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segunda-feira, 7 de maio de 2018

Barcelona tenta mas perde mais uma, agora pro Itararé

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois de dez dias de descanso, voltei ao inferno da capital bandeirante na sexta-feira, tudo para manter os 100% de aproveitamento nos jogos do Barcelona Capela como mandante no Campeonato Paulista da Segunda Divisão desde 2015. O Estádio Conde Rodolfo Crespi viu o confronto do Elefante contra o Itararé pela quinta rodada do Grupo 5.

Sem vencer e sem marcar gols dentro de campo, os paulistanos precisavam muito pontuar contra o vice-líder da chave. O onze local tinha quatro pontos e ocupava a sexta posição da chave com quatro pontos, enquanto o alvi-azul somava oito, ainda sem ter sofrido nenhuma derrota.

Por um vacilo enorme da minha parte cheguei na Rua Javari praticamente direto do litoral e só na hora que os times foram ao gramado vi que tinha esquecido de carregar as pilhas da minha máquina. Resultado: fiquei na mão e somente com o celular funcionando. É um post como dos primórdios do JP, só com fotos de longe. Menos mal que consegui garantir as posadas.


Barcelona Esportivo Capela Ltda. - São Paulo/SP


Associação Atlética Itararé - Itararé/SP


Os capitães dos times, o árbitro Clayton de Oliveira Dutra, os assistentes Mauro André de Freitas e Fabrini Bevilaqua Costa e o quarto árbitro Thales William Storari

Diferente do que aconteceu nos dois compromissos já realizados na cancha juventina, dessa vez vi uma partida até que razoável. Lógico, não foi a oitava maravilha do mundo, só que perto da média geral, o pessoal passou de ano com uma ajuda do conselho de classe. O Itararé iniciou os trabalhos mais inspirado e aos 13 minutos inaugurou o placar com o gol de Hurtado.

As equipes alternaram bons momentos, nenhum convertido em gol. O tempo inicial se encerrou com vantagem parcial do escrete visitante. No tempo final o número de oportunidades cresceu e o nível melhorou.

No sétimo minuto o Itararé teve escanteio pela direita a seu favor. A bola passeou pela área e o arqueiro saiu para tentar mandá-la pra longe. Só que ele errou o soco, a pelota bateu num jogador adversário e foi pra dentro do gol. Lance limpo que o árbitro impugnou no melhor esquema "perigo de gol".

No minuto seguinte, o Barça deixou tudo igual e fez o primeiro gol na temporada 2018. Depois de cruzamento da esquerda, Felix surgiu livre na direita para cabecear e marcar. A bola ainda tocou no pé da trave antes de morrer no fundo das redes.

Quando os locais se mandaram em busca da virada, o Itararé voltou à frente do marcador. Num ataque pela direita aos 19 minutos, a pelota foi cruzada e Pequeno, camisa 10, apareceu entre os zagueiros na pequena área e fez o segundo tento.




Três momentos de Barcelona x Itararé na Rua Javari. Tudo de longe, como nos nossos primórdios

O Elefante buscou de forma incessante uma nova igualdade no marcador, pena que o domínio territorial não foi traduzido em gols. O placar final ficou em Barcelona 1-2 Itararé. Foi o 12º jogo seguido na capital sem triunfo (o último foi o 3x2 contra o CA Lemense em 5 de junho de 2016) e agora a agremiação ocupa a sétima posição da chave. O Itararé está com onze, empatado na primeira colocação com o Mauá FC.

Saindo da Javari segui pro centro da cidade no famoso ônibus elétrico que vai até a Praça da Sé e dali fui passar no Largo do Paissandu e ver o clima do local num cenário pós-tragédia. Confesso que não permaneci ali nem três minutos pois a vibe estava carregada demais. Pior do que o fato em si é ver gente achando que a culpa foi das pessoas que moravam no local... absurdo.

Até a próxima!

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Empate murcho do líder Bernô contra o Itararé no ABC

Texto e fotos: Fernando Martinez


Fechando a rodada dupla no Baetão na sexta-feira, depois de acompanharmos a grande goleada do Guarulhos contra o Diadema, o líder EC São Bernardo entrou em campo. O adversário do já classificado Bernô foi o Itararé, esse ainda na luta por uma vaga na segunda fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão.

