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quarta-feira, 14 de agosto de 2019

União Suzano se despede da Segundona com nova derrota

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na manhã do domingo acabou a segunda fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão e o Plano A reservava uma ida até Guarulhos. Como a peleja foi cancelada no meio da semana, tive que apelar para o Plano B. Após quatro anos, voltei ao Estádio Francisco Marques Figueira acompanhar de perto a despedida do sempre legal União Suzano atuando contra o Tupã. O duelo foi válido pela última rodada do Grupo 11.

Depois de terminar a primeira fase como líder do Grupo 6 com uma bela campanha, o USAC viu o técnico Luiz Carlos Cavalheiro deixar o clube e com ele vários atletas, todos reclamando de atraso em salários e problemas de infra-estrutura. O resultado prático foi trágico: cinco jogos, cinco derrotas e 18 tentos sofridos. O sonho de vaga na terceira fase se transformou num enorme pesadelo.

Já o Tricolor da Alta Paulista fez o suficiente para passar da primeira fase - foi terceiro do Grupo 1 com 17 pontos - e na segunda não comprometeu. A equipe chegou na última rodada com oito pontos e quase garantida como uma das melhores terceiras colocadas. Como eram francos favoritos contra o onze suzanense, dava pra dizer que somente uma catástrofe os deixariam de fora. Ninguém em sã consciência acreditava na eliminação.


União Suzano Atlético Clube - Suzano/SP


Tupã Futebol Clube - Tupã/SP


O árbitro João Batista Avelino, os assistentes Fabrício Porfírio de Moura e Luis Felipe Silva, o quarto árbitro Alex Leite Palmira e os capitães dos times


O técnico Tupãzinho, eterno talismã da Fiel, comandando o Tupã

Eu quase abortei a missão por conta do cansaço pós-madrugada de trabalho. Como estava de folga no restante do dia, resolvi deixar o sono para depois e emplaquei a primeira visita ao principal palco futebolístico de Suzano desde 2015. Minha última vez ali tinha sido num ECUS x Bandeirante pelo sub-20 em outubro daquele ano. O União eu não via lá desde abril de 2014 numa derrota contra o Guarulhos, também pela Segundona.

A jornada teve várias novidades no seu trajeto. Primeiro, fui direto na composição que peguei na Luz pois não a maldita baldeação na CPTM em Guaianazes é coisa do passado. Também ainda não tinha visitado a nova Estação Suzano, agora uma construção enorme que nada se parece com a antiga. Foi a primeira vez que estive ali após a reforma que possibilitou a volta do USAC aos torneios da FPF. A cancha tem nova pintura e ganhou uma arquibancada de concreto oposta à parte coberta. Não mudou tanto, mas ficou bem melhor do que era.

Dentro de campo, nada de surpreendente. Antes da bola rolar, como sempre acontece quando o encontro, outra vez fui cumprimentar o técnico visitante, o eterno talismã da Fiel Tupãzinho antes de pegar meu banquinho e ir me postar no ataque visitante, esperando que a boa performance seria suficiente para que fizessem uma boa apresentação. Além disso, o USAC tinha apenas com um reserva no banco.

Quando a bola começou a rolar parecia que o enorme favoritismo do Tupã se confirmaria sem dificuldades. Aos seis minutos o time teve uma falta pela esquerda. A cobrança de Gabriel foi no meio do gol e a defesa parecia simples. Lucas foi seco segurar a pelota, só que ela escapou de suas mãos e morreu no fundo do gol. Uma daquelas falhas clássicas que não vemos todos os dias.

O início avassalador logo deu lugar a uma morosidade e uma falta de inspiração crônica em todo o escrete tupaense. Errando muitos passes, os atletas ficaram aquém da expectativa. Como o USAC também pouco fazia, a peleja se arrastou. Emoção de novo só aconteceu aos 31 minutos quando Lucas deu um drible seco perto da área e chutou. O arqueiro local fez boa defesa. Dois minutos depois, bom chute de Gledson que passou por cima.

