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sexta-feira, 21 de março de 2014

Água Santa toma sufoco e apenas empata com o Guaçuano

Fala, pessoal!

Seguindo com a ideia de ver pelo menos um jogo de cada time das divisões de acesso que estão rolando em São Paulo, na última quarta o rolê foi cabuloso. No melhor estilo ninja fui para Diadema para ver a 32ª equipe da lista, o ameaçadíssimo Guaçuano. Pela 13ª rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A3, o Mandi visitou o Água Santa.

Posso dizer seguramente que não é muito prático chegar ao Estádio Distrital do Inamar de ônibus. É necessário ir ao Terminal Jabaquara da EMTU, dali pegar o trólebus até o Terminal Piraporinha e então pegar mais um coletivo, agora com destino ao local. Como não tinha tempo hábil para seguir nessa via-crucis, tive que optar por um plano B.


EC Água Santa - Diadema/SP. Foto: Fernando Martinez.

Aproveitando a companhia do amigo Rodrigo Colucci, resolvi pegar um táxi no Jabaquara e dali seguir via Rodovia dos Imigrantes até o Jardim Inamar. A corrida demora pouco mais de 10 minutos, mas o valor fica um pouco salgado, já que o valor inicial tem o acréscimo aqueles famosos 50% a mais quando mudamos de município. No fim, cada um gastou 25 pilas para ir de boa e sem percalços.


CA Guaçuano - Mogi Guaçu/SP. Foto: Fernando Martinez.

Somando quatro jogos invicto, série que deixou o time no G8 do certame, o Água Santa queria fazer a quina jogando contra um dos maiores candidatos ao rebaixamento. No terceiro ano jogando a terceirona estadual, o Guaçuano ganhou apenas dois jogos e a penúltima colocação indicava um jogo tranquilo para os locais.


Atleta do Guaçuano matando a bola na linha de fundo. Foto: Fernando Martinez.

No primeiro tempo até que isso aconteceu, pois o Água Santa fez uma boa apresentação. Francisco Alex abriu o placar aos 10 minutos e depois o time perdeu boas chances, dando muito trabalho ao goleiro Vinícius. Mesmo com o time da casa melhor, o Guaçuano mostrou bastante vontade e um futebol competitivo.


Escanteio para o Mandi. Foto: Fernando Martinez.


Bola levantada na área do Água Santa. Foto: Fernando Martinez.

As várias oportunidades perdidas pelo Netuno fizeram o jogo chegar ao intervalo apenas com o 1x0 no marcador. Já no tempo final, o panorama mudou completamente. O time da casa parou de jogar e o Mandi tomou conta da peleja. Jogando muito bem, a equipe visitante provocou calafrios no bom público presente.


Início de ataque do time de Diadema. Foto: Fernando Martinez.

O ótimo futebol resultou no gol de empate do camisa 11 Peu aos 17 minutos. Nem assim o Água foi capaz de acordar do seu perigoso sono. O Mandi continuou na luta pela virada e teve uma chance de ouro aos 31 minutos, quando o árbitro marcou um pênalti a favor da equipe. Rogério bateu no canto direito e o goleiro Maurício fez grande defesa, mandando a bola pela linha de fundo.


Detalhe do pênalti perdido pelo jogador Rogério com grande defesa de Maurício. Foto: Fernando Martinez.

A alegria porém durou pouco mais de um minuto, pois na cobrança de escanteio a zaga falhou e a bola sobrou para Billy na pequena área. Ele chutou forte para decretar o surpreendente vira-vira no Inamar. Perdido em campo, o Água não mostrava um futebol para pelo menos igualar o marcador.


Chute que levou muito perigo ao gol do Guaçuano. Foto: Fernando Martinez.


A zaga do Mandi se salvou como pôde nos minutos finais. Foto: Fernando Martinez.

Aos 43 minutos, depois de várias chances de gol, numa bola levantada na área na base do bumba-meu-boi, a zaga do Guaçuano vacilou e cometeu pênalti. Patrick não quis nem saber e cobrou a penalidade máxima de forma precisa para igualar novamente o marcador. Na saída de bola o Guaçuano quase faz o terceiro. Só não marcou graças ao arqueiro Maurício.


Segundo gol do Água Santa, marcado por Patrick. Foto: Fernando Martinez.

