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sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Tanabi perde para o Vila Nova e dá adeus à Copinha

Texto e fotos: Fernando Martinez


O terceiro compromisso da segunda-feira pela cobertura monstro do Jogos Perdidos na Copa São Paulo de Futebol Júnior 2022 foi uma decisão direta de vaga no Grupo 2. Direto do Estádio Alberto Victolo, o Tanabi jogava por um empate contra o Vila Nova para estar entre os 64 melhores times do torneio.

O Tanabi tinha quatro pontos enquanto o alvirrubro goiano tinha três. Um empatezinho servia aos donos da casa, enquanto o Vila tinha que vencer. Um ótimo público foi conferir a grande chance dos locais se classificarem. Sempre quis ver o Tanabi como mandante e foi legal demais sentir o clima de decisão.

Fiz as fotos posadas derretendo e desisti completamente de ficar no gramado. Por sorte a organização da sede reservou um espaço para os profissionais de empresa na parte coberta e lá fiquei. Fez um calor insano com aquele sol ardido e um bafo animal. Sem nenhum exagero, eu devo ter bebido uns 20 copinhos d'água durante os 90 minutos. Não foi fácil.




Quarteto de arbitragem, capitães, Tanabi e Vila Nova antes do duelo decisivo

Como até a rapaziada sub-21 sofre correndo debaixo da lua que fez, o primeiro tempo foi um tanto quanto sem graça. O Vila Nova precisava vencer, mas pouco produziu. Vale lembrar que o Vila conquistou vaga na Copa por ter chegado na decisão do goiano sub-20 em 2021 (foi derrotado pelo seu rival esmeraldino). Aliás, Goiás foi um dos únicos estados contemplados com convites da FPF. A Aparecidense veio por ter sido campeã da Série C e o Atlético por ser uma equipe da Série A mesmo tendo ficado apenas com a quinta colocação no sub-20. Quem dançou nessa foi o querido Goiânia, terceiro colocado do estadual.

Foi somente aos 45 que o jogo teve uma oportunidade digna de registro em ataque paulista pela esquerda e defesa do goleiro visitante. No mais, uma toada modorrenta que me fez temer outro 0x0 na conta. Logo quando a segunda etapa começou, para a tristeza da torcida local, o Vila Nova inaugurou a contagem. Saymon recebeu lançamento perfeito e contou com o “deixa comigo” do zagueiro e do goleiro. Os dois bateram cabeça, a pelota sobrou para o camisa 9. Ele entrou na área e fez 1x0.

O Tanabi respondeu em seguida com finalização de Diogo Gomes, porém quem marcou novamente foi o alvirrubro. Breno Silva foi lançado na esquerda aos 19 minutos, driblou o defensor e tocou rasteiro no canto esquerdo. A animada torcida entregou os pontos e nem a expulsão de Renan Koraza, camisa 17 do Vila aos 35, animou o pessoal.








Sob fortíssimo calor, Tanabi e Vila Nova fecharam o Grupo 2 da Copinha

O placar final de Tanabi 0-2 Vila Nova foi justo pelas chances criadas pelo escrete goiano aproveitando os vacilos do alviverde. Líder do Grupo 2, o Vila pega o Bahia, vice do Grupo 1, enquanto o Guarani visita o Votuporanguense. Falando por mim, foi genial poder ter visitado o Alberto Victolo pela primeira vez com direito a dois jogos. Espero retornar em breve.

Aproveitamos a deixa de estarmos tão longe e fomos visitar dois estádios da região. Fomos em Monte Aprazível, terra do GEMA, e depois na tranquila Neves Paulista, casa do histórico Nevense. Os campos estão muito bem cuidados, pena que a volta de ambos seja apenas um breve delírio.

Felizes com as visitas, pegamos a estrada igual o Rei Roberto Carlos fez nos anos 70: 120... 150... 200 Km por Hora. Como um Concorde nos céus do Oceano Atlântico, chegamos em Rio Claro, nossa parada final, apostando corrida contra a velocidade da luz. Fizemos uma boquinha federal em uma bela pizzaria da cidade antes de pegarmos o caminho do hotel.

A caravana da coragem estava terminando, porém na terça-feira ainda faltavam dois times novos para colocar na Lista no caminho da capital.

