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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

Bernô derrota o Bandeirante na bola parada no ABC

Texto e fotos: Fernando Martinez


Como as tabelas da FPF são pessimamente montadas, no sábado tinham vários jogos marcados no mesmo horário. Apesar disso a escolha até que foi fácil. Fui até o Estádio Primeiro de Maio para um genial embate válido pela sétima rodada da fase inicial do Campeonato Paulista da Série A3. Em campo, o São Bernardo recebeu o Bandeirante de Birigüi, um dos preferidos da casa.

O confronto tem uma grande história nos anos 80. Foram dois duelos importantes no quadrangular final da Segundona de 1986, disputado no começo e 1987. O Bandeirante venceu ambos, resultados que ajudaram o time a ser campeão e conquistar o acesso. O Bernô ficou em terceiro e nunca mais chegou tão longe. Depois foram apenas três encontros. Dois em 1994, um triunfo para cada lado, e o 2 a 0 a favor do alvinegro em 2021.


EC São Bernardo - São Bernardo do Campo/SP


Bandeirante EC - Birigüi/SP


Os capitães, o árbitro Rafael Gomes Felix da Silva, os assistentes Ricardo Luis Buzz e Giovanni Crescêncio e o quarto parbutro Willians Costa Rocha

O Milton esteve comigo nessa em um sábado que teve chuva e um tempo preguiçoso. Fizemos todo aquele caminho metrô + trem + trólebus até o Primeiro de Maio com bastante sono, mas tendo a certeza de que a presença era obrigatória. Quando cheguei notei que o BEC estava com um calção dourado e já me assustei. Muito do que eu gosto do clube de Birigüi é por terem um uniforme igual ao da seleção paulista, então qualquer coisa que fuja disso já deixa a gente com a pulga atrás da orelha. Não demorou para notar que eles resolveram jogar todo de meias vermelhas e calção e camisa dourados comemorando o centenário. Não ficou feio, só que não é tão legal ver o Bandeirante sem a sua combinação tradicional.

O BEC chegou a ser líder e perdeu o posto após uma série de três compromissos sem vitória entre a terceira e a quinta rodadas. No último, triunfo por 3 a 0 em cima do Sertãozinho. O Bernô vinha de derrota e apesar dela ocupava o topo da tabela. Fiquei sozinho no ataque local e não me arrependi. Os donos da casa atacaram mais, porém as finalizações não eram boas.

O goleiro William, do BEC, acabou se tornando o principal nome da tarde ao impedir o gol do São Bernardo em algumas oportunidades, principalmente em lance com chute cara-a-cara de Rafael Carioca. O melhor futebol foi premiado aos 40 minutos com o tento que inaugurou o marcador. Bryam se enroscou com Ronaldo pela esquerda, derrubou o atleta alvinegro e o árbitro marcou pênalti. Alê bateu e fez.





Eu queria ver o Bandeirante jogando igual a seleção paulista, mas vi um uniforme com as cores do San Francisco 49ers, time da NFL



O lance do pênalti marcado a favor do Bernô e a cobrança de Alê

A chuva apertou na segunda etapa e resolvi subir até a parte coberta e acompanhar os últimos 45 minutos na companhia do Milton. A partida seguiu com o Bernô mais incisivo e pecando no toque final. O Bandeirante criou só um momento interessante aos 19 com falta de Arisson que David Becker desviou pela linha de fundo. O Vovô do ABC enfileirou chances perdidas e podia ter vencido sem tanta dificuldade.






No segundo tempo o São Bernardo chegou perto de marcar, mas o 1 a 0 se manteve

No fim, foi confirmado o resultado do primeiro tempo: São Bernardo 1-0 Bandeirante. O triunfo fez o Cachorrão dormir na liderança da Série A3 após sete jogos e 13 pontos ganhos. O BEC seguiu com 11. Foi um jogaço? Longe disso, mas pelo menos não ficou no zero. Se no sábado tinha um monte de partida no mesmo horário, no domingo não teve nada. Fui obrigado então a ficar em casa pensando na rodada dupla de quarta-feira, com direito a Série A2 e A1 no cardápio de pelejas do Jogos Perdidos.

Até lá!

