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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Duelo insólito entre Lençoense e Castelense pela Copa São Roque

Fala, pessoal! 

O fechamento da primeira rodada de futebol válida pela quarta edição da Copa São Roque reservou o jogo mais aguardado do dia. Afinal, um confronto entre o genial CA Lençoense e a Sociedade Esportiva e Recreativa Castelense do Espírito Santo no Estádio Quintino de Lima é algo, digamos, bem improvável de acontecer. 

E você não leu errado não. O time paulista jogou com o tradicional preto e branco do Clube Atlético Lençoense, abandonando o tétrico azul e vermelho dos tempos de "CAL Bariri". Ao que tudo indica, a parceria com a Prefeitura de Bariri foi para o vinagre. Conversamos com o pessoal do clube e é muito grande a chance da equipe voltar a utilizar o Estádio Archangelo Brega. 

Fundado em 1943, o time da "Cidade do Livro" escreveu páginas gloriosas na história dos campeonatos paulistas, principalmente com o título da Terceira Divisão de 1983 e o vice-campeonato da série B1B em 1999. Após campanhas ruins nesse milênio, a equipe perdeu o apoio da cidade e, com a péssima campanha na segundona em 2007, foi para Bariri. Nem preciso dizer, mas o JP torce demais para que a equipe retorne à cidade de origem. 

Mas além de ver de novo um jogo do Lençoense propriamente dito (o último tinha sido em janeiro de 2007 e valeu pela Copa São Paulo de Juniores daquele ano), a peleja também serviu para que eu acrescentasse o time 548 à minha Lista. Fundado em 2006, a SER Castelense jogou uma vez como profissional, chegando ao quarto lugar na segundona capixaba em 2010. De acordo com os diretores da agremiação, a equipe irá voltar a jogar no estadual em 2013. Vamos aguardar! 

O único "porém" da tarde foi que não vimos a equipe do Espírito Santo utilizar seu uniforme azul tradicional, e sim um outro jogo de camisas. Por um problema de logística, as camisas não chegaram a tempo em São Roque. De qualquer forma, seguem as imagens dos times antes do jogo começar. 


CA Lençoense (sub-19) - Lençóis Paulista/SP. Foto: Fernando Martinez. 


SER Castelense (sub-19) - Castelo/ES. Foto: Fernando Martinez. 


Capitães dos times e trio de arbitragem. Foto: Fernando Martinez. 

Falando um pouco do confronto, esse jogo foi válido pelo Grupo B do campeonato, que também conta com Paulistano e Taboão da Serra. Como dois por chave se classificam para a semi-final, quem vencesse esse jogo ficaria numa situação boa em busca da vaga. 


Atacante do Castelense encarando seu marcador em investida pela direita. Foto: Fernando Martinez. 


Aqui o zagueiro do Lençoense fazendo um bom desarme. Foto: Fernando Martinez. 

Só que o sábado não estava mesmo com clima de bom futebol em São Roque. Esse foi o terceiro jogo do dia e a terceira partida com poucos momentos de inspiração. A peleja foi concentrada principalmente no meio-campo. O Lençoense até tentou criar um pouco mais do que os capixabas, mas os jogadores não estavam num dia muito feliz. 


O Castelense sofreu com a forte marcação do Lençoense no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez. 

O primeiro tempo terminou como começou, e na segunda etapa o panorama mudou um pouco. O sol desapareceu, a temperatura ficou mais agradável e as equipes jogaram com maior disposição. E para surpresa de muitos, foi o Castelense quem mostrou um futebol mais organizado e mais eficiente. 


Camisa 10 do Lençoense em busca da bola no meio-campo. Foto: Fernando Martinez. 


Jogadores fazendo careta e mostrando disposição no gramado do Quintino de Lima. Foto: Fernando Martinez. 

A equipe capixaba marcou o primeiro gol do jogo e chegou perto de fazer o segundo, mas o arqueiro do Lençoense fez belíssima defesa em cobrança de pênalti. O time alvi-negro até chegou com perigo dentro da área adversária, só que as conclusões não foram nada boas. 


Comemoração do primeiro gol do time capixaba contra o time de Lençóis Paulista. Foto: Fernando Martinez. 