Até lá!

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Ficha Técnica: Tanabi 0x2 Vila Nova

Em breve
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JP no belo Estádio Alberto Victolo em Tanabi

Texto e fotos: Fernando Martinez


Saindo de Votuporanga, dei sequência à viagem mágica e misteriosa da Copa São Paulo de Futebol Júnior 2022 em um lugar que eu tinha vontade de visitar há muito tempo, o genial Estádio Alberto Victolo na longínqua Tanabi. Lá acompanhei a rodada final do Grupo 2, e a preliminar foi entre Aquidauanense e Guarani.

Na história do Jogos Perdidos, foram duas as coberturas no campo do Tanabi até hoje, as duas com o aposentado Orlando em 2005 e 2006 com derrotas do onze local respectivamente contra o Atlético Araçatuba (atual Andradina) por 3x1 e para o José Bonifácio pela contagem mínima. Desde então, foram 16 longos anos sem nenhuma visita do blog... até esse ano.

O calor que não encontrei na partida da manhã infelizmente estava na bela cidade que fica a 470 quilômetros da capital. Passei um calor do cão. Quando chegamos, notamos de cara que o campo é um daqueles típicos de interior, com cara daquelas divisões intermediárias dos anos 80. Um lugar absurdamente genial.



Portal na entrada de Tanabi e a fachada do genial Estádio Alberto Victolo

Entrei no estádio e a preliminar estava com cerca de 15 minutos (fizemos milagre na estrada e chegamos rápido). Me credenciei, mas como a bola já estava rolando, fiquei de ir ao gramado apenas no tempo final. Fui então ao bar tomar algo gelado e comer aquela pipoca marota, um almoço de dar orgulho a qualquer nutricionista. O público compareceu em peso e fiquei ali imaginando jogos antigos naquele lugar. Uma das coisas mais legais é justamente isso: voltar algumas décadas tentando imaginar como era na época de ouro das divisões de acesso.

O único problema - além do calor, obviamente - foi que a peleja foi bem ruim. O Bugre precisava de um empate para se garantir na fase seguinte e não fez muita força contra o já eliminado time do Mato Grosso do Sul. Aliás, essa foi a segunda vez que assisti o Aquidauanense ao vivo. A primeira foi em 2012, em um 0x0 contra o então campeão Flamengo em São Carlos. O glorioso Azulão da Princesa se garantiu na Copinha com o vice-campeonato do sul-mato-grossense sub-20 de 2021. Na decisão, foram derrotados duas vezes pelo União ABC, que pintou aqui vencendo o União de Iacanga.

Enquanto eu assistia a peleja da arquibancada, o clube azul e branco quase marcou em cobrança de falta de Ilgner que bateu na trave de Thiago Galice aos 21 minutos. ALê criou a única chance perigosa a favor do Guarani aos 38 em boa defesa de Elias. Quando o intervalo chegou resolvi ir ao gramado pegar algumas fotos de perto. O clima abafado piorou com a chegada do sol. Ficar ali com o astro rei na moleira durante toda a etapa final foi muito complicado.

O Aquidauanense praticamente apenas se defendeu e os paulistas foram tímidos em suas investidas. O que vale ser dito é que Renanzinho por pouco não fez aos sete minutos em tiro que encontrou o travessão, chute de longe de Alan aos 38 e Matheus Souza mandando por cima aos 46. Pouco para os bugrinos que estavam no estádio e para a torcida que aguardava ansiosamente o jogo de fundo.


Visão da parte coberta do Alberto Victolo, um estádio muito legal com carinha de anos 70/80






Detalhes do fraco jogo Aquidauanense x Guarani

No fim, um óbvio Aquidauanense 0-0 Guarani garantiu o escrete campineiro entre os 64 melhores da Copa São Paulo e deu o primeiro ponto ao time do Mato Grosso do Sul. Da minha parte, um gosto ruim que um 0x0 sempre deixa na boca. Nada que atrapalhasse o duelo dos donos da casa na sequência.

Até lá!

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Ficha Técnica: Aquidauanense 0x0 Guarani

Em breve
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domingo, 30 de novembro de 2014

O último capítulo lusitano no Canindé pela Série B

Fala, pessoal!

