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sábado, 29 de agosto de 2026

Nacional cria, cria, cria... e fica no empate com o Penapolense

Texto e fotos: Fernando Martinez


Com muito calor na capital do estado, sexta-feira foi dia de acompanhar outra vez o Nacional Atlético Clube na Série B do Campeonato Paulista sub-20. O time ferroviário abriu a fase de oitavas de final recebendo o Penapolense no Estádio Nicolau Alayon. Jogo complicado para o escrete paulistano. O Naça chegou à fase com a 11ª melhor campanha, enquanto o CAP fez a sexta. Por conta disso, o onze do interior terá chance de fechar a disputa por uma vaga nas quartas jogando em casa no segundo confronto. No aproveitamento, o Penapolense tinha uma performance muito melhor: 76,7% contra 53,3%.




De forma exclusiva, as imagens de Nacional e Penapolense, além da equipe de arbitragem com os capitães

Para esse jogo tive a companhia do sumidaço Luigi, amigo que não encontrava desde janeiro (!). Nós dois achávamos que o Nacional passaria maus bocados, porém, quando a bola começou a rolar, o que se viu foi um domínio dos locais. Não que o Naça tenha tido uma brilhante atuação na etapa inicial, mas é fato que foi superior ao adversário.

O problema, como sempre, foi a falta de pontaria dos atacantes da casa. E, na base do "quem não faz, toma", na única chance que teve, o Penapolense abriu o placar. A bola foi cruzada na área e bateu na trave por duas vezes. No rebote, Gustavo Batista encheu o pé e colocou o CAP na frente. O intervalo chegou com a injusta vantagem mínima para os visitantes.

No segundo tempo, o cenário se intensificou e a pressão local aumentou. O Nacional criou um monte de situações de perigo, todas elas ou saindo pela linha de fundo ou com boa defesa de Caíque Lopes. O Penapolense passou do meio de campo somente em uma oportunidade. O relógio passava, o desespero aumentava e o marcador seguia mostrando uma enorme injustiça para o onze ferroviário.

Para alívio da torcida da casa, aos 35, o árbitro marcou pênalti. Luís Henrique cobrou sem sustos e deixou tudo igual. Daí até o apito final, o que se viu foi uma pressão ainda maior. No último lance, Caíque Lopes fez milagre em bola chutada de fora da área e, nessa defesa, o 1 a 1 se confirmou. O Naça poderia ter saído de campo com uma vitória relativamente sossegada, porém agora vai jogar em Penápolis precisando vencer. Um empate leva a decisão aos penais.




O Nacional foi melhor do que o Penapolense em boa parte do primeiro tempo


Na primeira chance que criou, o onze visitante abriu o placar. Aqui, a comemoração do gol



No segundo tempo, o Nacional enfileirou chances de gol




Apesar da pressão, o empate saiu apenas na reta final da partida em pênalti bem cobrado por Luís Henrique

Saí da Comendador Souza para pegar o caminho do QG da Zona Oeste com o amigo Luigi, que estava prestes a começar a sua primeira viagem interestadual. Esse tipo de coisa é justamente o que dá graça na vida.

Até a próxima!

Ficha Técnica: Nacional 1-1 Penapolense

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Pablo Rodrigo Soares de Oliveira; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Wallacy, Edson Kruss, Vítor Emanuel e Gustavo; Gols: Gustavo Batista 32 do 1º e Luís Henrique (pênalti) 36 do 2º.
Nacional: Guilherme; Enzo Ferraro, João Medeiros, Felipe Machado (Werik) e Yago Panham; Wallacy, Davi (Lucas Costa), Ryan Matos (Nathan) e William Hora (Gustavo Ferreira); Luís Henrique e Ruan Santos (Bruno Maciel). Técnico: Édson Kruss.
Penapolense: Caíque Lopes; Yago (Gustavo), Vítor Emanuel, Raul e Gustavo Moraes (Peterson) (Gabriel Henrique); Santini, Pablo Telles, Anthony (Gustavo Peres) e Murilo; Gustavo Batista e Bruno Guilherme. Técnico: Carlos Penteado.

domingo, 16 de agosto de 2026

Centro Olímpico surpreende o Bandeirante e larga na frente no sub-20

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois de uma semana de molho, a dor nas costas deu uma trégua e, na sexta-feira, resolvi acompanhar o início do mata-mata da Série B do Campeonato Paulista sub-20. Tinha várias opções de jogos e acabei decidindo pelo inédito confronto entre Centro Olímpico e Bandeirante de Birigui, um dos clubes que sempre gostei de ver ao vivo, no CERET.

