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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Brasil Campeão do Torneio Cidade de São Paulo 2009

Fala pessoal!

Para fechar com chace de ouro o ano de 2009 de coberturas futebolísticas aqui no JOGOS PERDIDOS, tivemos a grande decisão do Torneio Internacional Cidade de São Paulo no Estádio Paulo Machado de Carvalho, o famoso Pacaembu. Um grande público na bela tarde de sol e calor do domingo na capital bandeirante se deslocou até o templo futebolístico paulistano para ver a partida entre a favoritíssima Seleção do Brasil jogando contra a Seleção do México.

Mais uma vez eu e o Mílton, que recusou convite para cantar acapella o Hino Nacional Brasileiro do meio do gramado, ficamos lá no alto das arquibancadas verdes para acompanhar a partida, e o Orlando foi devidamente credenciado para as fotos de dentro do campo de jogo. Agora elas seguem aqui para todos os amigos do JP:


Seleção do Brasil. Foto: Orlando Lacanna.


Seleção do México. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem da partida em foto exclusiva do JOGOS PERDIDOS. Foto: Orlando Lacanna.

Cerca de 25 mil pessoas, um público considerável, se espremeram pelas arquibancadas e numeradas do estádio para ver uma das melhores seleções do mundo em busca de mais uma taça para sua coleção. Todos esperavam ansiosamente o início da partida para também acompanhar mais um jogo da melhor jogadora de futebol feminino de todos os tempos, a camisa 10 Marta. Ter a chance de ver um jogo dela no estádio é algo que não pode ser desperdiçado. O que ela faz com a bola é algo de espetacular e mostra que ela não parece ser desse planeta.


Detalhe do grande público presente para a final do Torneio Internacional Cidade de São Paulo no Pacaembu. Foto: Fernando Martinez.

Outro destaque do time brasileiro é a atacante Christiane, também sempre citada como uma das melhores jogadoras da atualidade. As duas formam uma dupla infernal e junto com outras belíssimas jogadoras do time nacional, realmente mostram a força do futebol feminino aqui no Brasil. Pena que a CBF não dê muita bola a essa categoria e prefira gastar os tubos com o time masculino. Quem sabe se as meninas do Brasil tivessem mais reconhecimento elas não seriam também as melhores do mundo?


Marta e Christiane, uma das duplas mais afinadas de todos os tempos, fazendo aquecimento antes da grande decisão. Foto: Orlando Lacanna.

Mas apesar de todo o favoritismo, a decisão não seria fácil para as brasileiras. A Seleção do México já tinha dado trabalho jogando contra a seleção verde-amarela no domingo anterior e merecia sair de campo com um empate naquela ocasião. E depois de ter goleado o Chile no meio de semana por 6x0 e conquistado um lugar na final, todo cuidado era pouco jogando contra a seleção mexicana.

Pontualmente às 16 horas a decisão começou para grande festa da torcida brasileira. O Brasil tentou marcar seu gol logo nos primeiros minutos, mas não consegiu encaixar nenhum ataque certeiro em cima da defesa do time verde. E para susto de todos no estádio, a Seleção do México abriu o marcador aos 11 minutos, em golaço da atacante Dinora Garza de fora da área que encobriu a goleira local. Mesmo atrás no placar as brasileiras, empurradas pela animada torcida, continuaram em cima da equipe visitante.


Marta, a melhor do mundo, sofrendo marcação firme de zagueira mexicana. Foto: Orlando Lacanna.


Belíssimo drible da atacante Christiane em cima de defensora do México. Foto: Orlando Lacanna.

E aos 22 minutos finalmente o esperado empate chegou. Em escanteio pela esquerda cobrado pela jogadora Maurine, a capitã Aline Pellegrino apareceu para completar e deixar tudo igual no marcador. A pressão em cima do México era imensa, e a melhor do mundo deu o ar da sua graça aos 34 minutos e virou o jogo para o Brasil. A jogadora Marta ganhou na corrida de duas zagueiras do México e tocou forte e cruzado no canto esquerdo da goleira Sophia Perez. Festa de todas as torcidas presentes no Pacaembu.


