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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

Oeste vence São Bento e assume a vice-liderança da Série A2

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois do modorrento 0 a 0 do sábado entre Nacional e Capivariano, encontrei forças para ir até a Arena Barueri no domingo, apesar do absurdo calor, para acompanhar o duelo entre Oeste e São Bento, que fechou a 10ª rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A2.

Em 2019, há menos de três anos, vi esse mesmo jogo valendo pela Série B do Brasileirão. Hoje, um está na Série D, sem muita esperança de retornar ao seu melhor período, e o outro está sem divisão. Acho que a situação de ambos piorou um pouco, só de leve. Na atual edição da A2, o duelo colocou frente a frente o quarto e o sétimo colocados.




Os dois clubes posados, o quarteto composto por Thiago Duarte Peixoto, Herman Brumel Vani, Risser Jarussi Corrêa e Guilherme Nunes de Santana e os capitães

A peleja em Barueri começou meio devagar, com os dois times apenas estudando o adversário e pouca movimentação ofensiva. Jussani perdeu a primeira boa chance aos 20 minutos, em uma cabeçada que tirou tinta da trave. Zé Carlos salvou uma finalização de Popó aos 26 e, aos 41, fez milagre em finalização de Bruno Lopes. Nesse cenário, o intervalo chegou com um sempre incômodo 0 a 0.

Eu já temia por mais um placar em branco nesse terrível mês de fevereiro, mas o Oeste deu uma força e salvou a tarde na etapa final. Logo no primeiro minuto, Léo Ceará invadiu a área após boa troca de passes dos atacantes e tocou de leve, abrindo o placar. O São Bento não se assustou e chegou a empatar, porém o árbitro anulou o gol por falta de ataque.

O goleiro Zé Carlos foi expulso aos 23 minutos, e isso facilitou a missão do escrete local. Com um a mais, o rubro-negro seguiu melhor e ampliou aos 26. Bruno Lopes sofreu pênalti e ele mesmo foi para a cobrança. Sem pestanejar, anotou o segundo. O bom resultado se confirmou oito minutos depois, com o tento de Raphael Luz, que aproveitou um bom contra-ataque mandante.






Sob forte calor, o primeiro tempo em Barueri não teve a abertura do placar


O Oeste começou com tudo o tempo final e abriu o placar logo com um minuto


Lance que gerou a expulsão de Zé Carlos, camisa 1 do São Bento


Bruno Lopes fez o segundo em cobrança de pênalti


Cruzamento de Sérgio Mota que gerou o terceiro gol do Oeste


A boa vitória colocou o clube de Barueri na segunda posição, atrás apenas da Portuguesa

A vitória por 3 a 0 sobre o São Bento colocou o clube da Grande São Paulo como vice-líder da A2 após 10 rodadas disputadas, com 19 pontos. O escrete sorocabano saiu do G8 e agora ocupa a nona posição, com 14. Na próxima rodada, o Oeste visita o lanterna Red Bull Brasil, enquanto o Bentão recebe o Linense, terceiro colocado.

Até a próxima!

Ficha Técnica: Oeste 3-0 São Bento

Local: Arena Barueri (Barueri); Árbitro: Thiago Duarte Peixoto; Público: 181 pagantes; Renda: R$ 905,00; Cartões amarelos: Cristiano e Marcos Nunes; Cartão vermelho: Zé Carlos 23 do 2º; Gols: Léo Ceará 1, Bruno Lopes (pênalti) 26 e Raphael Luz 34 do 2º.
Oeste: Fernando Henrique; Bruno Miguel (De Paula), Thiago Nunes, Jussani e Alan; Gustavo Heblng (Sérgio Mota), Bruno Lopes (Raphael Luz), Walfrido e Léo Ceará; Popó (Denílson) e Tite (Diogo). Técnico: Sérgio Alexsandro (Lelé).
São Bento: Zé Carlos; Eliandro, Victor Pereira, Douglas Mendes e Denis Neves; Lucas Lima, Anderson Künzel (Victor Bolt), Gian (Diogo Oliveira) e Francis (Bruninho); Marcos Nunes (William Menezes) e Cristiano (Wilson Júnior). Técnico: Paulo Roberto Santos.