Apesar de toda a inoperância, o Tupã chegou ao segundo gol aos 42 minutos com Eliton. O camisa 2 foi lançado em profundidade na direita e ele, sem marcação, chegou antes do goleiro e bateu com classe por cobertura. A bola fez o caminho perfeito e a vantagem visitante foi ampliada com sucesso. Foi com o 0x2 no placar que o intervalo chegou e aproveitei para bater aquele plá com os amigos Nilton e Raul, os embaixadores de Suzano.


Exato momento em que o goleiro do União Suzano tentava agarrar a pelota na cobrança de falta de Gabriel. Ela espirrou na luva e foi parar dentro do gol


Bola levantada dentro da área suzanense e boa saída do camisa 1 local


Uma das fracassadas tentativas de ataque do União no primeiro tempo


Ataque tupaense pela direita ainda no primeiro tempo


Lance do segundo gol do Tupã, marcado pelo camisa 2 Eliton

Entre vários assuntos, discutimos o jogo do bicho, os bastidores do futebol e o mundo dos colecionadores de camisas de futebol, assuntos presentes nas conversas de 9 entre 10 brasileiros. Ainda falávamos quando o tempo final começou, e de forma surpreendente a partida teve outro cenário. Buscando fazer uma despedida digna, o União encurralou o seu adversário e criou várias chances de gol.

O ataque da casa se aproveitou da apatia visitante e mereceu chegar ao empate. Foram vários ótimos momentos, os dois principais aos 19 e 28 minutos. No primeiro, Guilherme cruzou da direita e João Victor recebeu. O camisa 7 ficou cara-a-cara com Zocante - um dos melhores nomes de jogadores de 2019 - e obrigou o arqueiro a fazer milagre. No segundo, foi a vez de Guilherme ter oportunidade à queima-roupa, porém o jogador finalizou em cima do guarda-metas.

Os comandados de Tupãzinho pareciam que tinham comido uma feijoada no vestiário tamanha a preguiça demonstrada em campo. O pessoal até chegou dentro da área adversária algumas vezes e, apesar disso, as finalizações sempre foram sem nenhum capricho. Parecia que estavam apenas cumprindo tabela e esperando o apito final. Se jogarem assim na terceira fase, não terão futuro.


No tempo final, o União melhorou e levou muito perigo ao gol defendido por Zocante


Perigosa chance do USAC pelo alto


Atleta do Tupã se mandando para o campo de ataque

No final, mesmo com os locais merecendo melhor sorte, o marcador ficou em União Suzano 0-2 Tupã. O Índio Guerreiro ficou em segundo lugar no Grupo 11 com a mesma pontuação do líder Paulista e do terceiro colocado Catanduvense. A ordem foi definida pelo saldo de gols. Agora são dezesseis os restantes no certame, e o Tricolor da Alta Paulista estará no Grupo 13 junto com Francana, Catanduva FC e Marília. Ao USAC, a esperança que voltem em 2020 sem nenhum percalço no meio do caminho.

Já sob um forte e inesperado calor, saí da cancha suzanense e, antes de pegar o trem, fiz uma boquinha numa lanchonete recém-inaugurada próxima da estação. Se antes era um perrengue achar algo legal na região - e olha que eu frequento ali desde 1992 - hoje está muito mais fácil. É o progresso agindo...

Até a próxima!

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Ficha Técnica: União Suzano 0-2 Tupã

Competição: Campeonato Paulista da Segunda Divisão; Local: Estádio Francisco Marques Figueira (Suzano); Árbitro: João Batista Avelino; Público: 2.002 pagantes; Renda: R$ 10.020,00; Cartões amarelos: Petterson (Uni), André (Tup); Gols: Gabriel 6 e Eliton 42 do 1º.
União Suzano: Lucas; Edson, Matheus Augusto, Gabriel e João Vítor; Petterson, João Victor, Caíque e Fabricio; Guilherme e Matheus Sales (Jonathan). Técnico: Felipe de Freitas.
Tupã: Zocante; Eliton, Fabricio, Gui e Caíque; Marcos, Gledson, Gabriel (Allisson) e Davidson (Linkon); Andre e Lucas (Caio). Técnico: Tupãzinho.
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terça-feira, 24 de março de 2015

GEO derrota o Tupã no Liberatti e entra no G8 da Série A3

Opa,

Quem acessa o JP já sabe que está a todo vapor pelo terceiro ano seguido o "Projeto 40". Na tentativa de assistir in loco pelo menos um jogo de cada um dos quarenta times das séries A2 e A3 montei um imenso e intrincado quebra-cabeça com uma mistura de jornadas tranquilas e outras mais complicadas. Entre todas as opções, há algumas que são únicas, caso de times que vem apenas uma vez para a região.