Bola viajando dentro da área mexicana aos 22 minutos do primeiro tempo... Foto: Fernando Martinez.


... para conclusão de Aline Pellegrino no segundo pau. O empate do Brasil no JP. Foto: Orlando Lacanna.

A partida chegou ao seu intervalo com a vantagem de 2x1 para as brasileiras. Ainda continuei minha infrutífera busca por um copo d'água nas arquibancadas do estádio, mas o que mais me chamou a atenção foi o sem número de camisas de diversos times nacionais por lá. Só falando do Estado de São Paulo, as camisas dos quatro "grandes" mais Portuguesa e Juventus eram vistas em bom número, e todas convivendo sem nenhum problema dentro do mesmo espaço. Quem sabe um dia ainda veremos novamente isso num jogo de futebol masculino. Mas acredito que essa situação, se um dia vir a acontecer de novo, vai demorar demais.


Ataque do Brasil pela direita. Foto: Fernando Martinez.


Mais uma chegada da seleção brasileira pelo alto no primeiro tempo. Foto: Orlando Lacanna.

O segundo tempo começou com o México assustando a defesa brasileira. Em menos de cinco minutos, a equipe visitante já tinha mandado dois balaços na trave tupiniquim e num desses rebotes a bola acabou batendo numa atleta do time verde e quase entrou no gol. Se o time mexicano chegasse ao empate o jogo ficaria complicado para a seleção local. E para mostrar a estrela que tem acompanhado o Brasil aos 9 minutos, num rápido ataque pela esquerda, a jogadora Érika Cristiano recebeu na área e chutou forte. A goleira espalmou a bola, mas ela acabou batendo numa zagueira do seu time e foi parar no fundo das redes. Brasil 3x1.


Chegada forte do Brasil no começo da segunda etapa. Foto: Orlando Lacanna.

Menos de cinco minutos depois, a seleção brasileira ampliou a vantagem. A camisa 10 Marta cruzou da direita e a zaga tentou cortar, mas mandou a bola para o fundo do seu próprio gol. Os gritos de "É Campeão" já começaram a ser ouvidos por todas as dependências do Pacaembu. Mostrando uma força de vontade incrível, o México ainda diminuiu aos 25 minutos, quando a atleta Nayele Rangel chutou de longe e contou com um desvio na zaga brasileira para marcar o segundo das norte-americanas.


Bola no fundo as redes mexicanas no quarto gol do Brasil na partida. Foto: Orlando Lacanna.


Ataque brasileiro num lotado Pacaembu. Foto: Orlando Lacanna.

Mas para fechar a apresentação de gala de uma seleção que dá gosto de assistir, a camisa 10 Marta fechou com chave de ouro sua participação com a amarelinha e marcou o quinto gol do selecionado brasileiro, seu terceiro do dia, aos 28 minutos. Ela foi substituída logo depois, e teve o gosto de escutar seu nome ser gritado em uma só voz por todos os torcedores. Torcedores que ainda entravam no estádio aos 30 do segundo tempo, algo que nunca tinha visto antes.

O México até tentou marcar o terceiro nos acréscimos com mais uma bola que bateu na trave, mas o dia era mesmo brasileiro. Final: Brasil 5-2 México. A seleção brasileira se sagrou campeã do Torneio Internacional Cidade de São Paulo com muita folga para os seus três adversários. Esperamos que com mais essa mostra de entusiasmo do público com as meninas e com o brilhante futebol da seleção, a CBF e os órgãos de imprensa respeitem o futebol feminino e os que curtem acompanhar esse futebol tão cheio de brilho. E parabéns ao México por ter mostrado tanta garra durante os quatro jogos do torneio.

