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segunda-feira, 26 de maio de 2025

Uberaba vira sobre a Caldense e reacende esperança no Módulo II

Texto e fotos: Fernando Martinez


A segunda Caravana da Coragem de 2025 encerrou a programação do sábado com uma visita a um local que, sinceramente, eu não esperava conhecer algum dia. Saímos de Igarapava por volta das 16h30 com destino a Uberaba, no Triângulo Mineiro. Na pauta, uma partida no belo Estádio Engenheiro João Guido, válida pelo Campeonato Mineiro do Módulo II. Em campo, muita tradição no duelo entre Uberaba e Caldense.

O Uberaba sempre foi um dos times que eu achava legal ver os gols pela TV quando era criança, principalmente por ter sido fundado em 15 de julho — meu aniversário, por coincidência. Eu os tinha visto ao vivo apenas uma vez, em 2007, em um empate contra o Extrema. Já a Caldense, acompanhei em quatro oportunidades: 2005, 2007 e 2015 jogando em casa, e em 2016 atuando contra o Audax pela Série D do Brasileiro, no Rochdale. Já estava na hora de vê-los em ação novamente.

Houve um tempo em que fazíamos viagens frequentes para ver jogos em Minas Gerais. Era realmente uma época boa, com os hoje sumidos Rio Branco de Andradas, Santarritense, Poços de Caldas, Lavras FC, Tricordiano e o mais legal de todos, o Extrema FC. De 2003 a 2009, íamos direto ao estado vizinho para acompanhar jogos das três divisões locais. Mas isso acabou. Desde então, fui apenas duas vezes ver clubes mineiros: em 2012, Santarritense 0-1 União Luziense, e em 2015, Caldense 0-0 Aparecidense, este pela Série D. Falando do Módulo II, o hiato era ainda maior. Eu não via uma partida do torneio desde, pasmem, o longínquo ano de 2008, um Poços de Caldas 1-0 Itaúna.


Taí um estádio que achei que nunca visitaria, o glorioso João Guido de Uberaba


Visão geral do majestoso estádio do triângulo mineiro

Para este retorno tão esperado, deixamos Igarapava e percorremos rapidamente os 44 quilômetros entre os dois estádios. Fizemos um lanche rápido — saudável e bem nutritivo, claro — e seguimos para o Uberabão. O local foi inaugurado em 1972 e tem como recorde de público um Uberaba 2-4 Cruzeiro em 1976. Hoje, a capacidade é de 15 mil pessoas. O legal é que a área onde o estádio foi construído é enorme. Entramos pela parte alta, de onde é possível ter uma bela visão do campo e das arquibancadas.

Dei uma boa volta pela parte superior antes de ir ao gramado. Diferente de São Paulo, em Minas Gerais não há necessidade de colete ou credenciamento especial. Simplesmente chegamos e vamos ao campo. Fiquei ali por um tempo conversando com os fotógrafos presentes, e percebi que o clima não estava tão tranquilo.


Uberaba Sport Club - Uberaba/SP


Associação Atlética Caldense - Poços de Caldas/MG


O árbitro Daniel da Cunha Filho, os assistentes Felipe Alan de Oliveira e Magno Arantes Lira, o quarto árbitro Jonas Alves Henrique e os dois capitães

Recém-promovido da Segunda Divisão, o Uberaba começou o Módulo II da pior forma possível. Em quatro rodadas, conquistou apenas dois pontos e estava em quinto lugar no grupo, à frente apenas do Varginha. A Caldense também não vivia grande fase: era quarta colocada, com quatro pontos. Um novo tropeço poderia agravar ainda mais a crise.

Quando a bola começou a rolar, bastou o Uberaba errar o primeiro passe e desperdiçar a primeira chance para a torcida perder a paciência de uma vez. A etapa inicial foi disputada nesse clima tenso. Mas, de uma coisa, ninguém pôde reclamar: os donos da casa lutaram muito, o que pegou foi a falta de qualidade. E a situação piorou quando Marcílio abriu o placar para a Caldense aos 29 minutos.













