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sábado, 4 de janeiro de 2025

Reação heroica do Azuriz na estreia contra o Botafogo/SP

Texto e fotos: Fernando Martinez


O jogo que fechou a primeira rodada do Grupo 6 da 55ª Copa São Paulo de Futebol Júnior não foi a oitava maravilha do mundo, mas teve seu valor. Também no Estádio Mário Lima Santos, em Brodowski, o Azuriz enfrentou o Botafogo de Ribeirão Preto.

O Azuriz garantiu vaga na Copinha ao terminar entre os quatro melhores do Paranaense Sub-20 de 2024. A classificação veio após eliminar o Athletico nas quartas de final. Na semifinal, acabou derrotado pelo Coritiba nos dois jogos. Esta é a primeira participação do clube de Pato Branco no torneio.

Já a Pantera disputa a Copinha pela 33ª vez. Em 2024, ficou em 13º lugar e, no Paulista, chegou à terceira fase. No ranking histórico da competição desde 1969, o Bota ocupa a 25ª posição, com 193 pontos. Aliás, qualquer um pode acessar esse tipo de informação adquirindo a versão física ou digital do Super Guia Jogos Perdidos da Copa São Paulo de Futebol Júnior, a terceira edição da publicação feita por mim e pelo amigo Gabriel Pitor. Na boa? Imperdível.


Azuriz Futebol Clube (sub-20) - Pato Branco/PR


Botafogo Futebol Clube (sub-20) - Ribeirão Preto/SP


Os dois capitães e o quarteto de arbitragem em Brodowski


Detalhe da tribuna montada para a rapaziada VIP que marcou presença no Mário Lima Santos

Na preliminar, o Bandeirante derrotou a Tuna Luso, e quem vencesse o duelo de fundo dividiria a ponta da chave. Empurrado por muitos torcedores que viajaram os 28 quilômetros de Ribeirão até Brodowski, o Botafogo fez um primeiro tempo absolutamente exemplar. A equipe construiu um 3 a 0 com facilidade, deixando os presentes em êxtase. A expulsão de Jeampaul no fim da etapa inicial pouco preocupou a rapaziada.

Só que, com um a mais, o Azuriz não se intimidou e partiu para cima no segundo tempo. Com 15 minutos, o placar já mostrava 3 a 2. No embalo da reação, a chuva veio em formato de dilúvio e a cabine de imprensa improvisada simplesmente derreteu. A transmissão da FPF caiu e não voltou mais. Como já falei na matéria anterior, o estádio é bem estruturado, mas precisa de uma cabine de imprensa adequada.

Nos minutos finais, o Azuriz intensificou a pressão e foi premiado aos 52 minutos, quando Vinicius Gugel completou uma cobrança de escanteio para decretar o empate. Um balde de água fria para a torcida botafoguense e uma recompensa para o time que nunca desistiu.






Grande jogo entre Azuriz e Botafogo. A estreia do time paranaense foi heroica

O 3 a 3 entre Azuriz e Botafogo/SP deixou o Bandeirante como líder isolado após a primeira rodada do Grupo 6. Na sequência da competição, haverá o duelo paulista da chave, enquanto paranaenses e paraenses se enfrentarão. Vale lembrar que os classificados cruzam com os dois melhores do Grupo 5, que tem sede em Franca.

Saímos correndo antes do fim da peleja de fundo em Brodowski, pois ainda tínhamos uma estrada pela frente até as duas outras partidas da sexta-feira. A terceira trouxe o primeiro time novo de 2025.

Até lá!

Ficha Técnica: Azuriz 3-3 Botafogo/SP

Local: Estádio Mário Lima Santos (Brodowski); Árbitro: Rinaldo Diego de Oliveira; Público e renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Lucas Gabriel, Joaquim, Vinícius Gugel, Jeampaul, Guilherme, Badaró; Cartões vermelhos: Jeampaul 43 do 1º e Marcelo Rodrigues (PF-Bot) 53 do 2º; Gols: Thalles 9, Gustavo Lino 36 e Tortello 39 do 1º, Gabriel Mineiro 7, Lucas Inácio (contra) 14 e Vinícius Gugel 52 do 2º.
Azuriz: Pedro Henrique; Cauã Pietro (Joaquim), Zé Adílson, Matheus Loiola e Léo Meller (Vinícius Gugel); Lucas Gabriel (Kauã Freire), Carlos Eduardo, Gabriel Antônio (Marcos Vinícius) e Igor Scheis (Nicolas Saievicz); Cauã Joris e Gabriel Mineiro (Ezequiel). Técnico: Fabinho Cunha.
Botafogo/SP: Caio Santana; Jeampaul, Gabriel Cruz (Gustavo Britto), Lucas Inácio (Paulo) e Rafinha; Yuri, Pedro Severino, Guilherme (Badaró) e Tortello; Thalles e Gustavo Lino (William). Técnico: Alan Ribeiro.

