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domingo, 8 de janeiro de 2023

Atlético Mineiro vira, no sufoco, em cima do Mixto em Diadema

Texto e fotos: Fernando Martinez


Após o bate-volta até Guaratinguetá na sexta, a agenda de sábado na Copa São Paulo de Futebol Júnior foi novamente perto de casa, em uma sessão matutina/vespertina. Não teve time novo no Grupo 27, sediado em Diadema, mas teve a presença de dois clubes geniais, começando pelo Mixto de Cuiabá, um dos preferidos da infância, contra o Atlético Mineiro. O palco foi o Estádio Distrital do Inamar.

Na primeira rodada da chave, nenhuma surpresa com a vitória dos dois favoritos. O onze atleticano chegava novamente forte para conquistar um resultado positivo, enquanto o Tigre tinha que vencer de qualquer jeito. O Mixto chegou na Copinha como campeão do mato-grossense de juniores de 2022, um ponto à frente do Cuiabá no hexagonal final. Na minha Lista, apenas duas aparições: derrota por 1 a 0 contra o Anapolina em 2001 e empate sem gols com o XV de Jaú em 2022, ambos pela Copa São Paulo.

Copinha e Diadema é sempre sinônimo de inferno e sufoco total. Cozinhei várias vezes em jogos no Inamar, mas no sábado aconteceu algo improvável. Ter o combo calça, blusa de moletom, frio de 18 graus e um vento gelado abençoado em janeiro foi uma dádiva inesperada que será lembrada com carinho para sempre. O ápice de uma semana em que já tinha passado frio algumas vezes.



O Mixto com sua belíssima camisa e o Atlético Mineiro nas fotos oficiais


O quarteto de arbitragem de Mixto x Galo teve o árbitro Wilson Adalberto Silva, os assistentes Wellington Bragantim Caetano e Alexandre Nascimento da Silva e o quarto árbitro Isaque Xavier de Camargo com os capitães

Escolhi ficar no ataque do Galo e desde os primeiros movimentos o clube mineiro fez pressão. Alisson cabeceou na trave aos três minutos, Alisson Santana finalizou com perigo aos seis e Yan foi derrubado dentro da área aos 11. Pênalti marcado em início fulminante do Campeão do Gelo. O mesmo Yan cobrou com aquela chatíssima paradinha e mandou na trave esquerda.

O ímpeto diminuiu com a penalidade desperdiçada, o que não significou ataques do Mixto, que seguiu com pouca inspiração, sem assustar. Aí Renan Santana, zagueiro mineiro, deu uma força ao adversário aos 35. Ele recuou mal para o goleiro Diego Fernandes, que não defendeu. Maranhão se aproveitou do vacilo e abriu o marcador. Vitinho respondeu aos 40 em tiro que encontrou o travessão pela terceira vez na etapa inicial.



O Atlético Mineiro começou a partida com uma blitz no campo de ataque



Lance do pênalti sofrido e a cobrança que bateu na trave


Chance atleticana pelo alto


Comemoração do gol do Mixto, marcado por Lázaro Maranhão

A pressão no segundo tempo foi maior por parte do Atlético. Nem bem o relógio tinha chegado no primeiro minuto e Cadu quase fez um golaço em tiro que saiu por cima. A blitz foi intensa até os 15 minutos, momento em que o placar foi igualado. Léo Santos cruzou da esquerda e Cadu, de cabeça, mergulhou e deixou tudo igual.

O Mixto se assustou e, se já pensava em se defender, dobrou a segurança do seu setor defensivo e não passou mais do meio-campo. O Galo chegou perto de virar com Yan aos 21 e falta de Alisson Santana aos 30 que o goleiro Garça defendeu bem. O cronômetro jogava contra os mineiros e tudo indicava que não conseguiriam furar o bloqueio mato-grossense. Acabou que, aos 50 minutos, saiu a virada. Garça salvou o primeiro chute, porém deu rebote. Isaac, do meio da área, mandou firme no canto e fez o segundo.