Mesmo com toda a preguiça do final de semana, consegui forças para acordar cedo no domingo e ir até a cidade de Osasco. Na pauta, outro joguinho do Campeonato Paulista da Série A3, agora no Estádio Prefeito José Liberatti. O Tupã FC veio à Grande São Paulo pela primeira (e única) vez na primeira fase da competição para enfrentar o Grêmio Osasco.

Pior que ano passado foi ainda pior, já que a agremiação tupaense nem viria para a região. Acabei vendo uma vez em São Bernardo do Campo num jogo em campo neutro contra o São José FC. Caso a equipe se mantenha na mesma divisão no ano que vem, já deixo meu apelo ao pessoal do departamento técnico da FPF: por favor, marquem mais jogos do Tupã Futebol Clube perto de casa.

Enfim, para incluir os times de número 25 e 26 (é, também não tinha visto o GEO em 2015) da lista levantei cedo demais. O que era cedo ficou mais apertado por conta de uma natural leseira e do atraso básico para sair de casa. Por sorte moro distante dez minutos a pé da Estação Júlio Prestes da CPTM, e mesmo encontrando pela frente algumas criaturas da noite desgarradas da madrugada consegui entrar no trem segundos antes dele seguir viagem. Uma sorte tremenda.

Por volta das nove e vinte cheguei na Estação Osasco e encontrei o Mílton devidamente fardado com sua bela camisa do Grêmio. Dali rolou aquele táxi esperto até a principal casa do futebol osasquense. Com os times ainda no aquecimento, deu tempo de sobra para fazer todo aquele pré-jogo de sempre com os amigos fiscais e o pessoal da cidade.


Grêmio E Osasco - Osasco/SP. Foto: Fernando Martinez.


Tupã FC - Tupã/SP. Foto: Fernando Martinez.

Falando do jogo, o GEO queria aproveitar o fator campo para tentar somar mais três pontos na competição. Depois de iniciar sua campanha com nenhum triunfo nos primeiros quatro jogos, o time engatou cinco partidas invicto e, de candidatíssimo ao rebaixamento, passou a ser um dos postulantes a uma vaga na segunda fase. Uma nova vitória colocaria a equipe no G8.

Do outro lado o Tupã vem fazendo uma campanha muito abaixo do esperado. O alçapão do Alonso Carvalho Braga não vem dando muito resultado em 2015 e o time venceu apenas dois dos seis jogos disputados lá. Além disso a equipe só ganhou um jogo longe dos seus domínios. Juntando tudo isso temos o time na zona de rebaixamento na maior parte da A3 e em situação complicada em busca da salvação.


Ataque do GEO pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.


Escanteio para os locais no começo do jogo. Foto: Fernando Martinez.


O Tupã sofreu com o rápido ataque local. Foto: Fernando Martinez.

Quando a bola rolou, os 190 pagantes que enfrentaram o indeciso tempo da manhã de domingo viram um bom jogo. No primeiro tempo o Grêmio Osasco teve amplo domínio e o Tupã se limitou a se defender, apostando em raros contra-ataques. Raros mas perigosíssimos, pois a melhor chance dos primeiros 20 minutos foi justamente do time visitante, num chute de Paulo que bateu na trave.

Aos poucos o GEO foi se soltando e nos 25 minutos finais o time levou muito perigo à meta defendida por Alex. Primeiro Henrique perdeu um gol absurdo na entrada da pequena área, mandando a bola na arquibancada livre sem marcação. Depois Nerylon recebeu passe entre os zagueiros e chutou colocado. Alex fez uma defesa sutil e milagrosa.

