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domingo, 25 de agosto de 2019

Novorizontino derrota o Nacional pela segunda vez no sub-20

Texto e fotos: Fernando Martinez


O Campeonato Paulista sub-20 da Primeira Divisão está chegando perto do final da sua segunda fase e o Grupo 6 é um dos mais embolados. Por ter a presença de três times na Grande São Paulo, consegui emplacar a cobertura dos dois jogos da penúltima rodada, começando com o genial e inédito duelo entre Nacional e Grêmio Novorizontino no Estádio Nicolau Alayon.

O onze ferroviário começou bem essa fase com uma vitória em cima do São Bernardo. Depois disso, duas derrotas: 5x1 contra o Tigre em Novo Horizonte um 2x0 para o Juventus em casa. Na última rodada eles se recuperaram em grande estilo derrotando o Moleque Travesso de virada na Rua Javari. Ao final da quarta rodada, o Grêmio Novorizontino tinha nove pontos, a dupla Juvenal seis e o Bernô três.


Nacional Atlético Clube (sub-20) - São Paulo/SP


Grêmio Novorizontino (sub-20) - Novo Horizonte/SP


Quarteto de arbitragem e capitães dos times

Jogando contra o líder, o escrete paulistano queria aproveitar o fator casa e manter o astral positivo. O único problema foi que do outro lado estava uma equipe muito bem arrumada e que em apenas meia hora definiu a sorte da peleja. O futebol apresentado pelo clube preto e amarelo foi de alta qualidade e quando o Nacional se ligou já estava tomando 3x0 na moleira.

Logo aos três minutos, Adílson abriu o marcador ao completar de cabeça um escanteio da esquerda. Tenso no gramado, o Nacional respondeu dois minutos depois em tiro de longe de Guilherme, defendido tranquilamente por Rafael Willian. Aos oito, Gabriel Neris finalizou e o arqueiro local Hans espalmou. Aos 14, o Tigre teve um tento anulado, porém dois minutos depois eles chegaram aos 2x0. Fábio Aurélio se aproveitou de falha do zagueiro e do goleiro locais e cabeceou da pequena área, ampliando a vantagem.

A situação local ficou ainda mais difícil quando PH, camisa 2, foi expulso aos 28 minutos. Ainda grogue com os rápidos ataques visitantes, o Nacional sofreu o terceiro aos 34 com Nando aproveitando meio sem jeito bola cruzada na área. Com os 3x0, o Novorizontino passou a cozinhar o galo e até o intervalo chegar pouco se viu. Ficou claro que o resultado estava praticamente definido.


Cabelo (6) com a bola sendo acompanhado por João Augusto (3)


Detalhe do primeiro gol da tarde, marcado pelo camisa 4 Adílson


Atleta nacionalista se estica para tentar o domínio da pelota


O camisa 6 Cabelo sob a marcação de três atletas do Tigre

No segundo tempo, na base do "perdido por um, perdido por dez", não restou outra alternativa ao onze ferroviário a não ser se lançar ao ataque tentando diminuir o prejuízo. Isso gerou três grandes momentos visitantes em contra-ataques. Aos 15 minutos, Fábio Aurélio teve a chance a chance de ouro do quarto tento quando, sozinho na pequena área, cabeceou torto pela linha de fundo. Aos 19 Lucca Padial salvou em cima da linha. Cinco minutos após, Rômulo atacou bem pela direita e cruzou baixo. Bruno Conceição era o destino, mas Washington, 9 nacionalista, tirou do adversário na Hora H. Depois disso, os donos da casa passaram, mesmo que tardiamente, a atacar com perigo.

Aos 32, Guilherme chutou de longe e a bola, numa curva incrível, bateu na trave. Rafael Willian fez milagre em tiro de Lucas de Paula aos 38. Ele mesmo finalizou com perigo novamente aos 41 e de novo o camisa 1 do Novorizontino defendeu bem. A última chance aconteceu no último minuto quando Lucas, sempre ele, cobrou falta perigosa e a pelota saiu por cima. Apesar de merecerem pelo menos um golzinho, os ferroviários não conseguiram superar o setor defensivo adversário.


