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terça-feira, 13 de outubro de 2026

Calor, gols perdidos e classificação tranquila do Ibrachina

Texto e fotos: Fernando Martinez


O segundo jogo do Ibrachina no sábado foi válido pelo Campeonato Paulista sub-17. Depois de fazer 3 a 1 fora de casa, o clube da Mooca recebeu o São Bernardo na Ibrachina Arena com a faca e o queijo na mão para se garantir nas oitavas de final sem muito esforço.

A campanha do sub-17 não tem os mesmos números do sub-15, mas, mesmo assim, é sensacional: 19 jogos, 15 vitórias, dois empates e duas derrotas. A missão não é nada fácil, mas a ideia pelos lados do clube é pelo menos repetir a performance de 2025, quando a equipe chegou à decisão e acabou derrotada pelo Sfera.




Ibrachina, São Bernardo, quarteto de arbitragem e capitães dos times

Assim como aconteceu no triunfo em cima do Brasilis pelo infantil, o Ibrachina não tomou conhecimento do Bernô e foi senhor da partida. Apesar do forte calor — que me obrigou a ficar na arquibancada, protegido pela sombra —, a pressão local foi grande desde os primeiros movimentos. O que complicou foi a falta de precisão nas finalizações.

Na primeira etapa, o Ibrachina chegou às redes somente uma vez, com Samuel Zanon, aos 17 minutos. Na etapa final, o número de chances criadas foi absurdo. O escrete paulistano perdeu pelo menos sete ou oito boas oportunidades de marcar. No fim, anotou apenas mais dois gols: um novamente com Samuel Zanon e outro em cobrança de pênalti de Arthur Tigrão.






O Bernô não foi páreo para o Ibrachina na Mooca



Arthur Tigrão fechando a vitória do Ibrachina em cobrança de pênalti


O segundo 3 a 0 colocou o sub-17 do Ibrachina nas oitavas de final

O 3 a 0 ficou barato e poderia ter sido muito mais. No fim, o que importou foi a confirmação da classificação para as oitavas de final. O adversário agora será o Cosmopolitano. Em 2024, ambos se enfrentaram pela mesma competição, e o jogo na capital foi um dos mais confusos que já vi na vida. Foram dez expulsões e a partida terminou antes do tempo regulamentar porque o time de Cosmópolis ficou sem jogadores suficientes para continuar. Espero que seja mais tranquilo desta vez.

Derretendo de calor, voltei para o QG da Zona Oeste para ficar o restante do sábado descansando, já que a noite mal dormida estava cobrando seu preço.

Até a próxima!

Ficha Técnica: Ibrachina 3-0 São Bernardo

Local: Ibrachina Arena (São Paulo); Árbitro: Israel de Souza Catarino; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Pedro Augusto, Nicolas Melo, Estevão Parente, Arthur Tigrão, Samuel Zanon, Douglas Rodrigues, João Victor, Kauê Schurkim, Heitor Pelegrini, Gabriel Cerato e Gabriel Gonzaga; Gols: Samuel Zanon 17 do 1, Samuel Zanon 7 e Arthur Tigrão (pênalti) 15 do 2º.
Ibrachina: Lorenzo Lucas; Estevão Parente (Douglas Rodrigues), Pedro Henrique, Nicolas Melo e Pedro Augusto (Pedro Rezende); Diego Cilito, Arthur Tigrão (Matheus Micolette), Samuel Borges (João Victor) e Pietro Jesus (Miguel Castro); Samuel Zanon (Luiz Guilherme) e Gustavo Godoy (Kauan Pereira). Técnico: Alexandre Seichi.
São Bernardo: Murilo Felex; Mateus Boarochelo (Weslley), Moisés Silva, João Luís e Heitor Pelegrini; Gabriel Cerato, Gabriel Gonzaga, Juninho e Kevyn Ryan; Kauê Schurkim (Caio Costa) e Bryan Pereyra (Lucas Ticianelli). Técnico: Rodrigo Oliveira.

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Ibrachina faz a lição de casa diante do Brasilis

Texto e fotos: Fernando Martinez


A madrugada de sexta para sábado foi terrível em termos de sono. A noite péssima acabou me dando a oportunidade de cobrir uma rodada dupla na manhã de sábado, pelos estaduais infantil e juvenil da FPF. Na abertura da jornada, teve confronto entre Ibrachina e Brasilis pelo Campeonato Paulista sub-15, na Mooca.

