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sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

Sport goleia e se garante na segunda fase da Copinha

Texto e fotos: Fernando Martinez


De sexta até terça-feira foram várias partidas espalhadas por diversos cantos do estado. Na quarta eu não descansei, porém optei por acompanhar apenas uma chave da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Voltei à cidade de Embu das Artes para conferir uma rodada dupla do torneio após longos 16 anos. Abrindo a jornada no Estádio Hermínio Esposito, o Boavista/RJ enfrentou o Sport em duelo válido pelo Grupo 20.

Embu das Artes voltou a receber a Copinha após cinco anos. Ao todo, é a sétima vez que a cidade é sede do torneio. Estive lá em 2005 para ver o Náutico de Roraima, em 2007 num Juventus x Fluminense pelo mata-mata, em 2008 para incluir o Vilavelhense na Lista e no ano seguinte, quando vi o genial Maranhão pela primeira vez. Mesmo sem equipe nova em 2025, fiz questão de marcar presença.


Boavista Sport Club (sub-20) - Saquarema/RJ


Sport Club do Recife (sub-20) - Recife/PE


Capitães e quarteto de arbitragem

O Boavista, que fez uma ótima campanha no sub-20 carioca em 2024, chegando até a semifinal, estreou com derrota por 2 a 1 diante do Referência. Já o Sport, campeão pernambucano no ano passado com vitória sobre o Retrô, bateu o Cascavel por 1 a 0. Não à toa eu considerava o time rubro-negro favorito... e não estava enganado.

Fui acompanhado pelo mesmo pessoal da rodada em Salto e Capivari na terça: o trio Caio, Nílton e Renato. Eles curtiram aquele sol maroto na arquibancada, enquanto eu fiquei dentro de campo. Quando a bola começou a rolar, o Sport abriu o placar logo aos dois minutos com Joanderson. O gol tão cedo deixou a peleja morna. O Leão jogou com tranquilidade e o Boavista não conseguiu pressionar em busca do empate. Não foi o primeiro tempo dos sonhos.

Na etapa final... quanta diferença! O Sport enfim mostrou seu melhor futebol. Aos sete minutos fez o segundo e aos 13 ampliou em pênalti cobrado com cavadinha por Dedé. Não aumentou a vantagem logo depois, mas dominou completamente as ações. Nos minutos finais, os atacantes voltaram a brilhar e fecharam a goleada com gols de Arthur Monteiro e novamente Dedé.






Lances do primeiro tempo em Embu das Artes



Dedé bateu pênalti com uma marota cavadinha e fez o terceiro tento pernambucano



Dois ataques do Sport pela esquerda


Dedé, ele de novo, fez de cabeça e fechou a goleada rubro-negra

O placar de Boavista 0-5 Sport não foi nenhum exagero diante do domínio do clube campeão brasileiro de 1987, já classificado para a segunda fase. O Boavista, eliminado com o revés, vai disputar a lanterna da chave na última rodada. Não foi a melhor participação do clube do Rio de Janeiro, que segue com apenas uma vitória em toda a história da competição.

No jogo de fundo, os dois clubes que disputam o torneio pela primeira vez ficaram frente a frente.

Até lá!

Ficha Técnica: Boavista 0-5 Sport

Local: Estádio Hermínio Esposito (Embu das Artes); Árbitro: Claudemir de Araujo Silva; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Gui Esteves, Di Mauro, Arthur Baggio, Cordeiro, Ítalo Lucas e Fernandinho; Gols: Joanderson 2 do 1º, Augusto Pucci 7, Dedé (pênalti) 13, Arthur Monteiro 41 e Dedé 43 do 2º.
Boavista: Matheus Viana; Pedro Cope, Guilherme Gobbiti (Emerson Índio) e Diogo Cruz; Dioguinho, Dalmoro (Paulo Jefferson), Riquelme (Di Mauro) e Matheus Jesus (Guilherme Corrêa); Lustosa (Bernardo), Gui Esteves (Marcelinho) e Rivas. Técnico: Leandro Miranda.
Sport: Erick; Ítalo Lucas (Berrío), Léo Fazzio, Caio Moura e Cordeiro (Sousa); Dedé, Matheus Lacort (Natan), Augusto Pucci e Arthur Baggio (Samuel Pires); Arthur Monteiro (Fernandinho) e Joanderson (Arthur Bala). Técnico: Alexandre Oliveira.

terça-feira, 20 de julho de 2021

Portuguesa volta a jogar bem e derrota o Boavista

Texto e fotos: Fernando Martinez


A penúltima cobertura do JP na semana do meu aniversário foi uma sessão "embalos de sábado à noite" no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte. A Portuguesa perdeu a invencibilidade na rodada anterior contra o Bangu e recebeu o bom time do Boavista pensando apenas em reabilitação no Campeonato Brasileiro da Série D. O duelo fechou o turno do Grupo A7.

