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terça-feira, 13 de junho de 2017

Na gelada Arena Barueri, Oeste e Luverdense ficam no zero

Texto e fotos: Fernando Martinez


No sábado passado fez muito frio na capital paulista e eu não tinha nenhum jogo programado nem pro sábado, nem pro domingo. De última hora resolvi encarar o gélido clima e deixei as cobertas de lado e voltei a acompanhar o Campeonato Brasileiro da Série B in loco após quase três anos de ausência. Em campo, Oeste e Luverdense se enfrentaram na vazia e glacial Arena Barueri.

Desde 28 de novembro de 2014 não via uma peleja da Série B. Naquela noite, acompanhei a vitória do Vila Nova contra a Portuguesa no Canindé, no último compromisso lusitano na segundona nacional em todos os tempos. Em 2015 não haviam times "de perto" jogando e em 2016 não me animei a ver o Oeste em Osasco.

No atual certame o rubro-negro foi derrotado na estreia pelo Paysandu e a partir de então não perdeu mais, alcançando o sétimo posto na tábua de classificação. Em casa foram duas vitórias, contra Criciúma e CRB. Já o Luverdense não venceu nenhum dos seus compromissos e amargava a 18ª posição. Por jogar no seu estádio, esperava ver um Oeste mais perigoso.

Só que o onze local não mostrou um futebol vistoso, muito pelo contrário. Foram poucas as chances de gol no decorrer dos 90 minutos e a ação ficou concentrada no meio de campo. A primeira delas aconteceu aos sete minutos com uma bola na trave da equipe do Centro-Oeste. Os visitantes passaram a jogar melhor e quase abriram o marcador em dois momentos, os dois com grandes defesas de Rodolfo.

O primeiro foi aos treze minutos em ótima cobrança de falta de Paulinho. A segunda aos 34 em chute de longe de Ricardo. O arqueiro local fez a defesa, a bola bateu na trave e saiu pela linha de fundo. Sem mais nada importante acontecer, foi com o 0x0 que o tempo inicial chegou ao seu final.


A Arena Barueri recebendo pequeno público para mais uma apresentação do Oeste na Série B nacional


Zaga do Luverdense saindo pro jogo

No intervalo desci até a lanchonete do local para matar a sede e vi que se bobear a torcida tem muito mais opções para comer do que a imprensa. Foi a primeira vez que estive na arquibancada oposta às cabines e achei bem legal a diversidade de produtos oferecidos pro pessoal. Alternativa para fazer uma boquinha é o que não falta por ali.

Voltei reabastecido ao meu lugar e infelizmente o jogo, que já não era lá grandes coisas, piorou muito no segundo tempo. O Verdão do Norte teve um único momento bom com Cléo Silva chutando pelo alto quando estava de frente para o gol aos treze minutos. O rubro-negro teve dois momentos razoáveis, um aos 31 com boa defesa de Diogo Silva e outro aos 42 em tiro por cima da meta. E só.


Grande defesa de Rodolfo em ataque visitante no tempo inicial


Aquela famosa disputa de bola no meio de campo


Placar final da partida na Arena Barueri com meu terceiro 0x0 seguido em jogos do rubro-negro

O resultado final de Oeste 0-0 Luverdense derrubou os paulistas para a nona posição da tabela agora com nove pontos ganhos e colocou os mato-grossenses na penúltima posição com quatro, ainda sem nenhuma vitória na Série B. Da minha parte foi a quinta apresentação que assisti do rubro-negro na sua casa em 2017 e o quinto empate, o terceiro seguido com o marcador em branco. Não está fácil.

Voltei pra casa na boa e passei o restante do sábado e o domingo na base da morgação. O futebol voltou ao cronograma na tarde de quarta-feira. Ah, vale lembrar que está chegando a partida de número 3000 na história do blog. Tudo bem que o número de coberturas diminuiu nos últimos anos, mas com certeza alcançar uma marca dessas não é pouca coisa.

Até a próxima!

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

O antepenúltimo capítulo lusitano no Canindé pela Série B

Opa,

No último final de semana fui dominado completamente pela preguiça e a rodada futebolística ficou reduzida a apenas uma sessão noturna... mas absolutamente imperdível! Finalmente chegou a hora de assistir o jogo do Campeonato Brasileiro da Série B mais esperado do ano: Portuguesa x Luverdense no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte.


