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quarta-feira, 29 de abril de 2009

Volta ao Passado, volume 31: Rinópolis FC (Rinópolis/SP)

RINÓPOLIS F. C.


Escudo do Rinópolis F.C.

Olá,

Ainda passeando pelo interiorzão paulista durante o feriado prolongado do Carnaval, continuei buscando informações sobre o momento atual de times que, em épocas passadas, já disputaram pelo menos uma competição profissional.

Dessa vez fiz um pit stop na pequena, mas aconchegante cidade de Rinópolis, distante 579 km da Capital, localizada mais ou menos no meio do caminho entre Penápolis e Osvaldo Cruz, seguindo pela Rodovia Assis Chateaubriand. Essa pequena cidade atualmente conta com cerca de 10.000 habitantes, sendo que há quem diga que já teve mais de 30.000 na época do auge do ciclo do café.

O meu objetivo era pesquisar sobre o Rinópolis Futebol Clube, que foi fundado em 1.946 (não encontrei a data exata), tendo disputado campeonatos profissionais em 6 oportunidades, durante os anos de 1.958/60, 1.962 e 1.965/66. Trata-se de mais uma equipe tricolor que adotou as cores branca, vermelha e preta, porém diferente da maioria dos outros tricolores, a inspiração não foi no São Paulo F.C., mas sim na Seleção Paulista e, isso fica bem evidente, ao observar o distintivo que é bem semelhante ao da F.P.F. Durante sua participação no futebol profissional, não conseguiu conquistar títulos e transitou pelo terceiro e quarto escalões do futebol paulista.


Fachada do Estádio Municipal Eugênio Rino Filho. Foto: Orlando Lacanna.

Ao deixar o profissionalismo, o R.F.C. continuou existindo até 1.977 quando encerrou definitivamente suas atividades. Um ano antes, foi fundada a A.A. Rinopolense que em 1.977 teve sua única participação no futebol profissional. Daí para frente, não houve mais time profissional na cidade.

Apurei também que a principal revelação do Rinópolis F.C. foi o meia esquerda Jura, irmão de Carlos Alberto Borges que jogou no Palmeiras. Ele começou a carreira em 1.975 (como amador) em Rinópolis e prosseguiu no Rio Preto, CEUB de Brasília, Juventus, Paulista de Jundiaí e Londrina.


Visão externa das arquibancadas cobertas. Foto: Orlando Lacanna.


Agora visão interna das arquibancadas cobertas. Foto: Orlando Lacanna.

Ao chegar na cidade, fui direto ao Estádio Municipal Eugênio Rino Filho, local aonde o Rinópolis F.C. mandava suas partidas. Esse nome foi uma homenagem a um integrante da família Rino que inspirou a criação do nome da cidade. O estádio tem capacidade para cerca de 1.500 pessoas e está em bom estado de conservação, em especial o seu gramado. Pena que está sendo pouco utilizado, pois no momento não há nenhuma equipe representando a cidade em qualquer tipo de competição.

O estádio atualmente está sendo utilizado pela meninada local que participa de uma escolinha de futebol, coordenada pelo Prof. Murilo de Souza, ex-atleta profissional da A.D. Cabofriense do Rio de Janeiro. Além disso, a utilização se restringe a uma ou outra partida entre equipes de bairros de Rinópolis. Não há um campeonato local estruturado e, segundo apurei, o Prefeito atual tem planos de incentivar o surgimento de uma equipe para voltar a participar das competições amadoras da região. Está fora de propósito qualquer intenção de voltar ao profissionalismo.


Da arquibancada uma visão do meio de campo. Foto: Orlando Lacanna.


Agora do gol da direita. Foto: Orlando Lacanna.


E fechando com o gol da esquerda. Foto: Orlando Lacanna.


Instalações destinadas aos vestiários. Foto: Orlando Lacanna.


Finalmente uma visão geral do campo. Foto: Orlando Lacanna.

Como sempre digo, da minha parte ficarei na torcida para que surja uma equipe na cidade, inicialmente voltando a disputar competições amadoras e, quem sabe, no futuro poderemos ter novamente a cidade de Rinópolis no mapa do futebol profissional de São Paulo. Um bom estádio já existe e com algumas adaptações poderá abrigar jogos valendo pela Segundona. Quem sabe? Não custa sonhar.


Time do Rinópolis F.C. na época do amadorismo em 1.952. Reprodução: Orlando Lacanna.


