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quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

Goleada corintiana contra o bravo Zumbi de Alagoas

Texto e fotos: Fernando Martinez


Meu segundo jogo em Araraquara na rodada que abriu a minha temporada futebolística em 2023 foi um daqueles duelos que somente a Copa São Paulo de Futebol Júnior pode proporcionar. Somente no saudoso Elifoot a gente tinha como ver o Corinthians, maior campeão do torneio, duelar contra o genial Zumbi Esporte Clube de Alagoas.

Fundado em 1954, a Pantera Verde disputou apenas quatro edições da elite alagoana, entre 1996 e 1999, e veio à São Paulo por ter ficado na terceira colocação do estadual sub-20 em 2022 e conquistado a última vaga do estado. O time é de União dos Palmares, local em que foi instalada a sede do Quilombo dos Palmares, primeira tentativa de vida livre promovida pelos negros africanos nas Américas. O Quilombo surgiu em 1597 e desapareceu em 1695, quando Zumbi, seu principal líder, foi assassinado. É, amigo... Jogos Perdidos também é história.



O maior campeão da Copinha contra um estreante simplesmente genial. Não tinha como perder um Corinthians x Zumbi de jeito nenhum


Wilson Adalberto Silva, Claudenir Donizeti Gonçalves da Silva, Juliana Vicentin Esteves, Carlos Fernando Moreira e os capitães das duas agremiações

Era óbvio acreditar que o alvinegro do Parque São Jorge era favorito com todos os desfalques. Atual vice-campeão brasileiro e paulista, o clube perdeu vários dos destaques de 2022 e sinceramente acho a conquista do 11° caneco bem distante, mas como o futebol é uma caixinha de surpresas (!) é bom aguardar. Registro que esse foi o 24° jogo que acompanhei do Mosqueteiro na história da Copinha, o time que mais vi ao vivo no campeonato. Nos 23 anteriores, 18 vitórias, quatro empates e apenas uma derrota, o 3 a 1 sofrido contra o Inter na semi de 2020.

A Arena da Fonte estava com um bom público apesar do péssimo horário. O espaço destinado à torcida corintiana estava cheio, e a rapaziada certamente ficou preocupada com o que viu no primeiro tempo. O Corinthians até começou bem e abriu o marcador logo aos três minutos em pênalti cobrado por Matheus Araújo. Depois disso, pouco fez, preocupando a rapaziada presente. Com a inspiração em falta, o Zumbi resolveu se arriscar e assustou no último lance.


Matheus Araújo abriu o marcador de pênalti aos três minutos





O Corinthians ficou mais com a bola nos pés, mas não foi efetivo durante a maior parte da etapa inicial

Subi até as cabines no intervalo e lá pintou um daqueles momentos que mostram como o que faço vale a pena. Fui passear pela parte alta da Fonte e encontrei o pessoal do Zumbi de olho na partida. Leonardo, um dos diretores da equipe alagoana, me conhecia por conta do perfil do JP no Instagram. Bati um papo muito legal com ele, por intermédio do homem-abelha Renato Rocha. É o tipo de coisa que me faz não desistir.

Já na minha cabine, e contando com a presença do Renato, acompanhei uma etapa final melhor. Não demorou para que o alvinegro fizesse o segundo com Pedro, aos quatro, e Jean, zagueiro do Zumbi marcando contra, aos dez. Com o 3 a 0 a favor, os paulistas sossegaram o facho e deixaram de atazanar sistema defensivo alagoano. O Zumbi pouco fez e o jogo seguiu, agora debaixo de um temporal monstro, sem grandes emoções. Somente nos acréscimos Ryan, aos 47, fechou a fatura da noite com o quarto gol.






No segundo tempo, o alvinegro voltou melhor e chegou sem nenhuma dificuldade a uma vitória por 4 a 0. Boa estreia mosqueteira

O Corinthians 4-0 Zumbi foi natural pelo favoritismo do time de Parque São Jorge. A impressão foi razoável e agora vamos aguardar pelo futebol que apresentarão nas próximas rodadas. Ao Zumbi, fica a esperança de que o futebol competitivo mostrado no fim da etapa inicial possa voltar a campo nos dois compromissos finais, mas a missão não será nada fácil.

