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sábado, 16 de abril de 2022

No sufoco, São Paulo vence o SC Brasil também no sub-17

Texto e fotos: Fernando Martinez


Após o massacre do São Paulo em cima do Sport Club Brasil de Embu das Artes na preliminar, o Campeonato Paulista sub-17 pediu passagem no Estádio Marcelo Portugal Gouvêa. Um daqueles torneios em que o time do Morumbi sempre entra como um dos favoritos, independentemente de quais atletas estejam vestindo a camisa.




O São Paulo e o SC Brasil, agora com camisa diferente, posados antes do jogo do Paulista sub-17. Na sequência, o quarteto de arbitragem e os capitães

É, mas depois dos 80 minutos (o certame é disputado em dois tempos de 40 minutos cada) a torcida que foi ao CT de Cotia ficou ressabiada. Sim, a equipe ganhou, só que rolou mais sofrimento do que o esperado. O Brasil mostrou bastante ânimo e muita força de vontade. Por pouco não conquistaram um resultado melhor.

Na primeira etapa, tudo dentro do esperado. Newertton abriu o placar aos 22 minutos e Enzo (olha a geração de Enzos começando a pintar na base) fez o segundo de pênalti aos 39 minutos. O Brasil diminuiu sem querer com o gol contra de Claudio aos 42. No intervalo, 2x1 a favor dos locais e uma pausa para fazer uma boquinha na lanchonete do CT. Fazia tempo que não tinha a chance de degustar o delicioso pastel vendido por lá. Sem dúvida uma das iguarias preferidas nos estádios da região.

Fui acompanhar a etapa final da arquibancada junto com os amiguinhos presentes e dali vimos o Brasil se aproveitar do marasmo são-paulino. O 2x1 se manteve sem muitas emoções até os 34 minutos, quando Guilherme empatou a contagem. Pena para os visitantes que a alegria tenha durado apenas três minutos. Aos 37, Alves recolocou os paulistanos na dianteira e fechou o marcador.




Boas chegadas do tricolor na primeira metade da etapa inicial


Enzo, de pênalti, fez o segundo gol do São Paulo


Guilherme, em tiro cruzado, deixou tudo igual... só que a festa do SC Brasil durou pouco


Não encontrei a bola até agora, mas aqui está o lance do terceiro gol são-paulino, marcado por Matheus


No fim, suada vitória do São Paulo na estreia no sub-17

O São Paulo 3-2 Brasil foi um resultado esperado em um jogo com altos e baixos. Credito o perrengue por conta da estreia. Duvido que o tricolor vacile tanto novamente, pelo menos na primeira fase. Ao clube de Embu das Artes, a esperança de que possam fazer um campeonato de igual para igual com os demais integrantes do Grupo 11.

Terminada a rodada dupla matutina, era a vez de emendar a rodada dupla vespertina. Saiu a categoria de base masculina, entrou a categoria de base feminina, com direito a estádio novo na Lista.

Até lá!

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Ficha Técnica: São Paulo 3x2 Brasil

Em breve
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Estreia do sub-15 do São Paulo com goleada no SC Brasil

Texto e fotos: Fernando Martinez


Ao invés de ficar a Sexta-Feira Santa curtindo o feriado, a pedida foi acompanhar uma concorrida rodada quádrupla começando cedo, bem cedo. Direto do bonito Estádio Marcelo Portugal Gouvêa, o São Paulo fez a sua estreia no Campeonato Paulista sub-15 (e sub-17 também) enfrentando o Sport Club Brasil de Embu das Artes.

Apesar do horário, o CT de Cotia recebeu um ótimo público. O pessoal estava com a animação em dia e fez uma festa enorme sem sossegar. Junto comigo, o decano Milton Haddad, o atibaiense Mário e a dupla são-paulina Caio e Douglas. Todo mundo de olho em uma possível goleada do bom elenco infantil do tricolor do Morumbi.




As imagens de São Paulo, SC Brasil e do quarteto de arbitragem com os respectivos capitães

Na estreia, o Brasil empatou sem gols com o Referência, um dos estreantes de 2022 e que deve aparecer aqui no próximo mês. Contra o poderoso São Paulo (que folgou na primeira rodada) a tendência era que a história fosse diferente. Os dois estão no Grupo 11 junto com o já citado Referência, o Água Santa e o São Bernardo. Ah, vale registrar que essa foi a segunda vez que vi o Brasil. A primeira foi na estreia do Paulista sub-20 ano passado contra o Grêmio Osasco no Rochdale.

