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sexta-feira, 14 de maio de 2021

Nova goleada do Palmeiras, líder do Brasileiro Feminino

Texto e fotos: Fernando Martinez


Com o retorno do futebol vespertino, a pauta livre do Jogos Perdidos voltou a ter as famosas sessões da tarde que tanto gostamos. Na quinta-feira aconteceu mais uma delas pois a CBF resolveu me credenciar após duas negativas. Fui ao Allianz Parque - o estádio está se tornando recorrente por uma série de motivos - ver outra apresentação do líder Palmeiras atuando contra a maior surpresa do Campeonato Brasileiro Feminino até agora, o Real Brasília.

As alviverdes vêm fazendo uma campanha sensacional no torneio e sem dúvida são as maiores candidatas a quebrarem a hegemonia corintiana na categoria. No encontro entre as duas equipes, realizado domingo passado na Fazendinha, um empate por 1x1 e a certeza de que a chance de se enfrentarem na reta final do certame é enorme. As paulistanas da Zona Oeste possuem o melhor ataque e a segunda melhor defesa. Elas definitivamente darão trabalho.

Já o time de Brasília, que na época em que se chamava Dom Pedro II (teve essa denominação até o final de 2016) era mais legal, chegou no principal campeonato do país quando derrotou duas vezes o Tiradentes do Piauí nas quartas de final da A2 do ano passado. Elas só foram paradas nos pênaltis pelo campeão Napoli na semifinal. As Leoas do Planalto apareceram no blog em novembro de 2019 durante a campanha do primeiro título estadual em confronto contra o CRESSPOM. Atualmente elas são bi da capital federal.




Dessa vez o pessoal resolveu posar para as fotos oficiais, então peguei aquela carona e trazer as imagens para o JP

O Real Brasília é comandado pelo advogado Luís Felipe Belmonte. A ideia é transformar a agremiação num dos grandes nomes do Distrito Federal e rivalizar com Gama e Brasiliense. Em 2020 chegaram até a semifinal e na atual temporada foram rebaixados. Um revés inesperado que dá uma atrasada grande nos planos. Hoje as meninas são o carro-chefe e o quinto lugar até o momento é a prova disso. Agora, a melhor decisão que tomaram até hoje foi terem dado um tapa no magnífico Campo do Defelê e transformarem o histórico estádio na sua casa. Um local tão importante do futebol da capital do país não merecia estar abandonado como estava.

No duelo contra as líderes, as meninas de Brasília foram até bem. Ficaram bastante tempo com a bola nos pés... só que não souberam o que fazer com ela durante a maior parte da peleja. Levando em conta que o Palmeiras foi mortal nas poucas oportunidades que criou, as Leoas não tiveram muita sorte. A peleja nem tinha começado direito quando o marcador foi inaugurado. Bia Zaneratto recebeu na intermediária e chutou no canto direito. A goleira Flávia Guedes pulou tarde e viu a pelota entrar no canto direito.

O Real não se intimidou e foi ao ataque. Aos 16, Taty Amaro fez boa defesa em falta cobrada por Isabela. Aos 21 Daniele foi lançada e a goleira paulista, no afã (amo essa palavra) de impedir o gol, fez falta na atleta visitante fora da área. O banco do Real pediu a expulsão e a deu apenas o amarelo. Aos 30 o alviverde chegou perto de ampliar com Ottilia, porém Flávia Guedes saiu nos pés da atacante e evitou o tento. Quatro minutos depois, nova defesa em cabeçada de Bia. Aos 42 não teve jeito. Bia Zaneratto fez ótima jogada individual e rolou para Ary Borges completar e anotar o segundo.



Dois ataques palmeirenses contra o Real Brasília


Falta cobrada por Isabela Melo que a goleira Taty Amaro defendeu


Ary Borges comemorando o seu gol, o segundo do alviverde

A etapa final começou com o panorama mantido e com quatro minutos o alviverde fez o terceiro quando Ottilia recebeu bom passe da esquerda de Katrine e finalizou sem dificuldade. O Real insistiu na busca pelo gol de honra e ocupou o setor defensivo da casa. As palmeirenses se defenderam sem dificuldade e aos 37 fecharam a fatura com um belo tiro de Karol Arcanjo após escanteio cobrado da direita. As brasilienses, que tinham tomado cinco gols em seis jogos, tomaram quatro em apenas 90 minutos.





