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sexta-feira, 22 de abril de 2022

Itapevi FC campeão da Copa Ouro sub-17 2022

Texto e fotos: Fernando Martinez


O feriado do dia 21 de abril tinha como programação original ficar em casa, de boa, sem nada para fazer. De última hora pintou uma rodadinha dupla com entrega de taça e ficou difícil demais não acompanhar de perto. Falo das decisões das Copas Ouro sub-15 e sub-17 da Associação Paulista de Futebol. O primeiro jogo, válido pelo sub-17, foi um genial encontro entre Jabaquara e Itapevi FC, que está prestes a mudar de nome. O palco foi o Estádio Anacleto Campanella.

Tive a companhia do decano Milton Haddad na jornada. Por ser a APF, não tinha aquele monte de fiscal cobrando as regras, me instalei em uma das cabines do complexo Lauro Gomes, e levei o velho amigo de carona. O sol estava forte e o público compareceu em peso, então nada melhor do que ficar ali na boa.




As fotos oficiais da decisão da Copa Ouro sub-17 no Anacleto Campanella

O Itapevi Futebol Clube nasceu em abril de 2004 como Associação Atlética Cubatense. A equipe de Cubatão apareceu aqui algumas vezes durante a Segundona de 2005 (inclusive na histórica matéria da derrota contra o Jabaquara na Caneleira na nossa estreia na TV, via Esporte Espetacular). Ao fim daquele ano o time encerrou suas atividades no litoral.

Não demorou para desembarcarem na Grande São Paulo, primeiro adotando o nome de AA Montana Itapevi no sub-20 da Segunda Divisão de 2009 e depois Itapevi FC no sub-20 e na Segundona de 2012. Também foi o único ano em que jogou, pois parou e não voltou mais em competições da FPF. Acabou retornando em campeonatos de base de várias associações, como a APF. Mas eles vão retornar aos torneios da Federação Paulista no sub-20... só que em outra cidade.

Sai o Itapevi FC e entra o Sharjah Brasil FC da cidade de Alumínio. Sim, eles pegaram o boné e mudaram de endereço, agora indo parar na cidade que fica próxima de Sorocaba. Desde o fim da AA Alumínio nos anos 70, creio que ninguém usou o Estádio Senador José Ermínio de Moraes com regularidade. É a quarta encarnação da agremiação e se tudo der certo, espero ver um joguinho lá. O que eu sei é que a decisão do sub-17 foi uma das últimas partidas com o nome da cidade da Grande São Paulo. Imperdível.

Falando da decisão, o Jabuca chegou com um bom retrospecto e eu achava sinceramente que eles tinham um leve favoritismo. A impressão se foi logo no começo, pois o Itapevi dominou as ações e não sofreu praticamente em nenhum momento. O Leão da Caneleira não foi capaz de segurar o ímpeto da molecada azul e vermelha. No primeiro tempo, Mayren abriu o marcador a favor do clube azul e vermelho aos 17 minutos.






O belo colorido dos uniformes de Itapevi FC e Jabaquara no primeiro tempo da decisão


Comemoração do primeiro gol do Itapevi FC

Na etapa final fui fazer companhia ao Milton nas cabines e de lá vi João Victor definir a conquista itapeviense com o segundo gol aos 15 minutos. O Jabaquara até buscou ao menos anotar um golzinho de honra, porém não foi capaz de vencer a boa atuação dos defensores adversários. No fim, Jabaquara 0-2 Itapevi e título para a equipe que deixará a Grande São Paulo em breve.




No segundo tempo o Itapevi FC ampliou a vantagem e o Jabaquara pouco fez




Festa do Itapevi FC, futuro Sharjah Brasil FC, pelo título da Copa Ouro sub-17 da APF

Voltei ao campo para fazer as fotos da festa e da entrega de prêmios individuais aos atletas que disputaram o sub-17 da Copa Ouro da APF. Lá estava o presidente da entidade, o gente boa Prisco Palumbo. A entrega foi rápida, pois tinha outra final na sequência, agora pelo sub-15.

Até lá!

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Ficha Técnica: Jabaquara 0-2 Itapevi FC

Em breve
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quinta-feira, 21 de abril de 2022

Na raça, Bernô busca o empate com o Noroeste pela Série A3

Texto e fotos: Fernando Martinez


Se no Sábado de Aleluia o duelo do Campeonato Paulista da Série A3 que assisti no Estádio Primeiro de Maio foi horrível, a sessão de quarta-feira compensou com sobras. O São Bernardo fez a segunda apresentação seguida em casa, desta vez com o Noroeste, e ficou perto de garantir um lugar entre os quatro melhores da competição.