Eu já estava com a minha passagem de volta comprada para uma da matina. O relógio marcava 23h45 e fui até um local perto da Arena tentar pedir um Uber. Na ida, paguei 12 reais, e me assustei com o novo valor de 86 reais (!). Me recusei a pagar e então andei sem rumo, debaixo de MUITA chuva, me afastando do estádio. Uns 15 quarteirões depois o valor chegou no mínimo de 32 reais e ficou nisso. Faltando meia hora, não tive alternativa. O Uber demorou e cheguei na rodoviária faltando três minutos para a partida do busão. Um belo sufoco.

A canseira da viagem foi tão grande que desisti da rodada de quarta-feira, disputada debaixo de muita água também. Volto aos gramados na quinta-feira com joguinho perto de casa.

Até lá!


Ficha Técnica: Corinthians 4-0 Zumbi/AL

Local: Arena da Fonte (Araraquara); Árbitro: Wilson Adalberto Silva; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Felipe Augusto, Vitor Meer, Felipinho, Gabriel; Gol: Matheus Araújo (pênalti) 3 do 1º, Pedro 4, Jean (contra) 10 e Ryan 47 do 2º.
Corinthians: Kauê; Léo Mana, João Pedro, Murillo e Vitor Meer; Thomas Argentino (Breno Bidon), Matheus Araújo (Ryan), Guilherme Biro (Kayke Ferrari) e Pedro (Zé Vitor); Arthur Sousa (Felipe Augusto) e Pedrinho (Wesley). Técnico: Danilo.
Zumbi/AL: Jeninson; Felipinho, Gabriel (Carlos Eduardo), Paquetá e Augusto; Jean, Lucas, Guilherme e Otávio (João Vitor); João Vieira (José David) e Victor. Técnico: Beto.

Abrindo 2023, Ferroviária, no sufoco, vira contra o Fast pela Copinha

Texto e fotos: Fernando Martinez


Começou 2023 e, no melhor esquema de "Resoluções de Ano Novo", pretendo tentar voltar com o blog. 2022 foi um ano razoável, porém sem tempo livre para escrever e deixar tudo certinho graças à correria do dia a dia e ao número de 276 (!) jogos vistos. Tem um monte de matéria escrita, o problema é editar, revisar e publicar. Um dia atualizo tudo, enquanto isso, seguimos com a programação normal.

A edição 2023 da Copa São Paulo de Futebol Júnior foi uma decepção em alguns aspectos. Não no quesito times novos, já que tem bastante clube que eu não vi, e sim em questão do item "montagem da tabela". Já cheguei à conclusão de que o departamento técnico da FPF é composto por gente que não gosta de futebol e nem faz questão de gostar. Só pode ser por isso que a tabela foi feita de forma tão ruim.

Todo mundo sabe que a Copinha é feita para a televisão, mas poderiam disfarçar um pouco. Horários ruins, grupos formados sem critérios claros e a total disparidade em números de jogos em cada dia: tem 30 partidas em algumas datas e outras com somente oito, caso do único domingo na fase inicial e com direito a seis delas longe da capital. Quem estiver em São Paulo e quiser sair de casa, terá apenas UMA opção. Péssimo.

Em 2020 e 2022 emplaquei boas viagens pelos cafundós do estado. Pena que agora não vai ter como. Ganhei um calote maroto de quatro salários não pagos de setembro a dezembro e isso quebrou totalmente a minha programação. Não um ou dois, quatro salários. Sem, como diria Paul Newman e Tom Cruise, ver a cor do dinheiro, o cronograma original virou pó. Assim, ao invés da temporada começar dia 2, ela teve início no dia 3.