Há quatro anos eu estive no confronto das duas agremiações válido pela Copa do Brasil. A Lusa tinha eliminado o Uniclinic do Ceará na primeira fase e na segunda recebeu o clube do Rio, então comandado pelo glorioso Joel Santana. A derrota por 2x0 eliminou a equipe paulistana naquele que foi o último compromisso pela Copa nacional em todos os tempos. A expectativa era que dessa vez o placar fosse diferente.



Equipes entrando no gramado do Canindé e a imagem oficial dos capitães com o trio de arbitragem

A fria e vazia cancha rubro-verde acabou vendo um jogo em que os paulistas foram bem, finalmente emplacando uma boa apresentação em casa. O Boavista, que também tinha perdido sua invencibilidade na rodada anterior, até que tentou, só que não foi capaz de ser um adversário à altura do animado escrete mandante. Dessa vez as mudanças sempre questionadas do técnico Fernando Marchiori durante os 90 minutos não influenciaram negativamente no resultado.

O Boavista teve uma chance na etapa inicial logo aos três minutos em chute de longe... e só. Aos seis, Danilo Pereira, o novo camisa 10 rubro-verde, fez grande jogada e começou a mostrar que estava prestes a se tornar o grande nome da noite. Com o decorrer da partida o árbitro gaúcho deixou de marcar um pênalti a favor da Portuguesa.

Cesinha teve dois bons momentos para abrir o marcador. O primeiro em ataque pela esquerda e finalização pela linha de fundo e depois aos 36 em tiro de prima que foi desviado pela zaga na hora H. O melhor futebol deu resultado e aos 40 minutos saiu o gol. Feijão cruzou na cabeça de Danilo Pereira e ele colocou a Portuguesa em esperada e merecida vantagem.


A equipe paulista dando o primeiro toque na bola


Canindé completamente vazio para Portuguesa x Boavista. Não duvido que antes de 2021 acabar o público retorne aos estádios





Lances de um primeiro tempo em que a Portuguesa foi melhor do que o time carioca

No segundo tempo O Boavista não teve outra opção a não ser voltar ao gramado em cima da zaga local na busca pelo empate. Foram quinze minutos de pressão sem que Dheimison fosse acionado. Na base do contra-ataque Lucas Douglas por muito pouco não ampliou aos seis. Quando a situação parecia estar se complicando, tudo se resolveu num espaço de menos de dois minutos.

Cesinha cobrou falta na cabeça de Willian Magrão aos 18 e o zagueiro fez o segundo. No minuto seguinte, após lateral cobrado na área, Lucas Douglas levantou e Danilo Pereira, o grande nome da noite, desviou e anotou o terceiro. O onze visitante buscou pelo menos um golzinho de honra e quase fez por duas vezes. Aos 25 Luís Felipe chutou à queima-roupa e Dheimison praticou um pequeno milagre. Aos 37, o juiz anotou um pênalti a favor do Boavista e Marquinhos se prontificou a bater. O arqueiro lusitano defendeu com estilo.



O camisa 10 Danilo Pereira comemorando seu primeiro gol na noite, feito de cabeça aos 40 minutos



A etapa final começou com o Boavista melhor e a equipe rubro-verde desperdiçando bons contra-ataques



Willian Magrão, também de cabeça, ampliou a vantagem local aos 18 do segundo tempo. A comemoração foi perto das bandeiras da torcida da casa


Danilo Pereira fez o seu segundo tento, o terceiro lusitano, aos 19 minutos


Marquinhos bateu pênalti aos 39 minutos e Dheimison fez grande defesa. A noite era mesmo da Portuguesa

No fim, o Portuguesa 3-0 Boavista foi uma senhora vitória e deixou a equipe na vice-liderança do Grupo A7 após o encerramento do turno inicial. A torcida ainda não confia no time, com boa parcela de razão, mas pelo menos os resultados estão sendo relativamente bons. Na semana que vem o returno começa com o mesmo duelo, agora em Saquarema.