Detalhes do primeiro tempo de Uberaba x Caldense. Muito legal poder pisar nesse gramado e cobrir um jogo do Colorado

A coisa ficou tão complicada que, no intervalo, o conselho que recebi de um fotógrafo do Uberaba foi: "Se eu fosse você, iria para a arquibancada. Se perdermos, a galera vai invadir". Entendi o recado e fui para o lugar mais distante possível: debaixo do placar, perto do portão principal. Lá encontrei o trio Caio, Bruno e Victor. Antes, porém, não perdi a chance de comprar uma faixa do Colorado e alguns chaveiros para a coleção na lojinha perto das cabines.

De lá, acompanhei um segundo tempo que seguiu exatamente o mesmo roteiro do primeiro. A cada erro, a torcida se revoltava ainda mais. Era grito de raiva, xingamentos, músicas contra a diretoria... uma loucura. Em campo, o time tentava, mas não conseguia furar o bloqueio defensivo da Veterana.

O cenário era desolador... mas, do nada, tudo mudou. Aos 34, Mateusinho cobrou falta na área e Nathan Índio, de cabeça, empatou. Era o combustível que o Uberaba precisava. Quando o relógio marcava 41 minutos, Guilherme Macedo avançou pela direita e cruzou. Marcus Vinícius, que fazia sua estreia, completou e colocou os mandantes em vantagem. Todo o ódio da arquibancada virou festa. Aos 51, Netinho fez grande jogada individual e anotou o terceiro. A comemoração parecia de título de Copa do Mundo. Todos esqueceram que durante 80 minutos o cenário tinha sido tenebroso.




Momentos da etapa final. Na segunda foto, o gol de empate aos 34 minutos. Na última, a comemoração alucinada da torcida, que até então xingava demais, com a virada uberabense


Placar final da ótima vitória do Uberaba no Módulo II. O Zebu fez três pontos a um

O 3 a 1 afastou o Colorado da lanterna e deu um respiro na tabela. Agora com cinco pontos, mesma pontuação da Caldense, o time está quatro à frente do Varginha. O Mamoré lidera com 11, seguido por URT (9) e Patrocinense (8). Da minha parte, missão cumprida, estádio novo na Lista e a esperança de que não demore mais 17 anos para eu assistir novamente a um jogo do Módulo II.

Ficamos um bom tempo acompanhando a festa uberabense antes de pegar a estrada com destino a Ribeirão Preto. A viagem foi tranquila e encontramos um ótimo hotel na “Califórnia Brasileira”. No domingo, tinha mais uma rodada tripla, com direito a estádio novo e muitos quilômetros pela frente.

Até lá!

Ficha Técnica: Uberaba 3-1 Caldense

Local: Estádio Engenheiro João Guido (Uberaba); Árbitro: Daniel da Cunha Filho; Público: 722 pagantes; Renda: R$ 10.470,00; Cartões amarelos: Douglas Dias, Lucas Lotto, Guilherme Macedo, Tiaguinho, Júlio César, William Menezes e Marcílio; Gols: Marcílio 29 do 1º, Nathan Índio 34, Marcus Vinícius 41 e Netinho 50 do 2º.
Uberaba: Giovani; Douglas Dias (Mateusinho), Jadson Sergipano, Felipe Moreira e Gustavo; Nathan Índio, Marcos Kayck (Netinho), Du Santos e Esquerdinha (Luan) (Marcus Vinícius); Tiaguinho e Lucas Lotto (Guilherme Macedo). Técnico: Wallace Lemos.
Caldense: Samuel Pires (William Menezes); Fábio Sá (Cesinha), Léo Cruz, Arthur Pierino e Marcílio; Guilherme Martins, Ítalo (Marcos Ramos), Júlio César (Eicley) e Nestor Mansur; Gleisinho e Igor Lemos (Willian Mococa). Técnico: Souza.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Audax volta a jogar mal e é derrotado pela líder Caldense

Texto e fotos: Fernando Martinez


No último domingo fui até a cidade de Osasco para o segundo (e provavelmente penúltimo) compromisso do Audax como mandante na disputa do Campeonato Brasileiro da Série D. Na abertura do returno, os osasquenses receberam a Caldense em busca da primeira vitória e do primeiro gol no certame.


