Procure no nosso arquivo

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Nacional aplica a maior vitória contra a Briosa em todos os tempos

Texto e fotos: Fernando Martinez


Apesar de todos os pesares e da fase terrivelmente incerta que estou vivendo, no sábado comemoramos o 41º Dia Internacional do Fernando com muito júbilo, alegria e motivação... #sqn. Parte da comemoração foi num local que conheço bem, o Estádio Nicolau Alayon. Pela terceira rodada da primeira fase da Copa Paulista, o Nacional recebeu o time que mais enfrentou nos seus 98 anos de história, a Portuguesa Santista.

Assim como disse aqui no JP na matéria do empate por 2x2 em Ulrico Mursa na A3 desse ano, a Briosa é o único adversário que o Nacional enfrentou mais de cem vezes na sua quase centenária história. O duelo do sábado foi o 121º entre os dois desde o primeiro, em 1936. O clube paulistano queria quebrar o tabu de 21 anos sem triunfos em cima do seu tradicional rival. A última vitória datava de 1º de fevereiro de 1996, 2x1 jogando na capital.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Associação Atlética Portuguesa - Santos/SP


Os capitães, o árbitro Danilo da Silva, os assistentes Marco Antonio Motta Junior e Patricia Carla de Oliveira e o quarto árbitro José Claudio da Silva posando para as lentes do JP

Nas duas primeiras rodadas, o escrete ferroviário empatou sem gols fora de casa contra o Água Santa e na Comendador Souza com a Portuguesa. Não foi um bom começo do atual campeão da Série A3, mas como a Briosa também não havia vencido (derrota pela contagem mínima contra a Lusa e empate contra o São Caetano), não havia melhor hora para os paulistanos voltarem a vencer.

Sem dar tempo da Briosa pensar direito, logo aos quatro minutos o Nacional fez o primeiro tento no certame com Ricardinho completando com a cabeça um cruzamento da direita. Na sequência, Vinicius Barba obrigou o goleiro local Felipe Lacerda a fazer boa defesa. Os locais seguiram melhores, porém só foram assustar novamente aos 32 minutos com um tiro cruzado de Veloso.

Na sequência, duas chances do rubro-verde. Primeiro num chute cruzado de Gabriel Henrique aos 36 e depois aos 39, quando Dema acertou uma bela cabeçada na trave e, por sorte, o rebote parou manso nas mãos de Felipe. A última boa chance foi nacionalina nos acréscimos num bom chute de Éverton César. Foram 45 minutos de bastante equilíbrio e bons momentos dos dois lados.


Comemoração de Ricardinho no primeiro gol da tarde


A Briosa conseguiu equilibrar as forças depois de sofrer o gol no começo do jogo


Cruzamento da Portuguesa Santista pela direita


Felipe Lacerda sofrendo com a carga de atacante santista

Já no segundo tempo... quanta diferença. A Briosa não viu a cor da bola e o Nacional igualou a maior vitória da história do confronto. Decorridos nove minutos, Negueba recebeu um grande lançamento e encheu o pé pra fazer o segundo. Quatro minutos depois o camisa 7 fez ótima jogada individual e tocou para Bruno Xavier, Ele chutou, o goleiro José Guilherme fez boa defesa só que no rebote Laecio marcou o terceiro.

Os 3x0 desnortearam a equipe visitante. O onze paulistano só ficou na boa, aguardando a chance de, se possível, ampliar a vantagem. A Portuguesa Santista até que se segurou, mas sofreu o quarto gol aos 35, quando Bruno Xavier recebeu dentro da área e chutou forte. Finalizando o massacre, Caio se aproveitou de uma ótima troca de passes que envolveu todo o setor ofensivo e finalizou com precisão aos 41 minutos.


Negueba e o segundo gol nacionalino contra o rubro-verde de Santos


Bola no fundo das redes das Briosa no terceiro gol local, marcado por Bruno Xavier


A zaga lusitana sofreu muito com o rápido ataque paulistano


Placar final com a maior vitória do Nacional em cima da Portuguesa Santista nos 81 anos de história do confronto

O placar final de Nacional 5-0 Portuguesa Santista colocou o escrete ferroviário na liderança provisória da chave, enquanto a Briosa foi para a lanterna. Um triunfo com todos os méritos que deixa a torcida do clube da capital esperançosa pensando no futuro na competição. Foi o maior triunfo nacionalino em cima da Briosa em todos os tempos e a primeira vez que fizeram cinco gols desde 1945. Além disso, "devolve" os 5x0 sofridos também em 1945.