Após o jogo, as jogadoras Marta e Christiane foram de helicóptero até o aeroporto de Cumbica, aonde seguiram direto para Zurique, aonde participariam da festa de gala da FIFA. E pela quarta vez seguida a camisa 10 Marta recebeu o prêmio de melhor jogadora do mundo. Algo extremamente justo, já que ela é a melhor de todos os tempos!


Capitã do México recebendo a taça pelo vice-campeonato. Foto: Orlando Lacanna.


Agora o time todo posando com a taça. Foto: Orlando Lacanna.


A capitã do Brasil recebendo das mãos do presidente da FPF a taça de Campeão. Foto: Orlando Lacanna.


Festa das jogadoras e de toda comissão técnica com o título. Foto: Orlando Lacanna.

E foi isso, pois com essa partida encerramos as atividades de partidas in loco nesse difícil e traumático ano de 2009, aonde conseguimos no apagar das luzes acompanharmos mais jogos do que no ano passado. Isso tudo com menos braços nas reportagens, mas uma determinação que não esmorece nunca. E em 2010 esperamos que possamos continuar trazendo muitos jogos "perdidos" à todos, jogos que não tem o devido respeito que merecem, e que por muitas vezes, somente nós estamos lá para registrar e não deixamos que os mesmos se tornem apenas uma linha qualquer em algum livro histórico.

A luta já vai começar no dia 2 de janeiro, com a sensacional Copa São Paulo... um dos campeonatos mais esperados pelo pessoal do JOGOS PERDIDOS desde o início dos tempos.

Até lá!

Fernando

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

China conquista o 3º lugar no Torneio Cidade de São Paulo

Fala pessoal!

Para fechar o ano esportivo e de coberturas aqui no JOGOS PERDIDOS nesse difícil ano de 2009 estivemos no último domingo no Estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu. Tudo para acompanhar a definição do Torneio Internacional de Futebol Feminino na sua quarta e última rodada dupla. As primeiras emoções do dia foram na decisão de 3º e 4º lugares entre as seleções da China e do Chile.

O calor contrastou com a rodada dupla que acompanhei no domingo anterior, quando as mesmas seleções se enfrentaram num clima muito frio. Mas lá estava eu firme e forte nas arquibancadas verdes do Pacaembu junto com o Mílton para ver esse jogo. E o Orlando deu as caras em mais uma final para trazer fotos exclusivas das duas partidas de dentro do campo. E seguem agora as fotos oficiais dos times na decisão de 3º e 4º lugares:


Seleção da China. Foto: Orlando Lacanna.


Seleção do Chile. Foto: Orlando Lacanna.


As capitãs das duas seleções junto com a árbitra Edilar Maria Ferreira e as auxiliares Patrícia Carla de Oliveira e Marcela de Almeida Silva. Foto: Orlando Lacanna.


Troféus para os três primeiros lugares da competição. Foto: Orlando Lacanna.

Nessa partida, a China buscava pelo menos a conquista da terceira colocação, mas sem dúvida a seleção oriental foi a decepção na competição. O time é o atual 13º colocado no Ranking FIFA de Seleções Femininas. E ter perdido na primeira fase para as mesmas chilenas, que são as atuais 48º colocadas no mesmo ranking, foi decisivo para que a equipe perdesse a vaga na grande final. Para as chilenas, que montaram a seleção feminina há pouco tempo, tudo seria um grande aprendizado.


Atacante chinesa sofrendo marcação de atleta da seleção chilena. Foto: Orlando Lacanna.

E buscando desde os primeiros minutos devolver a derrota por 1x0 no domingo anterior, as chinesas foram com tudo pra cima da defesa chilena procurando o primeiro gol. Aos 22 minutos então a jogadora Ma Xiaoxu arriscou um chute do bico da área e acabou encobrindo a ótima goleira Claudia Christiane. Na comemoração, ao invés da atleta oriental comemorar, me pareceu que ela se lamentou pelo gol. Estranho...


