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terça-feira, 9 de abril de 2024

São Bernardo chega na semi da A3 pelo terceiro ano seguido

Texto e fotos: Fernando Martinez


A sessão da tarde do sábado passado também foi em Santo André, desta vez com o Campeonato Paulista da Série A3 na pauta. O São Bernardo recebeu o Sertãozinho precisando de um simples empate para chegar na semi. Duelo que certamente não seria fácil apesar do favoritismo do onze da Grande São Paulo.

No confronto de ida o Bernô fez 1 a 0 no último lance. Com o revés, o Touro dos Canaviais tinha que vencer por dois gols de diferença. Se derrotasse os locais por um, a peleja iria aos pênaltis. Na fase inicial estive presente no encontro entre os dois, disputado no Primeiro de Maio no dia 28 de janeiro e que ficou em 1 a 1.

O sol que pintou no segundo jogo da manhã, o empate por 1 a 1 entre Santo André e Centro Olímpico pelo Paulista sub-17, sumiu e tivemos céu nublado durante toda a partida. Registro a boa presença de torcida do Bernô no Brunão. Entre os presentes, os amigos Thiago, Pedro, Filipe, Dermival e Antônio Sena, todos confiantes na vaga entre os quatro melhores.


EC São Bernardo - São Bernardo do Campo/SP


Sertãozinho FC - Sertãozinho/SP


O árbitro Thiago Lourenço de Mattos, os assistentes Alex Alexandrino e Diogo Cruz Freire, o quarto árbitro Aparecido Pereira Bueno e os capitães das equipes

Pena que o jogo não correspondeu. Na primeira etapa foram poucos os momentos de perigo. O Sertãozinho chegou às redes no início, porém o lance foi anulado por impedimento. Mota, atleta local, teve boa oportunidade aos 28 e Raílson defendeu. Baggio respondeu aos 49 e cabeceou com perigo. Pouco para uma peleja carregada de expectativa.

No tempo final o cenário melhorou... mas só de leve. O São Bernardo colocou o regulamento debaixo do braço e chamou o Touro dos Canaviais ao seu campo. Mesmo assim, quase anotou em cabeçada de Douglas no início e em cobrança de falta de Douglas aos nove. Os grenás estavam com a criatividade em baixa.

O onze sertanezino não conseguiu nem fazer aquela pressão que toda equipe que precisa de um gol está acostumada a aplicar. A inspiração passou longe dos atletas visitantes e não foi muito difícil o alvinegro segurar a vantagem obtida no Frederico Dalmazo e se classificar sem maiores sustos.










Não foi um jogaço em Santo André, mas o 0 a 0 colocou o São Bernardo na semifinal da Série A3 pelo terceiro ano seguido

O São Bernardo 0-0 Sertãozinho colocou o Bernô na semifinal da Série A3 pelo terceiro ano seguido. Em 2022 o Noroeste foi o carrasco e no ano passado o Capivariano que impediu o acesso. Agora o adversário será o Grêmio Prudente. O clube do ABC fará o segundo confronto em Santo André. Uma coisa é certa: não será nada fácil retornar à Série A2 após três anos. A outra semi reúne Votuporanguense e Desportivo Brasil.

Depois de outro 0 a 0, o sétimo em 2024, retornei à capital no sossego que só o fim de um sábado pode proporcionar. Na semana teremos times novos na Lista em momentos até aqui inéditos na minha trajetória de quase 20 anos de Jogos Perdidos. É o reconhecimento do trabalho sério.

Até lá!

Ficha Técnica: São Bernardo 0-0 Sertãozinho

Local: Estádio Bruno José Daniel (Santo André); Árbitro: Thiago Lourenço de Mattos; Público: 703 pagantes; Renda: R$ 3.115,00; Cartões amarelos: Giovane, Bruno, Dudu Bahia, Ferreira e Péricles.
São Bernardo: Henrique; João Vitor, Felipe Soares, Wesley Brito e Pedro Mota; Derick, Vitor Hugo (Giovane) (Luan), Guilherme Pires (Natan) e Rangel (Bruno); Douglas e Gustavo Santana (Yuri Santana). Técnico: Renato Peixe.
Sertãozinho: Railson; Salles, Guilherme Café, Dudu Bahia e Biro Biro; Wiliam Monteiro, Ferreira (Péricles), Baggio e Brown (Denilson); Alan Leite (Natan Bahia) e Thailor. Técnico: Elias.

sexta-feira, 28 de abril de 2023

Vitória tranquila do Nacional contra o Sertãozinho pela Paulista Cup sub-16

Texto e fotos: Fernando Martinez


A ideia era começar a semana de coberturas na quinta-feira, porém na quarta pintou a chance de ver um joguinho da gloriosa Paulista Cup sub-16. Direto do Estádio Nicolau Alayon, o Nacional fez a primeira apresentação no torneio recebendo o Sertãozinho.