Na etapa final, o Atlético atacou ainda mais e encurralou de vez o Mixto


Cadu, encoberto na foto, empatou o duelo neste lance





Em quatro imagens, a virada do Atlético Mineiro. O primeiro chute, a finalização de Isaac, a bola estufando as redes e a comemoração pela virada


Foi sofrido, mas o Galo se garantiu na segunda fase com um gol nos acréscimos

O Atlético Mineiro 2-1 Mixto foi conquistado na base do sufoco e garantiu o Galo na segunda fase da Copinha. A ideia fixa é quebrar o tabu de 40 anos sem o título da competição. Ao Mixto fica a sensação do "quase" por terem se segurado até o último momento. Sem nenhum ponto, e levando em conta o que rolou no duelo principal, eles foram eliminados.

Falando em jogo principal, o frio seguiu firme e forte em Diadema e teve mais sufoco na agenda do dia, agora com os donos da casa.

Até lá!


Ficha Técnica: Mixto 1-2 Atlético/MG

Local: Estádio Distrital do Inamar (Diadema); Árbitro: Wilson Adalberto Silva; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Emerson, João Henrick, Lázaro Maranhão, Mathias, Rômulo, Kauan Sales, Isaac; Cartão vermelho: João Henrick 52 do 2º; Gols: Lázaro Maranhão 35 do 1º, Cadu 5 e Isaac 49 do 2º.
Mixto: Garça; Roger, Diogo (Mathias), Luís Otávio e Anthony; Helder, Cadu (João Henrick), Emerson (Matheus) e Lázaro Maranhão (Adson); Lucas (Maycon) e Marcinho (Alex). Técnico: Jorginho.
Atlético/MG: Diego Fernandes; Rômulo, Daniel Borges e Renan Santana (Isaac); Kauan Sales (Vítor Gabriel), Alexandre Lopes, Cadu, Vitinho e Emanuel Pereira (Leonardo Santos); Alisson Santana (Will Oliveira) e Yan Philipe (Caio Maia). Técnico: Eduardo Oliveira.

sábado, 7 de janeiro de 2023

Goiás faz o básico e derrota o Gama pelo Grupo 13

Texto e fotos: Fernando Martinez


O jogo de fundo em Guaratinguetá foi um duelo do Centro-Oeste brasileiro válido pela Copa São Paulo de Futebol Júnior 2023. Fechando a segunda rodada do Grupo 13, Gama e Goiás foram ao gramado do Estádio Dário Rodrigues Leite com objetivos diferentes. O clube da capital federal queria se reabilitar da derrota na estreia e os esmeraldinos buscavam a classificação antecipada.

O Goiás eu vejo sempre, então não tinha novidade. Já o Gama eu não lembrava quando tinha visto pela última vez. Quando procurei na lista me surpreendi: tinha sido na Série B de 2008, quase 15 anos atrás, quando foram goleados pelo Corinthians no Pacaembu por 5 a 0. Desde que despencaram nacionalmente falando, eles não pintaram mais por essas bandas. O vaga na Copinha veio por terem ficado com o vice-campeonato do Candangão sub-20 de 2022. O campeão foi o Ceilândia, que de novo não pintou perto da capital.



Não via o Gama desde 2008 e nunca tinha feito foto posada da equipe do Distrito Federal. Aí está. Abaixo, o Goiás, que vira e mexe pinta por aqui em Copinhas


Os capitães junto com o árbitro Christian Almeida Galhardo Siqueira, os assistentes Luiz Fernando de Moraes e Patrícia Carla de Oliveira e o quarto árbitro José Donizete Gonçalves da Silva

Quando a preliminar acabou com o empate entre Atlético Guaratinguetá e Pague Menos, a chuva estava bem forte e temi pelas fotos posadas de Gama e Goiás. Felizmente o delegado da FPF que estava lá, diferente de muitos que mais atrapalham do que ajudam na Grande São Paulo, deu uma força de respeito e fiz os instantâneos sem problema. Como não queria me molhar, desisti de ficar no gramado e logo voltei para a parte coberta.