No final, o placar de Água Santa 2-2 Guaçuano foi justo e fez com que o Netuno permanecesse entre os oito que se classificarão para a segunda fase da A3. Para o Mandi o ponto conquistado não mudou muito a incômoda situação da equipe, e o rebaixamento ainda é visto perigosamente no horizonte.

Bom, como não estava afim de pagar mais 25 reais em outra corrida de táxi, resolvi encarar mesmo o sistema de ônibus de Diadema. Por sorte, pegamos um busão literalmente NA PORTA do estádio com destino ao Terminal Piraporinha. Em cerca de 20 minutos já estávamos lá e em meia hora já estava no metrô Jabaquara. Imaginei que seria bem pior...

Até a próxima!

Fernando

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Guaçuano surpreende e vence o Tigre do Vale no Martins Pereira

Fala, pessoal!

O Campeonato Paulista da Série A3 está com a sua primeira fase chegando ao fim e no último final de semana acompanhei duas importantes pelejas válidas pela 18ª e penúltima rodada. No sábado, a pedida foi pegar a estrada sozinho com destino à São José dos Campos, para acompanhar a peleja entre Joseense e Guaçuano no Estádio Martins Pereira.

Encarei essa onda pois essa era a chance de ver um joguinho do Mandi na primeira fase, completando 19 times vistos in loco na A3 em 2013. Juntando com a A2, foi a 39ª equipe que vi no ano, e agora só falta uma para "completar a coleção". Imagino que o JP seja o único site que tenha mostrado tantas equipes assim com correspondentes diretamente nos estádios.


CA Joseense - São José dos Campos/SP. Foto: Fernando Martinez.


CA Guaçuano - Mogi-Guaçu/SP. Foto: Fernando Martinez.


O árbitro Uelington Rosa Pereira e os assistentes Fabricio Porfirio de Moura e João Paulo Spim Redondo junto com os capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

Melhor equipe das quatro que subiram da segundona no ano passado, o time do Vale do Paraíba buscava vencer o Guaçuano em busca de praticamente se garantir na próxima fase. Para o time de Mogi-Guaçu, que esteve na zona de rebaixamento em 13 das 17 rodadas disputadas, uma derrota poderia decretar a temível queda para o "limbo" futebolístico do estado.


A marcação firme dos zagueiros do Mandi foi implacável durante todo o jogo. Foto: Fernando Martinez.

De todas as equipes que vi, achei o Tigre do Vale uma das mais arrumadas. Mas nesse jogo de sábado o time não se acertou em nenhum momento dentro de campo. Além disso, o Guaçuano jogou com uma vontade fantástica e os atletas esbanjaram raça para fugir da incômoda situação no certame.


Ataque local pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.


Uma das raras chegadas do Joseense dentro da área do Guaçuano. Foto: Fernando Martinez.

O time local atacava de forma desordenada e durante o primeiro tempo aconteceu apenas uma boa chance de gol. Já para o Mandi foram várias chegadas perigosas, todas envolvendo tranquilamente a zaga do Joseense. A equipe poderia ter aberto o placar logo nos primeiros minutos, mas o gol só saiu aos 39, com uma cabeçada de Faísca após ele se aproveitar de grande vacilo dos zagueiros.


Bola no fundo das redes do time local com o gol de Faísca. Foto: Fernando Martinez.

Na volta para o segundo tempo o Tigre até que voltou um pouco melhor, mas ainda via o Guaçuano dominar as ações. meio que sem querer, o onze local chegou ao empate aos 13 minutos com o gol de Douglas. Após cruzamento da direita, o arqueiro Fábio Huck soltou a pelota nos pés do atacante, que não perdoou.


Bola levantada na área do time visitante. Foto: Fernando Martinez.

Imaginei que o time visitante poderia sentir o golpe, mas foi justamente o contrário. Sem querer perder tempo, o pessoal da equipe alviverde se lançou ao ataque em busca do segundo gol, encurralando a zaga local. Aos 26, um dos defensores fez falta clara na entrada da área. A cobrança ficou por conta de Carlinhos. Ao invés de chutar colocado, ele encheu o pé e pôs a bola no ângulo esquerdo de Éverton.


Detalhe da belíssima cobrança de falta que fez o Guaçuano ficar de novo na frente do placar em São José dos Campos. Foto: Fernando Martinez.

