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quarta-feira, 28 de março de 2012

JP nos Pampas (3 de 3): Jogo parelho e empate entre Sapucaiense e Passo Fundo na Divisão de Acesso

Fala, pessoal!

Novamente com uma merecida folga, o domingo passado me reservou a oportunidade de fechar a "trilogia 2012" de times novos no Rio Grande do Sul. Pela terceira vez - já tinha visto dois jogos ali em 2006 e 2007 - fui ao Estádio Arthur Mesquita Dias, em Sapucaia do Sul, para acompanhar um joguinho de futebol. Em campo, Sapucaiense e o genial EC Passo Fundo se enfrentaram pela 7ª rodada da Divisão de Acesso 2012 (a antiga segunda divisão) do Campeonato Gaúcho.

Antes do futebol, a agenda marcou um almoço com muito churrasco com os amigos que me acompanham na viagem. De barriga cheia fui pegar o trem até a estação Sapucaia da Trensurb. Desci sem pressa e um quarteirão e meio depois já estava nas dependências do estádio. Por ter jogado a primeira divisão em 2008 e 2009, o local está bem diferente das outras vezes que estive ali. A cabine de imprensa foi remodelada, agora existe um espaço bom para a torcida visitante e no espaço destinado à torcida local existe uma pequena parte coberta e uma "tribuna".

O que não mudou foi que o local ainda mantém um delicioso charme que só estádios pequenos tem, pois é acanhado e a torcida fica perto do campo de jogo. Certamente ali não cabem nem mil pessoas, e nem por isso a FGF impede a equipe de jogar futebol profissional. Bem diferente do que acontece em São Paulo, aonde o controverso artigo a respeito das "capacidades do estádio" ainda vigora absoluto. Já passou a hora da Federação Paulista rever isso, pois com certeza essa obrigatoriedade é um dos motivos que está matando de forma irreversível o futebol do interior.

Polêmicas à parte, um simpático clone do Seu Madruga me deixou entrar no campo e pude então captar as imagens exclusivas das equipes e do trio de arbitragem:


GE Sapucaiense - Sapucaia do Sul/RS. Foto: Fernando Martinez. 


EC Passo Fundo - Passo Fundo/RS. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times e trio de arbitragem da peleja. Foto: Fernando Martinez.

A sensação de poder ver o Passo Fundo ao vivo foi algo do mesmo nível do dia anterior, quando matei o Aimoré e o Santa Cruz. Os três times faziam parte do campeonato gaúcho na segunda metade dos anos 80, tempo em que comecei a me interessar por futebol. Dessa época faltam poucos times do estado na minha Lista, como o Inter de Santa Maria e o São Paulo de Rio Grande.

Falando novamente do Galo da Serra, o time foi fundado em 1986, resultado da fusão entre o 14 de Julho e Gaúcho. No primeiro ano já foi campeão da segundona e subiu para a elite do estado. Anos depois a fusão foi desfeita e o alviverde decidiu voltar ao profissionalismo. Isso fez com que em 2003 a equipe tirasse o verde do uniforme e passasse a usar apenas o vermelho e o branco como cores oficiais. Em 2006, no aniversário de 20 anos do time, a equipe foi rebaixada e não jogou a divisão de acesso em 2007. Em 2008 o time voltou ao profissionalismo e também colocou novamente o verde no uniforme.

Já o Sapucaiense foi fundado em 1941, e apenas em 2005 iniciou suas atividades no profissionalismo. Logo no terceiro ano foi campeão da segunda divisão e subiu para a elite. Em 2008 conseguiu um impressionante sexto lugar, mas em 2009 fez uma campanha ruim e foi rebaixado. Em 2010 ficou em terceiro lugar na Copa FGF e com isso garantiu vaga na Copa do Brasil desse ano. Na sua primeira disputa nacional, enfrentou a tradicionalíssima Ponte Preta, empatando o primeiro jogo em Porto Alegre e perdendo o segundo em Campinas.

