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terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Fim do sonho: a Portuguesa perde pro Fla e fica de fora da final

Texto e fotos: Fernando Martinez


Quando a 49ª Copa São Paulo de Futebol Júnior começou no dia 2 de janeiro, acredito que se alguém dissesse que a Portuguesa estaria entre os quatro melhores do certame certamente seria chamado de maluco. Vinte dias depois a presença lusitana na semi-final era pura realidade. Assim como fiz durante quase toda a campanha, não tinha como perder o confronto entre o time do Canindé e o Flamengo valendo vaga na grande decisão.

Você viu aqui no Jogos Perdidos todo o caminho que o onze rubro-verde percorreu no mata-mata até chegar na semi: classificação nos pênaltis contra o São Paulo do Amapá e depois contra o América Mineiro, vitória em cima do Goiás e o épico duelo contra o Palmeiras, também vencido na marca de cal. O Fla apareceu no blog na primeira fase (empate contra o Aimoré) e no mata-mata eliminou Elosport, Coritiba, Audax e Avaí. Em campo, cinco títulos em todos os tempos.


Clube de Regatas do Flamengo (sub-20) - Rio de Janeiro/RJ


Associação Portuguesa de Desportos (sub-20) - São Paulo/SP


Quarteto de arbitragem e capitães dos times

Apesar do horário terrível, um público sensacional foi ao Estádio Oswaldo Teixeira Duarte em plena segunda-feira, cinco da tarde. Já vi mais de 320 pelejas na casa lusitana e foi sensacional matar um pouco da saudade de grandes partidas realizadas ali. A torcida da Portuguesa foi maioria e cantou o jogo inteiro. Acredito que o público tenha chegado a sete ou oito mil pessoas.

Empurrada pela massa, a Portuguesa começou melhor e aos oito minutos abriu o marcador com Davi. Cesinha cruzou da esquerda e o camisa 9 deu um leve toque, fazendo o primeiro local. Quatro minutos depois o Fla deixou tudo igual num vacilo da zaga rubro-verde. Luiz Henrique cobrou falta da direita e Vítor Gabriel resvalou na pelota, a colocando no canto direito. O goleiro Matheus fez golpe de vista e, na minha humilde opinião, falhou.

O 1x1 fez com que a partida ficasse equilibrada e sem chances mais agudas para nenhum dos lados. O tempo foi passando e aos 36 minutos o Fla virou o placar numa bobeada incrível de todo o setor defensivo lusitano, que estendeu o tapete vermelho pro ataque adversário. Vítor Gabriel avançou pela esquerda e cruzou. Luiz Henrique apareceu e tocou de leve, por cima de Matheus.

Matheus se redimiu aos 42 quando ele fez um milagre em tiro à queima-roupa de Vítor Gabriel. O detalhe do lance foi que o atacante flamenguista fez falta claríssima em cima de um dos zagueiros e o árbitro não marcou nada. A (justa) reclamação foi responsável pela expulsão do técnico Márcio Zanardi.



A zaga flamenguista trabalhou bastante durante os primeiros minutos do tempo inicial


Detalhe do primeiro gol da Portuguesa, marcado por Davi aos oito minutos


Aqui, a bola estufando as redes de Matheus... era o gol de empate do Flamengo


Chegada local pela direita do seu ataque

Sem seu comandante no banco de reservas, a Lusa voltou pros 45 minutos finais tomando um sufoco enorme. Foram pouco mais de vinte minutos aonde o rubro-negro dominou completamente o onze lusitano. Os visitantes criaram oportunidades de todos os tipos e o terceiro era questão de tempo.

Vítor Gabriel perdeu gol feito no primeiro minuto em cabeçada na pequena área pra fora. Aos cinco, Matheus fez boa defesa em cruzamento de Bill. No minuto seguinte o mesmo Bill mandou um chutaço na trave. Aos quinze, Vítor Gabriel fez valer a pressão e marcou de cabeça. Ele ainda fez o quarto gol aos 23, mas o tento foi anulado por impedimento.

A Portuguesa continuava recebendo apoio maciço das arquibancadas e na base da raça diminuiu aos 34 minutos com Pernambuco marcando de cabeça. O gol foi um sopro de esperança e a partir daí o esquema foi a pressão total na caça do milagre. O grande momento pro 3x3 aconteceu aos 43 minutos, novamente com Pernambuco. Ele invadiu a área pela esquerda e chutou, só que Yago fez ótima defesa e impediu a festa maior da torcida presente ao Canindé.


Vítor Gabriel perdendo um gol feito logo no primeiro minuto do tempo final


A Portuguesa tomou sufoco durante a primeira metade do segundo tempo


Torcida apreensiva em ataque rubro-verde no fim da partida

No fim, o placar de Flamengo 3-2 Portuguesa colocou o rubro-negro na grande final da Copa São Paulo. Mas apesar de terem sido eliminados, os meninos rubro-verdes merecem um destaque enorme quando falarmos dessa edição da competição no futuro. A sofrida torcida lusitana pôde voltar a gritar o nome do clube a plenos pulmões e ficar orgulhosa com a sua equipe. O cenário pelos lados do Canindé ainda é desesperador, porém a esperança é que o que aconteceu nesse mês de janeiro sirva como um inspiração para uma retomada que já está demorando pra acontecer.

Foi isso. Com essa cobertura me despeço da 49ª Copa São Paulo com o dever cumprido. Foram 21 jogos que tiveram o Selo JP de qualidade, meu recorde pessoal. Mesmo na complicada situação em que me encontro, foi um prazer marcar presença em tantas pelejas de um torneio que se não foi brilhante (longe disso), teve seus momentos de destaque. Agora Copinha somente em 2019, ano do cinquentenário da mesma (e quem sabe com um almanaque que conte sua história toda).

Até a próxima!

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