Fui acompanhar o ataque local e não me arrependi. Para a surpresa de zero pessoas, foi uma partida de um time só. O Brasil foi dominado do início ao fim e não demonstrou nenhuma resistência. Saievicz abriu o placar logo aos quatro minutos após escanteio de Pedro Ferreira. Aos nove, Thierry Henry, um homônimo do craque francês, fez o segundo e aos 20 ele mesmo anotou o terceiro em cobrança de pênalti.

Se os donos da casa tivessem mais concentrados e não jogassem tantas chances no lixo, uma goleada monstra teria sido garantida na etapa inicial. O 3x0 foi o resultado parcial antes do intervalo. O papo nos vestiários deve ter sido bom, pois no tempo final os atacantes retornaram ao gramado mais inspirados.

Saievicz anotou o quarto gol aos três minutos. Aos oito, Polin bateu cruzado e ampliou. Pedrinho fez dois aos 18 e aos 24 e Enzo fechou o marcador aos 35. Isso sem contar o enorme número de gols perdidos. Sem exagero nenhum, o duelo poderia ter terminado com 14 ou 15 gols a favor dos donos da casa tamanho foi o domínio e o número de oportunidades criadas.


Comemoração de Thierry Henry, isso mesmo, no segundo gol do São Paulo


Lance de São Paulo x SC Brasil pelo Paulista sub-15



Thierry Henry fez o terceiro tricolor de pênalti e comemorou de um jeito bastante zen


Nicolas fez o quarto aos 38 minutos




Lances do segundo tempo no glorioso CT de Cotia

No fim, o placar final de São Paulo 8-0 Brasil ficou de bom tamanho. Melhor estreia do tricolor impossível. O Paulista sub-15 está apenas na sua segunda rodada, mas dá para afirmar facilmente que o clube do Morumbi é um dos favoritos a conquistar o caneco.

Se no Paulista sub-15 a impressão foi a melhor possível, no sub-17 a coisa foi um pouquinho diferente. Poucos contavam com um jogo difícil, porém foi isso que aconteceu.

Até lá!

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Ficha Técnica: São Paulo 8x0 Brasil

Em breve
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sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Grêmio Osasco x SC Brasil: estreia do Paulista sub-20 com time novo

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na última quinta-feira começou a edição 2021 do Campeonato Paulista sub-20 e eu resolvi mudar o cenário. Decidi acompanhar a primeira apresentação de um dos dois estreantes em torneios da FPF, o Sport Club Brasil de Embu das Artes. O clube visitou o Grêmio Osasco no Estádio José Liberatti, campo que eu não visitava desde a última Copinha.

Se em 2020 o certame teve apenas 24 participantes e foi realizado a toque de caixa em virtude da pandemia, em 2021 a coisa melhorou um pouco. Foram 54 os que toparam participar e, repetindo a temporada passada, a federação unificou as duas divisões do profissional. Além disso, manteve a filiação especial para aqueles que queiram apenas disputar a base, caso do Brasil e do Ibrachina FC da capital.



Times perfilados para o Hino Nacional e aquela imagem marota dos capitães com o quarteto de arbitragem

Outro detalhe: em 2020 apenas seis dos 24 eram equipes da Segundona profissional. Em 2021 temos treze clubes da quarta divisão estadual além de sete que não disputam o profissional, totalizando vinte dos 54. Apesar de ter sido tomada a decisão por causa da pandemia, esse foi um enorme acerto. Essa mistura é genial e põe times de tamanhos completamente diferentes frente a frente. Pessoalmente acho um dos pontos altos do torneio.

O Brasil tinha como planos estrear em 2020 apenas no sub-15 e sub-17, mas a competição também foi cancelada. A agremiação fundada em 2019 caiu no Grupo 7 do sub-20 junto com São Bento, Audax, Oeste, Grêmio Osasco e o favoritaço São Paulo. Missão complicadíssima para o caçula. Vale lembrar que o GEO foi rebaixado na A3 no ano passado e está ausente no profissional este ano.

Minha última vez em Osasco tinha sido no Audax 0x0 Sport válido pela primeira fase da Copa São Paulo de 2020. Tinha até me esquecido do ponto de ônibus em que tinha que descer e quase me perdi. Cheguei no campo com cerca de uma hora faltando para o apito inicial e restou aquela famosa aguardada lendo. O Brasil estava com um uniforme de treino igual ao da seleção, porém infelizmente utilizou camisa, calção e meias azuis contra os donos da casa. Uma pena.