Agora o time do Rinópolis F.C. na época do profissionalismo na década de 1.960. Reprodução: Orlando Lacanna.

Ao deixar Rinópolis, segui meu caminho em direção a outras cidades, sempre visando trazer para os que acompanham o JP, um pouquinho da história do futebol paulista. Aguardem, pois em breve terá mais.

Bem, não poderia encerrar esse post sem mencionar a atenção, o carinho e a paciência que o Sr. Nelson Brait dedicou a mim, não só quando da visita, mas também durante os vários contatos feitos posteriormente para obtenção e confirmação de informações. Muitíssimo obrigado e um grande abraço.

Abraços,

Orlando

terça-feira, 28 de abril de 2009

Corvo e Galo Azul empatam pela Série A2

Olá,

Com o início da segunda e decisiva fase do Campeonato Paulista da Série A2, o JOGOS PERDIDOS não poderia deixar de estar presente, em pelo menos uma das quatro partidas válidas pela rodada inaugural da semifinal da competição e, por conta disso, no domingo pela manhã, saí em direção ao vizinho município de Guarulhos e, lá chegando fui ao Estádio Antônio Soares de Oliveira, local da realização da partida A.A. Flamengo x Rio Claro F.C., para acompanhar de perto o que rolou durante os noventa minutos de um jogo importantíssimo, valendo pela corrida à elite do futebol paulista.

O trajeto até o meu destino foi muito tranquilo e, mais uma vez, cheguei com tempo suficiente para conseguir fazer as fotos dos participantes do espetáculo, as quais são exclusivas e estão apresentadas abaixo:


A.A. Flamengo - Guarulhos/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Rio Claro F.C. - Rio Claro/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem com o árbitro Robinson José de Góes, os assistentes Cláudio Roberto da Costa e Fábio Rogério Baesteiro e o quarto árbitro Edson Reis Pavani Junior junto com os capitães dos times. Foto: Orlando Lacanna.

Como na noite anterior havia ocorrido a largada do Grupo 2 com a grande vitória do Monte Azul, fora de casa, frente ao Taquaritinga por 3 a 0, o vencedor do confronto de Guarulhos também já sairia na frente na tabela de classificação, visando conquistar uma das vagas à Série A1 em 2.010. Por essas e outras, a expectativa pela partida era enorme, muito embora a presença de público tenha sido apenas razoável, uma vez que, 2.202 torcedores pagaram ingresso, entre os quais, os quase 200 que vieram de Rio Claro.

O árbitro autorizou o início da partida e o que se viu nos primeiros dez minutos, foi um Rio Claro jogando com muita cautela, procurando truncar o jogo o máximo possível e tentando sair em rápidos contra-ataques, normalmente puxados pelo ágil avante Araújo, quase sempre pelo lado direito.

À medida que o tempo foi passando, o domínio territorial do Flamengo foi crescendo, tanto que, aos 21 minutos, o time da casa levou relativo perigo à meta defendida por Sidney em jogada que saiu dos pés de Luiz Carlos. Apesar de manter a posse da bola por mais tempo, o Flamengo demonstrava dificuldades para penetrar no setor defensivo do Rio Claro, que continuava jogando fechadinho, bloqueando as tentativas de ataque do adversário que passou a arrematar de meia distância, porém sem pontaria.


Zaga do Rio Claro dificultando penetração do ataque do Flamengo, com a torcida Galo Azul ao fundo. Foto: Orlando Lacanna.

O principal lance do primeiro tempo, ocorreu aos 37 minutos, quando Luiz Carlos cobrou uma falta pela esquerda, colocando a bola na cabeça do zagueiro Sandoval que a desviou para o fundo da rede do Rio Claro, naquele que teria sido o gol de abertura do "Corvo", porém para surpresa geral, o árbitro não validou o gol, sinalizando que o atleta rubro-negro teria desviado a bola com a mão. Sinceramente, tanto eu quanto os demais repórteres que estavam atrás da meta do Rio Claro, não vimos nada de irregular na jogada, mas como as decisões do árbitro são soberanas, o gol acabou não valendo.


Bola se encaminhando para o fundo da rede do Rio Claro num gol não validado pela arbitragem. Foto: Orlando Lacanna.