Falando agora da segundona, os dois times fazem parte da Chave 2 da Divisão de Acesso desse ano. O grupo também conta com as presenças de União Frederiquense, Santo Ângelo, Esportivo, Panambi, Brasil de Farrroupilha, Glória, Juventus e Milan. Os seis primeiros colocados vão para a próxima fase enquanto os três últimos caem para a terceirona após jogos em turno e returno. Tanto Sapucaiense quanto Passo Fundo fazem campanhas boas e estão no G6 desde as primeiras rodadas.


Marcação firme de jogador do Passo Fundo em cima de atleta do Sapucaiense. Foto: Fernando Martinez.

Após todos os trâmites para a peleja finalmente se iniciar, resolvi acompanhar o ataque dos donos da casa durante a etapa inicial numa confortável sombrinha na linha de fundo. Para o desespero dos torcedores locais, o Passo Fundo foi melhor desde os primeiros minutos. Aos 9, Da Silva tentou cruzar na área e colocou a bola sem querer milimetricamente no ângulo direito do goleiro do Grêmio. Tricolor, 1x0.


O primeiro tempo foi com o Passo Fundo conseguindo neutralizar as jogadas do time local graças à forte marcação. Foto: Fernando Martinez.


Bola levantada dentro da área do time visitante, mas o jogador local não conseguiu alcançar. Foto: Fernando Martinez.

O Sapucaiense não conseguia criar boas chances, e embora chegasse perto da área adversária em jogadas pelas laterais, o arqueiro visitante não sofreu maiores sustos, pois as investidas ofensivas eram efêmeras. O tempo foi passando sem que o panorama fosse alterado. Mas quando o primeiro tempo estava chegando perto do seu final, o time vermelho e preto conseguiu deixar tudo igual no marcador.


A zaga do Tricolor afastando o perigo. Foto: Fernando Martinez.

A equipe teve uma falta marcada a seu favor na entrada da área. Leandro Nunes foi para a cobrança e colocou a pelota magistralmente no canto direito do arqueiro do Passo Fundo. O camisa 1 ainda tentou mandar a bola pra escanteio, mas não teve como impedir o gol dos donos da casa. O intervalo chegou com a igualdade estampada no marcador. O pessoal das rádios do interior gaúcho estavam indignados com o gol sofrido, pois para eles foi o "melhor tempo jogado pela equipe no certame desse ano".


Detalhe da cobrança de falta que originou o gol de empate do Sapucaiense. Leandro Nunes (na imagem encoberto pelo camisa 4 do Passo Fundo) bateu com muita classe. Foto: Fernando Martinez.

Durante o intervalo fui para o banco reservado a profissionais de imprensa no meio do gramado, logo ao lado do vestiário do time visitante. Assim como os repórteres, o técnico do Passo Fundo, Ricardo Attolini, também não gostou nada de ter dominado as ações e ter sofrido o empate no finalzinho. Colérico, ele desceu a lenha nos jogadores com termos não muito simpáticos, numa palestra motivacional às avessas.


Início de ataque local no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.


Mais uma chegada perigosa do Sapucaiense no tempo final. Foto: Fernando Martinez.

Decidi ficar por ali na paz durante o tempo final, e pude presenciar um verdadeiro jogo de futebol com o estilo gaúcho de ser: pegado, ríspido, com jogadas bruscas e concentrado no meio de campo. Quando o futebol reaparecia o Sapucaiense era melhor, e assim chegou muito perto de virar o marcador. Legal era curtir os comentários super "imparciais" do repórter da rádio de Passo Fundo. Para ele o árbitro estava comprado e todas as faltas marcadas a favor do Sapucaiense não existiram. Profissionalismo é a alma do negócio!


Cabeçada do camisa 9 do Grêmio que passou perto do gol. Foto: Fernando Martinez.


Atletas levitando no gramado do Arthur Mesquita Dias. Foto: Fernando Martinez.

