daquelas que dá vontade de colocar na coleção, mesmo com o preço salgado.


Associação Atlética Ponte Preta - Campinas/SP


Associação Olímpica de Itabaiana - Itabaiana/SE


O trio carioca Pierry Dias dos Santos, Carlos Henrique de Souza e Danilo Oliveira da Silva, o quarto árbitro amazonense Halbert Luís Baia e os capitães dos times

Falando do jogo, ele não foi dos melhores. A Ponte Preta teve dificuldade para entrar na área adversária e criou poucas chances relevantes. A primeira delas veio num chute colocado de Jeh que o goleiro Léo Santos defendeu com estilo. Depois, aos 45, os mandantes ficaram em vantagem. Jeh chutou da esquerda, Léo Santos deu rebote e Jonas Toró aproveitou a sobra, encheu o pé e colocou a Macaca na frente.


Léo Souza em boa defesa em chute de Jeh




Momentos do ataque ponte-pretano na etapa inicial





Toda a sequência do gol da Ponte Preta: Jeh tirando do zagueiro, cruzando, Jonas Toró armando o chute e a rede estufando

Na etapa final, a partida caiu de produção. A Ponte pouco fez, e o Itabaiana, precisando somar pontos na luta contra o rebaixamento, tentou reagir, mas sem muita qualidade. A rigor, criou apenas duas boas chances: uma aos 36, em cabeçada de Betão que tirou tinta da trave, e outra aos 46, em chute de Gustavo que desviou na zaga e bateu no travessão. Do lado do ataque ponte-pretano, o lance mais curioso foi quando o carrinho da maca quebrou e os atletas sergipanos tiveram que empurrá-lo para fora do campo.








Detalhes da etapa final de Ponte Preta x Itabaiana, jogo com cara de Taça de Ouro 1981


O carrinho da maca quebrou na reta final da peleja e os atletas sergipanos foram obrigados a empurrá-lo para que saísse do gramado


O busto de Moisés Lucarelli na entrada do estádio alvinegro

No fim, o triunfo local pela contagem mínima colocou o escrete campineiro na segunda fase da Série C. Agora a Ponte ocupa a terceira colocação, com 30 pontos, faltando duas rodadas para o fim da primeira fase. O Itabaiana entrou na zona de rebaixamento com os mesmos 18 pontos, um abaixo do Anápolis. O Tremendão ainda recebe o Maringá FC e visita o ABC para tentar permanecer na terceirona em 2025.

Terminada a partida, a ideia era pegar o ônibus das oito da noite, mas os amigos Eduardo e Victor também estavam lá e ganhamos uma carona providencial até a capital. Cheguei cedo e no domingo teve outra cobertura da Série C na pauta livre do JP.

Até lá!

Ficha Técnica: Ponte Preta 1-0 Itabaiana

Local: Estádio Moisés Lucarelli (Campinas); Árbitro: Pierry Dias dos Santos/RJ; Público: 4.560 pagantes; Renda: R$ 68.800,00; Cartões amarelos: Emerson Santos, Dudu, Jeh, Élvis, Kauã, Gabriel Marques e Fabrício Oya; Gol: Jonas Toró 45 do 1º.
Ponte Preta: Diogo Silva; Pacheco, Wanderson, Emerson Santos (Sergio Raphael) e Artur; Rodrigo Souza, Dudu (Gustavo Telles) e Élvis; Jonas Toró, Jeh (Serginho) e Bruno Lopes (Diego Tavares). Técnico: Marcelo Fernandes.
Itabaiana: Léo Souza; Lucas Marques, Fredson, Betão, Gabriel Marques (João Vitor) e Kauã (Fabrício Oya); Gustavo Crecci (João Maranhão), Coppetti e Karl; Leílson (David) e Robinho (Elimar). Técnico: Gilson Kleina.

quarta-feira, 30 de julho de 2025

Ponte Preta supera o Urawa Red Diamonds em amistoso perdidaço

Texto e fotos: Fernando Martinez


A gente está acostumado a ver jogos de campeonatos com tabelas pré-definidas, o que permite decidir a programação com certa antecedência. Só que, de vez em quando, surgem partidas do nada, sem aviso, sem cerimônia e que, em alguns casos, já nascem históricas antes mesmo de acontecerem. Foi o caso da sessão vespertina da última terça-feira.

Depois de 12 anos, voltei de forma inesperada à cidade de Louveira, local que eu imaginava não ver futebol outra vez. A visita ao Estádio José Silveira Nunes foi obrigatória, pois o duelo que aconteceu ali beirou o surreal: Ponte Preta x Urawa Red Diamonds, pela categoria sub-15. Não tinha como perder a chance de colocar o escrete japonês na Lista.


