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terça-feira, 27 de maio de 2025

I9 vence os dois jogos contra o Barretos pelo sub-13/sub-14 no seu CT

Texto e fotos: Fernando Martinez


A Caravana da Coragem já acumulava seis jogos em dois dias e, no domingo, encerramos a programação com mais três partidas. O plano original previa apenas uma peleja, mas acabou virando uma maratona tripla. A rodada da manhã e do início da tarde não foi das mais empolgantes, porém serviu para colocar o CT do I9 na Lista, com os duelos entre I9 e Barretos pelos Campeonatos Paulistas sub-13 e sub-14.

O CT do I9 ocupa o espaço do antigo centro de treinamento do Olé Brasil, time de Ribeirão Preto de vida curtíssima, que disputou apenas quatro edições do profissionalismo, de 2009 a 2011 e 2015. Após sua extinção, tudo ficou parado até que o novo clube da cidade, fundado em 2019, assumisse as instalações. Ah, o nome oficial do local é Centro de Treinamento Santa Iria.


Parece uma picada, mas é a entrada do CT do I9 em Ribeirão Preto

Passamos a noite em um hotel com custo-benefício excelente no centro de Ribeirão Preto. Junto com a dupla Bruno e Victor, aproveitei um café da manhã sensacional e, após encontrar o Caio, seguimos rumo ao CT, cerca de dez quilômetros distante. Por motivos óbvios, acreditávamos que o lugar estaria deserto, mas, assim que chegamos, nos deparamos com uma verdadeira multidão na estrada que leva ao centro de treinamento.

Era claro que aquela galera com roupas de balada — muitos pra lá de Bagdá, outros em outra dimensão e vários parecendo zumbis do espaço — não estava ali para assistir a I9 x Barretos. Ficamos curiosos para saber o motivo daquela fauna reunida. Bastou pegar a trilha até o portão principal para descobrir que havia rolado uma festa gigantesca durante toda a madrugada e que estava prestes a acabar.

Chegar ao estacionamento foi uma verdadeira loucura. Um mar de gente tentando sair e nós tentando entrar. Na marra e levando bem mais tempo do que o esperado, finalmente conseguimos parar o carro no ponto certo. Corri para o gramado e consegui, no limite, captar as imagens oficiais das duas equipes.


I9 International Academy / Organização Exploração de Atividades (sub-13) - Ribeirão Preto/SP


Barretos Esporte Clube (sub-13) - Barretos/SP

Essa foi a segunda rodada da primeira fase das duas competições. Na estreia, o I9 goleou a Francana fora de casa por 4 a 0, enquanto o Barretos superou o Monte Azul por 2 a 0. Além destes, Meia Noite, Olímpia, Catanduva e Comercial-RP também integram o Grupo 2.

Até hoje eu tinha visto apenas três jogos na “Califórnia Brasileira”, um número irrisório. Foram duas partidas em 2009: uma vitória do Bafo sobre o Taquaritinga pela Série A2 e o triunfo do saudoso Jaboticabal contra o Olé Brasil por 3 a 2. A terceira foi em 2015, outro 3 a 2, dessa vez do Botafogo sobre o Ríver/PI na primeira final da Série D do Brasileiro.

O clima não estava com aquele calor insano típico de Ribeirão no verão, mas o sol brilhava forte. Por sorte, uma abençoada árvore proporcionou uma sombra providencial que me acompanhou nos dois jogos. Vale dizer que é uma delícia ver futebol ali, mesmo não sendo um estádio propriamente dito.

No Sub-13, o I9 dominou sem sustos. Logo aos sete minutos do primeiro tempo, Luiz Fabiano abriu o placar para os locais. O Barretos até tentou reagir, mas não teve forças para criar boas chances. Na etapa final, senhor absoluto da peleja, o time de Ribeirão fez o segundo, novamente com Luiz Fabiano. Nos pênaltis (lembrando que no Sub-13 e Sub-14 existe a disputa por um ponto extra após os jogos) o I9 venceu por 5 a 4.