Mesmo não sendo um jogo ruim (longe disso) a partida acabou terminando com o placar ainda do primeiro tempo: Sapucaiense 1-1 Passo Fundo. O Tricolor agora é terceiro lugar da Chave 2 com 12 pontos conquistados em 7 partidas. O Grêmio está na quinta posição, com 10 pontos em 5 jogos, já que tem duas partidas que foram adiadas em virtude da participação do time na Copa do Brasil.

Sem perder tempo, mas feliz com meu 1967º jogo visto em todos os tempos (o 2000 deve chegar em junho) e meu 538º time na Lista, voltei na boa para a cidade de Canoas, local do meu QG nessa semana. A noite de domingo foi regada a muito bate-papo e muita risada com o pessoal paulistano que está comigo nessa turnê 2012. Esse foi o ponto final nos meus posts da primeira parte da viagem, e já torço para que em abril consiga ver algo na parte II.

Até lá!

Fernando

sexta-feira, 30 de março de 2007

"JP Tour" pelo Rio Grande do Sul (parte 9 de 10)

Fala pessoal!

Começo hoje aqui a postar a última rodada dupla que fiz na minha recente turnê pelo Sul do país. Mesmo com um calor que poucas vezes vi na vida, na tarde da última quarta-feira havia um jogo pelo Campeonato Gaúcho da 2ª divisão que foi um dos motivos da minha viagem. O jogo reunia um time com uma tradição imensa e um dos preferidos aqui do pessoal do JP.

Pena que mudaram o mando de jogo na terça-feira e não vi esse time no seu campo, mas mesmo assim não poderia perder uma chance dessas. O jogo aconteceu na cidade de Sapucaia do Sul, e reuniu o time local do GE Sapucaiense e o genial EC Cruzeiro de Porto Alegre, campeão gaúcho de 1929 e com uma história fantástica.


Escudinhos do Sapucaiense e do Cruzeiro de Porto Alegre. Fotos: Fernando Martinez.

Já tinha visitado o simpático clube de Sapucaia do Sul ano passado, mas foi realmente emocionante assistir um jogo do time do Cruzeiro. Uma honra devido à grande história do clube e do que ele representa para o futebol gaúcho. E mais legal ainda foi a recepção que tive por parte do pessoal do time. Os dirigentes Fleck e Ernâni e o técnico Rodrigo Bandeira se mostraram bastante felizes com a presença do blog por lá, e os dois últimos já conheciam o nosso trabalho via RedeTV!. Um abraço à eles, e o JP deseja grande sucesso ao Cruzeiro.


Fachada do estádio do GE Sapucaiense. Foto: Fernando Martinez.

Bom, falando do jogo, entrei no campo para as fotos oficiais do jogo. Com um belo colorido, seguem as fotos dos times posados e da arbitragem:


GE Sapucaiense - Sapucaia do Sul/RS. Foto: Fernando Martinez.


EC Cruzeiro - Porto Alegre/RS. Foto: Fernando Martinez.


Trio de arbitragem com os capitães da partida. Foto: Fernando Martinez.

Como disse antes, o jogo era para ter sido no campo do Cruzeiro, mas o time está reformando seu gramado e o mando foi invertido. Para os jogos de volta dentro do grupo, o time jogará em cidades perto da capital, como São Leopoldo e a mesma Sapucaia do Sul. A previsão para o gramado do Estrelão ficar pronto é o mês de maio.

Dentro do gramado do Estádio Artur Mesquita Dias, curti um ótimo jogo de futebol no primeiro tempo. Os dois times precisavam da vitória e os dois foram pra cima das defesas adversárias.


Bola levantada e jogadores dos dois times buscam o cabeceio. Foto: Fernando Martinez.

As equipes alternavam ótimos momentos nos ataques. O Sapucaiense foi um pouco mais perigoso, inclusive perdendo um gol sem goleiro. O destaque ficou por conta do goleiro Fernando Rasma, do time da capital, que fez três defesas à queima-roupa em chutes que seriam certeiros.