Grêmio Esportivo Osasco Audax - Osasco/SP


Associação Atlética Caldense - Poços de Caldas/MG


O árbitro do Distrito Federal Christiano Gayo Nascimento junto com os assistentes Diogo Correia dos Santos e Evandro de Melo Lima e o quarto árbitro Salim Fende Chavez posando junto com os capitães dos times

O primeiro turno do Grupo A13 teve uma campanha peculiar dos paulistas. O GEO Audax conseguiu a proeza de empatar seus três compromissos por 0x0, respectivamente contra Boavista, Espírito Santo (esse com matéria aqui no Jogos Perdidos) e Caldense. Tudo bem, o time vice-campeão paulista não existe faz tempo, mas pelo menos um golzinho era questão de honra.

No primeiro tempo da peleja o futebol foi até que razoável e os dois times proporcionaram bons momentos. O Audax começou bem mas aos poucos começou a ser dominado pelo forte time mineiro. Aos 39 o gol saiu numa cabeçada precisa de Wágner. A bola bateu na trave e quicou milímetros depois da linha. O assistente número 1 foi certeiro e confirmou o tento sem pestanejar.

O 1x0 deixou a Veterana mais tranquila e aos 10 minutos do tempo final Tito acertou um chute sensacional de fora da área e ampliou o placar a favor do alviverde. Daí para frente os visitantes se preocuparam em segurar a boa vantagem e o Audax não foi capaz sequer de fazer o gol de honra.


Saída segura do arqueiro da Caldense no primeiro tempo


Chegada do Audax pela esquerda do seu ataque


Marcador da Veterana correndo atrás de atleta local


Chute de longe e favor dos donos da casa


Chegada do time osasquense pela direita

O placar final de Audax 0-2 Caldense praticamente classificou a equipe de Minas Gerais para a segunda fase da Série D. Embora ainda não tenha vencido e também esteja com um jejum de 360 minutos sem gols na competição, o alvirrubro ainda tem chances matemáticas de classificação. Só que para vencer as duas últimas pelejas, o pessoal vai ter que melhorar demais a pontaria.

Até a próxima!

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Feriado de Independência com Série D do nacional em Poços de Caldas


A cidade de Poços de Caldas é destino certo de turistas de todos os lados, ainda mais num feriado prolongado como foi o de 7 de setembro. Mas enquanto 99 % das pessoas que visitam a Cidade das Flores vão até lá em busca de descanso, eu fui fazer aquele famoso "turismo futebolístico" hoje em dia tão ausente aqui nas nossas páginas. Na pauta, um jogo sensacional com cheirinho do saudoso "Especial do Mês" válido pelo Campeonato Brasileiro da Série D: Caldense x Aparecidense/GO.

Não visitava o belo Estádio Municipal Dr. Ronaldo Junqueira desde 2008, quando vi o falecido Poços de Caldas vencer o Itaúna pela contagem mínima. Já a Veterana eu não via atuando ali desde o comecinho de 2007, num jogo do campeonato mineiro com derrota por 1x0 para o Guarani de Divinópolis. Desde então planejei muitas viagens até lá que (obviamente) não deram certo, mas essa precisava rolar de qualquer jeito, afinal, foi a primeira chance razoável para colocar o time goiano na Lista, que agora conta com 598 equipes.