Para quem não via o Caçula há onze anos, matamos bem a saudade da equipe. Essa foi a terceira cobertura que fizemos no atual campeonato e nos dois jogos anteriores registramos dois empates: 2x2 contra o Barcelona e 1x1 contra o Osasco FC. A equipe do sul do estado ocupava a terceira colocação do Grupo 3 antes da rodada.


Esporte Clube São Bernardo - São Bernardo do Campo/SP


Associação Atlética Itararé - Itararé/SP


Capitães dos times junto com o árbitro Lucas Canetto Bellote e os assistentes Daniel Luis Marques e Evandro de Melo Lima

Vindo de oito jogos invicto (sete vitórias e um empate) e com o melhor ataque da Segundona junto com XV de Jaú (24 gols), esperava ver mais uma grande atuação do alvinegro. Só que o time não repetiu as grandes apresentações e deixou bastante a desejar. Os 289 torcedores pagantes não viram uma peleja de alto nível.

Os locais criaram poucos momentos de perigo nos primeiros 45 minutos, o melhor deles saiu dos pés de Vitinho, que apareceu livre dentro da área e chutou para fora. Na maior parte do tempo, jogo truncado e sem momentos dignos de registro. O Caçula teve duas oportunidades apenas razoáveis com Romarinho e Zé Lucas e nada mais.


Defensor do Itararé fazendo falta em atacante do Bernô


Zaga visitante mandando a pelota para longe


Boa chegada local pela direita do ataque

No último lance do primeiro tempo, Gonzaga, lateral do onze visitante, foi expulso e isso fez com que todos acreditassem que o tempo final seria diferente. Sim, ele foi, mas para pior. O São Bernardo não foi capaz de emplacar um único ataque interessante e a zaga visitante se segurou bem.

O que já não estava bom piorou aos doze minutos quando João de Melo foi expulso e deixou os locais com dez em campo. Vimos mais de trinta minutos com o Bernô tímido demais e com o Itararé preocupado em não sofrer gols. Não teve como o marcador sair do zero num esquema desses.


Escanteio a favor do São Bernardo no começo da etapa final


Lance ousado no setor ofensivo do Itararé


Uma das poucas chegadas do Caçula durante o tempo final

O placar final de São Bernardo 0-0 Itararé manteve o onze do ABC na liderança com 29 pontos, agora somente três acima do bom time do Primavera. O Caçula caiu para a quarta posição, agora com 17, um à frente do Guarulhos. Faltam duas rodadas para a fase inicial chegar ao fim.

O futebol voltou à pauta no domingo com a última rodada da fase inicial da Série D a todo vapor e com mais um time na Lista. Bem diferente do que aconteceu em anos anteriores, a temporada 2017 está sendo bastante proveitosa em relação a equipes novas.

Até lá!

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Num gelado Rochdale, Osasco FC e Itararé ficam no empate

Texto e fotos: Fernando Martinez


A noite de sexta-feira foi mais uma vez propícia pra ver um jogo perdido. Pela segunda rodada do returno da fase inicial do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, o Osasco FC recebeu o Itararé no frio Estádio José Liberatti em confronto do Grupo 3. Partida legal que traz pela segunda vez o onze alvi-azul até as páginas do blog na atual temporada (a primeira foi o 2x2 contra o Barcelona no Nicolau Alayon).

Sem vencer desde 28 de abril, o Osasco FC queria tentar quebrar o jejum de quatro compromissos sem nenhum triunfo para não se desgarrar demais do G4 da chave e o Itararé com certeza não seria um adversário fácil de ser batido. Vale registrar que nos oito jogos que havia visto o Caçula ao vivo, em apenas um deles o time venceu. Foi em abril de 2006, num 2x1 contra o falecido EC Osasco no mesmo Rochdale.


Osasco Futebol Clube - Osasco/SP


Associação Atlética Itararé - Itararé/SP


O árbitro Jefferson Dutra Giroto, os assistentes Paulo de Souza Amaral e Leandro Almeida dos Santos, o quarto árbitro Róbson Silva Santos e os capitães dos times

Para essa jornada tive mais uma vez a companhia do Emerson, voltando com tudo ao mundo futebolístico, e da dupla alvinegra Ricardo Espina e Colucci. Numa noite com direito a 14 graus de temperatura, apenas 99 almas pagaram ingresso e deixaram o Liberatti mais uma vez bem vazio, só pra variar um pouco. A animada rapaziada viu 90 minutos muito bons.

