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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Independente vence partida tumultuada e é o Campeão da Segundona 2011

Olá,

Durante esse ano, o JOGOS PERDIDOS esteve presente em 88 partidas ao longo das diversas fases do Campeonato Paulista da Segunda Divisão e, na partida final, obviamente, não poderia deixar de registrar mais uma final dessa competição, que é uma das preferidas daqui da casa. Diante disso, deixei São Paulo no domingo bem cedo, seguindo à importante cidade de Limeira, indo ao Estádio Comendador Agostinho Prada, também chamado de Pradão, para conferir ao vivo e em cores, a partida de volta entre o Independente F.C. contra o Capivariano F.C.

Vale lembrar que a final desse ano foi a sexta seguida com a presença do JP, sendo que em 2.006 estivemos em Mogi das Cruzes, acompanhando União Mogi x Grêmio Catanduvense e, em 2.007, marcamos presença em Presidente Prudente na final entre Oeste Paulista x Itapirense. No ano seguinte (2.008), fomos a Embu para cobrirmos Pão de Açúcar x Batatais. Em 2.009 estivemos em Campinas na final que envolveu o Red Bull Brasil contra o Atlético Araçatuba, finalizando a sequência em 2.010, em Piracicaba (campo neutro) para registrar a partida de volta entre o Velo Clube Rioclarense contra o Taboão da Serra.

Para não correr nenhum risco de chegar em cima da hora, deixei São Paulo ainda no escuro, chegando ao meu destino com bastante antecedência em relação ao horário do início do jogo e, com isso, pude fazer o meu credenciamento com tranquilidade e conversar com diversos amigos do JP, entre eles, vários jornalistas, atletas, árbitros, fiscais da FPF, dirigentes, torcedores, etc. Foi uma festa e deixo aqui meu abraço a todos.

Enquanto aguardava o horário do jogo, pude observar a chegada de um grande número de torcedores de Capivari, os quais vieram em 14 ônibus e diversos veículos particulares, ocupando boa parte das arquibancadas liberadas ao público, pois ainda o estádio tem parte das suas acomodações interditadas para receber torcedores. A torcida visitante era praticamente do mesmo tamanho da dos anfitriões, ou seja, o estádio estava dividido e o cenário era perfeito para uma grande festa, mas, infelizmente, não foi o que realmente aconteceu.

Durante o período de aquecimento das equipes, começou um tumulto envolvendo os atletas dos dois times, gerando muita correria, empurra daqui, empurra dali, xingamentos, criando um clima que não combinava com uma festa. As versões sobre as razões do início da confusão eram várias, sendo que depois de alguns minutos de tensão, parecia que a calma havia voltado. Parecia...

Após esse acontecimento desagradável, as equipes voltaram para os vestiários, para logo em seguida, entrarem em campo para disputar, na bola, quem levaria o título. Fiz as fotos oficiais, as quais estão apresentadas abaixo:


Independente F.C. - Limeira/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Capivariano F.C. - Capivari/SP. Foto: Orlando Lacanna.


O árbitro Marcelo Rogério, os assistentes Alex Alexandrino e Fabio Rogerio Baesteiro e o quarto árbitro Alysson Fernandes Matias junto aos capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.


Os dois troféus que seriam entregues ao final da partida. Foto: Orlando Lacanna.

Como na partida de ida, o Capivariano havia vencido por 2 x 0, o time da casa precisava de uma vitória por diferença mínima de dois gols e, por conta disso, era esperado que o Independente tomasse a iniciativa de ir ao ataque, tão logo a partida fosse iniciada, mas não foi bem isso que aconteceu, uma vez que o Capivariano foi mais ofensivo nos primeiros movimentos, sendo que logo aos 2 minutos, o artilheiro Romão perdeu ótima chance, ao girar no interior da área e bater firme para o gol, com a bola raspando o poste direito da meta guarnecida por Diego.

