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sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Jogos Nada Perdidos: 24 anos depois, Palmeiras x Bahia na Lista

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na quinta-feira pintou outra cobertura aqui no Jogos Nada Perdidos. Decidi ir até o Nubank Parque acompanhar de perto o duelo entre Palmeiras e Bahia pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série A. Um jogo para o alviverde chegar mais perto do Flamengo, que empatou com o Santos horas antes. Desde 2013, quando visitou e perdeu do Peixe no Pacaembu, eu não via o elenco principal do Tricolor de Aço em ação.

Essa foi a primeira vez que vi esse confronto com os elencos principais das duas equipes. Mas isso era para ter acontecido em 2002. Em setembro daquele ano, eles jogaram no saudoso Palestra Itália em um sábado à tarde. Tive a ideia de acompanhar, mas naquela época não era comum comprar ingresso antecipado. Quando cheguei, o mundo estava lá e, depois de horas, voltei para meu saudoso QG no bairro do Pari pois as entradas se esgotaram. Vinte e quatro anos depois, finalmente o confronto faz parte da minha Lista.



Os bonitinhos não quiseram posar para a foto. Nem lembro a última vez que nenhuma das equipes fez isso. Pior é que os fotógrafos dos clubes nem pedem. Triste. Como já disse antes, é um golpe contra a história deles mesmos


O jogo teve mensagens a favor das bets levando em conta a tal "liberdade de cada um para apostar". Ótimo. Agora vamos falar de outras liberdades individuais também?

Fez muito calor na capital bandeirante o dia todo e fiz o caminho até o estádio num ônibus apinhado. Por conta do baita trânsito, cheguei ao campo faltando dois minutos para o final do credenciamento. Antes do apito inicial, bati aquele papo maroto com alguns dos amigos fotógrafos presentes, todos compartilhando a mesma sensação ruim que marcou a semana depois dos acontecimentos do último domingo.

Derretendo, não rolou fazer as fotos posadas e fui acompanhar o ataque local na etapa inicial. Não deu nem tempo de ligar a câmera direito e o Palmeiras abriu o marcador. Andreas Pereira bateu escanteio, Barboza escorou para a área e Flaco López, que teve o prazer de colocar a seleção do Benin na sua Lista na terça, se antecipou ao goleiro Ronaldo e fez de cabeça.

Na sequência, os locais mandaram duas finalizações na trave. Só nos últimos minutos é que o Bahia tentou assustar, só que todos os chutes foram pela linha de fundo. Na etapa final, fiquei no mesmo lugar e vi o ataque baiano. O panorama não mudou muito. O Palmeiras seguiu com as melhores chances, incluindo uma bola na trave de Sosa, enquanto o Bahia teve seu momento maior de perigo com uma bomba de Erick, defendida por Carlos Miguel.





O gol palmeirense em quatro momentos. Flaco López, que tem a seleção do Benin na Lista, comemorou na frente das lentes do Jogos Perdidos






Mais lances do primeiro tempo no Nubank Parque




O Bahia tentou empatar o jogo na etapa final, mas não teve sucesso. Na última foto, grande defesa de Carlos Miguel

O 1 a 0 deixou o alviverde com 60 pontos, apenas um atrás do líder Flamengo. Faltam agora nove jogos para o final da Série A. Ambos vão se enfrentar na 36ª rodada. O domínio de ambos é algo esperado por dez entre dez torcedores, independentemente para qual time torçam. É a gloriosa “espanholização” do futebol brasileiro a todo vapor, fruto do bom trabalho da dupla e dos erros dos demais.

Perdi o ônibus logo depois que saí do estádio e o outro passou quase meia hora depois, levando quase uma centena de pessoas junto. Maravilha ser quase meia-noite e pegar um coletivo nesse esquema... só que não.

Até a próxima!

Ficha Técnica: Palmeiras 1-0 Bahia

Local: Nubank Parque (São Paulo); Árbitro: Bráulio da Silva Machado/SC; Público: 27.135 pagantes; Renda: R$ 2.307.447,05; Cartões amarelos: Khellven, Acevedo e Jean Lucas; Gol: Flaco López 6 do 1º.
Palmeiras: Carlos Miguel; Murilo, Gustavo Gómez e Barboza; Khellven, Marlon Freitas, Lucas Evangelista, Andreas Pereira (Felipe Anderson) e Arthur; Flaco López (Jhon Arias) e Vitor Roque (Sosa). Técnico: João Martins (auxiliar).
Bahia: Ronaldo; Román Gomez, David Duarte, Kanu e Luciano Juba; Acevedo (Caio Alexandre), Jean Lucas e Nestor (Erick); Kike Olivera (Sanabria), Erick Pulga (Ademir) e Alejo Veliz (Willian José). Técnico: Rogério Ceni.

terça-feira, 19 de agosto de 2025

Corinthians despacha Bahia e está na semi do Brasileiro Feminino

Texto e fotos: Fernando Martinez


Fechando a sensacional rodada tripla de sexta-feira, pintou uma sessão noturna no recauchutado Estádio Paulo Machado de Carvalho pelo Campeonato Brasileiro Feminino. Em campo, o Corinthians recebeu o Bahia no jogo de volta das quartas de final para confirmar a sua presença na semi pelo nono ano seguido.

