Texto e fotos: Fernando Martinez
Foram quase oito meses sem jogos do Nacional no Estádio Nicolau Alayon (e dois anos sem pisar no gramado para acompanhar uma partida). Na última quarta-feira, voltei a ver o clube ferroviário em ação na sua casa. O adversário foi o Comercial de Ribeirão Preto, pela segunda rodada do Campeonato Paulista da Série A3. Foi a sexta vez que acompanhei esse duelo.
Antes de mais nada, vale destacar que uma das melhores coisas de voltar a cobrir A2 e A3 in loco é ver os times retomando a tradição das fotos posadas. Durante a pandemia, quase ninguém registrou os elencos dessa forma, salvo raras exceções. O próprio Nacional provavelmente nem tem imagens desse período. Felizmente, estou de volta.
Nacional, Comercial, os capitães e o quarteto de arbitragem com o árbitro Márcio Henrique de Gois, os assistentes Herman Brumel Vani e Róbson Ferreira Oliveira e o quarto árbitro Rodrigo Pires de Oliveira
Sobre a peleja, o Nacional vinha de derrota na estreia contra o Rio Preto, enquanto o Comercial também tinha perdido para o Sertãozinho. Um confronto já na base do aperto em uma competição que mal começou. Eu esperava equilíbrio, mas o que se viu na Comendador Souza foi o famoso samba de uma nota só.
Só o Bafo jogou. Os visitantes massacraram os donos da casa e não aplicaram uma goleada histórica por muito pouco. Dirigido pelo técnico Ricardo Silva, uma velha e econômica alternativa, o Nacional foi muito mal. Vi uma das piores atuações do clube ferroviário de que tenho lembrança.
O domínio foi total desde o início, mas o Comercial abriu o placar apenas aos 36 minutos. A zaga afastou mal, deixando a bola nos pés de Guilherme Pitbull. O camisa 8 acertou um belo chute e marcou. Nas arquibancadas, os torcedores da casa já estavam com a pulga atrás da orelha diante da atuação fraquíssima, com boa parte esperando o pior.
No segundo tempo, a expectativa negativa se confirmou. Aos 23, Wendel Alex recebeu bom passe de Rodolfo e anotou o segundo em tiro cruzado. Cinco minutos depois, Gabriel Tota aproveitou o desânimo nacionalista e ampliou a vantagem do Bafo. Foi muito mais fácil do que imaginávamos.
Lances de Nacional x Comercial no Nicolau Alayon

Guilherme Pitbull comemorando o primeiro gol comercialino
O time da casa não encontrou a cor da bola no tempo final

A comemoração pelo gol de Wendel Alex, o segundo da tarde

Gabriel Tota marcou de cabeça e fechou a boa vitória visitante
O Nacional 0-3 Comercial ficou barato para os donos da casa. Se o alvinegro estivesse com o pé calibrado, poderia ter vencido por seis ou sete, tamanha a superioridade. Em duas rodadas, duas derrotas, nenhum gol marcado e quatro sofridos. Ainda tem muito campeonato pela frente, mas o alerta amarelo precisa ser acionado no Nicolau Alayon.
Até a próxima!
Ficha Técnica: Nacional 0-3 Comercial
Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Márcio Henrique de Gois; Público: 104 pagantes; Renda: R$ 2.010,00; Cartões amarelos: Walace e Olímpio Júnior (AT-Com); Gols: Guilherme Pitbull 36 do 1º, Wendel Alex 23 e Gabriel Tota 28 do 2º.
Nacional: Felipe Lacerda; Messias (Kaike), Everton Dias, João Victor e César (Cortez); Altair (Paulo Moraes), Elvis (Rafael Chaves), Mendes e Guilherme Lobo; Éder Paulista e Walace (Tito). Técnico: Ricardo Silva.
Comercial: Diego Monteiro; Luís Roberto, Romário, Luiz Eduardo e Rogério Boré; Gustavo (Rodolfo), Túlio Renan (Esdras), Guilherme Pitbull (Luã Niger) e Matheus China (Gabriel Tota); Wendel Alex (Adriano Luiz) e Thiago Moura. Técnico: Gustavo Marciano.
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