Os primeiros minutos nos mostraram algo que é bem raro nos dias atuais do futebol tupiniquim: gols em cobranças de falta. Romarinho abriu o marcador pro Itararé aos cinco minutos numa ótima batida em que a pelota ainda tocou na trave direita antes de morrer no fundo das redes. Aos 21, foi a vez de Marlon mostrar categoria e deixar tudo igual em lance aonde o goleiro Yuri nem se mexeu.


Intensa disputa de bola em ataque osasquense


Zagueiro do Itararé protegendo a pelota


Bola estufando as redes do time visitante no belo gol de falta de Marlon


Outra investida da Águia no tempo inicial

Com o 1x1 no placar, as duas equipes foram responsáveis por bons momentos durante o decorrer do tempo inicial. Matheus e Yuri tiveram bastante trabalho e faltou pouco para que o segundo gol saísse. Quando o tempo final chegou, os times não mostraram a mesma inspiração, porém a partida continuou com bom nível.

Enquanto falávamos sobre campeonatos perdidos, momentos surreais do cotidiano e também sobre as agruras da vida, no gramado os atacantes tentaram marcar, só que não conseguiram superar os goleiros e com isso a peleja ficou mesmo no placar conquistado no primeiro tempo: Osasco FC 1-1 Itararé.


Bola passeando pela área local no começo do segundo tempo


Escanteio para o Itararé


Pelota levantada dentro da área do Osasco FC

Essa foi a quarta apresentação do Osasco FC dentro da sua casa e até aqui a equipe conquistou apenas um triunfo contra o CAD, além de uma derrota pro Primavera e outro empate contra o Barcelona. Ocupando a sexta posição do Grupo 3 com nove pontos a Águia precisa muito voltar a vencer no Rochdale caso queira estar na próxima fase. Já o Caçula está em quarto com doze pontos ganhos.

Menos de 24 horas depois retornei ao estádio osasquense para outra sessão futebolística, agora pela Série D em mais uma jornada sofrida do Audax na última divisão nacional.

Até lá!

terça-feira, 25 de abril de 2017

Barcelona se recupera e empata com o Itararé na capital

Texto e fotos: Fernando Martinez


Após sofrer a maior goleada da sua história, o Barcelona Capela voltou ao gramado do Estádio Nicolau Alayon na manhã do domingo para tentar apagar a má impressão deixada. O adversário da vez foi o genial Itararé, time que volta ao profissionalismo depois de onze anos em confronto do Grupo 3 do Campeonato Paulista da Segunda Divisão.

Assim como fiz nos últimos 17 compromissos do Elefante como mandante, marquei presença na casa do Nacional sinceramente sem saber o que esperar. Por um lado, achava que o Caçula era favorito, mas ao mesmo tempo achava que dificilmente o onze paulistano repetiria uma atuação tão lamentável quanto a que teve contra o Elosport.


Barcelona Esportivo Capela Ltda. - São Paulo/SP


Associação Atlética Itararé - Itararé/SP


O árbitro José Paulo Canale, os assistentes Alexandre de Oliveira e Leandra Aires Cossette, o quarto árbitro Tarciano Jose de Lima e os capitães dos times

Cheguei cedo na Água Branca e vários amigos já se faziam presentes ali. Todos, tirando o decano Mílton Haddad, para ver pela primeira vez a Associação Atlética Itararé. Confesso que não imaginava ver um jogo do clube do sul do estado novamente. Vi a gloriosa agremiação pela última vez em 2 de abril de 2006 num triunfo contra o falecido EC Osasco pela A3. Ao final daquela competição, a equipe se afastou do profissionalismo.

Falando do blog, o Itararé merece um lugar de destaque na nossa história pois nosso primeiro post foi justamente com a final da Série B2 de 2004 entre o Taboão da Serra e o time do interior. Foi um post curto, ainda sem a cara que o JP passou a ter com o decorrer dos anos. Tempos depois contei por aqui toda a história sobre o último jogo da quinta divisão paulista em todos os tempos.

De volta ao presente, ficou claro desde o apito inicial que o Barcelona estava num astral totalmente diferente do que vimos no domingo anterior. Mesmo com suas limitações, o time foi competitivo e equilibrou as ações durante os 90 minutos. O Itararé não foi superior praticamente em nenhum momento. Isso fez com que a peleja se tornasse bastante interessante.

