Procure no nosso arquivo

Mostrando postagens com marcador Tanabi. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tanabi. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 20 de maio de 2025

Flamengo vence a primeira e encerra invencibilidade do Tanabi

Texto e fotos: Fernando Martinez


No sábado teve rodada tripla e o domingo também reservava uma, mas o plano original não deu certo. Acabou virando uma jornada dupla, iniciada com mais uma cobertura do JP na Série A do Campeonato Paulista Sub-20. De volta ao Estádio Antônio Soares de Oliveira, o Flamengo de Guarulhos recebeu o Tanabi pela quarta rodada da primeira fase.

A ideia inicial era começar o dia acompanhando Barcelona x Itaquá no campo do Guapira, pelos estaduais Sub-13 e Sub-14. Só que a FPF vetou a utilização do velho Estádio Aníbal de Freitas na noite de sexta-feira (!). Fui obrigado a mudar os planos e incluir o duelo no Ninho do Corvo. Nada mal, afinal ver o Tanabi jogando por aqui não é algo comum.

Estive nessa com a dupla Pucci e Nílton. Como larguei mão de esperar o ônibus intermunicipal que sai da Estação Armênia — por causa da absurda demora — agora o esquema é ir até o Tatuapé e seguir de Uber. Em três, sai mais barato do que de coletivo. Não compensa mais perder quase uma hora esperando. Assim, chegamos cedo ao estádio guarulhense.


Associação Atlética Flamengo (sub-20) - Guarulhos/SP


Tanabi Esporte Clube (sub-20) - Tanabi/SP


Capitães e quarteto de arbitragem em Guarulhos

Um público até razoável apareceu no campo do Flamengo. O Corvo tinha apenas um ponto em três jogos e precisava desesperadamente da vitória. Já o Tanabi estava invicto, sem sofrer gols, e vinha de um triunfo histórico sobre o São Paulo por 2 a 0 em pleno CT de Cotia. Os visitantes eram os favoritos mesmo longe de casa.

Só que, para quem não conhecia os números, parecia que o time com a melhor campanha era o Flamengo. O rubro-negro dominou completamente a partida e não deu nenhum espaço ao adversário. Lucas Ferreira, goleiro da casa, foi um mero espectador, enquanto Raimundo, do outro lado, trabalhou o tempo todo.

O grande problema do Corvo foi a pontaria. Se tivesse acertado mais nas finalizações, o placar poderia ter sido de pelo menos 3 a 0 no intervalo. Nem a expulsão de Terra, aos 28 minutos, diminuiu o ímpeto da equipe. Eu e os amigos acompanhávamos tudo na tranquilidade da cabine, na sombra e sem aperto.

No segundo tempo, a pressão continuou e o gol finalmente saiu aos 20 minutos após falha da zaga do Tanabi. Fran agradeceu, invadiu a área pela direita e chutou cruzado, vencendo o goleiro e mandando no canto. Os visitantes tiveram sua única chance logo depois, num chute de longe bem defendido por Lucas.








Lances do ótimo jogo no Ninho do Corvo. Se não tivesse perdido tantas chances, o Flamengo poderia ter goleado


Placar final da magra, mas importante vitória do Corvo na Série A do Paulista sub-20

Sem dar chances ao rival, o Flamengo conquistou sua primeira vitória no estadual Sub-20: um magro 1 a 0, que poderia ter sido uma goleada. O Tanabi, que saiu no lucro do Antônio Soares de Oliveira, segue em quarto no Grupo 3 com sete pontos, três abaixo da líder Portuguesa Santista. O rubro-negro subiu para a 12ª colocação, com quatro. Vale lembrar: os dois piores de cada chave cairão para a Série B em 2026.

Eu estava caindo de sono e quase desisti da jornada da tarde. Mas animei, não sei como, e segui até o campo da sede social do Morumbi para acompanhar outro jogo da rodada inaugural do Paulista Feminino Sub-15, com um dos favoritos ao título.