O time da casa procurava jogar com cautela, pois se tomasse um gol, teria que marcar 3 e aí as dificuldades seriam maiores. Mesmo assim, o time alvinegro, em alguns momentos, procurava incomodar o setor defensivo do Capivariano.


Jogada de ataque do Independente pelo lado esquerdo no início da partida. Foto: Orlando Lacanna.

Ao longo dos primeiros 25 minutos, o time de Capivari teve mais presença, ficando a impressão que poderia inaugurar o placar a qualquer momento, como aconteceu na marca dos 19 minutos, quando o camisa 11 Alamir, quase marcou de cabeça, ao aproveitar cruzamento vindo da esquerda em cobrança de escanteio por Pedro Henrique. O goleiro Diego praticou excelente defesa, iniciando uma série que iria praticar ao longo da partida.


Grande defesa de Diego desviando cabeçada de Alamir, após cobrança de escanteio. Foto: Orlando Lacanna.

Aquela velha máxima do futebol "quem não faz, toma", se fez presente mais uma vez, pois aos 27 minutos, o camisa 10 João Antônio, cobrou com muita categoria uma falta da intermediária, pelo lado esquerdo, colocando a bola no ângulo direito da meta defendida por Douglas, que voou em direção à bola, mas não teve jeito e o placar foi aberto em favor dos donos da casa, com a sua vibrante torcida fazendo a festa.


A bola não aparece com clareza, mas aí está o registro do gol de abertura do Independente. Foto: Orlando Lacanna.

O gol de abertura não só animou o time de Limeira, como também provocou um baque no Capivariano e, com isso, a partida ficou mais equilibrada, com a torcida do "Galo da Vila Esteves" incentivando seu time na busca de mais um gol, que lhe daria a diferença necessária para ficar com o título. Nesse contexto, nos acréscimos, o Independente chegou ao seu segundo gol, anotado pelo camisa 11 Bismaque, que tocou meio desequilibrado, mas, mesmo assim, mandou a bola para o fundo da rede, levando sua torcida à loucura. Mais alguns minutos e o árbitro encerrou a primeira etapa com a vantagem de 2 x 0 a favor dos donos da casa. Ficava a expectativa para o segundo tempo, se o Capivariano reagiria ou se o Independente conseguiria manter a vantagem ou até mesmo ampliá-la.

No segundo tempo, o Capivariano voltou com uma alteração, entrando o camisa 18 Willian, no lugar de Alamir, que passou explorar o lado esquerdo do ataque visitante, criando jogadas que levaram perigo à defesa do Independente, mas aí apareceu a boa atuação do goleiro Diego, que numa manhã inspirada, evitou que o Capivariano chegasse ao seu gol, como aconteceu aos 8 minutos, desviando para escanteio uma finalização perigosíssima de Ivan.


Arremate de Willian do bico da grande área no início da segunda etapa. Foto: Orlando Lacanna.

O Capivariano foi pra cima, até porque não tinha outra alternativa e, com isso, permitia ao Independente sair em contra-ataque, criando perigo ao goleiro Douglas, como ocorreu aos 12 minutos, quando o camisa 11 Bismaque desperdiçou ótima chance de aumentar a diferença.


Zaga do Capivariano afastando cruzamento do ataque alvinegro na segunda etapa. Foto: Orlando Lacanna.

O tempo ía passando e nada do Capivariano chegar ao seu gol, sendo que isso era decorrência das ótimas defesas de Diego e também pela precipitação dos atletas visitantes, que já davam mostras de nervosismo, errando passes e se afobando na hora do arremate final.


Díficil defesa do goleiro Diego desviando arremate de João Paulo. Foto: Orlando Lacanna.

A melhor chance do Capivariano chegar ao seu primeiro gol, aconteceu na marca dos 26 minutos, quando Willian disparou um foguete à queima-roupa, quase da marca do pênalti, após um bate-rebate, mas, para variar, o goleiro Diego operou outro milagre, defendendo no reflexo uma bola que tinha o endereço certo.


