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terça-feira, 22 de novembro de 2011

JP na despedida rubro-verde do Canindé em 2011 (mas na torcida visitante)!

Fala, pessoal!

Depois de duas semanas baseadas na vinda do Pearl Jam ao Brasil, quando vi os dois shows em São Paulo e também a apresentação do grupo em Curitiba num bate-volta histórico, volto às páginas virtuais do JP com uma verdadeira experiência científica feita na noite da sexta-feira passada, no último jogo noturno do Campeonato Brasileiro da Série B em 2011.

Como não acompanhei ao vivo o empate que deu o título do certame para a Portuguesa, já que estava prestes a visitar pela segunda vez a capital paranaense, a minha presença na peleja, válida pela penúltima rodada da competição, era mais do que obrigatória. Ainda mais levando em conta que o adversário era o Duque de Caxias, que fez campanha ridícula na Série B e já tinha sido rebaixado para a Série C há mais de um mês. Sabe-se lá quando veremos esse time por essas bandas novamente.

Só que dessa vez resolvi fazer algo diferente, e graças a uma ideia do amigo Renato Rocha, resolvi curtir o jogo final da campeã nacional da Série B em casa no espaço reservado para a torcida visitante. A ideia foi justamente ver o jogo num espaço vazio e sem muvuca, já que tínhamos a certeza que nenhum torcedor viria do Rio de Janeiro para acompanhar a equipe.

Ao chegar no Canindé, nem a bilheteira e nem o policial militar acreditaram que estava ali para ficar no meio da "torcida" do Duque de Caxias. Os olhares incrédulos dos dois vinham com perguntas do tipo "você tem certeza que vai ficar aqui mesmo?". Mas esses olhares de desaprovação não me intimidaram, e sem demora ou empurra-empurra, antes do apito inicial já estava tranquilo no enorme espaço vazio.

Encontrei o amigo Renato por lá, animado com a chance de torcer efusivamente para o Duque. Só que diferente do que esperávamos, dois japoneses e um senhor bastante encapotado em virtude do frio, também estavam no setor. Tudo bem, não éramos os únicos, mas ser 40% da torcida de uma equipe é uma coisa que não acontece sempre.


No primeiro tempo, essa foto representou 40% da torcida do Duque de Caxias no jogo contra a Portuguesa. Já para a segunda etapa, essa foi toda a torcida visitante. Foto: Arquibancada do Canindé.

Após muitas homenagens a atletas lusitanos do passado e com o Hino Nacional Brasileiro sendo executado pelo brilhante maestro João Carlos Martins, o jogo começou. Como todos podem imaginar, o embate entre o melhor ataque contra a pior defesa teve um panorama óbvio. A Portuguesa marcou fácil 2x0 com gols de Renato e Ananias, no ritmo de um verdadeiro amistoso.


Comemoração da Portuguesa no primeiro gol, marcado por Renato. Foto: Fernando Martinez.


Agora a comemoração do segundo gol rubro-verde. Foto: Fernando Martinez.

Enquanto o jogo rolava, muitos não entendiam como o espaço da torcida dos visitantes não estava completamente vazio. De jornalistas a policiais, passando por fiscais da FPF e também por populares, a dúvida era a mesma: "quem eram aqueles abnegados que estavam ali?". Ao final da primeira etapa, finalmente eu e o amigo nos tornamos 100% da torcida visitante, já que os dois japoneses foram ver o segundo tempo na torcida rubro-verde e o senhor encapotado nada mais era do que o motorista do carro que levou a taça da Série B ao Canindé.


No espaço destinado ao time visitante, uma proporção de 4 policiais para cada torcedor. Nunca estive tão bem protegido num estádio na minha vida. Foto: Fernando Martinez.