A maioria do pessoal que viu a partida de abertura permaneceu no estádio, boa parte porque não tinham como ir embora debaixo de tanta água. Quem permaneceu viu um Goiás começar com tudo e abrir o placar com Pedrinho aos 13 minutos. E foi só. Com o 1 a 0, os goianos colocaram o pé no freio e o jogo caiu de produção. A má vontade que a rapaziada mostrou foi impressionante. Aos 37, não sei como, saiu o segundo gol direto da cabeça de Alan Stence.


O Goiás não teve uma atuação de gala, mas quebrou o galho


A comemoração goiana com o primeiro gol da tarde


Rara chegada do Gama pelo lado direito do ataque



Alan Stence subindo livre para marcar o segundo gol e depois a sua comemoração

Se no primeiro tempo a coisa foi feia, nos últimos 45 minutos a coisa piorou. Sério, nada deu certo. Tudo bem que o gramado estava castigado, mas a inoperância do Goiás junto com a incapacidade do Gama em fazer algo minimamente interessante deram um toque tenebroso para a peleja. Quando tudo parecia definido, Válber fez o terceiro esmeraldino aos 48 minutos e fechou a contagem.




Momentos do segundo tempo, muito fraco, em Guaratinguetá


Placar final em Guará com vitória do esmeraldino de Goiás

O Gama 0-3 Goiás colocou o Verdão da Serra na próxima fase da Copinha. Na rodada final do Grupo 13, eles decidirão o primeiro lugar com o Atlético Guaratinguetá, precisando apenas de um empate para confirmarem a liderança. O Gama foi eliminado com o resultado negativo.

Terminada a jornada dupla chegou a hora de voltar à São Paulo. Já sem chuva - ufa - ficamos alguns minutos ali tirando fotos do estádio e na sequência seguimos até a rodoviária. Dali conseguimos tomar um sorvetinho e comer uma ou outra bobagem para passar o tempo e esperar o ônibus. O cansaço era grande, o que não impediu de pensar em como seria a rodada do sábado. Se não teve time novo, teve duas equipes que dificilmente pintam na região em uma manhã/tarde com frio (!) em Diadema, algo que nunca achei que viveria em um mês de janeiro.

Até lá!

Ficha Técnica: Gama 0-3 Goiás

Local: Estádio Dario Rodrigues Leite (Guaratinguetá); Árbitro: Christian Almeida Galhardo Siqueira; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Adriel, Samuel Silva, Vitor Hugo, Wendell, Simioni, Andrey, Alan Stence, Nolasco, Luis Miguel; Gols: Pedrinho 13 e Alan Stence 37 do 1º, Válber Júnior 48 do 2º.
Gama: Filipe Souza; Alex, Carlos Eduardo, Igor Carmino e Mateus Ramos; Adriel (Gabriel Pimenta), Kayro (Rafael Silva), Samuel Silva e Diego Xavier (Ícaro Melo); Lucas Diniz (Pablo Vilar) e Isaac (Douglas). Técnico: Fábio Teixeira.
Goiás: Catula; Daniel Ghiggino, Mina e Nolasco (Luis Miguel) e Xavier; Alan Stence (Válber Júnior), Simioni, Andrey (Miguel) e Wendell (Reginaldo); Pedrinho (Thierry) e Vitor Hugo (Diego Caito). Técnico: Mário Henrique.

Pague Menos estraga a festa do Atlético Guará no último minuto

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois de dois dias relativamente tranquilos, na sexta-feira coloquei o pé na estrada tendo como objetivo uma jornada dupla bem legal, já pela segunda rodada da primeira fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Fui até a cidade de Guaratinguetá após 13 anos ver o genial e insólito duelo entre o Atlético local e o sensacional Grêmio Pague Menos do Ceará. Jogo com a carinha do JP.