Fundada em 1985 e no futebol profissional desde 1992, a Aparecidense disputou apenas estaduais até 2011. Em 2012 o time estreou em nacionais jogando a última divisão. O time ficou conhecido em todo país na Série D de 2013, quando o massagista Esquerdinha impediu um gol do Tupi nas oitavas. A equipe acabou sendo eliminada no STJD e voltou ao nacional apenas nessa temporada, depois de ter conquistado o vice-campeonato no goiano.

Diferente do Camaleão, a Caldense tem mais tradição dentro do seu estado. Campeã mineira em 2002 e vice estadual nessa temporada, a Veterana atuou na véspera do seu aniversário de 90 anos, uma marca invejável. Apesar de tamanha história dentro das Minas Gerais, o alviverde participa do Brasileiro apenas pela quarta vez. Dá para citar todas as participações aqui sem gastar muitas linhas: Série A em 1979, Taça de Prata em 1980 e Série C em 1995.

O curioso é que em todas essas participações o time mineiro nunca tinha sido derrotado com o mando de campo... até 2015. O tabu de catorze partidas foi quebrado no revés para o Comercial de Campo Grande no dia 16 de agosto. Buscando a vaga antecipada para a segunda fase, bastava não ser derrotada novamente que a vaga entre os dezesseis melhores estaria garantida.


AA Caldense - Poços de Caldas/SP. Foto: Fernando Martinez.


AA Aparecidense - Aparecida de Goiânia/GO. Foto: Fernando Martinez.


Quarteto de arbitragem com o árbitro paulista Marcelo Prieto Alfieri e os mineiros Frederico Soares Vilarinho, Wesley Moreira de Carvalho e Renato Cardoso da Conceição junto com os capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

Para esse duelo eu tive a companhia do trio Mílton, Luiz e $eu Natal no pinga-pinga que o ônibus da Cometa faz até Poços de Caldas. A viagem que poderia levar cerca de três horas sem paradas dura quase cinco por conta dos vários pit-stops. Como deixamos a capital bandeirante bem cedo, chegamos na rodoviária local meio destruídos mas com tempo suficiente para fazer aquela boquinha esperta.

Com o estômago cheio voltei para o estádio - um caminho muito distante, cerca de 400 metros - e logo fui para o gramado. Tudo bem, demorou um pouco para que conseguisse o credenciamento, mas no fim tudo deu certo.

Vindo de um sonoro 3x0 aplicado contra o Operário de Várzea Grande na semana anterior, a Caldense decepcionou os quase mil pagantes que foram ao Ronaldão. O time não mostrou um futebol vistoso e se apresentou burocraticamente pensando apenas na classificação. A Aparecidense precisava vencer para manter vivo o sonho da vaga, mas também não fez muita coisa.

Os visitantes tiveram duas boas chances na primeira metade do tempo inicial, a melhor delas aos 17 minutos num milagre de Neguett após cabeçada venenosa de Dinei Correa. Jogando sem inspiração, a Veterana só assustou o goleiro Darci aos 41 minutos numa improvável bicicleta de Ewerton Maradona. O arqueiro goiano fez sua primeira boa defesa aos 46 depois de cobrança de falta local.


Estava com saudade dessa vista, uma das mais geniais em estádios que já visitei. Foto: Fernando Martinez.


Ataque da Caldense pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.


Agora a Veterana atacando pela direita. Foto: Fernando Martinez.


Boa saída de Darci na cabeça de Amoroso. Foto: Fernando Martinez.


Francismar sob marcação da zaga da Aparecidense. Foto: Fernando Martinez.


Darci evita o gol local no último lance no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

No tempo final a equipe mineira melhorou um pouquinho seu futebol e quase abriu o marcador aos sete minutos com o camisa 5 Marzagão. Aos doze aconteceu o lance mais insólito do jogo quando o árbitro paulista Marcelo Alfiéri se lesionou, tendo então que ser substituído pelo quarto árbitro. Em mais de 2.500 jogos vistos in loco, foi a primeira vez que acompanhei isso acontecer.