Exato momento em que o atacante do Castelense foi derrubado dentro da área. Pênalti. Foto: Fernando Martinez. 


Atleta do time capixaba indo para a cobrança de pênalti. Mas o goleiro do Lençoense fez grande defesa e impediu o segundo gol. Foto: Fernando Martinez. 

No final, um surpreendente Castelense 1-0 Lençoense colocou a equipe do Espírito Santo na vice-liderança da chave, com os mesmos três pontos do líder Paulistano. Saldo da jornada são-roquense de futebol: muito calor, bom papo, descoberta que irei ver um jogo do Taiti ao vivo na Copa das Confederações, três jogos, cinco gols, um time novo na Lista e um almoço bastante razoável. 

Se a agenda permitir, ainda iremos fazer algum outro jogo dessa competição. Enquanto isso, no domingo fui acompanhar uma peleja da última rodada do Campeonato Brasileiro. Não foi perdido, mas tinha decisão na pauta do JP. 

Até lá! 

Fernando

terça-feira, 7 de junho de 2011

Ausência de médico impede realização de partida pela Segundona em Jaguariúna

Olá,

Após o jogo de sábado em Jacareí, me preparei para mais uma viagem ao interior paulista, para conferir uma partida do Grupo 3 do Campeonato Paulista da Segunda Divisão que seria realizada no domingo pela manhã, no belo Estádio Municipal Alfredo Chiavegato, localizado na belíssima cidade de Jaguariúna. A partida em questão era E.C. São Judas Tadeu Jaguariúna F.L. x CAL Bariri e valeria pela sexta rodada da primeira fase do certame.

Esse jogo foi escolhido para ser acompanhado pelo JP, principalmente pela razão do time da casa nunca ter aparecido nas nossas páginas virtuais, até porque é o seu primeiro ano no futebol profissional. Por outro lado, o time visitante poucas vezes apareceu e, portanto, seria uma combinação perfeita para mostrar alguma novidade aos internautas que nos acompanham.

Realizei uma viagem supertranquila, chegando com bom tempo de antecedência em relação ao horário marcado para o início da partida. Fiz tudo o que normalmente faço antes do jogo começar, indo aos vestiários pegar as escalações e conversar com os atletas e árbitros visando a feitura das fotos oficiais. Tudo caminhava normal, sendo que tão logo os dois times e os árbitros entraram em campo, fiz as tradicionais fotos oficiais, as quais, mais uma vez, são exclusivas e estão apresentadas abaixo:


E.C. São Judas Tadeu Jaguariúna F.L. - Jaguariúna/SP. Foto: Orlando Lacanna.


CAL Bariri - Bariri/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem composto por Edson Pereira Santana, Caio Mesquita de Almeida, Jumar Nunes Santos e Amur C.G. Davi Oliveira e os capitães. Foto: Orlando Lacanna.

Quando recebi a escalação oficial do CAL, notei que o nome do técnico era Lela. Indaguei a pessoa que me entregou a papeleta com a escalação e fui informado que de fato era o mesmo ex-atleta do Coritiba, que venceu o Brasileiro de 1.985 em decisão contra o Bangu na cidade do Rio de Janeiro. Além disso, o Lela é pai dos atletas Alecssandro, atacante do Vasco (ex-Inter de Porto Alegre) e Richarlysson do Atlético Mineiro (ex-São Paulo). Trata-se de uma pessoa simpatíssima, com a qual rolou um papo superinteressante, lembrando dos tempos em que ele era jogador, inclusive do Noroeste de Bauru.


O ex-craque do Coritiba Campeão Brasileiro de 1985, Lela, agora comandando o CAL Bariri. Foto: Orlando Lacanna.

Voltando ao jogo, após as fotos, os time ficaram perfilados para execução do Hino Nacional Brasilieiro e em seguida, o árbitro chamou os capitães para fazer as recomendações de praxe e realizar a escolha do campo. Tudo pronto para o início da partida, certo? Em princípio sim, mas não era bem assim.

Deixei o gramado e fiquei numa das laterais para começar a fotografar lances da partida. Notei as equipes posiconadas, a presença dos policiais e da ambulância, mas nada de o árbitro autorizar o início da partida. Como o jogo não começava, procurei saber o que estava acontecendo e fui informado que, até aquele momento, o médico não havia chegado ao estádio e, como todos sabem, sem a presença de um médico portando o seu CRM não há jogo.

