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quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Massacre do Avai contra o Santana/AP em Guarulhos

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois do modorrento 0x0 entre Guarulhos e Flamengo, o Grupo 29 da Copa São Paulo de Futebol Júnior fechou a sua primeira rodada com um daqueles jogos que só acontecem nessa competição: o duelo insólito entre Avaí e Santana do Amapá. Chance de goleada no Estádio Antônio Soares de Oliveira.

O Santana veio para a segunda disputa de Copinha em todos os tempos depois do título amapaense de 2021 em cima do Macapá. Na primeira, em 2010, eles sofreram uma das maiores goleadas da história, um 14x0 a favor do Santo André em Indaiatuba. Eu, claro, vi o jogo em que eles menos sofreram gols: Vitória do Vitória por 1x0 pela rodada inicial. Doze anos depois eles retornaram buscando melhor sorte.




Destaque do Avaí posado com Deus e o mundo e o Santana apenas com os 11 titulares, como deve ser. Depois os capitães e quarteto de arbitragem

A chuva da preliminar terminou antes do segundo jogo, e pude fazer as fotos sem nenhum perrengue. Junto com o amigo Lucas Gabriel, o glorioso Cancheiro, acompanhei o ataque catarinense. Se o Santana tinha esperança de começar a disputa da Copa São Paulo com o pé direito, ela se dissipou logo aos 30 segundos com o gol de Andrey. A partir daí, nenhuma chance aos amapaenses e pressão total do Avaí.

O segundo gol do Leão da Ilha foi de Gaspar em nova jogada pela direita aos 22. Igor marcou o terceiro aos 24 em presentaço da zaga e novamente Gaspar anotou o quarto aos 33 de cabeça. O 4x0 ficou barato no intervalo levando em conta o alto número de chances criadas. Para o segundo tempo fui para a arquibancada e lá encontrei o glorioso Sérgio Oliveira, Renato Abelha Rocha e o motorista da rodada Caio.





Só deu Avaí em Guarulhos. Na segunda foto, detalhe do quarto gol marcado de cabeça por Gaspar e na sequência a comemoração

O time avaiano retornou ao gramado no mesmo esquema e aos cinco minutos Adiel marcou pela quinta vez. Gustavo aos 10 fez o sexto. Outro Gustavo - esse lance de um monte de nome igual sem apelido é um porre - fez o sétimo aos 22. Macaé anotou o oitavo de pênalti aos 27. Aí o Avaí sossegou, e a vitória que poderia ser de dois dígitos foi de apenas um. Thiago, não sei como em virtude de tamanha preguiça, fechou a goleada aos 40.


Adiel marcando o quinto gol aos cinco do tempo final


O cruzamento que originou o sétimo do Avaí


Macaé marcou pela oitava vez em pênalti


Dos pés de Thiago, o time catarinense fechou o massacre com o nono gol

O Avaí 9-0 Santana foi a maior goleada da 52ª edição da Copa São Paulo nos seus três primeiros dias. Também foi o jogo com maior número de gols que vejo desde 2014, também um 9x0, também em Guarulhos com Flamengo 9x0 Imagine/TO. Foi a sétima partida de um total de 348 que já acompanhei no torneio mais importante de base do país com mais de nove gols. Compensou um pouco o 0x0 da preliminar.

Sem tempo de embaçar, pegamos a estrada com destino a Osasco, pois no Rochdale colocaria o meu primeiro time na Lista em 2022.

Até lá!

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Ficha Técnica: Avaí 9-0 Santana/AP

Em breve
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sábado, 24 de julho de 2021

No aniversário da Fazendinha, derrota corintiana nos Aspirantes

Texto e fotos: Fernando Martinez


Olha, não está fácil acompanhar o Campeonato Brasileiro de Aspirantes. Após o 0x0 entre Santos e Grêmio no dia 15 de julho, meu aniversário, voltei ao torneio com o duelo entre Corinthians e Avaí no Estádio Alfredo Schurig na última quinta-feira. Foram 90 minutos bem ruins e por pouco não acompanhei novo zero a zero.

A fórmula bizarra da competição coloca os times do Grupo A contra os do Grupo B em turno único. Em 2020 um dos grupos somou mais pontos do que o outro e em 2021 isso acontece novamente. O Corinthians, um dos concorrentes a uma vaga na chave A nem estaria próximo da classificação se estivesse na B. Coisas de um regulamento torto.


