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terça-feira, 12 de agosto de 2025

Com arquibancadas vazias, Cruzeiro e RBB empatam no Canindé

Texto e fotos: Fernando Martinez


Menos de 24 horas depois da triste eliminação da Portuguesa na Série D, retornei ao Estádio Oswaldo Teixeira Duarte para acompanhar Red Bull Bragantino x Cruzeiro, jogo de ida das quartas de final do Campeonato Brasileiro Feminino. Bem diferente dos mais de nove mil presentes no sábado à tarde, a peleja das mulheres contou com pouco mais de 200 pessoas, boa parte cruzeirenses. Vale lembrar que não havia nenhum influencer, já que eles só aparecem no filé mignon.

O certame retornou após uma longa parada por causa da Copa América, mais um daqueles eternos absurdos do calendário feminino no país e na América do Sul, um Frankenstein montado de forma primária por Conmebol, CBF e federações, cada um pensando apenas nos próprios interesses. Já passou da hora de todos sentarem para elaborar um organograma mais decente.

O Cruzeiro terminou a primeira fase na liderança da competição com 36 pontos, dois acima do Corinthians, sofrendo apenas uma derrota. Já o antigo Massa Bruta ficou em oitavo, com 20 pontos e campanha mediana. No duelo entre os dois na fase inicial, as mineiras venceram por 2 a 1 em 26 de abril. Não tinha como não achar que o time celeste era totalmente favorito.


Red Bull Bragantino Futebol Ltda. (feminino) - Bragança Paulista/SP


Cruzeiro SAF (feminino) - Belo Horizonte/MG


A árbitra pernambucana Deborah Cecília Correia, a assistente catarinense Gizeli Casaril e a assistente baiana Daniella Coutinho Pinto, além da quarta e quinta árbitras paulistas Adeli Mara Monteiro e Izabele de Oliveira junto com as capitãs

Fazia muito frio na manhã de domingo, e a temperatura se refletiu na atuação das atletas. A partida foi muito, muito ruim, com raríssimos momentos de perigo, se transformando em um daqueles jogos difíceis de descrever. O RBB foi melhor do que as visitantes e teve duas chances claras: a primeira aos 22, em finalização de Paulina que saiu pela direita; e aos 36, em chute à queima-roupa, novamente de Paulina, defendido pela arqueira cruzeirense.

Durante os primeiros 45 minutos fez frio, garoou, abriu o sol, esquentou, voltou a garoar, esfriou e depois esquentou de novo com a presença do astro-rei. Apesar da esquizofrenia do tempo, permaneci no mesmo lugar na segunda etapa. Se o primeiro tempo já não tinha sido grande coisa, o segundo foi pior. Para se ter uma ideia, a primeira chance razoável surgiu apenas aos 46 (!), em finalização de Gisseli que passou perto da trave local. E só.










Detalhes de Red Bull Bragantino x Cruzeiro, um jogo que foi muito abaixo do esperado no Canindé

O óbvio 0 a 0 se desenhou desde os primeiros movimentos e se confirmou após o apito final. Fazia tempo que não via um jogo de futebol feminino tão abaixo da crítica. Como o Canindé provavelmente deixará de existir em um futuro não tão distante, valeu por ver outro jogo lá, o meu 453º em todos os tempos.

Assim, a semana de coberturas do Jogos Perdidos chegou ao fim. Foram apenas dois gols em três jogos... um horror completo. Vamos ver se as próximas partidas ajudam a recuperar um pouco a média de gols do ano.

Até a próxima!

Ficha Técnica: Red Bull Bragantino 0-0 Cruzeiro

Local: Estádio Oswaldo Teixeira Duarte (São Paulo); Árbitra: Deborah Cecilia Correia/PE; Público: 236 presentes; Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Marília, Sochor e Vanessinha.
Red Bull Bragantino: Thalya; Tamires, Débora, Géssica (Stella) e Carol Tavares; Ana Carla, Brenda Pinheiro (Laura Valverde), Catalina (Lelê) e Thayslane (Gaby Santos); Dos Santos (Jane Tavares) e Paulina. Técnico: Humberto Simão.
Cruzeiro: Camila; Isabela, Vitória Calhau, Paloma Maciel e Bedoya; Lady Andrade (Letícia), Gisseli, Gaby Soares (Pri Back) e Miriã (Vanessinha); Marília (Gaby) e Byanca Brasil (Sochor). Técnico: Jonas Urias.

quinta-feira, 4 de abril de 2024

RB Bragantino derrota o Coquimbo na estreia da Sul-Americana

Texto e fotos: Fernando Martinez


Quando aconteceu o sorteio das competições da América do Sul organizadas pela Conmebol, cinco times que nunca vi ao vivo caíram nos grupos dos paulistas. Não sei como será com os outros quatro, mas na quarta-feira, o primeiro deles entrou na Lista em grande estilo. Marquei presença no Estádio Nabi Abi Chedid no confronto que abriu a Copa Sul-Americana por essas bandas entre Red Bull Bragantino e o genial Coquimbo Unido do Chile, o 786º da minha coleção.

