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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Óbvio triunfo rubro-negro contra o Vilhena na Copa São Paulo

Opa,

Em outro confronto insólito que só a Copa São Paulo de Futebol Júnior pode proporcionar, Flamengo e Vilhena/RO fecharam a segunda rodada do Grupo Q no Estádio José Liberatti com o favoritismo amplo e irrestrito para o rubro-negro.

O time do Osasco FC foi para a arquibancada do estádio torcer por um improvável resultado negativo do Fla. Mesmo fazendo um jogo digno, os rondonienses não foram páreo para o bom time do Rio de Janeiro. A enorme secação do pessoal local não deu resultado.


Vilhena EC (sub20) - Vilhena/RO. Foto: Fernando Martinez.


CR Flamengo (sub20) - Rio de Janeiro/RJ. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times e quarteto de arbitragem. Foto: Fernando Martinez.

Isso que o primeiro tempo nem foi com um futebol tão primoroso por parte do Flamengo. O time foi burocrático e chegou aos 2x0 - gols de Douglas Baggio aos 18 e Jajá aos 23 - sem forçar a barra. Mas o marasmo geral depois do segundo gol irritou os fiéis seguidores do clube.


Zagueiros do Vilhena decidindo o que fazer com a bola. Foto: Fernando Martinez.


Chute de longe no ataque do Fla. Foto: Fernando Martinez.

A indolência nos vinte minutos finais foi tanta que o Vilhena até chegou a assustar a defesa carioca. A sorte foi que a diferença técnica entre as duas agremiações é enorme, caso contrário a situação poderia ter se complicado.


Goleiro rubro-negro se preparando para afastar a bola. Foto: Fernando Martinez.


Disputa de bola pelo alto. Foto: Fernando Martinez.


Atleta do Fla protegendo a pelota. Foto: Fernando Martinez.

A bronca nos vestiários deu resultado e o Flamengo foi outro no tempo final. O time acertou o pé, não deu espaços ao Vilhena e poderia ter aplicado uma goleada histórica. Acabou marcando "apenas" três vezes.


Detalhe do terceiro gol rubro-negro no tempo final. Foto: Fernando Martinez.


Tímida ofensiva rondoniense no fim do jogo. Foto: Fernando Martinez.

Douglas Baggio, o artilheiro da noite, fez o terceiro aos 17, Jorge o quarto aos 25 e Matheus Sávio fechou o marcador aos 42 minutos. No término do regulamentar o placar do José Liberatti mostrava Vilhena 0-5 Flamengo/RJ. O triunfo deixou o rubro-negro muito próximo da vaga na segunda fase, precisando apenas de um empate para se garantir como líder da chave.

Voltei para casa presenciando momentos com pitadas de surrealidade já pensando na rodada do dia seguinte. Depois de oito jogos com apenas um time novo entrando na Lista, o quinto dia de Copinha colocou duas novas agremiações no extenso rol de times vistos.

Até lá!

Fernando

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Começa a 46ª Copa São Paulo de Futebol Júnior 2015

Fala, pessoal!

Após um mês de descanso absoluto, 2015 começou e com ele chegou a 46ª edição da Copa São Paulo de Futebol Júnior, um dos torneios mais aguardados do ano. O JP, como não poderia deixar de ser, marcou presença logo no primeiro dia de competição. O Estevan foi de manhã até Indaiatuba e eu fui de noite até Osasco, cidade que sedia o Grupo Q da Copinha, mesmo sem nenhum time novo para colocar na Lista.

A peleja de estreia reuniu os times do Osasco FC e do Vilhena/RO. O time alvinegro acabou de última hora entrando no lugar do Grêmio Osasco como equipe-sede. O GEO iria utilizar um time composto só por indígenas, mas a FPF barrou a presença do clube por conta de atraso da inscrição dos atletas. Além disso, colocou o OFC no lugar.

Apesar de toda a revolta e luta para recolocar o GEO no campeonato, não teve choro nem vela e a entidade manteve no rol de participantes o time fundado em 1992. Com a nova situação, o Osasco Futebol Clube se garantiu para fazer a primeira participação na Copinha em todos os tempos. Já o Vilhena veio ao estado pela segunda vez (a primeira foi em 2006).

