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sábado, 4 de janeiro de 2025

2025 começa com vitória do Bandeirante de Brodowski em cima da Tuna Luso

Texto e fotos: Fernando Martinez


Chegou 2025 e, com o novo ano, começou mais uma edição da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Depois de não conseguir armar uma viagem longa nos dois últimos anos, finalmente voltarei a perambular pelo interior, assim como fiz em 2020 e 2022. E nada melhor do que iniciar a temporada com um jogo especial na pauta: Bandeirante de Brodowski x Tuna Luso no Estádio Mário Lima Santos, sede do Grupo 6.

Antes de mais nada, tenho um orgulho enorme em saber que esta é a primeira Copinha após a publicação da minha pesquisa. Ainda não há detalhes sobre a venda, mas o livro Copa São Paulo de Futebol Júnior – A História da Copinha foi lançado, e isso é o que importa. Aquele garoto que acompanhava o torneio pela TV nos anos 80 estaria bastante feliz. Bom demais seguir a competição in loco sabendo que sua história está devidamente registrada.

Voltando ao presente, a viagem começou cedo na sexta-feira, com a companhia do motorista Caio, do ressurgido Estevan e do homem-abelha Renato. Todos, exceto o Caio, visitariam o estádio pela primeira vez. Desde que o Botafogo utilizou o campo como sua casa no Paulista Sub-20 em algumas oportunidades, eu tinha vontade de assistir a uma partida ali.

O trajeto foi tranquilo, com uma parada pouco antes de chegar à aprazível Brodowski, cidade de 25 mil habitantes e terra do pintor Cândido Portinari. Foi a primeira vez que o município recebeu jogos da Copinha, algo natural considerando a ascensão do Clube Atlético Bandeirante.


Fachada do clube social do Bandeirante


Portão com o bonito escudo do Bandeirante de Brodowski


O glorioso Jaburu, mascote do clube da casa, atrás de um dos gols

Fundado em 1933, o Bandeirante nunca se profissionalizou. Em sua história, conquistou o título amador do estado em 2002 e o tricampeonato em 2022, 2023 e 2024. Em 2023, se filiou à FPF e passou a disputar competições de base. Sua estreia na Copinha era questão de tempo. O adversário foi a tradicional Tuna Luso, que retornou ao torneio após 25 anos. Coloquei o clube na Lista em novembro, quando enfrentou o São Paulo pela Copa do Brasil Sub-20. Dois meses depois, tive o prazer de revê-lo.

O estádio é um charme. Ajeitado, agradável, mas peca pela ausência de uma cabine de imprensa de verdade. Tirando isso (e a total falta de sombra), é um ótimo local. Falando em calor, ele me impediu de ficar no gramado. Fiz as fotos oficiais das equipes e logo busquei a primeira sombra disponível na arquibancada.


Clube Atlético Bandeirante (sub-20) - Brodowski/SP


Tuna Luso Brasileira (sub-20) - Belém/PA


Capitães do Bandeirante, da Tuna Luso e o quarteto de arbitragem

O CAB não teve um bom desempenho no Paulista Sub-20 de 2024 e foi eliminado ainda na primeira fase. Já a Tuna Luso conquistou a Supercopa Grão-Pará ao vencer o glorioso Capitão Poço na decisão, garantindo vaga na competição de base mais importante do país. Mas, como sempre, o retrospecto não entra em campo.

O Bandeirante foi superior em boa parte do primeiro tempo. Marcos Muzzi, camisa 8, abriu o placar e fez o primeiro gol da história do clube na Copinha aos 18 minutos. Os paraenses não desanimaram e, aos 33, empataram com um gol de pênalti de Alê. Com o 1 a 1 no intervalo, aproveitei para conhecer um pouco das dependências do clube, que conta com um grande salão, quadras, piscinas e muito espaço verde.

No segundo tempo, segui na arquibancada e de lá vi Fernandes recolocar os donos da casa à frente, também em uma penalidade máxima. A partir daí, o grande nome do jogo foi o goleiro Túlio. O camisa 1 do Bandeirante fez quatro ou cinco defesas difíceis, impedindo a Tuna Luso de chegar ao empate. Foi o grande destaque da minha partida número 1 de 2025.




O Bandeirante começou bem, apoiado pela sua torcida, que encheu as dependências do Estádio Mário Lima Santos


De pênalti, a Tuna deixou tudo igual ainda no primeiro tempo



No começo do segundo tempo, o Bandeirante voltou à frente em outro pênalti. Na segunda foto, a comemoração dos jogadores da casa





A Tuna se lançou ao ataque querendo outra vez o empate, mas não teve sucesso

No fim, a torcida vibrou com o Bandeirante 2-1 Tuna Luso, um grande passo rumo à classificação para a segunda fase. A Águia Guerreira se complicou, mas ainda tem duas rodadas para tentar o milagre. Como sempre, mal terminou a preliminar e os times do jogo de fundo já estavam em campo. Nenhuma equipe inédita para a Lista (ainda), mas uma partida emocionante.

Até lá!