Mais uma boa defesa do dono do jogo, o goleiro Diego. Foto: Orlando Lacanna.

Os últimos 15 minutos foram tensos, com o Capivariano tentando de tudo visando marcar pelo menos um golzinho, que lhe daria o título, enquanto o Independente se segurava na defesa, do jeito que era possível, ora tocando a bola, ora aliviando de qualquer maneira.

Partida encerrada com o resultado de Independente 2 - 0 Capivariano, que deu o título ao time de Limeira, coroando uma campanha de 17 vitórias, 8 empates e 5 derrotas, conseguindo 59 pontos em 30 partidas, o que lhe rendeu um aproveitamento de 65,6%. O time da casa marcou 52 gols e sofreu 25, deixando um saldo positivo de 27 gols. Sem dúvida, uma bela campanha. Vale registrar que o artilheiro da competição foi o camisa 9 Romão, do Capivariano, com 27 gols, mas que no jogo decisivo passou em branco.

Após o apito final do árbitro, ao invés da festa pela conquista do acesso pelas duas equipes, o que se viu foi uma briga generalizada entre os atletas titulares, reservas e outras pessoas que conseguiram entrar no gramado, provocando cenas que nada engrandecem o futebol, muito pelo contrário. Vi mulheres gritando e chorando, querendo deixar o estádio de qualquer jeito. Vi também atletas sangrando por conta de ferimentos provocados por socos e ponta-pés. Lamentável. Em mais de 40 anos de vivência em estádios no interior, jamais havia visto algo parecido.


Não gostaria de exibir essa imagem, mas aí está registrada a violência ao final do jogo. Foto: Orlando Lacanna.

Depois das cenas de violência, teve início a cerimônia de entrega das medalhas e dos troféus, mas era óbvio, que não havia clima para festa, sendo que a entrega das medalhas e do troféu ao Capivariano, foi muito fria, com os atletas passando pelo pódio, recebendo as medalhas e indo embora, com alguns poucos vendo a entrega da taça prateada ao capitão. Foi uma pena.


O desanimado capitão do Capivariano com o troféu de Vice-Campeão. Foto: Orlando Lacanna.

Ainda durante a cerimônia da premiação ao Capivariano, observei vários atletas visitantes voltando do vestiário, procurando dirigentes e autoridades, visando reclamar de alguma coisa, que naquele momento, não consegui perceber. Somente à noite, vendo a súmula, li que o Presidente do Capivariano informou ao árbitro da partida, que haviam desaparecido pertences dos jogadores e materiais do clube que estavam no vestiário e que teriam desaparecido durante a premiação. Não havia sinais de arrobamento da porta do vestiário, cuja chave estava com o roupeiro do time de Capivari. Mais um pepino a ser esclarecido.

No meio dessa confusão toda, os atletas do Independente subiram ao pódio e lá receberam as medalhas, com o troféu dourado sendo entregue ao capitão Peterson.


Capitão Peterson levantando o troféu de Campeão. Foto: Orlando Lacanna.


Atletas campeões exibindo o troféu conquistado. Foto: Orlando Lacanna.


Início da tradicional volta olímpica. Foto: Orlando Lacanna.

Deixo em meu nome e dos demais integrantes do JP, os cumprimentos pela brilhante conquista aos atletas, dirigentes, comissão técnica e torcedores do "Galo da Vila Esteves". Toda essa confusão, não tira o brilho e o mérito do título conquistado. Parabéns também ao Capivariano pelo Vice-Campeonato e ao Guaçuano e ao Barretos (vai ser julgado pelo Tribunal da FPF, por conta da utilização de um atleta que estaria irregular) por terem conseguido o acesso à Série A3 de 2.012.

Fim de jogo, confusão, cerimônia e início da velha rotina de mais uma viagem de volta para São Paulo, para almoçar o ver pela telinha, mais um vexame do líder do Brasileirão. Foi isso.

Abraços,

Orlando

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