Vi o BEC com certa frequência na primeira década do século 21. Depois, a presença da equipe por essas bandas passou a ser mais espaçada. O sub-20 eu tinha visto ao vivo apenas uma vez, em uma vitória contra o ECUS em 2015. O profissional eu não vejo desde 2023, quando enfrentaram e foram derrotados pelo São Bernardo pela A3. Na primeira fase, o clube que usa o uniforme da seleção paulista terminou invicto e como líder do Grupo 1. Já o ADECO ficou na segunda posição do Grupo 9, atrás apenas do Nacional. Mostrei aqui a última apresentação do onze paulistano, uma goleada sofrida contra o próprio Naça.




Os dois times posados de forma exclusiva para o JP além do quarteto de arbitragem com os capitães

Tive a companhia do amigo Luigi após sete meses para essa jornada. Pegamos o ônibus na Estação Carrão e chegamos no CERET cedo, sem pressa. Hoje é um dos locais mais legais para assistir futebol na cidade de São Paulo. Dá um certo trabalho para ir lá, mas sempre vale a pena. Cerca de 30 pessoas, entre elas o amigo Eduardo e o mooquense Estevan, acompanharam o duelo.

Eu imaginava que o Bandeirante tinha um leve favoritismo em virtude de ter melhor campanha, porém, quando a bola rolou, isso ficou apenas no papel. O Centro Olímpico foi bem e fez um duelo bastante equilibrado. Na etapa inicial, o escrete da capital teve duas boas chances para abrir o placar, enquanto o BEC, a rigor, teve somente um bom momento. O 0 a 0 quando o intervalo chegou era um placar justo.

Na segunda etapa tudo mudou. O Centro Olímpico melhorou e encurralou os visitantes. Os donos da casa mandaram duas bolas na trave e tiveram duas chances claríssimas para marcar. A insistência deu resultado aos 28, com o gol de Daniel Sobral. Quatro minutos depois, Pedro Duarte ampliou. O BEC sentiu o golpe e quase levou o terceiro pouco antes do apito final. O 2 a 0 ficou barato.








Detalhes do primeiro tempo no CERET





Na segunda etapa o Centro Olímpico saiu em vantagem na disputa por uma vaga nas oitavas de final. Na última foto, a comemoração de Pedro Duarte no segundo gol mandante

Agora o Bandeirante precisa derrotar os paulistanos por três gols de diferença na próxima sexta-feira para se classificar. Se ganhar por dois, a decisão da vaga será nos pênaltis. O Centro Olímpico pode perder por um que ainda assim estará entre os 16 melhores da competição pela primeira vez. Certo é que terá bastante emoção em Birigui, cidade que, de forma absurda, ainda não visitei.

Tinha sessão noturna na pauta, mas decidi me poupar. Depois de duas semanas de molho, não dá para ficar arrepiando tanto ainda. No sábado voltei aos campos com a última rodada da primeira fase do Paulista Feminino sub-15 na pauta. Teve time novo na lista feminina.

Até lá!

Ficha Técnica: Centro Olímpico 2-0 Bandeirante

Local: CERET (São Paulo); Árbitro: Marcus Vinicius Salles de Oliveira; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Rafael Lemos, Pedro Duarte, Romarinho, Pegoraro e Vítor Hugo; Gols: Daniel Sobral 28 e Pedro Duarte 32 do 2º.
Centro Olímpico: Marcello; Pedro (Romarinho), Gabriel (Lucas), Daniel Sobral e Gustavo Dias; Rafael Lemos, Isaque (Pedro Martins), Andreas Biasotto e Giuseppe; Diogo Gonzaga (Luka) e Pedro Duarte (Visentin). Técnico: Adílson Nascimento.
Bandeirante: Gallinari; Gabriel Yamauti (Cunha), Eric, Giovanni Coqueiro (Bruno Henrique) e Gigante; Roberto, Max (Samuel), Pegoraro (Lucas Mossen) e Marcos Vinícius (Amendoim); Dener (Vítor Hugo) e Pedro Vito. Técnico: Roni.