Visão geral do Alfredo Schurig no dia que comemorou 93 anos de vida como estádio corintiano


Quarteto de arbitragem e capitães dos times

O sub-23 do alvinegro chegou nessa peleja com duas derrotas seguidas e sete pontos ganhos, enquanto o Avaí somava nove. Estava na hora dos comandados do técnico Danilo emplacarem uma reabilitação, caso contrário a vaga na segunda fase estaria seriamente comprometida. Antes do jogo em si, o maior destaque sem dúvida ficou por conta de uma informação que quase passou batida pelo que vos escreve. O 22 de julho marcou o 93º aniversário do Parque São Jorge.

Foi neste dia em 1928 que o Corinthians atuou na Fazendinha pela primeira vez como mandante. O alvinegro comprou o local do Esporte Clube Sírio e inaugurou a cancha em amistoso contra o America do Rio. Lá, o elenco principal fez 469 apresentações na história e conquistou quatro títulos: o paulista de 1928 e o terceiro tri estadual em 1937, 1938 e 1939. Hoje o campo é a casa das categorias de base e do futebol feminino, um uso muito digno para um espaço tão histórico.

Pena que a partida não tenha sido aquela maravilha. O alvinegro - que jogou com a camisa de cruz, uma invenção que no papel era interessante, mas que na prática ficou ruim - foi melhor do que os catarinenses na etapa inicial, porém não transformou o leve domínio em gols. Bom, até chegou a inaugurar o placar aos quatro minutos em finalização de Gabriel Fernandes, só que ele estava impedido.

Ele mesmo tentou aos dez e o chute da esquerda passou perto da meta. Aos 18, Matheus Matias completou cruzamento da direita com um belo toque de letra e a bola tirou tinta da trave. Aos 29 a zaga do Avaí salvou em cima da linha conclusão vinda de um escanteio. O escrete visitante equilibrou as forças após esse lance e apesar de não ter criado nenhuma chance digna de registro, manteve o 0x0 no intervalo.


Aquele cumprimento esperto dos técnicos Danilo e Evando Camillato antes da peleja





Lances do tempo inicial de Corinthians x Avaí. Foi apenas a terceira vez que um elenco profissional do alvinegro usou a polêmica camisa com a cruz e cores do Corinthian-Casuals

Na segunda etapa os times levaram o jogo em banho-maria até os 25 minutos e nada aconteceu. Os melhores momentos ficaram para a metade final. Primeiro foi Hugo Borges que chutou quase do meio de campo e a pelota acertou o travessão. Um pecado. Ele voltou a assustar aos 36 em cabeçada que passou perto. Pouco depois André fez milagre em testada firme de Jonathan Lessa. O Avaí só se defendia e teve a primeira chegada real de perigo somente aos 44. Guilherme Castelani deu a bola nos pés de João Vitor e ele perdeu. Na cobrança de escanteio, Felipe Silva subiu mais do que os zagueiros e marcou o tento visitante.






No segundo tempo o jogo caminhava para um murcho 0x0 até que o Avaí fez o único gol quase nos acréscimos

O alvinegro não merecia, porém quando o árbitro apitou pela última vez o marcador registrava Corinthians 0-1 Avaí. É aquele velho esquema do "resultado injusto", mas perder tantos gols sempre é perigoso. A terceira derrota seguida complica a situação da equipe, ainda mais levando em conta que o próximo adversário é o Fortaleza e seus 100% de aproveitamento.

A cobertura seguinte foi um novo capítulo da luta do Oeste contra o rebaixamento na Série C. O rubro-negro está prestes a jogar a Série D em 2022 e fui acompanhar de perto o confronto contra o Paraná, outro ameaçado.

Até lá!

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Ficha Técnica: Corinthians 0x1 Avaí

Local: Estádio Alfredo Schürig (São Paulo); Árbitro: Pietro Dimitrof Stefanelli/SP; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Thiaguinho, Luan Vitor, Igor Marques, Rafael Bilu, Danielzinho, Felipe, Jô, Luan Silva, Da Silva; Gol: Felipe Silva 44 do 2º.
Corinthians: Guilherme Castelani; Igor Marques, Igor Moraes, Jonathan Lessa e Luan Vitor (Wiliam Felix); Thiaguinho, Gabriel Fernandes (Eduardo Tanque), Warian Souza e Rafael Bilu; Matheus Mathias (Hugo Borges) e Matheus Melo (Richard Silva). Técnico: Danilo.
Avaí: André; Felipe, Luiz Gustavo, Felipe Silva e Gabriel (Ned); Kazu, João Vitor, Luan Silva (Andrey) e Fraga (Da Silva); Jô (Adiel) e Danielzinho (Thiaguinho). Técnico: Evando Camillato.
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Copa São Paulo: Virada heroica do Avaí em cima do Paraná


Fechando a jornada inicial do Grupo 14 da Copa São Paulo de Futebol Júnior, o Estádio Ítalo Mário Limongi foi palco de um confronto direto do Sul do país: Avaí x Paraná Clube. Jogo legal que aparece pela segunda vez na história por aqui. Os times já haviam se enfrentado pelas quartas-de-final da edição 2009 da Copinha. Naquela ocasião, os catarinenses venceram por 2x1.