Fechando a semana futebolística comemorativa do meu aniversário, na tarde do domingo teve o sub-20 e novo na pauta com jogo na Fazendinha. Chegou a hora de ver o assustador sub-20 corintiano em ação.

Até lá!

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Ficha Técnica: Portuguesa 3x0 Boavista

Local: Estádio Oswaldo Teixeira Duarte (São Paulo); Árbitro: Jonathan Benkenstein Pinheiro/RS; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Caíque, Marzagão, Cesinha, Lucas Lourenço, Marquinhos, Lucas Perdomo, Pietro; Gols: Danilo Pereira 40 do 1º, Willian Magrão 18 e Danilo Pereira 19 do 2º.
Portuguesa: Dheimison; Feijão, Willian Magrão, Patrick e Marco; Caíque (Tauã), Cesinha (Maykinho), Marzagão (Wellington Reis) e Danilo Pereira (Felipe Souza); Tito (Ermínio) e Lucas Douglas. Técnico: Fernando Marchiori.
Boavista: Klever; Pedro (Caio Felipe), Vitão, Elivelton (Pietro) e Bull; Rennan, Ralph, Lucas Lourenço (Luis Felipe) e Lucas Perdomo (Berê); Jefferson Renan e Marquinhos. Técnico: Leandro Moraes.
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Boavista elimina a Portuguesa da Copa do Brasil no Canindé

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na noite da quarta-feira a Portuguesa deu um tempo na A2 e disputou sua segunda partida pela edição 2017 da Copa do Brasil. Depois de eliminar o Uniclinic na fase inicial, a Lusa recebeu o Boavista, agremiação dirigida pelo ícone Joel Santana, em confronto único para definir mais um classificado à terceira fase.

Esse foi o 15º jogo do onze rubro-verde no Estádio Osvaldo Teixeira Duarte que acompanhei na história da Copa. E talvez possa ter sido o último, muito por conta da atual situação da Portuguesa no cenário nacional. Em 2018 provavelmente a equipe terá um ranking ainda pior do que tem hoje e sabe-se lá se a posição será suficiente para garantir a presença.


Times perfilados para o Hino Nacional Brasileiro

Nos catorze compromissos até então, vi os paulistanos serem eliminados pelo Atlético/PR em 1999, Bahia em 2002, Icasa em 2009, Bangu em 2011, Naviraiense em 2013 e Ituano em 2015 num total de seis desclassificações, algumas delas contra clubes menores historicamente falando. O que eu não sabia é que estava prestes a ver a sétima eliminação, outra vez para um time menor.

Não foi uma partida ruim, mas também não foi um jogo inesquecível. No tempo inicial os donos da casa tiveram mais oportunidades, porém infelizmente para a sua torcida, erravam demais o último toque. Aos 20, aconteceu a grande chance dos primeiros 45 minutos num rebote de Felipe que Adílson cabeceou pra fora.

O 0x0 levava a peleja pros pênaltis e no segundo tempo o Boavista foi colocando as manguinhas de fora. Ainda assim os locais eram melhores, só que aos 21 minutos tudo mudou. Vítor Faíska chutou de fora da área e marcou um belíssimo gol pro onze fluminense. A bola quicou na frente de Ricardo Berna que, na minha opinião, falhou no lance e não conseguiu fazer a defesa.

Três minutos depois o Boavista quase faz o segundo nos pés de Mosquito. A Portuguesa sentiu o golpe sofrido e seus atletas não demonstravam a calma necessária para pelo menos conquistarem o empate. Aos 37 ele até aconteceu, mas Bruno Silva estava impedido e o tento foi anulado pelo assistente número 1.

No acréscimos, quando todos os atletas locais estavam no campo de ataque fazendo na base daquele famoso abafa, o Boavista se aproveitou de um contra-ataque perfeito pra selar a classificação. A bola foi lançada para Lucas na direita, ele entrou na área, tocou na saída de Berna e fez o segundo.