A maioria dos 151 torcedores que pagaram ingresso ficou revoltada com o fraco futebol e passou a apupar os atletas locais. A pressão efêmera do Joseense não foi suficiente para que o jogo ficasse empatado novamente. Final de jogo: Joseense 1-2 Guaçuano. O triunfo fez com que o Mandi saísse da zona de rebaixamento após nove rodadas, ultrapassando São Vicente e Palmeiras B e fazendo a equipe depender apenas de si para fugir da segundona em 2014. O jogo final será em casa contra o Flamengo. Foi de arrepiar a comemoração de todo o pessoal do time após o apito final.



Dois momentos da emocionante comemoração dos atletas do Guaçuano: primeiro um jogador estirado no gramado após a grande partida feita parecendo não acreditar no placar final e depois o registro de um dos titulares andando de joelhos pelo gramado para agradecer o triunfo. Foto: Fernando Martinez.

Já para o Tigre a situação ficou mais complicada. A antes certa classificação ficou ameaçada, pois o time continua com 30 pontos, e agora pega nada menos do que a Inter de Limeira, que soma 29, fora de casa. Não será tarefa fácil garantir o espacinho entre os oito melhores times ao final da primeira fase.

Já no domingo cedo fui para Guarulhos acompanhar um duelo entre um dos melhores times do certame contra um clube tradicionalíssimo que não vai muito bem das pernas.

Até lá!

Fernando

quinta-feira, 14 de março de 2013

Mágico Negueba arranca três pontos da cartola para o Esquadrão Calunga

Salve amigos! 

Na última quarta-feira estive no simpático Estádio Mansueto Pierotti, na primeira cidade do Brasil, pra acompanhar o embate entre São Vicente AC e CA Guaçuano, válido pela 11ª rodada do Campeonato Paulista da Série A3. 

A bruxa continua solta por lá. Além de, até agora, a vistoria não ter sido providenciada, o clube foi assaltado na madrugada do dia do jogo. O vestiário foi arrombado e bolas e chuteiras reservadas para a partida foram surrupiados. 


Detalhe do estrago causado na porta do vestiário. Foto: Estevan Mazzuia. 

Segundo apurei, a polícia capturou os meliantes, mas não recuperou o material. A equipe vicentina contou com o providencial auxílio do Santos Futebol Clube, que doou todo o material de jogo. Felizmente, as camisas não estavam nos vestiários e se salvaram. 


A chuteira de Neymar ficou com o camisa 10 vicentino, Lutcho, que as exibiu com muito orgulho para as lentes do JP. Fotos: Estevan Mazzuia. 

De quebra, os visitantes tiveram muita dificuldade pra chegar na Baixada. Embora tenham deixado a “Cidade dos Tomates” pouco depois das sete da manhã, sofreram horrores com o problemático Sistema Anchieta- Imigrantes, que viveu mais um coas naquela manhã. Para conseguirem chegar a tempo da partida, abandonaram seu ônibus, e alugaram vans e táxis para São Vicente. 

A comitiva conseguiu chegar pouco antes da partida, e os atletas entraram em campo já durante a execução do hino nacional. Seguem as fotos oficias da partida: 


São Vicente AC - São Vicente/SP. Foto: Estevan Mazzuia. 


CA Guaçuano - Mogi Guaçu/SP. Foto: Estevan Mazzuia. 


Arbitragem formada por Edson Alves da Silva, auxiliado por Daniel Lopes Neto e Leandro Carvalho dos Santos, com os capitães Rodrigo Calchi (SVAC) e Rogério (CAG). Foto: Estevan Mazzuia. 

Ambas equipes entraram em campo com a luz amarela acesa, por conta da ameaça de rebaixamento pra Segundona. Com um clima muito agradável e debaixo de um céu nublado, a partida teve início com muita movimentação e leve domínio anfitrião. 


Atacante vicentino se esforça para alcançar o cruzamento. Foto: Estevan Mazzuia. 

Com o tempo, o São Vicente passou a encontrar muita dificuldade com a forte marcação do Mandi, que passou a ousar com a criação de algumas jogadas, mas mostrava muita tranquilidade com o resultado parcial. 

A partida seguiu movimentada e muito equilibrada até o final da primeira etapa, sem que os goleiros fossem muito exigidos. Duas bolas chutadas pra fora do estádio, uma de cada lado, dão uma ideia de como estava descalibrada a pontaria dos atletas. 