Ficha Técnica: São Bernardo 1-0 Bandeirante

Local: Estádio Primeiro de Maio (São Bernardo do Campo); Árbitro: Rafael Gomes Felix da Silva; Público: 294 pagantes; Renda: R$ 3.110,00; Cartões amarelos: Willian, Vinícius Oliveira, Arthur, Bruno Costa, Eduardo; Gol: Alê (pênalti) 43 do 1º.
São Bernardo: David Becker; Vinícius Oliveira, Vinicius Leandro, Bruno Costa e Arthur (Jonas); Alê, Willian (Luiz Felipe) e Nauhan (Luan); Ronaldo (Sandrinho), Garrinsha (Xandinho) e Rafael Carioca. Técnico: Renato Peixe.
Bandeirante: Wiliam; Radeche (Welbinho), Guilherme Truyts, Eduardo Barbosa e Dudu; William Monteiro, Bryam (Octávio), Eduardo (Luis Felipe) e Bruno Silva (Wallace); Lucas Lima e Gabriel Justino (Arisson). Técnico: Paulinho McLaren.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

Bruno Mezenga resolve, faz dois e o Água Santa derrota o Ramalhão

Texto e fotos: Fernando Martinez


Não foi aqueeela partida dos sonhos, mas ver o Campeonato Paulista dentro de campo sempre vale a pena. Estive na quinta-feira no ABC pelo segundo dia seguido, desta vez acompanhando o duelo regional - clássico não, por favor - entre Santo André e Água Santa no Estádio Bruno José Daniel, válido pela sétima rodada. Os dois estão na luta pela classificação nos seus grupos e por uma vaga na Série D de 2024.

Vale registrar que essa foi a minha estreia com o Água Santa na principal divisão do estado de São Paulo. Com isso completei toda a sequência do que poderia ver do Netuno. Apenas na internet existem registros do clube jogando o Desafio ao Galo em 2005, o Amador do Estado em 2009, o primeiro ano em competições de base da FPF em 2012, a estreia no profissionalismo em 2013 e várias outras apresentações desde então. Quase com 19 anos de vida, é fato que não tem nada como o Jogos Perdidos na grande rede.


A marra do Santo André para fazer a foto oficial foi incrível. Primeiro que posaram sem o goleiro. Quando o arqueiro foi chamado, o time simplesmente desistiu de fazer a imagem. Parecia que estávamos pedindo 10 mil reais emprestado para a rapaziada tamanha a má vontade


EC Água Santa - Diadema/SP


Quarteto de arbitragem escalado com Matheus Delgado Candançan, Fabrini Bevilaqua Costa, Bruno Silva de Jesus e Ricardo Bittencourt da Silva e os capitães

Peleja às seis da tarde de uma quinta-feira não é para qualquer um, então apenas 970 pessoas pagaram ingresso. De novo contando com a presença do Milton, que, por já ter superado a marca dos sessentinha, não paga ingresso na casa andreense, vimos um confronto muito interessante de duas equipes com momentos bons. O Netuno, que somou apenas dois pontos nos quatro primeiros compromissos, se achou e vinha de dois triunfos, 2 a 1 contra a Portuguesa e um 3 a 0 sensacional em cima do Ituano. O Santo André faz campanha razoável, pena que o grande problema é estar no grupo do Palmeiras, favorito de tudo.

No domingo os mandantes foram bem contra o São Paulo e o 1 a 0 do Tricolor foi conquistado nos acréscimos. É, mas a sorte mudou na quinta. O Ramalhão foi mal e não conseguiu fazer frente ao clube de Diadema. O Água Santa, se não jogou o fino da bola, foi bastante superior e emplacou a terceira vitória seguida.

O bom começo visitante deu resultado aos 15 minutos. Júnior Todinho fez grande jogada pelo lado direito e tocou para Bruno Mezenga. O atacante acertou um belo chute e colocou o Netuno na frente. O Santo André estava mortinho e se livrou de tomar mais gols em seguida. A torcida não curtiu muito a fraca atuação da equipe. O único ataque local no tempo inicial foi aos 41 com Dudu Vieira arriscando de longe.






Imagens do primeiro tempo de Santo André x Água Santa

Na etapa final o Água resolveu a parada logo cedo. Reginaldo colocou na cabeça de Bruno Mezenga, que fez o segundo. João Vítor respondeu na sequência e mandou no travessão. O Ramalhão buscou pelo menos o gol de honra, só que conforme o relógio andava, o fôlego foi desaparecendo. Nessas, o Netuno quase ampliou com Ronald em finalização na trave.