Até lá!

Ficha Técnica: Flamengo 1-0 Tanabi

Local: Estádio Antônio Soares de Oliveira (São Paulo); Árbitro: Diego Lopes dos Santos; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Rhaul, Fran, Zafani, Adryan e Filipe; Cartão vermelho: Terra 28 do 1º; Gol: Fran 20 do 2º.
Flamengo: Lucas Ferreira; Vítor (Kauê Andrade), Gigante, Augusto e Maranhão (Murilo Tudisco); Adryan, Fran (Marquinhos), Terra e Biriba (Juan Lemos); Rhaul (Rafael) e Zafani (Albernaz). Técnico: Henrique Pereira.
Tanabi: Raimundo; Filipe (Dhavy), Pedro, Ricardo e Luan; Nélson (Giovanni Cruz), Kauã Nicolas, Matheus Freitas e Mateus Santos; Guilherme (Carlos Alberto) e Luan Muller (Giovani). Técnico: Lucena.

sexta-feira, 11 de agosto de 2023

Tudo em branco entre Juventus e Tanabi na Rua Javari

Texto e fotos: Fernando Martinez


Quinta-feira pintou uma rodada dupla bem legal na pauta livre do Jogos Perdidos. Comecei os trabalhos no genial e raro duelo entre Juventus e Tanabi pelo Campeonato Paulista sub-20 no Estádio Conde Rodolfo Crespi. Um daqueles confrontos que a gente não tinha como perder, curiosamente o meu 400º jogo na casa grená desde minha primeira visita há quase 30 anos.

Foi apenas a sétima vez que vi uma apresentação do glorioso Tanabi em todos os tempos. Ter a chance de acompanhar times de longe da capital e que não vemos no profissional é um dos motivos que faz o Paulista sub-20 ser tão legal. Além disso, mostra que a unificação das duas divisões em 2020 foi realmente uma boa decisão da FPF.


CA Juventus (sub-20) - São Paulo/SP


Tanabi EC (sub-20) - Tanabi/SP


Capitães e quarteto de arbitragem na Rua Javari

Os dois não estão fazendo boa campanha na segunda fase. Na virada do turno ocupavam as duas últimas posições do Grupo 17, e apesar disso ambos têm chances de classificação. Como a Ferroviária tem o melhor aproveitamento no torneio até agora e ganha de todo mundo, eles lutam com o Ibrachina pela outra vaga da chave na terceira fase.

Pena que não foi uma peleja de encher os olhos, definitivamente. Tudo bem que as duas equipes criaram bons momentos, só que as conclusões foram todas erradas. No primeiro tempo, os grenás foram melhores e chegaram dentro da área com perigo três ou quatro vezes, porém o zero não saiu do marcador.

Na etapa final cansei de ficar no campo e fiquei nas cabines junto com o sempre presente Milton. De lá vimos o Tanabi voltar a campo muito melhor e encurralar o Juventus durante os 45 minutos. Os donos da casa não se encontraram e o glorioso Índio da Noroeste mereceu a vitória.

O grande problema foram as finalizações. A partida seguiu com aquele 0 a 0 sempre incômodo. E o que incomodou mais foi saber que dava para ter saído pelo menos um golzinho tamanho o número de oportunidades. Nos acréscimos, o Tanabi teve o grande momento da tarde. Um dos seus atacantes foi lançado em profundidade, driblou o goleiro e, mesmo longe da meta, teve o gol aberto. Ele chutou sem marcação e a bola bateu na rede pelo lado de fora. Um vacilo que pode custar caro no futuro.









O jogo foi bastante movimentado, teve cada time dominando um tempo, mas o placar infelizmente não foi inaugurado


Uma rápida briguinha para dar uma animada na tarde

O Juventus 0-0 Tanabi manteve ambos fora da zona de classificação mesmo com a derrota do Ibrachina contra a Ferroviária. O time de Araraquara já se garantiu na próxima fase e a outra vaga será disputada entre os três clubes nas duas rodadas restantes. Será aquele famoso “pega pra capar”.