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Nacional atropela o Centro Olímpico no Nicolau Alayon

Texto e fotos: Fernando Martinez


Agosto não está sendo fácil. Com uma dor nas costas que não passa de jeito nenhum desde o começo do mês, a programação feita com carinho pelo que vos escreve virou pó. Tentando ver se a situação estava melhor, na sexta-feira encarei uma jornada até o Estádio Nicolau Alayon para acompanhar a última rodada da primeira fase do Campeonato Paulista sub-20 em sua Série B. Em campo, confronto paulistano entre Nacional e Centro Olímpico.

Os dois times já estavam praticamente classificados antes de se enfrentarem. O ADECO era o líder da chave, enquanto o Nacional ocupava a terceira posição. Um triunfo do escrete ferroviário o colocaria na ponta ao término da fase. Eu tinha visto o Naça em ação contra o Terceiro Milênio — vitória pela contagem mínima — e achava que seria um jogo equilibrado. Enganei-me feio.




Os capitães, o quarteto de arbitragem e as equipes em fotos exclusivas do Jogos Perdidos

Se no caminho até a casa do Nacional as costas estavam quietinhas, bastou descer do ônibus para ela, a dor, chegar com tudo. Na base do Dorflex, vi uma atuação local totalmente surpreendente. Eu esperava equilíbrio, porém o que vi foi um onze local superior desde os primeiros movimentos. Com certeza foi a melhor atuação da equipe da Zona Oeste no torneio até agora.

Nicolas Ramos mostrou o cartão de visitas para o Centro Olímpico logo aos dois minutos, aproveitando rebote do goleiro Marcello para abrir a contagem. Bastante superior, Ruan Santos fez o segundo aos 19. O ADECO pouco fez e não mostrou o futebol que o colocou na segunda fase com antecedência. O 2 a 0 no intervalo ficou barato.

Na etapa final, contando com a companhia do amigo Pucci nas sociais da Comendador Sousa, segui vendo uma partida maiúscula do onze nacionalista. Jogando na boa, sem sustos e animando a boa torcida presente, Ruan Santos fez o terceiro aos 18 e, de pênalti, Klayton Silva deu números finais ao duelo aos 42. O 4 a 0 foi simplesmente a maior goleada que vi do sub-20 do Nacional em todos os tempos. Na próxima fase, o adversário será o União Mogi. Já o Centro Olímpico vai encarar o Bandeirante de Birigüi.



Nicolas Ramos aproveitando o rebote e comemorando o primeiro gol nacionalista


Então líder da chave, o Centro Olímpico não foi páreo para os donos da casa



Bola na rede do ADECO no segundo gol local, marcado por Ruan Santos



Mais dois momentos da etapa inicial na Comendador Souza



Na etapa final, o Nacional se manteve dono da peleja



Ruan Santos anotou o terceiro para o Nacional


De pênalti Klayton Silva fechou o marcador


Goleada nacionalista na última rodada da primeira fase do Paulista sub-20 - Série B

Me arrastando até o ponto de ônibus, voltei para o QG da Zona Oeste travado e já sabendo que os planos do final de semana tinham ido para o brejo... de novo. Agora só volto aos campos quando melhorar de vez. Quando? Espero que seja breve.

Até a próxima!

Ficha Técnica: Nacional 4-0 Centro Olímpico

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Israel de Souza Catarino; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Enzo Ferraro, William Hora, Ruan Santos, Gustavo Ferreira, Gustavo Dias, Giuseppe e Leonardo; Gols: Nicolas Ramos 2 e Ruan Santos 19 do 1º, Ruan Santos 18 e Klayton Silva (pênalti) 42 do 2º.
Nacional: Bryan; Enzo Ferraro (Klayton Silva), João Medeiros, Felipe Machado e Yago Panham; Wallacy, Davi (Gustavo Ferreira), Ryan Matos (Leonardo Signoreto) e Lucas Costa; Ruan Santos (Bruno Maciel) e Nicolas Ramos (William Hora). Técnico: Edson Kruss.
Centro Olímpico: Marcello; Pedro, Pedro Martins, Lucas (Guilherme) e Daniel Sobral; Gustavo Dias (Isaque), Davi Sobral (Alyson), Giuseppe (Luka) e Pedro Duarte (Visentin); Romarinho (Gustavo Borges) e Leonardo (José Henrique). Técnico: Adílson Nascimento.

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Refletores acesos e vitória ferroviária em tarde especial no Nicolau Alayon

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na tarde da última sexta-feira matei a saudade de mais de três meses longe do Estádio Nicolau Alayon. Fui até o glorioso campo da Zona Oeste acompanhar o confronto paulistano entre Nacional e Terceiro Milênio, válido pela oitava rodada da Série B do Campeonato Paulista sub-20.