Quando o primeiro tempo estava prestes a acabar, o domínio do GEO finalmente deu resultado. Léo Ribeiro avançou pela direita e chutou forte. A zaga cortou, a bola bateu na trave e sobrou livre para Wellington abrir o marcador aos 44 minutos. O primeiro tempo terminou com a vantagem parcial para os locais.


Marcação firme do camisa 2 do Tupã em outro ataque local pela lateral. Foto: Fernando Martinez.


Nerylon chutando e Alex fazendo uma defesa milagrosa. Foto: Fernando Martinez.


Léo Ribeiro chutando no lance do primeiro gol do Grêmio. Foto: Fernando Martinez.

Fui para as tribunas do Liberatti para fazer aquela conferência com o Mílton antes do tempo final começar. Dali vi uma surreal discussão entre o camisa 5 Edílson Azul, que estava dentro de campo e tinha acabado de ser substituído, e um dos dirigentes do Tupã que estava num dos camarotes. A coisa foi feia, inclusive com direito ao famoso "me encontra lá fora depois do fim do jogo!". Maracugina neles!

Dentro das quatro linhas o Tupã voltou muito melhor do que o tricolor da Grande São Paulo. Logo no começo Paulo Santos cobrou uma falta e Jéfferson foi responsável por grande defesa, jogando a pelota pela linha de fundo. Na cobrança do escanteio a zaga deu bobeira e Adílson deixou tudo igual.

Com o 1x1 a peleja ficou aberta. As duas equipes alternaram grandes momentos e o segundo gol ficou bem próximo de acontecer. Aos 30 minutos então aconteceu o lance mais polêmico do jogo. Wellington chutou de longe e o camisa 3 David tocou com a mão na bola dentro da área. O árbitro não teve dúvidas: pênalti.

Como já tinha o amarelo, o zagueiro tupaense acabou sendo expulso no lance. O pessoal do interior reclamou bastante, principalmente a comissão técnica e os dirigentes que estavam próximos do local aonde vi o jogo. É, teve muita reclamação, mas nada adiantou. Wellington cobrou a penalidade máxima sem problemas e colocou novamente o GEO em vantagem.


Jogadores do Tupã comemorando o gol de Adílson, marcado aos sete do tempo final. Foto: Fernando Martinez.


De pênalti, Washington fez o segundo do Grêmio Osasco e selou a vitória. Foto: Fernando Martinez.

O tricolor do interior sentiu demais o gol e por pouco não sofreu o terceiro. No fim, a peleja acabou com o placar de Grêmio Osasco 2-1 Tupã. Na gangorra que está sendo a primeira fase da Série A3, o GEO agora é sexto lugar com vinte pontos conquistados. Já os rapazes da Terra do Índio caíram para a 18º colocação por terem sido ultrapassados pela Itapirense. Nada está perdido, mas a equipe precisa melhorar urgentemente sua performance, principalmente em casa.

No rodízio de estações que aconteceu durante todo o tempo que permaneci no estádio (frio, sol, mormaço e de novo frio), na hora de ir embora foi a vez da chuva aparecer de forma bastante inesperada. Como a água está valendo mais do que ouro por essas bandas, voltei na boa e sem preocupação até a Estação Osasco e dali fiz o caminho inverso até chegar em definitivo no meu lar. O restante do domingo foi de muito descanso para fechar bem o fim de semana da preguiça.

Ah, nos próximos dias o "Projeto 40" pode ter o acréscimo de muitas equipes num curto espaço de tempo. Vamos aguardar...

Até a próxima!

Fernando

segunda-feira, 31 de março de 2014

Em jogo murcho, São José FC e Tupã ficam no empate no ABC

Fala pessoal!

Para fechar a "Trilogia ABC" do fim de semana, fui domingo cedo até São Bernardo do Campo para acompanhar um sensacional jogo perdido em campo neutro no Estádio Primeiro de Maio. Lá, o São José FC, o antigo Joseense, recebeu o Tupã em peleja da 16ª rodada do Campeonato Paulista da Série A3.