Momentos de I9 x Barretos pelo Paulista sub-13



O pênalti perdido pelo Barretos e o convertido pelo I9 que valeu o ponto extra

Encerrado o duelo do Sub-13, foi a vez da categoria Sub-14. Na estreia, o I9 havia derrotado a Francana por 2 a 1, enquanto o Barretos perdera em casa para o Monte Azul por 3 a 1. O favoritismo era todo dos mandantes. Enquanto a bola rolava, o destaque ficou para o pessoal que ainda deixava a tal festa e passava pelo lado de fora do alambrado. Em certo momento, os gandulas largaram o jogo para admirar moças com trajes pra lá de sumários. O futebol ficou definitivamente de lado.


I9 International Academy / Organização Exploração de Atividades (sub-14) - Ribeirão Preto/SP


Barretos Esporte Clube (sub-14) - Barretos/SP

Dentro de campo, e comigo ainda sob a gloriosa sombra próxima ao gol da entrada, o I9 foi amplamente superior. A parada ficou resolvida no primeiro tempo, com gols de Gustavo, Maxwell e João Gabriel. O 3 a 0 saiu barato. No segundo tempo, o placar poderia ter sido maior, mas a molecada da casa não se dedicou como antes. Nos pênaltis, repeteco do marcador depois que o I9 converteu suas três cobranças e o Barretos desperdiçou todas. Uma rodada perfeita para os ribeirão-pretanos: duas vitórias, dois pontos extras e nenhum gol sofrido.







Lances do jogo do sub-14 entre I9 e Barretos

Sob um sol forte, deixamos o CT Santa Iria já completamente vazio, um contraste com a muvuca encontrada pela manhã. O relógio marcava 13 horas e restavam “apenas” 271 quilômetros até a sessão vespertina. Para muitos, seria impossível chegar a tempo. Para o amigo Caio, foi só mais um domingo qualquer.

Até lá!

Ficha Técnica: I9 2-0 Barretos (5-4)

Local: CT I9 International Academy (Ribeirão Preto); Árbitro: João Victor Queiroz; Público e Renda: Portões abertos; Gols: Luiz Fabiano 7 do 1º e 19 do 2º.
I9: João Gabriel; Eduardo, Felipe, Vinícius e Léo; Lucca, Mumu, Gabriel Aguiar e Arthur; Luiz Fabiano e Bill (titulares). Davi; Caíque, Alysson, Henzo, Kaike, Benício, Caio, Hector Gabriel, Victor, Luiz e Pedro (reservas). Técnico: Jhonatan Pena.
Barretos: Lucas; Pedro Otávio, Lucas Gadia, Henrique e João Vítor; David João, João Vítor, Henry e Alerrandro; Luiz Otávio e Gabriel Rebor (titulares); Davi; João, Henrique, Victor Leonel, Luís Fernando, Gabriel Andrade, Carlos, Wilbner, Lorenzo e Lucas Bernardes (reservas). Técnico: William Melo.

Obs¹: Nos jogos do Campeonato Paulista sub-13/sub-14 todos os atletas relacionados entram em campo por, no mínimo, 15 minutos. No primeiro tempo, até a parada técnica obrigatória, os técnicos não podem promover substituições, exceto por questões médicas. Após a parada, os reservas obrigatoriamente substituem os titulares. Os que entrarem também não podem ser substituídos. Os atletas educandos que não forem substituídos na primeira parada técnica, devem obrigatoriamente iniciar o segundo tempo jogando e somente poderão ser substituídos na segunda parada técnica, exceto por questões médicas. Após a participação de todos os atletas educandos na partida, será livre o número de substituições. Os jogos são disputados em dois tempos de 30 minutos e, independentemente do resultado, todas tem decisão por pênaltis. O vencedor fica com um ponto extra.

Obs²: No I9, Caíque entrou no lugar de Arthur no primeiro tempo e Kaike substituiu Caíque aos 32 do segundo. Aos 32 do segundo tempo, Caíque e Luiz Otávio foram substituídos disciplinarmente por terem trocado socos.


Ficha Técnica: I9 3-0 Barretos (3-0)

Local: CT I9 International Academy (Ribeirão Preto); Árbitro: André Antônio de Biaggi; Público e Renda: Portões abertos; Gols: Gustavo 9, Maxwell 12 e João Gabriel 27 do 1º.
I9: Apolo; Levy, Davi Luís, Arthur e José Eduardo; Enzo Pietro, Gustavo, João Nélson e Aryel Vítor; Maxwell e Enzo Rossi (titulares). José Augusto; Kaio Matos, Gustavo Monteverde, Luiz Gustavo, Luiz, Cainã, Ismael, João Gabriel, Cauã Lima, Richard e Luiz Roxo (reservas). Técnico: José Luiz Ribeiro.
Barretos: Jairo; Léo, Isaque, Pedro, Marcelo, Laerty, Gabi Gol, Guilherme, Enzo e Riquelmy (titulares). Arthur; Felipe Saud, Vítor Fiumaro, Ollavo,Arthur, Wallace, João Victor, Arthur Righeti, João Pedro Matos, Victor e João Pedro Correa (reservas). Técnico: Vinícius Torres.