Ainda não tinha acompanhado nenhuma rodada dupla do escrete paulistano naquele ano. Deu certo porque dormi só meia hora e, como o sono custou a chegar, decidi ir até a Ibrachina Arena. Minha última jornada em dobro ali tinha sido em 21 de junho do ano passado, quando acompanhei dois jogos e vi um duplo 3 a 0 contra o Colorado de Caieiras, ainda pela primeira fase.




Times posados na base do grito e a imagem dos capitães com o quarteto de arbitragem

A campanha do Ibrachina em 2026 é absurda. Até o duelo contra o clube de Águas de Lindoia, nada menos do que 19 jogos com 17 vitórias, um empate e apenas uma derrota. A equipe vinha de 15 triunfos consecutivos e, depois de fazer 1 a 0 fora de casa, tinha tudo para se garantir nas oitavas de final da competição. Para o Brasilis, restava uma espécie de milagre. É, só que ele não aconteceu.

Quando a bola começou a rolar, ficou claro que o favoritismo do Ibrachina não permitiria sustos. A pressão foi grande e, aos 18 minutos, Daniel Zanini abriu o marcador. O segundo gol saiu três minutos depois, em bonita jogada de Pedro Mello. Ele recebeu passe vindo da esquerda, deu um drible incrível no goleiro e tocou calmamente para as redes.

Na etapa final, que acompanhei com a dupla Milton e Victor debaixo das cabines, o único lugar com sombra por ali, o domínio dos donos da casa continuou, embora o ímpeto ofensivo tenha diminuído. Mesmo com boas chances, o time marcou apenas mais uma vez, com Pedro Miguel, e garantiu sua vaga nas oitavas de final sem muito esforço. O adversário do clube mooquense será o Grêmio Prudente.







O Brasilis pouco fez e o Ibrachina foi senhor do jogo pelo Paulista sub-15


Daniel Zanini marcou o primeiro. Aqui a comemoração



Pedro Mello fez o segundo, o mais bonito gol da manhã


Vitória tranquila e segura do Ibrachina, que agora está nas oitavas

Após o 3 a 0 da equipe sub-15, foi a vez do Paulista sub-17 pedir passagem. Mudou o campeonato e o adversário, mas a postura do Ibrachina juvenil foi a mesma.

Até lá!

Ficha Técnica: Ibrachina 3-0 Brasilis

Local: Ibrachina Arena (São Paulo); Árbitro: Marcos Roberto de Jesus Nunes; Público e Renda: Portões abertos; Gols: Daniel Zanini 18 e Pedro Mello 21 do 1º, Pedro Miguel 19 do 2º.
Ibrachina: Enrico Buosi; Arthur Sampaio (Leonardo Borges), Murilo Nascimento, Francisco Ortega (Govani Oliveira) e Lucas Antônio (Miguel Silva); Daniel Carvalho (Igor Balbo), Pedro Mello (Murilo Ribeiro), Rhuan Andaluz e Pedro Miguel (Kauã Sores); Daniel Zanini (Cauã Ferreira) e Matheus Landim. Técnico: Hugo Valsi.
Brasilis: Lucas; Yuri, Ducatti, Gustavo (Zé Gabriel) e Thobias; Nubiato, Miguel (Formiga), Patrick (José Pedro) e Zé Kaick (Bordin); Breno (PH) e Japa (Gabriel). Técnico: Cícero Martins.

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Na Fazendinha, a maior goleada da edição 2026 do Brasileiro sub-17

Texto e fotos: Fernando Martinez


Fechando o mês de setembro, o Campeonato Brasileiro sub-17 chegou à sua última rodada da primeira fase e eu fui conferir de perto o duelo de um dos bons times da competição contra o lanterna absoluto. No gramado do Estádio Alfredo Schurig, Corinthians e Atlético/GO ficaram frente a frente com campanhas totalmente distintas.