Apesar de sempre torcer para a Portuguesa, e estar torcendo para que o time pudesse ganhar mais três pontos nessa brilhante campanha no nacional em 2011, queria que o Duque de Caxias fizesse pelo menos um gol na segunda etapa. O time se mandou para o ataque e criou várias oportunidades para fazer o tento de honra, mas esbarrou numa ótima atuação do goleiro Wéverton. Quando o arqueiro deixava passar, a trave ajudava.


Visão geral do Canindé e a faixa da torcida da Portuguesa na sua posição normal. Foto: Fernando Martinez.

E mostrando o futebol que levou o time a ser chamado de "Barcelusa" pelos seus fiéis torcedores, o rubro-verde marcou mais duas vezes no tempo final, através de Guilherme e Edno, e fechou o placar em Portuguesa 4-0 Duque de Caxias. Foi o 20ºjogo de invencibilidade da equipe, que agora é o time com maior número de gols (80) numa Série B na era dos pontos corridos. Ah, e essa foi a oitava vitória por uma diferença igual ou maior de três gols no certame. Uma campanha extremamente espetacular!


Jogadores dentro da área da Portuguesa em escanteio para o Duque no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.


As arquibancadas "lotadas" comigo sendo acompanhado pela família do Sumiro na torcida "ferrenha" para o time do Rio de Janeiro e um vendedor ambulante que faliu devido à falta de público na torcida visitante. Foto: Renato Rocha.

Após o jogo a festa foi enorme com a entrega da taça de Campeã Brasileira da Série B de 2011 ao time do Canindé. Depois de ver campanhas bizarras e bisonhas do onze paulistano no segundo escalão nacional, é muito legal ter presenciado o que rolou esse ano. Esperamos agora que o time se estruture para permanecer na Série A por muito tempo.

Independente disso, fizemos a nossa "boa ação" do mês de novembro ao fazer número na torcida de uma equipe que, para muitos, não fará a menor falta para a Série B do Brasileirão. Se formos levar em conta o tamanho da torcida, essa é uma afirmação que dificilmente tem como ser contestada.

Até a próxima!

Fernando

terça-feira, 15 de novembro de 2011

JP nas semifinais do Paulista Sub 20 da 1ª Divisão

Olá,

No último sábado foram realizadas as duas partidas que definiram os finalistas do Campeonato Paulista de Futebol Sub 20 - Primeira Divisão e, por conta disso, estive em Mogi Mirim na parte da manhã e em Paulínia no período da tarde. Iniciei a jornada dupla com o dia amanhecendo, sendo que dessa vez, viajei na agradável companhia do repórter da Rede Vida, o Prof. Antônio Cláudio Ventura, o que tornou a viagem super agradável, por conta das várias histórias sobre futebol e arbitragem.

O meu destino inicial foi a cidade de Mogi Mirim, mas precisamente o Estádio Romildo Victor Gomes Ferreira, local da partida de volta entre o Mogi Mirim E.C. e o Santos F.C. Como no jogo de ida o placar havia sido 1 x 1, o time do interior precisava só do empate para chegar à final da competição. Acabou vencendo por 2 x 1, de virada, apresentando um ótimo futebol e deixando boa impressão junto a quem ainda não tinha visto o 'Sapinho" jogar, como foi o meu caso.

Nessa partida fiz as fotos oficiais dos times e dos árbitros, bem como de diversos lance da partidas, as quais seriam mostradas aos amigos que nos acompanham, mas, infelizmente, não será possível, pois houve um problema técnico com o cartão de memória da minha máquina e as fotos foram perdidas.

Depois do jogo, fui até Campinas e lá encontrei um outro amigo do JP, o Luciano Claudino do ótimo site "Jogo Limpo" e rumamos até a cidade de Paulínia, para acompanhar a partida Paulínia F.C. x São Paulo F.C., que foi realizada no Estádio Luiz Perissinoto sendo que, ao final dos 90 minutos, seria definido o adversário do Mogi Mirim na grande final da competição.

A cidade estava com o trânsito complicado por conta do SWU, mas, mesmo assim, chegamos com tempo para as fotos oficiais, as quais estão apresentadas abaixo:


Paulínia F.C. (Sub 20) - Paulínia/SP. Foto: Luciano Claudino.