Minha única visita em Guaratinguetá até então tinha sido em uma das pelejas mais perdidas da minha vida: América de Manaus 1x2 Madureira pelo Brasileiro da Série D de 2010. Uma partida que acabou sendo cancelada em uma grande confusão no STJD, mas que, apesar disso, entrou na minha história pessoal. Já estava na hora de voltar ao Estádio Dário Rodrigues Leite.

Fiz essa cobertura na companhia do amigo Luigi e a viagem até a cidade do Vale do Paraíba não teve nenhum problema. A única preocupação vinha da meteorologia, já que o pessoal garantia que a chuva chegaria forte na região. Descemos na rodoviária - parte em obras, parte completamente largada e cheia de goteiras - e seguimos ao estádio com o céu nublado e sem (ainda) São Pedro abrir a torneira.



O Atlético Guaratinguetá no segundo jogo do elenco sub-20 de sua história e o genial Grêmio Pague Menos em um dos últimos compromissos com essa denominação


Quarteto de arbitragem composto pelo árbitro Jose Claudio Ribeiro da Silva, os assistentes Patrícia Carla de Oliveira e Luiz Fernando de Moraes e o quarto árbitro José Donizete Gonçalves da Silva além dos dois capitães

O duelo que abriu a tarde recebeu um belíssimo público que encheu a parte coberta. Todo mundo ali esperava a segunda vitória do Atlético Guaratinguetá no torneio. Na estreia, o clube derrotou o Gama por 2 a 1 no primeiro compromisso do seu sub-20 na história, lembrando que o alvirrubro apareceu apenas nos Paulistas sub-15 e sub-17 em 2022. Ninguém acreditava em uma eventual derrota.

Agora, é claro que minha ida ao Vale foi com o intuito de colocar o glorioso Grêmio Recreativo Pague Menos, de Fortaleza, na Lista, o meu time de número 755. Fundado em 2011 e constituído como lazer dos funcionários da famosa rede de farmácias, em 2018 se filiaram à FCF no amador e três anos depois a agremiação passou a ser profissional. Atualmente na segundona estadual, a equipe ficou com o título sub-20 em 2022 ao derrotar o Fortaleza nos pênaltis na decisão e o Ceará na semi. Um senhor resultado.

Na estreia, o futuro Centro de Formação de Atletas Tirol (sim, eles mudarão de nome em breve, uma pena) foi derrotado pelo Goiás e precisava vencer os donos da casa para não se complicarem pensando na classificação. Quem foi ao Ninho da Garça acabou vendo uma partida que deixou bastante a desejar, principalmente no primeiro tempo.

O Pague Menos começou melhor, porém aos poucos o Atlético foi tomando conta. Aos 19, Matheus tentou cruzar, a bola pegou efeito e o arqueiro cearense mandou pela linha de fundo. Sete minutos após, Vinícius não aproveitou rebote de Marcão e chutou pela linha de fundo. Aos 44, pintou o melhor momento local quando Lucas fez bela jogada individual, driblou o zagueiro e, cara-a-cara, desperdiçou.

No decorrer da ação a tão temida chuva apareceu como quem não quer nada, e não demorou para a garoa virar chuva forte, fazendo com que eu me arrependesse de ter ficado em campo. Por sorte meu bravo guarda-chuva segurou as pontas e no intervalo resolvi ficar na parte coberta. Mesmo com tudo apinhado de gente, fiquei em um espaço de dois degraus no alto da arquibancada com poucas pessoas ao redor. Um presente.








Momentos do primeiro tempo de Atlético Guaratinguetá x Pague Menos no Dario Rodrigues Leite


Detalhe da belísima camisa do Pegue Menos, atual campeão cearense sub-20

Quando a etapa final começou, o dilúvio já estava a mil. O bizarro foi que a partida melhorou apesar do péssimo estado de boa parte do gramado. Não foi um "nooooosa, que jogaço", mas melhorou bastante. O problema foi que o gol teimava em não sair e o 0 a 0 ficava cada vez mais próximo no horizonte. O Pague Menos estava melhor, porém, aos 28 minutos, Marcão fez um pênalti bobo em Kalil. Riquelme, camisa 5 atleticano, cobrou firme e colocou os donos da casa na frente.