No tempo final o Água Santa marcou no começo e depois segurou a vitória

O Santo André 0-2 Água Santa marcou o terceiro resultado positivo seguido dos diademenses, vice-líderes do Grupo B com onze pontos, igual o São Paulo. O onze andreense está em terceiro no D, atrás de Palmeiras e o embalado São Bernardo FC. Desse jeito, não lutarão por uma vaga entre os oito melhores do torneio.

Se na quarta teve São Caetano e na quinta Santo André, no sábado devo fechar a trilogia do ABC Paulista em São Bernardo do Campo, minha estreia na cidade pela Série A3. Tem duelo que relembra o grande quadrangular final da segundona de 1986 na pauta e eu não vou perder a deixa.

Até lá!

Ficha Técnica: Santo André 0-2 Água Santa

Local: Estádio Bruno José Daniel (Santo André); Árbitro: Matheus Delgado Candançan; Público: 970 pagantes; Renda: R$ 21.275,00; Cartões amarelos: Moisés Ribeiro, Rodolfo Filemon, Luan Dias, Gabriel Inocêncio; Gols: Bruno Mezenga 15 do 1º e 5 do 2º.
Santo André: Lucas Frigeri; Ricardo Luz, Rodolfo Filemon, Matheus Mancini e Romário; Moisés Ribeiro (Nenê Bonilha), Dudu Vieira, Gerson Magrão (Claudinho) e Léo Ceará (Julio Vitor); Pablo (José Hugo) e Gabriel Taliari (Fernando Viana). Técnico: Vinícius Bergantin.
Água Santa: Ygor Vinhas; Reginaldo, Didi, Rodrigo Sam e Gabriel Inocêncio; Kady (Igor Henrique), Luan Dias (Lelê) e Thiaguinho (Ramon); Júnior Todinho (Ronald), Bruno Xavier (David) e Bruno Mezenga. Técnico: Thiago Carpini.

Boa apresentação do Azulão em vitória contra o Velo Clube

Texto e fotos: Fernando Martinez


A sessão noturna da quarta-feira, também pelo Campeonato Paulista da Série A2, teve outro duelo bem legal. Direto do Estádio Anacleto Campanella, o São Caetano recebeu o sempre genial Velo Clube de Rio Claro. O ameaçadíssimo Azulão queria vencer, só que o rubro-verde, sexto lugar, era um adversário difícil.

Essa foi a terceira vez que acompanhei de perto esse confronto, todos pela A2. Nos dois anteriores, triunfos locais. Em outro 8 de fevereiro, só que em 2014, o Azulão goleou por 4 a 0. Já em 13 de fevereiro de 2017, em meio a um período conturbado da minha vida, outro resultado positivo, agora por 3 a 1.


AD São Caetano - São Caetano do Sul/SP


AE Velo Clube R - Rio Claro/SP


Aquela foto que só sai no JP com o árbitro Guilherme Nunes de Santana, os assistentes Osvaldo Apipe de Medeiros Filho e Felipe Camargo Moraes, o quarto arbitro Leonel Marcos Fialho da Silva e os capitães

Na parte da tarde acompanhei o triunfo do Comercial contra o Juventus na Rua Javari e segui da Mooca até a cidade do ABC Paulista na companhia do amigo Milton. Como chegamos cedo e o estômago estava vazio, paramos na padaria magnata que fica em frente ao estádio. Padoca caríssima, mas não tínhamos outra opção. Enquanto estávamos ali a dupla Pucci e Colucci deu as caras.

O Velo vinha de dois jogos sem triunfos, enquanto o Azulão, apesar de estar perto da zona de rebaixamento, seguia com uma série de quatro compromissos invicto. Na última rodada estive no empate por 2 a 2 com o Monte Azul e nada indicava que o vice-campeão de Libertadores de 2002 pudesse fazer um duelo equilibrado com o rubro-verde de Rio Claro.

Quando a emoção começou, quem teve os melhores momentos foi o onze visitante. Em dois lances aos três e aos oito minutos, respectivamente com Franco e Ynaiã, o Velo por muito pouco não saiu na frente. O São Caetano respondeu aos 11 com finalização de Jhonata que o goleiro Lucas Gomes mandou pela linha de fundo. Na cobrança de escanteio Jhonata cruzou, a zaga do Velo falhou e Pablo abriu o marcador.