Na noite de sexta-feira aconteceu a despedida da Portuguesa do Campeonato Brasileiro da Série B. Rebaixada de forma antecipada e com uma das piores performances de sua história, a equipe paulistana recebeu o também rebaixado Vila Nova/GO pensando pelo menos em se despedir de forma minimamente digna.

O certame começou todo errado com o WO dado em Joinville e, nas 37 rodadas realizadas, os paulistas venceram apenas quatro vezes. Você viu aqui no JP todo o segundo turno com nove (agora dez) jogos realizados no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte e é triste dizer, mas não vimos nenhuma partida realmente decente.


Entrada do Canindé totalmente vazia na última apresentação da Portuguesa na Série B. Foto: Fernando Martinez.


Times perfilados para o Hino Nacional sob o olhar de pouco mais de 300 testemunhas. Foto: Fernando Martinez.

Depois do absurdo rebaixamento do ano passado da forma que aconteceu, é fato que a Portuguesa nem entrou em campo nessa Série B. O clube vestiu a carapuça de "rebaixado" desde o início e a cada rodada realizada isso foi se confirmando. Não foi fácil para a exigente torcida ver o caminho para a terceirona ser construído de forma concreta a cada derrota e a cada atuação pífia.

O resultado foi que apenas 307 herois foram ao Canindé assistir a peleja que marcou a melancólica despedida de ambas as agremiações. O pior é não ter nem ideia de como será o futuro pelos lados do escrete paulistano. A disputa da Série C é uma incógnita e agora a saída é juntar os cacos para 2015.

Pelo menos tivemos uma partida bastante movimentada. Triste por um lado, animada pelo outro. A Lusa começou melhor e abriu o marcador aos sete. Bruno Ferreira tabelou com Jânio e bateu de pé esquerdo no canto de Gabriel. Nos minutos seguintes, o time criou mais três bons momentos de ampliar, o melhor deles num tiro de Léo Costa na trave.


Disputa de bola no círculo central. Foto: Fernando Martinez.

Na base do "quem não faz toma" o Vila se aproveitou no primeiro vacilo defensivo local e deixou tudo igual aos 32 minutos. Wanderson foi derrubado por Tom dentro da área e o árbitro marcou penalidade máxima. Paulinho bateu bem e deixou tudo igual. Como desgraça pouca é bobagem, dois minutos depois Mateus Anderson foi lançado na área, tocou na saída de Tom e virou o placar.


Chute do Vila Nova durante o primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.


Paulinho cobrou pênalti e fez o primeiro tento goiano. Foto: Fernando Martinez.

No tempo final o equilíbrio foi a Tõnica e Gabriel Xavier, o camisa 10 rubro-verde, era o destaque. Aos 14 minutos Léo Costa cobrou falta, o arqueiro Gabriel saiu mal e a pelota bateu em Julio Vinicius antes de entrar no gol. Tento contra do Vila e novo empate na cancha lusitana.

Aos 17, nova decepção para a torcida local. Mateus Anderson fez boa jogada pela esquerda e tocou para Lucas Sotero. Ele chutou firme e fez o terceiro do onze goiano. A Portuguesa tentou como poucas vezes vi nessa Série B pelo menos não perder outro compromisso e chegou a mandar duas bolas na trave com Marcelinho e Léo Costa, porém no fim, não teve jeito.


Boa chance local no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.


Com esse novo revés, a Lusa terminou a Série B com impressionantes 21 derrotas e uma das piores campanhas de todos os tempos. Foto: Fernando Martinez.

O placar final de Portuguesa 2-3 Vila Nova/GO fez o clube da capital bandeirante terminar o certame com apenas 25 pontos, numa das campanhas mais vexatórias de todos os tempos. Em 38 rodadas, apenas quatro triunfos e assombrosas 21 derrotas. No ano, campanha pífia na Série A1, eliminação contra o Potiguar/RN na Copa do Brasil e agora isso. Em 2015, a equipe vai disputar a terceira divisão nacional pela primeira vez. Será o fundo do poço?

Com essa cobertura me despeço desse genial e difícil ano de 2014. Temporada em que vi minha primeira Copa do Mundo e um total de 160 pelejas. Só por conta das treze partidas do Mundial o ano já valeu MUITO a pena. Vamos torcer para 2015 seguir no mesmo padrão.