Com a derrota, o clube cearense estava sendo eliminado, então a rapaziada se lançou ao ataque buscando pelo menos o empate. O Atlético se defendia como podia e neutralizava as investidas visitantes da forma que dava. Nesse meio-tempo saí da parte coberta rumo ao gramado pensando em pegar as fotos do jogo de fundo. Me molhei inteiro e estava no gramado, atrás do gol de entrada, quando o Pague Menos atacou pela última vez. Em uma jogada do naipe "bumba-meu-boi", a bola foi cruzada da esquerda e Weslei, no meio da área, completou firme no apagar das luzes, decretando o 1 a 1 aos 53 minutos.



Duas chances claras, uma do Atlético e uma do Pague Menos, desperdiçadas nos últimos 45 minutos. A do escrete cearense foi pior pois o atacante teve o gol aberto à disposição



Riquelme Neves colocou os locais em vantagem aos 32 minutos da etapa final, para a alegria do grande número de torcedores presentes no Ninho da Garça


Tudo igual em Guaratinguetá em uma partida com a cara do Jogos Perdidos

O árbitro deu a saída e a peleja acabou na mesma hora: Atlético Guaratinguetá 1-1 Pague Menos. Rapidinho alguns diretores locais invadiram o campo querendo dar uma arrepiada na arbitragem. Eles alegaram que o gol nordestino foi além dos acréscimos de seis minutos... e foi mesmo. A turma do deixa disso apareceu bem e evitou maiores problemas. O resultado igual deixou o Guará na dependência do último compromisso, contra os goianos, para definir sua sorte. O Pague Menos vai ter que vencer o Gama e torcer por derrota paulista. A rodada promete.

Totalmente molhado, esperei a confusão acabar para que as equipes do confronto principal fossem a campo. Teve time visto depois de 15 anos (!) de ausência.

Até lá!


Ficha Técnica: Atlético Guaratinguetá 1-1 Pague Menos/CE

Local: Estádio Dario Rodrigues Leite (Guaratinguetá); Árbitro: José Cláudio Ribeiro da Silva; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Riquelme Neres, Khallyl, Arthur Bahia, Negrito; Cartão vermelho: Arthur Bahia 48 do 2º; Gols: Riquelme Neres (pênalti) 32 e Weslei 51 do 2º.
Atlético Guaratinguetá: Neto; Khallyl, Arthur Bahia, Matheus Vinicius (Joãozinho) e Kauã Cunha; Danilo Medrado (Rafael Conti), Riquelme Neres, Guilherme Santos (Kayan) e Gabriel Azevedo (Carlos Eduardo); Lucas Amorim (Philipe Gerber) e Vinicius Santos (Diego Almeida). Técnico: Anderson Rocha.
Pague Menos: Marcos; David (Victor Hugo), Pedro Jorge, Ismael e Guilherme (Italo); Negrito, Pedro Teixeira, Wrian (Weslei) e Adão (Davi); Breno e Renê (Vitinho). Técnico: Frank Santos.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

Juventude estreia com boa goleada em cima do Alecrim

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois da derrota nacionalista na estreia do Grupo 32 da Copa São Paulo de Futebol Júnior, chegou a vez da partida de fundo no Estádio Nicolau Alayon, fechando a jornada inicial da chave. Em campo, um dos famosos duelos que apenas a Copinha pode proporcionar entre Juventude de Caxias do Sul e o genial Alecrim, um dos preferidos da casa.

Fundado em 1915, gosto do clube esmeraldino desde o biênio 1985/1986, quando foram bicampeões estaduais e levantaram a principal taça do estado pela última vez. Sem chance de vê-los no profissional, vi na base em 2014, quando disputaram o torneio pela primeira vez sediados na Vila Belmiro. Na ocasião, foram derrotados pelo Criciúma por 3 a 1. Era a única cobertura da agremiação até então.