Tudo bem que não tenho muito o que comemorar, porém o restante do sábado foi de festa para celebrar a chegada dos 41 anos. Dizem que a vida começa aos 40, e se for assim mesmo, a vida não teve um bom início, muito pelo contrário. De qualquer forma voltei aos gramados no domingo com mais uma edição do sempre legal confronto entre Portuguesa e Juventus.

Até lá!

© 2018

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Portuguesa volta para a primeira divisão do Brasileiro Feminino

Texto e fotos: Fernando Martinez


Chegou a hora da definição dos promovidos no Campeonato Brasileiro Feminino A2. O primeiro acesso da história da segundona nacional foi definido na fria noite de terça-feira no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte. A Portuguesa precisava derrotar o Tiradentes/PI para voltar à elite na próxima temporada. Um ano e meio depois dos dois se despedirem da primeira divisão com o melancólico 2x2, também no Canindé.

Na primeira fase a Lusa fez uma brilhante campanha (você viu aqui no JP as coberturas dos jogos contra o Caucaia/CE e contra o genial CRESSPOM) com seis triunfos e apenas um empate. Os 19 pontos colocaram o time na primeira colocação do Grupo 2. A genial agremiação piauiense foi segunda do Grupo 1, também invicta, com quatro vitórias e três empates. No duelo de ida, vitória do Tigre pela contagem mínima e a vantagem de atuar por um empate.


Associação Portuguesa de Desportos (feminino) - São Paulo/SP


Sociedade Esportiva Tiradentes (feminino) - Teresina/PI


O quarteto de arbitragem dessa decisão foi composto pela árbitra Katiucia da Mota Lima, as assistentes Patricia Carla de Oliveira e Renata Ruel de Brito e a quarta árbitra Adeli Mara Monteiro. Na foto, também as capitãs dos times

Isso tudo dentro de campo. Fora dele o Tiradentes denunciou a Portuguesa por supostamente ter utilizado uma atleta irregular na peleja realizada em Teresina. O Tigre pede na ação a eliminação do clube paulista e certamente isso vai dar muito pano pra manga. Como a Lusa diz que não fez nada de errado, queria se garantir dentro de campo e depois se defender no julgamento que ainda não tem data marcada.

Sem pensar nas pendências jurídicas, vimos um jogo com todos os ingredientes de uma verdadeira decisão. A Portuguesa foi pra cima desde o início. Aos 12 minutos, a primeira grande chance de gol. A zagueira Estefany furou e a bola ficou com Beatriz. A camisa 11 tocou para Taís, só que na hora do chute ela foi atrapalhada por Bel e mesmo assim por pouco a bola não entrou.

Aos 19, Valéria, atleta piauiense, fez boa jogada individual e chutou no canto para boa defesa da camisa 1 lusitana. Aos 26, Beatriz abriu na ponta e cruzou. Silmara pegou bonito e quase fez o primeiro da Lusa. Três minutos depois o Tiradentes assustou em ótima cobrança de falta de Bel. Já aos 40 por muito pouco a situação paulista não se complica quando Letícia empurrou Valéria pelas costas dentro da área. Pênalti. Bel bateu mal e isolou, mandando a bola (muito) pra fora e jogando fora a oportunidade de ouro pro onze visitante ficar muito próximo da promoção ainda no primeiro tempo.


Bia, camisa 5 do Tiradentes, se preparando para mandar a pelota longe do seu campo


Avante lusitana encarando a marcação piauiense


Bola zanzando pela área do Tigre da PM


Bel teve a grande chance de abrir o placar a favor do Tiradentes, mas mandou esse pênalti quase na Marginal Tietê

Não querendo correr riscos, a Lusa tomou uma enorme injeção de ânimo nos vestiários e voltou pro tempo final ligada no 220. Logo no segundo minuto Thaís cobrou falta e a bola bateu na trave. A pressão foi total e a insistência deu resultado aos 16 minutos. Thaís cobrou escanteio e Letícia subiu bem na área para fazer o primeiro. O gol desanimou o Tiradentes, e com isso as locais se aproveitaram. Aos 19, Beatriz ficou livre e tocou na saída da goleira, porém a bola saiu pela linha de fundo.