O alvinegro ocupava a terceira colocação com 36 pontos e já estava classificado para as quartas de final com antecedência. Por sua vez, o escrete atleticano era o último colocado com apenas três pontos, uma vitória e 17 derrotas. O único resultado positivo foi o 1 a 0 contra o Internacional. O Dragão tinha nada menos do que um saldo negativo de 46 gols e 62 gols sofridos em todo o torneio.

Vale mencionar que, diferentemente do sub-20, o nacional sub-17 não tem rebaixamento, mas o Atlético estará fora da edição de 2027 por causa de sua queda no ranking da CBF. Os 20 participantes do certame são os 20 primeiros do ranking da entidade, então o onze goiano e o América/MG ficarão de fora no ano que vem. No lugar, entrarão Coritiba e Mirassol, que fará a sua estreia.


Faixa na entrada do clube social corintiano indicando os 100 anos de Parque São Jorge




Corinthians, Atlético/GO, quarteto de arbitragem e capitães dos times

Já tinha visto o Atlético em ação no fim de agosto, quando foi goleado pelo Flamengo por 7 a 0 na Gávea, na minha despedida da pequena turnê que fiz no Rio de Janeiro. Não esperava algo muito diferente no gramado do Parque São Jorge e a expectativa, claro, se confirmou desde os primeiros lances. Miguel Moscardo abriu o placar aos 13 minutos e, apesar da pressão, o Corinthians demorou para ampliar. Os gols voltaram apenas na parte final da etapa inicial. Léo Rodrigues marcou duas vezes e Miguel Moscardo anotou o quarto.

Na segunda etapa, o Atlético cansou e o que se viu foi um baile corintiano. O problema foi o número de chances desperdiçadas. Sem exagero algum, se a molecada tivesse colocado o pé na forma, a vitória teria chegado a dois dígitos com folga. Não chegou, mas foi por pouco. Igor Macedo fez o quinto completando sozinho um bom cruzamento da direita. Aos 20, foi a vez de Gabriel Cordeiro. Ele chutou da entrada da área e contou com o desvio da zaga. O mesmo jogador fez o sétimo aos 33, driblando o goleiro e tocando para as redes. Tupã, que tinha desperdiçado dois bons ataques, fechou o massacre aos 42 com um belíssimo gol por cobertura.




O Corinthians não deu nenhum espaço ao lanterna do Brasileiro sub-17 desde os primeiros momentos


Comemoração do primeiro gol da tarde, marcado por Miguel Moscardo



O chute de Léo Rodrigues no segundo tento alvinegro




Léo Rodrigues anotou o terceiro em chute cruzado no canto


Boa finalização de Miguel Moscardo. Era o quarto tento mandante


No fim, o Corinthians aplicou a maior goleada da edição 2026 do Brasileiro sub-17

O 8 a 0 colocou o onze mosqueteiro na vice-liderança no fim da primeira fase, com 39 pontos. O líder foi o Palmeiras, com 44. O alvinegro agora enfrenta o Flamengo, sétimo colocado, em duelos de ida e volta. Também teremos Palmeiras x Atlético/MG, Red Bull Bragantino x Fortaleza e Fluminense x Cruzeiro. Vai ser fácil chegar à decisão? Não mesmo, mas o elenco do time do Parque São Jorge é muito bom.

Com o ritmo bem menor por conta de vários fatores, a ideia agora é emplacar nova cobertura na sexta-feira com a Série B do Brasileiro, campeonato que não vejo de perto há quase quatro anos.

Até lá!

Ficha Técnica: Corinthians 8-0 Atlético/GO

Local: Estádio Alfredo Schürig (São Paulo); Árbitro: Vinicius Diniz de Camargo/SP; Público: 214 presentes; Renda: Portões abertos; Cartão amarelo: Brunno; Gols: Miguel Moscardo 13 e 46, Léo Rodrigues 37 e 40 do 1º, Igor Macedo 13, Gabriel Cordeiro 20, 33 e Tupã 42 do 2º.
Corinthians: Milani; Pirituba (Kevin Fernando), Lucão (Estevão Balarin), Nathan e Wendel (Pedro Nogueira); Lucas Splichal, Sales e Léo Rodrigues (Piracicaba); Matheus Rocha (Gabriel Cordeiro), Igor Macedo e Miguel Moscardo (Tupã). Técnico: Guilherme Nascimento.
Atlético/GO: Godói; Brunno, Juan (Kauan Vitor), João Lucas e Kalebe (Miguel Herdeiro); Lucas Rocha (Matheus Kawan), Carlos Henrique e Lauren (Luiz Felipe); José Antônio (Paulo Rian), Renan Paulino (Lucas Santos) e Rafael Gomes. Técnico: Hugo Lima.