Na base do "amanhã vejo como pago", peguei um ônibus até a cidade de Araraquara, cidade que recebeu um dos times mais legais desta edição da Copinha (falarei sobre no post seguinte). Foi a primeira vez que comecei o ano assistindo um jogo no interior desde 2016, quando estive em Indaiatuba. Fiz a viagem de boa, sem percalços em um coletivo bem confortável. Cheguei na Morada do Sol faltando cerca de uma hora para o apito inicial do genial duelo entre Ferroviária e Fast Clube na linda Arena da Fonte.

O Guia Jogos Perdidos da Copa São Paulo 2023 (se não baixou ainda, clique AQUI) mostra que essa é apenas a segunda participação do onze amazonense no torneio. Na primeira, em 2016, venceram só uma vez e foram eliminados na fase de grupos. Eu cobri a estreia, um 2 a 1 sofrido contra o Figueirense em Taboão da Serra.

Já a Ferroviária chega em sua 20ª participação em todos os tempos e apesar de toda a tradição, nunca ficou no Top 10 em nenhuma oportunidade. A melhor classificação é um 12° lugar em 2014. Pode ter ligação direta com o fato que sempre tem um grande na chave dos grenás, e quando eles se encontram, a Ferrinha geralmente leva a pior.



Ferroviária e Fast Clube posados no meu primeiro jogo em 2023


Quarteto de arbitragem composto por Rafael de Souza, Adilson Anderson Rosa de Carvalho, Luiz Henrique Rodrigues Pimentel e Carlos Fernando Moreira junto com os capitães

Antes da partida aconteceu uma mini cerimônia de lançamento da sede com a presença de várias autoridades, entre elas o prefeito da cidade, Edinho Silva. Depois da fala do pessoal, tudo estava pronto. Fiz as fotos posadas e fui pegar meu lugar no ataque local. Mal sabia que a Ferroviária não estava inspirada e a torcida ficou mais estressada do que poderia imaginar.

A equipe grená até tentou atacar e chegou com perigo algumas vezes com Dreifke, duas vezes de cabeça, e Antônio, só que, para desespero dos presentes, foi o Fast que abriu a contagem. Em falha da zaga local, um dos atacantes sofreu pênalti. O glorioso Piriquito, presente em nove de cada dez aviários da região, bateu bem e colocou o time amazonense em vantagem.






A Ferroviária sofreu bastante no primeiro tempo e foi para o intervalo com uma derrota parcial

O segundo tempo começou e ficou claro que a bronca no vestiário deve ter sido grande. A Ferroviária atacou com mais qualidade e Dreifke, finalmente, deixou tudo igual no início. A pressão foi intensa, e aos 34 minutos Pyetro aproveitou cruzamento de Antônio e fez o vira-vira na Arena. Apesar dos pesares, a virada foi merecida.






O Fast até lutou, mas não segurou o time paulista. Com dois gols pelo alto, a Ferroviária venceu a primeira na Copinha

O Ferroviária 2-1 Fast Clube não foi a apresentação dos sonhos, mas pelo menos marcou uma boa estreia dos grenás. Na próxima rodada pegam o outro azarão da chave tentando garantir uma classificação antecipada para a segunda fase da Copinha. Já o Fast não deve ir muito longe no torneio.

O segundo jogo na Arena da Fonte era do maior campeão da história da Copa São Paulo contra um dos times mais legais que já disputaram o campeonato. Uma equipe tão genial que foi o motivo da minha viagem até Araraquara.

Até lá!