Até a próxima!

Fernando

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Americano/MA se despede da Copinha com vitória

Fala, pessoal!

O JP cobriu quatro partidas válidas pela terceira rodada da primeira fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior 2012. Na terça-feira passada, voltamos para a cidade de São José dos Campos, agora para fazer a rapa no Grupo W da competição. A primeira peleja reuniu Americano do Maranhão e Vila Nova de Goiás no gramado do Estádio Martins Pereira.

Para essa nova viagem ao Vale do Paraíba, tive a companhia do seu Natal e do ressurgido das cinzas Emerson, aproveitando as suas merecidas férias. Graças aos dois, as fotos foram possíveis, pois fui para São José dos Campos ainda com a minha máquina digital sem funcionar.

O dia estava chuvoso, mas mesmo assim chegamos no nosso destino sem problemas. No final das contas a mudança brusca do tempo foi ótima, já que não tivemos a presença sempre incômoda do calor do mês de janeiro. Credenciados sem problemas, eu e o Emerson fizemos as fotos exclusivas das duas equipes.


Americano FC (sub-18) - Bacabal/MA. Foto: Fernando Martinez.


Vila Nova FC (sub-18) - Goiânia/GO. Foto: Fernando Martinez.


Quarteto de arbitragem do jogo e capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

Vale a pena registrar que o time maranhense utilizou em todas as camisas um escudo bastante diferente ao que estamos acostumados a ver. Acredito que seja algo inédito na internet, pois fiz uma grande busca e não encontrei essa informação. A "preciosidade" segue abaixo:


Escudo novo utilizado pelo Americano, ainda não visto pela internet. Foto: Fernando Martinez.

Os maranhenses tinham mostrado bom futebol no empate contra o São José e também fizeram bom jogo mesmo na derrota para o Botafogo. Como o Vila Nova tinha perdido suas duas primeiras partidas sem mostrar muita competitividade, resolvi ficar acompanhando o ataque do Americano no primeiro tempo.


Zaga goiana sendo acossada pelos atacantes maranhenses. Foto: Fernando Martinez.


Parecia que os atletas do Americano se multiplicavam em campo. Foto: Fernando Martinez.

Mas só para ir contra minhas expectativas, quem começou o jogo no ataque foi o Vila Nova, tanto que marcou o primeiro gol logo aos 3 minutos. Em ataque pela direita, a bola foi cruzada na área e Breno apareceu entre os zagueiros para completar. O Americano ficou ainda sem saber o que fazer em campo até os 20 minutos do tempo inicial.


Zaga do Vila fazendo o desarme. Foto: Fernando Martinez.

O Vila Nova ainda era melhor quando aconteceu um lance de azar do goleiro goiano aos 23. Roberto Baggio (isso, um clone do jogador italiano) cobrou falta pela esquerda do ataque do Americano. O camisa 12 Marcos Aurélio foi fazer a simples defesa e colocou a bola dentro das próprias redes. Era o gol de empate dos maranhenses.


Falta que originou o primeiro gol do Americano no jogo contra o Vila Nova. Foto: Fernando Martinez.

A equipe vermelha sentiu o gol e viu o Tubarão mostrar melhor futebol durante os minutos restantes do primeiro tempo. Mas quando o intervalo chegou, o placar ainda mostrava o empate por um tento. Nos minutos seguintes acabei descobrindo que minha máquina digital tinha ressuscitado parcialmente graças ao toque mágico do nosso amigo taxista. Para minha surpresa, vi que ainda dava para fazer algumas imagens com o zoom. Menos mal...


Ataque goiano pela direita no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

No tempo final, a partida teve um Americano melhor postado em campo e buscando o gol da virada, enquanto o Vila se preocupou mais em se defender. Os minutos foram passando com as ações concentradas no meio de campo. Animação de verdade só depois dos 30 minutos.


Disputa de bola no meio de campo. Foto: Fernando Martinez.

As chances mais claras de gol após o trigésimo minuto foram todas do onze nordestino. A melhor delas, aos 36 minutos, resultou na marcação de uma penalidade máxima para a equipe. A cobrança foi feita de forma tranquila por Cauã. Sem forças para reagir, o Americano levou a peleja em banho-maria até seu apito final.