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Real Madrid x Paraguai: uma noite perdidaça no Canindé

Texto e fotos: Fernando Martinez


Decidido o título do Torneio Internacional Estrelas a favor do Flamengo, o Estádio Oswaldo Teixeira Duarte foi palco do jogo mais esperado do sábado: Real Madrid x Seleção do Paraguai. Um dos duelos mais insólitos já disputados no gramado do estádio rubro-verde em toda a sua história. Uma daquelas partidas bem perdidaças que tanto gostamos.

O Real Madrid faz parte da minha Lista de times masculinos desde o Mundial de 2000 e agora também passa a fazer parte da Lista feminina. Digamos que vai ser difícil voltar a ver o elenco sub-19 em ação, ainda mais no Canindé. Na estreia, derrota de 3 a 1 contra o São Paulo e a expectativa de ficar com a terceira colocação do minitorneio com um triunfo em cima do Paraguai, que foi derrotado pelo Flamengo na estreia pela contagem mínima. Aliás, o selecionado sul-americano se tornou figurinha carimbada nestes campeonatos femininos.




Digamos que vai ser difícil um duelo desse se repetir no Canindé alguma vez por uma série de fatores. E não é sempre que temos foto do Real Madrid posado, independentemente da categoria, aqui no JP

Boa parte da torcida foi embora e quem ficou sofreu. O que se viu no gramado lusitano foi um jogo muito, muito ruim e com raros momentos minimamente interessantes. Desde os primeiros movimentos, ficou claro que gol mesmo só sairia na base do milagre. Com um cenário de terra arrasada assim, o 1 a 0 para qualquer lado seria goleada.

O Paraguai foi muito melhor do que o Real Madrid, porém não foi assim uma Brastemp. As finalizações foram todas sem direção e passaram longe do gol. O marcador foi inaugurado apenas aos 46 minutos em vacilo da zaga espanhola e bom chute de Yuliza Franco. Ufa! Pelo menos não veríamos um 0 a 0.

Antes do tempo final, contando com a indefectível presença do amigo Edson de Lima, bati um papo com Romeu Castro, de longe uma das maiores figuras envolvidas com o futebol feminino desde os anos 80. Ele trabalhou em vários clubes históricos e presenciou momentos cruciais da categoria desde então. Foi um papo bastante revelador com alguém que tem total propriedade para falar do assunto e que conhece o FF com sobras. Posso dizer que a realidade está longe do que influencers e "especialistas" falam nas redes sociais, tudo de modo superficial e parcial.






Detalhes do surreal Real Madrid x Paraguai no gramado do Canindé



Detalhe do primeiro gol paraguaio




No segundo tempo, seguiu o domínio das sul-americanas


A comemoração do segundo gol da seleção do Paraguai no Canindé

A conversa rolou durante boa parte da segunda etapa e serviu para preencher bem o tempo, já que o jogo seguiu muito fraco e abaixo da média. Os times até tiveram seus momentos, nada muito fora do normal. O 1 a 0 estava praticamente selado quando Maira Sanchez cobrou escanteio da direita, a goleira Nuria deu rebote em cabeçada e a bola sobrou livre para Yuliza Franco fazer o seu segundo tento na noite aos 47 minutos.



As equipes recebendo a premiação pelo terceiro e quarto lugar do Torneio Internacional Feminino

O 2 a 0 deixou a Seleção do Paraguai com a terceira colocação do Torneio Internacional Estrelas, enquanto o Real Madrid ficou na última posição. Da minha parte, e mesmo com uma peleja tão fraca, valeu demais. Acompanhar um confronto assim em campo neutro é sempre um privilégio.

Voltei para o QG da Zona Oeste pegando o coletivo que leva até a Estação Luz da Linha Amarela na companhia do amigo Edson sem saber qual será a próxima cobertura. Fazer 50 anos não tem sido uma boa experiência em termos de saúde até aqui. Estou precisando me benzer.

Até a próxima!