O Alecrim chegou em 2023 credenciado pelo título potiguar sub-20 após grande vitória em cima do América por 4 a 2 na decisão. Ninguém em sã consciência espera uma super campanha, mas pelo menos passar de fase seria um grande feito. Jogando contra o Juventude, semifinalista do gaúcho sub-20 ano passado, um pontinho era certeza de bom resultado.




Na base da carona, fiz as fotos oficiais de longe. Tudo bem, na próxima rodada estarei devidamente credenciado

É, só que a bola não foi tão carinhosa com a molecada do Rio Grande do Norte. Os gaúchos não deram moleza e golearam sem muita dificuldade. A atuação do Juventude foi muito superior e o marcador foi definido praticamente no tempo inicial com três gols e uma performance precisa, sem sustos.

Antes do relógio chegar no primeiro minuto, Caíque criou uma boa oportunidade. Ele mesmo abriu a contagem aos oito minutos em rebote de Marcão, goleiro do Alecrim. O segundo saiu aos 30 em pênalti bem convertido por Kauê no canto esquerdo. Onze minutos depois, o Juve chegou aos 3 a 0 em tiro de longe de Nathan.



O Alecrim sofreu com o bom ataque do Juventude



O gol de pênalti de Kauê e a comemoração dos jogadores

Na segunda etapa eu desisti de ficar apertado na muvuca da arquibancada e fui ver o jogo das cabines. Cabines que tinham de tudo, menos imprensa, já que aspones e gente que nem sabia o que estava fazendo ali eram maioria. O Juventude retornou ao gramado pensando em segurar a vantagem e finalmente o Alecrim se aventurou no campo de ataque. Thalisson, aos 28, marcou o gol de honra dos potiguares. Os gaúchos acordaram nos acréscimos e fecharam a fatura com Henrique aos 45 e Lucca aos 48.



O Juventude seguiu melhor na etapa final, mas aos 28 minutos Thalisson diminuiu. A segunda foto foi tirada um segundo antes do gol


Placar modernoso no Nacional. A plaquinha tem até o nome dos jogadores, chique demais


Lucca fechando a goleada a favor da equipe gaúcha

Fim de papo no Nacional: Juventude 5-1 Alecrim. O triunfo colocou o alviverde na liderança do Grupo 32 à frente do XV de Piracicaba no saldo de gols. Na próxima rodada os dois se enfrentam, enquanto os dois derrotados na estreia jogam o futuro na competição.

Embora esteja quebrado, na sexta-feira vou armar nova viagem ao interior para ver um dos times mais legais da edição 2023 da Copinha de novo na base do “pago quando puder”. Além disso, retornarei a um estádio que não visitava desde 2009.

Até lá!


Ficha Técnica: Juventude 5-1 Alecrim

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Aparecido Pereira Bueno; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Gehring, Léo Souza, Luizão, Natan, Yure José, Allan, Uallas Bahia, Netinho; Gols: Caíque 8, Kauê (pênalti) 30, Natan 41 do 1º, Thalisson 28, Henrique 45 e Lucca 48 do 2º.
Juventude: Luizão; Léo Souza (Karan), Abner (Yuri), Kauê (Clébio) e Da Rocha; Gehring, Felipe Rangel (Dudu Tobias), Natan (Lucca) e Guilherme Teixeira (Henrique); Caíque e Pedrinho. Técnico: Filipe Dias.
Alecrim: Marcão; Allan, Witauã e Yure José (André); Lucas, Boquinha (Antony), Peu (Bulldog), Thalisson e Arthur Pedro; Baeca e Uallas Bahia (Netinho). Técnico: Adriano Galdino.

XV vai melhor e derrota o Nacional pelo Grupo 32 da Copinha

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois de um dia de descanso por conta da loucura em Araraquara na terça-feira, na quinta fiquei perto da capital em uma rodada dupla paulistana na Copa São Paulo de Futebol Júnior, edição 2023. Em virtude da tabela pessimamente montada pela FPF, eu devo acompanhar de perto toda a primeira fase do Grupo 32, disputado no Estádio Nicolau Alayon. Abrindo os trabalhos, o Nacional pegou o XV de Piracicaba em duelo cheio de tradição.