A bola viajando depois de chute da jogadora Ma Xiaoxu pela direita... Foto: Orlando Lacanna.


... foi parar dentro das redes da goleira Claudia Christiane. China 1x0. Foto: Orlando Lacanna.

Na saída de bola, a única chance chilena no primeiro tempo, mas a goleira chinesa fez boa defesa. Durante o restante da primeira etapa as orientais continuaram bombardeando o gol adversário, mas não conseguiram ampliar o marcador. Muito pela péssima pontaria das suas atacantes, algo que já tinha sido fatal no primeiro jogo entre as duas seleções. E as seleções foram para o vestiário no intervalo com a vantagem mínima da China.


A goleira Claudia Christiane fazendo um poli-chinelo dentro da sua área em ataque chinês. Foto: Orlando Lacanna.


Chegada do time asiático pela esquerda do ataque. Foto: Orlando Lacanna.

Nesse intervalo eu sofri muito para encontrar um vendedor de água nas quentes arquibancadas do Pacaembu (o que acabou não acontecendo). Um bafo de calor subia do concreto e deixava a temperatura ainda mais elevada mesmo na sombra. E ficava com mais calor ainda quando via a seleção chinesa jogar de camisas de manga comprida. Arrepiava só de imaginar alguém de blusa comprida naquele sol.


A goleira chilena defendendo chute perigoso do time adversário. Foto: Orlando Lacanna.


Começo de jogada da China ainda no campo de defesa. Foto: Fernando Martinez.

E o segundo tempo então começou com o Chile tentando surpreender as chinesas em ataques rápidos pelas laterais do campo. A chance mais clara foi num chute da entrada da área que acabou encobrindo a goleira da China. A torcida no Pacaembu, claramente torcendo pelas sul-americanas, vibrou bastante com o lance. Mas não demorou para que a seleção oriental voltasse a dominar a partida.


Boa chegada da seleção chinesa no segundo tempo de partida. Foto: Orlando Lacanna.

Mas a inoperância do ataque chinês voltou a assombrar a equipe. O time estaria na final caso não tivesse perdido tantos gols durante toda a competição. E quando as atacantes não chutavam para fora, a goleira chilena Claudia Christiane, que tem nome digno de atrizes italianas dos anos 60, fez muitas intervenções importantes, aparecendo como um dos destaques da sua seleção no torneio. Mas aos 32 minutos finalmente o time asiático chegou ao segundo gol, com a atacante Ma Xiaoxu completando cruzamento da esquerda.


Visão geral de ataque chileno no final da partida. Foto: Fernando Martinez.

Daí até o apito final de jogo mais gols perdidos pela China e o terceiro lugar garantido. Final de jogo: China 2-0 Chile. Mesmo com essa vitória, a campanha asiática deixou bastante a desejar, e após o jogo o técnico da equipe confirmou que o time precisa urgentemente voltar a se concentrar mais nas partidas caso queira voltar ao estágio natural do time, sempre disputando títulos. Já para o Chile, que teve sua primeira vitória na história justamente contra as chinesas, o aprendizado foi enorme, e a expectativa é que o time melhore ainda mais em breve.


Atletas chinesas recebendo a medalha de bronze, em cerimônia que aconteceu após a Final do torneio. Foto: Orlando Lacanna.


Agora a capitã da equipe levantando o troféu pela terceira colocação. Foto: Orlando Lacanna.

Terceiro lugar definido e agora era a hora da grande final do torneio, para o enorme público no Pacaembu. Mas isso é assunto para outro post.

Até lá!