Saí da Rua Javari rapidinho pois não queria pegar o trem lotado com destino à zona leste. Teve duelo brasileiro na Sul-Americana em campo neutro e a presença era obrigatória.

Até lá!

Ficha Técnica: Juventus 0-0 Tanabi

Local: Estádio Conde Rodolfo Crespi (São Paulo); Árbitro: Luiz Renato Cafundó Soares; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Kauê, Artur, Giovani, Igor Ryan, João Lucas, Pedrinho, Richarles, Freitas.
Juventus: Natan Melo; Artur, Igor Ryan, Kauê e Dedé; Felipe Pilat, Reinaldo (Felipe Novais), Giovani e Victor Rosa (Pastuch); Matheus Marqueti (Gabriel Matos) e Matheusinho. Técnico: Luiz Ribeiro.
Tanabi: Caik; Filipe (Maldonado), Erisson, Vinícius e Breno; Pedrinho (Mendes), Richarles, Dawis e João Lucas; Freitas (Gustavo Souza) e Daniel (Gustavo Silva). Técnico: Dnilton de Almeida.

segunda-feira, 10 de julho de 2023

Mauaense e Tanabi ficam no empate pela Segundona no Benedetti

Texto e fotos: Fernando Martinez


O último final de semana foi bem reduzido se compararmos com o que fiz nos anteriores. Pintou apenas uma rodada dupla no sábado, porém com dois jogos absurdamente geniais. Iniciei os trabalhos com o encerramento do primeiro turno do Grupo 9 do Campeonato Paulista sub-23 da Segunda Divisão. No Estádio Pedro Benedetti, o Mauaense recebeu o sempre genial Tanabi.

Os dois não tinham vencido na atual fase. Uma derrota deixaria o perdedor bem próximo da eliminação e, consequentemente, pertinho da manutenção no último nível estadual em 2024. Por jogar em casa, era a chance do clube local tentar complicar a vida do Índio da Noroeste. Na história foram apenas quatro confrontos entre ambos, todos pela Série B1A de 1995 e 1996 com os mandantes vencendo em 100% das vezes.

Ver o Tanabi in loco é uma missão cada vez mais difícil sem viajar. No Século XXI foram apenas cinco as vezes em que agremiação atuou na Grande São Paulo. Estive em duas delas: vitória de 4 a 1 do Grêmio Barueri na B3 de 2002 e o empate sem gols com o ECUS na Segundona de 2013. Além dessas, foram outras três partidas do alviverde: revés contra o Desportivo Brasil por 3 a 2 pelo sub-20 em 2009 e para o Palmeiras no sub-17 de 2013 (com direito a três gols de Gabriel Jesus) por 4 a 0. A última vez foi no Tanabi 0x2 Vila Nova pela Copinha de 2022 no Alberto Victolo.


GE Mauaense - Mauá/SP


Tanabi EC - Tanabi/SP


Os capitães, o árbitro Márcio Mattos dos Santos, os assistentes Ricardo Luis Buzzi e Enderson Emanoel Turbiani da Silva e o quarto árbitro Diego Augusto Fagundes

Embarquei sozinho nessa jornada, algo insano pensando na qualidade e raridade do embate. No estádio encontrei toda a rapaziada que acompanha o Grêmio, como os amigos Leandro e Diel, além, claro, do casal Luiz e Simone. No meio da etapa inicial pintou também o ícone Sérgio Oliveira representando o FATV. De negativo apenas o número baixo de pagantes: 75.

Foi uma peleja com dois tempos totalmente distintos. Nos primeiros 45 minutos o Mauaense foi bem e responsável pelas melhores investidas. Aos 12, Vitinho cobrou falta com extrema perfeição, no ângulo direito de Kenner. Além dessa, os locais tiveram mais dois momentos claros para ampliar. Os atacantes não aproveitaram e os gols perdidos fizeram falta no fim.