Gol da virada maranhense em cima do Vila Nova. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Americano/MA 2-1 Vila Nova/GO. O resultado foi bastante comemorado pela equipe do Nordeste e fez com que o clube terminasse sua participação na chave com uma boa campanha e 4 pontos conquistados. Ao onze goiano, que terminou 2011 de forma melancólica caindo para a Série C, a certeza que o trabalho precisa ser melhorado caso o pessoal pretenda aproveitar alguns desses atletas na difícil tarefa de voltar ao segundo nível nacional já no ano que vem.

Já sossegado por ter incluído meu 531º time na Lista, voltei ao gramado para fazer as imagens oficiais do segundo jogo da noite, uma verdadeira decisão.

Até lá!

Fernando

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Azulão vence o Vila Nova, mas não sai da zona de rebaixamento da Série B

Fala, pessoal!

Na última sexta-feira estive acompanhando mais uma rodada noturna do Campeonato Brasileiro da Série B. Numa partida importantíssima que mexia na parte de baixo da tábua de classificação, o São Caetano recebeu o Vila Nova no Estádio Anacleto Campanella, no ABC paulista.

Mas por muito pouco não fiquei em casa vendo o jogo da Portuguesa na TV a cabo. Somente de última hora resolvi levantar do sofá, tirar o pijama e me encontrar com o Mílton, também escalado para a peleja. Não demoramos muito e já estávamos na porta da casa do Azulão. Como sempre, o público foi diminuto.

Como mencionei antes, o jogo reuniu dois times que faziam parte da zona de rebaixamento antes da 29ª rodada da competição. Mas por jogar em casa, a vitória era obrigatória para o Azulão, que vinha de cinco jogos invicto. Detalhe que esse foi o segundo confronto entre os dois times que acompanhei in loco. O primeiro foi no século passado, válido pela Série B de 1999.


Escanteio para o Vila durante o modorrento primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

Só que desde os primeiros minutos não houve nenhum motivo de comemoração, nem da minha parte e nem para os poucos torcedores presentes no Anacleto, já que o jogo foi muito fraco. No etapa inicial só tivemos duas chances boas de gol, uma para cada equipe. O São Caetano não conseguia entrar dentro da área goiana e o marasmo foi total. O 0x0 foi o placar e a nota da partida quando o intervalo chegou.


Zaga do Azulão afastando o perigo. Foto: Fernando Martinez.

Conversa vai, conversa vem, e todos esperavam que o panorama melhorasse pelo menos um pouquinho para o tempo final. Mas nada feito... As duas equipes continuavam mostrando um futebol tenebroso e sem criatividade alguma. A torcida local se irritava a cada lance perdido pelo Azulão. O empate murcho em 0x0 parecia inevitável.


Detalhe de ataque local no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

Mas o São Caetano resolveu acordar e aniquilou o Vila Nova com três gols em sequência, num intervalo apenas de quatro minutos. O placar foi aberto com um gol de Nunes após boa jogada do ataque local aos 30 minutos. No minuto seguinte, Geovani chutou forte pela direita para ampliar. E aos 34, Nunes recebeu bom passe na esquerda e tocou na saída do goleiro para marcar 3x0.

Se fosse uma luta de boxe, seria como se tivéssemos visto um lutador acertar três golpes no fígado sem tempo do oponente perceber o que estava acontecendo. O Vila Nova, zonzo com os gols sofridos, até tentou diminuir, mas o jogo já estava decidido. Até o apito final, o Azulão ainda poderia ter feito mais gols, principalmente num lance aonde a bola bateu na trave.

Placar final: São Caetano 3-0 Vila Nova/GO. A vitória deixou o Azulão com 36 pontos, mas sem que a equipe fugisse da zona de rebaixamento. Mas do 13º ao 17º a diferença é só de um ponto, e o time paulista está tentando a todo custo não cair para a Série C em 2012. Já o Vila Nova permanece com 29 e com grande chance de rebaixamento.

No sábado teve mais, com o início da segunda fase da Copa Paulista.

Até lá!

