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terça-feira, 22 de maio de 2018

Goleada do líder Paulista em Mogi das Cruzes

Texto e fotos: Fernando Martinez


No sábado passado, pela primeira vez em oito anos, fui até o Estádio Francisco Ribeiro Nogueira em Mogi das Cruzes para uma apresentação do Atlético Mogi como mandante. Ostentando uma pouco invejável campanha de 0% de aproveitamento, o escrete azul recebeu um dos favoritos do acesso no Campeonato Paulista da Segunda Divisão, o Paulista de Jundiaí.

Vi o Galo do Japi várias vezes desde os anos 90 e marquei presença em jogos históricos do time, como a final do Paulistão 2004, a decisão da Copa do Brasil de 2005 e um dos duelos na Libertadores de 2006 contra o Libertad do Paraguai, isso sem falar de várias pelejas de Série B e C do Brasileiro. Pouco mais de dez anos depois da melhor fase da história da equipe, é complicado para quem gosta do futebol do interior ver o tricolor na última divisão estadual.

Esse foi o resultado de algumas trágicas gestões do clube, algo comum em tempos de times com pires na mão lutando por qualquer migalha disponível. Com a dupla queda de 2016 e 2017, a Segundona se transformou numa dura realidade e não vai ser fácil a luta pelo acesso, já que temos várias equipes tão tradicionais quanto nessa divisão. Pelo menos o início de campanha foi bom e após seis rodadas o tricolor é líder do disputado Grupo 4. A vitória no confronto contra o onze mogiano era praticamente favas contadas, restava saber de quanto. O Atlético fez seis partidas e perdeu as seis, sofrendo 21 gols e marcando apenas dois.


Clube Atlético Mogi das Cruzes de Futebol - Mogi das Cruzes/SP


Paulista Futebol Clube - Jundiaí/SP


Capitães dos times junto com o árbitro Ricardo Bittencourt da Silva, os assistentes Domingos da Silva Chagas e Rafael Tadeu de Souza e o quarto árbitro Márcio Mattos dos Santos

Encarei a jornada sozinho e foi super sossegado chegar no Nogueirão. Aliás, sempre é bom dizer que adoro ver jogo em Mogi das Cruzes, ainda mais depois que o local foi reformado. Como peguei o caminho da roça bem cedo, pude curtir cada minuto da linda paisagem. Soma-se a isso o fato que estava frio e temos o cenário perfeito para assistir um joguinho de futebol.

Apenas 64 almas pagaram ingresso e viram 90 minutos de domínio completo dos visitantes. Não houve como o Atlético parar o inspirado ataque do Paulista. Aos quatro minutos, bola na trave. Aos catorze, o primeiro tento marcado por Carlos, de cabeça no canto direito. O Galo sobrou no gramado e desfilou um rol de gols perdidos: teve zagueiro local salvando em cima da linha, tento anulado e milagre do arqueiro mogiano. Nessas, o segundo só aconteceu aos 32 em cobrança de pênalti convertida pelo camisa 9 Wallace.


Ataque aéreo do Paulista no começo da partida


Lance do primeiro gol do Galo, marcado por Carlos


Defensor do Atlético se esticando todo para tentar evitar o cruzamento na área


Aos 32, Wallace fez o segundo do onze visitante


Detalhe do terceiro gol do Galo, aos 41 do tempo inicial

O mesmo Wallace fez o terceiro num belíssimo lance aos 41. Ele dominou a pelota, matou o zagueiro e tocou na saída do camisa 1. Foi com o 0x3 que a peleja chegou ao intervalo. No tempo final nada mudou e o Paulista se manteve ocupando o campo de defesa do Atlético. Victor, o goleiro da casa, fez um milagre aos nove, porém aos 22 não conseguiu evitar o quarto visitante nos pés de Vander.

Sem exagero, o tricolor criou mais de dez chances claras e cristalinas para aplicar uma goleada histórica no seu adversário, só que a finalização estava falha demais. Teve gol perdido de tudo que é jeito e eu pensava que o marcador estava definido. Pouco antes do apito final, mais precisamente aos 41 minutos, Carlos deu números finais à goleada do Paulista com o quinto gol.



Cruzamento que originou o quarto gol do Paulista e a comemoração dos jogadores


Bola dividida dentro da área local

Fim de jogo: Atlético Mogi 0-5 Paulista. Com o triunfo, o Galo se manteve em primeiro lugar da chave, agora com 16 pontos. São José e Guarulhos tem a mesma pontuação, mas um saldo de gols menor. Já o escrete mogiano permanece sendo o pior time da Segundona até aqui com seus 0% de aproveitamento. Duvido bastante que isso mude no segundo turno da primeira fase.

Voltei para a capital sem pressa, na boa e curtindo o belíssimo entardecer de outono. A ação do sábado ainda não tinha acabado, já que era dia de Virada Cultural e resolvi me embrenhar pelas ruas do centro de São Paulo. Pena que estava vivendo as últimas horas com meu celular, já que ele foi roubado numa muvuca na Barão de Itapetininga. Mazelas da cidade grande.

Mesmo sem celular, voltei aos gramados no domingo de tarde com um joguinho interessante pelo Grupo 5 da Segundona.

Até lá!

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