Times da Portuguesa e do Luverdense antes do início da partida. Foto: Fernando Martinez.

Quando a CBF divulgou a tabela do certame lá no começo do ano ninguém em sã consciência imaginava o estado em que o time rubro-verde se encontraria para esse confronto com o onze mato-grossense. Lamentavelmente essa foi a primeira partida que os paulistas disputaram já devidamente rebaixados para a terceirona nacional em 2015.

Desde a retomada da Série B após a Copa a gente imaginava que isso aconteceria, e quando houve a virada do primeiro para o segundo turno a única dúvida que restava era em qual rodada a queda aconteceria. Ela veio na 33ª com a inapelável derrota de 3x0 para o Oeste de Itápolis. Um triste desfecho para a temporada mais trágica da história do clube.

Enfim, o estrago já foi feito e agora resta ver os últimos passos lusitanos no Canindé atuando pela segundona. O antepenúltimo adversário foi a genial agremiação da cidade de Lucas do Rio Verde, na minha primeira chance de "tirar o J" do time. Explico: tinha visto o Luverdense apenas uma vez até hoje na cidade de Lençóis Paulista em jogo da Copinha (um sensacional 10x1 a favor do Paraná Clube).

Com o acesso de 2013, o Verdão do Centro Oeste se tornou o sexto time do Mato Grosso - os outros foram os tradicionais Mixto, Operário-VG, União de Rondonópolis, Dom Bosco e o Barra do Garças - a jogar uma segunda divisão nacional. A presença do alviverde quebrou um tabu de dezenove anos sem uma equipe do estado do Centro Oeste no campeonato.

Os mato-grossenses ocupam as posições intermediárias da tabelas desde as primeiras rodadas e ficarão na Série B em 2015. Um alento para um estado há tanto tempo fora dos holofotes da grande mídia. As coisas estão indo bem, mas ainda há espaço para histórias de sucesso de outros times locais.


Bola cruzada na área do Luverdense. Foto: Fernando Martinez.

Um surpreendente público de 361 almas pagou ingresso para ver um jogo aonde o onze visitante era favorito, afinal, a Portuguesa somava cinco meses e onze jogos sem vencer em casa e um total de catorze partidas consecutivas sem nenhum triunfo. O panorama não era animador, mas não é que finalmente consegui ver uma apresentação razoável do time rubro-verde?


Ataque mato-grossense no tempo inicial. Foto: Fernando Martinez.


Visão geral do Canindé vazio para Lusa x Luverdense. Foto: Fernando Martinez.

Tudo bem que o futebol apresentado não foi nenhuma Brastemp, mas perto do desastre que presenciei várias vezes ali nesse ano, a atuação lusitana foi satisfatória. O Luverdense não foi nada bem e assustou apenas no comecinho da peleja. Por volta dos 25 minutos a Portuguesa passou a jogar melhor do que seu oponente.


Lance no campo de defesa do Luverdense. Foto: Fernando Martinez.

A Lusa colocou uma bola na trave ainda no tempo inicial e no segundo abriu o marcador numa bela jogada do seu setor ofensivo. Bruno Ferreira avançou pela direita e cruzou na cabeça de Luan. O gol desanimou o time visitante e por pouco o time da casa não aumentou o placar.


ALELUIA! Finalmente vi a Portuguesa vencer um jogo na Série B 2014. Foto: Fernando Martinez.

Ao término dos 90 minutos, o placar do Canindé apontava o placar final de Portuguesa 1-0 Luverdense. Essa foi apenas a quarta vitória do time no certame, isso em 34 jogos disputados. A campanha continua vergonhosa mas pelo menos espantou brevemente a zica que pairava no ar do Canindé desde o mês de junho.

Até a próxima!

Fernando

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Timão desbanca sensação da Copa do Brasil e avança às quartas

Salve amigos!

Completando minha rodada dupla paulistana da última quarta-feira, compareci ao Estádio Paulo Machado de Carvalho para acompanhar o jogo de volta pelas oitavas de final da Copa do Brasil, entre o SC Corinthians Paulista e o Luverdense EC., time que apareceu pela primeira vez nas páginas do JP em 2007, num insólito confronto com o Paraná em Lençóis Paulista, válido pela Copa São Paulo de Juniores.