Lances da etapa final de Palmeiras 4x0 Real Brasília, novo triunfo do atual líder do Brasileiro Feminino

O placar de Palmeiras 4-0 Real Brasília manteve as paulistas na liderança da A1 do Brasileiro Feminino com sete rodadas realizadas. A equipe tem 17 pontos contra 16 do vice-líder Corinthians, que aplicou assombrosos 8x2 no São José fora de casa. As Leoas estão em sétimo com 11 pontos. Detalhe: os quatro primeiros lugares são ocupados pelos quatro grandes de São Paulo. Aquela época de Foz, Botucatu, Centro Olímpico e afins tendo destaque entre as meninas é coisa do passado. Agora é a era dos times "de camisa". Um dia ainda falo a respeito.

Saí seis da tarde, em plena hora do rush, da cancha verde rumo ao QG da Zona Oeste. Na rua, aquele trânsito maroto, rapaziada se aglomerando mesmo com frio e aquela certeza que a população já definiu que a pandemia realmente chegou ao final sem cerimônia. Como diria o outro, que beleza!

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Palmeiras 4x0 Real Brasília

Local: Allianz Parque (São Paulo); Árbitra: Daiane Caroline dos Santos/SP; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Taty Amaro, Rafaelle, Rafa Soares; Gols: Bia Zaneratto 1 e Ary Borges 43 do 1º, Ottilia 4 e Karol Arcanjo 37 do 2º.
Palmeiras: Taty Amaro; Bruna Calderan (Camilinha), Rafaelle (Karol Arcanjo), Julia Bianchi (Manuela), Tainara e Katrine; Duda Santos, Ary Borges e Rafa Andrade; Bia Zaneratto (Thayna) e Ottilia (Dandara). Técnico: Ricardo Belli.
Real Brasília: Flávia Guedes; Bruna Natieli, Isabela Melo, Petra (Pitty) e Raquel (Eliane); Margareth, Camila Pini e Rafa Soares; Daniele Silva (Janety), Gadu (Amanda) e Marcela. Técnico: Adilson Galdino.
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quinta-feira, 13 de maio de 2021

Noroeste derrota o Nacional e se mantém líder da Série A3

Texto e fotos: Fernando Martinez


Entre a paralisação do futebol em São Paulo e a proibição de imprensa nos jogos organizados pela FPF se passaram praticamente dois meses exatos. Tudo voltou como era (até março, claro) na tarde de quarta-feira no meu retorno às divisões de acesso. Após mandar dois compromissos longe da sua casa, o Nacional retornou ao Estádio Nicolau Alayon recebendo o Noroeste, líder do Campeonato Paulista da Série A3.

Logo quando o Ministério Público e o governo do estado definiram que o show tinha que parar, a FPF fez de tudo - inclusive levando partidas da A1 ao estado do Rio em troca de leitos de UTI - para os grandes não serem prejudicados. O problema foi que, como sempre, os pequenos foram deixados de lado e restou a eles um monte de dúvidas não respondidas e um relativo abandono por parte da entidade. A A2 voltou somente no dia 20 e a A3 no dia 27 de abril.

Quando tudo retornou, a federação agendou uma maratona insana e sem sentido aos 16 participantes de cada divisão. As agremiações foram obrigadas a se apresentar de dois em dois dias apenas em sessões noturnas. Mais uma vez todo mundo foi colocado no mesmo balaio e um Primavera x Olímpia foi analisado pela mesma ótica de um Corinthians x São Paulo. Algo que nunca fez nenhum sentido. Várias equipes foram obrigadas a atuar longe dos seus domínios já que não possuem sistema de iluminação. Não há dúvida que isso deixou o campeonato muito desequilibrado.

Vimos o Desportivo Brasil e o Primavera atuando em Campinas, o Bandeirante em Marília e Penápolis, o Votuporanguense em Mirassol e o próprio Nacional jogando em Osasco. Bizarro. Foram seis rodadas, da quarta até a nona, com esse cenário. Tudo ficou normal, pelo menos até segunda ordem e se a pandemia permitir, a partir de quarta-feira. O Nacional era terceiro antes do pit-stop forçado e o futebol irregular os derrubou até a sétima posição. O alvirrubro era líder e permanece isolado no primeiro lugar até agora.



