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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Portuguesa vence o ASA e fica mais perto da Série A

Opa,

Depois de algum tempo fora das sessões noturnas do Campeonato Brasileiro da Série B no Estádio do Canindé, nessa semana marcamos novamente presença na casa da sensação da competição, a Portuguesa. E a volta não poderia ser numa peleja mais interessante, já que o adversário foi o genial ASA de Arapiraca, pela 28ª rodada da competição.

Como já tinha perdido esse confronto no ano passado, não tinha a menor chance de perder esse. A única vez que tinha visto a equipe alagoana ao vivo foi naquela história classificação contra o Palmeiras pela Copa do Brasil de 2002. Junto comigo, um ressurgido das cinzas seu Natal, o Mílton e os apresentadores do FATV Matheus e Sérgio.

Além do fato que esse jogo é relativamente raro, é muito bom poder fazer parte da fantástica campanha rubro-verde na segunda divisão nacional nesse ano. Somando apenas três derrotas em 27 jogos, o time vem aniquilando seus adversários e o acesso com certeza é apenas questão de tempo. O público apenas razoável que esteve no Canindé pode ver mais uma boa partida da equipe local.


Jogadores dentro da área em escanteio da equipe local no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

Mas o nome do primeiro tempo não foi nenhum atleta lusitano e sim o goleiro Gílson, do ASA. Ele fez três verdadeiros milagres em investidas da equipe paulistana. Os dois primeiros em cabeçadas do baixinho Ananias e o outro em chute da pequena área de Luís Ricardo. A Portuguesa merecia o gol, mas o intervalo chegou sem a abertura do placar.


Boa saída do goleiro Gílson, o nome do primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.


Mais uma chance lusitana após tiro de canto. Foto: Fernando Martinez.

Logo na volta para a segunda etapa, a Lusa conseguiu superar a barreira do goleiro arapiraquense. Henrique recebeu bom passe dentro da área e chutou por cima do arqueiro visitante. Só que mesmo na frente do placar, os locais não diminuíram o ritmo, e mais oportunidades foram criadas. O ASA tentou melhor sorte nos contra-ataques, mas a defesa rubro-verde trabalhava sem sustos.


Chute de longe para o onze paulistano, ainda no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

Aos 27 minutos a Portuguesa matou de vez o jogo com o gol do zagueiro Rogério. A zaga alagoana pediu impedimento, que não aconteceu. Dali até o final, a Lusa continuou melhor, mas perdeu gols que poderiam ter feito o placar ficar mais elástico.


O ASA tentou, mas jogar contra a líder da Série B não é nada fácil. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Portuguesa 2-0 ASA. Para comprovar o alto astral que ronda o Canindé, os adversários mais próximos perderam seus jogos nessa rodada, e agora o time soma 57 pontos, 8 acima do segundo colocado e 12 de diferença do quinto colocado. O time já subiu, e agora sonha com o título do certame. Já o ASA precisa abrir o olho, já que está apenas a quatro pontos da zona de rebaixamento.

Até a próxima!

Fernando

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Volta ao passado com futebol e debut no ABC Paulista

Olá, amigos...

Nesta terça-feira fiz algo que há muito tempo eu não fazia: viajar para ver um jogo de futebol! Claro que não foi uma viagem com V maiúsculo, mas pra quem ficou três anos sem publicar muitas matérias, até que vale a comemoração. Refiro-me a viagens curtas, específicas para o futebol, às quais me acostumei pelos idos de 2006/07. Sem desmerecer as matérias publicadas por advento de minha viagem a Brasília no ano passado, quando pude acompanhar, in loco, times como o genial Bolamense.

O destino foi a cidade de São Caetano do Sul, para colocar na minha Lista o já manjado ASA de Arapiraca, que durante anos ilustrou nossas mais inatingíveis ambições, jogando contra o São Caetano. Então, larguei o batente e meti o pé no acelerador pelas curvas da estrada de Santos, onde eu tento esquecer, um amor que tive e vi pelo espelho na distância se perder e, ao chegar no Estádio Anacleto Campanella me vieram lembranças de dez anos atrás, quando grandes públicos faziam fila nas bilheterias do estádio, palco de importantes duelos pela Libertadores e pelo Brasileirão.


Panorâmica do Anacleto Campanella durante a partida. Foto: Estevan Mazzuia.