Avaí e Paraná Clube posam para as fotos oficiais antes do jogo. Fotos: Fernando Martinez.


Quarteto de arbitragem e capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

Assim como na preliminar, não sabia o que esperar do jogo, mas torcia para que pudesse ver 90 minutos no mínimo interessantes. Não dei sorte, pois a peleja foi bem mais ou menos na maior parte do tempo. Na primeira etapa o sono imperou e a emoção passou longe da sede de Indaiatuba. Tanto Avaí quanto Paraná concentraram as ações em lances no meio-campo, longe do campo ofensivo.

No único lampejo de criatividade, o escrete paranista abriu o marcador. Após boa jogada pela direita, o camisa 9 Guga apareceu entre os zagueiros e inaugurou o placar. Com a vantagem mínima, o tempo inicial chegou ao seu final. No comecinho do segundo, Emanoel, goleiro paranaense, salvou o empate quase certo.

A tônica dos 45 minutos finais foi a seguinte: O Paraná recuado demais e o Avaí ocupando o campo adversário. O que pegou foi a pouca inspiração do ataque catarinense. O murcho confronto foi seguindo sem maiores emoções até os 41 minutos. Daí para frente, os times acordaram e vimos dez minutos de pura emoção.

Aos 41 o Leão da Ilha conseguiu um pênalti a seu favor. Raphinha cobrou bem e deixou tudo igual. O Avaí se mandou ao ataque em busca da virada e quase tomou o segundo logo em seguida. Aos 46 Gabriel foi expulso e deixou os catarinenses com um a menos. Dois minutos depois, o alviazul conseguiu emplacar um contra-ataque sensacional que terminou com o chute milimétrico de Juninho no canto direito de Emanuel.


Falta para o Avaí no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.


Outra falta a favor dos catarinenses, agora pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.


Ataque paranista no tempo final. Foto: Fernando Martinez.



Após ficar na defesa durante todo o segundo tempo, o Paraná só foi ao ataque depois de sofrer o empate. Não deu certo. Fotos: Fernando Martinez.

Essa reação heroica fez com que a partida terminasse em Avaí 2-1 Paraná Clube. O Time da Raça terminou a rodada inicial na liderança da chave, mas foi ultrapassado pelo Primavera no confronto direto entre os dois, realizado na última jornada. Na segunda fase, o Avaí vai enfrentar o invicto Água Santa sábado em Capivari. O Fantasma pega o Fluminense na sexta-feira.

Sem tempo para embaçar depois do atraso no jogo inicial, voltei para a rodoviária da cidade rapidinho junto com os amigos presentes e dali peguei o ônibus de volta para a capital. Após dois jogos debaixo de um calor senegalesco, o que mais queria era um bom banho e cama. A noite foi muito bem dormida, e no domingo foi a vez de colocar outro time genial na Lista.

Até lá!

Fernando

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

ADECO começa o Brasileiro Feminino com goleada

Opa,

Semana passada começou o Campeonato Brasileiro Feminino 2014, a segunda edição do certame no novo milênio. E nada melhor do que começar as coberturas do JP com a estreia do atual campeão, o Centro Olímpico, jogando contra o estreante Avaí no Estádio Conde Rodolfo Crespi, a Rua Javari.

Como aconteceu em 2013, a edição do Brasileirão das meninas tem 20 clubes divididos em quatro chaves de cinco times cada. Mas diferente do ano passado, dessa vez alguns dos clubes que fazem um trabalho contínuo na categoria foram preteridos em favor de times "tradicionais".

Graças a isso equipes como Rio Preto, Francana, Aliança/GO, ASCOOP/DF, Botafogo/PB e Tiradentes do Piauí ficaram de fora. Tudo bem que é legal ter nomes de peso para chamar um pouco a atenção da mídia (não chama mesmo assim, mas vamos fingir que acreditamos), mas é injusto a organização ter deixado de fora agremiações que fazem um trabalho sério.