Aí foi a vez do escrete local, todo animado, assustar a zaga adversária em falta de Pablo aos 27 e chute de longe de Jhonata no minuto seguinte. Faltou pouco para o segundo gol sair. O Velo não foi capaz de segurar os donos da casa e, por sorte, viu o intervalo chegar com a derrota parcial pela contagem mínima.




O São Caetano começou a peleja com tudo e abriu o placar com Pablo, aqui comemorando o gol



O Azulão seguiu melhor após o 1 a 0 e não ampliou por azar

Na etapa final saí do gramado e fui até as cabines. Como estavam vazias, os amiguinhos presentes também ficaram por ali. Presenciamos então a melhor atuação do clube da Grande São Paulo em 2023, neutralizando o adversário e criando ótimas oportunidades. Álamo perdeu gol feito aos cinco e aos 26 Régis obrigou Lucas Gomes a fazer boa defesa em chute cruzado. O Velo tentava, porém errava muitos passes. Quando o cronômetro chegou aos 41, Anderson Magrão venceu disputa de bola, entrou na área e tocou na saída do arqueiro velista, fechando assim a fatura.



Na etapa final, o panorama da partida permaneceu o mesmo. O São Caetano foi muito melhor





Toda a sequência do segundo gol local, marcado por Anderson Magrão. O toque na saída do goleiro e a comemoração com a torcida no Anacleto Campanella

O São Caetano 2-0 Velo Clube marcou a primeira vitória do time do ABC como mandante na Série A2 de 2023. O resultado deu um breve alívio na luta contra a queda. A equipe está agora na 12ª posição com nove pontos. O Velo caiu para a nona posição com 10 pontos. O certame está na metade.

Retornei ao ABC na quinta-feira, desta vez com o Paulistão na pauta livre do Jogos Perdidos. Não era o duelo dos sonhos, mas toda vez que pinta a chance de acompanhar uma partida do estadual mais importante do país, vale fazer um esforço.

Até lá!

Ficha Técnica: São Caetano 2-0 Velo Clube

Local: Estádio Anacleto Campanella (São Caetano do Sul); Árbitro: Guilherme Nunes de Santana; Público: 374 pagantes; Renda: R$ 4.190,00; Cartões amarelos: Diego Barboza, Gui Tavares, Gerley, Pablo, Bruno Motta, Álamo, Felipinho, Thiago Rubim; Gols: Pablo 12 do 1º e Anderson Magrão 41 do 2º.
São Caetano: João Lucas; Jhonata, Pablo (Lucão), Gui Tavares e Paulo Henrique; Lucas Silva, Gerley (Bruno Motta) e Regis (Lobato); Diego Barboza (Álamo), Anderson Magrão e Francis (Coutinho). Técnico: Ângelo Foroni (Interino).
Velo Clube: Lucas Gomes; Ynaiã, Betão (Denner Santos), Juan Sosa e Matheus Nunes; Ítalo (Douglas Skilo), Franco e Felipinho (Danilo); Thiago Rubim, Denner (Bruno Ritter) e Léo Castro (Clevinho). Técnico: Alberto Félix.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

Bafo, de amarelo, surpreende o Juventus na Rua Javari

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na quarta-feira emplaquei minha estreia no Estádio Conde Rodolfo Crespi em 2023 com um joguinho que tem a cara daqueles famosos Paulistões dos anos 70/80: Juventus x Comercial de Ribeirão Preto pela oitava rodada do Campeonato Paulista da Série A2. Confronto bem legal que eu não acompanhava in loco desde o longínquo ano de 2010.

Depois do 3 a 0 em cima do Noroeste na quinta rodada, os grenás não ganharam mais. Ficaram no 0 a 0 com o XV de Piracicaba, perderam do São Caetano e conseguiram um ótimo empate contra a Ponte Preta no domingo. O Bafo, recém promovido da Série A3, vinha de derrota em casa para o Taubaté. Já tinha visto o alvinegro este ano no péssimo empate sem gols contra o Oeste na Arena Barueri pela quinta rodada.