Na ida, que absurdamente foi no estado do Sergipe, o Bahia foi derrotado por 2 a 1 e precisava fazer um pequeno milagre para chegar entre os quatro melhores. O Corinthians jogava pelo empate e por motivos óbvios era o favorito a ficar com a vaga. Foi o segundo compromisso alvinegro seguido no Pacaembu - na terça derrotou a Ferroviária pelo Paulistão -, algo que não acontecia há muito tempo.


Entrada de imprensa no Estádio Paulo Machado de Carvalho


Sport Club Corinthians Paulista (feminino) - São Paulo/SP


Esporte Clube Bahia (feminino) - Salvador/BA


Trio de arbitragem composto pela pernambucana Deborah Cecilia Correia, a candanga Leila Naiara da Cruz e a gaúcha Maíra Mastella Moreira e as paulistas Daiane Muniz e Juliana Vicentin Esteves com as capitãs dos times

Um bom quórum de amigos e conhecidos se fez presente e pouco menos de 1.400 pessoas marcou presença no velho estádio. Quem foi viu uma partida que, se não foi brilhante, teve uma atuação segura e sem sustos das locais. O Bahia praticamente não jogou e a rigor teve apenas uma ou duas chances dignas de registro.

A veterana Erika abriu o placar para as paulistas aos 22 minutos em um belíssimo chute de longe que entrou no ângulo esquerdo de Yanne. O Corinthians criou um sem número de oportunidades e chegou a marcar pela segunda vez, porém o gol foi anulado pela assistente número 1. Na etapa inicial, Nicole, a arqueira da casa, fez somente uma boa defesa.

No tempo final o panorama seguiu o mesmo. O Bahia tentou chutes de longe, sem direção. Levando a peleja em banho-maria, sem pressa, sem afobação e com uma certa preguiça, o Corinthians levou o jogo no bolso e fechou o placar com uma bela finalização de Duda Sampaio nos acréscimos.


Bola na trave do Bahia em um dos primeiros ataques corintianos na noite






O Corinthians não deu muito espaços para a equipe visitante


A bola estufando as redes de Yanne no belíssimo gol de Érika



Mais dois momentos da etapa inicial no Pacaembu

O 2 a 0 colocou as alvinegras entre as quatro melhores da competição. Agora pegam o São Paulo, algoz na Supercopa deste ano e única equipe que as derrotou no estadual, pensando em chegar na nona final consecutiva. Certamente não teremos jogos fáceis, pois o onze Tricolor é a grande pedra no sapato corintiano na temporada. A outra semi será entre Palmeiras e Cruzeiro.







Lances do segundo tempo de Corinthians x Bahia


Vic Albuquerque comemorando o segundo gol alvinegro, marcado por Duda Sampaio

Foi isso. Saí do Pacaembu rapidinho, cumprimentei os amigos presentes e, por uma sorte do tamanho do mundo, peguei o ônibus que me levou ao QG da Zona Oeste um minuto depois de chegar no ponto. No sábado desisti da rodada matutina para concentrar as forças na rodada vespertina com minha volta à Campinas após cinco anos.

Até lá!

Ficha Técnica: Corinthians 2-0 Bahia

Local: Estádio Paulo Machado de Carvalho (São Paulo); Árbitra: Deborah Cecilia Cruz Correia/PE; Público: 6.125 pagantes (1.374 presentes); Renda: R$ 112.220,00; Cartões amarelos: Juliete e Wendy; Gols: Erika 22 do 1º e Duda Sampaio 46 do 2º.
Corinthians: Nicole; Erika, Thaís Regina, Thaís Ferreira e Yaya (Andressa Alves); Letícia Monteiro (Duda Sampaio), Vic Albuquerque, Gabi Zanotti (Ariel Godói) e Tamires (Juliete); Jaqueline e Jhonson (Gi Fernandes). Técnico: Lucas Piccinato
Bahia: Yanne; Mila Santos (Ángela Gómez), Nalon, Tchula e Suelen; Ju Oliveira (Gica), Ary (Isa Fernandes), Cássia e Kaiuska (Vilma); Rhaizza e Wendy (Juliana). Técnico: Felipe Freitas.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

Madureira e Bahia maltratam a bola em Capivari

Texto e fotos: Fernando Martinez


O quarto jogo da última terça-feira foi um confronto bem legal, daqueles que também fazem a graça da Copa São Paulo de Futebol Júnior: Madureira x Bahia. Depois da ótima preliminar entre Capivariano e Sergipe, que abriu a segunda rodada do Grupo 16, não esperava menos do que uma partida nota 7 no gramado do Estádio Carlos Colnaghi.