Times indo a campo para a retomada dos jogos no Nicolau Alayon e os capitães de Nacional e Noroeste posando junto com o quarteto de arbitragem

Ano passado foram três confrontos durante a A3 com triunfo noroestino na fase inicial por 2x0 e dois empates nas quartas: 0x0 no Nicolau Alayon e 1x1 no Alfredo de Castilho. O Norusca passou nos pênaltis e perdeu o acesso contra o Velo na semifinal. Na história, o Nacional é um grande freguês. Em 26 duelos oficiais, os paulistanos venceram apenas três (!) e saíram de campo derrotados catorze vezes, além de nove empates. De toda a história centenária do antigo São Paulo Railway, o adversário de quarta-feira é um dos seus grandes algozes.

Apesar de ter jogado bem e criado várias oportunidades, não foi dessa vez que o Nacional voltou a derrotar o melhor time da A3 até o momento. A etapa inicial foi acima da média e começou com uma ótima chegada visitante aos dois. John Egito recebeu na direita e, cara-a-cara com o goleiro, chutou em cima do camisa 1. Na sequência, Rogério Maranhão mandou de fora da área e a zaga desviou. O Naça respondeu à altura aos cinco minutos. Wallace fez uma belíssima jogada individual dentro da área, tirou do zagueiro e saiu livre. Pablo defendeu o tiro à queima-roupa.

Aos 15, Wallace recebeu na esquerda, invadiu a área e, livre de marcação, chutou de novo em cima de Pablo. O atacante nacionalista estava com tudo e dois minutos depois ele recebeu na direita e finalizou tirando tinta da trave. Os locais estavam melhores, só que aos 26 sofreram o primeiro gol quando Igor Pimenta arriscou de longe. No meio do caminho Euller dominou, enganou a zaga e finalizou forte, vencendo o goleiro Rafael.

Os paulistanos não se intimidaram e permaneceram no campo ofensivo. Em escanteio pela direita aos 40, a pelota ficou com Mendes. O camisa 20 chutou, a bola bateu na trave e, no rebote, Éder Paulista marcou. Acontece que o atacante estava impedido e o tento foi anulado. Na sequência Mendes pegou sobra de rebatida, tocou de cabeça com efeito e Guizão salvou em cima da linha. Os comandados de Ricardo Silva, donos do melhor ataque do certame, levaram bastante perigo sem que a meta visitante fosse vazada.



Nacional x Noroeste, duelo do sétimo colocado e do líder na capital paulista


A comemoração dos atletas bauruenses pelo primeiro gol, marcado por Euller


Zagueiro do Nacional se esticando todo para tentar o domínio

Na etapa final a série de gols perdidos do onze mandante continuou com Wallace, sempre ele, recebendo passe de Mendes, outro destaque da tarde, mandando um belo drible de corpo em cima do defensor e chutando por cima. É, perder um caminhão de chances atuando contra o líder não dá certo e aos seis, o alvirrubro chegou aos 2x0. Rogério Maranhão cobrou falta pela esquerda na cabeça de Igor Pimenta. O camisa 8 tocou sem dificuldade e ampliou a vantagem. Na saída de jogo finalmente Pablo foi vencido quando Mendes aproveitou cruzamento da direita e, de peixinho, diminuiu.

Todos os presentes na Comendador Souza acharam que poderia pintar uma reação. Ledo engano. O Nacional, embora tenha tido mais posse, não teve novos lances agudos na caça do empate. O Noroeste se segurou perfeitamente na defesa e não sofreu. A única vez que sentimos o cheiro de igualdade foi em cabeçada de Gustavo França já nos acréscimos... e só.




Na etapa final os donos da casa chegaram várias vezes dentro da área adversária, mas só marcaram uma vez

No fim, o Nacional 1-2 Noroeste foi injusto pelo número de ataques criados e fez justiça a quem teve melhor aproveitamento. O alvirrubro permanece isolado na liderança com 20 pontos, três acima de Marília, Linense e Votuporanguense. O escrete ferroviário da capital despencou três posições e está em décimo. Faltando cinco rodadas, é fato que novos vacilos podem custar a vaga nas quartas de final.