Daí pra frente a peleja ficou bem morta até os 35 minutos. Depois de um lance aonde o onze visitante reclamou de falta de fair play local, Claytinho deu um pontapé desleal em Luiz Henrique, sendo expulso de forma instantânea. Com um a menos, o time goiano quase tomou o gol minutos depois numa oportunidade em que a zaga salvou em cima da linha.

Sem ânimo e sem ter como se aventurar mais no campo ofensivo, os visitantes apenas esperaram o jogo terminar. A Veterana teve boas chances em alguns contra-ataques, mas eles foram desperdiçados de forma bisonha. No fim, vi meu meu primeiro jogo sem gols em quase cinco meses: Caldense 0-0 Aparecidense.


Zaga goiana subindo para cortar cruzamento mineiro. Foto: Fernando Martinez.


Momento em que o árbitro Marcelo Alfiéri era atendido em campo, mas mesmo assim ele não continuou no jogo e foi substituído. Foto: Fernando Martinez.


Disputa de bola na linha de fundo. Foto: Fernando Martinez.


Escanteio para a Veterana interceptado pela zaga visitante. Foto: Fernando Martinez.


Investida pela lateral direita. Foto: Fernando Martinez.


A melhor chance de gol da Caldense aconteceu nesse lance. Após cruzamento de letra na área, a zaga salvou em cima da linha. Foto: Fernando Martinez.


Início de ataque da Aparecidense no fim do jogo. Foto: Fernando Martinez.

Tudo bem que o resultado garantiu a classificação mineira para as oitavas-de-final, mas ninguém nas arquibancadas ficou satisfeito com o fraco futebol apresentado pela equipe da casa. Vaias foram ouvidas e muitos estão apreensivos para saber qual será o adversário da agremiação na próxima fase. Tudo será definido na última rodada que será realizada no próximo domingo.

Após o apito final fui com os amigos para me abastecer com uma série de guloseimas no super-mercado perto da rodoviária antes de pegar o busão para voltar a São Paulo. Só assim e com o sempre agradável papo com a rapaziada para aguentar de forma minimamente decente as quase cinco horas do percurso. Cheguei em casa depois da meia-noite completamente destruído, mas feliz com mais um time novo na Lista.

Mesmo ainda bastante moído, na segunda-feira rolou nova jornada futebolística debaixo de chuva e frio, agora com bela atuação rubro-verde na Série C do nacional.

Até lá!

Fernando

quarta-feira, 14 de março de 2007

Futebol e turismo em Minas (parte 2 de 2)

Fala pessoal!

Finalmente vamos ao último post com os jogos do final-de-semana passado. Depois do jogo em Extrema, eu, o Emerson, o Estevan e o Seu Natal seguimos num caminho genial pela Fernão Dias e uma estrada vicinal que nos levou até a cidade de Poços de Caldas. No Caminho, ficamos conhecendo estádios perdidos de futebol, vimos paisagens lindas, moças muito simpáticas e em determinados momentos voltamos realmente ao passado. Em Pouso Alegre descobrimos uma fantástica Maria Fumaça apodrecendo na antiga estação de trem da cidade. Ê país sem vergonha... que não tem uma rede de trem e nem resgata seu passado ferroviário...


Maria Fumaça genial, mas que está apodrecendo na estação de trem de Pouso Alegre. E ao lado, o lindo vagão-restaurante. Pena que esse não é um país sério mesmo, se fosse, esses trens estariam circulando... Fotos: Fernando Martinez.

Bom, chegamos com tempo de sobra em Poços de Caldas, para acompanhar mais um jogo do Campeonato Mineiro Módulo I. O jogo em questão rolou no Estádio Ronaldo Junqueira e foi entre os times da Caldense e do Guarani de Divinópolis. Todos nós matamos o Guarani nessa partida. Pena que um acidente de trânsito não nos deixou chegar a tempo para as fotos posadas. Faltou pouco...