Caso Bernô e Capivariano vencessem seus compromissos, a sorte do Grupo 3 estaria decidida com uma rodada de antecedência. Não restava alternativa ao Norusca a não ser ir para cima dos donos da casa. Peguei o caminho do ABC sozinho e lá encontrei o Caio, sempre atento ao calendário esportivo na região.



Jogo decisivo no Primeiro de Maio e fotos oficiais de São Bernardo e Noroeste

Só que não foi um jogo bom desde o começo, longe disso. O São Bernardo iniciou os trabalhos totalmente fora do prumo e o alvirrubro bauruense foi melhor. Não assim "nossa, que domínio absurdo", mas foi superior. A equipe ficou zanzando a área do Bernô com boas investidas de Blade, um homônimo do famoso caçador de vampiros da Marvel, e John Egito. Aos poucos os locais equilibraram as ações. E foi quando tudo estava igual que o Norusca ficou em vantagem.

O glorioso João Egito, um dos destaques bauruenses, abriu o marcador aos 35 após cruzamento na área. Aos 42, Luiz Thiago ampliou a vantagem visitante. O 2x0 contra não era algo esperado por ninguém que estava torcendo pelo São Bernardo, então a esperança era de que na segunda etapa o técnico Renato Peixe arrumasse a casa. E ele arrumou.





No primeiro tempo, o Noroeste foi melhor e chegou aos 2x0. Na última foto, a comemoração do segundo gol

A partida mudou completamente nos 45 minutos finais. O Bernô tomou uma senhora injeção de ânimo no intervalo e voltou com outro espírito. O Noroeste tomou pressão desde o comecinho e sofreu com o ataque da casa. O primeiro tento do escrete de São Bernardo do Campo foi em tiro de longe de Alê aos 19. A pressão era grande, porém o relógio andava rápido.

Aos 40 tudo ficou igual... e a arbitragem anulou o tento por irregularidade. Só que era dia do Bernô, não tinha jeito. Quatro minutos depois Raphael, zagueiro, deixou tudo igual. O placar final de São Bernardo 2-2 Noroeste foi até certo ponto justo pelos dois tempos distintos da peleja.



No segundo tempo, o Bernô foi melhor e criou muitas chances boas de gol



O lance do gol de empate do Bernô marcado aos 46 do tempo final e a comemoração de Raphael

Com a vitória do Marília de virada em cima do Capivariano, o Bernô é líder isolado da chave faltando uma rodada para o fim da segunda fase. São oito pontos contra sete do Leão da Sorocabana e seis do time de Bauru. O São Bernardo se vencer o MAC fica em primeiro. Se perder, depende do resultado do outro jogo.

Voltei rapidinho pois era véspera de feriado e eu não queria vacilar e passar aperto no transporte público. No dia 21, sem nada da FPF e CBF programado, fui até São Caetano do Sul ver duas finais da gloriosa APF, a Associação Paulista de Futebol. Teve taça sendo distribuída no Anacleto Campanella.

Até lá!

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Ficha Técnica: São Bernardo 2x2 Noroeste

Em breve
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terça-feira, 19 de abril de 2022

Jogo ruim e placar em branco para Oeste e Paraná na Série D

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois de conseguir a proeza de ser rebaixado duas vezes no ano de 2021, o Oeste foi parar no Campeonato Brasileiro da Série D. No domingo de Páscoa, o rubro-negro fez a sua estreia no torneio recebendo o Paraná Clube, companhia fiel nas quedas da Série B e Série C. Como estive no duelo entre os dois na segundona (triunfo rubro-negro que decretou a queda do tricolor) e terceirona (um empate super sem graça), fui completar a trilogia na última divisão.

A presença do Oeste na D vem oito anos depois da despedida do Grêmio Barueri, o outro time "original" da cidade que parti torneios nacionais. Em 2014 o GRB enfrentou Tombense, Goianésia, Luziânia e Operário/MT. Venceu uma vez e perdeu outras sete. Foi o ano do famoso WO por causa de salários atrasados contra o Operário na esteira do falecido movimento Bom Senso FC.