Visão geral do jogo entre Sapucaiense e Cruzeiro. Foto: Fernando Martinez.

O time do Cruzeiro também criou suas chances, sendo as principais aos 36 e aos 37 minutos. Nas duas - uma em grande chute de longe, e a outra numa bela bicicleta - foram para fora, levando a torcida "Nação Cruzeirista" ao desespero. E o jogo foi para o intervalo sem a abertura de contagem.


Sozinho, o camisa 4 Lacerda perde grande chance para os donos da casa no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.


Detalhe da genial torcida "Nação Cruzeirista", sempre presente nos jogos do Cruzeiro. Foto: Fernando Martinez.

No intervalo fui fazer o famoso "Plantão JP" com o Emerson para a atualização dos resultados e aquela ingestão básica de líquidos em virtude do calor. E fui rever as dependências do estádio. Tendo ido ano passado, não achei que voltaria tão cedo lá... vale a visita!

Na volta do segundo tempo, o Sapucaiense então aproveitou um momento de luz do time e marcou o primeiro. Aos 6 minutos o jogador Juliano entrou na área e com categoria driblou o zagueiro e tocou de leve. Bola no fundo das redes do Cruzeiro e vantagem para os donos da casa.


Jogada mais forte no meio-de-campo. Foto: Fernando Martinez.

Logo em seguida o Cruzeiro teve uma grande chance para empate mas desperdiçou. O time então sofreu uma pressão do Sapucaiense e não passou mais do meio de campo. O time da casa criava ótimas chances, mas seus atacantes não aproveitavam esse domínio todo. Mas quem não faz toma...


Jogador do Sapucaiense afastando o perigo e lançando a bola para seu ataque. Foto: Fernando Martinez.

Então, aos 26 minutos, o Cruzeiro chegou ao seu suado gol de empate. O Sapucaiense deu bobeira e viu uma bola ser cruzada pela direita. A zaga não acompanhou e deixou o zagueiro Kaiser cabecear com estilo no canto esquerdo do goleiro Fernando Costa. Jogo empatado e muita emoção até o final.


Escanteio perigoso para os visitantes na segunda etapa. Foto: Fernando Martinez.

E até o final do jogo, o Cruzeiro melhorou bastante e teve no atacante Ivo sua grande estrela. Ele chegou por duas vezes com perigo, mas não conseguiu marcar o seu. O Sapucaiense tentou à todo custo a vitória no final, mas o jogo acabou no resultado de empate mesmo. Final de jogo: Sapucaiense 1-1 Cruzeiro. O time do GES agora é o vice-líder da Chave 1 com 8 pontos. O Cruzeiro segura a lanterna com 4 pontos em 5 jogos.

Depois do jogo, fiquei conversando com o pessoal nota 10 do Cruzeiro e consegui uma providencial carona para minha segunda partida do dia e décima da turnê com o vice-presidente do clube Ernâni. Que jogo eu vi? Fica para o próximo post...

Abraços

Fernando

terça-feira, 27 de março de 2007

"JP Tour" pelo Rio Grande do Sul (parte 7 de 10)

Fala pessoal!

Vamos agora com a sétima parte da turnê JP no Rio Grande do Sul em 2007. Depois da fantástica, surreal, genial viagem até a cidade de Rio Grande, a minha escala no domingo à tarde me guardava assistir um jogo de um dos times que mais gosto no estado. Segui de Rio Grande até a cidade de Pelotas, para mais um jogo da Chave 4 do Campeonato Gaúcho da 2ª divisão 2007. O jogo em questão aconteceu no Estádio General Nicolau Fico, casa do genial Grêmio Atlético Farroupilha. O jogo foi contra o não menos genial E.C. Pelotas, no clássico conhecido como "Far-Pel"


Escudinhos de Farroupilha e Pelotas, no clássico "Far-Pel". Fotos: Fernando Martinez.