Ataque do Nacional pelo alto no começo do tempo final


Guilherme armando chute de longe


Visão de lance no meio de campo

Final de jogo: Nacional 0-3 Grêmio Novorizontino. Mesmo com o revés, o triunfo do Bernô contra o Juventus no dia seguinte fez o clube da Zona Oeste chegar na última rodada precisando basicamente de uma vitória simples para se classificar. O saldo de gols é péssimo, mas derrotando o São Bernardo no ABC ficarão com nove pontos e devem entrar como um dos melhores terceiros, independente do resultado do outro jogo. Não será fácil, mas a equipe tem condições de buscar a vaga. O triunfo confirmou a agremiação preta e amarela na liderança do Grupo 6.

Na tarde de sexta-feira retornei aos gramados mais uma vez na Rua Javari, onde acompanhei a peleja que fechou a penúltima rodada da chave.

Até lá!

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Ficha Técnica: Nacional 0-3 Novorizontino

Competição: Campeonato Paulista sub-20 da Primeira Divisão; Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Leandro Carvalho de Oliveira; Público e renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Cabelo, Erick (Nac), Barba, Lucas Barbosa, Nando, Brendon, João Augusto (Nov); Cartão vermelho: PH 28 do 1º; Gols: Adilson 3, Fábio Aurélio 16 e Nando 34 do 1º.
Nacional: Hans Santos (Alan Gobetti); PH, Erick, Lucca Padial (Matheus Lopes) e Cabelo (Alan Mike); Xuxa, Guilherme, Kevin (Josué) (John Kevin) e Lucas de Paula; Washington e Vinícius. Técnico: Guilherme Carbonieri.
Novorizontino: Rafael Willian; Rique, João Augusto (Zé Leandro), Adilson e Mateus Cavalcante; Barba (Eusébio), Fábio Aurélio (Rômulo), Gabriel Neris (Léo Pinhati) e Lucas Barbosa (Brendon); Nando e Bruno Conceição (Diogo). Técnico: Willian Sander.
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terça-feira, 20 de agosto de 2019

Nacional vacila (mais uma vez) e se complica na Copa

Texto e fotos: Fernando Martinez


A "maldição do centenário" que atingiu várias agremiações brasileiras sem dúvida está cumprindo seu papel no Nacional. O time ferroviário vem fazendo uma temporada muito abaixo da média e o confronto do sábado contra o Corinthians pode ter sido o último no Estádio Nicolau Alayon em 2019. Dá pra contar nos dedos os jogos realmente bons do clube no ano... e o duelo contra o mosqueteiro não é um deles.

O escrete da Zona Oeste chegou a essa rodada com nove pontos após oito rodadas disputadas no Grupo 3 da Copa Paulista. Se derrotassem o alvinegro e o Juventus não fosse derrotado pela Portuguesa no domingo, chegariam classificados na última rodada. Mas a palavra "tranquilidade" nos existe pelos lados da Comendador Souza, e a vaga na segunda fase ficou seriamente ameaçada com tudo o que (não) aconteceu no final de semana.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Sport Club Corinthians Paulista - São Paulo/SP


O árbitro Thiago Lourenço de Mattos, os assistentes Alex Alexandrino e Vladimir Nunes da Silva, o quarto árbitro Marcelo de Jesus Santos e os capitães dos times

Fui sozinho para o meu 48º cotejo seguido dos ferroviários na sua casa, mantendo a série que vem desde setembro de 2016. Lá na cancha encontrei o alvinegro Bruno torcendo por um triunfo do fraco elenco sub-23 do Corinthians. E se não fosse a presença do amigo roqueiro, o primeiro tempo teria sido ainda mais difícil de acompanhar por conta de tanta falta de inspiração dos dois lados.
       
Nesse mar de desânimo e lances sem sentido, o alvinegro ainda conseguiu ser melhor, levando perigo em dois momentos. No primeiro, aos sete minutos, Lucas cobrou falta na área e Marcio Ferrari cabeceou com perigo. No segundo, aos 24, o melhor momento visitante em toda a peleja. Rodrigo Figueiredo bateu falta no canto direito e Felipe fez milagre. No rebote, Marcio Ferrari mandou na trave e na sobra o mesmo Rodrigo finalizou e a zaga salvou. Já o Nacional... bom, os donos da casa nada fizeram. Nada.