terça-feira, 17 de março de 2020

Oeste desperta no segundo tempo e devolve o Bota ao Z2 do Paulistão

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na tarde da última sexta-feira estava de boa e tinha decidido não sair de casa. Só que as preocupantes notícias durante o dia começaram a mostrar que a continuidade do calendário futebolístico estava comprometida por conta do coronavírus. A ficha caiu, arrumei minhas coisas enquanto a bola ainda rolava. A pedida foi seguir até a Arena Barueri para um "jogo de seis pontos" na luta contra o rebaixamento entre Oeste e Botafogo de Ribeirão Preto pelo Paulistão 2020.

A minha ida acabou se mostrando acertada, pois no fim da tarde de sexta ficou definido que as partidas que seriam realizadas na capital no sábado e domingo não teriam presença de torcedores, nem de imprensa. Casos de São Paulo e Corinthians na A1 e Portuguesa na A2, isso sem contar o Juventus no Brasileiro Feminino da Série A2. O contexto todo preocupava e era questão de tempo para tudo ser cancelado e falarei sobre no próximo post.

Fui até Barueri num trem apinhado da CPTM, prato cheio para o corona. Estava meio cabreiro se teríamos mesmo a realização da peleja por conta de tanto disse-não-disse e a enorme quantidade de boatos rolando. Ao chegar, ufa, tudo estava confirmado. Logo fui ao gramado e notei que a torcida local, que não costuma comparecer em grande número, não tinha dado as caras. A torcida do Pantera fez bonito e estava em peso acompanhando fielmente sua equipe apesar da difícil situação no torneio.

O Botafogo derrotou o time reserva do São Paulo na rodada anterior e saiu na zona do rebaixamento. Com oito pontos, foi parar na 14ª posição, um ponto à frente de Ponte Preta e do próprio Oeste. Já o Rubrão derrotou nada menos que o Santo André, líder geral do certame na rodada passada, no ABC. Se derrotassem o tricolor interiorano sairiam da zona de rebaixamento e também, dependendo do resultado do dérbi campineiro na segunda, entraria na zona de classificação. Bizarrice total, cortesia da bisonha fórmula.


Oeste Futebol Clube - Barueri/SP


Botafogo Futebol Clube - Ribeirão Preto/SP


Capitães dos times junto com o árbitro Vinícius Gonçalves Araújo, os assistentes Risser Jarussi Corrêa e Fábio Rogério Baesteiro e o quarto árbitro José Cláudio Rocha Filho

Fiz as fotos oficiais e acabei escolhendo acompanhar os avantes locais durante o primeiro tempo. Péssima escolha. Como se estivesse no Santa Cruz, o Botafogo teve uma atuação em que, empurrado por sua torcida, foi amplamente superior e não chegou ao gol por questão de detalhe. Nesse caso o detalhe tem nome e sobrenome: Caíque França. O arqueiro formado no Corinthians e que está atuando no rubro-negro por empréstimo teve uma atuação magnífica.

Foram três as incríveis defesas do camisa 1: em chute de Matheus Anjos cara a cara aos sete minutos, aos 12 em tiro colocado de Rafinha e aos 25 novamente com Matheus Anjos. Aos 30 ele vacilou pela única vez e deixou a bola passar. Quem salvou em cima da linha foi Sidimiar. Aos 38 o goleirão salvou de novo e mandou pela linha de fundo uma falta cobrada por, sempre ele, Matheus Anjos.

Por conta das defesas de Caíque, o intervalo chegou com o marcador em branco. Aproveitei o descanso e fui dar uma passeada pela Arena pois não tenho a menor ideia de quando farei isso novamente. Comi um pedaço de pizza que é vendida na tribuna, fui no último andar encher o bolso de bolacha e retornei ao gramado pronto para acompanhar a etapa final. Sentado no meu banquinho estava com a cabeça um pouco longe e imaginava a chance de tudo ser cancelado, num cenário que só se viu aqui em tempos de gripe espanhola. Foi difícil me concentrar.