Atleta do Boavista fazendo o domínio na intermediária


Ataque lusitano durante a primeira etapa


A zaga local tirando a bola de dentro da área


Placar final de mais uma eliminação da Portuguesa na Copa do Brasil... resta agora a A2

O resultado final de Portuguesa 0-2 Boavista significou a eliminação lusitana em mais uma edição da Copa do Brasil dentro da sua casa. Na próxima fase, o onze de Bacaxá pega o Sport já com duelos de ida e volta. Bom, agora resta a A2 pro rubro-verde tentar salvar o primeiro semestre.

Até a próxima!

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Despedida melancólica do vice-campeão paulista Audax da Série D

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na noite do domingo aconteceu uma daquelas sessões bem perdidas, mas muito legais de se acompanhar por aqui. O já eliminado Audax recebeu o Boavista de Saquarema para finalizar sua participação no Campeonato Brasileiro da Série D em 2016. O palco do confronto, claro, foi o mais uma vez vazio Estádio José Liberatti.

Com o empate contra o Espírito Santo, o vice-campeão paulista já estava eliminado da competição antes mesmo da última rodada terminar. Já o Boa Vista ainda lutava pela segunda vaga do Grupo A13 na segunda fase da última divisão nacional. Se o jogo era amistoso para os locais, a ideia era pelo menos vencer a primeira e fazer o primeiro gol em casa.


Grêmio Esportivo Osasco Audax - Osasco/SP


Boavista Sport Club - Saquarema/RJ


Quarteto de arbitragem com o árbitro cearense Leo Simão Holanda, o assistente 1 de Pernambuco Cleberson do Nascimento Leite, o assistente número 2 do Tocantins Cipriano da Silva Sousa e o quarto árbitro paulista Leandro Bizzio Marinho. Junto, os capitães de Audax e Boavista

Os donos da casa tomaram as rédeas da peleja durante a maior parte do primeiro tempo. Isso não se traduziu em chances de gol e oportunidade clara mesmo só aconteceu uma, com Henrique aos 34 minutos e que terminou com o gol anotado anulado por impedimento.

No tempo final o Boavista foi muito mais efetivo, e mesmo sem fazer uma partida brilhante conseguiu conquistar os três pontos. Eram decorridos nove minutos quando Luan recebeu bom passe pela esquerda, cortou do zagueiro e chutou para fazer o primeiro. Cinco minutos depois o Audax teve Vinícius Munhoz expulso e a chance de empate, que já era pequena, se extinguiu de vez.


Ataque osasquense pela direita


Jogador do Audax carregando a pelota na intermediária


Chute sem direção a favor dos locais


Boa chance do Boavista no tempo final


Falta a favor do onze paulista


Atacante local tropeçando na luta para dominar a bola

Para coroar a ridícula campanha do time paulista, Romarinho fez o segundo dos cariocas aos 42 minutos em cobrança de pênalti. O placar final de Audax 0-2 Boavista não adiantou nada para o alviverde, pois o triunfo do Espírito Santo contra a Caldense eliminou a equipe de Saquarema.

Pelos lados do Audax a certeza é que o campeonato foi simplesmente uma Decepção - com "D" maiúsculo - em todos os sentidos. A equipe fez um mísero gol em seis jogos disputados (nenhum em casa) e não foi capaz de mostrar um futebol minimamente razoável. Cortesia do lamentável desmanche feito pelo pessoal que comanda os vários clubes que possuem como se comanda uma linha de produção. Resta esperar que em 2017 a equipe faça sua estreia de verdade na Série D.

Até a próxima!

terça-feira, 15 de julho de 2008

Guará vence na bacia das almas e garante liderança do grupo

Opa,

No último domingo voltei a seguir até o Vale do Paraíba para colocar mais um time novo na Lista. E só poderia ser mesmo pelo fantástico Campeonato Brasileiro da Série C que isso poderia acontecer. Dessa vez segui via ônibus para a cidade de Taubaté, e depois via táxi até o Estádio Joaquim de Moraes Filho. Tudo para ver o jogo entre o "time da casa" Guaratinguetá versus o Boavista, do Rio de Janeiro. O time da cidade de Saquarema era o último que faltava ver da primeira divisão carioca desse ano. Então a viagem era obrigatória.

