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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Juventus apenas empata com o União São João e é eliminado da Copa Paulista

Texto e fotos: Fernando Martinez


A noite de segunda-feira reservou uma das partidas mais perdidas dos últimos tempos na capital. Sim, já tínhamos visto o Juventus atuar no Estádio Paulo Machado de Carvalho com o mando de campo na Copa Paulista, mas uma sessão noturna em pleno dia útil ultrapassou a alternatividade vista contra o Paulista de Jundiaí no fim de julho. Pela volta das quartas de final, os grenás receberam o União São João precisando vencer.

A peleja reuniu um sem número de amigos e conhecidos, assim como mais de 2.400 pagantes, a maior parte torcendo pelo onze local. Vale registrar que teve briga (!) entre torcidas novatas do Juventus. É, os bons tempos do saudoso Sérgio Manjuillo e suas rifas com o resultado pendurado no mural da entrada da Javari estão cada vez mais enterrados no passado. Agora todo mundo quer tirar uma casquinha da fase de ouro prometida pela SAF.

No duelo de ida, o clube ararense fez 1 a 0 e jogava pelo empate no Pacaembu. Uma vitória dos paulistanos por dois gols daria a classificação. Por um, a decisão seria aos pênaltis. Não seria uma missão fácil não apenas pelo momento atual, mas também pela história. Em 26 jogos disputados entre os dois, o Juventus tinha vencido apenas três, contra 15 triunfos do União e oito empates. O domínio alviverde é imenso, basta dizer que a última vitória juventina era um 3 a 2 em Araras em 25 de agosto de 1991. A partir dali, foram 18 jogos de invencibilidade do União. Estive em dois deles, em 1998 e 2002, ambos com resultados negativos para os paulistanos.


Bonita festa com fogos na entrada dos times em campo



Juventus e União São João em suas imagens oficiais para a decisão no Pacaembu


Quinteto de arbitragem de peso no Pacaembu: Edina Alves Batista, Raphael de Albuquerque Lima, Ricardo Pavanelli Lanutto, Adriano de Assis Miranda e Marcela de Almeida Silva. Na imagem, também os capitães dos dois times

A entrada dos times foi legal, com fogos de artifício e festa na numerada. Quando a bola começou a rolar, o Juventus foi melhor e aos sete minutos neutralizou a vantagem do União com o gol de Felipe Augusto. O camisa 11 fez boa jogada pela esquerda, driblou dois marcadores e finalizou no canto esquerdo de João Souto. Na sequência, o arqueiro visitante fez duas grandes defesas e evitou o segundo. No intervalo, o placar mostrava a vantagem mínima a favor dos locais.

Na etapa final, como acontece com nove entre dez equipes que estão na frente do placar, o Juventus recuou e chamou o União São João para seu campo. Os visitantes melhoraram e deixaram tudo igual com Alex Oliveira, que recebeu cruzamento por baixo e, aproveitando uma falha de Passarelli, marcou. O empate acordou o escrete grená e João Souto voltou a brilhar. O camisa 1 fez uma defesa absurda em cabeçada certeira de Ferreira e desviou com brilho um chute de longe de Felipe Augusto. Assim, o Moleque Travesso não foi capaz de superar seu adversário.



Detalhes do começo do duelo no Pacaembu



Felipe Augusto chutou no canto e abriu o placar a favor do Moleque Travesso




Mais lances da etapa inicial




O Juventus recuou demais no segundo tempo, mas ainda assim teve alguns momentos



Aqui a maior chance grená nos últimos 45 minutos. Cabeçada à queima-roupa desviada com maestria por João Souto


O empate encerrou a temporada de sucesso do Juventus

O 1 a 1 colocou o clube de Araras na semifinal da Copa Paulista para enfrentar o Grêmio Prudente. A outra semi será entre São José e Noroeste. Os vencedores se garantem na decisão e em alguma competição nacional em 2027. Resta ao Juventus juntar os cacos e se preparar para a disputa da A1, torneio que voltará a disputar depois de 19 anos. Estaremos lá acompanhando de perto, certamente.

A semana reservava mais alguns jogos, só que voltei a ficar zoado por conta de problemas de saúde que me atrapalharam também no sábado. Graças a isso, o retorno aos campos deve atrasar um pouco. Que passe rápido.

Até a próxima!