Ficha Técnica: Ferroviária 2-1 Fast Clube
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Local: Arena da Fonte (Araraquara); Árbitro: Rafael de Souza; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Henry, China, Quiel, Bahia, Adson; Gols: Piriquito 26 do 1º, Dreifke 8 e Pyetro 34 do 2º.
Ferroviária: Benassi; Cleiton (Lucas Gabriel), Dreifke, Matheus Fernando e Modesto (Pyetro); Caio, Yuji e Gustavo Prado (Schilling); Antônio (Henry), Pedro Paulo (Angel) e Beto (Klayver). Técnico: Leonardo Ducci.
Fast Clube: Neneca; Piriquito, João Lucas (Gustavinho), China e Carlos Lucas (Isaque); Quiel, Vitinho (Carlinhos) e Cordeiro; Bahia, Claudinho (Adson) e Elissandro (Rory). Técnico: Darlan Barroso.

terça-feira, 3 de janeiro de 2023

Guia Jogos Perdidos da Copa São Paulo 2023 (atualizado)

Texto: Fernando Martinez


Bastante gente já baixou o Guia Jogos Perdidos da Copa São Paulo de Futebol Júnior 2023 e o feedback tem sido positivo demais. Mas aí o Santana do Amapá desistiu e, na segunda-feira, a FPF colocou o América de São José do Rio Preto em seu lugar. Para não deixar todo mundo com informações defasadas na mão, montamos uma segunda versão atualizadíssima com a presença do alvirrubro. Além disso fizemos um pente fino e ajeitamos mais duas informações.


(clique na capa para baixar a versão definitiva do Guia Jogos Perdidos da Copinha)


Agora sim, é a versão definitiva do Guia Jogos Perdidos! Baixem sem moderação. Ah, e quem quiser continuar ajudando com o nosso trabalho, o nosso pix é jogos.perdidos@gmail.com

Até a próxima!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Guia Jogos Perdidos da Copa São Paulo 2023

Texto: Fernando Martinez


Hoje, 2 de janeiro de 2023, começa a 53ª Copa São Paulo de Futebol Júnior, a maior e mais famosa competição de base do país. Como vem se tornando uma tradição, tenho o orgulho de publicar nas páginas do Jogos Perdidos a quarta edição do Guia Jogos Perdidos da Copa São Paulo.

Os três primeiros guias foram exclusivos aqui do blog, mas em 2023 a coisa ficou ainda melhor. Quis transformar o trabalho em algo visualmente interessante com a chance de impressão rápida do material. Contando com o belo trabalho do amigo Gabriel Pitor, o Guia Jogos Perdidos da Copa São Paulo 2023 virou um pdf caprichado com informações históricas de todos os clubes (contando o Santana do Amapá, que anunciou a desistência no sábado) que já disputaram pelo menos uma edição do torneio em todos os tempos. Revisamos várias vezes, mas alguns erros obviamente podem aparecer. Caso encontrem, podem avisar que corrigiremos para a próxima edição.


(clique na imagem para fazer download do Guia Jogos Perdidos da Copinha 2023)

É fato que não há um trabalho estatístico parecido sobre a Copinha. Fruto de mais de 20 anos de pesquisas em museus, bibliotecas e arquivos empoeirados, o Guia Jogos Perdidos é uma grande homenagem a um campeonato de extrema importância que tem a sua memória tratada com descaso há muito tempo. A pesquisa já era para ter virado um livro, mas a esperança é que isso aconteça nesse ano, independentemente da forma.

Espero que gostem do trabalho feito de forma intensa desde o mês de novembro, data em que os times foram divulgados. Podem usar à vontade, dando sempre o crédito, claro. Ah, e o Guia Jogos Perdidos da Copa São Paulo 2023 é gratuito, mas caso queiram colaborar financeiramente com qualquer valor, o nosso pix é jogos.perdidos@gmail.com. Qualquer contribuição será muito bem-vinda! 😊

Boa leitura a todos!

PS: Caso queiram visualizar o Guia Jogos Perdidos da Copa São Paulo 2023 pelo Issu, podem clicar AQUI.

terça-feira, 1 de novembro de 2022

Jogos Perdidos, 18 anos!

Texto e foto: Fernando Martinez


O Jogos Perdidos alcançou a maioridade, quem diria?