O onze ferroviário vem fazendo uma campanha honesta até aqui. Em cinco jogos realizados, tinha somado uma vitória e quatro empates. O duelo contra o novato time da Zona Sul, que tinha o mesmo número de pontos e uma partida a mais, era fundamental pensando na classificação para a segunda fase. Dos 45 clubes participantes, 32 estarão na próxima etapa do certame.

Eu não via o elenco de juniores do Nacional desde a triste eliminação para o Internacional na Copinha. Muita coisa aconteceu pelos lados da Comendador Souza desde então. A principal delas foi a queda do profissional para a última divisão. Falando de base, em 2026 o escrete ferroviário voltou a disputar os Paulistas sub-15 e sub-17, mas, pelo andar da carruagem, não vou conseguir vê-los em ação.




Nacional, Terceiro Milênio e os capitães junto com o quarteto de arbitragem

Fez bastante frio e o tempo estava muito nublado, além de os times não estarem em uma tarde muito inspirada. O Nacional abriu o placar com Luís Henrique aos nove minutos, depois de dois chutes do camisa 9: o primeiro foi defendido por Levy e o segundo acabou no fundo da rede. O Terceiro Milênio foi mais perigoso e quase empatou em duas boas oportunidades.

Na etapa final ficou tudo ainda mais escuro e o grande destaque para mim não foi o que aconteceu dentro das quatro linhas — pouca coisa, para falar a verdade —, mas sim o que se viu fora delas. No primeiro semestre, o Estádio Nicolau Alayon voltou a ter seu sistema de iluminação, algo que não acontecia desde meados dos anos 1980.



O Nacional começou bem o duelo contra o Terceiro Milênio



Luís Henrique chutando para abrir o placar e comemorando seu gol









O jogo não foi nada de maravilhoso, mas quebrou o galho. Ganha uma nota 5.5 e passa de ano sem conselho de classe

O milagre aconteceu por causa de uma parceria com a Confederação Brasileira de Rugby, que bancou a iluminação para que o local pudesse receber partidas da modalidade sem as costumeiras restrições de horário. O sistema foi inaugurado em março. Como durante o segundo tempo o céu foi ficando cada vez mais escuro, nos 20 minutos finais os refletores foram ligados.

Confesso que foi emocionante ver tudo iluminado no Alayon. Apenas o decano Milton Haddad havia vivido a mesma experiência em duas oportunidades, ambas em jogos do Nacional na segundona paulista, uma delas contra o Taubaté, pelos idos de 1985 ou 1986. Achei que nunca teria essa chance, juro mesmo. Apesar do estado lamentável do time profissional, foi uma felicidade muito grande estar ali.





Detalhes do sistema de iluminação do Nicolau Alayon, algo que achei que nunca escreveria no Jogos Perdidos

Voltando ao jogo, ele chegou ao final com o triunfo local pela contagem mínima. O Nacional chegou aos 10 pontos e está na segunda colocação do Grupo 9, atrás apenas do Centro Olímpico, que tem 11. Depois vêm o DS Sports, com nove, o Terceiro Milênio, com sete, e o lanterna Colorado, com três. Faltam duas rodadas para o término da primeira fase.

Tinha planos de retornar ao Alayon no sábado cedo, mas desisti da missão. Deixei a programação fechada para uma rodada dupla, começando por uma decisão na Série D do Brasileiro, com direito à estreia de um time novo na Lista. Uma pedra que tirei do sapato depois de 26 anos.

Até lá!

Ficha Técnica: Nacional 1-0 Terceiro Milênio

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Bruno Jankauskas Lima; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Ruan, Wallacy, João Marcos, João Guilherme e Mateus; Gol: Luís Henrique 9 do 1º.
Nacional: Guilherme; Jhuan, Medeiros, Felipe e Yago; Wallacy, Pedro César, Pedro (Júlio) (Gui França) e Willian (João Marcos); Luís Henrique (Nicolas) e Ruan. Técnico: Édson Wanderley.
Terceiro Milênio: Levy; Luiz Felipe, Brenno, Rafa Paulista e João Guilherme (Thiago); Pedrão, Gustavo (Rafael Venâncio), Negueba e Mateus; Bryan (Lucas) e Ítalo. Técnico: Cléber Ferreira.