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segunda-feira, 29 de junho de 2026

Ituano e Maranhão empatam sem gols em noite de pouca inspiração

Texto e fotos: Fernando Martinez


Desde o último dia 11 a minha vida tem girado em torno da Copa do Mundo. A rotina tem sido acordar, ver jogo o dia todo, comer de vez em quando, tomar banho e dormir. Não consigo imaginar algo melhor. Na noite do último domingo, porém, dei um tempo nessa vida sofrida para acompanhar uma partida do Campeonato Brasileiro da Série C. Direto do Estádio Novelli Júnior, em Itu, o Ituano recebeu uma equipe que eu nunca tinha visto no profissional, o sensacional Maranhão Atlético Clube.

A segunda fase da Copa começou às quatro da tarde com Canadá x África do Sul. Quase que as seleções atrapalham a programação e só no último minuto nos livramos de ter uma prorrogação que nos faria sair mais tarde. Junto com a dupla Caio/Pucci pegamos a estrada sem crise e, cerca de uma hora antes do apito inicial, já estávamos pertinho da casa rubro-negra.




O Ituano é um daqueles times que dificilmente posam para a foto. Mais um com essa bobagem. Mas o Maranhão posou normalmente, assim como os capitães e o quarteto de arbitragem

O MAC, fundado em 1932 e que tem 18 títulos do Campeonato Maranhense, não vem com frequência atuar em terras paulistas. Aliás, ele não vem praticamente nunca. Na capital, a única visita foi no longínquo 1980, contra o São Paulo. Na Copa São Paulo de Futebol Júnior esteve apenas uma vez perto de casa. Foi em 2009, quando ficou em um grupo sediado em Embu das Artes. O JP cobriu um dos jogos do clube, uma derrota para o Goiás por 7 a 0. É definitivamente uma figurinha raríssima.

O duelo foi válido pela 12ª rodada da primeira fase. O Ituano, que vinha de um 0 a 0 contra o Figueirense, ocupava a quinta colocação com 18 pontos, enquanto o Bode Gregório (um dos melhores apelidos de time de todos os tempos) estava em 15º, com 13. Eu juro que estava com uma expectativa altíssima e muito animado para tirar o "J" de um clube tão legal. Só que bastou a bola começar a rolar para o astral mudar.

Eu já tinha visto alguns jogos ruins neste ano, mas o Ituano x Maranhão foi uma coisa tenebrosa. Acompanhando o ataque dos donos da casa, foi uma tarefa hercúlea salvar alguma foto. Os avantes simplesmente não chegaram perto da área adversária. Nos primeiros 45 minutos houve apenas um chute no gol visitante e nada mais. Zero. Niente. O que me salvou foi o papo com os outros fotógrafos presentes.

Na etapa final, como Léo Jaime dizia nos anos 80, "nada mudou". O Maranhão até se soltou mais, porém suas investidas não deram em nada. O Galo tentou emplacar aquela famosa blitz nos últimos 20 minutos, porém, mesmo na base da força, teve apenas um grande momento, quando Jean fez boa defesa em finalização de Razera. Três momentos dignos de registro em 90 minutos é praticamente nada. Foi uma daquelas partidas em que o apito final parece demorar uma eternidade.

O modorrento empate sem gols manteve o Ituano em quinto lugar, agora com 19 pontos, três abaixo do líder Guarani. Já o MAC caiu uma posição e está em 16º, com 14 pontos, quatro à frente do Itabaiana, primeiro integrante da zona de rebaixamento. Agora faltam sete jogos para o término da primeira fase. Vale dizer que ambos precisam melhorar o repertório, caso contrário não irão muito longe.












Imagens de um jogo bastante ruim no Novelli Júnior. Mas tudo bem, vi o Maranhão no profissionalismo pela primeira vez


Placar final de outro 0 a 0 no Novelli Júnior

Nada melhor do que tirar a nhaca da peleja com uma semana cheia de rodadas triplas pela Copa do Mundo. Talvez pinte outro joguinho no fim de semana, claro, desde que não coincida com a agenda futebolística na América do Norte. A ver.

Até a próxima!

Ficha Técnica: Ituano 0-0 Maranhão

Local: Estádio Novelli Junior (Itu); Árbitro: Charly Wendy Derett/SC; Público: 387 pagantes; Renda: R$ 4.955,00; Cartões amarelos: GW, Tiaguinho; Will, Keven, Jean, Vander e Joélson.
Ituano: Saulo; Lucas Mota, Carlão, Leo Coltro e Tiaguinho; GW, Thassio (Alason Carioca), Kauan Richard (Lucas Stefanello) e Xavier; Léo Passos (Razera) e Neto Berola (Bruno Mezenga). Técnico: Mazola Júnior.
Maranhão: Jean; Keven (Fernando), Lucão e Tibúrcio e André Radija; Vander, Rosivan e Jorge (Raílson); Will, Felipe Cruz (Joélson) e Rafael (Felipe Sales). Técnico: Jerson Testoni.


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