Por conta da informação da ausência do médico, o jeito era esperar, sendo que a partir daquele momento, começaram surgir informações desencontradas sobre a chegada do doutor. A primeira foi de que o pneu do carro dele teria furado, mas já estava a caminho.

O árbitro informou que aguardaria os 30 minutos que constam do Regulamento. Passados mais alguns minutos, a informação era de que os dirigentes do São Judas não estavam mais conseguindo contato com o médido, via celular, mas que estavam providenciando outro doutor. Comecei a ficar desconfiado que tinha perdido a viagem, mas como a esperança é a última que morre, fiquei firme aguardando a presença do primeiro ou do segundo médico.

Após decorridos quase 35 minutos de espera, chegou a informação de que finalmente o médico havia chegado. De fato chegou um senhor que ficou junto ao alambrado, não ingressando no gramado. Diante disso, o árbitro central e o quarto árbitro se dirigiram ao senhor que seria o médico e apuraram que ele não estava portando o CRM e que teria que ir buscar não sei aonde.

Como o árbitro já havia aguardado 40 minutos, chamou os capitães das duas equipes e comunicou que não haveria jogo. Diante disso, alguns dirigentes do time da casa, ainda tentaram convencer o árbitro a voltar atrás e aguardar mais algum tempo, mas não houve jeito e jogo foi mesmo suspenso.


Árbitro informando aos capitães a suspensão da partida. Foto: Orlando Lacanna.

Por conta da suspensão da partida, o caso vai ser apreciado pelo TJD da FPF, que julgará os fatos e tomará uma decisão a respeito, que tanto poderá resultar na marcação de uma nova data para realização da partida, como já aconteceu, ou condenar a equipe mandante como uma multa e a perda dos pontos a favor do adversário, considerando o resultado de 3 x 0 para o CAL Bariri. Vamos aguardar a decisão do TJD.


Atletas conversando e deixando o gramado. Foto: Orlando Lacanna.

Por falar em Justiça Desportiva, o São Judas Tadeu foi denunciado duplamente no artigo 214 do CBJD, que trata de utilização de jogador em situação irregular e aguarda julgamentos, pois são dois processos distintos. Se for considerado culpado irá perder pontos na competição. Esse primeiro ano de profissionalismo do São Judas está meio tumultuado, mas poderá valer de aprendizado para o futuro.

Depois de tudo que aconteceu, só me restava retornar a São Paulo com uma certa frustação, mas ciente de que tentamos fazer o possível para mostrar novidades aos que nos acompanham, mas nem sempre depende tudo de nós. Fica para uma próxima oportunidade.

Abraços,

Orlando

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Taubaté vence o CAL Bariri em partida épica e garante classificação na Segundona

Opa,

Depois de uma quente rodada tripla no sábado, e de ter dormido muito pouco na madrugada do domingo, resolvemos acompanhar um jogo mais do que decisivo pelo Campeonato Paulista da Segunda Divisão na cidade de Taubaté. Seguimos pela Rodovia Ayrton Senna até a cidade do Vale do Paraíba, aonde Taubaté e CAL Bariri jogariam no Estádio Joaquim de Moraes Filho para definir um dos classificados para a quarta e decisiva fase da competição.

Além do que vos escreve, o seu Natal e o Mílton resolveram também encarar o sol e acompanhar esse jogo genial. Mesmo com o nosso motorista se perdendo muito pelas ruas da cidade, chegamos no estádio antes da partida começar. Logo quando vimos a entrada do Joaquinzão percebemos que seria mesmo um jogo com todas as características de um jogo decisivo. Muita gente se espremia no portão principal em busca de um ingresso para o confronto.

Consegui entrar sem maiores problemas e em dois minutos estava dentro do campo de jogo. O calor era tremendo, e o público nas arquibancadas se apertou embaixo das ótimas sombras das árvores locais. A tensão era evidente, e pouco antes das dez da matina, as duas equipes entraram no gramado. Mais uma vez o JOGOS PERDIDOS leva as fotos dos times e do trio de arbitragem à todos:


EC Taubaté - Taubaté/SP. Foto: Fernando Martinez.