Esse foi um daqueles Jogos Perdidos com JP maiúsculo, aqueles que dão razão plena ao nome que escolhemos em 2004. Por ser um duelo da Paulista Cup, não tem policiamento, revista, credenciamento, não tem nada. Também não tem muitas das chatices que existem em partidas organizadas pela FPF. Tanto que posso chegar em cima da pinta sem nenhuma crise, como era antigamente.

Claro que por ser um confronto desse naipe o estádio nacionalista recebeu um reduzido público. Assim é mais legal, fato. São 24 os clubes participantes da Paulista Cup sub-16 e todos estão divididos em três chaves com oito agremiações cada. Nacional e Sertãozinho fazem parte do Grupo B junto com Brasilis, Mauá FC, Taboão da Serra, São Bernardo, Barcelona e Lençoense (não sei dizer se é o mesmo das antigas, sei que é legal ver esse nome de novo em ação).

Dos 24 times que estão no certame, apenas três nunca disputaram divisões maiores dos campeonatos da Federação. O DS Sports de Bom Jesus dos Perdões, SEAP Valinhos e o novíssimo Cosmopolitano, que ia jogar este ano o 15/17, mas não conseguiu ajeitar seu campo e está somente no 11/13. Já o DS Sports promete que vai se filiar à FPF em breve. Além disso, velhos conhecidos como EC Osasco, Comercial de Registro, Sumaré e União de Tambaú estão atrás do caneco.





Não teve foto posada, nem vai ter ficha técnica, mas o Nacional x Sertãozinho pela Paulista Cup sub-16 vale igual para a listinha de jogos vistos

Estava friozinho e como cheguei na hora do apito inicial não fiquei em campo. Fui até as cabines e vi de lá uma peleja que se não foi brilhante, quebrou bem o galho. Os locais usaram o fator casa a seu favor e marcaram uma vez em cada etapa. O Nacional 2-0 Sertãozinho serviu para passar o tempo de forma agradável e colocar outro joguinho na lista.

Na quinta-feira, aí sim, rolou jogo oficial pelo Brasileirão sub-20 na Fazendinha. Um confronto com gostinho dos anos 60 de um dos melhores times do nacional de juniores até agora.

Até lá!


Obs: Esse jogo não tem a ficha técnica publicada pela absoluta falta de informações. Acontece nas melhores famílias.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

Nacional domina, perde gols e é castigado no fim

Texto e fotos: Fernando Martinez


Após uma semana sem ver nenhum jogo, a pedida do último sábado foi o confronto entre o 13º e o 15º colocados do Campeonato Paulista da Série A3 no Estádio Nicolau Alayon. Em campo, Nacional e Sertãozinho lutavam para vencer e se afastar das últimas posições. O duelo foi válido pela sétima rodada da primeira fase.

Depois de cinco partidas sem vitória, o Nacional – eu não sei como, sério mesmo – venceu o São José por 3 a 1 fora de casa no meio de semana. Um resultado inesperado que deu uma injeção de ânimo no pessoal da Comendador Souza. O cenário parecia perfeito para uma virada definitiva contra um Sertãozinho que não vencia desde a estreia. Parecia.




Como sempre, as imagens das equipes posadas no JP. Na última foto, o árbitro Michel de Camargo, os assistentes Diogo Cruz Freire e Juliana Vicentin Esteves, o quarto árbitro Marianna Nanni Batalha e os capitães

O primeiro tempo foi de domínio dos donos da casa. Éder Paulista, o artilheiro que ainda não engrenou em 2022, quase abriu o placar duas vezes. Guilherme Lobo e Wallace também criaram boas chances. Apesar disso, o intervalo chegou com tudo em branco.

A etapa final começou da mesma forma, e logo aos três minutos Vady, camisa 10 nacionalista, aproveitou confusão na área e acertou um tirambaço na trave. A partir daí, a preocupação aumentou. O jogo caiu de produção e passou a se arrastar. O 0x0 foi se desenhando, e eu já tinha quase certeza de que veria meu terceiro jogo seguido sem gols.

Isso até os 44 minutos. Lucas Formiga, camisa 17 do Sertãozinho, avançou pela esquerda, trouxe para o meio, se livrou do zagueiro e arriscou de fora da área. Felipe Lacerda caiu, mas não conseguiu defender. Era o gol do Touro dos Canaviais.