Aos oito minutos aconteceu a primeira grande chance quando o Itararé mandou uma bola na trave. O que poderia mostrar um domínio visitante se transformou em surpresa quando Ícaro aproveitou rebote de Felipe e abriu o marcador pro BEC aos 18. Três minutos depois o Caçula teve escanteio pela direita. A pelota foi levantada na área e Matheus apareceu para cabecear pro fundo das redes e deixar tudo igual.

Aos 31, o alvi-azul teve a melhor oportunidade de virar o marcador num ataque pela direita que terminou com chute em cima do arqueiro local. Foi com o empate por um tento que o primeiro tempo chegou ao seu final. A diversão nos 15 minutos de descanso foi acompanhar a troca dos nomes do placar, pois a peleja começou ainda mostrando o duelo do sábado. Com certeza um verdadeiro "Show do Intervalo".


Escanteio a favor do Itararé no começo da peleja


Zaga do Barcelona depois de desarme feito dentro da área


Detalhe do gol de empate do Caçula, marcado por Matheus aos 21 minutos


Grande chance desperdiçada aos 31 em boa defesa de Alexandre

No tempo final os times voltaram a campo menos inspirados ofensivamente falando, porém isso não significou queda de qualidade na partida. O Barcelona continuou animado e o Itararé chegou perto da meta local e chegou a pedir dois pênaltis em lances dentro da área. Fiquei em dúvida num desses lances.

Aos 33 minutos foram os visitantes que chegaram ao segundo gol. Brisson avançou pela direita e chutou forte. O goleiro Alexandre viu a pelota passar por baixo do seu corpo. Só que os locais não se entregaram e aos 40 a agremiação teve pênalti marcado a seu favor. John bateu de forma precisa e igualou mais uma vez.


Felipe fazendo ótima defesa em cobrança de falta do Elefante


Lucas, camisa 3 do BEC, se aventurando no setor ofensivo


Segundo gol do Barcelona, marcado por John aos 40 do tempo final


Cobrança de falta ensaiada no ataque local

No fim, o Barcelona 2-2 Itararé marcou o primeiro ponto conquistado pelo time da Zona Sul paulistana na Segundona 2017, uma mostra que, se não é candidata ao acesso, pelo menos pode fazer uma campanha digna. Com o empate, somado à derrota do Bernô pro Elosport, o Caçula se isolou na liderança da chave, agora com sete pontos ganhos.

A ideia inicial era ver um jogo do Paulista Feminino, mas isso não foi humanamente possível. Os dias estão complicados por essas bandas e futebol mesmo só deve pintar no próximo final de semana!

Até lá!

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

A História pré-JP, volume 26: Taboão da Serra Campeão da B2 2004

Fala pessoal!

Em mais um post histórico do JOGOS PERDIDOS, hoje publico aqui uma matéria com mais fotos do primeiro jogo que apareceu no JP, no dia de sua criação. Como expliquei no post anterior, o primeiro final-de-semana do blog foi recheado de jogos legais, mas por ainda estarmos testando todo o sistema do blog (que ainda era hospedado em outro servidor), não fizemos posts grandes de nenhum desses jogos.

Preferimos só dizer que tínhamos ido assistir a final do Campeonato Paulista da Série B2 de 2004, com uma foto da entrega da taça, nada mais. Mas hoje então mostro aqui mais imagens exclusivas daquela final, que reuniu os times do Taboão da Serra e do Itararé, numa belíssima final do Estádio Vereador José Feres, em Taboão da Serra.

A caravana naquele dia contou com, além do que vos escreve, a presença do Emerson, do Jurandyr e do Mílton. E mesmo sem a existência do JP, conseguimos ficar dentro do campo.


Vista geral do jogo entre Taboão da Serra e Itararé, pela final da Segundona 2004. Notem o bom público em Taboão. Foto: Fernando Martinez.

Naquele dia, o Taboão da Serra coroava a sua campanha no campeonato. Depois de um ano pífio (2003), a campanha em 2004 foi exemplar, e depois de garantir o acesso à Série A3 em 2005, o time ainda jogava para ser campeão em casa. O Itararé também tinha feito uma campanha memorável, e os dois agora disputariam esse título de forma justa.

O jogo começou equilibrado, com os dois times criando chances para a abertura do placar. Mas depois de uma chance perdida pelo Itararé, o Taboão aproveitou o contra-ataque e fez o primeiro, aos 14 minutos, com o atacante Kanu. A tarefa do Itararé ficou mais difícil, e no final do primeiro tempo, com a expulsão de um dos seus atacantes, ficou quase impossível.