Zagueiro corintiano se esticando todo para fazer o corte


Atacante nacionalista fazendo pressão em atleta adversário na linha de fundo


Uma das boas chegadas alvinegras no tempo inicial

O papo do técnico Felipe Alves nos vestiários do Nicolau Alayon deve ter sido bom, pois a postura nacionalista foi outra na etapa final. A modorrenta atuação deu lugar a uma equipe que, se não tem uma técnica brilhante, pelo menos criou vários bons momentos para abrir o marcador. O que complicou de verdade foi o último toque, aquele vilão sempre presente no atual cenário futebolístico do país.

Aos seis minutos Caio Mendes foi o responsável pela primeira boa chance em falta cobrada na área que passou por todo mundo e parou nas mãos do arqueiro Filipe. Na sequência, o primeiro e único bom momento alvinegro até os acréscimos quando Warian recebeu na intermediária e, de perna direita, chutou colocado no canto. A bola fez uma curva incrível e saiu tirando tinta da trave. Depois disso, só os donos da casa jogaram.

Aos 24, numa investida pela direita, Alan cruzou e a pelota encontrou Gabriel Mendes na pequena área. A finalização saiu perto da trave esquerda. O clima era elétrico e aos 35, o Nacional teve falta cobrada por Gabriel no bico da área. A bola espirrou na barreira e, após de bate-rebate pelo alto, sobrou pro camisa 17 Vinícius Faria. Ele desviou de cabeça e o goleiro Filipe fez milagre. No minuto seguinte foi a vez de Matheus Lu cruzar da direita e Renan Brainer, 2 do Timão, se antecipar e mandar pela linha de fundo. Uma fração de segundo a mais e Michael Tuíque teria marcado.

O alto número de chances criadas sem que o gol saísse foi desanimando boa parte dos presentes, todos sabendo que a situação poderia se complicar bastante dependendo do resultado de Portuguesa e Juventus no domingo. No último minuto, mostrando que não era dia dos avantes nacionalistas, a bola chegou na área e, no afã de chutarem no gol, três atletas locais se embananaram e jogaram fora a última oportunidade. Nos acréscimos quase que o caldo entorna de vez quando Renan Brainer recebeu livre na direita, livre de marcação, e chutou em cima de Felipe Lacerda.


Filipe subindo para neutralizar ataque do Nacional


Lance em que três atletas nacionalistas se atrapalharam e perderam grande chance


Outro ataque local pelo alto no fim da peleja

O placar final de Nacional 0-0 Corinthians foi ruim para ambos e ficou ainda pior na tarde do domingo quando a Lusa derrotou o Moleque Travesso no Canindé. Na última rodada o onze ferroviário, que agora soma sete jogos sem vencer, precisa derrotar o Juventus na Rua Javari e torcer contra os rubro-verdes em Taubaté. Os dois tem a mesma pontuação, só que a Portuguesa está na frente por ter vantagem no número de vitórias. O ano do centenário pode terminar de forma lamentável no próximo sábado.

Com essa cobertura, encerrei o final de semana futebolístico. A bola vai voltar a rolar a partir de quinta-feira com decisões no sub-20 e também, claro, na Copa Paulista.

Até lá!

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Ficha Técnica: Nacional 0-0 Corinthians

Competição: Copa Paulista; Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Thiago Lourenço de Mattos; Público: 232 pagantes; Renda: R$ 2.760,00; Cartões amarelos: Veloso, Caio Mendes (Nac), Yuri, Igor Morais, Renan Brainer (Cor).
Nacional: Felipe Lacerda; Veloso, Guilherme, Felipe e Caio Mendes; Rogério Maranhão, Matheus Lu, Alan Cristian e Emerson Mi (Gabriel Mendes); Luciano Pintinho (Michael Tuíque) e Éder Paulista (Vinícius Faria). Técnico: Felipe Alves.
Corinthians: Filipe; Renan Brainer, Igor Morais, João Victor e Lucas; Jordan Souza, Warian, Marcio Ferrari (Yuri) e Rodrigo Figueiredo (Reifit); Jorge Colman (Rodrigo) e Gabriel Silva. Técnico: Edson Leivinha.
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segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Após 23 anos, Nacional derrota o Juventus pelo sub-20 na Javari

Texto e fotos: Fernando Martinez


Ah, a preguiça... um dos sete pecados capitais foi o responsável por eu ter ficado em casa em boa parte da semana. Só deixei a morosidade de lado na tarde de sexta-feira para ver o 26º duelo entre Juventus e Nacional da minha vida (contando todas as categorias, claro). Dessa vez o confronto foi pelo Campeonato Paulista sub-20 da Primeira Divisão na disputa da sua segunda fase. O palco foi o velho Estádio Conde Rodolfo Crespi.