O Flamengo continuou insistindo nas jogadas de ataque, realizadas ora por Vítor Hugo, ora por Paulinho, mas os atacantes não estavam numa manhã inspirada, uma vez que os ataques acabavam em finalizações sem muito perigo.


Tentativa de ataque do Flamengo bloqueada pela defesa dos visitantes. Foto: Orlando Lacanna.

No finalzinho da primeira etapa, o Rio Claro deu um susto na torcida local, numa jogada de Araújo que obrigou o goleiro Jorge Miguel a defender parcialmente, cujo rebote foi isolado pela zaga da casa. Dessa maneira, o primeiro tempo foi encerrado sem abertura de contagem, num jogo bem disputado, embora muito truncado pelo time visitante.

Depois de um intervalo em que o papo que rolou foi o gol não validado, a partida recomeçou e, logo de cara, o Flamengo saiu com tudo, buscando a marcação do seu primeiro gol e, por conta disso, realizou uma verdadeira blitz para cima da defesa do Rio Claro que foi se virando do jeito que dava para evitar o gol do time da casa.


Cruzamento perigoso em direção à área do Rio Claro no início do segundo tempo. Foto: Orlando Lacanna.

O primeiro lance mais agudo aconteceu aos 6 minutos, numa penetração de Caio que acabou chutando para fora. O domínio dos anfitriões continuou, sendo que, aos 12 minutos, o avante Vítor Hugo cabeceou uma bola em direção ao ângulo direito da meta defendida por Sidney que foi obrigado a se esticar todo para desviar para escanteio, praticando uma portentosa defesa. Um minuto após esse lance, o Flamengo chegou outra vez perto de abrir a contagem, agora nos pés de Luiz Carlos, mas a bola acabou se chocando contra o travessão da meta do Rio Claro, deixando o grito de gol entalado na garganta dos torcedores guarulhenses.


Invasão da área do Rio Claro pelo ataque flamenguista. Foto: Orlando Lacanna.

Após o vigésimo quinto minuto, o "Galo Azul" conseguiu segurar a pressão e passou a dar suas estocadas no campo de ataque, aproveitando a velocidade de Araújo, que invariavelmente escapava com rapidez pelas pontas. Aos 34 minutos, o time azul levou perigo ao gol do Flamengo, em mais uma jogada de Araújo que culminou com uma conclusão perigosa de Danilo Avelar que passou muito perto.


Um dos lances de ataque do Rio Claro na segunda metade do segundo tempo. Foto: Orlando Lacanna.

Nos últimos dez minutos a partida ficou equilibrada, com o Flamengo demonstrando sinais de cansaço e o Rio Claro claramente mostrando que estava satisfeito com a igualdade no marcador. Dessa feita, o árbitro encerrou o jogo como placar final de Flamengo 0 - 0 Rio Claro que muito alegrou o time do interior, pois tanto os seus atletas quanto os seus torcedores saíram comemorando o ponto conquistado na casa do Flamengo que, por sua vez, saiu lamentando o empate, principalmente por conta do gol não validado.

Graças àquela carona especial do Sr. Natal, pude deixar Guarulhos com rapidez e chegar em casa a tempo de curtir aquele almoço de domingo e me postar à frente da telinha para assistir a primeira partida decisiva do título do Paulistão. Foi isso.

Abraços,

Orlando

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Nacional se despede da Primeira Divisão de São Paulo com empate em casa

Fala pessoal!

Depois de não ter visto nenhum jogo no sábado, graças à violência que assola nosso país, tive o domingo para voltar aos gramados nas coberturas sempre precisas do JP. E mesmo com jogos na Segundona, fui acompanhar uma despedida no Campeonato Paulista da Série A3. Corri até o Estádio Nicolau Alayon para ver o querido Nacional jogar sua última partida em 2009 contra o Osvaldo Cruz.

Graças ao sono que tomou conta da minha pessoa, não cheguei a tempo das fotos posadas. Ou melhor, até teria chegado, caso o jogo não tivesse começado um pouco antes do horário programado. E como está acontecendo direto, vemos jogos que chegam a começar até cinco minutos antes do horário programado. Acho que é bom pontualidade, mas com as partidas começando na hora, e não antes.

E não tinha como não ver o Naça se despedindo da Primeira Divisão paulista. Sabe-se lá quando vamos ver novamente o time da Barra Funda jogando contra times de longe, e podendo chegar na Copa Paulista e tudo mais. Uma pena, mas eu e o David registramos nossa presença por ali. Presença que foi minoria, pois todo mundo no estádio estava torcendo para o Azulão de Osvaldo Cruz.