Foi só o árbitro apitar pela última vez que a chuva começou a cair forte. Em tempos de duas máscaras, banho de álcool em gel e aquela paranoia que só a pandemia foi capaz de criar, se molhar e ficar com o pé encharcado se torna algo pior do que já era. Como aqui é tudo pelo social, a gente aguenta e segue em frente.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Nacional 1-2 Noroeste

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Rodrigo Pires de Oliveira; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Mendes, Éder Paulista, Diego Chiclete, Wallace, Ricardo Silva, Rogério Maranhão, Paraízo; Gols: Euller 25 do 1º, Igor Pimenta 5 e Mendes 7 do 2º.
Nacional: Rafael; Gigante, Everton, Gustavo França e César (Pablo); Diego Chiclete, Mendes (Léo Machado), Brener (Paolo) e Guilherme Lobo (Emerson Mi); Éder Paulista (Leandro) e Wallace. Técnico: Ricardo Silva.
Noroeste: Pablo; Maycon, Guilherme Teixeira, Guizão e Bruno Recife; Jonatas Paulista, Rogério Maranhão, John Egito e Igor Pimenta; Leléco (Paraízo) e Euller (Thiago). Técnico: Luiz Carlos Martins.
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terça-feira, 11 de maio de 2021

Flamengo derrota o Palmeiras na estreia do Brasileiro sub-17

Texto e fotos: Fernando Martinez


No último final de semana começou o Campeonato Brasileiro sub-17, a terceira edição do principal certame de juvenis em solo tupiniquim organizada pela CBF. Eu faria minha estreia na sexta, porém desisti de encarar uma sessão quase de madrugada na Fazendinha. Restou emplacar a primeira cobertura na noite de segunda-feira com o encontro de Palmeiras e Flamengo no Allianz Parque.

Assim como nas duas últimas temporadas, o nacional de juvenis conta com 20 participantes divididos em dois grupos de dez. A fase inicial é disputada em turno único e os quatro melhores de cada chave estarão nas quartas. Até hoje apenas cariocas foram campeões: o Flamengo em 2019 em cima do Corinthians e o Flu em 2020 contra o Athletico. Em época de pandemia a toda e sem os estaduais rolando, se tornou a maior competição da categoria.

O doido é que esse foi o meu 58º jogo na "era pandêmica" do nosso futebol e o primeiro que se repetiu dentro do atual cenário de portões fechados e com os fotógrafos longe do gramado. Estive no mesmo Allianz em 23 de novembro de 2020 acompanhando a classificação rubro-negra e, claro, a eliminação alviverde com o 1x1 nas quartas de final. Estamos há tantos meses nesse clima bizarro que os campeonatos estão chegando na sua segunda edição sem presença de público. Pior é saber que não conseguimos nem ver uma luz no fim do túnel. Certeza de que essa situação irá se repetir.

Pelo menos a partida foi muito boa, acima da média. De tudo que tenho visto recentemente, de longe foi a melhor. Na etapa inicial, equilíbrio total. Aos nove, o alviverde levou perigo em chute de Carlos Eduardo que Dyogo faz boa defesa. No rebote, Luiz Freitas finalizou e a zaga desviou. O Fla demorou para criar um grande momento e quando o fez, saiu na frente. Petterson avançou pela esquerda e bateu cruzado. José Henrique espalmou e Victor Hugo, ligadaço no lance, completou com o relógio marcando 26 minutos.

Pouco após o gol, vimos cinco minutos surreais com sete oportunidades claras divididas entre paulistas e cariocas. Aos 28 o goleiro flamenguista Dyogo simplesmente fez três defesas seguidas em tiros de Luiz Freitas e dois de Carlos Eduardo. Aos 29, boa cabeçada de Mina. Aos 30 Darlan, zagueiro do Fla, errou e a sobra ficou com Wendell. O atleta invadiu a área e mandou por cima. Aos 31 França quase amplia em ótima defesa de José Henrique e aos 32 Luiz Freitas mandou uma bola na trave. Loucura total.



O Flamengo não se intimidou por estar fora de casa, fez 1x0 e teve boas chances


A comemoração dos atletas palmeirenses pelo gol de Jean Carlos no último lance do primeiro tempo

Os minutos finais foram mais tranquilos. Quando a peleja estava quase chegando no intervalo o Palmeiras empatou na base da categoria e do golaço. Jean Carlos arriscou de fora da área e colocou no canto esquerdo. O 1x1 no marcador inspirou os locais e nem bem a etapa final tinha começado e Dyogo derrubou Carlos Eduardo dentro da área. Luiz Freitas cobrou o pênalti no canto direito e o arqueiro, um dos sobreviventes do incêndio no Ninho do Urubu em fevereiro de 2019, defendeu com classe.