Já no minuto seguinte não teve jeito e a vantagem foi ampliada. Thaís, sempre ela, cobrou falta dentro da área e Lucélia, camisa 9, acertou bela cabeçada, marcando 2x0. Dois minutos depois a mesma Lucélia fez o terceiro completando bom passe de Fernanda. Num período de sete minutos, a Lusa chegou aos 3x0 e do jeito que estava jogando somente uma catástrofe as tiraria da elite nacional em 2018.

É, só que as meninas pararam de jogar e chamaram o assustado Tiradentes para o seu campo. Tudo bem que a pressão do escrete nordestino era tímida, mas isso era perigoso demais. O Tigre da PM foi comendo pelas beiradas, esperando um bom momento para voltar a ter chances de acesso. Aos 43 ele aconteceu quando Eline bateu falta, Elen desviou a bola no travessão e Alice aproveitou rebote e fez o primeiro visitante. Precisando de apenas um gol a mais, os minutos finais foram terrivelmente longos para a torcida local.


Diferente do primeiro tempo, no segundo a Portuguesa foi fatal


Detalhe do primeiro gol da Lusa marcado de cabeça por Leticia aos 16 do tempo final


Em outra cabeçada, a Portuguesa fez o segundo aos 20 com Lucélia



Aos 22, novamente Lucélia marcou, agora em chute certeiro do meio da área


A falta a favor do Tiradentes nos acréscimos que fez a torcida rubro-verde suar frio

Aos 46 a equipe azul e amarela teve uma falta marcada a seu favor na entrada da área. O pessoal nas arquibancadas suou frio durante vários minutos até que Eline bateu e mandou a pelota por cima. Foi o último ato da decisão e quando a árbitra apitou pela última vez, a enorme festa rubro-verde começou no Canindé. O placar final de Portuguesa 3-1 Tiradentes/PI recolocou o onze bandeirante na primeira divisão do futebol feminino. Resultado merecido pela bela campanha feita. Tudo bem que ainda teremos o julgamento no TJD, mas dentro de campo a vaga é rubro-verde. Se a promoção se confirmar, o adversário será Pinheirense/PA ou Caucaia/CE.


A tristeza das atletas do Tiradentes pela perda do acesso à Série A1 do futebol feminino em 2018



A grande festa lusitana no Canindé. O time estará de volta à primeira divisão nacional ano que vem

Voltaremos à ativa no sábado, também conhecido como o Dia Internacional do Fernando, com o Nacional em campo pela Copa Paulista.

Até lá!

© 2018

terça-feira, 11 de julho de 2017

Timão vence o Jacaré e está na final do Brasileiro Feminino

Texto e fotos: Fernando Martinez


Teve emoção na manhã do domingo e também de noite. A sessão noturna de futebol, meu centésimo jogo no ano, teve na pauta o duelo de volta da semi-final entre Corinthians e Rio Preto pelo Campeonato Brasileiro Feminino A1 na Arena Barueri. Vindo de uma ótima campanha geral, o Timão precisava vencer para se garantir na sua primeira decisão desse certame em todos os tempos. Não seria fácil, pois do outro lado estava o atual vice nacional.

Nos 17 compromissos disputados pelas meninas alvinegras, foram 14 vitórias, um empate e apenas duas derrotas, uma delas o 2x1 sofrido em São José do Rio Preto. O Jacaré jogava pelo empate para disputar sua segunda final seguida. No ano passado o alviverde teve a faca e o queijo na mão vencendo o Flamengo fora de casa, mas conseguiu a proeza de perder no Anísio Haddad, deixando escapar de forma melancólica o caneco.