Visão geral da final da B2 em 2004, entre Taboão e Itararé. Foto: Fernando Martinez.


Mais um lance da final entre Taboão e Itararé, no único título conquistado pelo time da Grande São Paulo até hoje. Foto: Fernando Martinez.

No segundo tempo, em outro contra-ataque, o Taboão ampliou aos 24 minutos, de novo em contra-ataque com o mesmo Kanu marcando. Um minuto depois o Itararé fez o primeiro em cobrança de pênalti, com o jogador Renato. E no final, aos 39 minutos, quando os torcedores já comemoravam, o Taboão ampliou com o jogador Tupã fazendo o seu.


Gol do Itararé, num tentativa de reação efêmera. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo, Taboão 3-1 Itararé e o título da B2 de 2004 nas mãos do time da Grande São Paulo. Pena que eles não tenham conseguido se manter na A3 e logo no primeiro ano tenham sido rebaixados. O Itararé ainda conseguiu se manter em 2005, mas caiu em 2006. Faz parte...


Placar final da partida: Taboão campeão! Foto: Fernando Martinez.


Comemoração dentro de campo para os (então) novos campeões. Foto: Fernando Martinez.

Vale registrar que esse foi o último campeonato da Série B2, e que em 2005 as séries B1 e B2 foram unificadas. Para nós do JP, essa foi uma decisão das mais acertadas, já que os campeonatos estavam um pouco esvaziados com aquele monte de níveis diferentes. E notamos que ficou melhor com as Segundonas de 2005 e 2006, com o sucesso dos campeonatos.


Taças para os campeões e vice-campeões da B2 de 2004. Foto: Fernando Martinez.


Entrega da Taça ao capitão do Taboão. Foto: Fernando Martinez.

Naquele dia ainda fomos correndo ao Morumbi, para ver o jogo que falei no post passado. E aguardem, pois logo mais tem mais histórias antigas "pré-JP" por aqui...

Até lá

Fernando

segunda-feira, 3 de abril de 2006

Paulista Série A3: EC Osasco 1-2 Itararé

Opa...

Começando então com os posts da cansativa, mas fantástica rodada tripla que fiz no último domingo. Na manhã do último dia 2, caí da cama, depois de ir dormir "beem" tarde na madrugada, e junto com o Mílton, segui rumo à cidade de Osasco, mais precisamente no Estádio José Liberatti, aonde fomos acompanhar o jogo entre EC Osasco e AA Itararé, pelo Paulistão da Série A3. Lá, encontramos perdidaços o Seu Natal e o David, e ainda depois o Luís Pires, sempre presente nos jogos do ECO.

Falando do jogo, o que poderíamos esperar de uma equipe na ponta da tabela, com apenas uma derrota e em segundo lugar do seu grupo, jogando contra outra que há algumas rodadas se encontrava na zona de rebaixamento e com apenas duas vitórias em doze jogos? Logicamente uma supremacia da primeira equipe, mas de uma forma surpreendente, o que aconteceu foi justamente o contrário.

Desde o início da partida, o Itararé se mostrou dono do jogo e não deu espaços ao time do ECO. O time da casa não mostrou um bom futebol e foi irritante em vários momentos do jogo, mostrando uma inoperância absurda.


Lance do ataque do ECO no primeiro tempo do jogo contra o Itararé. Foto: Fernando Martinez.

Durante toda a primeira etapa, o time do interior perdeu boas chances de abrir o placar. O único momento perigoso para o time do ECO, foi uma bola cruzada dentro da área que o atacante furou na hora da conclusão. Tirando isso, nada mais foi feito.

Depois de tanta sonolência, o ECO foi castigado merecidamente com o gol do Itararé. Na verdade um golaço, marcado pelo jogador Fernando, depois dele ter acertado um chutaço no ângulo. O jogo foi para o intervalo com a vantagem - justa - do Itararé.


No início do segundo tempo, mesmo atrapalhado pelas bandeiras, esse é o registro de uma perigosa falta para o ECO. Foto: Fernando Martinez.

No intervalo, aproveitamos para saborear os deliciosos hambúrgueres do estádio. Por R$ 1,50, um pão com carne que matou a fome de muita gente, mesmo com sua simplicidade. Melhor do que em locais tipo o Pacaembu, aonde pagamos 4 pilas por sanduíches frios e sem recheio.