Bola dominada por jogador do Oeste no campo de defesa botafoguense


A boa presença da torcida do Pantera na Arena Barueri mesmo com a situação complicada da equipe no Paulistão


A clássica camisa do Botafogo de Ribeirão Preto no gramado da Arena


Atacante local protegendo a pelota da marcação adversária


Bololô dentro da área tricolor

Voltando ao duelo, fiquei novamente no ataque dos donos da casa na base da teimosia e dessa vez a escolha foi correta. O relógio não tinha chegado nem no segundo minuto e o Oeste inaugurou o placar. Rael fez ótima jogada individual, passou por três defensores e tocou para Bruno Lopes. O atleta barueriense chegou batendo de primeira, colocando a pelota no canto esquerdo. Danrley tocou de leve na pelota... sem sucesso na tentativa de evitar o gol.

Aos nove, o lance que definiu a sorte da partida aconteceu quando Éder Sciola derrubou Matheus Anjos dentro da área e o árbitro marcou pênalti. Eu, assim como a transmissão da TV, achei que foi exagerada a marcação. Rafinha cobrou a penalidade aos 12 e Caíque França defendeu. Como desgraça pouca é bobagem, na sequência o Oeste emplacou um contra-ataque monstro que teve participação de Bruno Lopes, Bruno Paraíba e que terminou finalização precisa de Betinho, que fez 2x0.

O Botafogo se entregou depois do segundo tento e o Oeste foi cozinhando o galo praticamente sem sofrer nenhum susto. Aos 34 quase ampliou com Bruno Paraíba tirando tinta da trave esquerda de Danrley. Fabrício Oya teve outro bom momento aos 38 e aos 48 o rubro-negro fechou a fatura com o gol de Bruno Lopes depois de erro na saída de bola botafoguense. O escrete de Barueri devolveu com juros a derrota sofrida contra o Bota (0x2) no último duelo entre eles na Série B de 2019.


Novidade boa na Arena Barueri. Finalmente a prefeitura local está melhorando a iluminação da cancha. Os dias de boate e fotos impossíveis atrás do gol estão contados!


Éder Sciola (2) encarando a marcação em lance pela direita já no segundo tempo


O lance que praticamente definiu a sorte da partida: Rafinha perdendo pênalti a favor do Botafogo


Outro lance de Éder Sciola pela direita do ataque rubro-negro


Bruno Paraíba (9) tentando o cabeceio, mas quem levou a melhor foi o camisa 8 Victor Bolt


Ataque do Oeste que gerou o terceiro gol, o último da noite na Arena

O resultado de Oeste 3-0 Botafogo foi a maior vitória do Rubrão em campeonatos paulistas desde o 3x0 em cima da Portuguesa pela A2 em janeiro de 2018. Além disso, graças à derrota da Ponte no dérbi, deixou o time na zona de classificação (!) do Grupo A. Eles estão em segundo na chave com a mesma pontuação do Água Santa, à frente por ter um maior número de vitórias. Na classificação geral estão em 12º. A Pantera agora está na 15ª colocação, somente com a Ponte Preta atrás dela. Resta saber se tudo isso valerá alguma coisa.

Mesmo repleto de incertezas em relação ao futuro consegui assistir mais um joguinho antes da paralisação total, ampla e irrestrita. No sábado peguei a estrada pela última vez com destino a um duelo pela Série A3 que não acontecia desde 1991.

Até lá!

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Ficha Técnica: Oeste 3-0 Botafogo/SP

Local: Arena Barueri (Barueri); Árbitro: Vinicius Gonçalves Araujo; Público: 405 pagantes; Renda: R$ 6.655,00; Cartões amarelos: Betinho, Bruno Paraíba, Renan Fonseca, Bruno Lopes, Rafinha, Gilson, Victor Bolt; Gols: Bruno Lopes 3, Betinho 15 e Bruno Lopes 48 do 2º.
Oeste: Caíque França; Éder Sciola, Sidimar, Renan Fonseca e Rael; Lídio, Bruno Lopes, Betinho e Mazinho (Fabrício Oya); Bruno Paraíba (Tite) e Matheus Oliveira (Roberto). Técnico: Renan Freitas.
Botafogo/SP: Darley; Caíque Sá, Robson, Didi e Gilson; Victor Bolt, Naldo (Marcos Vinícius), Rafinha (Murilo Oliveira) e Ronald (Luketa); Matheus Anjos e Wellington Tanque. Técnico: Claudinei Oliveira.
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sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Debaixo de um dilúvio, Botafogo derrota o Oeste em Barueri

