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segunda-feira, 4 de março de 2024

São Caetano quebra a invencibilidade do Marília na A3

Texto e fotos: Fernando Martinez


A agenda futebolística do último sábado estava repleta de opções. Pensei muito e no fim decidi ir até o Estádio Anacleto Campanella pela segunda semana seguida. Em campo, jogo de contrastes pela 11ª rodada do Campeonato Paulista da Série A3. O São Caetano ocupando a zona de rebaixamento contra o Marília, ainda invicto e dentro do G8.

Para variar, estava um bafo do cão na Grande São Paulo e cheguei no Anacleto já derretendo. Foi minha primeira ida de ônibus ao estádio depois que a prefeitura zerou a tarifa dos coletivos. Se não tem mais o sossego de um veículo quase vazio (estava apinhado), agora pelo menos economizamos, situação sempre importante em tempos de vacas magras.

Diferente do sábado anterior, a torcida compareceu em peso ao Lauro Gomes e incentivou os locais. O Azulão venceu a primeira contra a Matonense e no meio de semana fez jogo duro com o líder São Bernardo, perdendo pela contagem mínima. O MAC estava com quatro vitórias, seis empates e ocupando o sexto lugar. Era aquele tipo de duelo para o vice-campeão da Libertadores de 2002 conseguir um gás na reta final.


AD São Caetano - São Caetano do Sul/SP


Marília AC - Marília/SP


Os capitães junto com o quarteto de arbitragem composto por Ronald Horns Araujo, Gabriel Rodrigues Santos, Vinicius Santana da Silva e Wilson Adalberto Silva

E não é que que o Azulão começou com tudo? Logo aos quatro minutos Sávio recebeu lançamento longo, ganhou da marcação e finalizou na saída do goleiro. Belo gol e festa grande da rapaziada presente no Anacleto. O MAC respondeu com bons ataques, só que a conclusão não foi das melhores. Os visitantes desperdiçaram dois grandes momentos na pequena área.

No intervalo o placar mostrava a vantagem parcial do onze mandante e aí encontrei o decano Mílton, relembrando os tempos de Saad jogando ali aos sábados à tarde nos anos 70/80. Ele ficou no alambrado e eu dentro de campo, agora conferindo de perto o ataque do Marília, em um papo que durou os 45 minutos finais.

O MAC voltou com tudo em busca do empate e de novo mostrou poderio ofensivo. A melhor delas em tiro à queima-roupa e ótima defesa de João Gabriel. O escrete maqueano tentou muito e a igualdade não saiu. Melhor para o São Caetano. Jogando com uma raça acima da média, diferente do que vimos nos últimos anos, o clube teve um pênalti a seu favor nos minutos finais. Márcio Jonatan não deu sopa ao azar e converteu.







Lances de São Caetano x Marília no Anacleto Campanella


Uma das grandes defesas de João Gabriel na etapa final



O São Caetano jogou com muita raça, diferente de anos anteriores


Márcio Jonatan fechou o marcador em pênalti no fim da partida

É, a invencibilidade do alvi-azul virou pó com o São Caetano 2-0 Marília. O Azulão saiu da zona de rebaixamento com o triunfo, mas, obviamente, segue ameaçadíssimo faltando quatro rodadas. Agora, que a equipe melhorou, isso é inegável. Quem sabe consigam se salvar. O MAC segue na sexta posição, cinco pontos acima do primeiro time fora do G8. Detalhe: foi meu terceiro duelo entre os dois e todos tiveram o mesmo placar. Os outros dois foram válidos pela Série A2 de 2014 e de 2016.

Foi isso, retornei à capital com o Milton, de novo com o ônibus cheio e aquele maroto custo zero. Voltei ao QG da Zona Oeste e abortei a rodada de domingo pois não estava na pegada de desembolsar 22 reais para ver um São Bernardo FC x Água Santa. Volto no meio de semana com A4 na pauta.

Até lá!

Ficha Técnica: São Caetano 2-0 Marília

Local: Estádio Anacleto Campanella (São Caetano do Sul); Árbitro: Ronald Horns Araujo; Público: 639 pagantes; Renda: R$ 3.110,00; Cartões amarelos: Marlon Bica, Maykon, Túlio, Romário e Rogério Zimmerman; Gols: Sávio 5 do 1º, Márcio Jonatan (pênalti) 41 do 2º.
São Caetano: João Gabriel; Alex Jhone, Kanu, Diego e Daniel Lobato (Douglas DG); Marlon Bica, Jean Filder (Márcio Jonatan), Lucas dos Santos (Rafael) e David Braw (Enzo Adriano); Sávio (Kadir) e Foca. Técnico: Rogério Zimmerman.
Marília: David Becker; Luizão, Luiz Henrique, Guilherme Teixeira e Danilo Rufino (Mateus Muller); Gabriel Rapchan (Romário), Júnior Santos (Túlio) e Michel Borges; Aslen (Franklin), João Marcos (Macena) e Wallisson Bahia. Técnico: Cléber Gaúcho.

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