Quando a ação começou o Brasil criou a primeira boa chance. O camisa 11 Vinícius Nascimento recebeu passe na direita e mandou cruzado. A bola passou raspando a trave de Josué. A partir daí, só deu Grêmio Osasco. Aos 12, um defensor do Brasil recuou mal, deixou Rodrigo Barreto vendido e a pelota sobrou para Edherson. Ele atirou e Vinícius Messias salvou em cima da linha. Cinco minutos depois, em outra falha imensa da zaga, Edherson roubou e colocou no canto. Rodrigo Barreto fez defesa brilhante com a ponta dos dedos e desviou pela linha de fundo.

A pressão era grande e o Brasil conseguiu se segurar até os 29 minutos. Edherson, o melhor dos donos da casa, recebeu belo passe na direita, entrou na área e mandou cruzado. Assim ele venceu o arqueiro adversário e inaugurou o marcador. O 1x0 sossegou a rapaziada osasquense e no restante do tempo inicial não teve mais nenhum momento perigoso. Junto com o intervalo chegou a hora de vestir a blusa pois apesar de estar sol, o vento frio chegou com tudo no Rochdale.




O Brasil, que não jogou de Brasil, tomou sufoco do Grêmio Osasco durante o primeiro tempo


Edherson armando o chute pela direita que abriu o marcador a favor dos donos da casa

Na etapa final o GEO permaneceu ocupando o setor defensivo do Brasil, só que o que se viu foram apenas chutes fracos ou sem direção. O escrete de Embu das Artes não era capaz de arriscar a sorte no campo ofensivo e o triunfo local parecia fato consumado. Bom, acabou que não foi bem assim. O Brasil criou o primeiro lance de destaque e nele deixou tudo igual. Yule foi lançado, acabou desarmado dentro da área e a pelota sobrou para Fabrício dos Santos. O camisa 18 avançou e chutou meio sem ângulo, estufando a rede de Josué.

O GEO tomou um susto com o empate e por pouco não sofreu o segundo aos 36 em tiro de Vinícius Silva que saiu por cima. Nada indicava que o Grêmio fosse conseguir alguma inspiração, já que se afobou e não criou mais nada. Eis que aos 47 minutos Igor engatou a quinta marcha pela direita, ganhou do defensor e cruzou. O goleiro ficou olhando, Victor surgiu na pequena área e recolocou os locais na frente.



O GEO permaneceu criando chances de gol na etapa final


Como quem não quer nada, o Brasil conseguiu armar um raro ataque aos 32 minutos e Fabrício dos Santos deixou tudo igual


Após o empate, o GEO infernizou ainda mais a zaga visitante em busca do segundo gol



Aos 47 minutos Victor recebeu um bom passe da direita e, na base do sufoco, deu a vitória ao Grêmio Osasco

No fim, o placar de Grêmio Osasco 2-1 Brasil acabou sendo justo pelo maior número de oportunidades criadas pelo time da casa, mas poderia ter sido sem tanto sofrimento. De qualquer forma o SC Brasil estreou mostrando bastante disposição. Pena que isso provavelmente não seja suficiente na luta por uma vaga na segunda fase atuando contra adversários bem maiores. Estamos na torcida pelo sucesso do clube mesmo assim.

Voltei à capital já pensando na programação da madrugada pela Olimpíada. Me permito ficar de fora das coberturas até a semana que vem pois quero aproveitar o máximo que puder os últimos compromissos olímpicos. Prometo que volto com tudo emplacando uma grande cobertura da rodada inicial do Paulista Feminino.

Até lá!

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Ficha Técnica: Grêmio Osasco 2-1 Brasil

Local: Estádio Prefeito José Liberatti (Osasco); Árbitro: Giovanni Domenico Venturini; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Vinícius dos Santos, Kauê; Gols: Edherson 29 do 1º, Fabrício dos Santos 32 e Victor 47 do 2º.
Grêmio Osasco: Josué; Deivid (Gian), Paulo, Matheus e Bracinho (Rafinha); Leonardo, Edherson (Vitão), João Braga e Cristhian; Victor e Vinícius (Igor). Técnico: Éverton da Silva.
Brasil: Rodrigo Barreto; Kauê, Vinícius Messias, Fabrício Teixeira e Yule; Rodrigo da Cruz, Nicolas (Djian Lucca), Vinícius Pequiá (Vinícius Silva) e Marlon (Fabrício dos Santos); Vinícius dos Santos (Léo Pimentel) e Vinícius Nascimento. Técnico Duílio de Souza.
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