São José dos Campos FC - São José dos Campos/SP. Foto: Fernando Martinez.

Fazendo uma belíssima campanha, o onze do Vale do Paraíba era amplo favorito contra um Tupã que não conseguiu se encontrar em nenhum momento nesse certame. Algo até certo ponto natural, pois o choque de realidade entre a Segundona e a A3 é enorme. Antes de qualquer outra coisa o time precisa pensar em se manter na nova divisão.


Tupã FC - Tupã/SP. Foto: Fernando Martinez.

Com a reforma do Martins Pereira, o São José FC vem mandando seus jogos longe da sua cidade. O Primeiro de Maio nada mais é do que o quinto (!) estádio em que o time faz jogos como mandante na competição. Isso tem feito a equipe jogar para poucas testemunhas, apesar da ótima campanha. Nesse jogo, o público pagante foi de 68 almas, entre elas os amigos Nílton, Luiz, Colucci, Pucci e seu Natal.


Início de ataque tupaense. Foto: Fernando Martinez.

E sob a luz do sol (valeu RPM!) o Tupã, que tinha a estreia do mito Tupãzinho no comando técnico e também foi o 37º time da A2/A3 a ser visto in loco por mim em 2014, jogou melhor do que os locais durante todo o tempo inicial. O São José FC conseguiu se livrar de sair atrás do marcador por várias vezes.


Arqueiro do São José FC saindo do gol para fazer a defesa. Foto: Fernando Martinez.

Dando sopa pro azar, o time visitante acabou sofrendo o primeiro gol da peleja na primeira chegada de perigo do São José FC, isso aos 27 minutos. Em escanteio pela esquerda, o zagueiro Gustavão apareceu livre entre os defensores e marcou de cabeça.



Exato momento em que Gustavão tocava na pelota para abrir o marcador para o São José FC e o zagueiro comemorando seu primeiro gol na A3. Fotos: Fernando Martinez.

Sem desanimar, o Tupã continuou melhor, e aos 37 minutos o mesmo Gustavão colocou a mão na bola dentro da sua área. Pênalti para o Índio. A cobrança de Leandrinho foi precisa e ele deixou tudo igual no placar. Foi com o 1x1 que a peleja chegou ao intervalo.


De pênalti, Leandrinho empatou a peleja. Foto: Fernando Martinez.


Rápido ataque visitante no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

O fortíssimo calor fez com que o jogo caísse demais de produção no tempo final. O São José FC jogou melhor, mas nada assim uma Brastemp. O time perdeu algumas chances, mas a peleja ficou concentrada no meio de campo, sem muitas oportunidades claras de gol.


Seguro, goleiro do Tupã faz a defesa. Foto: Fernando Martinez.


Ataque do São José FC pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: São José FC 1-1 Tupã. O empate não mudou muito a situação do time azul e branco, mas o pontinho foi de grande valia para o time visitante na sua luta contra o rebaixamento. Faltam apenas três rodadas para o final da primeira fase da Série A3.

Estava derretendo depois do apito final e isso fez com que eu desistisse de acompanhar a rodada vespertina.O restante do domingo foi de recuperação da energia para o decorrer da semana.

Até a próxima!

Fernando!

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Cotia segura o Tupã e se mantém vivo na Segundona

Fala, pessoal!

A sessão de futebol da última tarde de domingo, horário praticamente extinto nos gramados paulistas, marcou a minha volta ao Estádio Vereador José Feres após mais de três anos em outro jogo válido pelo Campeonato Paulista da Segunda Divisão. O principal palco do futebol de Taboão da Serra recebeu o importante confronto do Grupo 17 entre Cotia e Tupã.

Minha última ida ao estádio taboanense havia sido na rodada inaugural da Segundona 2010, num jogo entre o CATS e o São Bernardo (que voltava o profissionalismo naquela manhã de sábado). Nesse ínterim (mais uma palavra que sempre quis usar num post) o local ficou fechado e somente em julho, após uma grande reforma, aconteceu a reinauguração. De novo, o Vereador José Feres agora tem sistema de iluminação, pintura das arquibancadas com novo lay-out e um gramado sintético.