Texto e fotos: Fernando Martinez


Ainda na base da ressaca da Copa do Mundo sub-17, na noite de terça-feira fiz uma daquelas insanidades com cara de JP para apreciar de perto uma partida da reta final do Campeonato Brasileiro da Série B. Debaixo de um dilúvio insano que não parou por um minuto sequer, fui até a Arena Barueri assistir o confronto paulista entre o Oeste e o Botafogo de Ribeirão Preto.

Sério, a vontade de sair era mínima, mas como tive companhia me animei a deixar o conforto do lar e passar perrengue. Na companhia da dupla Caio e Renato Rocha, o amigo-abelha, pegamos a Marginal Pinheiros e a Castelo Branco - com direito a uma bela abalroada (adoro essa palavra) no carro durante o caminho - e o temporal era tão forte que por pouco não perdemos a hora. O trânsito na estrada estava uma coisa de doido.

Quando chegamos no estádio, por sorte descolamos um espaço nas tribunas, longe da chuva. Ali vimos o duelo do 14º contra o 9º colocado do certame. O rubro-negro luta contra o rebaixamento e estava seis pontos acima do Figueirense, o “líder” no Z4. O Bota não tem como cair, porém também tem chances quase nulas de acesso. De tão pequenas, nem entram na conta.




Os times perfilados antes do início da partida. De tabela, as fotos do Botafogo e do quarteto de arbitragem com os capitães

Eu não esperava muita coisa e as duas equipes fizeram com que eu queimasse a língua. A peleja foi boa, cheia de oportunidades perigosas dos dois lados e a chuva acabou não atrapalhando. A Pantera criou o primeiro momento bom aos 13 minutos. Felipe Saraiva cruzou e Murilo Henrique perdeu gol feito. Depois disso, só deu Oeste. Darley fez grande defesa em tiro de Matheus aos 19 e aos 30 o mesmo Darley desviou chute de Matheus Oliveira e a bola bateu no travessão. O arqueiro botafoguense teve uma atuação de destaque e garantiu o 0x0 no intervalo.

Nem bem o tempo final tinha começado e Flávio por pouco não colocou os locais na frente em finalização que passou perto da trave. O Oeste era levemente melhor, só que aos 16 quem inaugurou o placar foi o escrete tricolor. Nadson matou no peito, arriscou de longe e Matheus Cavichioli não foi capaz de impedir o tento. Aos 24 quase saiu o segundo em ótima intervenção do arqueiro em tiro de Murilo.

O jogo seguiu com ótimos lances na molhada Arena Barueri. Aos 32 quase Pará faz um golaço em chute com efeito que encontrou o travessão. No rebote, Matheus fez a defesa. No minuto seguinte foi a vez do Oeste assustar quando Matheus Oliveira foi muito bem e Darley defendeu com categoria. Aos 40, o Bota teve gol anulado por impedimento. Aos 44, Pará salvou o empate em cima da linha. Na sequência Matheus Cavichioli praticou um milagre em tiro à queima roupa de Cléber Reis. O gol estava maduro e acabou saindo a favor da Pantera. Decorridos 48 minutos, Júlio César fez o cruzamento e Bruno José cabeceou firme, fechando a fatura.


O Oeste sofreu durante todo o jogo. O Botafogo foi superior


A partida foi disputada debaixo de muita chuva em Barueri


Troca de passes no ataque botafoguense


Atacante da Pantera tocando na pelota em cima da linha central


Detalhe do solitário torcedor do Botafogo que tomou chuva durante 90 minutos na Arena Barueri


O gramado da Arena não aguentou o dilúvio

Os minutos finais de Oeste 0-2 Botafogo foram sensacionais e deixaram o clube interiorano na oitava posição da Série B com 33 rodadas disputadas. Agora somam 47 pontos, seis atrás do quarto colocado Coritiba. O Rubrão permaneceu com 39, cinco acima do Z4. Certeza de que a reta final vai reservar bastante emoção na luta na parte de cima e na parte de baixo da tabela.