Ambas as equipes foram bem jogando o Grupo 3 da primeira fase e ambas se garantiram por coincidência na mesma chave também na fase atual. Junto com Grêmio Novorizontino e São Bernardo, os dois fazem parte do Grupo 6. No primeiro turno, os grenás somaram seis pontos e ficaram na segunda colocação, atrás do Tigre no saldo de gols. O Naça era o lanterna por terem a mesma pontuação e um saldo de gols pior do que o do Bernô.


Clube Atlético Juventus (sub-20) - São Paulo/SP


Nacional Atlético Clube (sub-20) - São Paulo/SP


Capitães dos times e quarteto de arbitragem

Os antigos adversários fecharam o turno da chave com um triunfo juventino por 2x0 jogando na Zona Oeste. Após o apito final o pau cantou e o que se viu na cancha nacionalista foi uma daquelas clássicas pancadarias generalizadas que começou do lado de fora e passou para o gramado. No fim, dois expulsos de cada lado e uma pergunta: será que a Rua Javari veria resquícios de toda a treta?

Falando um pouquinho de história, desde que a FPF reorganizou as categorias de base em 1980, Juventus e Nacional duelaram em 23 oportunidades com onze triunfos grenás e 26 gol marcados, seis ferroviários com 19 gols feitos e seis empates. Com o mando juventino, onze jogos, seis vitórias locais, quatro empates e apenas uma vitória visitante, um 1x0 em setembro de 1996. Um triunfo do velho SPR, além de quebrar o tabu de 23 anos, era essencial pensando em vaga na terceira fase.

Quando a peleja começou os vimos alguns lances ríspidos e vontade excessiva por parte de atletas dos dois clubes. Logo a arbitragem agiu e o foco voltou a ser apenas o futebol. Aos doze minutos o Juventus criou o primeiro bom momento depois que Arthur Moura, camisa 9, recebeu pela esquerda e chutou de primeira. O goleiro Hans Santos fez ótima defesa.

Os locais eram melhores, tanto que o Nacional teve a primeira chance real apenas aos 28 minutos. Após boa troca de passes, Guilherme Teixeira chutou cruzado pela direita e a bola tocou na rede pelo lado de fora. Aos 30, saiu o primeiro gol quando Lucas da Costa cobrou falta pela esquerda e Pablo Vinícius surgiu entre os zagueiros para cabecear e colocar o Juventus em vantagem. Nos minutos finais, o Naça teve dois bons momentos em chutes de longa distância.


Chegada grená pela direita sob o atento olhar do atleta nacionalista


Matheus Lopes (6) lançando para o campo de ataque visitante


Momento exato em que Pablo Vinícius cabeceou firme e abriu o placar


O Juventus atacou bastante no primeiro tempo, a maior parte das vezes pela direita

No tempo final a ação recomeçou com um Nacional animado e disposto a buscar um resultado melhor. Aos 19, Washington Bispo criou o melhor momento num tiro que tirou tinta da trave juventina. Como o escrete grená é bem arrumado, aos 24 minutos rolou a chance de ouro de ampliar o marcador e praticamente definir a partida. Rikelme, atleta que defendeu a centenária agremiação ferroviária entre 2018 e 2019, foi lançado em profundidade e a zaga parou pedindo impedimento. Ele avançou pelo campo de defesa, entrou na área e teve toda a calma para escolher um canto e fazer a festa. Só que o camisa 7 finalizou mal e a pelota saiu à esquerda.

O Juventus sentiu demais o gol perdido e o Naça se mandou ao ataque, colocando pressão no adversário. Aos 35, na base da bola cantada, o árbitro marcou pênalti a favor dos visitantes. Lucas de Paula bateu bem e deixou tudo igual. A blitz se intensificou nos minutos finais e aos 43 quase saiu o segundo numa finalização que foi salva em cima da linha. No minuto seguinte não teve jeito. Num ataque pela esquerda, a bola foi cruzada na área, passou por um dos avantes mas não pelo camisa 17 Josué. Ele chutou meio torto e mesmo assim a pelota teve como destino o canto esquerdo de Cauá França.