Fernando

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Brasil sofre mas vence o México pelo Torneio Cidade de São Paulo

Opa,

Depois de acompanharmos a vitória chilena sobre as chinesas, o segundo jogo na segunda rodada do Torneio Internacional Cidade de São Paulo reunia a Seleção do Brasil e a Seleção do México novamente no Estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu. Nessa partida o frio chegou com tudo e a garoa fina se transformou em chuva, deixando o público ainda mais longe do templo paulistano. Firmes e fortes, eu e o Mílton continuamos nas arquibancadas.


Seleções perfiladas para os Hinos Nacionais no Pacaembu. Foto: Fernando Martinez.

Depois da vitória brasileira contra o Chile e da derrota mexicana para as chinesas na primeira rodada do torneio, era mais do que aguardado um resultado positivo para as donas da casa, ainda mais com a atacante Christiane e a melhor do mundo Marta inspiradíssimas para mais um título canarinho. E a seleção tupiniquim começou o jogo com tudo, destruindo a seleção do México, e marcou 2x0 com apenas 5 minutos de partida. O primeiro gol veio com a camisa 10 Marta e o segundo com Érika Cristiano. Parecia que testemunharíamos um massacre.


A camisa 10 Marta sofrendo falta pela esquerda do ataque. Foto: Fernando Martinez.

É, mas ficou só no parecia mesmo. Talvez motivado pela facilidade nos primeiros minutos, o Brasil parou de jogar bola até o final da primeira etapa, e o bom time do México passou a levar bastante perigo para a zaga brasileira. Aos 29 minutos a equipe morte-americana conseguiu chegar ao seu primeiro gol com a jogadora Monica Ocampo chutando cruzado no canto direito da goleira Andréia Suntaque. Mas o time da terra do Chaves não conseguiu empatar a peleja antes dos primeiros 45 minutos terminarem. O jogo foi então para o intervalo com o 2x1 no placar.


Falta perigosa para as brasileiras no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

No intervalo, enquanto aguardávamos a volta das jogadoras, a chuva apertava e víamos pessoas de bermuda, chinelo e camiseta zanzando naturalmente por ali, mesmo com a temperatura em 16 graus. Tentamos entender se essas pessoas sentem frio ou não, mas não conseguimos chegar a nenhuma conclusão plausível. Bom, melhor nem tentarmos entender mesmo.


Visão geral do vazio Pacaembu na gelada tarde de domingo com Brasil x México no gramado. Foto: Fernando Martinez.

Após o tempo de descanso, as jogadoras voltaram ao gramado do Pacaembu para a segunda etapa, e o México começou dominando novamente o jogo. As jogadoras Monica Ocampo, Evelyn Lopez e Dinora Garza infernizaram a defesa brasileira com boas jogadas e muita disposição. Mas justamente quando o México estava mais perto do segundo gol, o Brasil acabou acertando um ótimo contra-ataque e nele marcou o seu terceiro tento no dia. Ele aconteceu aos 23 minutos e foi numa certeira cabeçada da atacante Christiane, após belo cruzamento de Marta.


Escanteio para o México, em tentativa da equipe chegar ao empate na partida. Foto: Fernando Martinez.

Mas nem deu tempo de comemorar, pois aos 27 minutos a atacante Dinora Garza acertou um chutaço da intermediária e marcou um golaço para o México. A goleira Andréia Suntaque não esperava o chute e só viu a bola no fundo das redes. A equipe verde até tentou chegar ao empate, mas a defesa do Brasil segurou bem a bronca e não sofreu mais nenhum susto até o apito final.

Final de jogo: Brasil 3-2 México. Mesmo jogando mal e com um salto alto do tamanho do mundo, a seleção brasileira confirmou seu favoritismo e praticamente garantiu lugar na final da competição. Ao México resta vencer o Chile por uma boa diferença de gols e torcer contra as chinesas na terceira rodada do torneio.

Finalizada a partida, fomos enfrentar a chuva que caía na capital paulistana subindo calma e lentamente a ladeira-monstro para chegar até a Avenida Doutor Arnaldo. Tarefa complicada, mas cerca de 20 minutos depois estávamos dentro do metrô e dali seguimos para nossos respectivos lares. E novamente com a missão cumprida, já que foram seis partidas em dois dias, algo inédito num mês de dezembro.