Fui ao Estádio José Liberatti junto com o trio Luiz, Cosme e o magnata $eu Natal. Chegamos sem problema no local e logo fui credenciado para fazer os instantâneos dentro de campo. No gramado, Ricardo Espina já fazia os trâmites legais para obter as escalações das equipes.

Como sempre, fiquei aguardando a entrada dos times na cancha para captar as imagens dos mesmos posados. Uma tradição do JP que continua (na medida do possível) no novo ano.


Osasco FC (sub20) - Osasco/SP. Foto: Fernando Martinez.


Vilhena EC (sub20) - Vilhena/RO. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times e quarteto de arbitragem. Foto: Fernando Martinez.

Por motivos óbvios, acabei escolhendo acompanhar o ataque do time da casa durante o tempo inicial. Logo aos cinquenta segundos fui "premiado" com o primeiro gol da partida e da nossa temporada futebolística. Wesley recebeu bom passe em profundidade pela direita, avançou dentro da área, driblou o goleiro e tocou para deixar o time local em vantagem.



Wesley driblando o goleiro e comemorando o primeiro gol do Osasco FC na Copa São Paulo. Fotos: Fernando Martinez.

É, mas essa acabou sendo a única boa jogada dos donos da casa durante a etapa inicial. O Vilhena aos poucos foi se soltando e chegou perto da igualdade. O primeiro tempo terminou com a vantagem mínima do Osasco FC. No segundo, os rondonienses continuaram jogando melhor e aos 12 minutos Lucas deixou tudo igual.


Ataque osasquense sob a firme marcação rondoniense. Foto: Fernando Martinez.


Outra jogada de ataque local. Foto: Fernando Martinez.

O onze osasquense seguia sem criar chances e sem convencer, irritando a torcida presente no Liberatti. O Lobo do Cerrado mereceu virar o jogo por conta da boa apresentação. Mas como no futebol a justiça não existe, o Osasco, na segunda chance clara de gol criada durante os 90 minutos, fez o segundo aos 35. Maiki marcou de cabeça e recolocou o time paulista em vantagem.


Ofensiva do Vilhena no tempo final. Foto: Fernando Martinez.

A equipe azul e vermelha não conseguiu forças para buscar um novo empate e no fim a partida terminou em Osasco FC 2-1 Vilhena. Estreia com futebol fraco mas com os três pontos na mochila, isso que mais importou para o pessoal da casa.

Como de costume na primeira fase da Copa São Paulo a rodada era dupla, e cerca de meia hora depois do apito final começou o jogo de fundo da jornada inicial do Grupo Q.

Até lá!

Fernando

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Apático, Palmeiras vence o Vilhena e se classifica na Copa do Brasil

Fala, pessoal!

Quarta-feira passada rolou mais um jogo que somente a Copa do Brasil pode nos proporcionar. Na base da ressaca completa, o Palmeiras recebeu o Vilhena/RO no jogo de volta da primeira fase da Copa do Brasil. O vazio Estádio Paulo Machado de Carvalho foi o palco da peleja.

Fui nesse jogo mesmo de teimoso, já que o Vilhena faz parte da minha Lista desde 2009 (quando foi goleado pela Ponte Preta por 6x1 na Copa do Brasil daquele ano), em virtude da chuva e do horário proibitivo das 22 horas. Além de mim, a presença dos amigos Matheus e Ricardo Espina nas numeradas do Pacaembu e a dupla Mílton e Renato na torcida do time rondoniense.



Mesmo de longe, vale o registro de Palmeiras e Vilhena posados antes do jogo no Pacaembu. Fotos: Fernando Martinez.

Depois de vencer o jogo fora de casa pela contagem mínima, o alviverde precisava apenas empatar para conquistar a vaga para a segunda fase, uma tarefa não muito complicada mesmo com o time reserva. Levando em conta o retrospecto do Vilhena na competição, a torcida palmeirense poderia ficar na boa, pois em quatro participações, o Lobo do Cerrado sempre foi eliminado na fase inicial: em 2006, 2009, 2010 e 2011 respectivamente para Fortaleza, Ponte, Atlético/PR e Avaí.