Momentos iniciais de Mauaense x Tanabi no Pedro Benedetti



Belíssima cobrança de falta e gol de Vitinho, abrindo o placar a favor do Grêmio


Na etapa inicial, os donos da casa perderam a chance de abrirem boa vantagem no marcador

Na etapa final os mandantes cansaram e foi a vez do Tanabi tomar conta das ações ofensivas. O Índio da Noroeste criou um sem-número de oportunidades, mas diferente do Grêmio, não foi capaz de alcançar as redes. O jogo seguiu nesse ataque contra defesa, só que o melhor lance foi local. Com o relógio mostrando 37 minutos, a zaga visitante falhou e deu a bola de presente a Vitinho. O camisa 7 entrou na área e finalizou em cima do arqueiro apesar de Matheus Soldado, camisa 18, estar livre. Vacilo imperdoável.

Como diria a minha falecida avó, o castigo veio a cavalo. Aos 45 Gabriel aproveitou cruzamento da esquerda e desviou de leve, de cabeça. O goleiro do Mauaense não interceptou e viu a pelota morrer no canto esquerdo. Um banho de água fria na (pouca) torcida presente no Pedro Benedetti, que passou a homenagear com palavras não muito amorosas alguns nomes que estavam em campo.



Dois bons contra-ataques locais pelo lado esquerdo na etapa final


A melhor chance dos donos da casa no segundo tempo foi de Vitinho, mas ele finalizou em cima do goleiro do Tanabi




O Tanabi buscou o empate no apagar das luzes em Mauá

O Mauaense 1-1 Tanabi foi ruim para os dois. Ambos seguem nas últimas posições da chave, agora com dois pontos cada. O líder é o XV de Jaú com sete, seguido pelo União Barbarense com quatro. Na próxima rodada o duelo se repete, desta vez no interior, e os dois precisam vencer. Está chegando a hora de decidir quem vai seguir na última divisão.

A rodada ainda não tinha terminado, pois a pauta reservava uma também imperdível sessão noturna com direito a um time novo na Lista pela terceirona nacional.

Até lá!

Ficha Técnica: Mauaense 1-1 Tanabi

Local: Estádio Pedro Benedetti (Mauá); Árbitro: Márcio Mattos dos Santos; Público: 75 pagantes; Renda: R$ 720,00; Cartões amarelos: Igor Clerc, Lucas Ribeiro, Luiz Mena, Matheus; Gols: Vitinho 12 do 1º, Gabriel 45 do 2º.
Mauaense: Matheus; Digão, Vidoto (Samuel), Gean e Igor Clerc (Higor); Renan, Vitinho, Lucas Ribeiro e Luiz Phillipe (Matheus Soldado); Luiz Mena e Matheus Thayd (João Jesley). Técnico: Fernando Silva.
Tanabi: Kenner; Léo Aguiar (Pedro Fuzetto), Rychard, Matheus Serraglia e Ygor Dizarro; Hugo, Gabriel, Elber (Luan) e Japa (Gabriel Mendes); Marius (João Marcelo) e Rhurick (Samuel). Técnico: Jorge Saran.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Tanabi perde para o Vila Nova e dá adeus à Copinha

Texto e fotos: Fernando Martinez


O terceiro compromisso da segunda-feira pela cobertura monstro do Jogos Perdidos na Copa São Paulo de Futebol Júnior 2022 foi uma decisão direta de vaga no Grupo 2. Direto do Estádio Alberto Victolo, o Tanabi jogava por um empate contra o Vila Nova para estar entre os 64 melhores times do torneio.