Até a próxima!

Fernando

Chile surpreende a China e vence sua primeira partida na história

Fala povo!

Depois de tomar muita chuva e passar muito frio no domingo cedo, uma rodada dupla do Torneio Internacional Cidade de São Paulo estava na programação original na parte da tarde. Mas graças à chuva que caía em São Paulo quase que não vou no Estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, para acompanhar a rodada, pois tomar tanta chuva assim é complicado. Mas depois de esperar um pouco em casa, a chuva deu uma trégua e corri então para o templo paulistano para o primeiro jogo do dia entre a Seleção da China e a Seleção do Chile.

Chegando lá ainda enfrentei uma fila chata para adquirir meu ingresso para a arquibancada verde. Ao adentrar as dependências do estádio logo encontrei o Mílton se protegendo do frio e a garoa que tinha voltado a cair naquele momento em São Paulo. Poucas pessoas estavam lá para ver essa partida, obviamente em função da temperatura típica de um mês de inverno na capital paulista.

Mas o jogo prometia bastante, pois a China queria confirmar seu favoritismo, e caso garantisse os três pontos contra a equipe chilena já estaria na final da competição. Esse favoritismo não era por acaso, já que o time chinês é atualmente o 13º colocado no ranking da FIFA, enquanto a seleção sul-americana é a atual 48º do ranking, e antes desse jogo não tinha vencido nenhuma partida no futebol feminino em sua curta existência (em tempo, o time chileno foi formado somente em 2009).


Jogadoras dentro da área chilena em ataque asiático no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

Só que todo favoritismo tem que ser confirmado dentro do campo de jogo, e a China acabou sofrendo uma desagrádavel surpresa após os 90 minutos regulamentares. A equipe asiática começou o jogo tomando conta de todos os setores do gramado e o time chileno ficou na defesa, tentando só sair na boa em algum contra-ataque. E justamente num ataque rápido do Chile aos 17 minutos a jogadora Daniela Mancilla completou bom cruzamento e abriu o marcador.


Disputa de bola no meio-de-campo. Foto: Fernando Martinez.

As chinesas então continuaram dominando as ações, mas esbarraram num problema grave: a falta de pontaria e o péssimo aproveitamento das suas atacantes. O time criou muitas, mas muitas chances de gol, todas desperdiçadas. E quando o chute tinha endereço certo, brilhou a estrela da goleira com nome de atriz italiana Claudia Christiane. Ela fez veradeiros milagres e levou o jogo para o intervalo com a vantagem mínima para sua seleção.


Boa falta para a Seleção do Chile no final da partida contra a Seleção da China. Foto: Fernando Martinez.

No segundo tempo o panorama foi ainda mais desesperador para as chinesas, já que elas estavam com uma pontaria melhor, mas a goleira Claudia Christiane continuou fazendo seus milagres e impediu o empate do time asiático. Pelo menos quatro gols certos ela evitou, mostrando uma técnica incrível e muita agilidade. E confirmando o que diz o profeta, nenhum jogo é ganho na véspera.

Final de partida: China 0-1 Chile. Grande resultado das sul-americanas, que conquistam a primeira vitória do time feminino do país na história. Um jogo que será lembrado pelas atletas e pela comissão técnica da equipe pelo resto dos tempos, ainda mais contra uma das forças do futebol feminino. Para a China, a certeza que o trabalho não está tão bom como foi em tempos passados, mas com certeza o time pode jogar muito mais do que fez nesse jogo.

Depois desse histórico placar foi a vez do segundo jogo do dia...