Uma semana após perder o acesso para a A1 pelo segundo ano seguido na Arena Barueri, não sei o que esperar dos paulistas. Em 2021 eles fizeram uma A2 sensacional e na sequência uma Série C absolutamente bisonha, logo, não tem como saber qual será o espírito do Rubrão. Se não subirem, a boa sequência de presenças em certames nacionais vai virar pó.

Quem passava na frente da Arena Barueri nem imaginava que tinha jogo. Crianças jogavam futebol, outras andavam de bicicleta e algumas empinavam pipa, todas alheias ao importante confronto. Mais uma vez o público foi irrisório: apenas 214 pagantes e renda de R$ 1.070,00. Pior que 75% dos presentes eram torcedores dos tricolores, e boa parte chegou com a bola rolando.

O Paraná fez uma campanha horrorosa no estadual e vai jogar na Segundona em 2023. Apesar da diretoria ter contratado reforças, nenhum deles entrou em campo em Barueri pois não foram inscritos a tempo. Boa parte dos experts que acompanham a Série D achou que a missão local seria facilitada por conta disso. Ledo engano.



O terceiro Oeste x Paraná pela terceira competição nacional diferente. Bom que desta vez teve a foto posada do time paranaense. Lembrando que os paulistas se recusam a posar, provavelmente achando que são o Real Madrid


O árbitro mineiro Ronei Candido Alves junto com os assistentes paulistas Diego Morelli de Oliveira e Paulo Cesar Modesto e o quarto árbitro Matheus Delgado Candançan junto com os capitães dos clubes

Antes de falar do que (não) rolou nos 90 minutos, vale dizer que apenas a minha pessoa fez as fotos oficiais das equipes e do quarteto de arbitragem mesmo com a um fotógrafo do Paraná presente. Foi a primeira vez que captei o instantâneo do clube paranaense na história. Pensar que outro dia eles jogavam Série A e Libertadores.

A expectativa era boa, só que na prática foi muito ruim. O jogo foi bem fraco e deixou a desejar. O Oeste criou o primeiro bom lance aos 25 com Popó, mas o chute bateu do lado de fora da rede. Cinco minutos depois Bruno Lopes também assustou e Lucas Eingert fez boa defesa. Foram os dois únicos momentos razoáveis nos 45 minutos iniciais.






Detalhes do primeiro tempo de Oeste x Paraná, a estreia de ambos na Série D

Na etapa final o panorama pouco mudou e a peleja deu sono. O negócio foi feio e cada time teve apenas uma chance clara de gol. Bruno Lopes, do Oeste, aos 16 em tiro que a zaga salvou em cima da linha e Iacovelli aos 26 em tiro de longe que Alê, goleiro local, defendeu com estilo. E só.





Na etapa final a peleja continuou ruim e o 0x0 foi o resultado óbvio pelo que (não) apresentaram

Fim de partida com um óbvio Oeste 0-0 Paraná Clube. Após três jogos ruins no sábado, eu não tinha como passar ileso em um fim de semana desse quilate. O rubro-negro manteve a base da A2 e decepcionou. Os visitantes fizeram uma apresentação digna levando em conta o perrengue atual. O caminho dessa Série D será longo.

Encontrei o decano Milton Haddad na saída da Arena e pegamos o caminho de casa sem pressa. Minha próxima parada será pela Série A3 no meio de semana. Tem decisão no ABC Paulista e não tem como ficar de fora.

Até lá!

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Ficha Técnica: Oeste 0x0 Paraná Clube

Em breve
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No sufoco, Bernô derrota o Capivariano nos acréscimos

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois do horror das sessões matutinas, a pedida da tarde de sábado foi a segunda fase do Campeonato Paulista da Série A3. O glorioso São Bernardo recebeu o Capivariano precisando de uma vitória na abertura do returno. A peleja aconteceu no Estádio Primeiro de Maio, que agora tem o Tigre do ABC como seu dono por alguns anos.

Na fase inicial, o Bernô ficou na quinta posição, enquanto o time de Capivari terminou em sétimo. No primeiro turno da segunda fase, o alvinegro fez quatro pontos e o Leão da Sorocabana sete. Uma vitória visitante no ABC seria péssima para as pretensões do São Bernardo. No turno, deu Capivariano por 2x1.