Visão geral do jogo entre Caldense e Guarani de Divinópolis. Foto: Fernando Martinez.

Nós então conseguimos um lugar nas cabines de imprensa, e de lá vimos um bom jogo, com a Caldense começando com tudo, criando chances e deixando o Guarani no seu campo de defesa. Logo aos 13 minutos, cara-a-cara com o goleiro, o time verde perdeu uma chance que faria falta no final do jogo. O Guarani só criou sua primeira chance de perigo aos 21 minutos, com bola na trave em cabeçada do jogador Anderson.


Lance perigoso para o time da Caldense no primeiro tempo de partida. Foto: Fernando Martinez.

A Caldense criava as chances mas não aproveitava, isso gerou revolta em parte da torcida da parte coberta. Os torcedores se irritavam a cada chance perdida. O tempo foi passando e o time não marcava, e com essa inoperância no ataque, o jogo foi para o intervalo sem a abertura de contagem.

No intervalo fomos passear pelo estádio, tomamos aquele sorvetinho esperto e aquele refrigerante básico. Aproveitei também e fui recarregar a bateria da câmera... já que sem fotos do segundo tempo não seria legal.


Cabeçada do Guarani no primeiro tempo de partida. Foto: Fernando Martinez.

Na volta do segundo tempo, a tendência era que a Caldense fosse ainda mais para cima do Guarani. Isso aconteceu, com o time criando chances importantes. Aos 10 minutos, o jogador Tico Mineiro levou os torcedores à loucura, perdendo um gol feito, sem marcador em cima da pequena área. E como quem não faz toma, aos 13 minutos o Guarani abriu o placar. Depois de jogada pela esquerda, bola encontrou o jogador Haender dentro da área, ele tocou de leve e encontrou o canto direito do goleiro Adnan. Guarani 1 a 0.


Ataque do Guarani no segundo tempo de partida. Foto: Fernando Martinez.

O gol levou o time da casa ao desespero, e lançou a equipe ainda mais para o ataque. Nesse período, o time verde perdeu gols absurdos e com eles a chance de empatar o jogo. No contra-ataque o Guarani também levou grande perigo. Principalmente numa cobrança de falta na trave e numa grande defesa do goleiro da AAC.


Chance desperdiçada: falta para a Caldense longe do gol. Foto: Fernando Martinez.

E deixando seus torcedores irritados, o time da casa dominava, mas não conseguia chegar no gol do Guarani. E quando chegava desperdiçava bisonhamente as chances. E nesse esquema até o apito final, o time perdeu a partida. Final de jogo: Caldense 0-1 Guarani. Os anfitriões perderam a chance de encostar nos líderes e o Guarani, visitante indesejado, levou três pontos preciosos para casa.


Placar final do jogo e detalhe da torcida pequena, porém barulhenta, do time do Guarani .Fotos: Fernando Martinez.


Fernando, Emerson, Seu Natal e Estevan: Mais uma aventura fantástica do JP. Foto: Banco da imprensa.

Depois do jogo, fomos conhecer as maravilhas da cidade. Um passeio extremamente agradável por lugares lindos. Jantamos numa pizzaria ótima no centro da cidade, inclusive com direito a exibição do nosso quadro do "Bola na Rede!" no telão do local. Genial! Após a janta seguimos pela praça principal, vendo situações que nos levaram de volta à infância. E curtimos uma noite de domingo pelo nosso interior, situação fantástica que não vemos mais aqui em São Paulo.


Exibição da nossa matéria no "Bola na Rede!" no restaurante em que jantamos. E detalhe do coreto na praça principal de Poços de Caldas. Que noite fantástica! Fotos: Fernando Martinez.

Belíssima viagem, belíssima rodada dupla... valeu a pena estar mais uma vez desbravando nosso interior!

Até a próxima

Fernando