Durante a semana, a “grande” mídia deu enormes sinais de total desconhecimento sobre o potencial do time sul-mato-grossense. Afinal, não foi a toa que o Verdão do Oeste, em pouco mais de nove anos de existência, chegou aonde chegou.


JP em jogo nada perdido. Foto: Estevan Mazzuia.

É certo que o Corinthians esteve irreconhecível no jogo de ida, e que o gol da partida foi irregular, mas nada disso apaga o desempenho do atual líder de seu grupo na Série C, que já havia surpreendido os favoritos Tupi, Bahia e Fortaleza.


Pacaembu recebeu 30 mil pessoas para a partida. Foto: Estevan Mazzuia.

Se, para a “grande” mídia, estar entre os 50 principais clubes do país que se intitula “do futebol” não significa muita coisa, para o JP diz MUITO. O atual Campeão do Mundo era favorito sim, poderia ter até goleado, mas a forma como diversos veículos davam a classificação alvinegra como “favas contadas” foi extremamente desrespeitosa com os atletas e o clube do Centro-Oeste.


Lance da primeira etapa. Foto: Estevan Mazzuia.

Foram 90 minutos de muito sofrimento para a massa Fiel. A vantagem necessária foi construída ainda na primeira etapa, mas sem facilidade. Pato abriu o placar cobrando falta, e Fábio Santos ampliou ao escorar para as redes, sozinho, um cruzamento da esquerda.


Detalhe do primeiro gol. Foto: Estevan Mazzuia.


Jogadores comemoram o segundo gol. Foto: Estevan Mazzuia.

A segunda etapa foi de uma grande indecisão. O Corinthians teve chances de matar a partida, e o Luverdense teve oportunidade de fazer o gol necessário para a classificação, o que não ocorreu.


Corinthians com 10 jogadores dentro da área, segurando a vitória na segunda etapa. Foto: Estevan Mazzuia.

Final de jogo, Corinthians 2x0 Luverdense. O Timão jogou para o gasto, e agora enfrenta o Grêmio, pelas quartas-de-final. O time mato-grossense se despediu do torneio escrevendo a primeira página de sua história que foi lida por muitos brasileiros.

Certamente não para nós do JP e os amigos que nos acompanham. Triste é saber que tudo foi em vão e não serviu de lição. Muitos "Brasilienses", "Barueris", "São Caetanos" e "Luverdenses" ainda sofrerão esse desprezo midiático.

E a vida há de seguir...

Estevan

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

Paraná 10-1 Luverdense: Histórico

Opa,

Depois da grande vitória do Lençoense, agora chegava o jogo que me fez seguir até Lençóis Paulista: Paraná Clube e Luverdense, de Lucas do Rio Verde/MT. Mais um jogo que só a Copa São Paulo pode nos proporcionar e uma chance de ouro para ver uma partida do time matogrossense, já que será difícil a vinda dele no profissional perto de São Paulo. E mais uma vez, tive a grande chance de tirar as fotos dos times posados, históricas com sempre:


Paraná Clube (sub-19) - Curitiba/PR. Foto: Fernando Martinez.


Luverdense EC (sub-19) - Lucas do Rio Verde/MT. Foto: Fernando Martinez.


Os capitães dos times, junto com o árbitro Luciano Lalucce e os auxiliares Nélson Souza Góis e Alex Lopes Loula. Foto: Fernando Martinez.

Saindo do gramado após as fotos, acompanhei o início do jogo e o primeiro gol do Paraná, numa bomba de fora da área que entrou no ângulo do goleiro do Luverdense em trânsito. Uma indicação do que estava por vir? Parecia que não, já que depois do gol, o time paranaense dominava a partida, mas sem aquele ímpeto absurdo, e ia só cadenciando o jogo. O Luverdense mostrava um toque de bola razoável, e em algumas vezes levou perigo à meta paranaense.


Disputa de bola no meio-de-campo no jogo entre Paraná e Luverdense. Foto: Fernando Martinez.

