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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Ponte Preta derrota o Nacional em duelo de bi-campeões na Copinha

Opa, 

Quando a Copa São Paulo de Futebol Júnior surgiu em 1969, ainda chamada de Taça São Paulo de Futebol Juvenil, a ideia era comemorar o aniversário da capital bandeirante. Ao longo dos anos 70/80 a competição cresceu e sua disputa sempre aconteceu em vários estádios espalhados pela capital e adjacências. Vários jogos históricos foram realizados no Parque São Jorge, Rua Javari, Ibirapuera, entre outros. 

Só que com o passar do tempo a ideia de comemorar o aniversário da cidade de São Paulo durante todo o mês de janeiro foi sendo substituída pela ideia de levar a competição para todo o estado, alterando por completo o conceito original. Para terem uma noção, de 2001 pra cá tivemos 275 grupos nas primeiras fases de cada edição da Copa São Paulo, e somente 14 (!) dessas chaves foram sediadas em São Paulo, uma porcentagem de 5%. 

Por mais que que entenda o trabalho que a FPF faz ao fomentar a competição no estado, é notório que poderíamos (e deveríamos) ter mais grupos aqui na capital. Para começo de conversa, acho que não seria pedir demais grupos na Javari, Ibirapuera e Pacaembu. Mas enquanto isso não acontece (e sinceramente nem acho que vai rolar de novo algum dia), temos que agradecer humildemente o "presente" de ter todos os anos com uma sede no Estádio Nicolau Alayon

Em 2013 a tradicional casa nacionalina foi sede do Grupo Z do certame e reuniu dois bi-campeões: Nacional e Ponte Preta. Enquanto o Naça foi campeão em 1972 e 1988, a Macaca foi bi em 1981/1982. A equipe ferroviária também soma dois vices em 1969 e 2005. A Ponte já foi derrotada na final em cinco oportunidades: 1974, 1975, 1977, 1986 e 1998. Como vemos, tradição não falta para os dois e o JP esteve na Barra Funda para o confronto que abriu a segunda rodada da chave. 

Um detalhe histórico relevante é que incrivelmente as duas equipes nunca tinham se enfrentado em jogos válidos pela competição (isso sem contar as edições de 1973, 1974 e 1975, cujos resultados são praticamente impossíveis de serem encontrados). E esse primeiro encontro vem num tempo ruim para ambos, pois no século XXI o Nacional teve como campanha de destaque apenas o vice de 2005 e a Ponte o terceiro lugar em 2002. Tirando isso, nada digno de registro. 


Nacional AC (sub-20) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez. 


AA Ponte Preta (sub-20) - Campinas/SP. Foto: Fernando Martinez. 

Em 2012, a Macaca foi eliminada do paulista da categoria nas quartas-de-final pelo Red Bull. O Nacional também parou nessa fase, só que na segunda divisão, após dois empates contra o Assisense. Na rodada inicial da Copinha, dois resultados ruins: o Naça só empatou com o Tocantinópolis e o time campineiro foi derrotado pelo Paraná. A palavra de ordem era reabilitação. 


Cauê atacando pela esquerda. Foto: Fernando Martinez. 

Mas pelo futebol apresentado no gramado nacionalino na primeira meia hora, nenhum dos times mereceu os luros da vitória. A peleja começou arrastada e sem maiores emoções. O jogo era concentrado no meio de campo e poucas vezes os atacantes se viam em condições de tirar o zero do marcador. 


Zaga da Ponte mostrando serviço. Foto: Fernando Martinez. 

Na primeira chance mais aguda, o Nacional conseguiu abrir o placar. Romário recebeu bom passe dentro da área e, a trancos e barrancos, driblou o goleiro ponte-pretano tocando calmamente para o fundo das redes. Cinco minutos depois, a Ponte deixou tudo igual em belíssimo chute de longe de Jefferson. Tudo bem que o goleiro João Mansur deu uma ajuda monstro, mas foi um golaço mesmo assim. 


Bom ataque do Naça pelo alto no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez. 