CAL Bariri - Bariri/SP. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times e trio de arbitragem da partidacom o árbitro Flavio Rodrigues Guerra e os assistentes Celso Barbosa de Oliveira e Giovani Cesar Canziam. Foto: Fernando Martinez.

A presença do Taubaté na Segundona é algo estranho. O time merece estar nas divisões maiores do nosso estado, e para que o sonho do acesso continuasse vivo somente a vitória interessava. E depois de ganhar heroicamente do Guaçuano, de virada com um gol no final da partida na rodada anterior, tudo era possível. Do outro lado, o CAL Bariri jogava pelo empate, e não daria a classificação ao Burro da Central de mão beijada. Mas a confiança na classificação do time da casa em todos presentes no Joaquinzão era tremenda.

Logicamente fui acompanhar o ataque do time da casa no gol dos fundos do estádio. E o primeiro tempo foi um dos 45 minutos iniciais mais fantásticos que já acompanhei nos últimos tempos. Aos 3 minutos o Taubaté já mostrou seu cartão de visita com um belo chute que tirou tinta da trave esquerda do goleiro Muller, o mesmo que fez milagres no jogo entre Guaçuano x CAL Bariri, em que o JP também esteve presente.


O jogador Fabinho levitando dentro do campo de jogo em busca da bola. Foto: Fernando Martinez.

Mas aos 7 minutos a torcida local tomou um susto. Numa bobeada do goleiro Diego, o esperto atacante Val aproveitou e com um toque sutil colocou a bola no canto direito do gol. O time do CAL Bariri comemorou bastante, bem em frente da torcida do time local. Com 1x0 contra, a torcida apoiou ainda mais a equipe da casa em busca da virada.


Chegada do Taubaté pela direita do seu ataque, com zagueiro do CAL Bariri em cima do lance. Foto: Fernando Martinez.

O Taubaté se lançou ao ataque, e aos 19 minutos reclamou bastante o que teria sido um pênalti a seu favor. Na sequência do lance, contra-ataque rápido do time de Bariri e bola na trave do goleiro Diego. O jogo seguia num ritmo alucinante. Aos 22 minutos, o goleiro do time visitante fez o primeiro dos seus milagres do dia. Numa cabeçada do camisa 5 Renato, ele defendeu brilhantemente e no rebote a bola bateu na trave.

Mas o milagre maior aconteceu aos 29 minutos. O jogador camisa 3 do time da casa Natanael recebeu lançamento preciso dentro da área, ajeitou e de voleio bateu à queima-roupa. O goleiro Muller fez uma defesa espetacular, com certeza uma das maiores que vi no ano. mas será que o time do CAL Bariri iria resistir muito tempo mais ao bombardeio do time da casa?


Momento do chute do maior milagre da partida, quando o goleiro Muller magistralmente defendeu chute do jogador Natanael. Foto: Fernando Martinez.

A resposta veio aos 32 minutos, quando o jogador Marcial tocou por trás no jogador Fabinho, derrubando o mesmo dentro da área. Pênalti marcado e na cobrança o jogador Sandro teria a chance de deixar tudo igual. E se não entrava com chute forte, ele resolveu tentar um toque com estilo, só deslocando o goleiro. E não teve jeito: goleiro de um lado, bola de outro e empate do Taubaté aos 34 minutos.


Bola no fundo das redes do CAL aos 34 minutos, em cobrança perfeita do camisa 10 Sandro. Foto: Fernando Martinez.

E o esquema de jogo do CAL Bariri caiu no minuto seguinte, quando o jogador Fabinho subiu mais alto do que todo mundo dentro da área depois cobrança de escanteio e virou o jogo para o Burro da Central. Em um minuto o time da casa ficava à frente do marcador e deixava a pressão toda para a equipe visitante. Foi de arrepiar a festa que a torcida fez nesse segundo gol do Burrão.


Detalhe do gol de cabeça de Fabinho, virando o jogo para o Taubaté em pouco mais de um minuto. Foto: Fernando Martinez.

Após conquistar a virada, o Taubaté segurou o ritmo de jogo até o final da primeira etapa, pois o CAL também não conseguiu chegar mais no gol adversário. Nesse intervalo fui para a sala de imprensa do Joaquinzão e tomei uns dois litros de água. Estava derretendo debaixo daquele sol, e para o começo do segundo tempo resolvi ficar um pouco na parte coberta do estádio.