Obs¹: No I9, Gustavo deu lugar a João Gabriel aos 15 do segundo tempo.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

Sem inspiração, Nacional e Barretos ficam no 0 a 0 no Alayon

Texto e fotos: Fernando Martinez


No último sábado, começou o período mais infernal do ano na capital bandeirante: os festejos de carnaval. Da minha parte, a festa vai ser mesmo com futebol. No Estádio Nicolau Alayon, acompanhei o duelo entre Nacional e Barretos, um confronto que não acontece sempre, pela nona rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A4.

O Naça vinha de duas vitórias: 1 a 0 contra o Jabaquara (com a minha presença) e um surpreendente 3 a 0 contra o Penapolense no meio da semana. A equipe queria fazer a trinca, algo que não ocorre desde julho de 2023. O BEC não estava em boa fase e se contentava com um empate.

O Data Fernando informa que o Nacional é um velho freguês do BEC. Desde o primeiro encontro em um amistoso em 1962, foram 21 confrontos entre os dois. Os ferroviários venceram apenas cinco vezes, contra 11 do Barretos (incluindo os quatro últimos compromissos), além de cinco empates. Eu tinha assistido apenas um deles, válido pela Segundona de 2014, que terminou em 0 a 0 na Comendador Souza.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Barretos Esporte Clube - Barretos/SP


Os capitães dos times ao lado do árbitro Vinícius Diniz de Camargo, os assistentes Douglas Marcel Borges e Lucas Rodrigues Antônio e o quarto árbitro João Batista do Nascimento Avelino

Assim como há 11 anos, a partida foi bem fraca. O Nacional quase abriu o placar aos nove minutos, com um desvio de César e uma boa defesa de Leonardo. O Barretos respondeu aos 20, com Patrick, mas nada fenomenal. O papo com os amigos presentes, para variar, foi o melhor da tarde. Os grandes alvinegros Matheus Trunk, Milton e Caio estiveram lá, assim como a rapaziada do Instagram Victor e Eduardo.

Na etapa final, os nacionalistas chegaram perto de abrir a contagem em duas oportunidades, ambas no mesmo lance. Leonardo defendeu a primeira, e a segunda foi salva pela zaga, quase em cima da linha. E foi só isso. No meu jogo de número 50 em 2025, fui premiado com mais 90 minutos sem gols.








Foram poucos os momentos de perigo durante os 90 minutos. O Nacional foi quem levou mais perigo


Placar final mostrando o meu segundo 0 a 0 em 2025. Fevereiro não está fácil

O Nacional 0-0 Barretos impediu que os paulistanos subissem para a quarta posição na tabela de classificação; seguem em sexto, agora com 14 pontos. O BEC é o 11º, com 11. O líder disparado é o Paulista, próximo adversário do antigo SPR. Um duelo absolutamente imperdível.

Voltei para o QG da Zona Oeste em meio aos foliões, e o restante do dia foi estranho. Passei o domingo me recuperando das "emoções" do sábado. Na quarta-feira, deve ter duelo ferroviário por aqui, além de um time novo na lista: o primeiro profissional em 2025.

Até lá!

Ficha Técnica: Nacional 0-0 Barretos

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Vinicius Diniz de Camargo; Público: 191 pagantes; Renda: R$ 2.450,00; Cartões amarelos: Lucas Roberto, Emmanuel Manu, Cauan, Rômulo, Gean Miller, Danilo e Valtinho.
Nacional: Luiz Carlos; Cauan (Felipe Brian), Tallyson, César Augusto e Lucas Roberto; Rômulo, Ronaldy e João Braga (Kléber Balotelli); Gustavo Índio (Victor Sales), Emmanuel Manu (Renan Carvalho) e Nicollas (Paulo Vítor). Técnico: Tuca Guimarães.
Barretos: Leonardo; Valtinho (Rafa Alves), Iury, Luís Fernando e Felipe (Olavo); Bruno Pará, Arisson (Luís Bovo) e Gean Miller; Patrick (Douglas), Alex Lima e Danilo. Técnico: Vilson Tadei.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Oeste e Barretos maltratam a bola e empatam sem gols