Sem tempo para reação, o placar ficou mesmo em Nacional 0-1 Sertãozinho – mais um capítulo na via-crúcis nacionalista. A derrota, somada à vitória do Desportivo Brasil sobre a Matonense, recolocou os paulistanos na lanterna da A3, com metade da primeira fase já ficando para trás. A diretoria precisa agir, pois o rebaixamento já é uma ameaça real.









Imagens de mais um jogo e mais uma derrota nacionalista na Série A3

Depois de cinco jogos com apenas cinco gols em fevereiro, a manhã de domingo finalmente reservou uma partida boa, com vários gols e muita emoção. Pena que a torcida juventina não tenha gostado nada do que viu.

Até lá!

Ficha Técnica: Nacional 0-1 Sertãozinho

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Michel de Camargo; Público: 172 pagantes; Renda: R$ 3.050,00; Cartões amarelos: Renato Bady, Hitalo, Formiga e Black; Gol: Formiga 44 do 2º.
Nacional: Felipe Lacerda; Messias, Everton Dias, João Paulo e César Morais; Diego Chiclete, Guilherme Lobo (Léo Machado), Gabriel Mendes (Felipinho) e Renato Bady (Elvis); Éder Paulista e Walace (Paulo Morais). Técnico: Ricardo Silva.
Sertãozinho: João; Gustavo Lobó, João Victor, Hitalo e Franklin (Toninho); Pedrinho, Abner (Emerson), Márcio e Carlos André (Formiga); Thailor (David) e Black. Técnico: Ivan Izzo.

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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Grande jogo no Alayon e novo empate do Nacional na A2

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na última quarta-feira rolou a sétima rodada do Campeonato Paulista da Série A2 e, pra variar, a peleja que teve cobertura do blog foi a do Nacional. Pela 40ª vez consecutiva estive no Estádio Nicolau Alayon para ver o onze paulistano em ação em casa, dessa vez contra o glorioso Sertãozinho, o Touro dos Canaviais. O JP já é uma espécie de "Blog do Fernando", e de uns tempos pra cá virou o "Blog do Nacional". Culpa da vida profissional e do dever cívico de acompanhar todos os compromissos dos ferroviários nos seus domínios.

Diferente do calor que passei na Comendador Souza nos três primeiros jogos do ano, dessa vez a capital bandeirante estava com uma temperatura decente, cerca de 18 graus. Debaixo desse presente dos céus fui à Zona Oeste pelos trilhos da antiga Santos-Jundiaí e encontrei no caminho o decano Milton Haddad. Na chegada, também já estavam lá a dupla Mário e Rodrigo Leite, Além deles, o roqueiro Renato Rocha e seu repertório infinito de surrealidades. De tabela, o boa praça Bruno Ulivieri aproveitando um descanso na atribulada vida de fotógrafo matando a saudade.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Sertãozinho Futebol Clube - Sertãozinho/SP


O árbitro Danilo da Silva, os assistentes Ricardo Luis Buzzi e Thiago Henrique Alborghetti, o quarto árbitro Paulo Santiago de Medeiros com os capitães dos times

O Touro iniciou a competição com quatro derrotas nas quatro primeiras rodadas e então mandaram embora o técnico, O escolhido para ocupar a vaga foi o lendário José Carlos Serrão e, se ainda não conseguiram vencer, pelo menos somaram dois pontos desde então. Como o Nacional gosta de se complicar com times que estão abaixo na tábua de classificação, certamente não seria uma missão fácil. A história entre os dois, apesar de toda a tradição de ambos, começou apenas em 2002. Nos sete duelos realizados, três triunfos de cada lado e um empate.

A expectativa era a melhor possível lembrando que o Naça tinha vencido seu último compromisso - 1x0 contra o São Bernardo FC no sábado anterior - e queria chegar próximo do G8 com um novo triunfo. Porém a atuação na etapa inicial foi terrivelmente ruim e o Sertãozinho soube se aproveitar das várias falhas defensivas que encontrou. Os ferroviários nem tinham atacado direito e escrete interiorano já vencia por 2x0. O primeiro gol saiu aos 22 minutos num vacilo monstro do setor esquerdo da zaga. Maycon achou uma avenida e tocou no canto de Maurício. Aos 30 marcaram o segundo com o camisa 4 Bruno.

Até o último minuto o Nacional tentou, de forma desordenada e sem nenhuma inspiração, chegar dentro da área do Sertãozinho. Quando o primeiro tempo foi encerrado, os clubes foram aos vestiários com os 2x0 a favor dos visitantes. Ficou claro que somente um choque de realidade poderia recolocar os paulistanos de novo no páreo. A torcida era pro técnico Jorginho conseguir alterar a formação da sua equipe nos 45 minutos finais.