Foi a minha estreia no estádio em 2022 e deu para perceber que nada mudou desde a decisão da Copa Paulista. A FPF liberou o local na Série A1 mesmo com o péssimo estado das cabines. Aliás, resta saber quando a diretoria do clube preto e amarelo vai colocar a mão na massa e dar um tapa no Primeiro de Maio. Do jeito que está, não dá.



São Bernardo e Capivariano posados com todo o elenco antes do apito inicial


Capitães das equipes junto com o árbitro Ricardo Bittencourt da Silva, os assistentes Risser Jarussi Corrêa e Denis Matheus Afonso Ferreira e o quarto árbitro Humberto Jose Junior

Antes do apito inicial, tive o prazer de encontrar amigos que não via desde antes da pandemia, entre eles o Thiago, um dos maiores conhecedores das coisas relacionadas à São Bernardo do Campo, e o gente boa Pedro, além de uma série de torcedores fiéis do Bernô. O Raul, o maior anfitrião de Brasília, também estava lá. Além deles, claro, o quarteto sobrevivente da manhã: Caio, Milton, Mário e Renato.

O grande problema foi que os 22 atletas estavam com a inspiração em baixa. Sim, levamos a zica da rodada dupla de Mogi das Cruzes ao ABC e vimos uma peleja absurdamente ruim. Confesso que não esperava tamanha ruindade. Certeza de que a rapaziada queria malhar o Judas no Sábado de Aleluia e aproveitou a deixa, maltratando a pelota sem dó.

Fica até difícil escrever algo sobre os 90 minutos, sem brincadeira. Apesar de ter bastante gente conhecida na arquibancada, eu fiquei o tempo todo acompanhando os atacantes dos donos da casa acreditando que algo poderia acontecer. Quem me fez companhia foi uma bela playlist dos anos 80 no Spotify. Amiga de todas as horas, ela me salvou do tédio absoluto.






Detalhes do fraco primeiro tempo no Primeiro de Maio

O Capivariano se defendia e pouco fazia na frente. O São Bernardo tentava atacar e não conseguia emplacar uma investida de sucesso. O 0x0 que parecia certeza nas duas partidas da manhã passou a ser certeza na sessão da tarde. Que tristeza. Sem nada acontecer digno de registro, estava prestes a ver outro jogo em branco. Foi aí que o milagre da Páscoa aconteceu. Em ataque pela esquerda aos 47 minutos, Argentino se livrou da marcação e cruzou. O goleiro defenderia sem problema, mas o zagueiro Jemmes esticou a perna e colocou a bola dentro das próprias redes. Um gol contra providencial que salvou o Bernô e, de lambuja, a minha rodada de sábado.


O raio de sol iluminando o escanteio a favor dos donos da casa. Pena que não iluminou os atletas


Lance inacreditável a favor do Bernô. A bola passeou em cima da linha e não entrou


Atleta alvinegro tentando passar pelo defensor do lado direito do ataque


A bola no fundo da rede do Capivariano... gol chorado do São Bernardo

O São Bernardo 1-0 Capivariano embolou a disputa do Grupo 3 da segunda fase da A3. Ambos têm sete pontos, enquanto o Noroeste tem cinco e o Marília dois. Na quarta-feira o alvinegro faz duelo decisivo, também no Primeiro de Maio, contra o Norusca. Provavelmente eu me farei presente.

Foram três jogos no sábado com apenas quatro gols. Se mandei um Matrix maroto e não vi nenhum 0x0, no domingo tudo foi para o espaço com a abertura da Série D do Brasileiro. Com tanta partida ruim, não tinha como passar ileso.

Até lá!

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Ficha Técnica: São Bernardo 1x0 Capivariano

Em breve
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segunda-feira, 18 de abril de 2022

Atlético Guaratinguetá faz barba e cabelo em Mogi das Cruzes

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois da rodada quádrupla da Sexta-Feira Santa, no Sábado de Aleluia diminuí o ritmo e vi "apenas" três. Caí da cama bem cedo com a ideia de colocar o time de número 744 na Lista. Fui ao Estádio Francisco Ribeiro Nogueira conferir o duelo entre o União Mogi e o novato Atlético Guaratinguetá em seu primeiro compromisso fora de casa. Abrindo os trabalhos, o confronto pelo Campeonato Paulista sub-15. Ah, esse foi o jogo de número 3.333 da minha vida. Vale sempre o registro.