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Outro 0 a 0 e o Nacional cada vez mais perto do abismo

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois de toda a epopeia antológica pelo Acre – que você leu aqui em um post especial sobre a viagem e outro sobre o jogo entre Humaitá e Brasiliense –, voltei à vaca fria e ao lugar a que mais fui no ano até aqui: o Estádio Nicolau Alayon. O Nacional, afundado na lanterna do Campeonato Paulista da Série A3 e vacilando rodada após rodada, recebeu o Capivariano buscando a primeira vitória em casa.

O Data Fernando informa que foram cinco os jogos entre Nacional e Capivariano na Comendador Souza na história. Em todos, os paulistanos venceram. Nunca uma vitória foi tão necessária como no sábado. Faltando sete rodadas, seguir perdendo pontos em profusão será uma tragédia no fim do torneio.




Nacional e Capivariano posando para as lentes do JP junto com a foto do árbitro Renan Pantoja de Quequi, os assistentes Guilherme Holanda Moura Lima e Raphael de Albuquerque Lima, o quarto árbitro Gabriel Henrique Meira Bispo e os capitães

Foi estranho retornar ao gramado de um lugar tão perto do QG da Zona Oeste três dias após estar cobrindo um jogo a mais de 3 mil quilômetros daqui. Sim, a partida foi bem ruim, algo comum em se tratando das apresentações do time ferroviário, mas valeu mesmo assim. No tempo inicial, o Capivariano teve mais posse e ficou perto de abrir o placar. Yuri teve a melhor chance visitante aos 20 minutos. Ele recebeu bom passe, driblou Felipe Lacerda e tocou na saída do goleiro. João Paulo foi monstro e salvou em cima da linha.

Éder Paulista, o artilheiro que não faz gols, criou o primeiro bom momento local em tiro que saiu por cima. No último lance, Anderson saiu mal e Everton Dias quase fez 1 a 0 a favor do Nacional. No segundo tempo, o panorama seguiu equilibrado. Éder Paulista teve outra chance aos 21 e Anderson defendeu. O Leão da Sorocabana respondeu com Felipe Conchal e Caio, porém sem sucesso.







Depois da belíssima viagem ao Acre no meio de semana, voltamos à programação normal com um horrível 0 a 0 do Nacional

Seguindo com meu ano e a péssima média de gols, o Nacional 0-0 Capivariano foi outro resultado ruim para os paulistanos. O clube segue na lanterna, agora com cinco pontos. O Leão está em sétimo com 14. Estou alertando desde o começo da competição: se o Naça não começar a vencer, vai ser tarde demais. Ainda há salvação, porém o cenário está se complicando.

No domingo, retornei aos gramados em Barueri. Diferente da última vez em que estive lá, finalmente os gols saíram.

Até lá!

Ficha Técnica: Nacional 0-0 Capivariano

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Renan Pantoja de Quequi; Público: 149 pagantes; Renda: R$ 2.670,00; Cartões amarelos: Altair, César, Yuri, Rodrigo Bonfim, Ronaldo e Jemmes.
Nacional: Felipe Lacerda; Messias, João Paulo (João Vítor), Everton Dias e Cortez (César); Diego Chiclete (Altair), Léo Machado, Gabriel Mendes e Renato Bady (Guilherme Lobo); Éder Paulista e Tito (Vinícius). Técnico: Ricardo Silva.
Capivariano: Anderson; Ronaldo, Jemmes, Pavani e Willian Félix (Tarcísio); Ricardo, André (Carlos Eduardo), Rodrigo Bonfim (Emanuel) e Felipe Conchal (Natan); Yuri e Fernandinho (Caio Viana). Técnico: Élio Sizenando.

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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

JP na Amazônia (parte 2 de 2): Humaitá x Brasiliense, uma noite histórica no Acre

Texto e fotos: Fernando Martinez


Quando a quarta-feira, 23 de fevereiro, nasceu, a ficha de que eu estava longe demais de casa caiu de vez. Com duas horas a menos, tinha uma programação cheia de futebol na cidade de Rio Branco, na minha primeira vez na Região Norte e, claro, minha estreia no Acre. Tudo para ver um genial Humaitá x Brasiliense pela Copa do Brasil.