O tempo inicial terminou com esse empate, e no segundo tempo fui acompanhar novamente o ataque do time da casa. Vale registrar a presença do sumido seu Natal e dos amigos Álvaro e Guilherme, o Frango Selvagem do Rock and Roll, novamente sofrendo pela equipe ferroviária no alambrado. 


O segundo tempo foi bom para o time ferroviário, mas a equipe não conseguiu transformar o domínio em gols. Foto: Fernando Martinez. 

Para alegria da torcida do Nacional, a equipe melhorou e foi melhor do que a Ponte Preta em quase todo o tempo final. O problema, para variar um pouco, foi o último toque. Vimos pelo menos duas grandes chances de gol, mas os chutes foram sem direção. A Macaca ficou se segurando na defesa não sabendo como chegar de novo no ataque. 


Zaga da Macaca cortando bola alçada na área. Foto: Fernando Martinez. 

A peleja foi caminhando para seu final com o incômodo empate que eliminaria as duas equipes caso o Paraná vencesse o Tocantinópolis no jogo de fundo. Como no Nacional desgraça pouca é bobagem, a partida tinha reservado suas emoções para os últimos minutos. Num dos raros ataques, a Ponte conseguiu uma falta na lateral esquerda. A cobrança de Matheus nem foi tão poderosa, mas o goleiro João Mansur se atrapalhou todo e viu a pelota passar entre seus braços. Era o gol da virada campineira. 


Investida ofensiva do Naça pela direita. Foto: Fernando Martinez. 

A trágica tarde nacionalina terminou com um rápido contra-ataque da Ponte aos 46 minutos. Juninho se aproveitou da bagunça no setor defensivo paulistano e marcou o terceiro. Final de jogo: Nacional 1-3 Ponte Preta. Essa derrota eliminou o Naça ainda no segundo jogo. Se essa for a geração que irá jogar a Segundona 2013, estamos perdidos. Com o triunfo, a Macaca continuou sonhando com a vaga na segunda fase. 

Até a próxima! 

Fernando

Vitória caseira em tarde chuvosa no ABC

Salve amigos! 

Retornando aos gramados após as festas de fim de ano, voltei a acompanhar um jogo da Copa São Paulo de Futebol Júnior após 6 anos... A pedida foi a rodada dupla válida pela 2ª rodada do Grupo P da 44ª edição do torneio, que rolou no Estádio Humberto Castelo Branco, o Baetão, em São Bernardo do Campo

No cardápio, além de rever dois times legais que há muito não via, assinalar um novo nome na lista. Pra isso, valeu o sacrifício de encarar uma Anchieta congestionada e uma chuva de molhar a alma do candango. Após um duplo empate na rodada inicial, a vitória era imprescindível às quatro equipes na busca pela classificação, e a derrota significaria a eliminação do torneio. Em suma, uma rodada decisiva. 

Devidamente credenciado, adentrei ao gramado para efetuar os registros da primeira partida, entre o São Bernardo FC Ltda, time da casa, e a SER Caxias do Sul – RS, com seu decepcionante uniforme branco carregado de patrocinadores. 

O Tigre se recusou a posar, a chuva, o vento, a câmera e o fotógrafo comprometeram por demais a foto dos visitantes. Assim, o que se salvou foi uma foto das equipes alinhadas para a execução do hino nacional. 


Equipes alinhadas para a execução do hino nacional. Foto: Estevan Mazzuia. 


Arbitragem, composta por Eleandro Pedro da Silva, Leandro Almeida dos Santos, Raul Mena Barreto e Rudnei Ferreira de Medeiros. Foto: Estevan Mazzuia. 

Logo aos cinco minutos, o Aurinegro Batateiro abriu o placar: Gabriel viu o goleiro Pablo adiantado, e bateu da esquerda, tentando encobri-lo. A bola bateu no travessão, e o oportunista Hércules só teve o trabalho de colocar a testa na redonda, que sacudiu as redes. 


Lance da primeira etapa. Foto: Estevan Mazzuia. 