São Paulo F.C. (Sub 20) - São Paulo/SP. Foto: Luciano Claudino.


Quarteto de arbitragem ao lado dos dois capitães. Foto: Luciano Claudino.

A partida começou bem movimentada, com as duas equipes indo ao campo ataque logo nos primeiros minutos, sendo que pelo Paulínia, aos 4 minutos, o camisa 7 Conrado, criou o primeiro perigo à meta tricolor. A resposta veio aos 6 minutos, quando Régis exigiu boa defesa do goleiro da casa.


Zagueiro tricolor impedindo ação do bom atacante Conrado. Foto: Luciano Claudino.


Início de ataque do São Paulo no primeiro tempo. Foto: Luciano Claudino.

Com o passar do tempo, o Paulínia foi assumindo o controle das ações, tendo chegado muito próximo do seu gol inaugural, aos 29 minutos, num arremate de fora da área que explodiu contra o travessão da meta defendida por Richard, com a bola quicando no chão e voltando para o campo de jogo. Eu e outros repórteres que estavam ao meu lado, tivemos a sensação que a bola bateu dentro do gol, mas como o assistente não correu para o meio, a partida seguiu normalmente.


Atacante tricolor marcado por dois defensores do Paulínia. Foto: Luciano Claudino.

Nos últimos 15 minutos, o domínio do time da casa continuou, mas, como as oportunidades não foram aproveitadas, o intervalo chegou com o empate de 0 x 0, que era suficiente para a classificação do Paulínia à final.

No segundo tempo o panorama da partida mudou muito, com o São Paulo assumindo outra postura e saíndo para o ataque com mais frequência e determinação, tendo criado boas chances aos 2, 4 e 16 minutos, através de jogadas com as participações de Alfredo e Dener, além de uma cobrança de falta de Gabriel Modesto, que obrigou o goleiro Neto a se redobrar para fazer a defesa.


Jogada aérea do ataque do São Paulo no segundo tempo. Foto: Orlando Lacanna.

De tanto insistir, o São Paulo chegou ao seu gol, aos 17 minutos, anotado pelo camisa 9 Alfredo, concluindo um jogada que nasceu pelo lado direito do ataque. Nesse momento, o Tricolor do Morumbi mandava na partida. Em desvantagem no marcador, só restava ao Paulínia ir ao ataque buscar o gol de empate. O time auri-anil assustou aos 33 e 37 minutos, em jogadas com foram concluídas por Pacheco e Élvis, mas como as conclusões não foram certeiras, as chances foram embora.


Ataque do Paulínia pela esquerda buscando e gol de empate. Foto: Orlando Lacanna.

No final da partida o Paulínia foi com tudo e o São Paulo se segurava como dava, sendo que quando recuperava a bola, saía em contra-ataque, gerando um clima de dramaticidade, por conta da vontade demonstrada pelos atletas dos dois times, que disputavam as jogadas com muita disposição.


Cobrança de falta pelo Paulínia no finalzinho da partida. Foto: Orlando Lacanna.

Final de jogo com o placar mostrando Paulínia 0 - 1 São Paulo, resultado que colocou o time do Morumbi na final da competição, cujo título será decidido em duas partidas contra o Mogi Mirim, marcadas para 19 e 26 de novembro.

Fim de jogo e a costumeira viagem de volta com destino a São Paulo, para um merecido descanso e a preparação de um almoço dominical com a família. Foi isso.

Abraços,

Orlando

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Estádios pelo Brasil, volume 45: Estádio Euclides de Almeida (Cotia/SP)

Olá,

Dando sequência à apresentação de alguns estádios espalhados pelo território paulista, chegou a vez dos internautas que nos acompanham, conhecerem um pouco do Estádio Euclides de Almeida, localizado na cidade de Cotia e que foi utilizado pelo Cotia F.C. nos jogos válidos pelo Campeonato da Segunda Divisão de 2.011.


