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sexta-feira, 16 de maio de 2025

Após 20 anos, Bolívar volta ao JP com derrota no Allianz Parque

Texto e fotos: Fernando Martinez


Seguindo a linha editorial do JNP, o Jogos Nada Perdidos, na noite de quinta surgiu a chance de cobrir mais uma partida da edição 2025 da Taça Libertadores da América. Fui até o Allianz Parque para conferir de perto o dono da melhor campanha da competição, o Palmeiras, claro, contra o Bolívar, que ainda buscava uma vaga nas oitavas de final.

Assim como no jogo do Libertad na noite anterior, eu não via o Bolívar desde o distante ano de 2005, há vinte anos. Em uma Vila Belmiro muito diferente da atual, acompanhei a derrota boliviana por 6 a 0, no ano em que o Santos parou nas quartas de final, eliminado pelo Atlético Paranaense.

Depois de assistir a duas partidas sul-americanas começando às 21h30, ver um jogo com apito inicial às 19h foi uma alegria. O estádio do time verde é o mais próximo do QG na Zona Oeste, então consegui sair com antecedência e chegar sem problemas. O galho mesmo foi o busão com gente saindo pelo ladrão e sem ar condicionado.


Sociedade Esportiva Palmeiras - São Paulo/SP


Club Bolívar - La Paz/BOL


Os capitães de Palmeiras e Bolívar junto com o quarteto de arbitragem

Fiz as fotos oficiais e fui buscar meu lugar no gol "da esquerda" da cancha. Não há como negar que o alviverde é o grande favorito em todas as competições que disputa, então acreditava que os comandados de Abel Ferreira não teriam dificuldades para despachar o Bolívar. Quando a bola rolou, ficou clara a diferença técnica. Em dez minutos, o Palmeiras já vencia por 2 a 0.

O problema é que, depois disso, a rapaziada sossegou. Se aventuraram raramente ao ataque e deram espaço para o Bolívar, que pouco fez de relevante. Deu sono. Na etapa final, já acompanhado de perto do ataque local, quase nenhuma emoção real. Se tivessem forçado mais, dava para terem goleado. Marcaram o terceiro, mas o gol foi anulado, assim como o gol de honra boliviano, também invalidado pelo assistente.





Lances do primeiro tempo no Allianz Parque






Na etapa final a peleja seguiu com o Palmeiras melhor, mas o placar não foi alterado

Ficou mesmo em Palmeiras 2-0 Bolívar. Os alviverdes garantiram a melhor campanha da primeira fase com uma rodada de antecedência, um verdadeiro feito. Surgem, de novo, como favoritos para conquistar o quarto título da Libertadores, assim como no Brasileiro, Copa do Brasil e outras competições. Já o Bolívar foi eliminado e ainda luta por uma vaga na Sul-Americana.

Sem pressa, retornei ao conforto do QG, já pensando na rodada de sexta-feira, voltando aos bons e velhos jogos perdidos. Teve confronto bem legal pela Série A do Paulista Sub-20 em Mauá.

Até lá!

Ficha Técnica: Palmeiras 2-0 Bolívar

Local: Allianz Parque (São Paulo); Árbitro: Maximiliano Ramirez/ARG; Público: 28.831 pagantes; Renda: R$ 2.358.169,80; Gols: Murilo 5 e Facundo Torres aos 11 do 1º.
Palmeiras: Weverton; Marcos Rocha, Murilo, Bruno Fuchs e Piquerez (Vanderlan); Emiliano Martínez, Richard Ríos e Mauricio (Raphael Veiga); Felipe Anderson (Mayke), Facundo Torres (Luighi) e Vitor Roque (Flaco López). Técnico: Abel Ferreira.
Bolívar: Cordano; Yomar Rocha, Miguel Torren, Jose Sagredo e Ramírez (Quinteros); Melgar (Dorny Romero), Robson Matheus e Leonel Justiniano; Velázquez (Bruno Savio), Pato Rodriguez e Fábio Gomes. Técnico: Flavio Robatto.

sexta-feira, 13 de maio de 2005

Especial Libertadores no JP (parte 2 de 3)

Fala povo!

Bom, agora vamos a segunda parte parte do ESPECIAL LIBERTADORES, falando da sequência de insanidade que tomou conta de parte do Clube nessa semana.

Como todos já viram, fui pra Curitiba na terça, e voltei por volta do meio-dia da quarta-feira. A situação mais sensata aqui seria ficar o dia todo descansando certo? ERRADO! O ideal é só se trocar e tomar um banho após chegar em casa, e descer com os amigos para a baixada santista e assistir um jogo com um time novo pra Lista: O Bolívar, time que vínhamos perseguindo faz tempo.


A gloriosa equipe do Bolívar entrando em campo. Foto: Fernando Martinez.

Os insanos para esse capítulo além da minha pessoa: O Mílton e o Estevan, ressurgindo após alguns dias de recesso. Pegamos um trânsito básico para chegar em Santos, e errando uma entrada simples, fomos parar na Praia Grande. Genial. Depois de 1 hora rodando, chegamos ao "templo" da Vila Belmiro. Olha, eu curto história, curto coisas e lugares históricos também, e entendo o que a Vila significa para o mundo. Mas de longe é o pior lugar para se assistir um jogo de futebol, enumero aqui o mínimo de porcaria que acontece por lá.

- Acho que 50% dos lugares lá dentro ficam com a visão prejudicada para assitir o jogo;
- Não há espaço para circulação de pessoas nas arquibancadas. Se tiver alguma situação de pânico lá, morre todo mundo;
- Na arquibancada superior, temos que nos curvar para andar normalmente;
- Na inferior, só andando agachado, e correndo o risco de bater a cabeça nas colunas de concreto das numeradas;
- Uma, isso mesmo, uma única saída para todos que estão nas arquibancadas supeiores. De novo, em caso de situação extrema, morre todo mundo, sem erro.

PÉSSIMO, simplesmente PÉSSIMO. Num país sério, estádio como esse seria interditado sem dúvida nenhuma. Mas como estamos no Brasil, deixa quieto, deixa os torcedores ficarem lá que nem gado. O contraste foi total, depois de estar na Baixada na terça, na quarta estive no pior de todos os estádios que já vi uma partida de futebol (pior do que o do Lami de Porto Alegre, e isso não é pouca coisa). Tirando tudo isso, o jogo foi fantástico. Tenho que dar o braço a torcer: o toque de bola santista é fantástico, e o time jogou por música. Tudo bem que o Bolívar estava mais cansado do que eu, mas mesmo assim foi um massacre.


Paulo César cruza, para Ávalos marcar o segundo gol Santista. Foto: Fernando Martinez.


Visão geral do jogo entre Santos x Bolívar. Foto: Fernando Martinez. [310109]

O jogo virou 3 e acabou 6, e se o time do Santos tivesse mais empenho, poderia ter sido até 8 ou 9 a 0. Todos sabem do meu amor pelo time santista, mas não posso negar que eles tem um time muito bem armado e entrosado, e isso é fundamental!


Ataque santista pela lateral do gramado. Foto: Fernando Martinez. [180411]


Lance ofensivo do Santos no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez. [180411]

Mas valeu, mais um time para a Lista, e um 6 a 0 que não vemos toda hora. Por ser um placar tão difícil nunca imaginei que veria outro, logo no dia seguinte.

Até lá!

Fernando