Retrato do último jogo do Nacional em casa pela A3: O David sozinho na parte coberta do Estádio Nicolau Alayon, triste em virtude da queda de um time de história tão gloriosa como o Naça. Foto: Fernando Martinez.

O Osvaldo Cruz jogava pelo empate para garantir a classificação, mas talvez por jogar de forma desencanada, o Nacional fez uma grande partida de despedida. O time começou com tudo e logo aos 7 minutos marcou o primeiro gol com o jogador Kanu (ex-Taboão da Serra). Mas o Azulão não deu tempo direito para o Naça comemorar e empatou aos 11 minutos com o jogador Régis.


Falta para o Nacional no começo da partida. Foto: Fernando Martinez.


Atacante do Nacional disparando rumo ao gol adversário. Foto: Fernando Martinez.

Nas arquibancadas, encontramos o atual técnico do União Suzano Marcos Bruno, e passamos o primeiro tempo conversando sobre o dia-a-dia do futebol. Muitas histórias foram levantadas e sempre é bom saber detalhes que nem sempre vemos nos gramados. E com certeza ele aparecerá bastante aqui em jogos do USAC nesse ano ainda.

E vimos um belíssimo jogo, totalmente aberto e que poderia ter tido mais uns três gols para cada lado que não seria absurdo nenhum. O bom de acompanhar jogos em rodadas finais é isso, pois vemos times desencanados do campeonato que jogam bem mais soltos em campo. E o Nacional fez uma das suas melhores partidas do ano, pena que tarde demais.


Escanteio para o time da casa em mais uma boa chance de gol. Foto: Fernando Martinez.

Mas o Osvaldo Cruz tem um time bem armado, e já nos acréscimos acabou conseguindo virar o marcador. Numa bola espirrada da defesa, o jogador Juliano disparou da defesa, e quase entra com bola e tudo no gol do Nacional. Intervalo de jogo e 2 a 1 no placar.

No intervalo fomos nos abastecer e encontramos o Osmar Santos por lá também, torcendo para o time visitante. Também encontramos o amigo Miguel, que me cumprimentou pelos posts argentinos publicados aqui no JP nesse mês de abril. Podem ter certeza que se rolar algo de bom ainda volto lá em breve.


Bola lançada para o ataque do time visitante no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

Bom, já reabastecidos, fomos acompanhar o ataque do Nacional para o segundo tempo de jogo. E o time da casa voltou ainda melhor, não dando moleza para um time que buscava a classificação. O time criou mais ótimas chances até empatar de novo o jogo com um golaço do jogador Edu Amparo aos 11 minutos. Ele fez fila na defesa visitante e deixou tudo igual de novo.


Goleiro do Osvaldo Cruz tirando a bola de dentro da área. Foto: Fernando Martinez.

Precisando do placar, o Osvaldo Cruz se lançou de forma perigosa ao ataque, criando mais chances também. Duas delas foram desperdiçadas de forma absurda, enquanto outras foram brilhantemente defendidas pelo goleiro Felipe Sanches, do Naça. mas aos 26 não teve jeito, e depois de bola lançada, o atacante Ivanzinho marcou mais um para o Azulão, passando de novo na frente do placar.

Nessa hora o Nacional tinha um jogador a menos em campo, mas isso não impediu o time continuar em cima dos visitantes. E num ataque preciso do time, acabou empatando de novo com o jogador Fantoni aos 30 minutos. Grande jogo no Nacional. Daí até o final, os dois times tiveram chance para o jogo terminar em 4x4 ou até mesmo num 5x5, mas nenhum gol mais foi marcado.


Começo da jogada que originou o terceiro gol do Nacional. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Nacional 3-3 Osvaldo Cruz. O time do Azulão conseguiu a vaga para a Fase Final da A3 2009, e agora joga contra Votoraty, Itapirense e Francana para uma vaga na A2 em 2010. Para o Nacional, o penúltimo lugar mostra uma das piores (se não a pior) campanhas da história do clube e o inédito rebaixamento para o quarto nível estadual no ano que vem.


Placar final do jogo de domingo. Foto: Fernando Martinez.