Até lá

Fernando

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Joinville Campeão da III Recopa Sul-Brasileira

Olá,

No último final de semana, foi realizada, na cidade de Votorantim, a III Recopa Sul-Brasileira de Futebol, sendo que no sábado à tarde, o JP se fez presente nas duas partidas da Fase 1. Visando fechar a cobertura completa dada à competição, no domingo pela manhã, retornei pela quarta vez nesse ano, ao Estádio Domênico Paolo Metidieri, para acompanhar de perto o duelo entre o Joinville E.C., representante do estado de Santa Catarina, contra o Serrano Centro Sul E.C. da cidade de Prudentópolis, representando o futebol paranaense.

Chegando ao meu destino, após uma viagem debaixo de muita chuva, pude observar a presença de um público diminuto, em torno de 50 pessoas, número esse, com certeza, influenciado pelo mau tempo, pela eliminação do time da casa no dia anterior e também pela quase total falta de divulgação da competição. Depois de concluir meu credenciamento, fui para a beira do gramado para fazer as fotos dos times posados, do trio de arbitragem com os capitães e dos troféus, as quais apresento abaixo:


Joinville E.C. - Joinville/SC. Foto: Orlando Lacanna. 


Serrano Centro Sul E.C. - Pudentópolis/PR. Foto: Orlando Lacanna.


Trio de arbitragem acompanhado pelos capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.


Troféus de Campeão e Vice-Campeão. Foto: Orlando Lacanna.

Mesmo com o gramado em más condições, as equipes se lançaram com tudo ao campo de ataque, visando a abertura da contagem logo no início da partida e, nesse contexto, o Joinville chegou ao seu objetivo, aos 9 minutos, quando marcou o seu primeiro gol, anotado pelo artilheiro Lima em cobrança de pênalti.


Bola estufando a rede do Serrano no primeiro gol catarinense. Foto: Orlando Lacanna.

Em desvantagem no marcador, o Serrano acelerou o ritmo das ações ofensivas, tendo criado dois bons momentos, aos 14 e 18 minutos, em jogadas com as participações de Welton, mas as conclusões não foram das melhores. A partida continuava lá e cá e, aos 25 minutos, os catarinenses desperdiçaram excelente oportunidade, nos pés de Ricardinho, que mandou uma bomba por cima do travessão da meta defendida por Val.


Disputa acirrada pela posse da bola no meio de campo. Foto: Orlando Lacanna.

A resposta do Serrano veio aos 30 minutos, numa descida perigosa pela direita, através do meia Massai, que terminou numa boa defesa do goleiro André. Na sequência de oportunidades perdidas, o Joinville chegou perto de ampliar a contagem, aos 38 minutos, em outra jogada de Ricardinho que assustou a defesa do time do Paraná.

Quando tudo indicava que a primeira etapa terminaria com a vantagem de 1 a 0 para o Joinville, eis que, aos 42 minutos, o Serrano chega ao empate, num gol anotado por Rocha, que só escorou, com o gol vazio, uma bola que veio da esquerda num cruzamento em que a defesa catarinense não conseguiu interceptar. Ainda houve tempo para o Joinville desperdiçar outra boa chance, nos acréscimos, através de Lima, que foi fominha no lance, uma vez que preferiu concluir mesmo sem ângulo, ao invés de servir um companheiro totalmente livre no interior da área. Com isso, a primeira etapa terminou empatada em 1 a 1, reservando novas emoções para o segundo tempo.


Detalhe do gol de empate do Serrano anotado por Rocha. Foto: Orlando Lacanna.

O intervalo passou rapidamente, pois fiquei conversando com o representante da FPF, o Sr. Edson, que lá estava para participar da solenidade de entrega das medalhas e troféus. O temas centrais do bate-papo foram novas filiações de clubes e o retorno ao futebol profissional de algumas equipes que estão licenciadas. Com isso, nem percebi o tempo passar.

A bola voltou a rolar e o equilíbrio das ações foi a tônica nos primeiros quinze minutos, com as equipe se revezando na criação de jogadas ofensivas, exigindo muita atenção das duas defesas, em especial dos dois goleiros.