Lance da primeira etapa. Foto: Estevan Mazzuia. 

No intervalo, dei um pulinho no banheiro, ao lado dos vestiários, e pude ver a branca que o onze vicentino levou do treinador Wagner dos Anjos. No retorno, o São Vicente tomou um suadouro do Mandi, que mandava em campo. Mas acabou conseguindo duas boas chances de gol, aos 10 minutos, de forma inacreditável com Léo, num lance em que Brenno salvou o gol com os pés, tirando a pelota ainda no ar. 


Mandi explorando a lateral direita. Foto: Estevan Mazzuia. 

A outra boa chance foi com Dodô, ao pegar a sobra de um escanteio e quase encobrir Brenno. Logo depois, Cleber foi levou o segundo amarelo ao dar um carrinho em Leandrão, e deixou com 10 o Mandi. 


Esforço em vão para impedir a saída de bola. Foto: Estevan Mazzuia.

Mesmo assim, o alvi-verde foi ao ataque. Ramon cruzou para Faísca (ambos haviam entrado há pouco tempo), que cabeceou para bela defesa de Calchi. Apesar da vantagem numérica, o São Vicente estava visivelmente envolvido pelo Guaçuano, demonstrando muita dificuldade na armação de jogadas, e arriscando-se em chutões para a frente que, quando encontravam um atacante, esse era facilmente desarmado. 


O goleiro-capitão Rodrigo Calchi foi muito exigido na segunda etapa. Foto: Estevan Mazzuia. 

Gilvan entrou no time para dar mais velocidade ao atque vicentino, mas acabou nem participando do lance decisivo da partida. Em rápida jogada pelo lado direito, Negueba teve um lampejo de gênio e bateu cruzado e rasteiro, sem chances para Brenno, aos 31 minutos. 


Lance do gol de Negueba. Foto: Estevan Mazzuia. 

Carlinhos tentou o empate em cobrança de falta, mas Calchi segurou a vantagem milagrosa. O gol deixou o Esquadrão Calunga mais a vontade, e os visitantes começaram a entrar mais duro nas jogadas. 


Mais um ataque perigoso do Guaçuano. Foto: Estevan Mazzuia. 

Como a bruxa está mesmo solta em Mansueto, depois de toda a confusão no jogo contra o Novorizontino, aos 47 minutos o Guaçuano teve um gol anulado pelo auxiliar Leandro Carvalho dos Santos, o que gerou uma enorme reclamação dos jogadores e da comissão técnica da boa equipe, com diversas agressões verbais e ameaças contra a arbitragem, tudo registrado na súmula da partida. 


Confusão no final da partida. Foto: Estevan Mazzuia. 

Fim de jogo, São Vicente 1x0 Guaçuano, resultado que deu novo fôlego aos anfitriões na briga contra o rebaixamento, abrindo as portas até para uma luta por classificação. Já a equipe guaçuana se afundou ainda mais na zona de rebaixamento, e deverá ter dificuldades para escapar da degola, em que pese a boa qualidade de seus atletas. 

Foi isso! 

Abraços 

Estevan

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Juventus empata e adia o sonho do acesso na Série A3

Opa, 

Como fazia tempo que não acompanhava uma rodada de quarta-feira à tarde... Para voltar em grande estilo, no dia 2 de maio voltei a acompanhar um jogo do Juventus depois de mais de dois meses de ausência. E simplesmente era o jogo mais importante do ano até então para o Moleque Travesso, pois uma simples vitória contra o Guaçuano levava o time paulistano de volta à Série A2 e de lambuja ainda garantiria um lugar na final do Campeonato Paulista da Série A3. 

Confirmando que a torcida grená tem feito um papel espetacular na A3 desse ano, mais de 1500 torcedores pagaram ingresso para essa "final" mesmo sendo na tarde de um dia útil. Vale registrar mesmo esse fato, que faz com que a equipe tenha uma das melhores médias de público contando as três principais divisões do estado. A massa juventina em 2012 bate fácil as torcidas de Portuguesa, São Caetano, Ituano, entre outros. 

Bom, diferente de outras vezes, nessa oportunidade não tive nenhum problema para fazer o meu credenciamento para permanecer dentro do campo de jogo e fazer as imagens que vocês verão abaixo. Para variar também fiz as imagens dos times, que não são exclusivas, mas você só verá mesmo aqui no JP: 


CA Juventus - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez. 