Fundado em 1958, o Club de Deportes Coquimbo Unido tem um pirata no seu escudo, logo, não tem como não achar o escrete do país andino muito legal. A equipe me chamou a atenção em 1992 pois ficou em um grupo com cinco times na fase inicial da Libertadores daquele ano, a última vez que isso aconteceu. O Colo-Colo, campeão do ano anterior, pediu para disputar o torneio desde seu começo. A chave teve três chilenos e dois argentinos.

O Coquimbo vinha de vitória no campeonato local, e o Red Bull Bragantino emendou eliminações na Libertadores e no Paulistão. Restou a Sul-Americana. Ambos estão no Grupo H junto com Sportivo Luqueño do Paraguai e o tradicional Racing da Argentina, a Academia. Grupinho barra pesada para o clube paulista pois apenas o líder da chave se garante nas oitavas de forma direta.


Red Bull Bragantino FL - Bragança Paulista/SP


Coquimbo Unido SADP - Coquimbo/CHI


O quarteto de arbitragem com os capitães dos times. Mesmo de longe, vale a foto pois o câmera desta vez não atrapalhou

A pequena caravana da vez contou com o amigo Caio como motorista e a presença da fênix Estevan em seu "Ano Sim". Fomos cedo até Bragança Paulista e antes de chegar no estádio fizemos aquela janta especial com sanduba de linguiça, algo obrigatório quando vamos lá. No antigo Marcelo Stéfani me credenciei na buena e não demorei a ir ao gramado. Um público apenas razoável acompanhou a peleja.

A partida não foi das melhores. O Braga criou pouco e criou apenas dois momentos claros até o fim da etapa inicial. O Coquimbo, empurrado pela torcida que de forma sensacional lotou o espaço destinado aos visitantes, teve uma grande chance aos 38 minutos em finalização de Barrera na trave. No rebote, Cleiton impediu o gol de Andrés Chavéz.

Os locais responderam logo em seguida com um gol de Eduardo Sasha. Só que o tento foi anulado pelo VAR. Sem desanimar, nos acréscimos o RBB ficou em vantagem com cruzamento de Nacho na direita e conclusão de Vitinho. O intervalo chegou com o triunfo parcial do onze mandante.






Detalhe do primeiro tempo de Red Bull Bragantino x Coquimbo Unido



Bola no fundo da rede e a comemoração do RBB no gol marcado no finzinho da etapa inicial

Na etapa final a peleja, que já não tinha sido a oitava maravilha do mundo na sua primeira metade, caiu de produção. O Red Bull ficou naquelas de se defender e se arriscou pouco no campo ofensivo. O Coquimbo, sofrendo de falta de criatividade crônica, fez aquela pressão sem graça e sem efetividade. Acabou nisso.


Belíssima presença da torcida pirata em Bragança Paulista





Foi no sufoco, mas o Red Bull conseguiu segurar o triunfo para abrir bem a disputa da Sul-Americana


Placar final da primeira vitória do clube de Bragança Paulista na Sul-Americana 2024

O Red Bull Bragantino 1-0 Coquimbo Unido marcou a primeira vitória dos paulistas na edição 2024 da Sul-Americana. Não sei se voltarei lá para os outros dois compromissos do torneio por ter ambos os adversários na Lista - vi o Sportivo Luqueño ser derrotado pelo São Paulo em 2008 e acompanhei o clássico Racing x Boca Juniors pela Libertadores de 2016 no El Cilindro - mas esse já valeu bastante a pena.

Retornamos à capital sem pressa e consegui uma carona até bem perto do QG da Zona Oeste, apenas a 20 minutos de caminhada sem praticamente ninguém na rua. E se teve novidade em Bragança, no final de semana terá mais no início dos Paulistas sub-15 e sub-17.

Até lá!