Chegando lá encontrei o David, com seu tradicional pulôver debaixo do sol de Taubaté. E como chegamos cedo, deu tempo de conversar com todo mundo por lá. Com o assessor de imprensa do Guará, Fabrício Junqueira, com o gerente de futebol do Boavista, o goleiro da Copa de 90 Zé Carlos (cujo respetivo copo da Pepsi com sua foto ainda se encontra sob meus cuidados desde aquele fatídico mundial) e até o amigo Bruno Lemes, velho informante das questões futebolísticas da cidade. Depois dessa social toda, chegou a hora das fotos oficiais da partida:


Guaratinguetá ECL - Guaratinguetá/SP. Foto: Fernando Martinez.


Boavista SC - Saquarema/RJ. Foto: Fernando Martinez.


Quarteto de arbitragem da partida. Foto: Fernando Martinez.

O jogo foi entre os dois primeiros colocados invictos do grupo. O time paulista vinha de uma vitória e um empate, enquanto o time verde vinha de duas vitórias nos dois primeiros jogos. Valendo a liderança na virada do turno, o jogo prometia bastante. Os donos da casa começaram tentando impor um melhor futebol e buscando a vitória desde o começo, mas em poucas oportunidades levaram perigo efetivo ao gol de Erviélton. O Boavista por sua vez só se preocupava em ficar na defesa.


Confusão na área em ataque do Guará no começo de jogo. Foto: Fernando Martinez.


Todo mundo pulando dentro da área depois de escanteio para o time vermelho. Foto: Fernando Martinez.

Esse jogo truncado foi irritando os torcedores presentes no Joaquinzão. O time vermelho não fazia boa apresentação e ficava devendo lances bons na busca do primeiro tento. O Boavista também não ajudava para que o jogo melhorasse um pouco, já que chegou só uma ou duas vezes no gol do Guará. Emoção mesmo nesse primeiro tempo foi curtir os trens passando atrás do estádio, lembrando um tempo que não volta mais.


Lá do outro lado, um dos poucos ataques do Boavista no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.


Mais uma vez o pessoal pulando na área. O jogo aéreo foi forte nos primeiros 45 minutos. Foto: Fernando Martinez.

A partida então só poderia acabar como começou ao final do primeiro tempo, com o 0x0 no placar. No intervalo então desisti de acompanhar o jogo de dentro do gramado, pois ficar com o sol na cara durante os 45 minutos finais seria coisa complicada. Então com um espetinho bala e um refrigerante fresquinho, fui me acomodar nas tribunas do estádio para o segundo tempo de partida. Enquanto isso, o David se matava para achar um copinho de água do outro lado do estádio.


Zaga do Boavista só acompanhando a bola sair sob o olhar atento da torcida do Guará. Foto: Fernando Martinez.

Mas o segundo tempo também não foi cheio de chances de gol. Só o Boavista melhorou um pouco e assustou em dois precisos ataques. E com o Guará não chutando a gol, isso acabou deixando o pessoal desanimado. A minha emoção durante o segundo tempo foi já adiantar as idéias para esse post. E olha, quase dormi nas cabines de imprensa de lá. O jogo realmente ficou devendo.


Tentativa de chute de fora da área que foi interceptado pelo zagueiro. Foto: Fernando Martinez.

A Peleja ia seguindo num modorrento empate sem gols, quando resolvi ir ver o trabalho do Bruno Lemes pela Rádio Difusora da cidade. Conversa vai, conversa vem, o jogo foi chegando ao seu final e aos 44 minutos o Guará descolou uma cobrança de falta da intermediária. Sem maiores intenções o camisa 6 Saletti bateu e acabou marcando o gol salvador, com a bola entrando no cantinho direito do goleiro. O sol com certeza atrapalhou o arqueiro Erivélton, e com esse gol não dava tempo para mais nada.


Goleiro do time carioca subindo mais alto para evitar o gol do time paulista. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Guaratinguetá 1-0 Boavista. O Guará agora é líder isolado e o único invicto do grupo. Agora joga duas partidas fora em busca na vaga na Segunda Fase. Partidas difíceis, mas que serão fundamentais para a classificação e até quem sabe para a Série C de 2009.

Bom, e depois do jogo, voltamos para a Rodoviária de Taubaté para uma verdadeira via-crucis. O ônibus para São Paulo só saiu às 18 e 30 e ainda por cima veio lotado e eu sentado num banco quebrado. Acha que é pouco? Ainda pegamos um trânsito monstro na Via Dutra e fomos chegar na capital bem depois do horário planejado. Mas para ver um time novo vale esse sacrifício!

Até a próxima!

Fernando