O Bahia chegou à competição credenciado pelo título estadual de 2024, conquistado em cima do seu maior rival, enquanto o Madureira trouxe na bagagem o caneco da Copa Rio, vencendo o Botafogo na decisão. A expectativa era boa... só que a coisa foi feia. Muito feia. Quem ficou no estádio de Capivari viu uma peleja horrorosa.


Madureira Esporte Clube (sub-20) - Rio de Janeiro/RJ


Esporte Clube Bahia (sub-20) - Salvador/BA


Capitães e quarteto de arbitragem

Achei que seria difícil assistir a algo mais fraco do que o Imperatriz 0-2 Cruzeiro, duelo que vi no domingo em São Carlos. Ledo engano. A incompetência do clube carioca e o descaso do Esquadrão de Aço deixaram o jogo sem atrativo algum. Um dos piores que me lembro falando especificamente de Copinha.

Aguentei o primeiro tempo dentro de campo. Sem nada relevante nos 45 minutos iniciais, fui acompanhar a etapa final das arquibancadas junto com o amigo Caio. A dupla etílica Nílton e Renato, ambos pra lá de Bagdá e fazendo amigos em profusão, curtia o momento sem se preocupar com o que (não) acontecia no gramado.

A cada minuto, eu tinha mais certeza de que estava prestes a ver um 0 a 0, que seria o meu primeiro em 2025. Nada indicava que alguém pudesse marcar. O Madureira nada criava e o Bahia repetia a atuação anêmica (sempre quis usar essa palavra) do adversário. Coube a Dell, o glorioso “Haaland do Sertão”, salvar a noite.

Em uma jogada despretensiosa pela esquerda, a bola foi rolada até o camisa 19. Ele chutou de primeira, meio torto, meio sem querer, e colocou a pelota no canto esquerdo de Rogério Gabriel. Um castigo justo ao time que precisava vencer, mas que nada fez para isso. O meu pior jogo de 2025 até aqui terminou com o placar de Madureira 0-1 Bahia.








Madureira e Bahia maltrataram a bola em Capivari. Foi difícil se manter acordado

O time nordestino garantiu uma das vagas do Grupo 16 na segunda fase da Copinha. A segunda está entre Capivariano e Sergipe. O Leão da Sorocabana precisa apenas de um empate contra os baianos para se classificar entre os 64. Já o Sergipe tem que vencer os cariocas por boa margem e torcer contra os paulistas.

Era quase meia-noite quando deixamos o estádio em Capivari. Pouco mais de duas horas depois, estávamos em São Paulo, exaustos. Como aqui é tudo pelo social, a noite foi com sono reduzido. Afinal, tinha rodada dupla na quarta-feira. Seria quádrupla, mas preferi pegar leve e acompanhar apenas um grupo.

Até lá!

Ficha Técnica: Madureira 0-1 Bahia

Local: Estádio Carlos Colnaghi (Capivari); Árbitro: Gabriel Henrique Bispo; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Mineiro, Zaru, João Neres, Dell e Victor Santos (TG-Mad); Cartão vermelho: Gabriel Felipe 51 do 2º; Gol: Dell 39 do 2º.
Madureira: Rogério Gabriel; Coutinho (Zaneti), Jean Vianna, Nawã e David Freitas (Marlinho); Dilsinho, Isaías (Sandrinho), Alex Henrique (Raphael) e Zaru; Mineiro (Luís Gustavo) e Anderson Junior (Freitas). Técnico: Wágner Andrade.
Bahia: Iuri; Gabriel Felipe, Gerald, Diego Silva e Alex; Saymon, João Neres (Emerson), João Farias (Kauã Wendel) e Guilherme (Erick Cauan); Ryan Nascimento (Andrew) e João Coni (Dell). Técnico: Léo Mendes.

América/MG vai na boa e ganha fácil do Estrela de Março

Texto e fotos: Fernando Martinez


O jogo de fundo no Estádio Amadeu Mosca, que encerrou a segunda rodada do Grupo 26 da 55ª Copa São Paulo de Futebol Júnior, teve o 811º clube incluído na minha Lista: o genial Estrela de Março, de Salvador, um dos alvos principais desde que as chaves foram definidas. O adversário dos baianos foi o favorito América Mineiro.

