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sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Guarani destrói o Nacional na capital em jogo de oito gols

Texto e fotos: Fernando Martinez


Hoje todo mundo entra em site de aposta para fazer uma fezinha em jogos dentro e fora do país. Eu não me meto nessa pois não tenho o dom de gastar dinheiro com isso e por ser péssimo em palpites. Um exemplo? Se eu fosse um aficionado teria apostado alto na vitória do Nacional contra o Guarani, terça-feira, pela abertura do returno da fase inicial da Copa Paulista. Teria me dado muito mal.

A meu favor o fato do duelo de ida, realizado três dias antes, ter sido dominado pelo escrete paulistano. Os ferroviários perderam um pênalti, foram bem, mas apenas empataram em 2x2. Jogando no Estádio Nicolau Alayon, o mais natural seria esperar um triunfo mandante. Aposto que nove entre dez especialistas pensariam da mesma forma. O grande problema é que, quando contamos com uma boa atuação do Nacional, acontece justamente o contrário.


Nacional e Guarani perfilados antes do apito inicial. Dessa vez ninguém tirou as fotos posadas

O Bugre foi derrotado duas vezes e contava apenas com um ponto conquistado em três rodadas. Além disso, tinha feito apenas três gols, dois deles no 2x2 citado no parágrafo anterior. Foi na Comendador Souza que o alviverde campineiro tirou a zica, fez uma etapa inicial antológica e destruiu o ligeiro favoritismo local. Há muito eu não via o Naça tomar um vareio tão grande em apenas 45 minutos de futebol.

Os locais iniciaram os trabalhos completamente perdidos e aos sete minutos o Guarani abriu o placar com João Pedro, de cabeça, em cruzamento de Mateus Ludke. Em desvantagem, os comandados de Tuca Guimarães até tiveram maior posse de bola. O Bugre foi se segurando bem, tendo o contra-ataque todo à sua disposição. Sem se acertarem, quando os atletas se tocaram, o Nacional já estava tomando 4x0 no lombo.

Foi num período de apenas cinco minutos que os campineiros aniquilaram o adversário. Não percam a conta: Bruno Paulo recebeu em profundidade e finalizou de forma brilhante por cobertura aos 23, o mesmo Bruno fez o terceiro aos 25 e Caio, aos 27, marcou o quarto. Na base do bumba-meu-boi os ferroviários diminuíram com Matheus aos 34, porém dois minutos depois o artilheiro da tarde Bruno Paulo fez 5x1.


Por ter jogado bem no empate de Campinas, pensávamos que o Nacional seria favorito contra o Bugre. Errado!


João Pedro comemorando o primeiro gol do Guarani



Bola nas redes do Nacional no segundo gol bugrino, marcado por Bruno Paulo. Foi uma pintura de gol no Nicolau Alayon que mereceu muita comemoração


Aos 27, Caio fez outro golaço nesse lance. O camisa 7 cortou do zagueiro e colocou no ângulo direito


Nesse lance meio bizarro com um vacilo do zagueiro e do goleiro, o Nacional diminuiu. Matheus, fora do quadro, marcou


Esse chute bateu na trave, mas no rebote Bruno Paulo fez 5x1 a favor do Guarani ainda no primeiro tempo

Nem o Carrossel Holandês viraria uma partida em circunstâncias tão complicadas, certeza. Abatido e sem entender o que tinha acontecido, o Naça foi aos vestiários em busca de inspiração e encontrar algum tipo de milagre. No tempo final não restou alternativa a não ser ocupar o campo de defesa bugrino e tentar reduzir o tamanho do vexame. Gabriel fez o dele aos 14 e ficou uma pergunta no ar: "será que dá?". Não, não deu.

Ambas as equipes enfileiraram oportunidades e todas foram desperdiçadas. Se o Nacional teve bons momentos para reduzir a diferença de gols, o Guarani chegou com perigo algumas vezes também. Nos acréscimos, Matheus Souza acertou um chute sensacional com ótima defesa de Matheus Polentini. Na sequência, Wellington fez o terceiro tento local aos 47, decretando números finais ao animadíssimo jogo na Comendador Souza.