ADECO (feminino) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


Avaí SC (feminino) - Florianópolis/SC. Foto: Fernando Martinez.


Capitãs dos times e trio de arbitragem feminino para a partida com a árbitra Katiucia da Mota Lima e as assistentes Tatiane Sacilotti Camargo e Patricia Carla de Oliveira. Foto: Fernando Martinez.

Enfim, no final nem dá pra reclamar tanto pois pelo menos a Caixa bancou de novo a realização da competição, algo absolutamente necessário no triste mar de desinteresse em relação à categoria. Voltando a falar das equipes, Centro Olímpico e Avaí fazem parte do Grupo 1 junto com Portuguesa, Chapecoense e Botafogo/RJ. As duas melhores classificadas da chave vão para a segunda fase.



Fazemos questão de destacar a homenagem que a diretoria juventina fez aos saudosos amigos Sérgio e Alfredo, agraciados com duas placas no setor das arquibancadas que mais estavam acostumados a acompanhar as partidas. Uma atitude sensacional do CAJ. Fotos: Fernando Martinez.

Mesmo com o desfalque de várias atletas cedidas para a seleção brasileira que está jogando a Copa América, o favoritismo era amplo para o ADECO. No feminino a diferença técnica ainda conta demais e o esforçado time do Avaí não foi páreo para as locais.


Ataque local no começo da peleja. Foto: Fernando Martinez.


Ketlen cruzando dentro da área. Foto: Fernando Martinez.

O escrete paulistano jogou fácil e criou um sem número de chances espalhadas pelos 90 minutos de partida. As atacantes da equipe não contavam com a brilhante atuação da arqueira visitante Emanoella. Ela fez seis ou sete defesas sensacionais e impediu que o placar alcançasse dois dígitos.


Boa chegada de Luana. Foto: Fernando Martinez.


Investida do ADECO pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.


Ketlen comemorando o quarto gol do Centro Olímpico. Foto: Fernando Martinez.

Ainda no tempo inicial Fernanda abriu o marcador aos 16 minutos e Luana ampliou em penalidade máxima aos 20. Na etapa final Gabriela marcou o terceiro aos 18, Ketlen o quarto aos 36 e novamente Gabriela fez aos 46 minutos, fechando a goleada.


Mais um ataque da atacante paulistana. Foto: Fernando Martinez.


Rara presença do Avaí no campo de ataque. Foto: Fernando Martinez.

O placar final da peleja na Rua Javari ficou em Centro Olímpico 5-0 Avaí, numa ótima estreia para as atuais campeãs. Na segunda rodada da chave as catarinenses recebem o Botafogo e o ADECO descansa. O time volta a campo apenas no dia 24 jogando contra o Fogão no Rio.

Até a próxima!

Fernando

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

JP no "amistoso" entre Grêmio Barueri e Avaí na Série B

Opa, 

Desde que começamos a curtir jogos perdidos, ficamos sabendo que existe uma velha máxima que diz o seguinte: "sempre existe a chance de existir jogo perdido num campeonato nada perdido". No sábado passado tive a oportunidade de ouro de comprovar isso numa peleja válida pela 37ª e penúltima rodada do Campeonato Brasileiro da Série B na Arena Barueri. 

Grêmio Barueri e Avaí se enfrentaram num verdadeiro "amistoso de luxo". O primeiro já foi condenado à Série C, enquanto o segundo faz papel de coadjuvante no certame há muito tempo. O desinteresse era geral, já que o maior interesse estava nos jogos São Caetano x Goiás e Criciúma x Atlético/PR, ambos importantes para a definição do acesso para a Série A. 

De acordo com o espírito do blog, a escolha pelo jogo "fantasma" foi óbvia. Graças a isso, consegui um fato emblemático para a nossa história. Já estamos acostumados a captar imagens exclusivas em diversos campeonatos, mas pela primeira vez tivemos a honra de fazer isso no segundo nacional mais importante do Brasil, já que nenhum fotógrafo se deu o trabalho de ir captar algum instantâneo por lá. 

Bom, sem mais delongas, vamos começar a falar sobre a peleja, certo? Primeiro, as fotos das equipes posadas, sempre uma cortesia do Blog do Fern... ops, do JP. 


Grêmio R Barueri - Barueri/SP. Foto: Fernando Martinez. 


Avaí SC - Florianópolis/SC. Foto: Fernando Martinez. 


Trio de arbitragem da partida e capitães dos times. Foto: Fernando Martinez. 