Tudo seguia equilibrado e aos 15 o panorama mudou com um lance completamente infantil de Jean Carlos. O atleta acertou um chute sem nenhum sentido em Zé Welinton numa jogada na lateral e ganhou o vermelho direto. Era o que o Flamengo queria pensando em se impor em definitivo. Dois minutos depois da expulsão, em bela chegada pelo lado esquerdo, Petterson rolou até Mateusão. O atacante dominou e mandou no canto esquerdo.

A partir daí, só deu o escrete carioca. O Palmeiras buscou uma nova igualdade de forma desordenada e deu espaços monstruosos no campo defensivo. A partir do 34º minuto o rubro-negro simplesmente criou seis (!) ótimos momentos para ampliar a vantagem. José Henrique foi de longe o principal nome palmeirense e evitou que os visitantes garantissem um triunfo mais elástico.


Detalhe do goleiro Dyogo defendendo o pênalti de Luiz Freitas no primeiro minuto da etapa final e evitando a virada




Três lances do segundo tempo de Palmeiras x Flamengo. Grande estreia dos cariocas com um bem-vindo triunfo fora de casa

No fim, o Palmeiras 1-2 Flamengo registrou uma ótima estreia carioca no Brasileiro sub-17 em grande atuação. O Fla está com três pontos junto com Ceará e Grêmio, os outros times que venceram seus compromissos no Grupo A. Certamente é um torneio que vai aparecer bastante por aqui. Pena que Corinthians e Palmeiras joguem em casa nas mesmas rodadas. O pessoal da CBF poderia ter montado uma tabela melhor.

A semana começou promissora pois finalmente foi liberada a presença de profissionais de imprensa nos jogos do Paulistão em suas três divisões. Sim, a A1 não conta, mas pelo menos teremos chance de cobrir A2 e A3 novamente. Marcar presença naquela trinca de sempre - Canindé/Javari/Alayon - já quebra bem o galho.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Palmeiras 1x2 Flamengo

Local: Allianz Parque (São Paulo); Árbitro: Thiago Lourenço de Mattos/SP; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Jota, Dudu, Samuel, Darlan, Petterson, Pedro Turini; Cartão vermelho: Jean Carlos 15 do 2º; Gols: Victor Hugo 25 e Jean Carlos 45 do 1º, Mateusão 17 do 2º.
Palmeiras: José Henrique; Carlos Eduardo (Thalys), Mina (Kauã Oliveira), Gabriel Vareta e Robert Dias; Jean Carlos, Jota (Leo) e Luiz Freitas; Kauan Silva (Bruno Lima), Wendell (Serafim) e David (Luís Guilherme). Técnico: Artur Itiro.
Flamengo: Dyogo; Samuel (Wesley), Kauã Moura (JP Mandovani), Darlan (Pedro Turini) e Zé Welinton; Vítor Muller, Dudu (João Filipe), Matheus França e Victor Hugo; Petterson e Mateusão (Matheus Gonçalves). Técnico: Mário Jorge.
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quinta-feira, 6 de maio de 2021

Palmeiras goleia o Náutico e fica perto das quartas da Copa do Brasil sub-20

Texto e fotos: Fernando Martinez


Apesar da FPF não estar se preocupando com a liberação da imprensa nos jogos do estadual, na CBF a coisa é diferente. Na quarta-feira a Copa do Brasil sub-20 foi retomada na sua segunda fase e, devidamente credenciado, fui ao Allianz Parque assistir o encontro entre Palmeiras e Náutico. Não assistia os pernambucanos ao vivo desde 2014, uma eternidade.

Na fase inicial você viu aqui no JP que o alviverde da Zona Oeste eliminou a Liga de Presidente Médici do Maranhão na fase inicial com uma tranquila goleada por 8x0. O Timbu atuou fora de casa e derrotou o genial Real Ariquemes por 3x0. Os 32 participantes se transformaram em 16 e estamos nas oitavas de final. O Palmeiras é o único paulista no certame, já que o Corinthians passou uma vergonha enorme e foi eliminado pelo União ABC/MS.

Como a população já decretou o final da pandemia por conta própria, o caminho até o estádio da Zona Oeste foi com mais gente na rua do que deveria ter. Passei pelo portão principal faltando bastante tempo até o apito inicial e me dirigi ao meu lugar marcado no setor destinado aos fotógrafos. Aí foi só esperar o começo da peleja. O atual tetracampeão paulista da categoria era favorito por atuar em casa e eu esperava uma partida ao menos animada.