A postura ferroviária mudou no segundo tempo com o time mais ligado


Disputa de bola na entrada da área em ataque juventino


Atleta do Juventus caído no chão e roubo de bola a favor do Nacional


Lucas de Paula bateu bem o pênalti e deixou tudo igual na Javari

Os cinco minutos de acréscimos não foram suficientes para que o Moleque Travesso pudesse empatar novamente. Quando o cotejo chegou ao fim, o placar de Juventus 1-2 Nacional surpreendeu e gerou uma enorme festa dos atletas e comissão técnica visitantes. O triunfo quebrou o tabu de 23 anos citado no começo do post e recolocou os ferroviários na briga por uma vaga na terceira fase. Agora o Novorizontino tem nove pontos, os rivais paulistanos tem seis e o Bernô tem três. Na próxima rodada, o Naça recebe o líder em difícil compromisso dentro do Nicolau Alayon.

Falando em Nacional, voltei a ver os ferroviários na tarde de sábado, agora com a equipe principal em campo. Teve nova sessão de horrores na Copa Paulista em jogo que deixou a classificação mais longe.

Até lá!

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Ficha Técnica: Juventus 1-2 Nacional

Competição: Campeonato Paulista sub-20 da Primeira Divisão; Local: Estádio Conde Rodolfo Crespi (São Paulo); Árbitro: Daniel Carfora Sottile; Público e renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Arthur Moura, Jefferson, Bazilio (Juv), Kevin da Silva, Guilherme Teixeira, Eric Felippi, Lucas Augusto, Thiago Leonel (Nac); Gols: Pablo Vinicius 30 do 1º, Lucas de Paula (pênalti) 35 e Josué 44 do 2º.
Juventus: Cauã França; Isaque Aparecido, Pablo Vinicius, Gabriel Mafei e Antônio da Fonte (Lucas Martins); Gustavo Henrique (Thiago Oliveira), Rikelmi (Kauê Baptista), Bazilio e Lucas da Costa (Wallace Ruan); Arthur Moura (Jefferson) e Gusstavo Xavier. Técnico: Marcel Barbosa.
Nacional: Hans Santos; Paulo Henrique, Lucca Padial, Eric Felippi e Matheus Lopes (Allan Mike); Lucas Augusto (Josué), Guilherme Teixeira (John Kevin), Kevin da Silva (Leonardo Morais) e Lucas de Paula; Thiago Leonel e Washington Bispo. Técnico: Guilherme Carbonieri.
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quarta-feira, 14 de agosto de 2019

União Suzano se despede da Segundona com nova derrota

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na manhã do domingo acabou a segunda fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão e o Plano A reservava uma ida até Guarulhos. Como a peleja foi cancelada no meio da semana, tive que apelar para o Plano B. Após quatro anos, voltei ao Estádio Francisco Marques Figueira acompanhar de perto a despedida do sempre legal União Suzano atuando contra o Tupã. O duelo foi válido pela última rodada do Grupo 11.

Depois de terminar a primeira fase como líder do Grupo 6 com uma bela campanha, o USAC viu o técnico Luiz Carlos Cavalheiro deixar o clube e com ele vários atletas, todos reclamando de atraso em salários e problemas de infra-estrutura. O resultado prático foi trágico: cinco jogos, cinco derrotas e 18 tentos sofridos. O sonho de vaga na terceira fase se transformou num enorme pesadelo.

Já o Tricolor da Alta Paulista fez o suficiente para passar da primeira fase - foi terceiro do Grupo 1 com 17 pontos - e na segunda não comprometeu. A equipe chegou na última rodada com oito pontos e quase garantida como uma das melhores terceiras colocadas. Como eram francos favoritos contra o onze suzanense, dava pra dizer que somente uma catástrofe os deixariam de fora. Ninguém em sã consciência acreditava na eliminação.