Fica a lição que às vezes mais vale ter jogadores medianos do próprio clube do que se aventurar em parcerias que estão fadadas ao fracaso desde que o contrato é assinado. Muitos clubes estão com o pires na mão e acabam entrando nessas roubadas, casos de União Mogi e Inter de Limeira também. Resta esperar que caia a ficha no Nacional e o pessoal lá veja que não adianta se aliar a parcerias dessa forma.

Em 2010 veremos o time jogar contra Atibaia, União Suzano, Barcelona e outros. Tudo bem, vai ser interessante ver o Naça em jogos assim, mas desde já esperamos (e muito) que o time possa fazer uma boa campanha, pois o lugar dele não é numa Segunda Divisão paulista, e sim pelo menos na A3.

Após o jogo, e refletindo sobre o futuro do Naça, eu e o David seguimos até o centro de São Paulo para voltarmos para casa. Antes disso, um bom almoço nos esperava antes de chegar no lar para ver a vitória corintiana na primeira final da A1.

Até mais

Fernando

Jabaquara surpreende o Palestra no ABC paulista

Fala pessoal!

Nessa semana a rodada começou mais cedo, e lá fui eu na noite chuvosa de sexta-feira para acompanhar um jogo genial no ABC paulista. Depois de muito tempo, fui ver um jogo do nosso Campeonato Paulista da Segunda Divisão numa noite de sexta-feira, e dessa vez o palco foi o histórico Estádio Baetão, em São Bernardo do Campo. O jogo foi entre dois vencedores da primeira rodada: Palestra x Jabaquara.

Pegar ônibus na hora do rush rumo ao ABC na Estação Jabaquara é algo complicado, e a muvuca foi comigo dentro do coletivo. E parando em todos os pontos possíveis, o motorista não queria colaborar muito com as fotos posadas. Mas o bom de sair cedo é isso, e cheguei com tempo para as fotos tradicionais dentro do gramado sintético do Baetão.


Palestra SB - São Bernardo do Campo/SP. Foto: Fernando Martinez.


Jabaquara AC - Santos/SP. Foto: Fernando Martinez.


Trio de arbitragem do jogo com o árbitro Guilherme Lima Porfírio e os assistentes Fabio Luiz Freire e Daniel Paulo Ziolli posando junto os capitães dos times. Notem que o capitão do Jabuca é o veteraníssimo Axel, que fez sua estréia. Foto: Fernando Martinez.

Bom, como disse antes, os dois times ganharam seus jogos de estréia e o Palestra vinha prometendo mais uma boa partida. A parceria da equipe com o Santo André é extremamente séria e a vontade do time é conseguir o acesso para a A3 ainda nesse ano. Mas o Jabuca também promete um campeonato diferente do que o fiasco de 2008, aonde só conseguiu uma vitória e o acesso é uma meta para os santistas. Resumindo: um bom jogo se armava no Baetão.

Saindo do gramado já vi o David perdido por lá e o The Watcher dando umas voltinhas pelas alamedas que circundam o estádio. Fazia tempo que o The Watcher não aparecia, e foi bom vê-lo por ali. Mas já era hora do jogo começar, e todos estavam ansiosos pela partida.


Cruzamento dentro da área do Jabuca no começo do jogo. Foto: Fernando Martinez.

E o Palestra começou dando uma blitz na defesa do Jabuca, dominando o jogo e logo com menos de 5 minutos já carimbando uma bola na trave do time amarelo. Mas o Jabaquara logo equilibrou o jogo, e quando a partida estava completamente igual foi que o primeiro gol saiu. Depois de uma ótima troca de passes do ataque do Palestra, Jefferson recebeu sozinho e tocou na saída do goleiro. Palestra, que finalmente voltou ao seu escudo e cor tradicionais, 1 a 0.


Mais uma bola cruzada para o Palestra. Foto: Fernando Martinez.

Após o gol, o jogo voltou a ficar equilibrado, e com o Jabuca tentando se lançar ao ataque. O time criou algumas chances, assim como o Palestra, e o jogo ficou mais concentrado no meio de campo. Mas foi bom para poder colocar o papo em dia com o pessoal, contando histórias portenhas e trocando figurinhas sobre as abismais diferenças entre a Argentina e o nosso Brasil varonil. Olha, e tem muita diferença mesmo.


Zaga do Jabuca tirando o perigo. Foto: Fernando Martinez.