O time do Farroupilha tem as cores do Rio Grande do Sul como suas cores, e o time foi campeão gaúcho no distante ano de 1935, ainda chamado Grêmio Atlético 9º Regimento de Infantaria. A final daquele ano, contra o Grêmio, teve ares de batalha épica, e as fichas técnicas dos três jogos finais estão pintadas em um muro no estádio. E o time passou a ser chamado Farroupilha em 1941. E em todo o estádio essa conquista é lembrada, e o time será "campeão por 100 anos", como está escrito em dizeres nas arquibancadas. O Pelotas também já foi campeão gaúcho, isso aconteceu no ano de 1930 e também em final contra o Grêmio.


Fachada do Estádio General Nicolau Fico, do GA Farroupilha. Um grande sonho realizado! Foto: Fernando Martinez.


Escudinho do Grêmio 9º Regimento de Infantaria, campeão gaúcho de 1935, e arquibancada atrás do gol dos fundos do estádio lembrando da conquista. Fotos: Fernando Martinez.

Cheguei no estádio e logo procurei entrar no campo para as fotos oficiais dos times. Adorei o lugar, e também pode-se respirar história naquele gramado. Com a entrada dos times em campo, todos procuraram as fotos, e eu as tirei, como pode-se ver abaixo:


GA Farroupilha - Pelotas/RS. Foto: Fernando Martinez.


EC Pelotas - Pelotas/RS. Foto: Fernando Martinez.


Quarteto de arbitragem com os capitães das equipes. Foto: Fernando Martinez.

Mesmo com a campanha diferente das equipes (Pelotas nas primeira colocações e Farroupilha na última), o jogo começou bastante equilibrado, com chances para os dois lados. O Pelotas teve sua primeira boa chance logo no primeiro minuto, e o Farroupilha chegou com perigo por três vezes depois desse lance.


Bola disputada no campo de ataque do Farroupilha no primeiro tempo de partida. Foto: Fernando Martinez.

Mas aos 21 minutos aconteceu um lance crucial para o jogo. O camisa 10 do GEF, Uendel, deu um safanão num jogador do Pelotas na lateral de campo. O árbitro não teve dúvidas, cartão vermelho e um a menos para os donos da casa. Isso prejudicou demais o andamento da partida para o time anfitrião.


Jogador do Pelotas na marcação do atleta Caetano, do Farroupilha. Foto: Fernando Martinez.

O Farroupilha, sentindo a falta de um jogador, passou a ficar mais no seu campo de defesa, e isso fez com que o Pelotas dominasse a partida de forma tímida a partir de então. E no final do primeiro tempo que as emoções voltaram ao jogo. Aos 43 minutos, Cleiton perdeu boa jogada para o Pelotas. Mas aos 44 minutos, a torcida áureo-cerúlea (boa essa hein?) teve motivos para comemorar: depois de cruzamento da direita, o jogdor Jorge cabeceou com estilo, no contra-pé do goleiro do Farroupilha e fez o primeiro para o time do Pelotas. O jogo foi para o intervalo dessa forma.


Falta cobrada na área do Pelotas, na tentativa do gol por parte do Farroupilha. Foto: Fernando Martinez.

No intervalo conversei com o pessoal da Rádio Pelotense, a mais antiga do RS. Pelo repórter Emerson, fiquei sabendo da luta da rádio e passei todas as informações sobre o JP. Um abraço a todo pessoal de lá! Na volta do segundo tempo, o Pelotas então praticamente matou o jogo. Aos 4 minutos, em grande bola enfiada na área, o jogador Flávio Dis recebeu e com muito oportunismo, só tirou do goleiro Emerson e marcou o segundo gol para o time do Pelotas.


Detalhe do segundo gol do time áureo-cerúleo, fazendo a festa da torcida do Lobo. Foto: Fernando Martinez.

A partir daí, o time do Pelotas perdeu uma sucessão de gols incríveis, levando sua torcida à loucura. Em chutes de fora da área, tentativas de encobrir o goleiro, bolas na trave, o time perdia gols feitos, e poderia ter marcado um placar muito mais elástico por lá.