Michael Tuíque recebendo passe pela esquerda do ataque do Nacional


Bola lançada dentro da área do Sertãozinho


Escanteio a favor do onze nacionalista pela direita

 


Em todo jogo do Nacional em casa há uma ação que leva torcedores ao gramado para tentarem acertar o gol em chutes do meio de campo. Contra o Sertãozinho. os amigos Rodrigo Leite, Mário, Bruno Ulivieri e Renato Rocha esbanjaram categoria no relvado

A segunda etapa foi disputada debaixo de uma fina garoa. Foi a primeira vez no ano que senti frio, algo que merece ser mencionado com imensa alegria. Sentado no meu banquinho acompanhei o ataque da casa retornar ao gramado inspirado como ainda não tinha acontecido nessa A2. No primeiro minuto o árbitro marcou um pênalti indiscutível a favor dos nacionalistas. O camisa 2 Danilo Negueba bateu com extrema categoria no ângulo esquerdo de João Guilherme.

O Sertãozinho sentiu o golpe e foi dominado pelos mandantes. O empate era questão de tempo e ele saiu aos 16 minutos... na marra. O Nacional atacou com vontade e a bola ficou zanzando dentro da pequena área. Depois de um enorme bate-rebate, ela sobrou para Josué. O camisa 7 encheu o pé e deixou tudo igual no marcador. Enquanto a garoa virava chuva, os ferroviários continuavam melhores e aos 26 a virada aconteceu. Felipe Pernambuco cruzou perfeitamente na cabeça de Michael Tuique. O atacante e colocou a pelota no canto direito, fora do alcance do arqueiro. Em apenas 24 minutos o Nacional fez mais gols do que nos primeiros 317 na competição.

Com o 3x2 a seu favor. o Naça deu aquela pisada no freio e a partida diminuiu de ritmo. O Sertãozinho pouco fazia e parecia que o onze da Zona Oeste somaria três pontos. Parecia. Numa das raras chegadas dos visitantes, o camisa 3 Jeferson cometeu pênalti de forma infantil. A jogada certamente não daria em nada, mas no afã de fazer o desarme, o defensor foi imprudente. Tom cobrou a penalidade e Maurício, confirmando a ótima fase em que se encontra, defendeu. Só que, no rebote, Alex Gonçalves ganhou dos seus marcadores na corrida e marcou com estilo.


O Nacional fez o primeiro gol aos 2 do segundo tempo em pênalti muito bem cobrado por Danilo Negueba


Detalhe do lance que gerou o tento de empate dos donos da casa. Josué foi o autor do gol


Michael Tuíque cabeceando de forma precisa, virando o marcador a favor do escrete paulistano


Maurício pegou o pênalti cobrado por Tom, mas no rebote o camisa 17 Alex Gonçalves deixou tudo igual de novo no Alayon

Sem fôlego de buscar uma nova vantagem no marcador, a placar final ficou em Nacional 3-3 Sertãozinho. O empate foi ruim para ambos já que não aproximou os ferroviários do G8 (agora somam sete pontos na 10ª posição) e não tirou o Touro dos Canaviais da lanterna. Essa foi a última apresentação nacionalista antes do centenário. No próximo sábado a gloriosa agremiação chegará a essa histórica marca jogando em Votuporanga. Bola fora da FPF. Seria genial ver essa data única ser comemorada na Comendador Souza.

Foi isso. Como o esquema aqui é trabalho, nova cobertura deve rolar apenas no dia 23 de fevereiro, sábado do infernal pré-carnaval paulistano. Até lá, labuta e muita correria. Sinto falta de ter a agenda cheia esportivamente falando, mas não temos muita opção no momento...

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Nacional 3-3 Sertãozinho

Competição: Campeonato Paulista Série A2; Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Danilo da Silva; Público: 205 pagantes; Renda: R$ 2.420,00; Cartões amarelos: Éverton Dias e Josué (Nac), Cesinha e Nandinho (Ser); Gols: Maycon 22 e Bruno Maia 30 do 1º,  Danilo Negueba (pênalti) 2, Josué 16, Michael Tuíque 26 e Alex Gonçalves 42 do 2º.
Nacional: Maurício; Danilo Negueba; Jefferson; Éverton Dias e Felipe Pernambuco; Bruno Sabino; Josué (Lucas de Paula); Emerson Tchê e Emerson Mi (Patrick); Michael Tuíque (Hebert) e Matheus Lu. Técnico: Jorginho.
Sertãozinho: João Guilherme; Jessé; Lucas Oliveira; Bruno Maia e Cesinha; Felipe Recife; Tom; Mateus Cancian e Diego Luís (Sandro); Elder Santana (Nandinho) e Maycon (Alex Gonçalves). Técnico: José Carlos Serrão.
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sábado, 11 de fevereiro de 2017