E nessa toada, o jogo terminou com a vantagem mínima para os palestrinos. Para a segunda etapa a gente esperava uma partida mais emocionante, e foi isos que aconteceu. O Jabuca veio sem dar espaços ao time da casa, melhorando bastante na partida. E foi recompensado aos 11 minutos, com um golaço de letra do estreante Axel. Ele recebeu da esquerda e marcou um golaço, ainda demonstrando muita categoria.


Ainda no primeiro tempo, o Jabaquara tentou o ataque, sem sucesso. Foto: Fernando Martinez.

O Palestra ainda teve um atleta expulso logo depois do gol, e o Jabaquara agora com um jogador a mais, dominava as ações. O Palestra não conseguia sair para o ataque, e quando conseguia, a defesa santista neutralizava com facilidade. O time santista conseguiu a virda anuma cobrança de falta perfeita do jogador Mariola aos 31 minutos. Sabem aqueles lances que parece que o jogador cobra com a mão? Foi uma dessas cobranças. O Jabaquara era senhor do jogo.


Jogadores aguardando cobrança de falta para o Palestra. Foto: Fernando Martinez.

Mas time bom tem estrela, e a equipe verde teve uma falta na lateral-direita aos 40 minutos. Cobrança na área, e o zagueiro Gustavo foi mais esperto que toda a zaga do Jabuca para empatar o jogo com um gol de cabeça.

Nessa hora, o Jabuca já tinha dois atletas a mais em campo, e o empate poderia até ser considerado um resultado ruim, por tudo o que aconteceu na segunda etapa. Mas o zagueiro do Palestra Gustavo foi de herói a vilão, e aos 44 minutos deu um presentão para o time visitante. Numa bola cruzada da direita, ele foi tentar tirar estando sozinho dentro da área, e acabou colocando a bola dentro do gol do próprio time.


Escanteio para o time da casa no primeiro tempo de jogo. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Palestra 2-3 Jabaquara. Depois de sete anos (a última vez foi em 2002), o Jabuca ganha seus dois primeiros jogos numa competição. E mostra que o time está no caminho certo do tão sonhado acesso. O Palestra também mostra que tem uma equipe altamente competitiva e com certeza esses dois times podem trabalho até o final da Segundona.

Bom, e cansados, conseguimos uma carona para a cidade de São Paulo para finalmente podermos descansar um pouco. E já ligados no futebol do final de semana...

Até lá

Fernando

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Vulcão surpreende o líder Ipatinga pelo Módulo II Mineiro

Olá pessoal,

Nesta quarta-feira à tarde estive na agradável Poços de Caldas, no Sul de Minas, para acompanhar a partida entre Poços de Caldas e Ipatinga, disputada no Estádio Ronaldo Junqueira e válida pela penúltima rodada do Campeonato Mineiro do Módulo II. Como cheguei cedo ao local do jogo, pude entrar com muita tranquilidade a fim de tirar as fotos posadas das equipes. Cabe aqui ressaltar que o pessoal de lá já conhecia o JP e me tratou muito bem, especialmente o Paulo, o Gustavo e a Andréia.


Poços de Caldas F.C. - Poços de Caldas/MG. Foto: Victor Minhoto.


Ipatinga F.C. - Ipatinga/MG. Foto: Victor Minhoto.


Quarteto de arbitragem liderado por Cleisson Veloso Pereira e capitães das equipes. Foto: Victor Minhoto.

O jogo começou com as duas equipes se estudando e apenas se aventurando ao ataque com muita cautela, já que o empate não era mal resultado para nenhum dos dois lados. Isso deixou a partida equilibrada e muito disputada, principalmente no meio de campo. Somando-se a este fato, o calor se fazia forte nessa primeira etapa, o que contribuiu para deixar a partida mais cadenciada.

A primeira etapa alternava bons momentos de ambos os lados, sendo que o gol poderia sair para qualquer um dos dois times, mas no final as defesas superaram os sistemas ofensivos e o jogo foi para o intervalo sem abertura do placar.


Cruzamento na área que levaria perigo a meta do Tigre. Foto: Victor Minhoto.

Devido ao grande calor fui me acomodar nas cadeiras cobertas para acompanha a 2ª etapa e, não me arrependi, pois presenciei um belo espetáculo. Eu até imaginei que o jogo seguiria morno com o empate até o final, mas não foi o que aconteceu.