O Falcão não conseguia penetrar na área adversária e parecia nervoso diante da derrota parcial e do maior volume de jogo do São Bernardo. Por volta de 20 minutos de jogo, as coisas já estavam mais equilibradas, mas foi o Tigre que voltou a dar trabalho: Gabriel fez nova jogada pela esquerda e cruzou para Walterson, que cabeceou por cima do gol. 


Visão panorâmica da partida. Foto: Estevan Mazzuia. 

A resposta veio no minuto seguinte, com o centroavante Sanderson perdendo gol incrível ao chutar em cima do arqueiro Luiz Daniel. Aos 31 minutos o Caxias teve nova chance de empatar, com Bruno Mota recebendo cruzamento da esquerda e batendo para fora, com perigo. 


Bruno Martha (2) preparando o combate. Foto: Estevan Mazzuia. 

Aí o herói voltou a aparecer: Hércules cobrou falta com muita categoria, obrigando o goleiro a se esticar todo pra alcançar a bola no ângulo e mandar pra escanteio. Na cobrança, Hércules apareceu na pequena área como um raio, e ampliou, novamente de cabeça. 


Jogo brigado no Baetão. Foto: Estevan Mazzuia. 

Dez minutos depois, Bruno Mota sofreu falta na entrada da área, e Ramon cobrou rente ao poste esquerdo de Luiz. O goleiro foi na bola, mas essa escorregou por entre seus dedos e foi morrer no fundo das redes, num frango digno das pelejas molhadas. 


Bruno Mota sofre falta... 


... e Luiz observa a bola no fundo das redes, após sua falha no lance. Fotos: Estevan Mazzuia. 

Com a vitória parcial por 2 a 1 para o time da casa, as equipes foram para o intervalo. Durante 15 minutos, os auto-falantes do Baetão executaram o hino do Tigre e, ao mesmo tempo, chamadas de mensagem do facebook. Parece que os microfones foram ligados diretamente ao computador, durante um animado bate-papo internético... 


Lance da segunda etapa. Foto: Estevan Mazzuia. 

O segundo tempo começou bem agitado: logo aos 6 minutos o goleiro Pablo bateu roupa após chute de Walterson, mas se recuperou antes que o oportunista Hércules fizesse seu terceiro gol no jogo. A resposta gaúcha veio com Valdeir, que tirou tinta do poste esquerdo de Luiz, três minutos depois. 


Cenas de um dilúvio parte 1. Foto: Estevan Mazzuia. 

Foi então que o jogo terminou. Um dilúvio castigou o gramado sintético do Baetão, e o futebol ficou impraticável. Dependendo de raros lances de bola parada, ou de lampejos de magia que não aconteceram, as equipes não conseguiram alterar o placar. 


Cenas de um dilúvio parte 2. Foto: Estevan Mazzuia. 

Fim de jogo, São Bernardo FC 2 x 1 Caxias, resultado que eliminaria o 11 grená caso o JV Lideral não vencesse o Fortaleza, e deixou o São Bernardo bem vivo até a rodada decisiva, no domingo. 

Foi isso! 

Abraços 

Estevan

Flu joga mal, mas vence o Atlético Acreano pelo Grupo S

Opa, 

Após a vitória do Velo Clube contra o Itaúna, foi a vez do vice-campeão de 2012 fazer seu primeiro jogo no Grupo S da 44ª edição da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Segundo maior vencedor em todos os tempos com cinco conquistas, o Fluminense subiu ao gramado do Estádio Benito Agnello Castelano para estrear contra o modestíssimo Atlético Acreano

No mesmo momento em que as agremiações surgiram, uma chuva torrencial começou a cair no Benitão. Na base do laço e com muito esforço vocal consegui na marra fazer as imagens exclusivas das duas equipes e do trio de arbitragem. 


Fluminense FC (sub-20) - Rio de Janeiro/RJ. Foto: Fernando Martinez. 


Atlético Acreano (sub-20) - Rio Branco/AC. Foto: Fernando Martinez. 


Capitães das equipes e quarteto de arbitragem. Foto: Fernando Martinez. 