Dessa vez, com grande tranquilidade amarrei meu cavalo em frente um dos portões de entrada, justamente o da torcida visitante. É impressionante como QUALQUER equipe do nordeste tem MUITA torcida em São Paulo. E foi com muita alegria que acompanhei a partida no meio da animação e festa nordestina.

As duas equipes não tem grandes ambições no campeonato. Parecem boas demais pra serem rebaixadas, fracas demais pra serem promovidas. Entram na primeira rodada para cumprirem tabela. Na partida em tela, o Azulão pretendia "confirmar o saque", enquanto os visitantes queriam um pontinho, e “tá bom demais”.


Lance da partida entre São Caetano x ASA. Foto: Estevan Mazzuia.

O que se viu em toda a primeira etapa foi um São Caetano em busca de gols, mas sem conseguir furar a bem postada defesa alvinegra. Os visitantes, por sua vez, eram perigosos nos contra-ataques, principalmente pela esquerda, comandados por seu camisa 7. Mas a primeira chance real de gol só foi acontecer aos 34 minutos de partida, por meio de um chute cruzado da direita, bem defendido pela arqueiro do escrete alagoano.


Disputa de bola na primeira etapa. Foto: Estevan Mazzuia.

A resposta visitante veio no minuto seguinte, em uma bela jogada armada, como sempre, pela esquerda. A equipe da casa teve outra boa chance de abrir o marcador na primeira etapa, mas o arqueiro rival impediu, novamente, após uma cabeçada certeira de um jogador da equipe azul.


Outro momento da primeira etapa. Foto: Estevan Mazzuia.

Durante o intervalo, radialistas alagoanos vieram até a torcida, que fez grande festa, pelo empate até então, e pela oportunidade de contactarem seu povo, mandando mensagens diversas aos microfones das rádios. Acho que é como se eu estivesse no Japão, em um jogo da seleção brasileira, falando para uma rádio brasileira. Uma verdadeira festa de identificação social. Outro destaque foi o fantástico banheiro masculino do setor em que fiquei, com total privacidade.


Boa presença da torcida visitante. Foto: Estevan Mazzuia.


Conforto e privacidade total no sanitário masculino. Foto: Estevan Mazzuia.

Na segunda etapa, o jogo mudou gradativamente. Talvez os visitantes tenham sentido a baixa temperatura que, diga-se de passagem, não foi das piores. O fato é que o panorama até se manteve inicialmente, mas foi se revertendo com as voltas dos ponteiros.

Aos 10 minutos, o São Caetano conseguiu seu primeiro chute a gol. Na metade na segunda etapa, a equipe mantinha a posse de bola, sempre no ataque, mas com pouquíssima objetividade. Por outro lado, o ASA já não causava perigo.


Escanteio para o Azulão, na segunda etapa. Foto: Estevan Mazzuia.

Aos 25 minutos, o camisa 2 do Azulão recebeu a bola sozinho, de cara para o gol, mas brilhou, mais uma vez, a estrela do arqueiro, eficiente, ainda, no rebote. Um minuto depois, outra bela defesa, após cruzamento da esquerda.

O gol acabou saindo aos 30 minutos, após uma boa jogada pela direita, o camisa 3 tentou de cabeça, mas a defesa interceptou e a bola ficou batendo pelos pés de diversos jogadores da defesa, num eletrizante pinball, do qual o jogador Nunes se aproveitou. O goleiro ainda se esticou agilmente pra agarrar a pelota, mas ela já havia cruzado a linha.


Mais um ataque dos anfitriões, no fim do jogo. Foto: Estevan Mazzuia.

O ASA poderia ter empatado aos 37 minutos, depois de uma cobrança de falta da esquerda, mas foi o São Caetano que acabou ampliando, aos 40 minutos. A defesa alagoana parou para apreciar a boa jogada individual de Antônio Flávio, que bateu forte, de fora da área, no canto direito do bom goleiro, que nada pôde fazer. A bola parada era a alternativa dos visitantes, nessa altura da partida, e o gol de honra quase saiu aos 43, novamente de falta, novamente pelo lado esquerdo, mas ficou nisso.

Fim de jogo, São Caetano 2x0 ASA. Nada que mude as pretensões das equipes, ou que não estivesse contabilizado nos planos iniciais de ambas. Um jogo testemunhado por 512 almas que, nem de longe, lembravam os velhos tempos de Anacleto Campanella. Ou, melhor ainda: lembravam sim, mas da época do SAAD e do Lauro Gomes... Foi isso!

Abraços e até a próxima!

Estevan