Portão de entrada. Foto: Orlando Lacanna.


Parede interna com inscrição do nome do estádio. Foto: Orlando Lacanna.


Cabine/Tenda de imprensa. Foto: Orlando Lacanna.


Centro do gramado visto da cabine/tenda de imprensa. Foto: Orlando Lacanna.


Gol da direita com os vestiários ao fundo. Foto: Orlando Lacanna.


Agora o gol da esquerda. Foto: Orlando Lacanna.

A cidade de Cotia está distante apenas 32 km da Capital, sendo que o acesso mais usual é através da Rodovia Raposo Tavares. Está localizada na Região Metropolitana, mais precisamente na microrregião de Itapecirica da Serra. Sua população estimada é de 201.000 habitantes aproximadamente e também é chamada de "Cidade das Rosas", por conta do bairro Roselândia, que possui uma extensa área de cultivo de rosas e plantas ornamentais. A sua economia é variada, com destaque à indústria (material elétrico, brinquedo, têxtil, etc..) e agricultura (batata, tomate, etc..).


Lance de arquibancada de madeira visto logo após a entrada. Foto: Orlando Lacanna.


O mesmo lance de arquibancada agora visto de outro ângulo. Foto: Orlando Lacanna.


Lance de arquibancada de concreto que fica logo abaixo da cabine/tenda de imprensa. Foto: Orlando Lacanna.


Visão geral olhando da arquibancada localiza atrás do gol de fundos. Foto: Orlando Lacanna.

Nas pesquisas que fiz, não encontrei nenhuma informação sobre a origem do nome e nem a respeito do jogo de inauguração. Somente encontrei dados sobre a sua reinauguração, que ocorreu no dia 1º de maio de 2.011, com a partida Seleção de Master do São Paulo 2 - 1 Master e Amigos de Cotia. Foi o chamado "Jogo da Paz".


Outro lance de arquibancada de madeira localizada atrás do gol de fundos. Foto: Orlando Lacanna.


Visão geral da arquibancada de madeira e das torres de iluminação. Foto: Orlando Lacanna.

Ao percorrer as diversas dependências do estádio, lembrei das diversas vezes que lá estive, no final dos anos 80 e início dos anos 90, quando assisti vários jogos da A.A. Central Brasileira, que foi Campeã, em 1.988, da última divisão de acesso, equivalente ao 4º escalão na hierarquia do futebol paulista. Essa equipe deixou a cidade de Cotia e, em 1.995, mandou seus jogos na cidade do Espírito Santo do Pinhal. Foi a sua última participação no futebol profissional. Somente em 2.011, a cidade de Cotia voltou a ter representante em competição profissional.


Mais um visão geral, agora da arquibancada de concreto. Foto: Orlando Lacanna.


Bancos de suplentes. Foto: Orlando Lacanna.

No giro que fiz, pude observar que o estádio está razoavelmente conservado, muito embora a maior parte das arquibancadas seja de madeira e isso é preocupante, pois a FPF pretende não aprovar estádios com essa condição para as futuras competições. Vamos aguardar o que vai acontecer no ano de 2.012.

Depois de percorrer os quatro cantos do estádio, fui para o gramado aguardar as equipes (Cotia e Primavera) que fariam o jogo da Segundona, valendo ainda pela primeira fase. Ficam aqui registradas algumas (poucas) informações e várias imagens de mais um estádio pouco conhecido, mas que o JP faz questão de apresentar a quem nos acompanha.

Abraços,

Orlando

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Independente vence partida tumultuada e é o Campeão da Segundona 2011

Olá,

Durante esse ano, o JOGOS PERDIDOS esteve presente em 88 partidas ao longo das diversas fases do Campeonato Paulista da Segunda Divisão e, na partida final, obviamente, não poderia deixar de registrar mais uma final dessa competição, que é uma das preferidas daqui da casa. Diante disso, deixei São Paulo no domingo bem cedo, seguindo à importante cidade de Limeira, indo ao Estádio Comendador Agostinho Prada, também chamado de Pradão, para conferir ao vivo e em cores, a partida de volta entre o Independente F.C. contra o Capivariano F.C.