A FPF não sabe fazer tabela e também não sabe distribuir os times legais pelo estado. Este ano colocou um monte de clube legal longe da capital e poucos que não fazem parte da minha Lista por aqui. Não tinha time novo na sede da Comendador Souza, mas sem grana, sem salário e sem ter como ver jogo longe direto, não restou muita opção. Pelo menos tem uma equipe na chave e dela falarei no próximo post.

O Nicolau Alayon recebeu um belo público - entre eles o sumidaço seu Natal e os amigos Pucci, Mário, Colucci, Milton e Luigi, um quórum de responsa - e boa parte dos presentes certamente não estarão lá a partir de abril para acompanhar o Naça na última divisão estadual. Copinha é assim mesmo. Falando do torneio, o escrete ferroviário passou de fase apenas cinco vezes em 21 disputas no atual século e um triunfo contra os piracicabanos seria fundamental pensando em pelo menos ficarem entre os 64 melhores.

Só que a tarde não foi bem como a torcida local esperava. A partida nem tinha começado direito quando o XV abriu a contagem. Iago pegou uma sobra da zaga a acertou um belíssimo tiro de longe, colocando a pelota no canto esquerdo do goleiro Michel. O Nhô Quim seguiu melhor e, apesar das inúmeras chances criadas, não ampliou. O Nacional foi dominado sem dificuldade.




Lances do primeiro tempo de Nacional x XV. Como esqueci de me credenciar, não consegui as imagens dos times posados


Público lotando a parte coberta do Nicolau Alayon


A comemoração do gol de empate do Nacional

Espremido no meio da massa que compareceu ao estádio da Zona Oeste simplesmente pelo fato de ter esquecido de pedir credenciamento, fiquei ali com o pessoal presente e acompanhei um segundo tempo em que o Nacional melhorou um pouco e esteve mais presente dentro da área visitante. O XV estava com uma certa preguiça e levou o empate aos 35 com o gol de Miguel.

A torcida paulistana se animou e passou a achar o empate um ótimo resultado, só que o Nhô Quim não quis nem saber e se mostrou imaplacável. Quando o relógio mostrava 42 minutos, Caíke cobrou escanteio na área e Gabriel Simples, sem muita complicação, recolocou os piracicabanos na frente, de cabeça.


Detalhe do segundo gol piracicabano na capital



O time ferroviário tentou, porém não conseguiu novo empate nos minutos finais

No fim, o Nacional 1-2 XV Piracicaba foi merecido pelo que o XV mostrou, principalmente no primeiro tempo. Um grande passo do clube interiorano pensando em uma vaga na próxima fase. Ao Naça, ficou a obrigação de vencer seus dois compromissos finais para pensar em classificação. Complicou.

A preliminar foi boa, mas o confronto de fundo foi melhor, com direito ainda a ver pela segunda vez um dos preferidos da casa em campo.

Até lá!


Ficha Técnica: Nacional 1-2 XV de Piracicaba

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Daniel Carlos Luciano Fernandes; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Vinícius Araújo, Iago, Gabriel Santos; Gol: Iago 7 do 1º, Gustavo Meireles 35 e Gabriel Simples 42 do 2º.
Nacional: Ângelo; Guilherme Nazaré, Alexsander, Felipe Donizeti (Timô) e Isaque (Júlio Cesar); Vinícius Araújo, Kauã Pacheco (Pedro Arcanjo) e Higor (Gustavo Meireles); Rafael Ursino, Pedro Paranhos (Leonardo Pinheiros) e Davi Menino (Carlos Henrique). Técnico: Edson Kruss.
XV de Piracicaba: Michel; André Martini, Paulo, Flávio e Gabriel Santos; Iago (Tabai), Caíke (Bruno) e Davi Moraes (Lucas Uliani); Anthony (Eduardo), Ezequiel (Gabriel Simples) e Eric (Guilherme Ramos). Técnico: Leandro Samarone.