O time visitante voltou para a segunda etapa disposto e deixar tudo igual novamente, mas cometeu um erro primordial: Deixou a defesa mano a mano com os rápidos atacantes do Taubaté. E sem conseguir criar boas chances de gol, viu o Taubaté colocar uma bola na trave aos 10 minutos e ampliar o marcador aos 13, em gol de Fabinho aproveitando rebote do goleiro em grande chute do camisa 10 Sandro.

Com 3x1 contra, o CAL não tinha mais nada a perder, e conseguiu um pênalti a seu favor aos 18 minutos. Estava longe do lance, mas ninguém entendeu a marcação do árbitro. Caso o time fizesse o segundo, a equipe encontraria forças para buscar o empate, e com certeza iria encurralar o Taubaté em seu campo de defesa. Mas o jogador Val chutou fraco para grande defesa de Diego, se redimindo da falha do primeiro gol do CAL.


Defesa do goleiro Diego em pênalti para o time de Bariri aos 18 minutos do segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

Esse lance desmontou a equipe visitante, que desanimou por completo no gramado. O Taubaté soube se aproveitar do desânimo dos visitantes e fez a festa durante o resto da segunda etapa. Conforme o preparo físico do time de Bariri ia caindo de produção, o Taubaté foi marcando mais gols. O quarto veio aos 34 minutos, com Thiago Furtuoso - o herói dos dois gols em Mogi-Guaçu - aproveitando belo contra-ataque, driblando o goleiro e tocando com categoria.


Quarto gol do Taubaté, em bela jogada de Thiago Furtuoso. Foto: Fernando Martinez.


Comemoração do camisa 17 Thiago Furtuoso e jogadores reservas do time. A vaga estava garantida. Foto: Fernando Martinez.

Aos 39 veio o quinto, em gol de cabeça do jogador que tinha acabado de entrar, o camisa 16 Bruno. E nos acréscimos o mesmo Bruno marcou de novo de cabeça, após grande passe do jogador Sandro. A torcida fazia uma festa enorme nas arquibancadas do Joaquinzão, e só esperou o apito final da arbitragem para poder comemorar a emocionante classificação.


Bola no fundo das redes no sexto gol do time da casa, fechando a goleada e garantindo a vaga na fase decisiva da Segundona. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Taubaté 6-1 CAL Bariri. O time do Taubaté, que estava quase eliminado depois de perder em casa por 3x0 para o Paulínia na quarta rodada dessa terceira fase, consegue uma classificação que poucos acreditavam. A equipe agora disputa duas vagas na Série A3 de 2010 contra os times do Palestra, Desportivo Brasil e Red Bull. Esse é o verdadeiro grupo da morte, pois as quatro equipes tem condições plenas de conseguirem o acesso. No outro grupo, Lemense, Atlético Araçatuba, Santacruzense e Paulínia disputam mais duas vagas.


Jogadores do Taubaté comemorando a classificação com a torcida do time presente no Joaquinzão. Foto: Fernando Martinez.

Muita festa depois, saímos do Joaquinzão felizes por termos visto um jogo histórico e digno das decisões de divisões de acesso nos anos 80. Voltamos para São Paulo, e quando já estava desistindo de ver alguma coisa à tarde, uma ligação nos levou para mais uma partida fantasma do nosso futebol.

Até lá

Fernando

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Guaçuano perde para o CAL Bariri em dia de festa em Mogi-Guaçu

Fala pessoal!

Depois da duas rodadas duplas no sábado e no domingo, poderia ter ficado em casa no feriado da segunda-feira recuperando as energias... mas não fiz isso! Com um jogo único e muito interessante marcado no estado de São Paulo, enfrentei o cansaço e fui fazer a matéria para o JP. Segui cerca de 150 quilômetros até chegar na cidade de Mogi-Guaçu para acompanhar um jogo do Campeonato Paulista da Segunda Divisão. E num lotado Estádio Alexandre Augusto Camacho, vi a partda entre o Guaçuano e o CAL Bariri.