Ficha Técnica: Bandeirante 2-1 Tuna Luso

Local: Estádio Mário Lima Santos (Brodowski); Árbitro: Rogério Fernando Alves Júnior; Público e renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Bruno, Marcos Muzzi, Túlio, Guilherme Santos, Igor Trindade, Wallace Carioca, Yaider Mena e Marcos Sadala; Gols: Marcos Muzzi 18 e Alê (pênalti) 33 do 1º, Fernandes (pênalti) 6 do 2º.
Bandeirante: Túlio; Antônio (Vitinho), Douglas (Guilherme Marques), Renato e Richard; Bruno (Keven), Clayton (Ronald), Marcos Muzzi e Fernandes; Marcos Vinicius (Guilherme Santos) e Cícero (Gladson). Técnico: Ricardo Quandt.
Tuna Luso: Gustavo; Everton Morais, Wallace Carioca, Igor Trindade e Davizinho (Madeira); Yaider Mena (Marcelo Loro), Thiago (Xamã), Henrico e Alê (Giovani); Saint Clair e Juninho (Fabrício). Técnico: Marcos Sadala.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Centro Olímpico se recupera e goleia a Tuna Luso no Pacaembu

Opa,

A segunda fase do Campeonato Brasileiro Feminino começou e com ela chegou a chance de vermos de pertinho confrontos sensacionais. Nossa primeira cobertura nessa nova etapa foi numa partida absolutamente imperdível entre Centro Olímpico e a genial Tuna Luso Brasileira, equipe paraense que era um sonho de consumo do que vos escreve desde sempre, no Estádio Paulo Machado de Carvalho.

Foi a primeira vez que alguma categoria da Águia Guerreira veio ao estado de São Paulo desde o ano 2000 e a primeira aparição na capital bandeirante desde 1984. Apesar de não ser o time masculino, campeão paraense dez vezes e duas vezes campeão nacional, o que vale mesmo é que a instituição em si esteve presente e isso já vale demais para nossa "coleção" de agremiações.


A Centro Olímpico (feminino) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


Tuna Luso B (feminino) - Belém/PA. Foto: Fernando Martinez.

A Tuna conquistou a vaga após terminar a primeira fase na vice-liderança do Grupo 4 do certame (o líder foi o Tiradentes/PI), somando três vitórias em quatro jogos. O ADECO foi o primeiro colocado do Grupo 1 marcando a melhor campanha entre os 20 participantes 100% de aproveitamento. Só que na estreia da atual fase, as paulistanas perderam a invencibilidade para o São José. Já as paraenses venceram em casa o São Francisco/BA.


Capitãs das equipes e quarteto de arbitragem paulista para o jogo com a árbitra Katiucia da Mota Lima, as assistentes Renata Ruel de Brito e Maria Núbia Ferreira Leite e a quarta árbitra Regildênia de Holanda Moura. Foto: Fernando Martinez.

Pouco antes do jogo um temporal caiu nas redondezas do Pacaembu e, obviamente seguindo a Lei de Murphy, eu estava no meio da rua. Conforme o horário marcado para a peleja se aproximou, o sol voltou a brilhar no charmoso estádio e pude acompanhar a peleja me secando à beira do gramado sem maiores problemas. Querendo se reabilitar, o Centro Olímpico começou o jogo a 200 km/h e antes mesmo do primeiro minuto já abriu o marcador.


Início da jogada do primeiro gol do Centro Olímpico. Foto: Fernando Martinez.

Paty fez grande jogada pela esquerda e cruzou a bola para o meio da área. A camisa 10 Gabi apareceu livre entre as zagueiras e fez o primeiro das paulistanas. A Tuna, ainda zonza pela blitz local, demorou para ver a cor da bola. Até os 30 minutos somente o ADECO jogou. Em meio a vários gols perdidos, a camisa 17 Tipa fez o segundo tento aos 26.


Comemoração pelo gol de Gabi, o primeiro das donas da casa. Foto: Fernando Martinez.


Chute de longe da bela camisa 4 do ADECO Calan. Foto: Fernando Martinez.

Aos 31 aconteceu a primeira chance de gol paraense, que contou com a preciosa colaboração da goleira Thaís. Ela vacilou ao tentar dominar a bola na entrada da área e por pouco não foi surpreendida pela atacante da Águia. Esse lance acordou a Tuna, e aos 33 Cássia, camisa 9 da equipe, diminuiu. O gol animou as meninas do norte do país e dali até o final do primeiro tempo o que se viu foi o domínio visitante. Para sorte do Centro Olímpico, o primeiro tempo terminou ainda com o placar apontando 2x1.


Outra jogada da camisa 77 Paty pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.

O segundo tempo começou com o sol batendo forte no estádio. O astro-rei acabou iluminando também o futebol do time local. O Centro Olímpico colocou ordem na casa e não deu sopa pro azar. A equipe jogou muito bem e ocupou o setor defensivo paraense. Chegamos ao ponto de ver quase uma roda de "bobinho" dentro da área da Tuna, tamanha era a facilidade encontrada.


Boa intervenção da goleira Rosany em chute de longe do escrete paulistano. Foto: Fernando Martinez.


Disputa de bola no ataque local. Foto: Fernando Martinez.

Nesse esquema, o ADECO anotou mais três vezes. Tamires, convocada de última hora para a disputa do amistoso da seleção nacional com os Estados Unidos no próximo dia 10, marcou aos 20 e aos 33 minutos. Gabi marcou o seu segundo gol e fechou a goleada de recuperação do time paulista aos 36.


Início da jogada do quarto gol do Centro Olímpico, marcado por Tamires. Foto: Fernando Martinez.


Placar final da sensacional peleja no Pacaembu. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Centro Olímpico 5-1 Tuna Luso. A vitória deixou a equipe paulistana na vice-liderança do Grupo 5 com três pontos ganhos, na frente das paraenses, que possuem a mesma pontuação, no saldo de gols. O São José é líder com seis e o São Francisco lanterna com nenhum ponto. Agora a competição agora terá uma pausa e voltará apenas no dia 13 de novembro. Com certeza ainda marcaremos presença em algumas partidas dessa fase.

Até a próxima!

Fernando