Sport Club Corinthians Paulista (feminino) - São Paulo/SP


Rio Preto Esporte Clube (feminino) - São José do Rio Preto/SP


As capitãs dos times junto do quarteto de arbitragem composto pelo árbitro Rodrigo Gomes Domingues, as assistentes Leandra Aires Cossette e Leandra Aires Cossette e a quarta árbitra Leandra Aires Cossette

Um público razoável foi até a Arena mesmo com um calor chato fora de fora. O que estava quente também era o clima dentro e fora de campo. Presenciei mais de uma discussão entre diversos integrantes das duas agremiações por N motivos. No gramado, o Rio Preto iniciou os trabalhos jogando melhor e tendo mais volume de jogo, principalmente nos primeiros 45 minutos. 

O escrete mosqueteiro passou a maior parte do tempo apenas se defendendo, porém, apesar disso, a maior oportunidade de gol dos primeiros 45 minutos foi das paulistanas. Depois de cobrança de falta aos 16, a bola bateu duas vezes na trave da goleira Leticia e não entrou. O técnico Arthur Elias deve ter dado uma bela injeção de ânimo das moças alvinegras pois, quando a peleja recomeçou, só deu Corinthians.


Oportunidade de gol corintiano pelo alto


Disputa de bola na entrada da área defendida pelo Rio Preto no tempo inicial


Atleta alvinegra dominando a pelota pela esquerda

Aos 16 minutos, o primeiro gol local quase saiu, mas a zagueira Edilane salvou em cima da linha e mandou pela linha de fundo. Na cobrança, a bola encontrou Pardal e o Timão finalmente abriu o placar. As atletas do Rio Preto reclamaram bastante e a camisa 7 Darlene ameaçou o árbitro e foi expulsa. Na saída do gramado, ela acertou uma cusparada no rosto da autoridade máxima no gramado. Uma atitude absolutamente lamentável da atleta do Jacaré.

Ficar em desvantagem com uma atleta a menos desestruturou o onze visitante. Bom, isso em partes, pois numa rara chegada no ataque, Maiara finalizou bem e a goleira alvinegra Lelê fez ótima defesa. Aos 33, o Rio Preto ficou com nove em campo quando Edilaine recebeu o segundo amarelo por reclamação. Sete minutos depois quase o segundo corintiano com Gabi Nunes. Ela fez grande jogada individual, passou por uma zagueira e chutou firme, obrigando Letícia a mostrar serviço.


Comemoração mosqueteira pelo gol de Pardal


Investida alvinegra pela lateral direita durante o segundo tempo


No fim, o Corinthians se classificou para sua primeira decisão do nacional feminino


Comemoração das atletas do time de Parque São Jorge com a torcida presente na Arena Barueri


O clima continuou quente depois do apito final com ríspida discussão entre integrantes das duas diretorias

Aos 45, Suzana, 9 do Jacaré, também foi expulsa e mesmo com os cinco de acréscimo não teve como o onze interiorano fazer nada para evitar a eliminação. O placar final de Corinthians 1-0 Rio Preto colocou o Mosqueteiro pela primeira vez na grande decisão do Campeonato Brasileiro Feminino. O adversário será o Santos num genial clássico paulista. O Timão fará o segundo encontro decisivo em casa em busca do inédito caneco.

Voltaremos a campo novamente na terça-feira com outra decisão do futebol feminino tupiniquim, agora com a segunda divisão em campo. O Canindé verá uma das promovidas para a A1 de 2018 e com certeza nos faremos presentes.

Até lá!

© 2018

Despedida jabaquarense da temporada com vitória em casa

Texto e fotos: Emerson Ortunho


Buenas!

No último domingo acabou o ano no futebol profissional para vários times do estado de São Paulo. Isso porque ocorreu o final da primeira fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Com isso, as equipes não classificadas entram em um limbo futebolístico até praticamente maio de 2018, tendo jogado em média apenas doze partidas no ano de 2017. Pois é, esse é o futebol profissional na Federação mais forte do país. A semana que entra para esses clubes não será de treinos e sim de demissões e rescisões de contratos, em geral de apenas três meses, espalhando uma porção de jogadores desempregados pelo país. Já passou da hora desse cenário mudar.