Entrada da cidade de Louveira


Fachada do Estádio José Silveira Nunes

Descobrimos que o Urawa estava no país graças às andanças do amigo Caio no Instagram. Renato “Bee” Rocha, o homem-abelha, foi atrás de mais informações e descobriu que o onze asiático veio ao Brasil treinar em Louveira por cerca de duas semanas. Um empresário de Itatiba convidou a equipe, e eles vieram para cá. Tudo bem que era sub-15 e não o time principal, mas valia do mesmo jeito.

Armamos a caravana de terça-feira, além dos dois amigos já citados, contando também com o Mário, maior entusiasta de vídeos oriundos do Sudeste Asiático no Brasil. O ponto de partida foi, como sempre, o glorioso Posto Shell, perto da Estação São Paulo-Morumbi da Linha Amarela do metrô paulistano. Sem pressa, chegamos ao simpático estádio faltando meia hora para o apito inicial.

Meia hora no papel. Quando entramos nas dependências do José Silveira Nunes, apenas a molecada nipônica estava aquecendo. A arbitragem e a Macaca ainda não haviam chegado. Pintou um certo medo de tudo ir por água abaixo. Por volta das 15 horas, eis que a delegação campineira e o homem do apito apareceram ao mesmo tempo. Por se tratar de um amistoso, digamos que havia uma certa licença poética no ar.


Associação Atlética Ponte Preta (sub-15) - Campinas/SP


Urawa Red Diamonds (sub-15) - Saitama/JAP


O árbitro com os dois capitães antes do surreal amistoso


A arquibancada está em um estado pior do que estava em 2013 e as cabines de imprensa deixaram de existir

Renato “Bee” Rocha foi consultado para definir a duração do jogo (!). Ele sugeriu dois tempos de 40 ou de 35 minutos, e escolheram a primeira opção. Às 15h15, integrantes da prefeitura de Louveira, o secretário de Esportes e o árbitro conversavam animadamente dentro de campo, sem sinal da bola rolar. Como tínhamos uma sessão noturna pela frente, o eterno “Gene Simmons da Alegria” (saudades, Copa do Mundo) colocou ordem na casa, apressou todo mundo e finalmente a ação começou pontualmente (#sqn) às 15h27.

Líder de sua chave no Paulista sub-15, a Ponte Preta teve trabalho contra o Urawa Red Diamonds. A Macaca sofreu o primeiro gol logo no início, mas teve forças para virar a peleja rapidamente. Os japoneses empataram e, antes do intervalo, o alvinegro campineiro retomou a vantagem. O primeiro tempo foi eletrizante, com direito a gol anulado dos sul-americanos e chances claras para ambos os lados.

No intervalo, fui dar uma volta pela arquibancada. Constatei que as cabines de imprensa não existem mais e que o local está precisando de um bom retoque de pintura. Minha primeira partida ali foi em 2005, um São Caetano 3x3 Chapadinha do Maranhão pela Copinha daquele ano. Voltei em 2006 para um jogo do sub-20, depois em 2010 e 2013 pela Copa São Paulo, e ainda em uma rodada dupla do sub-15/sub-17 do falecido Red Bull Brasil contra o também extinto Mogi Mirim. Desde que o antigo RBB deixou de usar o campo, ele nunca mais recebeu jogos de torneios da FPF.

Da arquibancada vi o começo da etapa final e, depois, retornei ao gramado. Toda a emoção dos primeiros 40 minutos se perdeu em jogadas pouco inspiradas e muitos erros de passe. O Urawa teve duas grandes oportunidades de empatar, em finalizações próximas da pequena área. A Ponte, já com seu time reserva, pouco fez. No fim, prevaleceu o placar da etapa inicial: Ponte Preta 3x2 Urawa Red Diamonds.


Detalhe do primeiro gol ponte-pretano em Louveira





Lances do primeiro tempo



Belo gol de cabeça da Ponte Preta, mas anulado pelo assistente, que nada mais era do que um integrante da comissão técnica do Urawa com uma camiseta na mão



Aqui o terceiro gol da Ponte Preta






Detalhes do segundo tempo, bem mais fraco do que o primeiro, de Ponte Preta x Urawa Red Diamonds

Enquanto o Mário deixou a caravana para entrevistar Túlio Tanaka, atleta naturalizado japonês que disputou a Copa do Mundo de 2010, nós pegamos a estrada, já que ainda havia uma cobertura à noite. Mas o duelo surreal entre brasileiros e asiáticos já ganhou lugar de destaque na minha Lista (e na quinta ainda terá outro ainda mais inusitado).

Até a próxima!