CA Guaçuano - Mogi Guaçu/SP. Foto: Fernando Martinez. 


Trio de arbitragem com o árbitro Thiago Duarte Peixoto e os assistentes Marco Antônio da Silva e Everaldo Jorge da Silva ao lado dos capitães dos times. Foto: Fernando Martinez. 

Como mencionei acima, o Juventus precisava apenas vencer esse jogo para conquistar uma das vagas para a Série A2 em 2013. O time confiava no apoio da torcida e no futebol apresentado nas duas vitórias recentes contra o Marília. Mas o Mandi, "novato" no certame, prometia ser um adversário duro, já que era o segundo colocado da chave antes da rodada começar e em dois jogos contra os grenás somava uma vitória e um empate. 

Foi definido que o time local defenderia o "gol da creche" e atacaria a zaga do Mandi no "gol das goiabas". Mas o primeiro tempo não teve nenhuma das equipes apresentando um futebol primoroso. O Juventus ficou mais tempo com a bola, mas estava muito nervoso. O Guaçuano se segurava bem na defesa, mas não era tão efetivo no campo ofensivo. 


Disputa de bola pelo alto. Foto: Fernando Martinez. 

A rigor, os grenás tiveram apenas duas chances boas para abrir o marcador no tempo inicial. A primeira num ataque rápido pela direita que terminou com um chute cruzado que passou perto da trave e depois numa cabeçada que obrigou o goleiro Victor a fazer brilhante defesa. 


Zagueiro do Guaçuano ganhando o leitão da tarde com esse chute que foi parar pra lá da Rua dos Trilhos. Foto: Fernando Martinez. 


Grande chance de gol para o Juventus no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez. 

E para susto da torcida local, no apagar das luzes da etapa inicial, o Mandi abriu o marcador após pane no setor defensivo dos paulistanos. Após lançamento na direita, Billy se aproveitou de uma breve, porém fatal, indecisão de um dos zagueiros, avançou rapidamente e tocou na saída do goleiro Túlio. Guaçuano 1x0 e jogo no intervalo com a vantagem parcial para o onze visitante. 


Investida ofensiva do Moleque Travesso pela esquerda. Foto: Fernando Martinez. 

Já no segundo tempo tivemos uma partida absolutamente emocionante com todos os ingredientes obrigatórios numa decisão. O Juventus começou ainda sem se encontrar, mas pelo menos chutava mais no gol. O Guaçuano resolveu se manter durante todo o tempo na defesa, chamando o adversário para seu campo. Aos poucos o panorama foi ficando favorável para os locais. 


Ataque o onze paulistano no começo do tempo final. Foto: Fernando Martinez. 


Torcida prestando enorme atenção em mais uma chegada dos grenás. Foto: Fernando Martinez. 

A apreensão se transformou em alegria aos 20 minutos, quando o árbitro marcou penalidade máxima a favor do Juventus. A cobrança foi feita por Tony, que bateu no canto esquerdo empatando a peleja. O gol animou a equipe e os torcedores, e o Moleque Travesso encurralou a zaga do Mandi em busca da virada. 


Empate do Juventus aos 21 do segundo tempo, em cobrança de pênalti de Tony. Foto: Fernando Martinez. 

A peleja foi seguindo no esquema "ataque contra defesa" até que Renato conseguiu fazer uma jogada fantástica e virou o marcador para os grenás aos 34 minutos. Ele recebeu dentro da área, protegeu a pelota de forma precisa do zagueiro, fez a virada e chutou forte no canto direito do arqueiro para colocar o Juventus com um pé na A2 de 2013. 


Zaga do Guaçuano afastando o perigo. Foto: Fernando Martinez. 

Os minutos finais prometiam uma dose cavalar de desespero para a torcida local, que contava os segundos para comemorar o acesso. Só que o Guaçuano não queria que essa festa acontecesse. Logo depois de sofrer a virada, a equipe, como não poderia deixar de ser, foi para o ataque. Aí que a meu ver aconteceu o erro crasso do Moleque Travesso. 

Ao invés de tocar a bola no campo de defesa, segurando o ímpeto do Mandi e deixando o tempo passar, o Juventus simplesmente rifava a pelota todas as vezes que ela caía nos pés dos zagueiros, dando mais chances para o Guaçuano armar seus ataques. Isso acabou se tornando fatal aos 47 minutos, quando depois de uma bola mal afastada, o jogador Billy entrou na área e chutou forte no canto direito de Túlio para fazer o segundo gol do Mandi. 