Entre os amigos do JP, a cidade de Taboão da Serra sempre foi uma espécie de "fronteira do desconhecido" quando falamos sobre transporte público. Por isso ainda não tinha ido até lá de ônibus intermunicipal. Eu e o Mílton Haddad resolvemos encarar esse desafio e vimos que o bicho é muito menos feio do que parece.

Saindo da Praça da República, fomos até a entrada da cidade sem escalas dentro do busão que vai até o Terminal Campo Limpo. Descemos na frente de um grande super-mercado que existe ali e então pegamos um táxi até o estádio. Os 12 reais foram muito bem pagos, e logo já armamos o esquema também para a volta. O JP garante que chegar ali de condução é tranquilo. Demorado, mas tranquilo.


Cotia FC - Cotia/SP. Foto: Fernando Martinez.


Tupã FC - Tupã/SP. Foto: Fernando Martinez.


O árbitro Luiz Vanderlei Martinucho, os assistentes Danilo Ricardo Simon Manis e Marco Antonio Motta Junior e os capitães dos times posando de forma exclusiva para o JP. Foto: Fernando Martinez.

Numa chave muito equilibrada, Cotia e Tupã mostraram atuações completamente distintas em cada tempo. Nos primeiros 45 minutos o time local, ainda sonhando com uma vaga na quarta fase, teve domínio completo e absoluto. O escrete azul e branco anulou o desfalcado Tupã, não permitindo que o time visitante passasse sequer do meio-campo.


Cotia marcando firmemente a saída de bola do Tupã. Foto: Fernando Martinez.


Ataque pela direita. Foto: Fernando Martinez.

A equipe "da casa" abriu o placar aos 4 minutos com o gol de cabeça de Magno Alves. O segundo aconteceu aos 28 com o chute de cruzado de William. E para falar a verdade, o Tupã ficou no enorme lucro de ir para os vestiários somente com essa desvantagem, pois o número de oportunidades claras de gol desperdiçadas pelo Cotia foi enorme.


Lance do primeiro gol do Cotia contra o Tupã. Foto: Fernando Martinez.


Segundo gol cotiano, marcado por William. Foto: Fernando Martinez.


Chance clara de gol do Cotia, salva por zagueiro adversário em cima da linha. Foto: Fernando Martinez.

No segundo tempo a história foi outra. O Cotia chamou o onze tupaense para o jogo e o time dirigido pelo eterno Tupãzinho mandou no jogo. Mas essa pressão tinha no toque final um grande ponto falho, e com isso o onze da Grande São Paulo foi só cozinhando o galo a cada minuto que passava em atuação segura da sua zaga.


O segundo tempo foi todo do Tupã. Foto: Fernando Martinez.


Estádio Vereador José Feres vazio para o duelo entre Cotia e Tupã. Foto: Fernando Martinez.

Aos 40 o Tupã teve uma chance de ouro para fazer o primeiro, mas o arqueiro Deidson brilhou ao defender uma penalidade máxima. Dois minutos depois ele falhou e Joãozinho finalmente diminuiu... Mas já era tarde, e com pouco tempo para o apito final, o Cotia conseguiu frear a reação do adversário.


Bom ataque visitante pela direita. Foto: Fernando Martinez.


O Tupã perdeu a chance de fazer o primeiro nesse pênalti brilhantemente defendido pelo goleiro local. Foto: Fernando Martinez.

No final, o placar de Cotia 2-1 Tupã colocou o Cotia com condições de pleitear uma das duas vagas na próxima fase do certame. Tirando o eliminado Tanabi, são três equipes - o Primavera também está na dança - em busca dos dois lugares entre as oito melhores agremiações da Segundona.

A ida foi na paz e a volta para casa foi mais na boa ainda. Do gramado sintético do Vereador José Feres até estar na sala de casa, levei pouco mais de uma hora e 20 minutos, um tempo recorde. E apesar do término do final de semana, a segunda-feira foi responsável por um jogo bem perdido válido pela Copa do Brasil sub20.

Até lá!