Na base da "terra arrasada", o Nacional se mandou para o ataque tentando pelo menos sofrer um revés menos vexatório


Matheus Souza acertou esse belo chute no final do jogo. Matheus Polentini evitou o sexto tento campineiro


Placar final da insólita partida no Nicolau Alayon. Não é sempre que vemos um marcador assim

Pode-se dizer que o Nacional 3-5 Guarani foi histórico. Foram três longas marcas quebradas: foi a primeira vez que a gloriosa agremiação da Zona Oeste sofreu uma derrota por esse marcador desde 1984 atuando fora de casa (contra o São Bernardo no Baetão), desde 1947 em São Paulo (o famoso duelo contra o Flamengo, a última vez que jogaram como São Paulo Railway) e desde 1943 no seu estádio (contra o Corinthians pelo estadual, ainda como SPR). Além disso, o antigo vice-líder agora é o lanterna do Grupo 5, complicando a sua situação. O Bugre subiu ao terceiro lugar e volta a ter chances reais de classificação.

Voltei ao Nicolau Alayon na quarta-feira com um amistoso monstro pela última rodada da fase inicial da Segundona Paulista na nossa sempre eficiente pauta livre. Confronto de eliminados é sempre foco das nossas coberturas.

Até lá!

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Ficha Técnica: Nacional 3-5 Guarani

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Paulo César Francisco; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Alanderson, Reinaldo, Lucas Silva, André Rocha, Wellington, Gabriel, Heitor, Caio, Luan, Bruno; Cartão vermelho: Alanderson 33 do 2º; Gols: João Pedro 7, Bruno Paulo 23, 25, Caio 27, Matheus 34 e Bruno Paulo 36 do 1º, Gabriel 14 e Wellington 47 do 2º.
Nacional: Matheus Polentini; Alanderson, Gabriel, Diego Chiclete (Reinaldo) e Matheus; André Rocha, Wellington, Matheus Teta e Vinicius (Fernando); Tavares e Lucas Silva (Adriel Bahia). Técnico: Tuca Guimarães.
Guarani: Carlos Henrique; Mateus Ludke, Bruno, Titi e Heitor; Caique, Caio (Júlio), Keverthon (Urbano) e Matheus Souza; João Pedro (Luan) e Bruno Paulo (Alan). Técnico: Baresi.
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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Tudo igual entre Oeste e Guarani pelo Paulistão

Texto e fotos: Fernando Martinez


Hoje o Campeonato Paulista não é nem sombra do que já foi e todo mundo sabe disso, até a FPF. Aqueles jogos históricos, os duelos memoráveis e os estádios apinhados de gente por todo o estado ficaram no passado. Apesar disso o certame ainda sobrevive e principalmente pela parte histórica, gosto de acompanhar. Dito isso, na última sexta-feira foi bem legal ver o encontro entre Oeste e Guarani pela quinta rodada do gramado da Arena Barueri.

Depois de ficar o ano de 2019 sem ver o Paulistão de perto, essa foi uma volta bastante bem-vinda. Aliás, foi a primeira vez que vi o Oeste como mandante no estadual e também foi minha estreia na Arena Barueri na A1. Na história tinha visto apenas um jogo na cidade numa época em que o falecido Grêmio atuava no Estádio da Vila Porto. Em fevereiro de 2007 assisti de perto o triunfo do GRB contra a Ponte Preta por 2x1 na cancha que hoje tem outro formato.

Cheguei no campo barueriense em cima da pinta e sem tempo a perder. Como o acesso ali é fácil, rapidinho estava beirando as quatro linhas. Poucos fotógrafos estavam credenciados para fazer as fotos oficiais, algo de praxe em compromissos assim. O legal é que, sem contar a disputa do troféu do Interior, tinha tirado as fotos posadas numa partida de A1 apenas três vezes: Juventus x Rio Branco em 2007, Paulista x Mirassol e São Caetano x Juventus, ambos em 2008. Assombrosos doze anos sem fazer isso.


Oeste Futebol Clube - Barueri/SP


Guarani Futebol Clube - Campinas/SP


O árbitro Ilbert Estevam da Silva, os assistentes Marcelo Carvalho Van Gasse e Herman Brumel Vani, o quarto árbitro Rodrigo Gomes Domingues posando para o JP junto com os dois capitães

Falando do presente, o Oeste não está nada bem na competição. Ganhou apenas uma vez e vinha de duas derrotas por goleada contra Palmeiras e Ferroviária, respectivamente por 4x0 e 5x1. A reabilitação era urgente, mas o Bugre vem fazendo um torneio digno e era líder do Grupo D junto com o Corinthians. Resumindo: a parada do onze local seria bem complicada.