Neste 1° de novembro de 2022 o JP chega aos 18 anos com muita luta, esforço pessoal e responsabilidade com a história. Começamos com oito, hoje somos oficialmente quatro, mas efetivamente eu que seguro a onda sozinho na grande rede. O blog está meio largado na atual temporada por uma série de fatores, mas vai voltar com força muito em breve. Se o formato é antigo, paciência. Essa é a forma ideal para deixarmos a história registrada. Mesmo assim, nosso forte hoje é o Twitter. Se não nos segue lá, fica o convite.

Mesmo verdadeiros dinossauros da internet, de novembro de 2021 para cá teve matéria na Folha de São Paulo e fui cobrir jogo no Acre à convite da Globo em fevereiro... isso não é pouco. Além disso teve viagem monstro na Copinha em janeiro e ampliamos nossos horizontes com cobertura até em Andradina em maio. Tudo para cobrir o maior número de partidas possíveis. Fora o sem número de jogos de futebol feminino, categorias de base e o recorde pessoal de partidas vistas no mesmo ano (um total de 255 até aqui). Ninguém cobre isso in loco como o JP.


Não é fácil, não é moleza e não é brincadeira, como alguns mal-amados pensam. Fazer o que faço depende de muita entrega e muita paciência. Tomo chuva, passo calor, passo perrengue, mas é tudo muito gratificante no fim das contas. Além disso, ganhei um número absurdo de amigos ao longo desses 18 longos anos. Pessoal da arquibancada, de clubes, da arbitragem e das federações. Orgulho demais de ter todos por perto e de ver tanta gente ainda interessada no que faço.

Até quando vai durar? Não sei. Já pensei em largar mão mais de uma vez, mas por enquanto ainda não. Por mais difícil que seja, a responsabilidade de carregar esse nome tão importante (sem falsa modéstia) para clubes de menor investimento e campeonatos que poucos acompanham é muito grande. A internet de 2022 é bem diferente da internet de 2004, mas o que não mudou foi que, se não fosse o Jogos Perdidos, centenas e centenas de partidas seriam apenas linhas em sites de federações ou arquivos de departamentos técnicos, sem imagens, sem contexto, sem vida.

Vida longa ao Jogos Perdidos!

sábado, 20 de agosto de 2022

Posts de Janeiro no ar!

Fala, pessoal!


Seguindo com o processo "recuperação de posts", finalmente entrou no ar a série de matérias do último mês de janeiro. Sim, faz uma eternidade, mas agora toda a cobertura monstro na última edição da Copa São Paulo de Futebol Júnior está devidamente registrada.

O dia a dia tá corrido, os compromissos profissionais tomam conta da agenda, mas aos poucos tudo vai se ajeitando aqui no JP. Quem quiser acompanhar o ritmo de coberturas on line é só acessar no perfil no Twitter (www.twitter.com/jogosperdidos). Ali não tem crise e nem atraso.

Abraços!

Fernando

terça-feira, 26 de julho de 2022

Finalmente! Os posts de abril estão no ar!

Fala, pessoal!


Sim, o Jogos Perdidos está em uma época mais descompromissada e com isso bem desatualizado. Compromissos profissionais e uma sequência insana de todos fazem isso com a gente. Mas hoje, 26 de julho, entraram no ar todos os posts do mês de abril. Como diria o outro, antes tarde do que nunca. Imagino que em breve os de maio também estarão por aqui. Aos poucos tudo vai se ajeitando.

Mas as coberturas continuam a todo vapor. Quem quiser, pode acompanhar o dia a dia no nosso perfil no Twitter (www.twitter.com/jogosperdidos), o local em que mais estamos ativos nos dias atuais.

Abraços a todos!

Fernando

domingo, 26 de junho de 2022

Jogos Perdidos no Esporte Espetacular (de novo)

Fala, pessoal!

Acabei de ver a matéria que passou hoje cedo no Esporte Espetacular. Genial demais! Transmitiu exatamente a ideia do que faço por aqui e fugiu do clichê "maluco que só vê jogo ruim" que tanto nos acompanhou desde que nascemos em 2004. Passamos por poucas e boas e hoje o grupo de oito fundadores se transformou no trabalho de um homem só, mas tudo bem. Da minha parte sigo acreditando no projeto e até quando tiver condições, estarei andando pelos estádios da vida. Também foi legal me ver na telinha da Globo exatamente 17 anos depois da primeira matéria, ainda na época que éramos um grupo.