Mas, antes de acompanhar o principal jogo da curta história do Tricolor de Porto Acre, eu tinha algumas horas sem nada programado com a equipe de reportagem da Globo, afinal, o motivo da viagem foi mostrar a minha pessoa cobrindo o “jogo mais perdido da primeira fase da Copa”. Mesmo com um calor insano, resolvi visitar alguns estádios da capital.

Falarei das visitas em momento oportuno, mas visitei a sede do Rio Branco Football Club e o seu campo, o Estádio José de Melo, e o campo do Atlético Acreano, um descampado e só. Na internet ainda encontrei o endereço do que seria o estádio do Atlético Clube Juventus, mas, quando cheguei ao local, não encontrei absolutamente nada. Paciência.

Voltei ao hotel cozido e derretendo, mas sem muito tempo para descanso, já que estava na hora de partir para a labuta. Saí junto com a equipe de reportagem com destino a outro hotel, onde se encontrava a delegação do Humaitá. A ideia era gravar a saída da delegação em direção ao belo Estádio Antônio Aquino Lopes, mais conhecido como “O” Florestão (com destaque para o artigo masculino no apelido).



Fachada do estádio "O Florestão" e o nome do mesmo pintado no pequeno prédio que fica na entrada do campo de jogo


Visão da arquibancada principal do estádio

Localizado no bairro da Floresta, o estádio foi inaugurado em 2011 e tem como dono a própria Federação de Futebol do Acre, a FFAC. Muita gente confunde o “O Florestão” com a Arena da Floresta, mas são dois estádios diferentes. A Arena é do governo do estado e foi inaugurada em 2006, mas não vem sendo utilizada, pois “está largada”, palavra de todo mundo com quem conversei. Tanto está que os jogos do estadual estão sendo realizados no campo da federação.

Chegamos no Florestão mais de duas horas antes do apito inicial, junto com o pessoal do Humaitá. Devidamente credenciado, logo estava com meu colete no gramado. Apesar de o sol já ter sumido, o calor era absurdo e a temperatura passava dos 28 graus. Já passei muito calor no interior de São Paulo e em outros estados, mas, na Amazônia, a história é bem diferente. É algo opressor, que toma conta da alma. Por tudo que estava vivendo ali, esse era apenas um detalhe.



Times entrando em campo e ambos perfilados para a execução do Hino Nacional Brasileiro



Humaitá, um time que nunca imaginei assistir ao vivo, e Brasiliense posados antes do confronto


Capitães dos times junto com o árbitro Douglas Marques das Flores (SP), os assistentes amigos de longa data Daniel Luís Marques (SP) e Daniel Paulo Ziolli (SP) e o quarto árbitro Jackson Rodrigues da Silva (AC)

Fizemos algumas imagens no portão de entrada, nas cabines e depois nas arquibancadas do estádio. Dei uma bela volta por todas as dependências do local e o Estádio Antônio Aquino Lopes é bastante ajeitado, realmente. O placar, imenso, merece destaque, assim como as janelas de salas da FFAC que são viradas para o campo de jogo. Não demorou para os dois times irem se aquecer.

A partida foi histórica para o Sport Club Humaitá, pois marcou a estreia do clube em competições nacionais. O Tricolor é de 2003 e se profissionalizou apenas em 2015. Em 2016, foi campeão da segundona e conquistou o acesso. No ano passado, chegou à decisão do estadual e ficou bem perto de conquistar o caneco na elite, porém perdeu para o Rio Branco na disputa de pênaltis. A agremiação já jogou a Copa Verde, mas em torneio nacional era a primeira vez. Todos ali sabiam que a missão contra o Brasiliense, vice da Copa do Brasil de 2002 e que já disputou a elite nacional, seria dificílima. A certeza é que lutariam até o último segundo.

Apesar de todas as dificuldades, o Humaitá fez um jogo muito, mas muito digno. Logo aos três minutos, Aldair fez a festa dos donos da casa ao abrir o marcador após completar cobrança de falta de Felipe Xavão. O Brasiliense demorou para ver a cor da bola. O cenário mudou aos 34 minutos, quando o mesmo Felipe Xavão levou o segundo amarelo ao tocar na bola com a mão dentro da área. Marcão cobrou o pênalti no meio do gol e, com um a mais, igualou o placar, resultado que dava a vaga na próxima fase ao onze candango.