Fernando

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Alvinegro calunga consegue classificação histórica na Segundona

Salve amigos! 

Aproveitando mais uma brecha em minha agenda profissional, não pude deixar de acompanhar o duelo válido pela 5ª rodada da terceira fase do Paulistão da Segundona: em Mansueto Pierotti, o São Vicente AC, time da casa, enfrentou o Tupã FC, de raras passagens pela Baixada Santista. 

Se o trabalho não me impediu de assistir a partida, quase impossibilitou a confecção das fotos oficiais. Uma mudança na logística do estádio, que vedou o acesso à imprensa pelo portão dos fundos, obrigando-me a entrar com o público, contribuiu ainda mais para meu desespero, razão pela qual entrei em campo todo esbaforido, equilibrando meus equipamentos e preparando as fotos, que seguem: 


São Vicente AC - São Vicente/SP. Foto: Estevan Mazzuia. 


Tupã FC - Tupã/SP. Foto: Estevan Mazzuia. 


Trio de Arbitragem da partida com o árbitro Antonio Rogério Batista do Prado e os assistentes Ricardo Pavanelli Lanutto e Daniel Luis Marques com os capitães Flávio (SVAC) e Dias (TFC). Foto: Estevan Mazzuia. 

Aspecto a ser lamentado: o uniforme do São Vicente não foi feito pra suportar tantas rodadas. Não sei se o tecido é ruim, se o alvejante não é dos melhores, mas o certo é que de branco mesmo só tem entrado em campo os reservas. De resto, o que se vê são camisas e shorts surrados, beges. Certamente a situação financeira do clube não é das mais privilegiadas, não há patrocínio, mas é algo em que a diretoria deve focar sua atenção. Apresentação não é tudo, mas conta muito. 

A partida foi cercada de muita apreensão, por conta de diversos incidentes na pugna de ida, em que imprensa, jogadores e torcedores vicentinos passaram apuros nas mãos da torcida do mais querido da Alta Paulista. Aliás, essa situação remete-me aos bons tempos da companhia do amigo Jurandyr Tourices, que sempre disse que o pavio da galera de Tupã é bem curtinho. 


visão panorâmica da partida. Foto: Estevan Mazzuia. 

No mais, o Tribunal de Justiça Desportiva havia adiado julgamento que poderia tirar 4 pontos do tricolor, situação em que um empate simples classificaria o São Vicente. Por via das dúvidas, era melhor a ambas equipes conquistar a vitória, e garantir a classificação, ou a permanência na briga, da forma mais esperada, dentro das quatro linhas. 

Debaixo de muito sol, em mais uma injustificável 4ª feira, Mansueto Pierotti se lotou para apoiar as equipes, com destaque para a enorme presença de crianças, com seus uniformes escolares ainda. Digna de nota a presença de Pedro Francisco Garcia, o eterno ídolo da Fiel Torcida, marcador do tento que deu ao alvinegro de Parque São Jorge seu primeiro título de campeão brasileiro. Sim, o “pequeno grande” Tupãzinho. 


Um pequeno momento para a humanidade, mas enorme momento para mim: foto ao lado do ídolo e técnico do Tupã, Tupãzinho. Foto: Transeunte. 

Apesar de toda a expectativa, a partida não foi muito entusiasmante na primeira metade da etapa inicial. Durante longos 20 e tantos minutos, as equipes se estudaram mutuamente, e criaram poucas chances de gol. Uma leve apresentação mais ofensiva dos anfitriões, mas nada que justificasse um domínio no placar. 


Lance da primeira etapa. Foto: Estevan Mazzuia. 

O São Vicente, aliás, teve diversas oportunidades de bola parada, mas as cobranças insistiam em parar nas barreiras formadas pelo arqueiro Marcão. A primeira grande chance ocorreu somente aos 33 minutos: Leandrão recebeu livre na área, matou no peito e chutou de esquerda, em cima do goleiro do Índio. 


Disputa por bola aérea acompanhada por bom público. Foto: Estevan Mazzuia. 