Campeão cinco vezes do certame (1971, 1973, 1977, 1986 e 1989) o Flu conta com um bom trabalho na base e sempre entra na lista dos favoritos da Copinha. Falando sobre os acreanos, depois de terem feito uma campanha digna em 2012, o time buscava surpreender o time fluminense na sua terceira participação em todos os tempos. 


Hora da careta em lance no meio de campo. Foto: Fernando Martinez. 

Com todos esses fatores na mesa, se eu tivesse que apostar nesse jogo jogaria toda minha grana numa vitória tranquila do time carioca. Mas como não sou bom apostador ainda bem que não fiz isso, pois foi diretamente proporcional o tamanho do favoritismo do Flu com o péssimo futebol jogado pela equipe tricolor. 


Atleta do Flu armando o petardo. Foto: Fernando Martinez. 

O time não mostrou absolutamente nada de proveitoso e decepcionou todos que esperavam uma boa apresentação. O Atlético Acreano, infinitamente inferior tecnicamente, fez uma partida pau-a-pau na base da vontade e garra. A torcida rio-clarense, toda a favor do time do Acre, vibrava a cada bom lance dos atletas do Galo Carijó. 


Zagueiro do Atlético Acreano saindo para o ataque. Foto: Fernando Martinez. 

O campo pesado e a forte chuva atrapalhava bastante os atletas. E justamente num lance que teve o temporal como protagonista o Flu saiu na frente. Num rápido ataque pela esquerda, um dos zagueiros do Atlético acabou deslizando mais do que o previsto numa tentativa de desarme e derrubou um atleta do time carioca dentro da área. Pênalti que Biro Biro cobrou aos 17 minutos para deixar o Fluminense na frente do marcador. 


Biro Biro fez o primeiro dos cariocas aos 17 do primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez. 


Bom ataque do time nortista através do camisa 10 Geovani. Foto: Fernando Martinez. 

Nos trinta minutos restantes da etapa inicial, nada aconteceu... Simples assim. Cansado de tomar chuva, fui para a parte coberta do estádio acompanhar o tempo final junto aos dois amigos presentes. E durante todo o segundo tempo quem jogou melhor foi, pasmem, o Atlético Acreano. 


Disputa de bola pelo alto. Foto: Fernando Martinez. 

O time alviazul encurralou o Flu no campo de defesa e meio na base do bumba-meu-boi levou perigo à meta carioca. Só que as finalizações deixaram demais a desejar, e o time acabou não conseguindo a igualdade. Nesse ritmo, a peleja foi seguindo para seu fim com a vantagem mínima para o Fluminense. 


Marcação firme do camisa 5 Luiz Fernando em atleta acreano. Foto: Fernando Martinez. 

Aos 44 minutos, enquanto os atleticanos estavam todos no campo de defesa adversário na busca pelo empate, o Fluminense conseguiu acertar um raro contra-ataque. Gustavo Scarpa, camisa 17 do Fluminense, avançou perigosamente pela direita e tocou na saída do goleiro, fechando a fatura com a vitória dos cariocas. 


Escanteio para o Flu no tempo final. Foto: Fernando Martinez. 


Detalhe do segundo gol do time fluminense na partida, marcado por Gustavo Scarpa. Foto: Fernando Martinez. 

Final de jogo: Fluminense 2-0 Atlético Acreano. A vitória na estreia não foi muito comemorada, pois todos os atletas e comissão técnica do tricolor sabiam que a apresentação da equipe tinha sido ridícula. Apesar do revés, o time do Acre deixou o campo bastante aplaudido pela torcida presente no Benitão. 

Ao final dessa sensacional rodada quádrupla, o cansaço já tomava conta da caravana da coragem. Fomos jantar ainda na Cidade da Alegria antes de pegarmos a estrada com destino à capital bandeirante... Mas a cobertura JP na Copinha estava apenas começando. 

Até lá! 

Fernando

Velo goleia na sua volta à Copinha depois de 15 anos

E aí, pessoal? 