Ficha Técnica: Juventus 1-1 União São João

Local: Estádio Paulo Machado de Carvalho (São Paulo); Árbitra: Edina Alves Batista; Público: 2.488 pagantes; Renda: R$ 62.070,00; Cartões amarelos: Edinho, Graziani, Léo Coelho, Matheus Leal, Felipe Augusto, Léo Machado, Maikinho, Felipe Torres, Elkin Muñoz e Thiago Oliveira; Gols: Felipe Augusto 8 do 1º e Alex Oliveira 21 do 2º.
Juventus: Passarelli; Lucas Lopes (Daniel Guedes), Léo Coelho, Thomás Kayck e Matheus Leal (Eduardo); Graziani (Ferreira), Rodriguinho (Vinicius Spaniol) e Edinho (Romário); Elkin Muñoz, Paulinho e Felipe Augusto. Técnico: Thiago Carvalho.
União São João: João Souto; Léo Machado, Felipe Torres, Fernando Brito e Tallys; Ruan (Vitão), Maycon Lucas e Wagner (Walfrido); Maikinho (Léo Souza), Bruninho (Warlei) e Alex Oliveira (Bruno Menezes). Técnico: Thiago Oliveira.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Santos vence o União São João em raro amistoso no sumido Pacaembu

Texto e fotos: Fernando Martinez


Em meio à maratona televisiva da Copa do Mundo e à minha total ausência dos gramados desde que o Mundial da Concacaf começou, no sábado de manhã retomei provisoriamente a agenda com um joguinho bem legal no abandonado Estádio Paulo Machado de Carvalho. O Santos, sem o seu camisa 10, que não atua em gramados sintéticos e está esquentando o banco nos EUA, recebeu o União São João em um sensacional amistoso, algo raro hoje em dia.

Essa foi apenas a segunda partida no Pacaembu em 2026. A primeira desde a final da Copinha, em janeiro. O estádio agora não é mais do futebol e só tem eventos insossos sendo realizados em suas dependências. Um triste fim, com um sem-número de responsáveis, nenhum deles devidamente mencionado por quem deveria falar sobre o assunto. Vale registrar que o prédio que ocupará o local do falecido Tobogã segue em obras, ainda sem previsão de término. Uma vergonha.


Times entrando em campo para o amistoso



O União São João posado e a foto oficial dos capitães com o quarteto de arbitragem.


Detalhe da antiga arquibancada amarela sem o tradicional alambrado


Falando em Santos e Copa do Mundo, vale registrar a placa que fala sobre o número de gols marcados pelo Rei Pelé no Pacaembu. Em tempos de um lamentável revisionismo sobre os feitos do Rei do Futebol, sempre bom lembrar quem foi o maior de todos

Ah, o detalhe mais estranho foi ver o campo sem o alambrado. Depois das obras, ele existia somente na curva das antigas arquibancadas Verde e Amarela, mas, no sábado, não estava mais lá. Apenas algumas grades ocupavam o lugar. Ficou legal nas fotos, mas é mais uma bizarria na extensa lista de atrocidades cometidas pela dona do local. Quem entregou o estádio para esse pessoal deve estar feliz.

A previsão era de 18 graus e céu nublado. Na hora H, fez 25 e o sol apareceu, com direito a muito céu azul. Passei um calor do cacete, mas tudo bem. Como sempre, me credenciei direitinho e estava na beira do gramado para as fotos posadas. Pedi, e o onze de Araras posou sem crise. Já com o Santos, sem chance. Tem time que é de uma frescura sem tamanho nessa hora. Dizem que "fazer foto atrapalha o aquecimento". Ahã.

O duelo colocou frente a frente um time de Série A e uma equipe da A3. Apesar disso, o primeiro tempo foi bem equilibrado. Sem seus principais nomes, o Peixe produziu pouco, e os visitantes conseguiram se segurar sem muita dificuldade. No segundo tempo, a história foi bastante diferente.

O Alvinegro recomeçou a peleja a milhão e, no primeiro ataque, abriu a contagem com um belo chute de Moisés pela esquerda, quase sem ângulo. O jogo seguiu na base do ataque contra defesa, porém o marcador só foi ampliado aos 36 minutos, com tento de João Ananias. Pouco depois, Juninho, ex-Robinho Júnior, fechou a contagem ao converter um pênalti. Um 3 a 0 categórico.








Detalhes do primeiro tempo do amistoso entre Santos e União São João



Moisés fazendo boa jogada pela esquerda e depois comemorando o primeiro gol da manhã





Momentos da etapa final no Paulo Machado de Carvalho



Aqui o segundo gol santista, marcado por João Ananias



Juninho, ex-Robinho Júnior, fechou o triunfo do Peixe em gol de pênalti

Sem ter muito tempo a perder, saí rapidinho do Pacaembu. Tinha um Canadá x Marrocos às duas da tarde e, como em toda Copa do Mundo, não tinha como perder. Futebol in loco de novo? Não tenho a menor ideia.

Até a próxima!