Fui acompanhar o ataque do Oeste curtindo o fato de estar ali perto da ação. Melhor ainda foi o fato do primeiro tempo ter sido bem animado. O escrete rubro-negro começou tentando surpreender só que acabou sendo surpreendido aos 16 minutos. Bidu arrancou pela esquerda e chutou forte. Felipe Lacerda defendeu e no rebote Rafael Costa encheu o pé, colocando o Guarani em vantagem.

O Oeste sentiu o golpe e não conseguiu criar bons momentos. Sim, os atletas até tiveram a posse da pelota, porém chance mesmo não teve. O goleiro Jeferson Paulino, conhecido aqui quando atuou no EC São Bernardo no começo dos anos 2010, praticamente não trabalhou. O problema foi que, na primeira vez que foi acionado, ele falhou feio. O lateral Éder Sciola arriscou um tiro pela direita aos 39 e o camisa 1 aceitou e deixou a gorduchinha passar debaixo do seu corpo.


Guarani saindo para o ataque no começo do duelo contra o Oeste


Marcação firme de jogador do Bugre em cima de atacante local


Bola levantada dentro da área visitante e corte da zaga


Os defensores campineiros trabalharam direitinho na etapa inicial, neutralizando todos os ataques do Oeste


Éder Sciola armando o chute que originou o gol do Oeste em falha do goleiro do Guarani

Foi com o 1x1 que o intervalo chegou e eu resolvi fazer uma boquinha pois a barriga estava zerada. Subi ao quarto andar para pegar um pedaço de pizza que vendem ali, uma delícia por sinal. Como o atendimento nas cadeiras demorou, não deu tempo de retornar ao gramado e assisti a etapa final junto com o amigo-abelha Renato Rocha. Foi o melhor que poderia ter acontecido, pois a peleja caiu demais de produção.

O Oeste não criou e o Guarani não teve sucesso nas investidas, assim, foram 45 minutos de sono e preguiça. O papo na tribuna foi muito melhor do que rolava em campo. Não sendo injusto e para não dizer que tudo foi ruim, aos 48, já no apagar das luzes, os locais tiveram a única boa oportunidade. A cabeçada de Éder Sciola, sempre ele, que passou perto.


Aquele bate-boca maroto no gramado da Arena Barueri



O Oeste teve mais posse de bola no tempo final, mas não conseguiu virar o placar

O resultado de Oeste 1-1 Guarani ajudou pouco o escrete de Barueri, agora com quatro pontos e lanterna do Grupo A. É fato que o futebol precisa melhorar o quanto antes pensando na fuga do rebaixamento. Já o Bugre se tornou líder do Grupo D, à frente do modorrento time corintiano. Acho que, pelo menos por enquanto, o tetra mosqueteiro é apenas uma distante ilusão.

Fiquei o final de semana todo de molho sem assistir nenhuma partida. Aliás, nem sei quando voltarei aos gramados. Hora de descansar um pouquinho.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Oeste 1-1 Guarani

Local: Arena Barueri (Barueri); Árbitro: Ilbert Estevam da Silva; Público: 1.012 pagantes; Renda: R$ 9.735,00; Cartões amarelos: Alyson, Mantuan, Matheus Jussa, Roberto, Pablo, Bidu, Bruno Sávio; Gols: Rafael Costa 16 e Éder Sciola 33 do 1º.
Oeste: Felipe Lacerda; Éder Sciola, Lídio, Betinho e Alyson; Mantuan, Matheus Jussa e Fabrício Oya (Mazinho); Marlon (De Paula), João Paulo (Bruno Gonçalves) e Roberto. Técnico: Renan Freitas.
Guarani: Jefferson Paulino; Pablo, Romércio (Leandro Almeida), Bruno Silva e Bidu; Deivid, Igor Henrque, Lucas Abreu e Lucas Crispim; Junior Todinho (Bruno Sávio) e Rafael Costa (Alemão). Técnico: Thiago Carpini.
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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Tigre do ABC derrota o Bugre e chega ao G4 da Série A2

Texto e fotos: Fernando Martinez


Fechando a rodada dupla da terça-feira, foi a vez do Campeonato Paulista da Série A2 voltar a aparecer aqui no JP. No Estádio Primeiro de Maio, o São Bernardo FC recebeu o Guarani buscando se manter invicto no certame. Foi o duelo de dois times que disputaram o nacional em 2017: o Tigre jogou a Série D e o Bugre participou da Série B.