Viva o Jogos Perdidos!

Fernando

PS: O JP tá meio fora do ar, falha minha. Mas as coberturas continuam no Twitter. Estamos reformulando algumas coisas e tudo logo logo volta ao normal por aqui. :)

segunda-feira, 2 de maio de 2022

Flamengo vence o Manthiqueira de virada em Guarulhos

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois da vitória colorada pelo Brasileiro Feminino no sábado cedo, tinha várias opções de sessão vespertina. Escolhi ir até o Estádio Antônio Soares de Oliveira para o duelo entre Flamengo e Manthiqueira. Jogo de times que eu não via in loco com seus elencos profissionais desde 2017.

Minha última vez com a equipe de Guaratinguetá tinha sido a primeira final da Segundona de 2017 contra o São Bernardo, empate por 1x1 no Baetão. Já o Corvo eu não assistia desde 5 de fevereiro do mesmo ano, em derrota por 2x1 contra o Noroeste, também em Guarulhos, pela Série A3. Ambos sempre estão perto de casa, mas quando a gente percebe fica um tempão sem ver.

Chegamos na cancha e os portões não estavam abertos. Eu entrei, porém os amigos ficaram do lado de fora por um bom tempo. Logo fui ao gramado e vi que o Manthiqueira iria usar a camisa que usou na Copinha, com um desenho que lembra a da seleção da Holanda na Euro de 1988. Na TV já era bonita, ao vivo é bem mais legal.



O Flamengo inteiro posado e os titulares do Manthiqueira com a belíssima camisa que homenageia a Holanda-88


Os capitães junto com o quarteto de arbitragem com Tarciano Jose de Lima, Marcos Regis Vasconcelos, Alexandre Nascimento da Silva e Leônidas Sanches Ferreira

Na estreia o Fla empatou com o União Mogi fora de casa e o clube laranja ganhou do Joseense em Guará. Na segunda apresentação, eu não sabia o que esperar e acabei vendo uma boa partida, com chances de ambos e bastante movimentação. Os visitantes começaram melhor, chegaram com perigo aos 15 e aos 28 abriram o marcador em cobrança de pênalti de Michel Yan.

Nem deu para o Manthiqueira comemorar, pois no minuto seguinte, em bom ataque pela esquerda, Pablo recebeu no bico da área e mandou por cobertura, acertando o ângulo do goleiro, o camisa 11 (!) Daniel. O 1x1 sossegou os dois e a peleja caiu de produção até o intervalo chegar.




O bonito colorido das camisas de Flamengo e Manthiqueira


Michel Yan abriu o placar a favor dos visitantes em perfeita cobrança de pênalti


Detalhe do gol de empate de Pablo, uma pintura sem chances de defesa para Daniel

Na etapa final fiquei na arquibancada atrás do gol da entrada do Ninho do Corvo. O escrete laranja retornou melhor e aos poucos o Fla foi equilibrando as ações. Com cerca de 15 minutos, os locais tomaram as rédeas e assustaram mais. O que se viu foi uma série de ataques perigosos e em um espaço de dois minutos, o rubro-negro decidiu o jogo a seu favor.

Primeiro foi Pablo que fez o segundo dele aos 32 em pênalti batido no canto esquerdo. Na saída de bola, o Fla retomou a posse e ganhou escanteio na esquerda. A pelota foi levantada e Thiago Gabriel, camisa 4, subiu livre, colocando no canto. Era o terceiro flamenguista, o gol que fechou a contagem.