Hoje não tem mais foto posada, ninguém faz. Então quando rolar a gente vai colocar aqui. Mesmo de lado. Mesmo de longe

Logo no primeiro ataque local o placar foi inaugurado, afastado aquele medo eterno de um 0x0. A zaga visitante falhou, Marino roubou a bola e cruzou na área por baixo. Gabriel Silva, atacante que vem atuando no time alternativo do Paulista, completou de prima e fez 1x0. Os alvirrubros buscaram equilibrar as ações, pena para eles que foram muitos passes errados e finalizações sem direção.

O escrete paulista estava na boa, contra-atacava com qualidade e na reta final praticamente definiu sua sorte. Aos 36 minutos teve marcada uma falta na entrada da área. Yago Santos bateu no canto direito e ampliou. Aos 43 o colombiano Marino Hinestroza fez uma brilhante jogada individual, percorreu metade do campo se livrando dos adversários e tocou na saída de Gabriel Lima. Os 3x0 no intervalo dificilmente seriam revertidos.

Por causa disso no tempo final o Palmeiras segurou sua vantagem e manteve o Náutico sem assustar. Marcelinho entrou e por pouco não fez o quarto em tiro cruzado. Aos 34 Kevin foi expulso e somente aí o alvirrubro quase descontou com um belíssimo chute colocado da direita que tirou tinta da trave. Aos 43 Gabriel Silva marcou pela segunda vez ao concluir um bom passe de Marcelinho. Nos acréscimos ele poderia ter feito o terceiro em pênalti bem defendido por Gabriel Lima.


Gabriel Silva chutando e abrindo o caminho para a goleada alviverde


O Náutico até tentou deixar tudo equilibrado, mas os ataques não foram efetivos


Bola estufando a rede pernambucana no gol de falta de Yago Andrade



Na etapa final o Palmeiras diminuiu o ritmo e mesmo assim obrigou a zaga do Timbu a trabalhar


Gabriel Silva poderia ter feito o seu terceiro tento na noite nesse pênalti aos 46, só que o goleiro Gabriel Lima defendeu

No fim, o Palmeiras 4-0 Náutico praticamente põe o alviverde nas quartas de final da Copa do Brasil sub-20. Os dois voltarão a se enfrentar domingo nos Aflitos e o Timbu precisa de um pequeno milagre. O vencedor desse duelo pega quem se classificar de ABC e Avaí. Também na quarta os catarinenses fizeram 3x0 fora de casa. Só perderão a vaga na base da catástrofe.

Sem o paulista para cobrir, vamos ficar mesmo nas competições de base. Tenho alguns alvos nos próximos dias, resta saber se o ânimo de sair de casa em meio a uma pandemia que parece não ter fim vai me fazer sair de boa. Vamos aguardar.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Palmeiras 4x0 Náutico

Local: Allianz Parque (São Paulo); Árbitro: Vinicius Furlan/SP; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Kevin, Vitor Vellaske, Luan; Cartão vermelho: Kevin 34 do 2º; Gols: Gabriel Silva 3, Yago Santos 35 e Marino 43 do 1º, Gabriel Silva 43 do 2º.
Palmeiras: Mateus; Davi (Fubá), Ruan Santos (Talisca), Michel (Jhow) e Daniel Alves; Yago Santos (Érick Pluas), Marino Hinestroza (Marcelinho), Vitinho e Kevin; Newton Williams (Robinho) e Gabriel Silva. Técnico: Wesley Carvalho.
Náutico: Gabriel Lima; Quipapá (Edgo), Pedro, Marcelo Augusto (Luan) e Vitor Vellaske; Kaycky, Luís Felipe, Gustavo (Kauan) e Wanderson (Gustavo Café); Júlio e Leonardo Gomes (Dí). Técnico: Levi Gomes.
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segunda-feira, 26 de abril de 2021

Pelo Brasileiro Feminino, Palmeiras goleia o Cruzeiro e segue invicto

Texto e fotos: Fernando Martinez


Chegamos em outro sábado e de novo pintou uma sessão noturna pelo Campeonato Brasileiro Feminino. Na minha estreia no Allianz Parque na categoria, o invicto Palmeiras recebeu o Cruzeiro pela terceira rodada do turno único da fase inicial. Foi apenas a terceira vez que vi uma apresentação das meninas alviverdes na história, a primeira dentro da sua casa própria.