O Humaitá sentiu o golpe e, durante o restante do primeiro tempo e no início do segundo, não se encontrou. O Brasiliense ficou na boa e, aos 21 minutos, virou o marcador com o gol de Badhuga, aproveitando sobra na área. Aos 34, Luiz Fernando devolveu as esperanças ao Humaitá. Nos minutos finais, blitz total do time acreano, que ocupou a área adversária. Foram vários os momentos de perigo, o principal deles aos 45, em saída ruim de Matheus Brandão que, por muito pouco, não resultou em nova virada.





Imagens do início de Humaitá x Brasiliense, valendo vaga na segunda fase da Copa do Brasil



Marcão deixou tudo igual de pênalti ainda no primeiro tempo. A comemoração foi exclusiva para as lentes do Jogos Perdidos









O segundo tempo foi muito bom e com muita luta do Humaitá, mas o empate classificou o clube do Distrito Federal


Placar final da peleja mais legal que vi nos últimos tempos



Confusão após o apito final e atleta do Humaitá sendo entrevistado para falar sobre a eliminação da Copa do Brasil

No fim, o Humaitá 2-2 Brasiliense foi heroico, mas eliminou o clube verde e vermelho da Copa do Brasil. A torcida reconheceu a valentia dos seus jogadores e aplaudiu a atuação da equipe. Foi por pouco que a humilde equipe não se garantiu na próxima fase. O clube de Brasília agora espera o vencedor de Globo e Internacional para saber quem enfrentará na segunda fase.

Ainda ficamos um bom tempo no estádio antes de pegarmos o caminho do hotel. Antes, fizemos um pit stop sensacional em uma lanchonete que parecia cenário do filme Bye Bye Brasil. Comi provavelmente um dos melhores sanduíches da minha vida, com todos os ingredientes possíveis, enquanto assistia ao início da Guerra da Ucrânia em uma TV de tubo que estava com defeito. Juro, me senti em 1977.


Visão do genial estabelecimento onde acompanhei o início da Guerra da Ucrânia comendo um dos sanduíches mais inacreditáveis da minha vida

A equipe da Globo que estava comigo prolongou o término da noite em boates da cidade, enquanto eu, cansado e grudando, preferi ficar no hotel. Foram poucas horas de descanso, pois o voo de volta para a capital paulista partiria na hora do almoço. Cheguei no final da tarde e, caindo de sono e cansaço, fui olhar as fotos da viagem. Sem sombra de dúvida, foi uma das grandes viagens da minha vida, por todo o contexto envolvido. É o tipo de história para se contar até o fim dos dias.

Uma coisa não dá para deixar de falar: não é todo mundo que pode falar que viajou com a Globo bancando tudo, né? Genial demais saber que eu posso.

Até a próxima!

Ficha Técnica: Humaitá 2-2 Brasiliense

Local: Estádio Antônio Aquino Lopes (Rio Branco/AC); Árbitro: Douglas Marques das Flores/SP; Público: 370 pagantes; Renda: R$ 8.220,00; Cartões amarelos: Aldair, Felipe Xavão, Larusso, Ronaldo, Andrezinho, Ferrugem, Gabriel Teixeira (AT-Bra), Radamés, Paulo Costa e Marcão; Cartões vermelhos: Felipe Xavão 33 do 1º, Fábio Henrique e Gabriel Teixeira (AT-Bra) no pós-jogo; Gols: Aldair 4 e Marcão (pênalti) 34 do 1º, Badhuga 21 e Luiz Fernando 34 do 2º.
Humaitá: Marcão; Felipe Xavão, Luiz Fernando, Naldo e Wallace; Larusso (Mamude), Ronaldo e Daniego (Gilberto); Douglas Amaral (Caíque), Fábio Henrique (Bernardo) e Aldair (Wagnão Balotelli). Técnico: Emanoel Sacramento.
Brasiliense: Matheus Brandão; Andrezinho, Badhuga, Paulo Costa (Railon) e Goduxo; Aldo, Luquinhas (Bernardo), Radamés (Ferrugem) e Zotti (Aloísio); Marcão e Matheus Barboza (Kesley). Técnico: Celso Teixeira.

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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

JP na Amazônia (parte 1 de 2): Sim, o Acre!