Desvio providencial do goleiro André do Joinville evitando a virada do Serrano. Foto: Orlando Lacanna. 

O Joinville dava mostras de que queria retomar a vantagem no marcador rapidamente e, isso de fato ocorreu, na marca dos 16 minutos, quando Ricardinho marcou o segundo gol, numa cobrança de falta que mais pareceu um cruzamento, com a bola fazendo uma curva e enganando o goleiro Val que viu a bola entrar às suas costas.


Segundo gol do Joinville marcado por Ricardinho em cobrança de falta. Foto: Orlando Lacanna. 

Após a marcação do segundo gol, o time de Santa Catarina quase ampliou a contagem, aos 20 minutos, numa jogada de Claudemir, cujo arremate passou muito perto. Faltando menos de vinte e cinco minutos para o encerramento da partida, o Serrano se lançou todo ao ataque, tendo chegado muito próximo ao gol de empate, aos 22 e 24 minutos, em jogadas que tiveram a participação do ótimo jogador Bruno Guerreiro. Como resposta, o Joinville saiu num rápido contra-ataque, aos 26 minutos, através de Lima, que ficou na cara do gol, mas ao tentar driblar o goleiro Val, se enrolou todo e perdeu a chance.

Nos últimos dez minutos, o Serrano foi todo pressão e, aos 40 minutos, chegou novamente ao empate, num gol de Chulapa que só teve o trabalho de empurrar para o fundo da rede, uma bola que veio reboteada do travessão, após conclusão inicial de Robinho pela esquerda.


Bola no fundo do barbante do Joinville no gol de empate do Serrano. Foto: Orlando Lacanna. 

A partir do gol de empate, a partida ficou ainda mais eletrizante, pois os dois times não queriam decidir o título nas cobranças de tiros livres da marca do pênalti e, por conta disso, foram para cima das defesas visando definir o título no período regulamentar e, numa dessas, o Joinville foi mais feliz e acabou desempatando o jogo, nos acréscimos, através de um gol de cabeça de Lino, após ótima jogada individual de Welton. O atacante Lino nem precisou sair do chão para golpear a bola de cabeça e liquidar a fatura.


Momento exato da cabeçada de Lino ao marcar o gol da vitória do Joinville. Foto: Orlando Lacanna.

Partida encerrada com o placar registrando Joinville 3 - 2 Serrano, que garantiu o título à equipe catarinense, reforçando a hegemonia do futebol de Santa Catarina na competição, pois nas três edições dessa Recopa, só deu times catarinenses, sendo que em 2.007 o vencedor foi o Marcílio Dias de Itajaí em decisão contra o Caxias e, no ano passado, deu Brusque na cabeça, cuja decisão foi contra o Atlético Sorocaba. 

Tão logo a partida foi encerrada, os atletas do Joinville iniciaram uma discreta comemoração ainda no interior do enlameado gramado e, em seguida, receberam as medalhas e o troféu pela conquista do título. Vale ressaltar que o Serrano também foi premiado com medalhas e troféu pela segunda colocação. Ficam aqui registrados os meus cumprimentos aos atletas, comissões técnicas, dirigentes e torcedores dos dois times pelas brilhantes conquistas. 


O capitão do Serrano Índio exibindo o troféu de Vice-Campeão. Foto: Orlando Lacanna.


Atletas do Joinville recebendo as medalhas pela conquista. Foto: Orlando Lacanna.


Jogadores do Joinville com o troféu de Campeão num pódio improvisado. Foto: Orlando Lacanna.


Delegação do Joinville exibindo o troféu com muita alegria. Foto: Orlando Lacanna.

Após o encerramento das solenidades, botei novamente o pé na estrada, agora com destino a São Paulo, para aproveitar o resto do domingão no aconchego do lar. Foi isso.

Abraços,

Orlando