Goleiro Bruno faz boa defesa em falta cobrada pelo camisa 9 Renatinho do Vulcão. Foto: Victor Minhoto.

O Vulcão retornou do intervalo disposto a vencer a partida, tanto que logo dominou as ações e passou a levar perigo à meta do Tigre. Nesse contexto, se destacou o camisa 9 Renatinho, que além de muita raça, demonstrou boa técnica, velocidade e facilidade em bater na bola. Assim, aos 20 minutos, Renatinho cobrou escanteio pela esquerda e o zagueiro Tornado, com a camisa 3, se antecipou ao arqueiro visitante e escorou a bola para o fundo da meta. Estava decretada a abertura do placar em favor da equipe laranja.


Detalhe do início da 2ª etapa. Foto: Victor Minhoto.

Somente após levar o gol é que o quadro do Vale do Aço acordou e passou a buscar o ataque, enquanto os locais tentavam ampliar a vantagem nos contra-ataques puxados por Renatinho. Esse esforço fez com que o centro-avante do Vulcão sentisse uma contusão e fosse substuído. Talvez essa perda tenha afetado momentaneamente a equipe do Sul de Minas, tanto que aos 36 minutos, após cobrança de escateio e um bate-rebate na área, o camisa 8, Leandro Brasília, do Ipatinga empatou a partida.


Após escanteio, o zagueiro Tornado se antecipa ao arqueiro do Tigre e toca de cabeça para abrir o placar. Foto: Victor Minhoto.

Depois do gol o Tigre não desanimou e tentou virar o marcador, mas foi nesse momento que o Poços de Caldas cresceu. Aos 40 minutos, o camisa 17 Tchelé, substituto de Renatinho, recebeu um lançamento pela direita, ganhou na corrida da zaga adversária, entrou na área e chutou forte cruzado para novamente colocar os locais na frente.

Esse gol foi um banho de água fria no Ipatinga. Aproveitando-se da situação, aos 43 minutos, o camisa 16 Baianinho, do Vulcão, recebeu um lançamento pela esquerda e deu um belo toque por trás dos zagueiros. O camisa 15 Simião veio na corrida e pegou a bola na cara do gol, só tendo o trabalho de driblar o goleiro Bruno e tocar para fazer o terceiro gol e levando a torcida ao delírio.


Durante a 1ª etapa, zagueiro do Ipatinga quase "monta" no adversário para afastar o perigo das proximidades de sua área. Foto: Victor Minhoto.

Após esse lance a partida foi encerrada mesmo em Poços de Caldas 3x1 Ipatinga, sendo que com esse resultado o Vulcão afasta o perigo do rebaixamento. Já o Ipatinga, ainda em primeiro lugar empatado com a Caldense, recebe o América de Teófilo Otoni em casa na última rodada precisando apenas do empate para garantir o acesso ao Módulo I do Campeonato Mineiro de 2010.

Até a próxima,

Victor

terça-feira, 21 de abril de 2009

Tupã estreia na Segundona com goleada em cima do Assisense

Olá,

Finalmente chegou o início do tão esperado Campeonato Paulista da Segunda Divisão, uma das competições mais aguardadas pelo JOGOS PERDIDOS e, por conta disso, saímos a campo para acompanhar de perto três jogos válidos pela primeira rodada da primeira fase da competição, cujos dois primeiros posts já estão publicados, mostrando o que rolou nos jogos de Mauá e Santos que foram acompanhados pelos meus colegas Fernando e Emerson. Da minha parte, voltei a botar o pé na estrada e dei uma esticadinha até a cidade de Assis, distante 445 km da Capital e me dirigi ao Estádio Antônio Vieira da Silva, popularmente chamado de "Tonicão", para conferir a partida envolvendo o C.A. Assisense contra o Tupã F.C.

Mesmo com o início da competição tendo sido divulgado com 60 dias de antecedência, inclusive com a publicação da tabela de jogos, surgem situações inesperadas, as quais acabam influenciando no desempenho das equipes nas primeiras rodadas. Ao chegar no estádio, fiquei surpreso ao saber que o time da casa não contaria com nenhum dos jogadores contratados para a competição, pois foram inscritos fora do prazo para poderem atuar na primeira rodada. Por conta disso, foi aquela correria para conseguir pelo menos onze atletas que ainda mantinham vínculo com o time de Assis para entrarem em campo visando evitar WO do time da casa.