Você viu aqui no blog o empate do onze do ABC na estreia contra o Nacional. No compromisso seguinte, um sofrido triunfo contra o Votuporanguense. Já o Guarani perdeu do Oeste fora de casa e derrotou os ferroviários da Água Branca no Brinco de Ouro. Para minha surpresa, pouco público pagou ingresso pra acompanhar a peleja. Foi-se o tempo que os torcedores do Tigre enchiam o estádio.


São Bernardo Futebol Clube Ltda. - São Bernardo do Campo/SP


Guarani Futebol Clube - Campinas/SP


O árbitro Rafael Gomes da Silva, os assistentes Leonardo Tadeu Pedro e Orlando Coelho Junior, o quarto árbitro Pietro Dimitrof Stefanelli e os capitães dos times

O primeiro tempo foi sofrível. As duas agremiações pouco arriscaram no ataque e a ação ficou concentrada no meio de campo. O São Bernardo FC ainda foi levemente superior nesse árido cenário, porém o arqueiro bugrino Bruno Brígido mostrou serviço nos dois chutes que foram na sua direção.

Se na sessão vespertina o primeiro tempo foi ótimo e o segundo horrível (o EC São Bernardo x Atibaia pela Série A3), na noturna isso se inverteu. Quando a peleja no Primeiro de Maio recomeçou, vimos um tempo final muito melhor. Logo no segundo minuto o Tigre abriu o marcador com Alvinho depois dele chutar duas vezes no gol.

Aos nove, a melhor chance do Bugre na partida até então num chute de Erik pela esquerda que bateu na trave do goleiro Daniel. Pouco depois, Rondinelly teve boa oportunidade pro empate numa cobrança de falta que passou perto do ângulo direito.

O onze local parecia estar sendo dominado, só que aos 25 minutos, num belo contra-ataque pela esquerda, saiu o segundo gol. Alvinho avançou pelo campo de defesa campineiro e cruzou nos pés de Ewerton Ageu. O camisa 2 só teve o trabalho de empurrar pro fundo das redes.

O Guarani acusou o golpe e apesar de ter mais posse de bola, não chegou a criar nenhum momento mais agudo. Somente aos 47 minutos que os visitantes descontaram com Denner escorando uma bola cruzada da direita. Não foi o suficiente para evitar nova derrota fora de casa.


Bruno Mendes, 9 do Guarani, sofrendo com a marcação do camisa 22 Edvan


Defensor do Tigre prestes a dominar a pelota


Chance campineira pelo alto


Chute de Erik que bateu na trave esquerda de Daniel


Cobrança de falta a favor do Bugre que tirou tinta da trave do São Bernardo FC


Bola zanzando pela área local no segundo tempo

Placar final: São Bernardo FC 2-1 Guarani. O triunfo colocou o time do ABC no G4 ocupando a quarta posição com sete pontos ganhos. O Bugre caiu pro décimo lugar com os mesmos três. Aliás, do nono ao 15º colocado a classificação é definida pelo saldo de gols. Já se foi 20% do campeonato e os clubes que estão lá embaixo precisam começar a melhorar o futebol apresentado.

A Série A2 voltou a pintar no cronograma no dia seguinte, com o segundo compromisso do Nacional em casa pela competição, atuando contra uma equipe que nunca havia sido derrotada pelo onze paulistano. Chance de quebra desse pequeno tabu.

Até lá!

segunda-feira, 20 de março de 2017

Tarde molhada e tudo igual entre Guarani e Penapolense no Brinco

Texto e fotos: Fernando Martinez


O Projeto 40 está próximo de ser concluído e no último domingo fiz a derradeira viagem do cronograma. O destino foi a cidade de Campinas, mas dessa vez com uma visita ao belo Estádio Brinco de Ouro da Princesa. Na pauta, o encontro entre Guarani e Penapolense pela 12ª rodada do Campeonato Paulista da Série A2.

Essa partida não estava na programação original do Projeto, já que a ideia era ver os dois aqui perto da capital. Como a televisão mudou várias pelejas de dia e horário e eu mudei meu planejamento algumas vezes, não restou outra alternativa a não ser colocar as figurinhas 34 e 35 de uma vez do álbum indo até a terceira maior cidade do estado.