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na noite da terça-feira começou a 12ª rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A2. Foram dois jogos realizados, um em São Caetano do Sul e outro em Barueri. Acabei escolhendo a segunda opção, e ao final dos 90 minutos ficou claro que não dei sorte, Numa vazia Arena Barueri, o Oeste enfrentou o Barretos em peleja importante na luta contra o rebaixamento.


Oeste Futebol Clube - Barueri/SP


Barretos Esporte Clube - Barretos/SP


Os capitães dos times junto com o quarteto de arbitragem com Adriano de Assis Miranda, Osvaldo Apipe Filho, Ricardo Luis Buzzi e Saulo Samuel Felix

Ao final da 11ª rodada, o rubro-negro estava no 12º lugar com 13 pontos ganhos enquanto o Touro do Vale ocupava uma posição abaixo com um ponto a menos. Nada indicava que a partida pudesse ser disputada na base da emoção, mas que ela podia ter sido um pouco melhor, ah, isso podia.

Sem vencer em Barueri há quatro jogos o Oeste até que ficou mais tempo com a bola nos pés durante o primeiro tempo, só que isso não se traduziu em chances de gol. A única real oportunidade aconteceu aos 23 minutos num chute de longe que terminou com sensacional defesa do goleiro barretense Wanderson.

O Barretos apostou nos contra-ataques, teve alguns escanteios a favor e bons ataques pelas laterais, porém nem chegou perto de abrir o marcador. Com esse panorama árido de emoções, no intervalo o marcador estava em branco.


Início de investida do Oeste no começo da peleja


Bola que passou por todos na área do Barretos, inclusive pelo atacante local


Bom ataque rubro-negro pela direita


Nesse lance, os jogadores do Oeste pediram pênalti (que não aconteceu) ao árbitro

Enquanto os times estavam nos vestiários, fui dar aquela volta pela Arena e vi apesar do estádio estar vazio, a área VIP estava animadíssima, com direito até a show ao vivo. É fato que a maior parte do pessoal ali não se preocupava muito com o que rolava no gramado.

Resolvi não encarar o show que fazia a cabeça da rapaziada e retornei ao gramado pro tempo final, na esperança de que algum heroi, independente da agremiação, salvasse a noite. Pena que ficou só nisso, já que a falta de inspiração geral ainda era mais forte do que qualquer outra coisa.

Os visitantes foram mais tímidos nesse segundo tempo e ficaram apenas nos contra-ataques. O rubro-negro atacou bastante mas pecou nas finalizações e no preciosismo. Mesmo assim Wanderson ainda foi capaz de fazer três grandes defesas, a melhor delas nos acréscimos num chute à queima-roupa pela direita.


Chance local pelo alto no começo do tempo final


O Oeste ficou quase o segundo tempo inteiro com a bola nos pés, mas não transformou esse domínio em gols


Boa saída do arqueiro visitante para fazer a defesa

No final, o Oeste 0-0 Barretos foi ruim para baruerienses e barretenses, pois ambos ainda estão próximos demais na zona de rebaixamento faltando sete rodadas pro término da primeira fase. Como caem seis equipes, o futebol precisa urgentemente ser melhor do que o atual, caso contrário a A3 em 2018 é uma enorme realidade para ambos.

Barueri é longe de casa e confesso que estava bem cansado ao final dessa jornada no quarto dia seguido de futebol, tanto que dormi de ponta a ponta no trem que me trouxe à capital. Só que a luta não pára, e na quarta-feira teve mais, também seguindo pelos trilhos da Linha 8 - Diamante da CPTM, agora pela Série A3 e com a volta do Projeto 40.

Até lá!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Mogi vence a primeira na A2 com goleada em cima do Barretos

Texto e fotos: Fernando Martinez


A sessão futebolística do domingo cedo foi uma daquelas absolutamente imperdíveis, desde já um dos pontos altos de 2017. O Estádio Nicolau Alayon foi palco de um duelo genial válido pelo Campeonato Paulista da Série A2. Pela primeira vez em todos os tempos, Mogi Mirim e Barretos, os times 17 e 18 do Projeto 40, se enfrentaram pelo estadual.