Vista geral do jogo entre Farroupilha e Pelotas, no Nicolau Fico. Foto: Fernando Martinez.

A primeira chance do Farroupilha só veio aos 26 minutos, sem perigo. E mesmo com o time tentando atacar depois desse tempo, o contra-ataque ficava aberto, o que levou o Pelotas a perder mais chances ainda. Mas no final o resultado da partida não sofreu mais alterações.


Cruzamento dentro da área do Farroupilha, em grande chance do Pelotas no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Farroupilha 0-2 Pelotas. Ótima vitória do Lobo, líder de seu grupo com 11 pontos. O Farroupilha continua na última posição, com um ponto ganho só. Essa vitória quebrou um tabu, já que o Lobo não ganhava do Farroupilha fora de casa desde 1996. Já o Farroupilha continua sem ganhar no "Far-Pel" desde o distante 1980...

Depois do jogo fui passear um pouco por Pelotas para conhecer o local e a fama de garotas lindas na cidade. Comprovei em parte, mas a cidade ganhou o selo JP de qualidade. Voltando depois para o QG JP em Porto Alegre, fui dormir com o sentimento de dever cumprido. Mas ainda não acabaram os posts com jogos diretamente do Rio Grande do Sul... nessa semana teremos mais times novos na Lista!!!

Abraços e até lá!

Fernando

"JP Tour" pelo Rio Grande do Sul (parte 6 de 10)

Fala pessoal!

Seguindo novamente com os relatos da minha turnê 2007 pelo Rio Grande do Sul, posto agora o que rolou no último domingo, 25 de março. Esse coloco a data pois a rodada dupla que assisti foram os jogos mais longe de São Paulo em que já estive presente. A minha viagem para o interior do RS começou na madrugada de sábado para domingo, mais precisamente às duas da matina, quando peguei um ônibus com o destino final sendo a cidade de Rio Grande, no sul do estado.

Cheguei cedo na cidade, que fica à 322 quilômetros da capital. E o tempo foi mais do que suficiente para conhecer a cidade ao sul do estado, e que fica na beira da Lagoa dos Patos. Dizer que o passeio foi genial e histórico é pouco. A cidade respira história, e tem prédios antigos maravilhosos por todo o centro. Vi o monumento aonde estão os restos mortais de Bento Gonçalves e curti o amanhecer no antigo porto da cidade. Alguém quer mais do que isso?


Monumento que guarda os restos mortais de Bento Gonçalves, herói gaúcho. O monumento fica na Praça Tamandaré, no centro de Rio Grande. E eu, que quase nunca apareço sozinho por aqui, faço questão de colocar essa foto: precisa falar sobre o lugar aonde acompanhei o amanhecer? Fotos: Fernando Martinez.

Mas o ponto alto dessa minha viagem foi acompanhar um jogo do Campeonato Gaúcho da 2ªdivisão 2007. O jogo, válido pela Chave 4, reuniu os times do SC Rio Grande e do 14 de Julho de de Santana do Livramento no Estádio Arthur Lawson.


Escudinhos dos times do Rio Grande e do 14 de Julho. Fotos: Fernando Martinez.

Vale registrar que o estádio é bem longe do centro, e precisamos pegar ônibus para chegar lá. E ver um jogo do time mais antigo do Brasil, em seu próprio campo e estando a mais de 1500 quilômetros longe de casa é algo fantástico, vocês podem ter certeza! Chegando lá, fui super bem recebido pelo pessoal do clube, que lembrou do que vos escreve dos tempos das nossas matérias na ESPN. Um abraço à todos por lá!



Entrada do clube social do Rio Grande e do Estádio Arthur Lawson. Fotos: Fernando Martinez.