Guarani Futebol Clube - Campinas/SP


Clube Atlético Penapolense - Penápolis/SP


O árbitro Adriano de Assis Miranda, os assistentes Fabrício Porfírio de Moura e Luís Alexandre Nilsen e o quarto árbitro Luiz Carlos Ramos Júnior junto com os capitães dos times

Esse foi apenas o segundo confronto entre Guarani e Penapolense na história do estadual. No primeiro, acontecido na A2 do ano passado, o CAP se deu melhor e venceu por 2x0 jogando no Tenente Carrico. Jogando na sua casa, o Bugre precisava vencer para não se afastar ainda mais do G4.

Desisti de fazer a sessão matutina de futebol para não ter problema com o horário do ônibus. A viagem foi feita de boa, sem problema e dentro do tempo estipulado. Na rodoviária encontrei o "amigo do JP" Luciano Claudino e seguimos pro Brinco com o sol desaparecendo e em seu lugar surgindo inúmeras nuvens carregadas. A promessa era de chuva.

Falando do tempo, graças a uma sensacional frente fria o final de semana teve frio e chuva, mas dizer simplesmente que choveu é pouco perto do volume absurdo de água que caiu durante os 90 minutos. Fazia muito tempo que não via um jogo ser disputado debaixo de um dilúvio tão intenso e que não deu trégua por um minuto sequer. O que me salvou foi ter ficado no túnel de entrada do time da casa por cortesia dos fiscais da FPF. Se não fosse isso, estaria perdido.

O gramado do Brinco segurou a onda apenas nos primeiros minutos. Depois o que se viu foram os atletas tentando driblar seus adversários e as poças d'água. A primeira chance da peleja aconteceu logo no primeiro minuto quando PV, camisa 5 do Penapolense, tocou de cabeça e a bola bateu na trave.

No decorrer do tempo inicial não vimos muita chance de gol e as ações ficaram concentradas no meio-campo. As maiores emoções aconteceram em lances com Bruno Nazário. Por duas vezes ele caiu dentro da área visitante e todos pediram pênalti, porém o árbitro nada marcou. Foi com o placar em branco que o primeiro tempo se encerrou.


Choveu muito durante todo o jogo no Brinco de Ouro. Os times sofreram com o gramado encharcado


Crystian (2) cruza com a marcação firme de Uederson (19)


Penapolense trocando passes pela direita


Alef (13) passa, mas a bola fica parada na poça d'água


Fumagalli cobra falta no final do primeiro tempo

No segundo tempo o temporal continuou firme e forte e no primeiro momento de perigo o placar foi inaugurado. Só que para a tristeza da maioria dos 3.736 pagantes, foi um gol do escrete visitante. Léo Carvalho cobrou falta da direita, a bola passou por todo mundo dentro da área e foi morrer no fundo do gol de Luís Henrique.

Ao invés de se abater com o tento sofrido, o Guarani foi pra cima e passou a ocupar o campo de defesa da Pantera da Noroeste. Se não dava pra chegar pertinho da meta defendida por Samuel Pires graças ao gramado molhado e por conta da boa atuação do setor defensivo, a alternativa era chutar de longe.

Depois de tanta insistência, quando o relógio marcava 26 minutos a equipe campineira deixou tudo igual. Fumagalli, sempre ele, avançou com a pelota pela esquerda e tocou para o camisa 9 Eliandro. Ele driblou o zagueiro e chutou forte no canto para finalmente vencer o arqueiro da Pantera.

O empate não sossegou o ímpeto bugrino e dali até o fim rolou mais pressão em cima da zaga do CAP. Samuel apareceu bem e no último lance da molhada tarde, a virada não aconteceu por milagre. Após chute de longe, a bola bateu na trave, voltou na pequena área e os atacantes não conseguiram finalizar. Apesar de merecer a vitória, não teve jeito pro Bugre.



Jogadores dentro da área do Bugre no lance do primeiro gol do Penapolense, marcado por Léo Carvalho. Na segunda foto, a comemoração pelo tento


Samuel Pires faz grande defesa em chute de longe



Bola estufando as redes do CAP no gol de Eliandro e a alucinada comemoração pelo empate no Brinco


Nessa imagem, a bola quase se perde em meio à água presente no gramado da casa alviverde


Último ataque do Bugre e por muito pouco o time não virou o marcador... a bola bateu na trave

No fim, o Guarani 1-1 Penapolense não foi bom para nenhum dos times. O Bugre continua em oitavo, agora com 16 pontos, e o CAP está uma posição acima com 17. Ambos não estão longe do G4 e tudo ainda é possível faltando oito jogos para o final da primeira fase da competição.