O Tanabi tinha quatro pontos enquanto o alvirrubro goiano tinha três. Um empatezinho servia aos donos da casa, enquanto o Vila tinha que vencer. Um ótimo público foi conferir a grande chance dos locais se classificarem. Sempre quis ver o Tanabi como mandante e foi legal demais sentir o clima de decisão.

Fiz as fotos posadas derretendo e desisti completamente de ficar no gramado. Por sorte a organização da sede reservou um espaço para os profissionais de empresa na parte coberta e lá fiquei. Fez um calor insano com aquele sol ardido e um bafo animal. Sem nenhum exagero, eu devo ter bebido uns 20 copinhos d'água durante os 90 minutos. Não foi fácil.




Quarteto de arbitragem, capitães, Tanabi e Vila Nova antes do duelo decisivo

Como até a rapaziada sub-21 sofre correndo debaixo da lua que fez, o primeiro tempo foi um tanto quanto sem graça. O Vila Nova precisava vencer, mas pouco produziu. Vale lembrar que o Vila conquistou vaga na Copa por ter chegado na decisão do goiano sub-20 em 2021 (foi derrotado pelo seu rival esmeraldino). Aliás, Goiás foi um dos únicos estados contemplados com convites da FPF. A Aparecidense veio por ter sido campeã da Série C e o Atlético por ser uma equipe da Série A mesmo tendo ficado apenas com a quinta colocação no sub-20. Quem dançou nessa foi o querido Goiânia, terceiro colocado do estadual.

Foi somente aos 45 que o jogo teve uma oportunidade digna de registro em ataque paulista pela esquerda e defesa do goleiro visitante. No mais, uma toada modorrenta que me fez temer outro 0x0 na conta. Logo quando a segunda etapa começou, para a tristeza da torcida local, o Vila Nova inaugurou a contagem. Saymon recebeu lançamento perfeito e contou com o “deixa comigo” do zagueiro e do goleiro. Os dois bateram cabeça, a pelota sobrou para o camisa 9. Ele entrou na área e fez 1x0.

O Tanabi respondeu em seguida com finalização de Diogo Gomes, porém quem marcou novamente foi o alvirrubro. Breno Silva foi lançado na esquerda aos 19 minutos, driblou o defensor e tocou rasteiro no canto esquerdo. A animada torcida entregou os pontos e nem a expulsão de Renan Koraza, camisa 17 do Vila aos 35, animou o pessoal.








Sob fortíssimo calor, Tanabi e Vila Nova fecharam o Grupo 2 da Copinha

O placar final de Tanabi 0-2 Vila Nova foi justo pelas chances criadas pelo escrete goiano aproveitando os vacilos do alviverde. Líder do Grupo 2, o Vila pega o Bahia, vice do Grupo 1, enquanto o Guarani visita o Votuporanguense. Falando por mim, foi genial poder ter visitado o Alberto Victolo pela primeira vez com direito a dois jogos. Espero retornar em breve.

Aproveitamos a deixa de estarmos tão longe e fomos visitar dois estádios da região. Fomos em Monte Aprazível, terra do GEMA, e depois na tranquila Neves Paulista, casa do histórico Nevense. Os campos estão muito bem cuidados, pena que a volta de ambos seja apenas um breve delírio.

Felizes com as visitas, pegamos a estrada igual o Rei Roberto Carlos fez nos anos 70: 120... 150... 200 Km por Hora. Como um Concorde nos céus do Oceano Atlântico, chegamos em Rio Claro, nossa parada final, apostando corrida contra a velocidade da luz. Fizemos uma boquinha federal em uma bela pizzaria da cidade antes de pegarmos o caminho do hotel.

A caravana da coragem estava terminando, porém na terça-feira ainda faltavam dois times novos para colocar na Lista no caminho da capital.

Até lá!