Cheguei cedo na simpática cidade de Mogi-Guaçu e em menos de dez minutos já estava no portão do estádio. Logo vi que seria um dia especial para o time e a torcida, pois faltando mais uma hora para o início da partida, muitos torcedores já se aglomeravam por ali. Cerca de 2500 ingressos já tinham sido vendidos de forma antecipada, e de acordo com o pessoal da cidade, esse jogo seria o recorde de público na competição.

Entrei então no campo de jogo e o clima já era quente. A torcida enchia as arquibancadas e vibrava até mesmo no aquecimento do time da casa. Foi legal acompanhar isso pois não é algo que vemos com frequência na Segundona. Estamos acostumados a ficar vendo jogos com públicos que dificilmente chegam na casa dos três dígitos, e ver o que vi em Mogi-Guaçu é algo surpreendentemente agradável.

A hora da partida foi chegando e logo as equipes entraram no gramado. E agora o JP mostra as fotos oficiais. As fotos do CAL Bariri e do trio de arbitragem são exclusivas do blog:


CA Guaçuano - Mogi-Guaçu/SP. Foto: Fernando Martinez.


CAL Bariri - Bariri/SP. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times e trio de arbitragem da partida com o árbitro Thiago Silva Egidio e os assistentes Hilton Francisco de Melo e Sérvio Antonio Bucioli. Foto: Fernando Martinez.

Jogando dentro dos seus domínios e com o apoio maciço da torcida guaçuana, o Mandi era favorito para a vitória. Vitória que deixaria o time em situação muito confortável em busca de uma vaga na Quarta Fase da Segundona 2009. Para o CAL Bariri, a derrota poderia significar o fim do sonho da classificação. A certeza era que teríamos um bom jogo por lá.

Fiquei acompanhando o ataque do Guaçuano, e antes mesmo dos dois minutos de jogo, o time já tinha chegado por duas vezes com chutes muito perigosos pela direita do seu ataque. A torcida, extremamente empolgada, fazia muito barulho e empurrava o time da casa. Aí começou a aparecer a estrela do goleiro do time de Bariri, Müller, que fez defesas importantes segurando o marcador em branco.


Antes dos 30 segundos de jogo, o Guaçuano quase chegou ao primeiro gol. A bola passou perto da trave. Foto: Fernando Martinez.

O Guaçuano não dava muitos espaços ao time do CAL, e chegava sempre com perigo. O goleiro do time visitante fez três ou quatro defesas super difíceis, e ele foi o responsável pelo gol não ter saído para os donos da casa durante o primeiro tempo.


Cobrança de falta perigosa para o Mandi. Foto: Fernando Martinez.

E como já tinha percebido no jogo Jabaquara x CAL Bariri, o time azul e vermelho é um daqueles times chatos para se jogar contra. A equipe joga com uma raça absurda, e leva enorme perigo em contra-ataques. E num dos poucos cedidos pelo time da casa, o primeiro gol do jogo surgiu. O time teve uma falta pela esquerda do seu ataque. Na cobrança, o jogador Roni bateu com perfeição e colocou a pelota no ângulo esquerdo do goleiro do time da casa.


Jogadores aguardando cobrança de escanteio para o time da casa. Foto: Fernando Martinez.

Nos 10 minutos restantes da primeira etapa, mais uma blitz do Guaçuano em cima do gol defendido pelo arqueiro Müller, mas a bola teimava em não entrar. O time da casa ainda ficou com um jogador a mais nos acréscimos e na jogada seguinte o goleiro fez milagre por duas vezes seguidas, as duas com defesas em chances dentro da pequena área. Mas o primeiro tempo fechou sem que o time mandante conseguisse marcar.


Belíssima defesa do goleiro Müller, uma das várias decisivas que ele fez na partida. Foto: Fernando Martinez.

No intervalo fui andar em volta do gramado para notar realmente a presença fantástica do público da cidade de Mogi-Guaçu. Parabenizo todos os torcedores pela festa, que foi muito bonita. E em nenhum momento eles deixaram de apoiar a equipe do Guaçuano.



Dois detalhes do grande público presente no jogo Guaçuano x CAL Bariri. Fotos: Fernando Martinez.