E os gols do Paraná surgiram naturalmente no primeiro tempo. O segundo foi por volta só dos 25 minutos, o terceiro em um frango do goleiro mato-grossense e o quarto em cobrança de pênalti, já por volta dos 40 minutos. Parecia que era só chegar e marcar. Mas o Luverdense ainda esboçou uma mini-reação no final dessa primeira etapa, quando marcou seu gol numa perfeita cobrança de falta. O jogo foi para o intervalo em 4 a 1 para os paranaenses.


Gol do Luverdense, nos acréscimos do primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

No intervalo fui conhecer o estádio e dois rapazes de lá vieram me cumprimentar pelo trabalho do JOGOS PERDIDOS aqui e na RedeTV!. Nada mais gratificante do que vermos nosso trabalho reconhecido e com muita gente gostando de ver esses jogos que a grande mídia não se interessa devidamente retratados num espaço nacional. Valeu para ficar mais orgulhoso ainda do que fazemos!

Na volta do segundo tempo não imaginava que estaria prestes a acompanhar algo que estava no aguardo desde 1983, quando comecei a ver jogos no estádio. Um placar que era uma meta a ser atingida e que é algo raro de acontecer.


Ainda um ataque do Luverdense no primeiro tempo de jogo. Foto: Fernando Martinez.

O Paraná veio com tudo, e com 16 minutos de segunda etapa o jogo já estava em 8 a 1 para os paranaenses. Foi uma blitz maluca do time, que marcou gols de tudo o que é jeito, de fora da área, na linha de fundo, em bola enfiada e em confusão na área. Peço desculpas por não lembrar a descrição exata de cada um deles, já que estava numa sombra do outro lado do estádio e feliz demais por presenciar tal massacre.

E quando já achava que a minha busca ao "10" num jogo estava predestinada a acabar, o goleiro do Luverdense passou a praticar defesas milagrosas. Pelo menos quatro vezes ele fez verdadeiros milagres e numa vez a bola ainda bateu na trave antes da defesa final. O tempo passava e a perguta era: "Será que chega ao dez?"


Ataque do Luverdense no segundo tempo de partida, com a parte coberta do estádio ao fundo. Foto: Fernando Martinez.

Quem pensa que o Luverdense se entregou está enganado. O time buscava de forma maciça mais algum gol, mas a diferença entre eles e o time do Paraná foi a de que os paranaenses aproveitaram quase todas as suas chances.

Mas o tempo corria, e parecia que o Paraná não faria mais gols. Mas a impressão foi deixada de lado aos 35 minutos, quando num cruzamento pela direita, a bola resvalou num zagueiro do Luverdense e enganou o goleiro. O nono gol (que o Mìlton sempre busca) tinha chegado, e agora faltava só um para eu ver um time marcar dez gols num jogo pela primeira vez.


Vista geral do Estádio Archangelo Brega, com o jogo entre Paraná e Luverdense ao fundo. Foto: Fernando Martinez.

E quase no finalzinho o que eu esperava chegou. Em um lance dramático dentro da área, e depois de dois milagres do goleirão, a bola sobrou livre para o atacante do Paraná chutar e fazer o décimo gol na partida. E sem tempo para mais nada a partida o jogo acabou em Paraná 10-1 Luverdense.

Pela primeira vez vi um time fazer dez gols numa partida ao vivo. Era algo que como disse no começo, buscava faz tempo e a emoção de ver um resultado desses é indescritível, ainda mais num estádio simpaticíssimo, matando um time e num dia fantástico. Depois do jogo ainda fui até a cidade de Bauru, passando por Agudos, matar saudades dos meus tempos de UNESP por lá.


Pena que não consegui entrar no estádio para um post da "Volta ao Passado", mas à esquerda temos a entrada do estádio da cidade de Agudos/SP, aonde o Agudos FC mandava seus jogos. E ao lado, a entrada magistral do gigante Alfredo de Castilho, em Bauru. Viagens sem fotos de estádios não existem... Fotos: Fernando Martinez.

Mesmo com alguns problemas na viagem, ainda bem que consegui voltar para São Paulo à tempo para rodada da Copinha na quinta-feira... ossos do ofício! Mas no final-de-semana teremos mais jogos geniais por aqui! Fiquem ligados!

Abraços

Fernando