Ficha Técnica: Red Bull Bragantino 1-0 Coquimbo Unido

Local: Estádio Nabi Abi Chedid (Bragança Paulista); Árbitro: Ivo Mendez (BOL); Público: 3.716 pagantes; Renda: R$ 120.400,00; Cartões amarelos: Camargo, Elvis Hernández, Nathan Mendes e Talisson; Gol: Vitinho 48 do 1º.
Red Bull Bragantino: Cleiton; Nathan Mendes, Douglas Mendes, Luan Cândido e Juninho Capixaba; Raul (Thiago Borbas), Matheus Fernandes e Eric Ramires (Gustavo Neves); Nacho Laquintana (Talisson), Sasha (Jadsom) e Vitinho (Gabriel Lopes). Técnico: Pedro Caixinha.
Coquimbo Unido: Diego Sánchez; Escobar, Elvis Hernández, Manuel Fernández e Cornejo (Sebastián Cabrera); Glaby, Camargo (Chandía), Galani (Matías Alvarado) e Barrera (Johansen); Andrés Chávez (Alejandro Azócar) e Luciano Cabral. Técnico: Fernando Díaz.

sexta-feira, 11 de agosto de 2023

Jogaço em Itaquera e Coelho nas quartas da Sul-Americana

Texto e fotos: Fernando Martinez


A sessão noturna de quinta-feira foi um daqueles jogos perdidos em um torneio não-perdido. Mesmo com dois times de Série A, um Red Bull Bragantino x América/MG na Neo Química Arena pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana deixou a partida imperdível. Primeira vez que Itaquera viu um confronto de clubes em campo neutro fora da pandemia.

O ex-Massa Bruta a na capital pois o Nabi Abi Chedid não tinha capacidade de receber duelos da atual fase da competição. Aí eles fizeram esse favor e vieram jogar na cidade. O clube foi líder da sua chave na fase inicial e se garantiu direto nas oitavas. O Coelho foi segundo - ficou atrás do Defensa y Justicia - e teve que jogar o playoff contra o Colo-Colo. No duelo de ida, disputado no Estádio Independência, empate por um gol. Nova igualdade levaria a decisão aos pênaltis.


Times entrando em campo para a decisão em Itaquera



Já tinha postado fotos do Red Bull Bragantino e do América Mineiro jogando na Copinha, mas os times principais em competição sul-americana é só um pouquinho mais importante

Apenas um setor do estádio teve ingressos vendidos e ele ficou lotado com a presença de muitos torcedores vindos de Bragança Paulista e outros que aproveitaram a deixa e visitaram o local pela primeira vez. Com os valores abusivos cobrados pelo Corinthians, estar ali é um privilégio para poucos. Foram cerca de oito mil pagantes que cantaram durante boa parte da peleja. Todos viram uma partida sensacional, uma das melhores que tive o prazer de ver in loco em 2023.

Logo aos quatro minutos o RBB fez 1 a 0 em vacilo monstro de Mateus Pasinato. o goleiro americano perdeu o domínio, Sorriso roubou e tocou para o fundo da rede. Nos minutos seguintes o antigo Bragantino, apesar de seguir melhor e mais incisivo, não conseguiu ampliar a sua vantagem.

Quando chegaram os acréscimos, aí a coisa ficou doida de vez. Nunca tinha visto um tempo complementar tão animado na minha vida. Aos 46, Mastriani deixou tudo igual. Na saída de bola, Juninho Capixaba recebeu belo passe e tocou na saída do arqueiro. O pessoal nem comemorou direito, pois aos 49 o América empatou de novo com gol de Éder desviando cobrança de falta de Rodriguinho.


Fotona assim em jogo grande no Jogos Perdidos é caso raro, então vamos a ela



Detalhe do primeiro gol do clube da casa em vacilo do arqueiro americano



Mais dois lances da etapa inicial em Itaquera


O América empatou e o RBB passou à frente outra vez na sequência

Na etapa final o ex-Massa Bruta foi melhor e teve chance de decidir a classificação com sobras. Foram vários momentos de perigo, entre eles o belíssimo lance do terceiro gol, marcado por Léo Ortiz. Ele saiu do campo de defesa, tabelou com Juninho Capixaba, avançou por todo o ataque, invadiu a área, driblou o zagueiro e bateu no canto esquerdo. Uma pintura!

Conforme a partida se aproximando do fim, o América timidamente passou a se arriscar na base do bumba-meu-boi. Parte da torcida mandante começou a gritar "eliminado" e "olé" bem antes do apito final, sempre um grande risco. A peleja seguiu com os locais se defendendo bem até que, aos 52, pintou um lance duvidoso dentro da área e o VAR chamou o árbitro. Ele deu pênalti, convertido por Mastriani aos 55 minutos. Um banho de água fria para o onze paulista. Nos pênaltis, o América perdeu o primeiro, mas fez os quatro seguintes. O Red Bull começou bem, só que desperdiçou duas cobranças e viu o sonho de disputar a decisão da Sul-Americana virar pó.