Adilson salva a Portuguesa no fim contra o Sertãozinho

Texto e fotos: Fernando Martinez


Que saudade do Canindé! Fuçando na minha Lista vi que eu não assistia um jogo no Estádio Osvaldo Teixeira Duarte desde o dia 26 de abril do ano passado (vitória sofrida contra o Parnahyba pela Copa do Brasil). Quebrei esse absurdo jejum na sexta-feira com o encontro entre a Portuguesa e o Sertãozinho, times 14 e 15 do Projeto 40, pela quinta rodada do Campeonato Paulista da Série A2.


Associação Portuguesa de Desportos - São Paulo/SP


Sertãozinho Futebol Clube - Sertãozinho/SP


Capitães dos times junto ao árbitro Alessandro Darcie e aos assistentes Luiz Alberto Nogueira e Vladimir Nunes da Silva

Nunca tinha passado tanto tempo sem visitar a casa lusitana desde que comecei frequentar estádios em escala industrial, isso em 1999. O jejum ainda não tirou o Canindé da segunda posição na lista de canchas aonde mais vi jogos na vida, fato que deve acontecer em breve. O Top 3 hoje é composto pela Rua Javari e seus ainda inatingíveis 337 jogos, a casa rubro-verde com 302 e o Nicolau Alayon com exatos 300.

Um total de 1.142 torcedores pagou ingresso para ver a tentativa lusitana de quebrar a incômoda sequência de três compromissos sem vitória atuando longe de casa (derrotas para Batatais e Velo Clube e empate contra o Água Santa). Só que assim como aconteceu na estreia contra o Barretos, o sofrimento foi a tônica dos 90 minutos.

O tempo inicial foi bastante equilibrado e nenhum dos times conseguiu dominar por completo o seu adversário. Nesse panorama, fica difícil achar algum lance digno de registro. O que valeu de verdade foi o esclarecedor bate-papo com um dos fiscais da FPF na linha de fundo. Se um dia eu resolvesse escrever histórias de bastidores por aqui seria um Deus nos acuda.


Chance lusitana pelo alto no começo da peleja


Ataque pela esquerda e cruzamento para a área do Sertãozinho


Visão geral do Canindé em lance do tempo inicial


Alemão, camisa 3 do Touro dos Canaviais, marcando o camisa 9 rubro-verde Rodolfo

Me mandei para as cabines de imprensa e dali assisti o segundo tempo. A partida melhorou um pouco... mas só um pouco mesmo, nada assim de excepcional. A Portuguesa continuou errando passes demais e o Sertãozinho, apesar de se arriscar algumas vezes no setor ofensivo, não foi capaz de assustar muito o goleiro Ricardo Berna.

A partir do trigésimo minuto a Lusa até começou a atacar com mais afinco, porém parecia que a noite terminaria mesmo sem gols. Menos mal que, na base do sufoco, o ataque rubro-verde desencantou aos 43 minutos. Os locais tiveram uma falta pela direita. A bola foi alçada na área, a zaga cortou mal, Bruninho recebeu e cruzou novamente, agora na cabeça de Adílson. Ele desviou de leve e colocou a pelota no canto direito.


No segundo tempo o Sertãozinho foi um pouco mais ao ataque do que no tempo inicial


Bom chute do time visitante em direção ao gol defendido por Ricardo Berna


Detalhe do solitário gol da Portuguesa, marcado por Adílson, que deu a segunda vitória dos paulistanos na A2 2017

Se não dá na técnica, na categoria e com um futebol vistoso, vai na base da teimosia mesmo. O placar de Portuguesa 1-0 Sertãozinho marcou a segunda vitória dos paulistanos no segundo compromisso realizado no Canindé e aproximou o time do G4. Os três pontos foram conquistados, mas é fato que muita coisa precisa melhorar.

Vários amigos marcaram presença nessa peleja e na saída do estádio me encontrei com todo mundo. Essa rapaziada gente fina, elegante e sincera saiu do Canindé sem pressa com destino ao metrô. Esse foi o terceiro dia seguido de compromissos futebolísticos e sem tempo para descansar muito, voltei à ativa com a segunda apresentação do Nacional na sua casa na A3.

Até lá!