Esses onze herois não jogarão o campeonato pelo Assisense, uma vez que não fazem parte do grupo de atletas do novo investidor. Para se ter uma ideia do improviso, o goleiro que jogou, na verdade é zagueiro e acabou quebrando o galho debaixo dos três paus. Além disso, o Assisense não contou com nenhum suplente no banco de reservas. Pelos lados do Tupã, a situação também não estava 100%, pois contou com apelas quatro reservas no banco. Independente dos imprevistos, fui para o gramado tirar as fotos dos participantes da partida, as quais apresento abaixo:


C.A. Assisense - Assis/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Tupã F.C. - Tupã/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Trio de arbitragem acompanhado pelos capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.

Com a bola rolando, ficou claro desde os primeiros minutos que seria o tal jogo de um time só, uma vez que a superioridade do Tupã era flagrante, restando aos abnegados de Assis tentarem evitar uma goleada histórica. O tricolor de Tupã tocava a bola com muita facilidade e chegou ao seu gol inaugural, aos 14 minutos, através de uma cabeçada de Alisson que subiu sozinho para escorar um cruzamento vindo da direita.


Gol inaugural do Tupã marcado de cabeça por Alisson. Foto: Orlando Lacanna.

Não demorou muito e, aos 20 minutos, os visitantes aumentaram a contagem, agora num gol anotado por Deivid Tiziu em jogada individual pela esquerda. Apesar dos esforços, o time improvisado do Assisense não conseguia levar perigo ao setor defensivo do Tupã que jogava em ritmo de treino e, mesmo assim, marcou o seu terceiro gol, aos 34 minutos, sem a menor dificuldade. Esse gol foi marcado também por Deivid Tiziu que só teve o trabalho de empurrar a bola para o fundo da meta defendida pelo "goleiro" Alan que saiu em falso na jogada.


Momento exato da conclusão de Deivid Tiziu na marcação do terceiro gol do Tupã. Foto: Orlando Lacanna.

Com a vantagem de três gols, o Tupã deu uma maior segurada no ritmo e, mesmo assim, poderia ter aumentado o placar, só não o fazendo, por conta dos erros de finalização e alguns milagres de Alan. Dessa forma, a primeira etapa foi encerrada com o placar de 3 a 0 a favor do Tupã, sem que o Assisense conseguisse dar um único chute contra o gol defendido por Luís Paulo.


Uma das difíceis defesas do "goleiro" Alan do Assisense. Foto: Orlando Lacanna.

A partida recomeçou e o panorama não se modificou, ou seja, continuou sendo jogo de um time só, tanto que, logo aos 6 minutos, o Tupã chegou ao seu quarto gol, anotado por Alex Sandro aproveitando uma reposição de bola feita com defeito pela zaga da casa. A superioridade do Tupã era tão grande que o primeiro chute do Assisense ao gol adversário ocorreu somente aos 25 minutos, obrigando o goleiro Luís Paulo a praticar a primeira e única defesa no jogo. 


Ataque do Tupã na segunda etapa com o defensor do Assisense escorregando. Foto: Orlando Lacanna.

Mesmo sem muito esforço, o Tupã chegou ao quinto, sexto e sétimo gols, aos 33, 37 e 39 minutos, anotados por Alex Sandro duas vezes e, mais um de Deivid Tiziu. Vale ressaltar que o time alternativo do Assisense se portou com muita dignidade no gramado, não apelando para as jogadas violentas, aceitando a superioridade incontestável do adversário. O único senão ocorreu aos 42 minutos, quando o camisa 11 do Assisense Victor Hugo, deu uma entrada mais forte num adversário e acabou sendo expulso. 


Conclusão final quando da marcação do quinto gol do Tupã. Foto: Orlando Lacanna.


Bola morrendo na rede do Assisense no sétimo gol tupãense. Foto: Orlando Lacanna.

Fim de jogo com o placar registrando Assisense 0 - 7 Tupã que mostrou que o futebol não permite improvisações. Resta aguardar para sabermos se o Assisense, com o time titular, terá poder de reação e se o Tupã manterá o rendimento ao enfrentar uma equipe mais estruturada. O campeonato está apenas no começo e muita coisa ainda vai acontecer.

Partida encerrada e aquela pressa para chegar na residência de familiares para assistir, pela telinha, a definição do segundo finalista do Paulistão da Série A1. Foi isso.

Abraços,

Orlando