O segundo tempo então veio e eu fui novamente acompanhar o ataque do Mandi. Novamente a equipe jogou em cima do CAL Bariri, mas não conseguia deixar tudo igual no placar. Embora com um número menor de defesas, o goleiro Müller continuou fazendo a diferença. E para tristeza da torcida local, o segundo gol do time visitante aconteceu aos 18 minutos. O jogador Marcial arriscou um chute de longe, e a bola desviou num zagueiro do Guaçuano e enganou o goleiro.


Mais uma chance do Guaçuano em bola alçada dentro da área. Foto: Fernando Martinez.

Com 2x0 contra, o Guaçuano se esqueceu de qualquer tipo de tática e foi com tudo pra cima do time de Bariri. Novamente o goleiro apareceu bem, com duas defesas ótimas em chutes cruzados e dando muita sorte numa cabeçada que tirou tinta da trave e em outra bola que bateu na sua trave esquerda. O dia não era mesmo do Guaçuano.


Chute fraco do time da casa e fácil defesa do goleiro do CAL Bariri. Foto: Fernando Martinez.

E depois de tanta insistência, o time da casa finalmente conseguiu chegar ao seu gol. Ele veio num bom chute de Jorginho pela direita, mas foi tarde demais, apenas aos 48 minutos. E com apenas um minuto de jogo restante, os donos da casa não tiveram tempo para mais nada.


Cabeçada que passou perto do gol do time visitante. Foto: Fernando Martinez.

Final de partida: Guaçuano 1-2 CAL Bariri. O Grupo 14 da Segundona fica agora completamente embolado, com Guaçuano, Paulínia e CAL Bariri respectivamente nos três primeiros lugares, nessa ordem, e o Taubaté na quarta colocação. Mas os quatro times tem zero gols de saldo e tudo pode mudar no segundo turno dessa terceira fase.

Após o jogo voltei tranqüilo para a rodoviária, e depois de ver uma aparição por ali voltei sossegado para São Paulo. Tudo bem que levei mais de três horas para chegar, mas novamente com o sentimento de dever cumprido.

E nessa semana tem jogo que não acaba mais... fiquem ligados!

Abraços

Fernando

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Paulínia consegue reabilitação com gol nos acréscimos

Olá,

No último sábado viajei até a bela cidade de Paulínia para conferir a partida Paulínia F.C. x CAL Bariri, que foi realizada no Estádio Luiz Perissinotto, valendo pela segunda rodada da terceira fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, no seu Grupo 14.

Como as duas equipes haviam estreado nessa fase sem vitória, a obtenção dos três pontos era essencial para continuarem sonhando com a classificação à quarta e decisiva fase da competição, na qual haverá a definição das quatro equipes que ascenderão a Série A3 em 2.010.

Chegando ao estádio, fui alvo da costumeira atenção do assessor de imprensa do Paulínia, Aderli, que se colocou inteiramente à disposição do JP. Além disso, conversei muito com o Presidente do CAL Bariri, atual denominação do Clube Atlético Lençoense, o Sr. João Sérgio de Moraes, que falou sobre o futuro da sua equipe na cidade de Bariri, bem como sobre as razões que levaram o seu time a deixar a cidade de Lençóis Paulista.

Com a aproximação do horário do início do jogo, me dirigi ao centro do gramado e fiquei aguardando a entrada das equipes e do quarteto de arbitragem, para fazer as fotos oficiais da partida, as quais apresento abaixo:


Paulínia F.C. - Paulínia/SP. (com um atleta a menos e a mascote "Dinossauro" ao fundo). Foto: Orlando Lacanna.


CAL Bariri - Bariri/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem com os capitães das duas equipes. Foto: Orlando Lacanna.

Os primeiros minutos foram super movimentados, tanto que, logo aos 2 minutos, o time da casa inaugurou o placar através de um gol anotado de cabeça por Carlos Eduardo, aproveitando cruzamento perfeito de Lúcio (ex-Votoraty) vindo da esquerda, que pegou a defesa do CAL Bariri totalmente desarumada.


Bola estufando a rede do CAL Bariri no primeiro gol do Paulínia. Foto: Orlando Lacanna.

Mesmo em vantagem no placar, o Paulínia permaneceu no ataque e quase ampliou o marcador, aos 6 minutos, numa chance incrível desperdiçada por Lúcio que foi infeliz na conclusão. No primeiro ataque mais perigoso dos visitantes, aos 14 minutos, foi decretado o empate, através de uma cobrança de pênalti executada por Val.