Fernando

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Portuguesa perde mais uma em casa pela Série B

Opa,

Depois de um final de semana de recesso geral aqui no JP, essa terça-feira à noite teve mais uma rodada do Campeonato Brasileiro da Série B na pauta. Fui então sozinho (para variar um pouco) para o longínquo Estádio do Canindé para ver meu centésimo jogo no ano e para mais um jogo da Portuguesa, jogando pela estréia do returno contra um ameaçado Vila Nova/GO.

As coisas não estão fáceis pelos lados do Canindé não. A Portuguesa parece ter gasto seu bom futebol na épica vitória contra o Guarani, pois depois daquela noite o time somou quatro derrotas e apenas um empate. Jogar em casa, contra um dos times que estão rodeando a zona de rebaixamento poderia ser a noite da redenção... ou não.

Dessa vez não cheguei tão cedo, e entrei no estádio com alguns minutos já jogados. Mas não perdi nada, pois o time rubro-verde, mesmo com maior posse de bola, não conseguia criar boas chances e o toque final sempre acontecia com falha. A rigor mesmo, apenas três chances diganas de registro. A primeira com o estreante Zé Carlos (ex-Cruzeiro), a segunda numa falta mal cobrada por César Prates e a última nos acréscimos, quando Zé Carlos bateu falta com maior perigo.


Zagueiro do Vila Nova protegendo a bola pela lateral. Foto: Fernando Martinez.

O Vila Nova achava o empate ótimo, e chegou apenas uma vez no primeiro tempo. Para a segunda etapa a certeza era que a Lusa precisava colocar mais alguns atacantes e pressionar mais os goianos. E zanzando por ali, já via que o bicho ia pegar caso o time não ganhasse.


Falta cobrada por César Prates no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

O segundo tempo então veio e a Portuguesa voltou tentando pressionar, mas o Vila Nova foi quem acabou marcando o primeiro. Aos 4 minutos, numa falha grotesca da zaga lusitana, o zagueiro Vítor apareceu livre e tocou para fundo das redes. E o time goiano quase chegou ao segundo, em boa chance do atacante Gil.


Chance da Lusa em cobrança de escanteio pela direita. Foto: Fernando Martinez.

O gol dos visitantes foi o que bastava para a torcida da Lusa estressar de vez. Cantos contra alguns jogadores, membros da diretoria e muito xingamento eram as palavras de ordem. Com esses apupos tomando conta do Canindé, a Lusa ainda conseguiu o empate aos 22 minutos. Edno cobrou falta da direita e Bruno Rodrigo cabeceou firme para o fundo das redes.


Visão geral do Canindé, no jogo Portuguesa x Vila Nova/GO. Foto: Fernando Martinez.

Mas a falta de humildade de alguns atletas da Lusa acaba atrapalhando o time. Na comemoração do gol, o jogador Edno resolveu mandar a torcida ficar quieta. Logo ele, que não vem fazendo boas partidas faz tempo. Ao invés de ficar na dele, comemorando o gol e só, ele resolve fazer essa lambança. Preciso dizer que a torcida queria comer ele vivo durante o resto do jogo?


Falta para a Lusa, mas que passou longe do gol. Foto: Fernando Martinez.

E para azar da torcida, o Vila Nova chegou ao segundo gol num contra-ataque simplesmente perfeito. O jogador Gil correu pela direita e tocou para um Alex Dias, completamente sem marcação, só ter o trabalho de tocar para fazer a festa da pequena torcida goiana no Canindé. Todos queriam ver o jogador Edno mandar a torcida ficar quieta nesse momento, mas ele não fez mais o gesto infeliz.


No final, a Portuguesa tentou mas não chegou ao empate. Foto: Fernando Martinez.

A Portuguesa tentou empatar, mas na base do "bumba-meu-boi". Sem objetividade, sem inspiração e sem cara de time. O placar final era o que todos menos queriam: Portuguesa 1-2 Vila Nova/GO. Após o jogo alguns "conselheiros" do time ainda foram ameaçar alguns jogadores com armas dentro do vestiário do time. Voltamos aos anos 70!