Estes são exatamente os casos de Jabaquara e Atlético Mogi, duas equipes sem chances de classificação, especificamente penúltimo e último colocados do Grupo 4. As equipes se enfrentaram no Estádio Espanha, em Santos, pela décima quarta rodada da fase inicial. E pensar que se esse jogo fosse na Federação Gaúcha de Futebol ele nem existiria (lá eles cancelam encontros que não farão diferença na tábua de classificação), diminuindo ainda mais os jogos de cada equipe no ano.


Jabaquara Atlético Clube - Santos/SP


Clube Atlético Mogi das Cruzes de Futebol - Mogi das Cruzes/SP


Capitães dos times junto com o árbitro Daniel Carfora Sottile, os assistentes Osvaldo Apipe Filho e Bruno Silva de Jesus e o quarto árbitro Camilo Morais Zarpelão

Mas já que o jogo felizmente existiu, o Jogos Perdidos apareceu por lá para prestigiar e relatar o encontro. Em campo duas equipes praticamente de juniores com jogadores sub-20, deturpando o objetivo principal do campeonato, que nunca foi de revelar jogadores, mas sim de promover o acesso e descenso de equipes nas divisões do estado.

Pena que ninguém lembra mais disso. Para revelar jogadores já existem os campeonatos de base e se a Federação tivesse interesse poderia criar até um campeonato Sub-23 com essa função. Mas a FPF subverte essa lógica e cria um campeonato que fere até a Constituição Brasileira, tirando o direito de igualdade ao trabalho para jogadores que quiseram participar desse campeonato e não puderam pelo limite de idade.

Difícil falar do jogo com tantas críticas engasgadas, mas vamos lá. O Jabaquara com um elenco mais bem organizado em campo dominou a maioria das ações do primeiro tempo, abrindo o placar logo aos 10 minutos com Fabinho e ampliando depois com Kevin em conversão de penalidade máxima. No segundo tempo a peleja continuou bem disputada, com o Atlético Mogi não se acomodando na defesa e sempre procurando seu gol. Mas como o Jabaquara tinha o jogo bem controlado nas mãos, conseguiu se segurar atrás e ainda ampliar com Lukinhas, determinando o marcador total da partida.


Faça chuva ou faça sol, o seu Hilário sempre está nas arquibancadas do Espanha


Visão geral da despedida de Jabaquara e Atlético Mogi da temporada 2017


Disputa de bola pelo alto


Arqueiro mogiano fazendo o corte


Carga pesada do marcador do Atlético em cima de atleta jabaquarense


Kevin fez o segundo gol rubro-amarelo em cobrança de pênalti

Final de jogo: Jabaquara 3-0 Atlético Mogi. O Jabaquara conquistou sua segunda vitória no campeonato e coincidentemente as duas contra o mesmo adversário. O Atlético, que ficou na última colocação do grupo, conquistou apenas um triunfo contra o Real Cubatense. Vitória essa que acabou sendo importante para classificar o seu conterrâneo União para a segunda fase do campeonato, já que no confronto direto, o alvirrubro da Grande São Paulo venceu a Garça Vermelha por 2x1 em jogo que teve a cobertura do blog.

Foi isso. Agora para muitos torcedores e profissionais o que resta é esperar o ano que vem.

Abraços

No sufoco, União Mogi vira no fim e se classifica na Segundona

Texto e fotos: Fernando Martinez


A realidade não está fácil, então nada melhor do que fugir dela com uma decisão de vaga no Campeonato Paulista da Segunda Divisão. O Grupo 4 da competição já tinha três classificados e a última vaga na segunda fase foi decidida entre União Mogi e Real Cubatense no Estádio Francisco Ribeiro Nogueira no domingo cedo. Fui adiando, adiando, adiando e deixei para colocar na Lista a equipe santista, o clube de número 622, apenas nessa derradeira rodada. Um risco enorme, mas que deu certo.

Nenhuma das duas agremiações fez uma campanha de encher os olhos dos seus torcedores. Nessa chave, São José, Manthiqueira e Mauaense se destacaram desde o começo, deixando a última vaga aberta para a rapa. O União Mogi precisava apenas de um empate dentro de casa para se garantir na segunda fase, enquanto o Real tinha que vencer. Vindo de quatro compromissos sem nenhum triunfo, nada dizia que o Guará Vermelho pudesse sair de campo com a classificação.