O empate foi uma das maiores duchas de água fria que vi num estádio de futebol nos meus 1975 jogos até aqui. A torcida ficou incrédula e sem acreditar no que tinha acabado de presenciar. Já a torcida do Mandi que estava apoiando a sua equipe comemorava o gol como se fosse numa Copa do Mundo. E nesse clima de emoções antagônicas, o árbitro apitou o final da peleja com o placar de Juventus 2-2 Guaçuano. 

Mesmo com esse empate, o Moleque Travesso poderia ter subido para a A2 já na quarta-feira caso o jogo entre Marília e Grêmio Osasco tivesse terminado empatado. Mas a vitória do time osasquense por 4x0 adiou o sonho juventino. O jogo entre o GEO e os grenás no domingo de manhã será decisivo, pois o Juventus joga pelo empate, enquanto a equipe da Grande São Paulo só pensa na vitória. Já o Mandi precisa apenas vencer o eliminado Marília em casa para conquistar seu lugar no segundo nível estadual. 

Conversei bastante com alguns amigos juventinos ainda atordoados pelo resultado. Logo depois saí da Javari e enfrentei um ônibus lotado até a minha casa, antes de passar a noite/madrugada acompanhando mais jogos emocionantes pelos playoffs da NBA. Nesse final de semana não terei a oportunidade de assistir nenhum jogo in loco graças a alguns compromissos profissionais, mas na segunda rodada do certame estarei alerta! 

Até lá! 

Fernando

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Debaixo de muito sol, São Bento e Guaçuano empatam pela A3

Olá,

Depois de encarar uma tarde muito quente em Capivari, por conta da cobertura da partida Capivariano x XV de Jaú, no domingo cedo voltei à estrada e fui até a cidade de Sorocaba, mais precisamente ao Estádio Municipal Walter Ribeiro, também conhecido como CIC, para acompanhar mais uma partida do Campeonato Paulista da Série A3.

A pedida dessa vez, foi o encontro entre o tradicional E.C. São Bento contra o C.A. Guaçuano, válido pela terceira rodada da primeira fase da competição, sendo que essa partida reuniu duas equipes com campanhas muito parecidas. O time de Sorocaba começou a rodada com 3 pontos, na 9ª posição, enquanto o time de Mogi Guaçu, estava melhor colocado, na 5ª posição, com 4 pontos. Portanto, esse jogo era uma boa oportunidade para os dois times tentarem deslanchar na competição.

Como saí bem cedo de São Paulo, fiz uma viagem tranquila, chegando com tempo suficiente para conversar com os amigos dos dois times e da imprensa. O assunto predominante foi o calor, que já estava castigando e a grande preocupação era com o aumento ainda mais da temperatura durante a partida.

Mesmo com um sol para cada um, fiquei firme no gramado para fazer as fotos da partida, começando com as tradicionais fotos oficiais, as quais estão apresentadas abaixo e que também foram feitas de maneira exclusiva:


E.C. São Bento - Sorocaba/SP. Foto: Orlando Lacanna.


C.A. Guaçuano - Mogi Guaçu/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem com o árbitro Kléber Canto dos Santos, os assistentes Vladimir Nunes da Silva e Sílvia Aparecida da Silva e o quarto árbitro Sálvio Lemos Filho ao lado dos capitães dos times. Foto: Orlando Lacanna.

A partida começou a todo vapor pelos lados do São Bento, tendo conseguido um pênalti a favor, logo no primeiro minuto de jogo. A cobrança ficou a cargo do camisa 11 Waldir, que cobrou com perfeição e colocou o "Bentão" em vantagem no marcador.


Bola estufando a rede logo no primeiro minuto. Foto: Orlando Lacanna.

Mesmo sofrendo o gol, o Guaçuano não se abateu e foi à luta, tendo mais presença ofensiva do que o time da casa, inclusive criando alguns bons momentos, que foram neutralizados pelo goleiro Henal e pelos zagueiros.