Vale lembrar que a final desse ano foi a sexta seguida com a presença do JP, sendo que em 2.006 estivemos em Mogi das Cruzes, acompanhando União Mogi x Grêmio Catanduvense e, em 2.007, marcamos presença em Presidente Prudente na final entre Oeste Paulista x Itapirense. No ano seguinte (2.008), fomos a Embu para cobrirmos Pão de Açúcar x Batatais. Em 2.009 estivemos em Campinas na final que envolveu o Red Bull Brasil contra o Atlético Araçatuba, finalizando a sequência em 2.010, em Piracicaba (campo neutro) para registrar a partida de volta entre o Velo Clube Rioclarense contra o Taboão da Serra.

Para não correr nenhum risco de chegar em cima da hora, deixei São Paulo ainda no escuro, chegando ao meu destino com bastante antecedência em relação ao horário do início do jogo e, com isso, pude fazer o meu credenciamento com tranquilidade e conversar com diversos amigos do JP, entre eles, vários jornalistas, atletas, árbitros, fiscais da FPF, dirigentes, torcedores, etc. Foi uma festa e deixo aqui meu abraço a todos.

Enquanto aguardava o horário do jogo, pude observar a chegada de um grande número de torcedores de Capivari, os quais vieram em 14 ônibus e diversos veículos particulares, ocupando boa parte das arquibancadas liberadas ao público, pois ainda o estádio tem parte das suas acomodações interditadas para receber torcedores. A torcida visitante era praticamente do mesmo tamanho da dos anfitriões, ou seja, o estádio estava dividido e o cenário era perfeito para uma grande festa, mas, infelizmente, não foi o que realmente aconteceu.

Durante o período de aquecimento das equipes, começou um tumulto envolvendo os atletas dos dois times, gerando muita correria, empurra daqui, empurra dali, xingamentos, criando um clima que não combinava com uma festa. As versões sobre as razões do início da confusão eram várias, sendo que depois de alguns minutos de tensão, parecia que a calma havia voltado. Parecia...

Após esse acontecimento desagradável, as equipes voltaram para os vestiários, para logo em seguida, entrarem em campo para disputar, na bola, quem levaria o título. Fiz as fotos oficiais, as quais estão apresentadas abaixo:


Independente F.C. - Limeira/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Capivariano F.C. - Capivari/SP. Foto: Orlando Lacanna.


O árbitro Marcelo Rogério, os assistentes Alex Alexandrino e Fabio Rogerio Baesteiro e o quarto árbitro Alysson Fernandes Matias junto aos capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.


Os dois troféus que seriam entregues ao final da partida. Foto: Orlando Lacanna.

Como na partida de ida, o Capivariano havia vencido por 2 x 0, o time da casa precisava de uma vitória por diferença mínima de dois gols e, por conta disso, era esperado que o Independente tomasse a iniciativa de ir ao ataque, tão logo a partida fosse iniciada, mas não foi bem isso que aconteceu, uma vez que o Capivariano foi mais ofensivo nos primeiros movimentos, sendo que logo aos 2 minutos, o artilheiro Romão perdeu ótima chance, ao girar no interior da área e bater firme para o gol, com a bola raspando o poste direito da meta guarnecida por Diego.

O time da casa procurava jogar com cautela, pois se tomasse um gol, teria que marcar 3 e aí as dificuldades seriam maiores. Mesmo assim, o time alvinegro, em alguns momentos, procurava incomodar o setor defensivo do Capivariano.


Jogada de ataque do Independente pelo lado esquerdo no início da partida. Foto: Orlando Lacanna.

