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terça-feira, 30 de maio de 2006

De Volta ao Rio (parte 2 de 2)

Olá!

Continuando a publicar o material da minha última visita ao Rio, vamos com mais uma situação inusitada que eu vivi graças ao "organizado" e fantástico futebol carioca.

Os desavisados podem ter problemas para encontrar o campo do São Cristóvão, no Rio de Janeiro. É que um outro lugar, bem perto dali, é conhecido como Campo de São Cristóvão, e reúne um centro de tradições nordestinas. Um monte de placas na região indicam o local, e você acaba por ficar rodando atrás do destino errado, como fiz anos atrás, na primeira vez em que estive na rua Figueira de Melo.

O pequeno, más simpático Estádio Figueira de Melo fica praticamente embaixo da Linha Vermelha e eu cheguei faltando dez minutos para as 15 horas, o que me deixou preocupado em relação às fotos dos times posados. A preocupação passou rapidamente, pois um aviso no porta dizia que o “meu jogo”, São Cristóvão x Boavista, pela segundona carioca, havia sido transferido para o domingo, e para o estádio da Portuguesa, na Ilha do Governador.

Paciência. No país do futebol, não se pode confiar em sites de federações de futebol. Só um idiota como eu ainda sai de casa sem procurar uma fonte digna. Imagino quando a Copa for aqui. Você vai assistir um fantástico Guiné x Venezuela, na Javari, às 15 horas, e descobre que o jogo foi ontem, às 20:30, no Anacleto Campanela. Sem nenhuma divulgação, afinal, quem ia querer ir a um jogo desses? Nós, é claro, mas isso é um detalhe.

Bom, pra não perder a viagem, fui me interar sobre um jogo que estava rolando, e pra minha surpresa, pude curtir os 20 minutos finais de São Cristóvão 2x0 União Marechal, pelo campeonato de juniores da divisões de acesso, com direito a foto do segundo gol e dos times posados.


São Cristóvão F.R. (sub-20) - Rio de Janeiro / RJ. Foto: Estevan Mazzuia.


União de Marechal Hermes F.C. (sub-20) - Rio de Janeiro / RJ (notem que um dos jogadores do União é discípulo do David, fazendo positivo para a câmera). Foto: Estevan Mazzuia.

Pelo pouco que vi, o resultado foi mais do que justo.


Vista geral da partida, notem a Linha Vermelha passando logo acima e o Corcovado ao fundo. Foto: Estevan Mazzuia.


Lance do segundo gol do São Cristóvão. Foto: Estevan Mazzuia.


Lance da partida São Cristóvão x União Marechal. Foto: Estevan Mazzuia.

Concorrendo com a partida, aconteceu o lançamento de um livro sobre o título de 1926, do São Cristóvão, de autoria de Raymundo Quadros, um estudioso e historiador do futebol “suburbano” carioca. Uma espécie de doente por futebol, mas lá no Rio de Janeiro. Aguardamos suas colaborações por aqui.


Lançamento do livro de Raymundo Quadros sobre o título de 1926. Foto: Estevan Mazzuia.

Infelizmente, preocupado com o jogo, só vim a saber de tudo isso horas depois, por isso nem o livro eu comprei, mas isso é assunto para o próximo post.

Abraços!

Estevan

quinta-feira, 11 de maio de 2006

Rodada Fluminense no JP (parte 2 de 3)

Buenas de novo!

Bom, continuando com a saga pelo futebol do Rio de Janeiro, eu e o David saímos de Mesquita e rumamos por um grande atalho até o bairro de Bangu. Lá nós iraiamos assistir a partida Céres x Esprof, com início previsto para às 13:00 horas, no Estádio João Francisco da Silva. O jogo valeria também pelo Campeonato Carioca de Juniores das Divisões de Acesso.

Chegando lá com meia hora de antecedência, seguimos uma regra já comum entre os admiradores de Jogos Perdidos, que nada mais é que verificar se o ônibus do adversário já chegou. Tudo isso para garantir que a partida irá realmente acontecer. Bom, prontamente identificamos o ônibus do Esprof e ficamos tranqüilos saboreando alguns salgadinhos.

Faltando uns 10 minutos para o início da partida, o quarteto de arbitragem entrou em campo, e logo nos dirigimos até eles para pedir autorização para fotografar a partida. Antes de falar com o árbitro, eu já havia comentado com o David que estava estranhando não ver a equipe do Céres aquecendo. Enfim, qual não foi a surpresa ao falar com o árbitro: fui informado que o jogo não aconteceria.


Esprof A.F.C (sub-20) - Cabo Frio / RJ (equipe em fantástica pose). Foto: Emerson Ortunho.


Quarteto de arbitragem da partida. Foto: Emerson Ortunho.

O árbitro disse que o Céres alegou desconhecer a existência daquela partida. Simplesmente fantástico! Depois consegui conversar com o coordenador de futebol do Céres que assumiu bem tranquilamente a responsabilidade pelo fato. Ele disse que havia impresso uma tabela no início da competição e esse jogo estava previsto para o próximo sábado. Ele sabia da orientação do Departamento Técnico da FERJ de acompanhar a tabela pela INTERNET, mas disse não ter tido tempo para fazer isso. Genial! Fazia tempo que não ouviámos uma resposta como essa. Isso faz lembrar a velha desculpa do Montenegro de Osasco, que o Jurandyr, o Milton e o Orlando cansaram de ouvir.

Como manda o regulamento, o árbitro aguardou a equipe do Ceres por 30 minutos e comunicou o encerramento da partida ao capitão do Esprof, decretando o WO.