Uma das boas defesas do goleiro Henal do São Bento. Foto: Orlando Lacanna.

o São Bento procurava se fechar, chamando o adversário pra cima e, ao recuperar a posse da bola, saía em velocidade, como aconteceu na marca dos 19 minutos, quando Waldir, na cara do gol, tocou fraco e o goleiro Victor Diniz conseguiu defender. Foi uma oportunidade excelente.

Apesar do forte calor, as duas equipes não abriram mão de jogar em velocidade, sendo que aos 24 minutos, numa rápida escapada pela direita, o baixinho camisa 2 Bruninho, cruzou rasteiro e o centroavante e capitão Tiago Chulapa, tocou com categoria, decretando a primeira igualdade no marcador.


Visão de frente do gol de empate do Guaçuano, anotado por Tiago Chulapa. Foto: Orlando Lacanna.

Nos últimos 20 minutos, o ritmo caiu um pouco e nem é preciso dizer o motivo, mas, mesmo assim, os times criaram boas chances nos últimos cinco minutos, com o Guaçuano assustando com o camisa 6 Diego pela esquerda, aos 40 minutos, que invadiu, trouxe para o pé direito e mandou um foguete que passou por cima do travessão. A resposta beneditina foi imediata, aos 42 minutos, através de um arremate do camisa 2 Duane, que explodiu contra o travessão do goleiro visitante.


Avanço do Guaçuano pela esquerda no fim da primeira etapa. Foto: Orlando Lacanna.

Mais alguns minutos e o árbitro encerrou os primeiros 45 minutos com o empate em 1 x 1, num primeiro tempo equilibrado. Passei todo intervalo tentando me esconder do sol, ficando sob a cobertura de um dos bancos de reserva, mas pouco adiantou, pois o teto do banco é de acrílico, deixando o ambiente muito quente. Não tinha jeito e o negócio foi tomar copos e copos de água.

Deixando o forte calor de lado e voltando ao jogo, a segunda etapa foi iniciada e, logo aos 2 minutos, o São Bento teve o seu camisa 6 Werbeth (sósia do lateral Cortez do São Paulo), expulso por ter recebido o segundo cartão amarelo, deixando sua equipe com um homem a menos por quase todo segundo tempo.

Na cobrança de falta que resultou na expulsão, o Guaçuano quase chegou ao seu segundo gol, numa cabeçada perigosíssíma do camisa 11 Billy, que tirou tinta do poste direito. O goleiro Henal do São Bento ficou estático no chão. Aos 16 minutos, o time alviverde chegou ao gol da virada, marcado por Billy, ao receber um passe de cabeça de Tiago Chulapa e desviar com categoria para o fundo da rede, deslocando o goleiro.


Camisa 11 Billy tocando para o fundo da rede, no segundo gol dos visitantes. Foto: Orlando Lacanna.

Mesmo com um homem a menos, o São Bento não desistiu e foi buscar a igualdade, que esteve perto de acontecer, aos 24 minutos, quando o camisa 11 Waldir, de calcanhar, exigiu ótima defesa do goleiro Victor Diniz, desviando para escanteio. Teria sido um golaço.

Na cobrança do escanteio, novamente Waldir, esteve próximo de empatar a peleja, mas, novamente o arqueiro visitante desviou, com a bola indo de encontro ao poste direito e saindo em novo escanteio. Aos 35 minutos, não teve jeito e o São Bento chegou heroicamente ao gol de empate, marcado através do camisa 15 Budi que entrou no segundo tempo. Esse gol foi muito parecido com o primeiro gol do Guaçuano, pois a jogada nasceu pela direita, com um cruzamento rasteiro, encontrando Budi de frente para o gol, que tocou no canto direito.


Também numa visão de frente, agora o gol de empate do São Bento. Foto: Orlando Lacanna.

Nos últimos dez minutos, o São Bento continuou forçando o ataque, mas não conseguiu chegar ao gol da virada e, com isso, o árbitro apitou o fim do jogo com o resultado de São Bento 2 - 2 Guaçuano, que só fez piorar a situação dos dois times na tabela, uma vez que o São Bento caiu para a 10ª posição com 4 pontos e o "Mandi" foi para a 9ª colocação com 5 pontos.


Momento de perigo para a defesa do "Mandi" no fim da partida. Foto: Orlando Lacanna.

Jogo encerrado e rápido retorno à Capital para almoçar e buscar um descanso merecido, pois dois jogos debaixo de um sol senegalesco não é mole não. Foi isso.

Abraços,

Orlando