Ainda com o estigma da surreal eliminação para o Ituano na semi do Paulistão, o remendado Palmeiras apresentou um futebol muito do meia-boca durante todo o tempo. A equipe errou demais, falhou demais e deixou os pouco mais de 4 mil pagantes bastante irritados.


Bola levantada na área palmeirense. Foto: Fernando Martinez.

Pior, o Vilhena equilibrou as ações durante a maior parte do tempo, nem parecendo que a abismal diferença entre as folhas salariais existisse. O onze paulistano sofreu sustos desnecessários e fez a torcida do time visitante se animar e imaginar que o milagre da classificação seria possível.


Visão geral do Pacaembu para Palmeiras x Vilhena/RO. Foto: Fernando Martinez.

Nesse esquema, o primeiro tempo terminou no 0x0 e no segundo a coisa não melhorou muito. A apatia tinha tomado conta da alma dos atletas locais e nada indicava que o gol poderia sair. Para deixar o clima mais bizarro, o Vilhena quase fez o primeiro numa bola na trave aos 24 minutos, em cabeçada de Tayrão.


O Vilhena, por incrível que pareça, jogou de igual para igual contra o apático Palmeiras. Foto: Fernando Martinez.

Bruno César acabou colocando tudo no lugar com dois gols, o primeiro aos 27 e o segundo aos 33 em cobrança de pênalti. Mas mesmo com o 2x0, a torcida não deixou quieto e vaiou bastante o modorrento time alviverde.


Jogada do primeiro gol palmeirense. A bola foi cruzada na área para Bruno César marcar. Foto: Fernando Martinez.


Detalhe do segundo gol do time paulistano. Foto: Fernando Martinez.

O resultado de Palmeiras 2-0 Vilhena carimbou a vaga paulistana para a segunda fase da Copa do Brasil e agora o adversário será Sampaio Corrêa ou Interporto, que empataram por 2x2 no Tocantins. Está mais para o time maranhense.

Na base do The Flash saí correndo do estádio e na lembrança da gloriosa Angélica fui de táxi com os amigos até a Estação Paulista da linha amarela do metrô. Batendo recordes, passamos na catraca segundos antes do horário comercial se encerrar... Ufa!

Depois dessa partida, tive duas boas noites de descanso antes de encarar um final de semana maluco e repleto de insanidade, com uma rodada tripla absurda no interior do estado no sábado - com direito a mais de 800 quilômetros percorridos - e uma festa de acesso no domingo.

Até lá!

Fernando

sexta-feira, 20 de março de 2009

Mais um time novo para a Lista: o Vilhena EC

Fala pessoal!

Quarta-feira foi dia de incluir mais um time novo na nossa Lista! E por um campeonato não-perdido, mas que tem sua primeira fase objeto de sonho de todos nós do JOGOS PERDIDOS. Então com a presença da dupla dinâmica do blog (seu Natal e o David) fomos junto com a minha amiga Paula para a cidade de Campinas, aonde tinha um jogo decisivo pela Copa do Brasil. Chegamos cedo e logo fomos buscar o caminho do genial Estádio Moisés Lucarelli, para o jogo entre a Ponte Preta e o Vilhena/RO.

Já tinham mais de 8 anos que não via um jogo profissional da Ponte no seu estádio, desde o distante Ponte Preta 8x1 Castanhal, pela Copa do Brasil 2001. Desde então não tive mais a chance de ir no ótimo estádio ponte-pretano. E chegamos cedo, e por um simples problema logístico não consegui descolar as fotos oficiais das equipes, mas faz parte.


Fachada do Estádio Moisés Lucarelli, estádio da AA Ponte Preta. Foto: Fernando Martinez.


Placa que mostra o nome do estádio e o seu apelido "Majestoso". Foto: Fernando Martinez.