Continuando com a rodada quádrupla válida pela jornada inicial da 44ª Copa São Paulo de Futebol Júnior, a caravana da coragem saiu de Sumaré com destino à cidade de Rio Claro, cidade sede das pelejas do Grupo S do certame. A estreia da chave reuniu os times do Velo Clube e do Itaúna/MG num duelo genial, inédito e raríssimo. 

Os mineiros estão estreando na competição em 2013, enquanto o sensacional time rio clarense faz apenas sua segunda participação. A primeira (e única) foi em 1998, num difícil grupo que contava com Atlético/MG, Ponte Preta e Coritiba. Após ver o seu maior rival participar do certame por quatro anos seguidos (de 2008 a 2011), agora é a vez do Galo Vermelho sediar uma chave. 

Como deixamos Sumaré num horário razoável, deu tempo suficiente de chegar na Capital da Alegria para uma boquinha mais do que necessária. O almoço foi rápido, e cerca de meia hora antes do apito inicial já estávamos nas dependências do simpático Estádio Benito Agnello Castelano, um dos mais agradáveis para se ver futebol no interior. 

E além de ser um confronto bastante interessante, a peleja ficou ainda mais legal em virtude dos uniformes dos dois times. O Itaúna jogou com uma camisa com faixa transversal (o que é sempre legal) e o Velo resgatou um uniforme antigo com listras horizontais verdes e vermelhas. É a camisa mais linda que já vi a equipe de Rio Claro utilizar e posso confessar que já virou sonho de consumo. 


AE Velo Clube R (sub-20) - Rio Claro/SP. Foto: Fernando Martinez. 


EC Itaúna (sub-20) - Itaúna/MG. Foto: Fernando Martinez. 


Quarteto de arbitragem e capitães dos times. Foto: Fernando Martinez. 

E a equipe que chegou em 12º lugar no último campeonato paulista sub-20 não deu a menor chance para o Itaúna na primeira meia hora de partida. Tendo como maior destaque o goleiro Otávio, o time mineiro foi presa fácil do bom e rápido time do Velo Clube. 


A zaga do Itaúna sofreu com o bom e rápido ataque do Velo Clube. Foto: Fernando Martinez. 


Jogo rolando e torcida velista fritando na arquibancada. Foto: Fernando Martinez. 

Com 15 minutos, o placar já apontava 2x0 para o Velo. O primeiro gol foi marcado aos 11 com Luam se aproveitando de bobeira geral da zaga mineira. Quatro minutos depois, Moacir avançou pela esquerda e tocou na saída do arqueiro. Caio marcou o terceiro aos 30 minutos, fechando o marcador no tempo inicial. 


Belo voleio de atacante do Velo para ótima defesa de Otávio. Foto: Fernando Martinez. 


Bola pipocando na área do Itaúna no que seria o primeiro gol do time local. Foto: Fernando Martinez. 

O jogo só não teve um placar ainda mais dilatado pois o Velo Clube jogou praticamente um "amistoso" durante os 45 minutos finais. A partida caiu bastante de ritmo e não tivemos emoções na maior parte do tempo. O que valeu foi descobrir a sensacional lojinha montada no Benitão. Ali, além de camisas oficiais, são vendidos livros sobre a história da agremiação. Claro que fui "obrigado" a comprar uma publicação sobre o centenário do clube, com direito a todos os jogos da história. Imperdível! 


Moacir se preparando para chutar a pelota no segundo gol do Velo. Foto: Fernando Martinez. 


Lance na direita do ataque velista. Foto: Fernando Martinez. 

Menos mal que nos minutos finais o Velo tenha acordado e marcado mais duas vezes. O quarto gol saiu aos 39 minutos através de João, aproveitando rebote em cobrança de pênalti que ele mesmo bateu. Já o quinto aconteceu aos 42, novamente nos pés do camisa 7 Moacir. 


Jogadores dentro da área do time mineiro. Foto: Fernando Martinez. 


Lance do pênalti batido por João aos 39 do segundo tempo. Otávio fez a defesa, mas o camisa 17 marcou no rebote. Foto: Fernando Martinez. 