Diferente do que tem rolado, apenas os onze titulares do União Mogi e do Atlético Guaratinguetá posaram para a imagem oficial. Fica muito melhor assim. Na sequência, capitães e quarteto de arbitragem

O mais novo clube do Vale do Paraíba foi fundado em 8 de novembro de 2021 e por enquanto está atuando com a filiação especial de base que a FPF criou há dois anos. A princípio a ideia da rapaziada é atuar apenas na base e somente no futuro pensar em se aventurar no profissional. Fundado por ex-atletas e pessoas ligadas ao esporte da cidade, o que se sabe é que Rivaldo, aquele mesmo, está envolvido. Tanto que ele também acompanhou a rodada dupla.

Na estreia, o Atlético empatou em dois gols com o Taubaté, enquanto o União Mogi foi derrotado pelo São José por 2x0. Tivemos que sair cedo, bem cedo e um bom quórum de amigos fez companhia nessa jornada: Mário, Milton, Pucci, Nilton e Caio. Todos para matar o clube de Guará. "Ah, vale sub-17 na Lista?". Sim, vale normal.

Fiquei no gramado depois de fazer as fotos oficiais. Mas a coisa foi feia, Deus do céu. A partida foi muito ruim, sem dúvida uma das piores do ano. Foi uma daquelas que demoram seis horas. O que salvou a pátria foi o gol do Atlético Guaratinguetá aos 34 minutos com Pedro, camisa 7.


O árbitro participando ativamente da ação, tentando driblar atletas dos dois times





O jogo não foi bom, longe disso. Na base do milagre ainda saiu um gol.

Na etapa final, fui até a sombra bater um papo com os amigos. O papo foi bom, porém dentro das quatro linhas nada aconteceu. A molecada local e visitante maltratou a pobre gorduchinha sem nenhuma piedade. Se não fosse o momento de lucidez de Pedro, teria visto outro 0x0. No fim, o União Mogi 0-1 Atlético Guaratinguetá saiu no lucro.

Findado o sub-15, chegou a vez do confronto entre ambos válido pelo Campeonato Paulista sub-17. Na primeira apresentação de cada um, o Atlético ficou em um empate sem gols com o Taubaté e o União Mogi fez 2x1 no São José. Minha esperança era que a molecada juvenil fosse a campo mais inspirada para que pudéssemos assistir um jogo melhor.




União Mogi, Atlético Guaratinguetá, quarteto de arbitragem e os capitães nas imagens oficiais no Nogueirão

Só que os atletas, provavelmente inspirados pelo fim de semana santo, resolveram não malhar o Judas, e sim a pelota. Os juvenis conseguiram a proeza de serem piores do que os infantis. O primeiro tempo principalmente foi uma coisa de deixar qualquer um espantado, negativamente falando. A torcida do Guará que foi ao Nogueirão (muita gente, por sinal) nem ligou e cantou sem interrupções.

Quando a etapa final começou o panorama se repetiu e passamos a torcer pelo gol de qualquer uma das equipes. A peleja se arrastou até que, aos 21 minutos, aconteceu o milagre. Kauã, camisa 10 atleticano, tirou o zero do placar. A manhã já tinha sido garantida, e quando tudo chegava ao fim, aconteceu o grande lance do sábado.

Robert, camisa 11 visitante, pegou a bola na intermediária e seguiu passando por todos os adversários. Ele percorreu o campo inteiro, driblou o goleiro e abriu o marcador em grande estilo. Sem exagero, o gol lembrou o gol do Maradona contra a Inglaterra na Copa do Mundo de 1986, tamanha a beleza. Nem ele acreditou no que tinha acabado de fazer.





Momento de um jogo que foi bem abaixo da média


A alucinada comemoração no gol de Robert, um dos mais bonitos que já vi em um estádio


Dentro de campo, os atletas malharam a bola como se fosse o Judas. Fora, a molecada levou o próprio para apanhar bastante no Sábado de Aleluia

O placar de União Mogi 0-2 Atlético Guaratinguetá foi justo. Saber que saíram dois gols em um jogo tão fraco foi a maior vitória possível e com isso saímos felizes do Nogueirão. Sem tempo a perder, pegamos a estrada com destino ao ABC Paulista ver dois times disputando vaga na semifinal da Série A3. Mal sabíamos que a terceira partida do dia também seria muito ruim.

Até lá!

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Ficha Técnica: União Mogi 0x1 Atlético Guaratinguetá

Ficha Técnica: União Mogi 0x2 Atlético Guaratinguetá

Em breve
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