Jogadores do Esprof aguardando o anúncio do final da partida. Jogadores e quarteto de arbitragem deixando o campo após a decretação do WO. Fotos: Emerson Ortunho.

Foi para mim e também para o David, o primeiro WO que nós presenciamos nessa longa história de Jogos Perdidos. E o mais curioso de tudo, foi que quem protagonizou o WO, foi o time da casa. Tenho certeza que essa é uma situação raríssima. Apesar de não assistir e partida e não poder colocar o Esprof na Lista, achei tudo o maior barato.

Após tudo isso e como nós iriámos assitir a partida de fundo que começaria às 15:00 horas, no mesmo estádio, ficamos com uma grande lacuna de tempo... E para matar esse tempo, resolvemos visitar o Estádio Proletário Guilherme da Silveira, que fica ali pertinho.

Deixamos o carro no Céres mesmo e seguimos a pé, para conhecermos melhor o bairro. Logo na saída passamos por uma grande feira-livre, que curiosamente não vende pastéis e seguimos pelas ruas de Bangu. Apesar de ser um bairro bem pobre, o lugar é até simpático, com população idem.

Chegamos em Moça Bonita rapidinho e tanto eu como o David, conhecemos mais um templo sagrado do futebol.


Fachada do estádio de Moça Bonita. Foto: Emerson Ortunho.


Arquibancada coberta do Estádio Proletário Guilherme da Silveira. Foto: Emerson Ortunho.

Depois fizemos o caminho de volta e pudemos apreciar novas paisagens do bairro, passando por esse bucólico e poluído córrego.


Emerson e David perdidos em Bangu. Fotos: David Liberskind e Emerson Ortunho.

De volta ao Céres, foi só aguardar a terceira partida do dia, ou seria a segunda? WO é considerado partida? Fiquei na dúvida, mas esse jogo fica para o próximo post.

Abraços!

Emerson

Rodada Fluminense no JP (parte 1 de 3)

Buenas!

Fazia tempo que eu não dava uma escapada para o Rio de Janeiro. E como os jogos que estavam programados para esta última quarta-feira eram imperdíveis, não dava para deixar passar batido. Encarou a viagem junto comigo, o grande David e pra variar tivemos que madrugar muito para chegar a tempo do primeiro jogo.

A primeira partida do dia foi Condor x Bangu, pelo Campeonato Carioca de Juniores das Divisões de Acesso. A partida programada para as 10 da matina, foi disputada no fantástico Estádio Nielsen Lousada, em Mesquita. E graças a tradicional simpatia do pessoal local, seguem as fotos oficiais da partida:


Condor A.C. (sub-20) - Queimados / RJ. Foto: Emerson Ortunho.


Bangu A.C. (sub-20) - Rio de Janeiro / RJ. Foto: Emerson Ortunho.


Quarteto de arbitragem e os capitães das equipes. Foto: Emerson Ortunho.

O jogo começou bem morno, com as duas equipes naquele tradicional estudo inicial. Aos poucos, a partida foi melhorando de produção e começaram a aparecer jogadas de perigo para ambos os lados. Mas o bom empenho das equipes não foi o suficiente para tirar o primeiro zero do placar e o jogo foi para o intervalo sem abertura de contagem.


Disputa de bola na partida Condor x Bangu pelo sub-20. Foto: Emerson Ortunho.


Lance bastante disputado na boa partida jogada no Louzadão. Foto: Emerson Ortunho.

No intervalo eu e o David demos uma passeada pelas intalações do Lousadão, que pussui locais em estado de ruína. O curisoso é que embaixo das antigas arquibancadas foram construídas algumas casas, é até engraçado de se ver.


Ruínas de parte das arquibancadas do Nielsen Lousada, o que torna o estádio mais especial ainda. Notem uma caixa de água que pertence a uma das tais casas que foram construídas embaixo da antiga arquibancada. Fotos: Emerson Ortunho.

Ainda durante o intervalo pudemos saborear o delicioso refrigerante Mineirinho, encontrado basicamente pelas bandas do Rio. O Mineirinho que é feito apartir de uma erva "alucinógena" chamada Chapéu de Couro, é um dos refrigerantes preferidos do JP.


Emerson e David, os mais novos garotos propaganda do Mineirinho. Fotos: David Liberskind e Emerson Ortunho.

No segundo tempo o jogo melhorou ainda mais e o Condor passou a criar as principais jogadas de ataque na partida. Porém, definitivamente, não era o dia da equipe marcar, pois logo de cara acabou perdendo um pênalti.


Jogador do Condor telegrafa a penalidade e o goleiro do Bangu defende. Foto: Emerson Ortunho.


Jogada de ataque do Condor no segundo tempo da partida. Foto: Emerson Ortunho.

Passado o desânimo do pênalti perdido, o Condor voltou a reagir, e seu ataque conseguiu perder três gols, dos mais feitos que eu já vi em estádios. Sabe aqueles gols que não tem mais goleiro, nem ninguém na frente do atacante e ele consegue fazer o que seria praticamente impossível, que é chutar para fora. Pois é, foram pelo menos três nesse naipe.

No final, o resultado acabou ficando mesmo: Condor 0 x 0 Bangu. As duas equipes não diferem muito em nível técnico, não. O Condor saiu mais para o jogo, pois era o mandante da partida e tinha a obrigação de fazer isso. No contexto geral, foi um jogo agradável de se ver.

Depois graças a uma dica de um diretor do Mesquita, pegamos um atalho e fomos para o segundo jogo do dia, mas esse fica para daqui a pouco no próximo post da série.

Abraços!

Emerson