E fui hipnotizado pela beleza do local e pela magia que acontece quando entramos no gramado. História pura em campo, com dois dos três times mais antigos do Brasil (o 14 de Julho é o terceiro mais antigo, depois da Ponte Preta). E devidamente autorizado, fui conseguir as geniais fotos dos times posados:


SC Rio Grande - Rio Grande/RS. Foto: Fernando Martinez.


EC 14 de Julho - Santana do Livramento/RS. Foto: Fernando Martinez.


Trio de arbitragem com os capitães das equipes. Foto: Fernando Martinez.

Bom pessoal, e como fiquei dentro do campo, escolhi acompanhar o ataque do time da casa. Dali vi um grande jogo, extremamente disputado. Nos primeiros minutos o reconhecimento das equipes tomou conta da partida, mas na primeira chance de perigo, a torcida local já fez a festa: aos 9 minutos, depois de cruzamento da direita, a bola passeou por toda a área até encontrar o camisa 9 Silvano sozinho. Ele aproveitou a chance e marcou o primeiro gol dos donos da casa.


Lance do primeiro gol do jogo: Silvano faz um a zero para o Rio Grande. Foto: Fernando Martinez.

O jogo seguiu truncado pelos minutos seguintes, com apenas uma chance boa para cada lado até os 30 minutos. Aos 31, o jogador Mauro matou a bola e de longe obrigou o goleiro Ângelo - que jogava com a genial camisa 33 - fazer grande defesa. pena para a torcida que logo depois, o mesmo Mauro se contundiu e saiu de ambulância com suspeita de fratura na clavícula.


Jogadores fazendo uma muvuca dentro da área do 14 de Julho em cobrança de escanteio para o Rio Grande. Foto: Fernando Martinez.

E quando o jogo parecia que seguiria sem mais emoções, no finalzinho mais festa para a torcida da casa. Aos 45 minutos, o jogador Vando derrubou Silvano na área... pênalti! Na cobrança, o zagueiro paulo Roberto bateu com categoria e fez o segundo para os donos da casa. Assim o jogo foi para o intervalo.


Detalhe do segundo gol do time do Rio Grande, fazendo a festa da torcida! Foto: Fernando Martinez.

No intervalo fui adquirir minha camisa do Rio Grande, já que dificilmente ela chegará em alguma loja de São Paulo. Aproveitei para passear nas arquibancadas do Arthur Lawson. O estádio é muito bem arrumado, e tem espaço de sobra para se fazer um gigante por lá. Na volta do segundo tempo fui me instalar nas cabines de imprensa, que ficam do lado oposto à arquibancada.


Chute de longe do jogador Herson para o time do 14 de Julho no segundo tempo de partida. Foto: Fernando Martinez.

O jogo nesse segundo tempo teve o equilíbrio como tônica. Os dois times criaram chances ótimas para que o placar fosse alterado novamente. Mas por capricho do destino, nenhum dos times acabou mudando o placar da partida. Mas não por isso os times não deixaram os torcedores apreensivos, já que os dois times buscavam o gol de todas as formas.


O camisa 2 Israel entra com a bola na defesa do time visitante com perigo. Foto: Fernando Martinez.

A torcida do Rio Grande não aprou de apoiar seu time por um minuto sequer, e uma genial banda, com naipe de metais e tudo, fez a festa nas arquibancadas. Lembrou muito aquelas "charangas" que vemos no Rio de Janeiro... ê bom tempo que não volta mais!


No final de jogo, jogador do Rio Grande tenta marcar de fora da área. Foto: Fernando Martinez.

No final o jogo acabou mesmo Rio Grande 2-0 14 de Julho. O resultado deixa o time mais antigo do Brasil com 8 pontos ganhos, na terceira colocação da Chave 4. O 14 de Julho cai para o quarto lugar e mantém seus 7 pontos na tabela. O líder é o Pelotas, e o segundo lugar é do Grêmio Bagé.

Depois do jogo, ainda emocionado com a viagem, foi a vez de voltar para a rodoviária, aonde seguiria para uma nova cidade nunca antes visitada aqui pelo JP... fiquem ligados!

Fernando