Gol de empate do CAL Bariri em cobrança de pênalti. Foto: Orlando Lacanna.

Depois de sofrer o empate, o Paulínia foi para cima e só não voltou a comandar o placar, aos 16 minutos, graças a uma espetacular defesa do goleiros Paulo Cruz (ex-XV de Jaú), que impediu o avante Faísca de concluir com sucesso na cara do gol.

Do vigésimo minuto em diante, o equilíbrio foi a tônica da partida, com os dois times se alternando em jogadas ofensivas, sendo que aos 42 minutos, o time da casa foi mais feliz e acabou marcando seu segundo gol, anotado de cabeça através do avante Jailton. Um minuto após, o CAL Bariri chegou bem perto do empate, mas o volante Hernandes foi infeliz na conclusão e , com isso, a vantagem de 2 a 1 a favor do Paulínia foi mantida até o encerramento do primeiro tempo.


Cruzamento na área do CAL Bariri no primeiro tempo. Foto: Orlando Lacanna.

Durante o intervalo me acomodei numa área com uma sombra generosa, pois a temperatura superior a 30 graus não estava fácil, tendo inclusive consumido vários copos de água. Depois de me recuperar, permaneci no gramado para acompanhar a segunda etapa que prometia muitas emoções.

A bola voltou a rolar e, logo aos 2 minutos, o zagueiro Brumatti do CAL Bariri foi expulso por ter recebido o segundo cartão amarelo, deixando sua equipe com um homem a menos, mas para surpresa geral, o time visitante superou a perda do seu atleta e chegou à igualdade, aos 6 minutos, através de um gol marcado por Thiago, que só teve o trabalho de empurrar a bola para fundo da meta defendida por Fabrício, aproveitando um cruzamento rasteiro vindo da direita, que a defesa do Paulínia não conseguiu interceptar.

Ao sofrer o empate, o time da casa foi com tudo para o ataque, porém o fazia de maneira desordenada, não conseguindo aproveitar a vantagem de um homem. O time visitante se fechou e num contra-ataque, aos 18 minutos, só não chegou ao seu terceiro gol, por conta de um milagre do goleiro Fabrício que defendeu uma cabeçada à queima-roupa de Carlos Eduardo, em mais uma jogada que nasceu pela lado direito.

Depois do susto, o Paulínia passou a imprimir um ritmo que resultou num maior domínio territorial, empurrando o CAL Bariri cada vez mais para o seu campo de defesa, tendo criado uma ótima oportunidade, aos 29 minutos, através de Faísca, mas a boa presença do goleiro barirense evitou o terceiro gol do time azul e amarelo. Aos 36 minutos, o Paulínia teve o seu atleta Jailton expulso, deixando dez jogadores para cada lado.


Jogada aérea do ataque do Paulínia na segunda etapa. Foto: Orlando Lacanna.

A partida continuava sendo dominada pelo Paulínia, porém aos 38 minutos, o torcida local tomou um susto, pois o CAL Bariri criou boa chance de passar à frente no marcador, num chute rasante de Keigo (atleta japonês) que passou muito perto.


Atacante do CAL Bariri sofrendo marcação dupla da defesa do Paulínia. Foto; Orlando Lacanna.

Nos últimos cinco minutos, os anfitriões efetuaram uma verdadeira blitz contra a defesa adversária, tendo chegado à marcação do seu terceiro gol, aos 48 minutos, anotado pelo zagueirão Isac ao aproveitar uma sobra de bola no interior da pequena área, após cobrança de escanteio pela esquerda.


Terceiro gol do Paulínia marcado nos acréscimos da etapa final. Foto: Orlando Lacanna.

Partida encerrada com o marcador indicando Paulínia 3 - 2 CAL Bariri que representou a reabilitação do time local e o colocou na segunda posição do seu grupo com 3 pontos. Com relação ao time de Bariri, essa derrota o deixou na última colocação com apenas 1 ponto e com a obrigação de ganhar as próximas partidas se quiser continuar pensando em classificação.

Tão logo o árbitro apitou pela última vez, iniciei viagem de retorno a São Paulo para aproveitar o resto do sabadão em companhia de familiares. Foi isso.

Abraços,

Orlando