Além de termos a fantástica chance de ver um time difícil demais, pois as equipes de Rondônia quase não aparecem para jogar em São Paulo, vimos a decisão de uma das vagas para a Segunda Fase da Copa do Brasil. A Macaca ganhou o primeiro jogo em Vilhena por 2 a 1 e só um desastre tiraria a classificação da equipe para enfrentar o Figueirense na próxima fase. E para ver o jogo fomos buscar nosso lugar nas arquibancadas tranquilas do Moisés Lucarelli.

A Ponte fez com que o jogo ficasse fácil, sem maiores sustos para sua torcida. Logo aos 6 minutos, Leandrinho bateu e deixou a Macaca em vantagem. Aos 16 o segundo em cabeçada certeira de Márcio Mixirica. Aos 32 um golaço de longe de Edílson.


Detalhe do jogo entre Ponte Preta x Vilhena, pela Copa do Brasil 2009. Foto: Fernando Martinez.


Segundo gol da Ponte, marcado por Márcio Mixirica. Foto: Fernando Martinez.

Vale registrar a partida do time do Vilhena, que mesmo sendo mais frágil que o time ponte-pretano, em nenhum momento deu pontapé ou apelou. Fez sua partida, e de forma bastante esportiva, jogou um futebol extremamente sério. Isso é o mais legal, pois as equipes menores tem a chance única de disputarem um jogo no Estado de São Paulo, contra times tradicionais. Quando o Vilhena terá outra chance de vir para cá?


Tentativa de ataque da Macaca pela esquerda do seu ataque. Foto: Fernando Martinez.

Ao final do primeiro tempo o Vilhena foi presenteado com seu gol de honra. Após escanteio da esquerda, o mesmo Edílson do tecreiro gol foi tirar e colocou a bola no fundo das redes. Intervalo de jogo e Ponte Preta vencendo por 3 a 1.

No intervalo pude matar a saudade do melhor estádio para se comer em São Paulo. No Moisés LUcarelli há uma infinidade de opções para comer e beber. Pastéis, pipoca, batata-frita, churros, hot-dogs, entre outros fazem a festa de todos por ali. Muito bom mesmo, pois estamos com aquelas opções parcas ou praticamente nulas em estádios em geral. Nota 10 para a Ponte.

Bom, e para o segundo tempo o jogo continuou o mesmo, com a Ponte dominando o espaço. Aos 13 minutos Leandrinho fez um golaço, o quarto do time. O quinto veio com o argentino Savóia batendo pênalti.


Quinto gol da Ponte, com o argentino Savóia marcando em pênalti. Foto: Fernando Martinez.


Visão geral do Moisés Lucarelli. Foto: Fernando Martinez.

Enquanto o jogo rolava, a Paula continuava com seu trabalho falando do pessoal do JP, entrevistando o "homem de mil palavras" David. Com certeza ele indo ser entrevistado no Jô seria algo imperdível. E no meio de uma pergunta ou outra, a Ponte fez mais um gol, com o jogador Kim aos 41 minutos. E esse gol fechou a contagem.

Final de jogo: Ponte Preta 6-1 Vilhena. Ponte classificada e agora joga contra o Figueirense, que está numa fase horrível, para definir quem chega nas Oitavas-de-Final. Ao Vilhena, fica a certeza de ter mostrado um honroso futebol e o time saiu de Campinas rumo à Porto Velho, aonde joga contra o genial Shallon nesse sábado, 21 de março.


Placar final da partida no Moisés Lucarelli. Foto: Fernando Martinez.

Depois do jogo, com a certeza da raridade de ver o Vilhena, fomos no vestiário do time. Lá encontramos o sr.Marcos Zolla, um dos dirtores da equipe e que foi muito simpático conosco. Conversamos bastante sobre as dificuldade de se fazer futebol no Brasil para as equipes menores e sobre a chance única (até aqui) do VEC vir a São Paulo jogar uma partida por um grande campeonato.

Depois de muito papo, ele fez questão de me presentear com a camisa (número 3 nas costas) do Vilhena Esporte Clube, que já se transformou em peça rara da minha coleção. Só temos que agradecer tamanha simpatia e esperar que o Vilhena possa cada vez mais conseguir visibilidade no cenário nacional.

Com a noite ganha, voltamos para São Paulo no sossego já preparados para mais jogos no futuro.

Até mais

Fernando