Lances do segundo tempo de um ótimo jogo na casa corintiana



O belíssimo terceiro gol do ex-Massa Bruta. Parecia que a classificação estava perto



Depois do 3 a 2, o RBB teve chances para ampliar a vantagem... não fez



Nos acréscimos, o América teve um pênalti marcado com o auxílio do VAR, marcou e levou a decisão para a marca de cal




O último gol do América na disputa e a defesa do goleiro mineiro. Na sequência a comemoração da rapaziada do Coelho pela vaga nas quartas de final da Sul-Americana

Se pensarmos bem, o Red Bull Bragantino 3-3 América/MG (3-4) foi um resultado injusto pelo número de oportunidades criadas pelos donos da casa. Mas o que vale é bola na rede, e eles vacilaram no único momento que não podiam. Melhor para o Coelho, um dos últimos colocados do Brasileiro, e que está entre os oito na Sul-Americana. Agora pegam o Fortaleza na próxima fase.

Os pênaltis quebraram um pouco do meu esquema de ir embora, porém deu tudo certo e peguei o trem na Estação Corinthians-Itaquera a tempo de chegar na Luz e entrar na Linha Amarela antes da meia-noite. Rodada boa é assim, quando tudo dá certo.

Até a próxima!

Ficha Técnica: Red Bull Bragantino 3-3 América/MG (3-4)

Local: Neo Química Arena (São Paulo); Árbitro: Jhon Ospina (Col); Público: 7.847 pagantes; Renda: R$ 190.680,00; Cartões amarelos: Éder Ferreira, Paulinho Bóia, Rodriguinho, Emmanuel Martinez, Matheus Gonçalves; Gols: Sorriso 5, Mastriani 46, Sorriso 48 e Éder Ferreira 50 do 1º, Léo Ortiz 12 e Mastriani (pênalti) 55 do 2º.
Red Bull Bragantino: Cleiton; Aderlan, Léo Ortiz, Luan Patrick e Juninho Capixaba; Matheus Fernandes (Jadsom), Lucas Evangelista, Bruninho (Thiago Borbas) e Sorriso (Talisson); Eduardo Sasha (Matheus Gonçalves) e Vitinho (Luan Cândido). Técnico: Pedro Caixinha.
América/MG: Mateus Pasinato (Matheus Cavichioli); Rodriguinho, Julio, Éder Ferreira e Marlon; Lucas Kal (Emmanuel Martinez), Javier Méndez (Mastriani), Alê e Juninho; Matheusinho (Everaldo) e Paulinho Bóia (Martín Benítez). Técnico: Diogo Giacomini.

terça-feira, 18 de abril de 2023

Red Bull Bragantino estreia com goleada na A2 do Brasileiro Feminino

Texto e fotos: Fernando Martinez


A rodada de sábado foi cansativa, porém no domingo encarei nova jornada com a primeira cobertura do Campeonato Brasileiro Feminino da Série A2 em 2023, e o mais legal, em campo neutro. No Estádio Gabriel Marques da Silva, em Santana de Parnaíba, o Red Bull Bragantino recebeu o genial CRESSPOM do Distrito Federal abrindo o torneio.

Ambos estavam na A1 em 2022 e acabaram rebaixados ocupando as duas últimas posições, o RBB em 15º e o clube da capital federal como lanterna. Durante a campanha conquistaram apenas um triunfo na competição e o do CRESSPOM foi justamente contra o ex-Massa Bruta por 1 a 0 em Jarinu. É a terceira participação das paulistas na história do nacional feminino, a segunda na A2, enquanto as brasilienses atuam pela quinta vez, a quarta na segundona.

A Série A2 deste ano mudou de formato e ele está longe do ideal. Os 16 participantes estão divididos em duas chaves com oito times cada e, depois de partida em turno único, os quatro primeiros se classificam para as quartas. Na minha opinião tinha que, no mínimo, ser turno e returno. Só que a CBF na verdade organiza a competição de qualquer jeito e aí temos bizarrias como essa.


Red Bull Bragantino FL (feminino) - Bragança Paulista/SP


CRESSPOM (feminino) - Brasília/DF


Quarteto de arbitragem paulista para a partida: o árbitro Pablo Rodrigo Soares de Oliveira, os assistentes Leandra Aires Cossette e Vladimir Nunes da Silva e o quarto árbitro Guilherme Nunes de Santana. Também as duas capitãs

Estive na jornada, como sempre, com o Milton e o calor estava forte. A peleja foi disputada sob um sol fortíssimo e o pontapé inicial às três da tarde com o astro-rei é ruim pois atrapalha demais as fotos. Nessas a gente faz o que dá. Eu fiz as imagens oficiais de praxe e juro que esperava um jogo relativamente equilibrado, algo que definitivamente não aconteceu.