CA Juventus - São Paulo/SP


Comercial FC - Ribeirão Preto/SP


Quarteto de arbitragem na Javari com Guilherme Francisco Maciel Rosário, Guilherme Francisco Maciel da Silva E Rosário, Enderson Emanoel Turbiani da Silva e Gabriel Petrini Rodrigues Cruz, além dos dois capitães

O público de menos de 500 pagantes deixou o clima parecido com o que eu via na casa juventina nos anos 90. Entre os presentes, o Milton, como sempre, e a dupla seu Natal e o glorioso Jurandyr, dando aquele migué no trabalho. Todo mundo teve o prazer de ver o Comercial jogando com meias pretas e calção e camisa amarela. Foi a primeira e provavelmente a única vez que fizeram isso em 2023. Tem gente que acha bizarro (e é), porém eu curto estar presente em momentos assim.

O primeiro tempo na Javari foi bem mais ou menos. O Juventus buscou aquela blitz esperta e não teve sucesso. O maior lance local foi aos 29 em tiro de Renan Barcelos e boa defesa de Jeferson Souza. O Comercial fez pouco, mas levou perigo em boa chegada de Jeferson Lima que terminou no travessão e intervenção bem boa de André Dias no rebote. Pouco para 45 minutos.


Ataque comercialino pela direita



Dois grandes momentos do goleiro André Dias, do Juventus



Mais duas chegadas do Comercial antes do intervalo

Felizmente tudo melhorou na etapa final. O jogo subiu em qualidade e empolgou os presentes. Logo aos quatro minutos Renan Barcelos cruzou na área e Wendel marcou de cabeça. O Moleque Travesso respondeu com pressão intensa na sequência. Aos 18 um dos defensores comercialinos colocou a mão na bola dentro da área. Bruno Moraes bateu bem o pênalti e empatou.

Nos minutos seguintes o ímpeto grená aumentou e a equipe chegou perto de virar o placar. O Comercial parecia entregue e não conseguia passar do meio-campo. A melhor chance foi um gol perdido de forma inacreditável em toque por cobertura que caprichosamente encontrou o travessão. Como o dia não era dos paulistanos, em contra-ataque preciso aos 37, Sacomam falhou em cruzamento da esquerda e a pelota caiu nos pés de Wendel. Ele dominou e tocou fraquinho no canto direito de André Luís, recolocando o time amarelo (!) e preto em vantagem.


Bruno Moraes deixou tudo igual em pênalti no segundo tempo




O Juventus jogou bem e quase marcou o segundo gol. Na última foto, ele não saiu por milagre... a bola bateu na trave

O Juventus 1-2 Comercial foi um duro golpe para os grenás, que não contavam com essa derrota, a segunda consecutiva em casa e a quarta apresentação seguida sem um resultado positivo. O clube está em nono lugar com nove pontos. O Bafo está na sexta posição com 11.

Sem tempo de papear à toa, saí junto com o Milton do estádio com rumo à Estação Mooca da CPTM. Tinha sessão noturna também pela A2 com um dos candidatos ao rebaixamento e outro que ocupa o G8 desde as primeiras rodadas.

Até lá!

Ficha Técnica: Juventus 1-2 Comercial

Local: Estádio Conde Rodolfo Crespi (São Paulo); Árbitro: Guilherme Francisco Rosário; Público: 439 pagantes; Renda: R$ 9.315,00; Cartões amarelos: Betinho, Bruno Moraes, Rhuan, Lineker, Victor Bolt, Brayan; Gols: Wendel 4, Bruno Moraes (pênalti) 17 e Wendel 36 do 2º.
Juventus: André Dias; Rhuan, Gilberto Alemão, Diego Sacomam e Luan Gama (Denis Neves); Adilson Goiano (Everton Sena), Betinho e Jeferson Lima (Gustavo Índio); Bruno Moraes, Cesinha (Dudu) e Thiaguinho (Zé Oliveira). Técnico: Ito Roque.
Comercial: Jefferson Souza; Luis Roberto, Maycon Douglas, Thiago Moura (Luiz Eduardo) e Renan Barcelos (Rafael Ibiapino); Victor Bolt (Romário), Lineker (Guilherme Pitbull) e Alan Mineiro; Brayan, Túlio (Wagner) e Wendel. Técnico: Gustavo Marciano.