Devidamente alimentados, pudemos ver um segundo tempo ainda melhor e com muita movimentação. Igualmente ao primeiro tempo, o ECO voltou sonolento e sem inspiração, enquanto o Itararé dominava a partida. O ECO fez uma pressão não tão eficiente e deixou o contra-ataque aberto, e isso causou calafrios na sua torcida.


Ataque inoperante do ECO no segundo tempo do jogo. Foto: Fernando Martinez.

Insistindo bastante, mas sem inspiração, o ECO irritou a torcida presente por lá. Destaque negativo para o naipe dos xingamentos do povo com a auxiliar número 1, Márcia Simionato Viana. Sem ela ter influído em nada no placar, ou em alguma marcação, ela foi alvo de xingamentos que não tenho o dom nem em repetir para um cara. Nota 0 para a educação de parte da torcida osasquense.


Lance perigoso para o EC Osasco buscando o empate a todo custo. Foto: Fernando Martinez.

Bom, e depois dessa insistência do ECO, o time ainda conseguiu empatar, num belo gol do atacante Rogério, que ainda deixa saudades nos torcedores do Nacional. Felicidade no José Liberatti! Pena para todo mundo por lá, pois menos de cinco minutos depois, o Itataré marcou seu segundo gol - com o jogador Éder Paulista, depois de bobeada da zaga osasquense - e fechou o caixão do time de Osasco.

Final de jogo: EC Osasco 1-2 Itararé. Um resultado surpreendente pela campanha dos dois times e não dá para entender como o time do Itararé está em posição tão ruim na tabela.

Depois do jogo, eu e o David pegamos uma carona com o Seu Natal até a região da minha casa, aonde eu descansaria um pouquinho. Mas, do nada, e picado pela mosquinha do JP, o Seu Natal acabou resolvendo ir num jogo completamente perdido, que acabamos ganhando como bônus no domingo... mas isso fica para o próximo post

Até

Fernando

segunda-feira, 13 de março de 2006

Paulista Série A3: Mauaense 2-1 Itararé

Olá,

Iniciando mais um fim-de-semana com muito futebol, no último sábado, fui juntamente com o Jurandyr, o Emerson e o Sr. Natal, até à cidade de Mauá, no Estádio Pedro Benedetti, onde acompanhamos ao jogo Grêmio Mauaense 2 - 1 Itararé, válido pela nona rodada do primeiro turno da primeira fase do Campeonato Paulista Série A3.


Jurandyr, Emerson e Sr. Natal, ao lado do ônibus do Itararé. Foto: Orlando Lacanna.

O jogo não prometia muito, pois envolvia dois times que não vêm fazendo boas campanhas nessa temporada. O Mauaense estava na última colocação com apenas 5 pontos e o Itararé, um pouco melhor colocado, na sétima posição com 9 pontos. A expectativa do time da casa era a estréia do técnico João Ricardo, que acabou sendo boa, com a Locomotiva apresentando um futebol de melhor qualidade em relação às partidas anteriores, inclusive demonstrando mais vontade.


Falta no ataque do time da Mauaense no primeiro tempo da partida. Foto: Orlando Lacanna.

No primeiro tempo, o Grêmio Mauaense teve o predomínio da partida, marcando seu primeiro gol, logo aos 10 minutos, através do lateral esquerdo Jardel em cobrança de pênalti. O jogo continuou no mesmo ritmo e numa escapada isolada, o Caçula empatou aos 22 minutos, por intermédio do zagueiro Renato, em cobrança de outro pênalti. A partir daí, o time da casa intensificou seus ataques e foi empurrando o Itararé para o seu campo de defesa, tendo, aos 45 minutos, desempatado o jogo através de Nélson, que escorou de cabeça cruzamento vindo da direita.


Ataque perigosíssimo do Itararé no jogo contra a Mauaense. Foto: Orlando Lacanna.


Gol de empate do Itararé na partida. Foto: Orlando Lacanna. [150411]

Na etapa final, a partida caiu de ritmo e não aconteceu muita coisa de importante, porém o Grêmio continuou dominando, estando sempre mais perto de marcar o seu terceiro gol do que o Itararé conseguir o empate.

Fim de jogo que apresentou vitória incontestável do Grêmio Mauaense e que renovou as esperanças da sua torcida em escapar do rebaixamento para a Segunda Divisão.


Mais um ataque perigoso do time do interior. Foto: Orlando Lacanna.

Por ora é só e até o próximo post do jogo de domingo, que para mim será especial, em razão da história que envolveu a construção do estádio. Aguardem.

Abraços,

Orlando