A chuva continuou nos acompanhando após o apito final e cheguei no QG profissional com a madrugada toda pela frente. O futebol voltou com tudo na tarde de quinta-feira com compromisso do Brasileiro sub-20 no Pacaembu, estádio que está (infelizmente) com os dias contados.

Até lá!

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Ficha Técnica: Oeste 0x2 Botafogo/SP

Local: Arena Barueri (Barueri); Árbitro: Pablo Ramon Pinheiro/RN; Público: 528 pagantes; Renda: R$ 7.155,00; Cartões amarelos: Matheus Oliveira, Elvis, Thiaguinho, Felipe, Caetano, Cléber Reis, Luiz Otávio, Darley; Gols: Nadson 16 e Bruno José 49 do 2º.
Oeste: Luís Carlos (Matheus Cavichioli); Felipe, Cléber Reis, Caetano e Salomão (Bruno Gonçalves); Thiaguinho, Matheus Jussa, Elvis e Matheus Oliveira; Roberto (Mazinho) e Fábio. Técnico: Renan Freitas.
Botafogo/SP: Darley; Lucas Mendes, Didi, Luiz Otávio e Pará; Pablo (Willian Oliveira), Nadson (Bruno José), Marlon Freitas e Murilo; Felipe Saraiva (Júlio César) e Bruno Moraes. Técnico: Hemerson Maria.
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sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Sem sustos, Palmeiras chega na semi do Paulista sub-20

Texto e fotos: Fernando Martinez


Em meio a uma semana cheia de ansiedade por conta da aproximação da Copa do Mundo sub-17, me despedi da cidade de São Paulo com outro jogo noturno no Estádio Paulo Machado de Carvalho. Pelas quartas de final do Campeonato Paulista sub-20 da primeira divisão, o Palmeiras recebeu o Botafogo de Ribeirão Preto praticamente cumprindo tabela rumo à semifinal na agradável noite de quarta-feira. Apesar de estar provavelmente no fim dos seus dias como o conhecemos, o Pacaembu vem recebendo um número genial de jogos.


Sociedade Esportiva Palmeiras (sub-20) - São Paulo/SP


Botafogo Futebol Clube (sub-20) - Ribeirão Preto/SP


Capitães dos times e quarteto de arbitragem

Tudo bem que o futebol sempre pode nos surpreender, mas depois de tomar 3x0 em casa no duelo de ida, a classificação botafoguense seria atingida praticamente na base do milagre. O atual bi campeão estadual, também envolvido com as fases decisivas do Brasileiro da categoria, certamente não deixaria escapar a chance de estar entre as quatro melhores do torneio, ainda mais atuando nos seus domínios.

O público no Pacaembu foi baixo e os presentes viram uma partida bem meia boca, com poucos lances dignos de registro. Desde os primeiros movimentos ficamos com a clara impressão que o marcador dificilmente sairia do zero. O Palmeiras só administrou sua enorme vantagem e o Botafogo até tentou assustar, só que sem nenhuma qualidade ofensiva fica difícil marcar. O cotejo se desenrolou nesse cenário árido de emoções.


Atletas de Palmeiras e Botafogo dentro da área visitante


O 3x0 a favor do alviverde no interior deixou o jogo com poucas emoções


Vítor Ricardo (7) em ataque palmeirense pela direita


Patrick de Paula (5) sendo marcado por Jonata Felipe (8)

No tempo inicial os locais chegaram perto da área adversária algumas vezes, sem que isso se transformasse em gols. Os visitantes pouco fizeram e o 0x0 foi o resultado perfeito para 45 minutos bem abaixo da crítica. Cansei de ficar no gramado esperando um bom momento chegar e no intervalo subi até a cadeira laranja e dali vi a etapa final com o quarteto composto por palmeirenses de respeito: Milton, Renato, Luiz e Bruno.

A peleja melhorou um pouco no tempo final. Vamos deixar claro: um pouco. Não foi da água para o vinho, longe disso, porém a expectativa de 0x0 foi frustrada - ufa! - com o tento palmeirense aos 19 minutos. Guilherme Vieira recebeu na entrada da área e chutou no canto do arqueiro da Pantera. O Botafogo se entregou de vez e poderia ter sofrido outros tentos caso os avantes paulistanos estivessem mais inspirados.