Ao longo dos primeiros 25 minutos, o time de Capivari teve mais presença, ficando a impressão que poderia inaugurar o placar a qualquer momento, como aconteceu na marca dos 19 minutos, quando o camisa 11 Alamir, quase marcou de cabeça, ao aproveitar cruzamento vindo da esquerda em cobrança de escanteio por Pedro Henrique. O goleiro Diego praticou excelente defesa, iniciando uma série que iria praticar ao longo da partida.


Grande defesa de Diego desviando cabeçada de Alamir, após cobrança de escanteio. Foto: Orlando Lacanna.

Aquela velha máxima do futebol "quem não faz, toma", se fez presente mais uma vez, pois aos 27 minutos, o camisa 10 João Antônio, cobrou com muita categoria uma falta da intermediária, pelo lado esquerdo, colocando a bola no ângulo direito da meta defendida por Douglas, que voou em direção à bola, mas não teve jeito e o placar foi aberto em favor dos donos da casa, com a sua vibrante torcida fazendo a festa.


A bola não aparece com clareza, mas aí está o registro do gol de abertura do Independente. Foto: Orlando Lacanna.

O gol de abertura não só animou o time de Limeira, como também provocou um baque no Capivariano e, com isso, a partida ficou mais equilibrada, com a torcida do "Galo da Vila Esteves" incentivando seu time na busca de mais um gol, que lhe daria a diferença necessária para ficar com o título. Nesse contexto, nos acréscimos, o Independente chegou ao seu segundo gol, anotado pelo camisa 11 Bismaque, que tocou meio desequilibrado, mas, mesmo assim, mandou a bola para o fundo da rede, levando sua torcida à loucura. Mais alguns minutos e o árbitro encerrou a primeira etapa com a vantagem de 2 x 0 a favor dos donos da casa. Ficava a expectativa para o segundo tempo, se o Capivariano reagiria ou se o Independente conseguiria manter a vantagem ou até mesmo ampliá-la.

No segundo tempo, o Capivariano voltou com uma alteração, entrando o camisa 18 Willian, no lugar de Alamir, que passou explorar o lado esquerdo do ataque visitante, criando jogadas que levaram perigo à defesa do Independente, mas aí apareceu a boa atuação do goleiro Diego, que numa manhã inspirada, evitou que o Capivariano chegasse ao seu gol, como aconteceu aos 8 minutos, desviando para escanteio uma finalização perigosíssima de Ivan.


Arremate de Willian do bico da grande área no início da segunda etapa. Foto: Orlando Lacanna.

O Capivariano foi pra cima, até porque não tinha outra alternativa e, com isso, permitia ao Independente sair em contra-ataque, criando perigo ao goleiro Douglas, como ocorreu aos 12 minutos, quando o camisa 11 Bismaque desperdiçou ótima chance de aumentar a diferença.


Zaga do Capivariano afastando cruzamento do ataque alvinegro na segunda etapa. Foto: Orlando Lacanna.

O tempo ía passando e nada do Capivariano chegar ao seu gol, sendo que isso era decorrência das ótimas defesas de Diego e também pela precipitação dos atletas visitantes, que já davam mostras de nervosismo, errando passes e se afobando na hora do arremate final.


Díficil defesa do goleiro Diego desviando arremate de João Paulo. Foto: Orlando Lacanna.

A melhor chance do Capivariano chegar ao seu primeiro gol, aconteceu na marca dos 26 minutos, quando Willian disparou um foguete à queima-roupa, quase da marca do pênalti, após um bate-rebate, mas, para variar, o goleiro Diego operou outro milagre, defendendo no reflexo uma bola que tinha o endereço certo.


Mais uma boa defesa do dono do jogo, o goleiro Diego. Foto: Orlando Lacanna.

Os últimos 15 minutos foram tensos, com o Capivariano tentando de tudo visando marcar pelo menos um golzinho, que lhe daria o título, enquanto o Independente se segurava na defesa, do jeito que era possível, ora tocando a bola, ora aliviando de qualquer maneira.