Texto e fotos: Fernando Martinez


Foram quase dois anos sem pisar em um aeroporto e, pior, sem nem ter ideia de quando isso aconteceria. Se dependesse de mim, esse período teria sido ainda maior, mas, do nada, surgiu a chance de cruzar os céus do país e visitar um lugar que nunca imaginei: Rio Branco, capital do Acre. Sim, o Acre!

Em janeiro, durante a cobertura monstro da Copa São Paulo, a produção da Globo entrou em contato comigo para uma matéria sobre o meu trabalho. Não deu certo. Mas, no começo de fevereiro, o repórter Alex Sabino fez uma grande reportagem comigo na Folha de São Paulo. Foi minha segunda vez no jornal, a primeira sozinho.

Quando a matéria saiu, o feedback foi super positivo e, de novo, o pessoal da Globo me procurou. Só que, dessa vez, a proposta era ainda mais ousada: eu poderia escolher qualquer jogo da primeira fase da Copa do Brasil e viajaria com tudo pago junto com a equipe de reportagem para cobrir a partida. Daquele tipo de proposta que a gente até desconfia de tão genial.

Analisei a tabela e fiquei entre duas opções: Tuntum x Cruzeiro, no interior do Maranhão, ou Humaitá x Brasiliense, na capital do Acre. Já de cara queria a segunda opção e, felizmente, foi a escolhida pela produção. Ir até Tuntum exigiria uma logística complicada, incluindo um trajeto de mais de 300 km de carro. Muito mais fácil pegar um voo direto e ir até o Acre.

Aos poucos, os detalhes foram acertados e, no domingo, durante Juventus 2x3 Audax, começamos as gravações. Como o jogo era na quarta, viajei com o produtor Felipe Ruiz, o repórter Luiz Teixeira e o cinegrafista Thiago para a capital acreana. Foi a viagem de avião mais longa da minha vida. Nem bem tinha chegado no tímido Aeroporto Internacional de Rio Branco – Plácido de Castro e já senti na pele o opressor calor amazônico.



Juro que nunca tinha imaginado que um dia estaria no Acre. Não é algo que acontece todo dia



Detalhe do Rio Acre e a visão da janela do hotel em que me hospedei

Fomos para o hotel, próximo ao centro, e, antes de seguir para a segunda parte da matéria, paramos no Mercado Velho para almoçar à beira do Rio Acre. Uma visão que, sinceramente, nunca imaginei ter. Eu nem sei como consegui comer com tanto calor, de verdade. Suava de forma inacreditável, mas, mesmo assim, fiz algumas fotos da região, pois não faço ideia se um dia voltarei lá.

De barriga cheia, seguimos para a gloriosa Vila do Incra, em Porto Acre, onde fica o “centro de treinamento” (com muitas aspas) do SC Humaitá. No caminho, cruzamos alguns trechos esburacados da AC-010 e, uma hora depois, chegamos ao destino. Porto Acre virou cidade em 1993, quando se desmembrou de Rio Branco. Antes disso, era Puerto Alonso, território boliviano até o fim do século XIX.

No “CT”, acompanhamos a preparação da equipe para sua estreia histórica na Copa do Brasil. Fomos super bem recebidos pelo pessoal do Humaitá, em especial pelo fundador e primeiro presidente do clube, o glorioso José Lima de Oliveira, o Zezinho. Hoje, ele é uma espécie de “faz-tudo” e também o guardião da memória do clube. Em uma humilde casa atrás do campo de treino, ele guarda os troféus conquistados pelo Tourão em seus quase 19 anos de história. Nada chique, nada cheio de pompa, mas preservado com muito carinho.



Detalhe da simpática arquibancada de madeira da Vila do Incra e o Humaitá treinando antes do grande jogo



A humilde casa que serve de base para o Humaitá. Na segunda foto, José Lima de Oliveira segura o principal troféu da história do clube acreano


Quem vê a foto não tem ideia do calor que estava fazendo. É, o clima amazônico não é nada fácil

Passamos um bom tempo ali captando imagens e entrevistando várias pessoas, eu incluído. Quando a tarde chegou ao fim, pegamos o caminho de volta e, sob o céu da Amazônia, retornamos à capital. Já era noite quando chegamos ao hotel e, pacificamente, resolvi descansar. O dia seguinte seria cheio, e eu precisava estar com a bateria carregada.

No próximo post, conto como foi o grande dia.

Até lá!

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