O Bragabull entrou em campo determinado a emplacar uma boa estreia e foi melhor do que as visitantes durante todo o tempo. Em 12 minutos, as locais criaram nada menos do que três chances claras, duas vezes com Rhay Coutinho e uma com a atacante argentina Paulina. Mas o marcador foi inaugurado aos 15 com Monteiro aproveitando bom passe de Brenda.

Aos 22, Rhay Coutinho lançou Paulina na direita e a atleta foi derrubada fora da área pela goleira Leide. O árbitro expulsou a goleira do CRESSPOM, facilitando ainda mais a missão das paulistas. A goleira Silvana entrou e não foi capaz de impedir o segundo gol na bela cobrança de falta de Lelê.

Antes do intervalo o RBB ampliou a vantagem aos 34 minutos. Stella alçou na área e a pelota sobrou para Luana. A jogadora deu um belo drible de corpo, tirou a goleira do lance e fez o terceiro. Silvana, que entrou bem, salvou o quarto tento aos 43 minutos em conclusão de Rhay Coutinho.






O Red Bull Bragantino não deu nenhuma chance ao CRESSPOM


Detalhe do primeiro gol, marcado por Letícia Monteiro


Lelê estufando as redes em belo gol de falta

Como o sol estava fortíssimo, não quis ficar cozinhando na etapa final e fui aproveitar a sombra na arquibancada. Lá encontrei o sumidaço Caio e passamos os 45 minutos finais colocando a conversa em dia. Dentro de campo, nada mudou. O CRESSPOM foi totalmente dominado e sofreu com as inúmeras investidas paulistas.

O quarto gol saiu aos oito com Paulina conferindo da pequena área após duas tentativas na sequência. Aos 18, Letícia Teles iniciou jogada no campo de defesa, lançou até Carol Lara e a camisa 17 mandou até Letícia Pires, que driblou a zagueira e fez. Aos 25, bola no travessão em belo chute de Liriel. Aos 37, Priscila marcou de pênalti e aos 44 Paulina, ela de novo, deu números finais ao duelo.


Na etapa final, a pressão paulista continuou


O árbitro do jogo mandando um truque de levitação esperto no gramado parnaibano


Priscila, de pênalti, marcou 6 a 0 a favor das paulistas

O Red Bull Bragantino 7-0 CRESSPOM ficou barato tamanho foi o domínio do escrete da casa. Certamente elas lutarão por uma das vagas nas quartas buscando retornar ao Brasileirão em 2024. Já as meninas do Distrito Federal não devem se classificar e além disso são candidatas ao rebaixamento. Precisam abrir o olho o quanto antes.

Já era hora de encerrar o fim de semana esportivo, mas ainda tinha um longo caminho até chegar no QG da Zona Oeste. Fomos de Uber até a Estação Barueri, dali pegamos o trem até Osasco, depois até Pinheiros, e aí finalmente o metrô. Ufa. A programação será retomada na terça com direito a equipe internacional novo na Lista em uma Sul-Americana que teve um sorteio bastante decepcionante.

Até lá!

Ficha Técnica: Red Bull Bragantino 7-0 CRESSPOM

Local: Estádio Gabriel Marques da Silva (Santana de Parnaiba); Árbitro: Pablo Rodrigo de Oliveira/SP; Público e Renda: Portões abertos; Cartão amarelo: Rhay Coutinho; Cartão vermelho: Leide 23 do 1º; Gols: Letícia Monteiro 15, Lelê 25 e Luana 34 do 1º, Paulina Gramaglia 8, Leticia Pires 18, Priscila (pênalti) 37 e Paulina Gramaglia 44 do 2º.
Red Bull Bragantino: Alice; Débora, Stella, Taiane (Letícia Teles), Rhay Coutinho (Tamires), Lelê, Brenda Pinheiro (Leticia Pires), Carol Lara (Liriel), Letícia Monteiro (Priscila), Luana e Paulina Gramaglia. Técnica: Rosana Augusto.
CRESSPOM: Leide; Alice, Luiara, Ludy (Pamela) e Maynara; Milena, Ana (Andreia), Robertinha (Silvana) e Luana; Camila e Isabela (Anna Clara). Técnico: Robson Leal.