Partida encerrada com o resultado de Independente 2 - 0 Capivariano, que deu o título ao time de Limeira, coroando uma campanha de 17 vitórias, 8 empates e 5 derrotas, conseguindo 59 pontos em 30 partidas, o que lhe rendeu um aproveitamento de 65,6%. O time da casa marcou 52 gols e sofreu 25, deixando um saldo positivo de 27 gols. Sem dúvida, uma bela campanha. Vale registrar que o artilheiro da competição foi o camisa 9 Romão, do Capivariano, com 27 gols, mas que no jogo decisivo passou em branco.

Após o apito final do árbitro, ao invés da festa pela conquista do acesso pelas duas equipes, o que se viu foi uma briga generalizada entre os atletas titulares, reservas e outras pessoas que conseguiram entrar no gramado, provocando cenas que nada engrandecem o futebol, muito pelo contrário. Vi mulheres gritando e chorando, querendo deixar o estádio de qualquer jeito. Vi também atletas sangrando por conta de ferimentos provocados por socos e ponta-pés. Lamentável. Em mais de 40 anos de vivência em estádios no interior, jamais havia visto algo parecido.


Não gostaria de exibir essa imagem, mas aí está registrada a violência ao final do jogo. Foto: Orlando Lacanna.

Depois das cenas de violência, teve início a cerimônia de entrega das medalhas e dos troféus, mas era óbvio, que não havia clima para festa, sendo que a entrega das medalhas e do troféu ao Capivariano, foi muito fria, com os atletas passando pelo pódio, recebendo as medalhas e indo embora, com alguns poucos vendo a entrega da taça prateada ao capitão. Foi uma pena.


O desanimado capitão do Capivariano com o troféu de Vice-Campeão. Foto: Orlando Lacanna.

Ainda durante a cerimônia da premiação ao Capivariano, observei vários atletas visitantes voltando do vestiário, procurando dirigentes e autoridades, visando reclamar de alguma coisa, que naquele momento, não consegui perceber. Somente à noite, vendo a súmula, li que o Presidente do Capivariano informou ao árbitro da partida, que haviam desaparecido pertences dos jogadores e materiais do clube que estavam no vestiário e que teriam desaparecido durante a premiação. Não havia sinais de arrobamento da porta do vestiário, cuja chave estava com o roupeiro do time de Capivari. Mais um pepino a ser esclarecido.

No meio dessa confusão toda, os atletas do Independente subiram ao pódio e lá receberam as medalhas, com o troféu dourado sendo entregue ao capitão Peterson.


Capitão Peterson levantando o troféu de Campeão. Foto: Orlando Lacanna.


Atletas campeões exibindo o troféu conquistado. Foto: Orlando Lacanna.


Início da tradicional volta olímpica. Foto: Orlando Lacanna.

Deixo em meu nome e dos demais integrantes do JP, os cumprimentos pela brilhante conquista aos atletas, dirigentes, comissão técnica e torcedores do "Galo da Vila Esteves". Toda essa confusão, não tira o brilho e o mérito do título conquistado. Parabéns também ao Capivariano pelo Vice-Campeonato e ao Guaçuano e ao Barretos (vai ser julgado pelo Tribunal da FPF, por conta da utilização de um atleta que estaria irregular) por terem conseguido o acesso à Série A3 de 2.012.

Fim de jogo, confusão, cerimônia e início da velha rotina de mais uma viagem de volta para São Paulo, para almoçar o ver pela telinha, mais um vexame do líder do Brasileirão. Foi isso.

Abraços,

Orlando

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Tudo igual entre PAEC e Galo pelo jogo de ida nas quartas da Copa Paulista

Fala, pessoal!

Nesse feriado de 2 de novembro, mais uma vez nos deslocamos pela cidade de São Paulo para outro jogo válido pela Copa Paulista. No Estádio Nicolau Alayon, Pão de Açúcar e Paulista de Jundiaí se enfrentaram pela peleja de ida das quartas-de-final da competição. Joguinho em pleno feriado não tem como perder.

