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quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Rondoniense se despede da Copinha com bela vitória

Texto e fotos: Fernando Martinez


O domingo começou cedo e já contava com quatro partidas na sacola quando partimos rumo ao último jogo do dia. Sim, acompanhei uma raríssima rodada quíntupla com direito a três times novos, o último em confronto de eliminados do Grupo 8 da Copa São Paulo de Futebol Júnior: Operário de Ponta Grossa x SC Rondoniense, o 732º na minha lista.

Nos saímos de São Carlos antes do apito final de São-Carlense 0x1 América/MG e, comendo o asfalto, chegamos na Arena da Fonte bem antes do horário do duelo que encerrou a disputa da chave. Os dois foram derrotados por Ferroviária e Santos - que faziam a preliminar vendo quem seria o líder – e entraram em campo para saber quem seria o lanterna.

A caravana teve uma substituição entre os dois destinos: saiu o amigo Renato "Joselito" Rocha e entrou o fotógrafo oficial do Brusque, Lucas. A dupla Caio e Mário se manteve. Com o glorioso Cancheiro, fomos até a última peleja da viagem na terça-feira. Acabamos tendo um problema enorme no portão. O funcionário não queria deixar a gente entrar pois não estávamos credenciados. Só que a credencial estava com os fiscais da FPF DENTRO do estádio.

Foram minutos tensos com o cidadão não entendendo nada do que estávamos falando. O tempo foi passando e a hora do apito inicial se aproximava. Após tanta insistência o figura deixou a gente entrar pois ele "estava quebrando nosso galho", como se ele fosse o maior gente boa. Olha, a Copinha desse ano foi campeã em pessoas com síndrome do pequeno poder. Foi no laço que pegamos nossas credenciais e fomos ao gramado. Logo ambas entraram em campo, já com a Arena da Fonte praticamente vazia.




Uma Arena da Fonte vazia viu o duelo entre Operário de Ponta Grossa e Rondoniense, a decisão de quem seria o lanterna da chave

O Operário entrou na edição atual da Copinha sem nenhuma derrota na história. Sim, disputou apenas uma edição, 2020, mesmo assim saiu sem sofrer nenhum revés. Vale lembrar que a equipe jogou a Copa São Paulo pois a Federação Paranaense de Futebol indicou os quatro times do estado que estão nas Séries A e B. De todos os critérios usados pelas federações para a definição dos indicados, esse de longe foi o pior.

Já o Rondoniense Social Clube estreou na Copa em 2022. Ele ganhou uma das duas vagas por ter sido o terceiro colocado do estadual sub-20 do ano passado. O campeão Real Ariquemes - que apareceu aqui na derrota contra o Água Santa - foi o outro classificado. O Villa Rondônia, vice-campeão, não veio à São Paulo pois não é profissional. Fundado em 2010, o RSC foi campeão estadual em 2016.

Eu não sei o motivo, mas resolvi ficar acompanhando o ataque do Operário. Não poderia ter escolhido pior. Os paranaenses foram dominados completamente pelo escrete do Norte. Aliás, o elenco do Rondoniense era todo do America carioca. Os dois fizeram uma parceria e atletas e comissão técnica eram do Diabo. Aos 19 a primeira grande chance do Rondoniense em pênalti cobrado por Carioca que Guilherme defendeu. Cinco minutos depois Berguinho cobrou escanteio na área e Lipe Possato abriu o placar. Aos 35 Matheus Oliveira roubou a bola e cruzou de forma precisa. Lipe Possato, ele de novo, fez o segundo.







Momentos da etapa inicial de Operário x Rondoniense. Na última foto, detalhe do primeiro gol da noite

Fui até as cabines da Fonte no tempo final caçar algo para comer pois não comia nada desde Araras. Encontrei várias cabines vazias com garrafinhas de água, refrigerante e salgadinhos. Foi uma dádiva. Passei 45 minutos enchendo o bucho sem medo do amanhã. No gramado, a peleja seguiu menos empolgante e na arquibancada contei exatas 16 pessoas. Cenário perfeito para encerrar o domingo.

Enquanto batia a xepa com classe, o Rondoniense seguiu melhor. O Operário criou seu primeiro momento digno de registro em cobrança de falta de Léo que bateu na trave aos 21 minutos. E só. Aos 29 a vantagem do RSC foi ampliada com o gol de cabeça de Matheus Giulliano. Tudo bem que o Fantasma já estava eliminado, mas não imaginei que seria dominado como foi.





Detalhes do segundo tempo em Araraquara e o placar final da partida que fechou a minha rodada quíntupla (!) do domingo

O resultado de Operário 0-3 Rondoniense ficou barato tamanho o domínio do Periquito da Zona Leste (que apelido maravilhoso!). Essa foi a nona vitória de uma equipe do estado em 74 partidas disputadas na Copinha. Mesmo assim o estado segue com o tabu de nunca ter colocado uma equipe na segunda fase em 24 participações. Já o Operário sai do torneio com uma campanha bem abaixo da média.

Foram 12 horas de futebol, cinco jogos, três times novos e muitos quilômetros percorridos. Uma loucura sensacional. Só que a noite não acabou com o apito final. Pegamos a estrada sem saber em qual local dormiríamos e fomos seguindo, seguindo, seguindo até parar em São José do Rio Preto mais de duas horas depois.

Não foi uma noite bem dormida, pelo contrário. Apesar de tudo, estando a 440 quilômetros de casa a viagem tinha que continuar de qualquer forma. Na segunda-feira a programação era simplesmente sensacional com três jogos em dois estádios de cidades que nunca achei que visitaria um dia. Sem dúvida já um dos pontos altos de 2022.