Como disse antes, esse jogo não valia absolutamente nada em se tratando da tábua de classificação da Série B. O Barueri fez um campeonato assombroso de ruim, especialmente no primeiro turno. O time somou apenas 10 pontos nos 19 jogos iniciais e complicou sua campanha para o turno final. O resultado disso foi o inapelável rebaixamento para a terceira divisão nacional em 2013, lugar de onde saiu em 2006. 


Saída de bola da equipe do Barueri. Foto: Fernando Martinez. 

A campanha do time do Guga foi muito melhor desde a rodada inicial e logicamente nem se compara à do time paulista. Mas durante todas as 36 rodadas até então, o time ficou naquele famoso "chove-não-molha". Longe da zona de rebaixamento, mas também não muito perto da luta por uma vaga na primeira divisão no ano que vem. No final, o time deve ficar em sexto ou sétimo lugar, uma boa posição, mas nada assim uma Brastemp. 


Escanteio perigoso para os catarinenses cortado pela zaga local. Foto: Fernando Martinez. 


Saída tranquila do gol por parte do goleiro Marcelo Moretto, do Avaí. Foto: Fernando Martinez. 

E esse clima de fim de festa na despedida do time barueriense de casa pela Série B foi levado para dentro de campo durante os primeiros 45 minutos de jogo. Digamos que foi algo meio sonolento. O time local não fez uma partida ruim, mas também não fez nada tãããão fantástico ou que será lembrado por toda a história. 


Imagem geral de escanteio para a equipe de Santa Catarina. Note-se na foto que a cobertura da Arena Barueri já começou a ser construída. Foto: Fernando Martinez. 

O Avaí teve mais posse de bola, mais domínio territorial, mas também estava num péssimo dia para concluir no gol. A peleja foi seguindo e ao final do primeiro tempo o jogo estava num óbvio 0 x 0. No intervalo subi para as cabines de imprensa para fazer o famoso lanchinho que é sempre distribuído por lá. Mas como a fase não anda nada boa, as poucas bolachas foram devoradas pelos colegas jornalistas presentes antes mesmo da minha chegada. Ir para o estádio sem almoçar é isso mesmo... 


Mais uma chegada ofensiva do time de Florianópolis. Foto: Fernando Martinez. 

Voltei para o campo acompanhar o tempo final com a esperança que a peleja ficasse ao menos um pouco melhor. E com a benção dos céus, as equipes voltaram mais inspiradas e tivemos sim um jogo bastante animado. Apesar do Avaí chegar mais próximo do gol local, foi o Grêmio Barueri quem abriu o marcador aos 13 minutos. 


Ataque do Avaí pela direita no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez. 

Thiago Elias, que tinha entrado no intervalo, apareceu livre após uma bola esticada para o ataque e tocou duas vezes na pelota para deixar a equipe da casa com vantagem no placar. Na busca do empate, o Avaí se mandou para o ataque, mas a inoperância ofensiva foi fatal para as pretensões da equipe azul. 


Dieguinho, camisa 18 do time visitante, subindo no segundo andar para tentar o gol. Foto: Fernando Martinez. 

Para piorar a situação dos catarinenses, o Grêmio acertou um ótimo contra-ataque aos 28 minutos e Ronir, camisa 10 dos paulistas, chutou forte para vencer o goleiro Marcelo Moretto e colocar a bola no canto direito. Daí até o final, o jogo voltou ao ritmo modorrento do primeiro tempo e nenhuma mudança mais aconteceu no marcador. 


Outra bola alçada dentro da área do Grêmio Barueri. Foto: Fernando Martinez. 

Final de jogo: Grêmio Barueri 2-0 Avaí. Mesmo com outra vitória e a chegada aos 30 pontos, o time paulista não saiu da lanterna da Série B, lugar que ocupou muito tempo durante o decorrer do certame. O Avaí continuou com os mesmos 58 pontos e estacionado na sétima colocação. Foi o último jogo do GRB dentro de casa e sabe-se lá quando teremos a chance de ver uma peleja de Série B ali outra vez. 

Saindo da Arena, segui com a companhia dos amigos Paulo "Shrek" e Matheus para satisfazer a lombriga de estimação com deliciosas esfihas perto do meu antigo QG no bairro do Pari. Com a barriga cheia e em mais uma tarde/noite com alimentação saudável, voltei para casa para descansar, já que o dia tinha sido extremamente cansativo. 

Mas no domingo teve mais rodada, agora um jogo não-perdido. 

Até lá! 

Fernando