Escanteio botafoguense na etapa final



Dois lances do tempo final de Palmeiras x Botafogo. A Pantera não foi capaz de quebrar o enorme favoritismo paulistano

No final, o Palmeiras 1-0 Botafogo foi suficiente para colocar o clube da Zona Oeste na semifinal da competição. Agora o verde pega o São Paulo na rota do tri campeonato estadual da categoria, algo inédito desde a reorganização das divisões de base em 1980. Não será fácil, mas é fato que a chance de alcançarem essa marca é boa.

Essa foi a despedida da capital bandeirante antes de embarcar numa viagem mágica e misteriosa na rota da Copa do Mundo sub-17. A poucos dias dos 15 anos do Jogos Perdidos, sem dúvida será o momento mais importante do blog em todos os tempos.

Até lá!

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Ficha Técnica: Palmeiras 1x0 Botafogo

Competição: Campeonato Paulista sub-20 da Primeira Divisão; Árbitro: Rodrigo Santos; Público e renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Vítor Ricardo (Pal); Edson Silva, Tocantins, Luiz (Bot); Cartão vermelho: Fernando Braghin 38 do 1º; Gol: Guilherme Vieira 19 do 2º.
Palmeiras: Magrão; Ramon (Natan), Pedro (Helder), Diguinho e Esteves (Nogueira); Patrick de Paula, Vítor Ricardo (Danilo), Gabriel Menino e Alan; Barbosa (Gabriel Silva) e Cleiton (Guilherme Vieira). Técnico: Wesley Carvalho.
Botafogo: Gustavo; Gabriel Teixeira, Tocantins, Henrique e Caio de Luna (Dener); Edson Silva, Felipe Andrade (Caetano), Jonata Felipe (Luiz) e Wesley (Rayan); Felipe Ferreira e Lucas Henrique (Rondinely). Técnico: Fernando Braghin.
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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Vitória tranquila do Corinthians na Fazendinha em cima da Pantera

Texto e fotos: Fernando Martinez


A tarde de sábado outra vez tinha programada várias pelejas na Grande São Paulo. Não foi fácil escolher qual delas contaria com a minha presença e, depois de muito pensar, optei pela praticidade. Fui até o genial Estádio Alfredo Schurig acompanhar o Campeonato Paulista sub-20 da Primeira Divisão. Pela segunda rodada da terceira fase, o Corinthians recebeu Botafogo de Ribeirão Preto.

Um confronto desses na Fazendinha nos traz a lembrança do Corinthians x Botafogo-RP mais famoso realizado ali, em 12 de outubro de 1974. Na tarde daquele sábado, um público de 17 mil pessoas lotou a cancha para ver a primeira partida do mosqueteiro no segundo turno do Campeonato Paulista. Três dias antes eles tinham derrotado o São Paulo e conquistado o primeiro, logo, também uma vaga na grande decisão.

Aos 17 do segundo tempo, com o placar ainda em branco, a Pantera marcou. Só que na visão dos corintianos o atacante Geraldão estava impedido e a bola não passou pela linha (depois realmente foi confirmado pela imagem de TV que a pelota não tinha entrado). Isso desencadeou uma enorme confusão dentro e fora de campo. No meio dela, o camisa 10 Rivelino acertou uma bicuda no bandeirinha Mário Molino e foi expulso. A torcida quis invadir o gramado e por falta de garantias o jogo foi suspenso pelo árbitro.


"O vexame do Corinthians". Essa foi a manchete da Folha de São Paulo de 13 de outubro de 1974 falando sobre toda a confusão no Parque São Jorge

O Reizinho do Parque foi a julgamento e poderia ter sido suspenso do futebol por um ano. Isso acabou não acontecendo, porém o estrago já estava feito. O Corinthians se arrastou por todo o segundo turno, não atuou mais no seu estádio e, como todos sabem, foi derrotado na final pelo seu maior rival. O alvinegro ficou sem o título, sem seu maior jogador para sempre e também sem a sua casa.