União Suzano Atlético Clube - Suzano/SP


Tupã Futebol Clube - Tupã/SP


O árbitro João Batista Avelino, os assistentes Fabrício Porfírio de Moura e Luis Felipe Silva, o quarto árbitro Alex Leite Palmira e os capitães dos times


O técnico Tupãzinho, eterno talismã da Fiel, comandando o Tupã

Eu quase abortei a missão por conta do cansaço pós-madrugada de trabalho. Como estava de folga no restante do dia, resolvi deixar o sono para depois e emplaquei a primeira visita ao principal palco futebolístico de Suzano desde 2015. Minha última vez ali tinha sido num ECUS x Bandeirante pelo sub-20 em outubro daquele ano. O União eu não via lá desde abril de 2014 numa derrota contra o Guarulhos, também pela Segundona.

A jornada teve várias novidades no seu trajeto. Primeiro, fui direto na composição que peguei na Luz pois não a maldita baldeação na CPTM em Guaianazes é coisa do passado. Também ainda não tinha visitado a nova Estação Suzano, agora uma construção enorme que nada se parece com a antiga. Foi a primeira vez que estive ali após a reforma que possibilitou a volta do USAC aos torneios da FPF. A cancha tem nova pintura e ganhou uma arquibancada de concreto oposta à parte coberta. Não mudou tanto, mas ficou bem melhor do que era.

Dentro de campo, nada de surpreendente. Antes da bola rolar, como sempre acontece quando o encontro, outra vez fui cumprimentar o técnico visitante, o eterno talismã da Fiel Tupãzinho antes de pegar meu banquinho e ir me postar no ataque visitante, esperando que a boa performance seria suficiente para que fizessem uma boa apresentação. Além disso, o USAC tinha apenas com um reserva no banco.

Quando a bola começou a rolar parecia que o enorme favoritismo do Tupã se confirmaria sem dificuldades. Aos seis minutos o time teve uma falta pela esquerda. A cobrança de Gabriel foi no meio do gol e a defesa parecia simples. Lucas foi seco segurar a pelota, só que ela escapou de suas mãos e morreu no fundo do gol. Uma daquelas falhas clássicas que não vemos todos os dias.

O início avassalador logo deu lugar a uma morosidade e uma falta de inspiração crônica em todo o escrete tupaense. Errando muitos passes, os atletas ficaram aquém da expectativa. Como o USAC também pouco fazia, a peleja se arrastou. Emoção de novo só aconteceu aos 31 minutos quando Lucas deu um drible seco perto da área e chutou. O arqueiro local fez boa defesa. Dois minutos depois, bom chute de Gledson que passou por cima.

Apesar de toda a inoperância, o Tupã chegou ao segundo gol aos 42 minutos com Eliton. O camisa 2 foi lançado em profundidade na direita e ele, sem marcação, chegou antes do goleiro e bateu com classe por cobertura. A bola fez o caminho perfeito e a vantagem visitante foi ampliada com sucesso. Foi com o 0x2 no placar que o intervalo chegou e aproveitei para bater aquele plá com os amigos Nilton e Raul, os embaixadores de Suzano.


Exato momento em que o goleiro do União Suzano tentava agarrar a pelota na cobrança de falta de Gabriel. Ela espirrou na luva e foi parar dentro do gol


Bola levantada dentro da área suzanense e boa saída do camisa 1 local


Uma das fracassadas tentativas de ataque do União no primeiro tempo


Ataque tupaense pela direita ainda no primeiro tempo


Lance do segundo gol do Tupã, marcado pelo camisa 2 Eliton

Entre vários assuntos, discutimos o jogo do bicho, os bastidores do futebol e o mundo dos colecionadores de camisas de futebol, assuntos presentes nas conversas de 9 entre 10 brasileiros. Ainda falávamos quando o tempo final começou, e de forma surpreendente a partida teve outro cenário. Buscando fazer uma despedida digna, o União encurralou o seu adversário e criou várias chances de gol.

O ataque da casa se aproveitou da apatia visitante e mereceu chegar ao empate. Foram vários ótimos momentos, os dois principais aos 19 e 28 minutos. No primeiro, Guilherme cruzou da direita e João Victor recebeu. O camisa 7 ficou cara-a-cara com Zocante - um dos melhores nomes de jogadores de 2019 - e obrigou o arqueiro a fazer milagre. No segundo, foi a vez de Guilherme ter oportunidade à queima-roupa, porém o jogador finalizou em cima do guarda-metas.