Mas justamente por ser feriado, o metrô e a CPTM estavam com suas composições em ritmo de lerdeza. Entrei nas dependências do estádio já com as equipes perfiladas para o Hino Nacional Brasileiro. Mas com a ajuda do pessoal da FPF e do quarto árbitro, consegui na raça as fotos oficiais (e exclusivas) dos times:


Pão de Açúcar EC - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


Paulista FC - Jundiaí/SP. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times, o árbitro Alysson Fernandes Matias, os assistentes Vicente Romano Neto e Fausto Augusto Moretti e o quarto árbitro Leonardo Vinícius Pereira. Foto: Fernando Martinez.

O público era bom para os padrões do PAEC, e contou com enorme presença da torcida jundiaiense. Dos amigos do JP, Mílton, Renato, Sérgio, Nílton e Rodrigo Colucci. No ataque do time local, vimos uma primeira etapa bastante truncada, mas com um leve domínio do time paulistano.


Zaga do Paulista afastando o perigo. Foto: Fernando Martinez.


Escanteio para os donos da casa, sob o céu nublado da capital paulista. Foto: Fernando Martinez.

O tempo passou e o maior destaque mesmo foram boas defesas dos arqueiros das duas agremiações. O jogo se encaminhava para o intervalo e então aconteceu o lance mais estranho dos últimos tempos. Nos acréscimos o PAEC teve um escanteio a seu favor na direita. A bola foi alçada na área, mas quando a mesma ainda se encontrava no ar, o árbitro encerrou o jogo.


Bola zanzando na área do Galo. Foto: Fernando Martinez.

Fácil fazer referência ao famoso lance do Zico no Brasil x Suécia da Copa de 1978. Mas eu acreditava que esse lance tinha ficado "vivo" apenas nas coletâneas de imagens das Copas ou em compêndios esportivos. Ninguém ali entendeu a marcação, já que um lance de perigo poderia ser criado naquela fração de segundo. Estranho.


Ataque local pela direita. Foto: Fernando Martinez.


Marcação firma da zaga do Paulista. Foto: Fernando Martinez.

No segundo tempo a partida melhorou bastante, e as duas equipes foram para o ataque buscar o gol. O Paulista jogou melhor durante a primeira metade da segunda etapa, e obrigou o goleiro Dheimison a fazer grandes defesas. Mas aos 22 não teve jeito, e após um bom ataque pela esquerda, a bola foi tocada para Mike que, livre e sem marcação dentro da área, descolou o goleiro e deixou o Galo na frente do placar.


Chute de longe para o PAEC que levou perigo ao gol visitante. Foto: Fernando Martinez.


Saída de bola do onze local. Foto: Fernando Martinez.

Só que nem deu tempo para a torcida visitante comemorar direito, já que aos 25 o jogador Rafael Martins avançou com a pelota e chutou forte de fora da área. Ela quicou e forma marota na frente do goleiro Giulliano e foi parar no fundo das redes. Tudo igual no placar da Comendador Souza.


Lance no meio-campo, e ao fundo a boa presença da torcida de Jundiaí. Foto: Fernando Martinez.

E enquanto armávamos um esquema surreal para jogos na próxima semana, o jogo seguiu com os dois times criando várias oportunidades de fazer o segundo, mas o marcador não foi mais alterado. Final de jogo: Pão de Açúcar 1-1 Paulista de Jundiaí. No jogo do próximo sábado, uma vitória simples para qualquer lado classifica o vencedor, enquanto o empate é do onze jundiaiense.

Após o jogo fomos todos para o centro de São Paulo jogar mais conversa fora, e ainda fizemos uma boquinha numa grande e tradicional lanchonete da região. A pena mesmo é ver o glorioso centro da capital bandeirante cada vez mais abandonado e cada vez mais sujo. Um lugar desses merecia ter prioridade em qualquer gestão municipal.

Até a próxima!

Fernando