Quase 45 anos após o futebol é outro, a categoria também, mas nem por isso deixo de fazer o paralelo do que rolou em 1974 e do cenário atual. Não teve confusão, briga, agressões... só tivemos futebol dentro das quatro linhas. As duas equipes se enfrentaram pelo Grupo 12 do antigo certame de juniores. Na chave, também estão Novorizontino e Guarani. Na primeira rodada, o Timão derrotou o Bugre em Morungaba (!) e a Pantera empatou com o Tigre em Brodowski. Na fase anterior eles também estavam na mesma chave e os duelos tiveram triunfo corintiano por 2x0 fora de casa e empate sem gols na capital.


Sport Club Corinthians Paulista (sub-20) - São Paulo/SP


Botafogo Futebol Clube (sub-20) - Ribeirão Preto/SP


Capitães dos times com o quarto de arbitragem antes do apito inicial

Um público razoável foi à casa corintiana e assistiu um bom jogo. Na etapa inicial o que se viu foi bastante equilíbrio e com poucos momentos de perigo. Aos quatro minutos Sandoval atacou pela esquerda e a bola foi rolada para o meio da área. No primeiro chute o goleiro Gustavo salvou. No segundo, um dos zagueiros salvou em cima da linha.

A partida ficou truncada pela meia hora seguinte e somente aos 33 pintou boa chance, agora do Botafogo, em grande defesa de Guilherme. Aos 39, Vitinho recebeu na área, matou, chutou de primeira e Gustavo fez boa intervenção. Aos 41, a zaga do Pantera saiu errado e deu a pelota de presente para Madson. Ele cruzou na cabeça de Nathan e novamente o camisa 1 tricolor mostrou serviço.


O bonito colorido dos uniformes no gramado da Fazendinha


Ataque corintiano pelo alto e corte da zaga botafoguense


Atleta alvinegro se preparando para bater escanteio sob o olhar atento da torcida presente no Parque


Chegada mosqueteira pela esquerda, ponto forte no primeiro tempo

No tempo final resolvi ir ficar de boa na parte coberta e dali acompanhei o Corinthians voltar com tudo. Madson quase abriu o placar antes do primeiro minuto com Madson. Aos 10, um dos zagueiros do Bota por pouco não fez contra, mandando pela linha de fundo. No escanteio, Madson cobrou e Roni completou, abrindo o marcador. Aos 15, Igor cruzou e Madson fez o dele.

O Botafogo sentiu os dois golpes e tentou pelo menos diminuir o prejuízo. O problema foi que seus atacantes não estavam num bom dia. As duas maiores foram em lances que contaram com o goleiro corintiano bem adiantado. No primeiro, a bola foi chutada do meio de campo e não passou longe. Na segunda, a pelota foi tocada no bico da área e, mesmo com a meta desguarnecida, o tiro foi pelo alto.


Madson carregando a bola em lance do início da etapa final


Nos últimos 45 minutos o Corinthians conseguiu transformar o domínio territorial em gols


Disputa no meio-campo com Ruan Oliveira (16) e Gabriel Teixeira (8)

No fim, o placar de Corinthians 2-0 Botafogo beneficiou quem teve mais inspiração e vontade em busca da vitória. O Timão é líder da chave com seis pontos, enquanto o Guarani tem dois e Pantera e Tigre tem um. Atuando também no Brasileiro da categoria, os meninos do Parque São Jorge vem forte em busca da taça.

Resolvi ficar de boa no domingo e voltei à ativa na noite de terça-feira com uma rápida viagem ao interior. Na pauta livre do JP, teve sessão da Série B do Brasileiro.

Até lá!

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Ficha Técnica: Corinthians 2-0 Botafogo

Competição: Campeonato Paulista sub-20 da Primeira Divisão; Local: Estádio Alfredo Schurig (São Paulo); Árbitro: Matheus Delgado Candançan; Público e renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Nathan, Ronald (Cor), Gabriel Teixeira, Marlon (Bot); Gols: Roni 11 e Nathan 15 do 2º.
Corinthians: Guilherme; Igor (Daniel Marcos), Ronald, Felipe (Raul Gustavo) e Murillo (Rael); Du, Vitinho (Ruan Oliveira), Roni e Madson; Sandoval (Nathan) e Léo Pereira. Técnico: Dyego Coelho.
Botafogo: Gustavo; João Victor, Edson Silva, Caio e Marlon; Gabriel Teixeira, Matheus Ribeiro e Lucas Henrique (Bruno); Wesley (Luiz Felipe), Felipe Andrade (Dener) e Gustavo Schutz. Técnico: Fernando Braghin.
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