A inédita vaga na Copinha foi conquistada com a vitória sobre o Juazeirense nas quartas de final do Baiano Sub-20 de 2024. O Estrela acabou eliminado pelo Vitória na semi, mas já havia feito história. Fundado em 1961, disputou a primeira divisão estadual apenas em 1966. Nos últimos anos, tem focado nas categorias de base e, agora, chegou ao maior campeonato sub-20 do país.

Antes de falar da peleja, aproveito para mandar um abraço carinhoso ao serviço de meteorologia do estado pelo seu impressionante desempenho na Copinha: 100% de erro nas previsões das cidades visitadas por mim. Em Salto, por exemplo, previram 98% de chance de temporal entre 13 e 16 horas. Fez um calor insano e nem sinal de chuva. Resumindo: erraram tudo.


Esporte Clube Estrela de Março (sub-20) - Salvador/BA


América Futebol Clube (sub-20) - Belo Horizonte/MG


Quarteto de arbitragem e os dois capitães

O negócio estava tão complicado que aguentei pouco tempo dentro de campo na etapa inicial. Tentei acompanhar o ataque americano, mas fiquei de frente pro astro-rei, que me castigou sem piedade. Logo me mandei para uma das sombras das palmeiras atrás do gol de entrada e, de lá, vi os dois gols do Coelho: o primeiro marcado por Caio Maciel e o segundo em pênalti cobrado por Karlos.

Com o calor pesadíssimo, apelei no segundo tempo para a cabine improvisada do estádio. Lá tinha um pequeno aparelho que traz grande alegria: o imprescindível ar-condicionado. Mesmo funcionando no modo "meia-bomba", fiquei ali recarregando minha energia, que já estava no vermelho. Vale o registro: por estar montada de um jeito meio mole, o forte vento quase levou a cabine embora durante os 45 minutos finais em mais de uma oportunidade.

Dali, segui vendo o América atacar sem ser incomodado. O placar demorou a mudar, mas quando aconteceu, foi em grande estilo. Otávio cobrou escanteio pela esquerda e marcou um gol olímpico. O que era uma raridade tem acontecido com certa frequência ultimamente. O Estrela de Março ainda tentou diminuir e buscar o gol de honra, porém a zaga mineira não aliviou e manteve sua meta intacta.




Lances do começo de Estrela de Março x Atlético/MG em Salto


Zagueiro baiano mandando um golpe maroto de kung-fu, assustando o pessoal do América


De pênalti, Karlos fez 2 a 0 para o Coelho



Na etapa final, o América seguiu criando bons momentos



Otávio fechou o placar com um magnífico gol olímpico no Amadeu Mosca


O Estrela tentou o gol de honra e não conseguiu (mas mereceu)

No fim, o Estrela de Março 0-3 América/MG definiu a sorte do grupo. Coelho e Sfera garantiram vaga na segunda fase, enquanto os baianos e o Piauí deram adeus ao certame. Na rodada final, teremos dois amistosos de luxo no gramado do Amadeu Mosca. Dos quatro times, o que mais me agradou foi o clube preto e verde de Belo Horizonte.

Sem pressa, sem crise e sem correria, deixamos o estádio e pegamos a estrada novamente rumo a uma cidade a cerca de 40 quilômetros de distância, que eu não visitava desde 2014. Não teve equipe nova, mas a pauta livre do JP trouxe dois duelos bem interessantes.

Até lá!

Ficha Técnica: Estrela de Março 0-3 América/MG

Local: Estádio Amadeu Mosca (Salto); Árbitro: Ronald Horns Araujo; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Gabriel Chicorel, Deivinho, Beka, Masqual, Thiago, Kauê França e Nickson Pereira (Mas-Ame); Gols: Caio Maciel 26 e Karlos (pênalti) 40 do 1º, Otávio 27 do 2º.
Estrela de Março: João Pedro; Gabriel Chicorel (Moisés), Alisson, Mateus Memédio e Beka (Kaique Nunes); Francisco (Masqual), Deivinho, Alessandro (Xandinho) e João Pedro Gago (Bob); José Antônio (Caio Henrique) e Gabriel. Técnico: Júnior Nogueira.
América/MG: Carlão; Kappel (Otávio), Samuel, Thallyson e Thiago (Diego Zanon); Guilherme, Zizero (Kauê França), Caio Maciel (Jhonathan Junio) e Yago; Karlos (Henrique Braga) e Jhonnatan (Cauê Machado). Técnico: Mairon César.