O sol era tão forte que, aos 39 minutos, o árbitro aproveitou uma breve paralisação para que Cléber Diego, arqueiro vicentino, amarrasse as chuteiras, e foi até a lateral do campo se refrescar com um providencial copo de água. 


O simpático Spyke, cão da GCM vicentina, observa o atendimento médico de Marinho (2), que foi substituído por Michel, ainda na primeira etapa. Fotos: Estevan Mazzuia.

O último bom momento do primeiro tempo foi novamente com Leandrão. Aos 40 minutos, o centroavante recebeu uma bola alçada da lateral e cabeceou fraco ao gol. Na sequência, foi a vez de Lutcho perder outra oportunidade, e a torcida começou a manifestar sua impaciência. 


Detalhe da bola cabeceada por Leandrão, que sobraria para Lutcho. Foto: Estevan Mazzuia. 


Lutcho flutua em busca da bola. Foto: Estevan Mazzuia. 

Na volta para a etapa final, o Esquadrão calunga entrou em campo elétrico, fazendo muito pressão. Aos 9 minutos, Flávio bateu da esquerda, Marcão bateu roupa e Natan quase marcou. Aos 15 minutos Waguininho fez boa jogada pela esquerda e cruzou para Dodô, que chutou em cima do defensor. 


Escanteio para o São Vicente. Foto: Estevan Mazzuia. 

Leandrão não estava em um bom dia, e a torcida pegava no seu pé a cada falha. Mas sua redenção veio aos 24 minutos. Waguininho pegou a bola no meio de campo e correu junto á lateral direita, até a linha de fundo, de onde cruzou para que o centroavante só desviasse de cabeça. Fraquinha, a bola morreu no fundo das redes. 


Waguininho vai à linha de fundo e cruza.... Foto: Estevan Mazzuia. 


... para Marcão (no centro da foto) fazer o gol. Foto: Estevan Mazzuia. 

O Tupã empatou aos 31 minutos, mas a arbitragem assinalou irregularidade: Oliveira teria utilizado a mão, e levou cartão amarelo. Aos 38, o alvinegro Calunga chegou perto de ampliar. Esquerda jogou pelo lado que lhe deu a alcunha, e cruzou. Lino e Leandrão se alteraram em três tentativas, mas o ótimo arqueiro Marcão, mais uma vez, salvou o onze visitante. 


Auxiliar nº 2 observa a partida, após assinalar a irregularidade no gol do Tupã. Foto: Estevan Mazzuia. 


São Vicente explorou muito bem as laterais do campo. Foto: Estevan Mazzuia. 

Aos 45 minutos Lino perdeu nova chance de sacramentar a classificação, em chute cruzado do lado direito. Houve tempo, ainda, para Waguininho aprontar de novo, e cruzar da esquerda para Lino, que bateu por cima do gol. Waguininho aliás, inteligentemente havia forçado, minutos antes, seu terceiro cartão amarelo, ao retardar a cobrança de uma lateral, e será uma das principais armas vicentinas na fase derradeira do campeonato. 

Fim de jogo, São Vicente 1x0 Tupã, resultado que classificou o antes desacreditado São Vicente, com uma rodada de antecedência. Caso o Tupã não seja punido na próxima segunda-feira, tem chances matemáticas de classificação. Precisará vencer o Jaboticabal e, ironia do destino, depender de uma vitória calunga em Olímpia. Detalhe: os titulares vicentinos terão folga. 


Detalhe da festa dos jogadores. Foto: Estevan Mazzuia. 

No meio da justa festa dos atletas, recebi um abraço do capitão Flavio, caí no chão, quebrei meu fone de ouvido, mas valeu a pena. É um grande prazer acompanhar a trajetória dessa equipe simpática e esforçada, que sob o comando de Cristiano Troisi está fazendo história. E, pelo segundo ano seguido, a Baixada Santista estará presente na fase final da Segundona. 


No melhor estilo “última foto”: Flávio se prepara pra pular em cima de mim; em instantes, eu estaria no chão, enrolado em minha máquina fotográfica, minha mochila, e o que sobrou de meu fone de ouvido.... Foto: Estevan Mazzuia. 

Foi isso! 

Abraços 

Estevan