_____________

Ficha Técnica: Tanabi 0x2 Vila Nova

Em breve
_________________________

JP no belo Estádio Alberto Victolo em Tanabi

Texto e fotos: Fernando Martinez


Saindo de Votuporanga, dei sequência à viagem mágica e misteriosa da Copa São Paulo de Futebol Júnior 2022 em um lugar que eu tinha vontade de visitar há muito tempo, o genial Estádio Alberto Victolo na longínqua Tanabi. Lá acompanhei a rodada final do Grupo 2, e a preliminar foi entre Aquidauanense e Guarani.

Na história do Jogos Perdidos, foram duas as coberturas no campo do Tanabi até hoje, as duas com o aposentado Orlando em 2005 e 2006 com derrotas do onze local respectivamente contra o Atlético Araçatuba (atual Andradina) por 3x1 e para o José Bonifácio pela contagem mínima. Desde então, foram 16 longos anos sem nenhuma visita do blog... até esse ano.

O calor que não encontrei na partida da manhã infelizmente estava na bela cidade que fica a 470 quilômetros da capital. Passei um calor do cão. Quando chegamos, notamos de cara que o campo é um daqueles típicos de interior, com cara daquelas divisões intermediárias dos anos 80. Um lugar absurdamente genial.



Portal na entrada de Tanabi e a fachada do genial Estádio Alberto Victolo

Entrei no estádio e a preliminar estava com cerca de 15 minutos (fizemos milagre na estrada e chegamos rápido). Me credenciei, mas como a bola já estava rolando, fiquei de ir ao gramado apenas no tempo final. Fui então ao bar tomar algo gelado e comer aquela pipoca marota, um almoço de dar orgulho a qualquer nutricionista. O público compareceu em peso e fiquei ali imaginando jogos antigos naquele lugar. Uma das coisas mais legais é justamente isso: voltar algumas décadas tentando imaginar como era na época de ouro das divisões de acesso.

O único problema - além do calor, obviamente - foi que a peleja foi bem ruim. O Bugre precisava de um empate para se garantir na fase seguinte e não fez muita força contra o já eliminado time do Mato Grosso do Sul. Aliás, essa foi a segunda vez que assisti o Aquidauanense ao vivo. A primeira foi em 2012, em um 0x0 contra o então campeão Flamengo em São Carlos. O glorioso Azulão da Princesa se garantiu na Copinha com o vice-campeonato do sul-mato-grossense sub-20 de 2021. Na decisão, foram derrotados duas vezes pelo União ABC, que pintou aqui vencendo o União de Iacanga.

Enquanto eu assistia a peleja da arquibancada, o clube azul e branco quase marcou em cobrança de falta de Ilgner que bateu na trave de Thiago Galice aos 21 minutos. ALê criou a única chance perigosa a favor do Guarani aos 38 em boa defesa de Elias. Quando o intervalo chegou resolvi ir ao gramado pegar algumas fotos de perto. O clima abafado piorou com a chegada do sol. Ficar ali com o astro rei na moleira durante toda a etapa final foi muito complicado.

O Aquidauanense praticamente apenas se defendeu e os paulistas foram tímidos em suas investidas. O que vale ser dito é que Renanzinho por pouco não fez aos sete minutos em tiro que encontrou o travessão, chute de longe de Alan aos 38 e Matheus Souza mandando por cima aos 46. Pouco para os bugrinos que estavam no estádio e para a torcida que aguardava ansiosamente o jogo de fundo.


Visão da parte coberta do Alberto Victolo, um estádio muito legal com carinha de anos 70/80






Detalhes do fraco jogo Aquidauanense x Guarani

No fim, um óbvio Aquidauanense 0-0 Guarani garantiu o escrete campineiro entre os 64 melhores da Copa São Paulo e deu o primeiro ponto ao time do Mato Grosso do Sul. Da minha parte, um gosto ruim que um 0x0 sempre deixa na boca. Nada que atrapalhasse o duelo dos donos da casa na sequência.

Até lá!

_____________

Ficha Técnica: Aquidauanense 0x0 Guarani

Em breve
_________________________