Final de jogo: Velo Clube 5-0 Itaúna. Foi uma belíssima estreia da equipe rubro-verde, e só nesse jogo, a equipe já igualou o número de gols feitos na edição de 1998 da Copinha. Já para o Itaúna, que teve inúmeros problemas com inscrição de jogadores dias antes desse jogo, o que vale mesmo é o aprendizado e a garimpagem de atletas para a Segundona Mineira 2013. 

Depois desse jogo, o mundo caiu em Rio Claro. Mesmo assim, voltei ao gramado para acompanhar o jogo de fundo. O segundo maior campeão do certame entre em campo... 

Até lá! 

Fernando

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Santa Cruz derrota o Ceará em clássico nordestino no Grupo N

Opa, 

Fechando a primeira rodada do Grupo N da 44ª Copa São Paulo de Futebol Júnior, o público presente no Estádio Vereador José Pereira em Sumaré viu um importante clássico nordestino: Ceará x Santa Cruz/PE. Mas apesar de ser um duelo repetido inúmeras vezes no profissionalismo, na Copinha a história é outra. 

Essa é primeira vez que os dois times disputam a mesma edição do certame. O Ceará faz apenas sua sexta participação (disputou antes em 1985, 2009, 2010, 2011 e 2012), nunca tendo conseguido passar da primeira fase. O Santinha disputou um número maior de campeonatos, mas estava fora do torneio desde 2006. A melhor colocação da Cobra Coral foi o sexto lugar em 1992. 


Ceará SC (sub-20) - Fortaleza/CE. Foto: Fernando Martinez. 


Santa Cruz FC (sub-20) - Recife/PE. Foto: Fernando Martinez. 


Quarteto de arbitragem e capitães dos times. Foto: Fernando Martinez. 

Na hora em que o árbitro iniciou a peleja todo o marasmo do primeiro jogo se repetiu. As duas equipes não mostraram um bom futebol e fizeram uma partida bastante truncada e concentrada no meio de campo. Para tristeza dos amantes do ludopédio, vimos poucos lampejos de lucidez no setor ofensivo. 


Chute cruzado que originou o primeiro gol do Santa Cruz na partida contra o Ceará. Foto: Fernando Martinez. 


Goleiro cearense indo buscar a pelota no fundo das redes no gol inicial da peleja. Foto: Fernando Martinez. 

Os melhores lances ficaram por conta do Santa Cruz, o time que mais se destacou entre os quatro da chave sem sombra de dúvida. Sem muito esforço, o onze pernambucano chegou aos 3x0. Os dois primeiros gols saíram ainda no tempo inicial, com Marainha e Wagner marcando. 


Wagner marcando o segundo dos pernambucanos. Foto: Fernando Martinez. 


Atacante do Santa tomando um coça dentro da área cearense. Foto: Fernando Martinez. 

O terceiro aconteceu aos 11 do tempo final com Auteni. O Ceará ainda diminuiu aos 24 através de Dener, mas nada que atrapalhasse a boa estreia do Santinha. Só que no geral não gostei muito do futebol apresentado nessa chave. De todas que acompanhei até aqui, com certeza foi a mais que deixou a desejar. 


Atletas apostando corrida na lateral esquerda. Foto: Fernando Martinez. 


Chegada forte da zaga do Ceará. Foto: Fernando Martinez. 

No final, o placar ficou em Ceará 1-3 Santa Cruz. Santinha e Sumaré terminaram a jornada inicial na liderança do Grupo N. Na rodada dessa quarta-feira, o time pernambucano sapecou um 3x0 contra o time paulista, se isolando na liderança. Cearenses e os roraimenses do São Raimundo ficaram no empate e acabaram eliminados. 

Só que nós nem esperamos o apito final do clássico nordestino para pegarmos o boné e deixarmos as dependências do Vereador José Pereira. O cronograma estava apertado, e como a jornada vespertina estava marcada para começar às 14 horas, não tivemos outra opção senão irmos embora. Tudo para vermos um dos grupos mais legais dessa edição da Copinha na cidade de Rio Claro. 

Até lá! 

Fernando