Até lá!

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Ficha Técnica: Operário/PR 0x3 Rondoniense

Em breve
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segunda-feira, 12 de junho de 2017

Pela Série D, XV é derrotado pelo Operário/PR e se complica

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois de muito tempo, na sexta-feira rolou uma daquelas caravanas com a cara do Jogos Perdidos. Pegamos a estrada e seguimos até a cidade de Piracicaba pela segunda vez em 2017 para a segunda apresentação do XV de Novembro local no Campeonato Brasileiro da Série D. O adversário da vez foi o genial Operário de Ponta Grossa, o time 657 da minha Lista e que faz sua gloriosa estreia no blog.

Pena que por conta de uma bagunça mental do querido $eu Natal a saída da capital tenha sido atrasada por mais de duas horas. Quando finalmente todos se encontraram - o Emerson e o Estevan também estavam nessa - já era certo que perderíamos as fotos posadas. O trajeto teve um trânsito surreal na saída da capital, obras na Rodovia dos Bandeirantes, pedágios estranhos (com direito a cancela destruída pelo Possante 558) e um vacilo grande na entrada da cidade.

Como não nos abatemos por pouco, no fim deu tudo certo mesmo sem as imagens oficiais das duas agremiações. Chegamos no Estádio Barão de Serra Negra com poucos minutos jogados e com o placar ainda em branco. Dos males, o menor. Esse foi um compromisso muito importante pro Nhô Quim, já que uma derrota complicaria a equipe na luta por uma vaga na segunda fase.

Agora, é necessário dizer que toda essa correria foi armada para finalmente poder matar o Fantasma. Fundado em 1912, o alvinegro é um dos times mais tradicionais do Paraná e era uma ausência sentida nas nossas Listas. Após perder a apresentação do clube contra o Red Bull em 2015, dessa vez não dava pra deixar passar a oportunidade.

Jogando contra paulistas, o onze operariano leva enorme vantagem no retrospecto. Em dezenove confrontos disputados na história do nacional, foram doze vitórias e apenas seis derrotas, a última em 2011 contra o Oeste. Contra o XV, dois triunfos: um pela Taça de Prata de 1980 e outro no dia 4 de junho.

O belo estádio do XV recebeu um público de 1.331 pessoas que viram uma apresentação fraca do time local, principalmente no primeiro tempo. O jogo foi equilibrado e sem emoções até o 24º minuto, momento em que finalmente os paulistas criaram a primeira grande chance de gol. Vinícius Simon completou de cabeça uma bola levantada na área e obrigou Simão a fazer ótima defesa, mandando a pelota pela linha de fundo.

Aos 32, Carlos Alberto chutou de longe e Simão fez uma defesa segura. Foram esses os únicos momentos dignos de registro e ficava claro que o Operário tinha vindo ao estado de São Paulo pensando primeiramente em se defender. O Fantasma praticamente não passou do meio de campo nos 45 minutos iniciais.


Chute de longe no ataque quinzista


O Operário só se defendeu durante a maior parte do tempo. Passar do meio-campo foi artigo de luxo


Investida do XV pela direita do seu ataque

Já no tempo final o XV de Piracicaba voltou ao gramado com outro astral e teve dez minutos simplesmente avassaladores. Aos cinco, novamente Vinícius Simon acertou uma boa cabeçada e Danilo Baía salvou em cima da linha. No lance seguinte, nova oportunidade pelo alto, agora com Rodrigo, e mais uma defesa de Simão. Aos sete, bola na trave em tirambaço de Zé Mateus e aos nove Tito chutou em cima do arqueiro visitante em lance cara-a-cara.

Essa pressão intensa teve apenas dois problemas: não resultou no gol e durou apenas dez minutos. Quando o relógio alcançou o 11º minuto o ímpeto ofensivo terminou. Não que os atacantes não tenham criado bons momentos a partir daí, porém infelizmente o problema crônico no toque final voltou a aparecer e os defensores do Operário se deram melhor em todas as tentativas do XV.

O Operário foi cozinhando o galo e levando um precioso ponto na bagagem. Conforme o relógio andava, a torcida ficava cada vez mais impaciente e o XV não mostrava que tinha forças abrir o marcador. Como desgraça pouca é bobagem, o Fantasma armou um bom contra-ataque aos 34 minutos e nele o placar foi inaugurado. Danilo Baía avançou pela direita e cruzou pro camisa 17 Daisson completar pro fundo das redes.


Um dos ótimos ataques do XV no avassalador começo do segundo tempo


Bola levantada na área do Fantasma


Zagueiro visitante fazendo o desarme


Chute do Nhô Quim em ataque pela esquerda


Placar final da peleja no Barão de Serra Negra que complica o XV na Série D

Nos minutos finais o Nhô Quim se mandou em busca do empate, só que poderia estar jogando até agora que o gol não sairia. No fim, o árbitro terminou a ação com o resultado de XV de Piracicaba 0-1 Operário/PR. Os paulistas agora estão isolados na lanterna do Grupo A15 e dependem de uma combinação de resultados para conquistarem a classificação. O líder Fantasma está com tudo e será eliminado na base da catástrofe.

Finalizada a partida, agora não teve correria pra voltar à capital. Paramos pra fazer uma boquinha antes de encararmos a estrada e tudo correu dentro dos conformes. No final de semana não tinha nenhuma peleja na pauta, mas no fim voltei a acompanhar a Série B do Nacional depois de quase três anos de ausência.

Até lá!