Foram poucas vezes que o Sapão apareceu no JP em fotos posadas, isso porque o time é frequentador assíduo da Série A1 desde meados dos anos 80, logo, não é alvo das coberturas do blog dentro de campo. Desde que subiu pela primeira vez para a primeirona em 1986, o Mogi voltou a disputar apenas quatro vezes a A2: em 1995, 2007, 2008 e agora em 2017. Números que mostram como ver algum compromisso do alvirrubro em divisão de acesso é algo bastante raro.


Mogi Mirim Esporte Clube - Mogi Mirim/SP


Barretos Esporte Clube - Barretos/SP


Quarteto de arbitragem com o árbitro Aurélio Sant Anna Martins, os assistentes Paulo de Souza Amaral e Leandra Aires Cossette e o quarto árbitro Marcos Silva Gonçalves junto com os capitães das equipes

A temporada 2017 não começou nada bem, pois o onze mogiano foi derrotado nos seus três primeiros compromissos e, ainda pior, sem atuar na sua casa, o Estádio Vail Chaves, por falta de laudos. Uma vitória contra o Barretos, até então com um triunfo e duas derrotas, era mais do que necessária pro time deixar as últimas posições da tábua de classificação.

Só que foi justamente o time do Barretos quem se apresentou melhor durante os primeiros 30 minutos. O Touro do Vale foi bem e criou algumas oportunidades agudas de fazer o primeiro gol da manhã. Primeiro em cobrança de falta que tirou tinta da trave esquerda, depois em dois chutes e boas defesas do goleiro Pablo.

Nos quinze minutos finais o Mogi se encontrou e passou a incomodar o setor defensivo barretense, principalmente nos contra-ataques. Num deles, isso aos 46 minutos, o Sapão abriu o marcador. Edinho recebeu bom passe dentro da área, driblou o defensor e tocou na saída de Wanderson, levando o jogo para o intervalo com a vantagem parcial do alvirrubro.


Cobrança de falta a favor do BEC que tirou tinta da trave de Pablo


Zaga do Mogi Mirim afastando a pelota com estilo de dentro da área


Vinícius aparecendo pela esquerda em ataque perigoso do Touro do Vale


Chuck segurando a bola sob a marcação do camisa 10 Victor

No tempo final, já sem nenhuma sombra no gramado, me mandei para a parte coberta da casa nacionalina e dali vi o Mogi Mirim voltar a campo de uma forma completamente avassaladora. Em menos de três minutos os "donos da casa" fizeram dois gols e praticamente liquidaram a fatura.

O segundo saiu dos pés do camisa 9 Matheus logo no primeiro ataque após ele receber passe dentro da área e chutar forte. No lance seguinte, foi a vez de Formiga fazer o dele, para a festa dos poucos, porém animados, torcedores do Mogi presentes na parte coberta da Comendador Souza.

Os visitantes sentiram demais esses golpes e viram todo o esquema tático ir pro ralo sem o menor dó. Por sua vez, o Mogi Mirim passou a jogar só na boa, se segurando na defesa e deixando o tempo passar. Num contra-ataque aos 21 minutos, Edinho fez brilhante jogada pela direita e tocou para Vitinho só ter o trabalho de tocar pro fundo das redes e decretar a primeira vitória do time no certame.


Wanderson afastando o perigo e mandando bola para escanteio


Barretos saindo para o ataque



Quarto gol do Mogi em dois momentos: Edinho cortando brilhantemente o zagueiro e Vitinho comemorando dentro da área

Final de partida: Mogi Mirim 4-0 Barretos. Esse triunfo tirou o Sapão da zona de rebaixamento e colocou o Touro do Vale entre os seis últimos na tábua de classificação. Apesar do resultado, não vai ser nada fácil o time chegar na parte de cima da tabela jogando sempre longe do Vail Chaves. Resta aguardar pacientemente a volta ao lar.

Esse foi o quinto dia seguido com pelejas pelas divisões de acesso do estado na minha programação maluca do Projeto 40. Completando a sequência insana, na noite da segunda-feira teve outro jogo no ABC Paulista, mais uma vez com um dos destaques da A2 em pauta.

Até lá!