União Futebol Clube - Mogi das Cruzes/SP


Atlético Real Cubatense - Santos/SP


O árbitro Kléber Canto dos Santos, os assistentes Alberto Poletto Masseira e Roberto Silva Dantas, o quarto árbitro Clodoaldo Chaves da Silva e os capitães dos times

Estar em Mogi das Cruzes às dez da matina aos domingos é algo muito complicado. Temos que acordar cedo demais, passar perrengue na CPTM e torcer para nada dar errado. Por isso resolvi ir de ônibus de viagem saindo do Terminal Tietê, pois não podia me dar ao luxo de perder o Real Cubatense, já que a classificação da equipe não era algo muito provável. Sendo assim, cheguei de boa no estádio.

No primeiro tempo o União ficou mais tempo com a bola nos pés, só que nada verdadeiramente digno de registro. A baixa qualidade dos seus avantes ficou evidente a cada finalização. Jogando na boa e de forma correta, o Cubatense abriu o marcador aos 23 minutos. Jeferson cobrou escanteio pela esquerda e Raphael Oliveira subiu mais alto do que a zaga, fazendo de cabeça e colocando pressão nos donos da casa. O União sentiu o placar desfavorável, porém mesmo assim quase empatou em dois grandes momentos aos 36 e 38 minutos. No último bom lance do tempo inicial, Raphael Oliveira quase amplia para os visitantes aos 44.


Jogador do Real Cubatense se mandando para o ataque


Cobrança de falta a favor do União


Atleta local se esticando todo para tentar o domínio

Foi no segundo tempo que a partida ganhou um contorno absolutamente dramático e sensacional. O escrete mogiano mandou uma blitz ofensiva sem a preocupação mínima de se defender. Os donos da casa criaram um extenso rol de oportunidades, todas miseravelmente desperdiçadas, minuto a minuto, pelos seus atletas. A maior parte dos 293 pagantes não conseguia se conformar no enorme número de chances jogadas no lixo.

Como se não bastasse, o Real esperava um contra-ataque para se garantir em definitivo na segunda fase. Por volta dos 30 minutos Mateus Mina teve nos seus pés a chance do maior momento da curta história da equipe do litoral. Ele recebeu a bola no meio-campo, avançou sozinho por todo o setor de defesa e tocou por cobertura na saída do goleiro Vitor. A bola tinha endereço certo, mas um dos zagueiros, que emplacou um sprint sensacional, conseguiu salvar em cima da linha.

Quando ninguém em sã consciência acreditava mais, a insistência deu resultado. Decorridos 43 minutos, num bate-rebate dentro da área visitante, o camisa 4 Anderson conseguiu colocar o pé na bola de leve e deixou tudo igual... Era o gol da classificação. O Real Cubatense tentou o famoso bumba-meu-boi em busca do segundo e se abriu. Ninão, camisa 15, emplacou um belo contra-ataque mogiano e fez o segundo, numa alucinada e improvável virada aos 49 minutos.


No tempo final, o União fez uma enorme blitz ofensiva pensando na classificação


Investida do time do litoral paulista


Visão geral do encontro entre União Mogi e Real Cubatense


A enorme festa feita pelos atletas locais irritou o pessoal do Real Cubatense e depois do apito final teve muito empurra-empurra no Nogueirão


Placar final da partida que colocou o União Mogi na segunda fase da Segundona

O antológico placar final de União Mogi 2-1 Real Cubatense colocou o alvirrubro de Mogi das Cruzes na segunda fase da Segundona. Os adversários agora serão XV de Jaú, América e Grêmio Mauaense em busca de uma vaga nas quartas-de-final. Sem dúvida o centenário clube da Grande São Paulo é a zebraça da chave. Do outro lado, essa pode ter sido a última partida profissional do Real, já que sabemos que o pessoal não está muito animado pensando em 2018.

Essa não foi a única peleja do domingo, já que tivemos uma sessão noturna com semi-final do Brasileiro Feminino em Barueri. Teve mais jogo tenso na parada, amigos...

Até lá!

© 2018