Os comandados de Tupãzinho pareciam que tinham comido uma feijoada no vestiário tamanha a preguiça demonstrada em campo. O pessoal até chegou dentro da área adversária algumas vezes e, apesar disso, as finalizações sempre foram sem nenhum capricho. Parecia que estavam apenas cumprindo tabela e esperando o apito final. Se jogarem assim na terceira fase, não terão futuro.


No tempo final, o União melhorou e levou muito perigo ao gol defendido por Zocante


Perigosa chance do USAC pelo alto


Atleta do Tupã se mandando para o campo de ataque

No final, mesmo com os locais merecendo melhor sorte, o marcador ficou em União Suzano 0-2 Tupã. O Índio Guerreiro ficou em segundo lugar no Grupo 11 com a mesma pontuação do líder Paulista e do terceiro colocado Catanduvense. A ordem foi definida pelo saldo de gols. Agora são dezesseis os restantes no certame, e o Tricolor da Alta Paulista estará no Grupo 13 junto com Francana, Catanduva FC e Marília. Ao USAC, a esperança que voltem em 2020 sem nenhum percalço no meio do caminho.

Já sob um forte e inesperado calor, saí da cancha suzanense e, antes de pegar o trem, fiz uma boquinha numa lanchonete recém-inaugurada próxima da estação. Se antes era um perrengue achar algo legal na região - e olha que eu frequento ali desde 1992 - hoje está muito mais fácil. É o progresso agindo...

Até a próxima!

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Ficha Técnica: União Suzano 0-2 Tupã

Competição: Campeonato Paulista da Segunda Divisão; Local: Estádio Francisco Marques Figueira (Suzano); Árbitro: João Batista Avelino; Público: 2.002 pagantes; Renda: R$ 10.020,00; Cartões amarelos: Petterson (Uni), André (Tup); Gols: Gabriel 6 e Eliton 42 do 1º.
União Suzano: Lucas; Edson, Matheus Augusto, Gabriel e João Vítor; Petterson, João Victor, Caíque e Fabricio; Guilherme e Matheus Sales (Jonathan). Técnico: Felipe de Freitas.
Tupã: Zocante; Eliton, Fabricio, Gui e Caíque; Marcos, Gledson, Gabriel (Allisson) e Davidson (Linkon); Andre e Lucas (Caio). Técnico: Tupãzinho.
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terça-feira, 13 de agosto de 2019

Outro vacilo do Nacional, agora contra o Desportivo Brasil

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois de fazer uma apresentação abaixo da média na terça-feira (derrota para a Portuguesa por 2x0), o Nacional voltou a campo na tarde de sábado pensando em apagar a má impressão enfrentando o Desportivo Brasil pela oitava rodada da primeira fase da Copa Paulista em seu Grupo 3. Foi um daqueles famosos "jogos de seis pontos" no Estádio Nicolau Alayon, o 47º consecutivo com cobertura do JP.

O grande problema era que a equipe da Zona Oeste já estava com uma sequência de cinco jogos sem nenhuma vitória e por isso perdeu o técnico Ricardo Silva após o revés contra os lusitanos. A nova parceira nacionalista escolheu Felipe Alves para dirigir a equipe interinamente até o fim da fase. Mesmo com todas as dificuldades, uma vitória deixaria a equipe próxima da vaga na segunda fase.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Desportivo Brasil Participações Ltda. - Porto Feliz/SP


Os capitães dos times junto ao árbitro Willer Fulgêncio Santos, os assistentes Ricardo Pavanelli Lanutto e João Petrucio dos Santos e o quarto árbitro Felipe Barros

Essa foi a quinta vez que Nacional e Desportivo Brasil se enfrentaram na história. Nas quatro anteriores, retrospecto favorável aos paulistanos com duas vitórias e dois empates. Dois desses jogos tiveram cobertura do JP: o 1x0 pela Segunda Divisão em 2012 e o empate por 1x1 na Série A3 de 2017. Contando um triunfo num amistoso contra a Portofelicense em 1945, o escrete ferroviário nunca tinha sido derrotado por uma equipe da bela cidade interiorana... isso até sábado.