Detalhes do tempo final em Guarulhos. Na última foto, destaque para o camisa 1 sendo jogador de linha. No Manthiqueira, o capitão é o dono da camisa 1 sempre


Pablo fez o segundo em outro pênalti marcado pela arbitragem


Thiago Gabriel fez o terceiro, de cabeça, e fechou a vitória guarulhense

O resultado ficou em Flamengo 3-1 Manthiqueira. Acredito que o Corvo vai disputar uma vaguinha na próxima fase sem problemas. O clube do Vale do Paraíba, apesar da derrota, foi bem na medida do possível e também deve lutar para estar entre os melhores da chave.

Saí do estádio e desta vez não voltei ao QG da Zona Oeste. Meu destino foi a Zona Norte paulistana, pois o 30 de abril marcou o aniversário de 18 anos de uma das minhas sobrinhas. Quando isso acontece, a gente se sente ainda mais velho do que já é. A comemoração era totalmente merecida.

Retornei à ativa domingo com, de novo, Brasileiro Feminino na pauta livre do JP, agora em Cotia.

Até lá!

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Ficha Técnica: Flamengo 3x1 Manthiqueira

Em breve
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Inter quebra a invencibilidade palmeirense no Brasileiro Feminino

Texto e fotos: Fernando Martinez


Foi complicado sair de casa com tanta preguiça, mas de última hora emplaquei uma rodada dupla no último sábado. Abrindo os trabalhos, duelo entre Palmeiras e Internacional, primeiro e terceiro colocados do Campeonato Brasileiro Feminino, no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte. Fiquei nas cabines, pois tomar chuva logo de manhã não estava nos planos.

Por ser um jogo que colocou frente a frente dois times com ótimas campanhas, eu esperava bem mais do que se viu nos 90 minutos. O frio Canindé viu uma apresentação bem abaixo da média de alviverdes e coloradas, e a (pouca) torcida que foi ao estádio não curtiu muito o que viu.





Todas as fotos oficiais de longe, já que eu não estava na pegada de tomar chuva. Fiquei confortavelmente instalado em uma cabine do Canindé

A presença de Bia Zaneratto, a melhor atacante do torneio, não fez com o que o setor ofensivo palmeirense funcionasse bem. Na etapa inicial, apenas uma chance digna de registro, em chute de Julia Bianchi e boa defesa de Gabi Barbieri. Aos 36, a melhor oportunidade do Inter com Milene e bola pela linha de fundo. No intervalo, um 0x0 bem sem graça.

Aos dois do tempo final Duda Santos quase abriu o placar a favor das locais. Três minutos depois, quem saiu na frente foi o escrete gaúcho. A goleira Jully saiu jogando com Samia e ela perdeu o domínio para Millene. A camisa 14 do Inter viu o gol aberto e mandou por cobertura, de longe. Uma pintura que salvou a manhã na casa rubro-verde.

O Palmeiras sentiu e o Inter teve dois momentos razoáveis na sequência. Aos 26, bela jogada individual de Bia Zaneratto. Ela driblou duas zagueiras e finalizou de esquerda. Gabi Barbieri voou bonito e impediu o tento alviverde. No minuto seguinte outra grande intervenção da arqueira do Inter em tiro de Byanca Brasil. A pelota ainda bateu na trave.




Momentos do primeiro tempo de Palmeiras x Inter


A comemoração pelo golaço das gurias coloradas



O jogo marcou a primeira derrota alviverde no Brasileiro Feminino

Os times trocaram passes até o fim e, quando o árbitro apitou pela última vez, a invencibilidade local tinha sido quebrada: Palmeiras 0-1 Internacional. Apesar da derrota, a equipe manteve a liderança por ter um gol a mais de saldo do que as coloradas. As duas tem 19 pontos, seguidas pelo Corinthians com 18 e São Paulo com 17. Faltam sete rodadas para o término da primeira fase.

Saí correndo do estádio e uma boquinha na lanchonete que fica debaixo da arquibancada do Canindé, na Marginal Tietê. Ali chegou o trio Caio, Bruno e Renato para seguirmos até a sessão da tarde. Teve Segundona na pauta livre do Jogos Perdidos.

Até lá!

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Ficha Técnica: Palmeiras 0x1 Internacional

Em breve
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