Por obra divina a chuva que castigou quem estava em campo parou exatamente na hora do apito final e com isso pude finalizar a jornada na boa. A viagem SP-Campinas foi feita no sossego e cheguei em casa um pouco além do esperado, mas nada assim tão grave. Na segunda teve mais futebol pela Série A2, dessa vez bem do lado de casa.

Até lá!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Guarani tira a invencibilidade do Batatais na Série A2


Ah, nada como um dia após o outro, ou melhor, como um jogo após o outro. Depois do péssimo futebol que vi em Guarulhos domingo cedo, a sessão vespertina de futebol foi sensacional. Peguei a estrada e fui até Campinas para o terceiro jogo oficial entre Guarani e Batatais depois final polêmica de 1949. O encontro foi válido pela sétima rodada da fase inicial do Campeonato Paulista da Série A2 e o palco foi, claro, o Estádio Brinco de Ouro da Princesa.

Estive presente no já clássico reencontro entre os dois na noite de 5 de abril de 2014. Naquela ocasião fiz uma matéria que explicou direitinho toda a polêmica. Em 2015 não consegui armar um esquema para ver o confronto na Cidade das andorinhas, mas agora deu tudo certo. Na contagem do Projeto 40, Bugre e Fantasma foram respectivamente os times 17 e 18 a entrarem na lista.


Guarani FC - Campinas/SP. Foto: Fernando Martinez.


Batatais FC - Batatais/SP. Foto: Fernando Martinez.


O árbitro Vinicius Gonçalves Araujo e os assistentes Orlando Coelho Junior e Patrick André Bardauil posam para a foto com os capitães do Bugre e do Fantasma. Foto: Fernando Martinez.

Na atual edição da A2 Guarani e Batatais estavam invictos antes desse jogo, só que o Bugre ainda não havia vencido como mandante. Não seria fácil quebrar essa escrita, ainda mais levando em conta o ótimo futebol mostrado pelo alvirrubro, que vinha de uma goleada maiúscula de 5x0 contra o Juventus.

Para evitar surpresas, o alviverde começou o jogo de forma avassaladora. A zaga batataense penou demais, demais mesmo, e não foi capaz de parar o poderoso ataque local. Tamanha pressão deu resultado aos doze minutos com o belíssimo gol de falta de Douglas Packer. Matheus pulou, mas não teve como fazer a defesa.

Inexplicavelmente o Guarani recuou depois de fazer 1x0. Isso fez com que o Batatais finalmente começasse a colocar as manguinhas de fora. Só que o problema do onze visitante foi um só: finalização. A equipe teve duas chances sensacionais para deixar tudo igual, mas pecou no toque final.


O alviverde campineiro fez quinze minutos iniciais espetaculares no Brinco. Foto: Fernando Martinez.


Brilhante cobrança de falta de Douglas Packer no primeiro gol do Guarani. Foto: Fernando Martinez.


Disputa de bola no campo de ataque local. Foto: Fernando Martinez.

No tempo final a partida recomeçou com o Batatais melhor em campo. Só que a zaga bugrina teve enorme sucesso e neutralizou todas as boas jogadas ofensivas do escrete alvirrubro. Além disso, e para matar qualquer chance de empate, o camisa 19 João Vittor fechou a fatura com o segundo gol local aos 34 minutos.


Domínio de bola em outra investida campineira. Foto: Fernando Martinez.


Ataque do Fantasma tentando assustar no tempo final. Foto: Fernando Martinez.


Boa defesa do goleiro batataense. Foto: Fernando Martinez.


Placar final no Brinco de Ouro. Foto: Fernando Martinez.

O placar final de Guarani 2-0 Batatais marcou a primeira vitória alviverde dentro de casa em 2016. Além disso, o time subiu para a sexta colocação com 13 pontos. O Fantasma perdeu pela primeira vez no certame e caiu para o terceiro lugar com 14 pontos. Como se não bastasse, não foi dessa vez que o time "devolveu" 1949.

Até a próxima!

Fernando