O primeiro tempo até foi razoável. Os donos da casa começaram a peleja tomando a iniciativa e criaram mais bons momentos do que no Canindé. Éder Paulista e Luciano Pintinho chegaram perto de abrir o marcador nos primeiros minutos. O Desportivo quase fez aos 11 em duas finalizações consecutivas. Primeiro Felipe Lacerda salvou em chute à queima-roupa e depois a zaga salvou em cima da linha.

No minuto seguinte, o Nacional respondeu com Luciano Pintinho chutando cruzado da esquerda. Melhor em campo, os ferroviários perderam seu camisa 9 aos 32 minutos depois de choque com o goleiro Arthur em novo bom momento pelo meio. A razoável apresentação foi premiada aos 43 quando Gabriel Mendes chutou e a pelota bateu na mão de defensor visitante dentro da área. Éder Paulista cobrou o pênalti com precisão e colocou os locais em vantagem.


Disputa de bola pelo alto no ataque nacionalista


O bonito contraste das camisas no Alayon


Luciano Pintinho perde grande chance. Nesse lance ele se machucou e teve que ser substituído


Chegada local pela direita e a firme marcação de três atletas visitantes


No fim do primeiro tempo o Nacional abriu o marcador nessa cobrança de pênalti

Foi até certo ponto animador a performance nacionalista no tempo inicial, porém tudo desandou na etapa final. O onze paulistano simplesmente não voltou ao gramado e não teve nenhuma oportunidade digna de registro, com isso foi dominado completamente pelo Desportivo Brasil. A completa inoperância dos atletas paulistanos irritou a sua torcida.

Com o ataque nulo, quem dançou foi o setor defensivo local, pois tiveram que trabalhar bastante. O primeiro bom momento vermelho surgiu quando Alex cruzou na área e Welder cabeceou perigosamente pela linha de fundo. Aos 25 minutos, o inevitável empate saiu após grande troca de passes do ataque alvirrubro e finalização de Campanholo. Na sequência Willian cobrou de forma brilhante uma falta de longe e a pelota parou na trave do Nacional.

A enorme insistência do Desportivo deixava claro que a virada era questão de tempo. Confirmando o que todos esperavam, o segundo gol aconteceu aos 37 minutos quando Alex finalizou da marca do pênalti aproveitando passe de David. Mesmo com a vantagem no marcador, os visitantes continuaram criando e tiveram oportunidades de ampliar. Na base da sorte o Nacional não sofreu mais gols.


Lance agudo dentro da área visitante no começo do tempo final


Jhonatan (9) armando o tiro de fora da área


Bola explodindo na trave do Nacional em cobrança dos alvirrubros


Mais um ótimo momento do Desportivo Brasil no fim da peleja

O placar final de Nacional 1-2 Desportivo Brasil ainda deixou os ferroviários no G4 após a vitória corintiana em cima da Portuguesa. Mesmo com toda a ruindade apresentada e o fraco futebol, a centenária agremiação ferroviária poderá se classificar na próxima rodada: basta ganharem do Corinthians e a Portuguesa não vencer o Juventus. Bom, o problema é justamente um triunfo nacionalista, algo raro em 2019 (foram apenas cinco até aqui em 23 jogos disputados).

Seguindo o trem dos jogos perdidos retomei a jornada no domingo bem cedo com rodada decisiva da Segundona. Teve retorno a um estádio da Grande São Paulo depois de quatro anos.

Até lá!

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Ficha Técnica: Nacional 1-2 Desportivo Brasil

Competição: Copa Paulista; Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Willer Fulgêncio Santos; Público: 188 pagantes; Renda: R$ 2.320,00; Cartões amarelos: Rodrigo San (Nac), Welder, Alex, João Gabriel, Campanholo (Des); Gols: Éder Paulista (pênalti) 44 do 1º, Campanholo 25 e Alex 37 do 2º.
Nacional: Felipe Lacerda; Veloso, Rodrigo San, Lucas Xuxa e Denner (Leandro Caju); Rogério Maranhão, Éder Paulista, Caio Mendes e Emerson Mi; Luciano Pintinho (Laecio) e Gabriel Mendes (Matheus Lu). Técnico: Felipe Alves.
Desportivo Brasil: Arthur; Welder, Edson, Willian e Guilherme; João Gabriel (Klaidher), Alex, Wellington (David Elias) e Lucas Douglas; Jhonatan e Andrei (Campanholo). Técnico: Simão Freitas.
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