Ficha Técnica: Santos 3-0 União São João

Local: Estádio Paulo Machado de Carvalho (São Paulo); Árbitro: Guilherme Francisco Rosário; Público: 10.054 pagantes; Renda: R$ 202.970,00; Gols: Moisés 1, João Ananias 36 e Juninho (pênalti) 40 do 2º.
Santos: Gabriel Brazão (Diógenes) (João Pedro); Gabriel Menino (Davizinho), Lucas Veríssimo (Willian Arão), Luan Peres (Adonis Frias) e Escobar (João Ananias); João Schmidt (Samuel Pierri) (Nicola Profeta), Gustavo Henrique (Christian Oliva), Rollheiser (Pepê Fermino) (Vinicius Fabri); Miguelito (Juninho), Barreal (Moisés) e Rony (Gabigol). Técnico: Cuca.
União São João: João Souto; Ronaldo (Bobô), Felipe Torres, Fernando Brito e Tallys (Luan); Ruan, Wagner (Eliel), Léo Souza (Maycon) e Rafael Costa (Miguel); Maikynho e Bruninho (Warlei). Técnico: Thiago Oliveira.


sexta-feira, 15 de março de 2024

União São João vai bem e complica a luta do Azulão contra a queda

Texto e fotos: Fernando Martinez


A sessão noturna da última quarta-feira, também pelo Campeonato Paulista da Série A3, reuniu ameaçados. O São Caetano, penúltimo colocado, recebeu o União São João, 10º lugar, e precisava vencer de qualquer jeito para não chegar ainda mais perto da Série A4 de 2025. Uma situação crítica de um clube que chegou tão perto do topo há cerca de 20 anos.

Falando de história, São Caetano e União São João jogaram quatro vezes no estadual até então, todas pela A1. Curiosamente os quatro duelos foram em Araras. Ou seja, embora sejam times manjados, foi a primeira vez que jogaram no Estádio Anacleto Campanella. Na história o União só tinha atuado ali na João Havelange de 2000, o primeiro grande momento do Azulão nacionalmente falando.


São Caetano Futebol S/A - São Caetano do Sul/SP


União São João EC - Araras/SP

Estive no Anacleto duas vezes em 2024 e vi as únicas duas vitórias do vice-campeão da Libertadores-02 no torneio. Em ambas - 4 a 1 em cima da Matonense e 2 a 0 contra o Marília - o time foi bem e eu sinceramente imaginava que as boas atuações poderiam se repetir. Me enganei totalmente. Recém-chegado da quarta divisão, o União foi senhor do jogo e muito, mas muito melhor do que os locais.

O São Caetano foi dominado sem nenhuma cerimônia ou piedade por parte do clube verde e branco. Toninho abriu a contagem de cabeça aos 20 minutos e o camisa 9 repetiu a dose aos 27 completando escanteio da direita. A zaga do Azulão ficou assistindo. O União seguiu melhor e não marcou mais uma ou duas vezes antes do intervalo por puro azar.

No segundo tempo, junto com o trio Pucci, Estevan e Vítor, direto do Rio de Janeiro, vi das arquibancadas a sequência da ótima atuação visitante. Enquanto conversávamos, o União se manteve no campo de ataque e Wermeson ampliou a vantagem aos 24. O Azulão descontou com um belo gol de Sávio aos 28... e parou por aí.





O São Caetano não fez uma boa partida e foi dominado totalmente pelo União


Detalhe do segundo gol ararense, ainda no primeiro tempo






A derrota complicou de vez a situação do Azulão na A3


O genial mural com os adversários do Azulão em 2024 feito pela Bengala Azul. Destaque para o CA Marília e o Sertonzinho. Maravilhoso!

O São Caetano 1-3 União São João complicou de vez a vida do campeão paulista de 2004 na A3. Levando em conta que a Matonense vai seguir fora da competição perdendo seus dois compromissos restantes por WO, o Azulão precisa fazer seis pontos contra Itapirense e Sertãozinho e torcer para que o União Suzano derrote a equipe de Itapira na última rodada. Agora é na base do milagre. Já o União, que está em 9º com 19 pontos, vai disputar uma vaguinha nas quartas.

A missão futebolística do JP vai seguir na sexta-feira com rodada noturna da A4 na nossa pauta livre.

Até lá!

Ficha Técnica: São Caetano 1-3 União São João

Local: Estádio Anacleto Campanella (São Caetano do Sul); Árbitro: Caio Carvalho Pereira; Público: 915 pagantes; Renda: R$ 3.720,00; Cartões amarelos: João Gabriel, David Braw, Alex Jhone, Kadir, Felipe Rosalen, Ronaldo, Toninho e Igor Maduro; Gols: Toninho 20 e 27 do 1º, Wermeson 24 e Sávio 28 do 2º.
São Caetano: João Gabriel (Fernando Caixeta); Alex Jhone (Allan), Kanu, Diego Leandro e Douglas DG (Maikon); Rafael, Marlon Bica (Enzo Adriano) e David Braw; Jean Filder (Márcio Jonatan), Sávio e Kadir. Técnico: Rogério Zimermann.
União São João: Igor; Ronaldo (Ramirez), Flávio Boaventura, Matheus Fernando (Felipe Rocha) e Tallys; Ruan, Borges (Igor Maduro) e Felipe Rosalen; Matheus Lu (Clever), Toninho e Wermeson (Gabriel Cunha). Técnico: Edson Vieira.