O pior é que a Lusa agora está seis pontos atrás do G4, na nona posição. Mas ao invés de se preocupar com G4, o time também que abrir o olho, pois a zona de rebaixamento está chegando. O primeiro rebaixado hoje teria 23 pontos, e a Portuguesa tem 28. Eu achava que o time iria subir, mas a fase ruim está demorando tempo demais para acabar.

Semana que vem tem mais jogo no Canindé, agora sem o técnico Renê Simões, com o Benazzi no banco (que vai deixar muitos torcedores indignados, com certeza) e alguns jogadores com medo de jogarem pelo clube. Uma pena.

Até a próxima!

Fernando

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Massacre do Pão de Açúcar na Copinha

Opa,

Nessa quarta-feira tivemos mais uma rodada da 39ª Copa São Paulo e o JOGOS PERDIDOS esteve à postos em alguns estádios por aí. Eu e o David resolvemos nos aventurar pelos ônibus da Grande São Paulo e seguimos viagem até a cidade de Embu das Artes, para vermos mais um time novo. Um ônibus errado depois e muito calor na cachola, chegamos ao Estádio Hermínio Esposito para o primeiro jogo da tarde: Pão de Açúcar x Vila Nova/GO.

E contando mais uma vez com a simpatia dos fiscais presentes no estádio, consegui as fotos oficiais do jogo:


Pão de Açúcar EC (Sub 20) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


Vila Nova FC (Sub 20) - Goiânia/GO. Foto: Fernando Martinez.

Depois das fotos fui garantir meu lugar na tribuna do local. E o jogo reuniu os donos da casa, vencedores na primeira rodada e o time goiano, que precisava da vitória a todo custo, caso quisesse ainda ter chance de se classificar e pelo menos igualar a campanha de 2007, quando chegou nas oitavas-de-final.

Vale registrar que a partida iniciou seis minutos antes do previsto. Isso mesmo, o jogo era 14 horas, mas começou às 13 horas e 54 minutos. Uma coisa inédita! Bom, e desde o começo, a partida teve só um dono, os anfitriões. O time vermelho não viu a cor da bola e durante todo o tempo não criou quase nenhuma chance digna de registro.


Cruzamento para dentro da área goiana no começo do primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.


Zaga do Vila tira o perigo da área. Foto: Fernando Martinez.

Aos 21 minutos então o time amarelo abriu o placar com Denis, completando grande passe em profundidade. O jogo então ficou ainda mais fácil para o time do Pão de Açúcar, tanto que chegou ao segundo sem esforço, aos 32 minutos. Numa confusão dentro da área, o zagueiro Jean chutou e ampliou. Logo depois, o camisa 2 goiano Iury foi expulso e qualquer chance de reação foi embora junto com ele.


Mais um perigoso ataque dos amarelos no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

Com a vantagemde 2 a 0 no intervalo, aproveitei para curtir as dependências da tribuna do local. Bolachinhas, refrigerantes e muita água depois, o segundo tempo então começou. E logo aos 2 minutos, o Pão de Açúcar ampliou com Juninho partindo da defesa e quase entrando com bola e tudo. Um golaço!


Falta ensaiada para os donos da casa. Foto: Fernando Martinez.

Aos 18 minutos o quarto gol em cobrança de pênalti. Nele, o goleiro do Vila foi expulso e seu reserva entrou no gol. Mas na cobrança Jean não perdoou e fez seu segundo gol no jogo. Aos 26 veio o quinto gol com Ederson... e isso que o goleiro reserva já tinha salvado o Vila em pelo menos três lances.


Lance do quarto gol do Pão de Açúcar, marcado por Jean. Foto: Fernando Martinez.

Depois desse gol os anfitriões abusaram do direito de perder oportunidades, podendo estabelecer uma marca histórica. O time acabou só marcando mais um quase no último lance do jogo, com o jogador Ivan Júnior chutando fraco de longe e o goleiro só olhando.


Disputa de bola pelo alto. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Pão de Açúcar 6-0 Vila Nova/GO. Resultado que mostra exatamente o que foi o jogo, com amplo domínio dos donos da casa. O time agora tem a faca e o queijo na mão para garantir a classificação, enquando o Vila se despede da competição no domingo próximo.

Depois desse jogo foi a vez de matar mais um time, o meu nono time capixaba na Lista. Mas isso fica para depois.

Abraços

Fernando