Nas duas rodadas anteriores as paulistanas empataram com a Ferroviária, as atuais campeãs da América, por 2x2 na capital e fizeram 3x0 no Avaí/Kindermann, o último vice nacional, jogando no Sul. Atuando contra um Cruzeiro que não tinha vencido - empatou com o Real Brasília e perdeu do Grêmio - a ideia era manter a invencibilidade. Vale registrar que a diretoria verde apostou alto tentando quebrar a hegemonia corintiana. No ano passado foram semifinalistas da A1 e acabaram eliminadas pelas maiores rivais.

Durante a semana passada a FPF continuou sem liberar imprensa nos jogos da A1 e A2 do Paulistão. Já a CBF liberou normalmente os profissionais no nacional feminino. Independentemente de quem está certo ou não, é muito bizarro um mesmo estádio poder receber fotógrafos e repórteres em partidas de uma entidade e de outra não. A abstinência de trabalho está tão grande que esse Palmeiras x Cruzeiro contou com 19 profissionais só para captar as imagens, fato incomum no feminino. Boa parte dos que estavam ali foram na base do “quem não tem cão, caça com gato”. Não é o caso do JP, claro.

O caminho do QG até a Pompéia foi rápido e durante o trajeto foi impossível não notar o grande número de pessoas em bares, restaurantes e lojas de serviços como colchões e móveis de casa. Boa parte da rapaziada sem máscara, algo normal se levarmos em conta que a pandemia acabou e estamos vivendo num mar de tranquilidade. Bom, adoraria que as últimas linhas fossem a realidade, pena que não são. É assustador ver boa parcela da população jogar contra e querer encerrar a pandemia na marra. Infelizmente nosso cenário apocalíptico totalmente insuportável ainda vai longe.

Foram alguns quilômetros percorridos em 20 minutos e entrei nas dependências do Allianz faltando quase uma hora e meia para o apito inicial. A ótima biografia do gênio Keith Moon me fez companhia até o duelo começar. Quando tudo começou, as alviverdes tentaram emplacar aquela blitz marota, só que o marcador foi aberto pelas cruzeirenses. Mariana Santos ganhou a dividida no meio-campo, viu a goleira Taty Amaro adiantada e mandou um tirambaço. A pelota encobriu a camisa 1 num daqueles famosos "gols que Pelé não fez". Histórico.

Após fazer 1x0, a postura do Cruzeiro foi totalmente defensiva e no restante da etapa inicial mal conseguiu chegar perto da área adversária novamente. O Palmeiras teve maior posse, porém não foi o bastante para que isso se transformasse rapidamente pelo menos no empate. Somente aos 46 minutos, num lance que parecia sem perigo, que a igualdade foi alcançada. Duda Santos cobrou falta de longe, Mary Camilo pulou atrasada e viu o tiro entrar no seu canto esquerdo.



O início da jogada e a comemoração do gol de Mariana Santos, marcado quase do meio de campo. Uma pintura!



Dois lances pelo lado direito do ataque cruzeirense no tempo inicial

A expectativa era que, com o 1x1, as locais fossem para cima da zaga celeste no tempo final. Surpreendendo um total de zero pessoas, foi exatamente isso que rolou. Aos sete, Bruna Calderan obrigou Mary a trabalhar. Onze minutos depois, saiu a virada. Katrine cobrou falta pela direita dentro da área. Mary saiu mal e Agustina, livre no segundo pau, fez o dela. Na saída de bola o Cruzeiro perdeu o domínio e Bia Zaneratto foi lançada. A camisa 10 meteu um chutaço colocado quase da meia lua e ampliou a vantagem paulistana.

O Cruzeiro até então não tinha atacado, e na primeira chegada teve sucesso. Mariana Santos, ela novamente, investiu pela direita e chutou cruzado. Taty Amaro pulou e não conseguiu evitar o segundo tento azul. Sem dar sopa ao azar, a veterana Chú recebeu ótimo passe de Bia Zaneratto aos 44 minutos, finalizou entre as zagueiras e, mesmo com a arqueira mineira tocando de leve, fez o quarto gol paulista, decretando o placar final.



O Palmeiras continuou atacando bastante nos primeiros minutos da etapa final


Mary Camilo falhou e Agustina, livre no segundo pau, virou o marcador no Allianz


Batida de Chú no último gol da noite. Novo triunfo palestrino no Brasileiro Feminino

O Palmeiras 4-2 Cruzeiro manteve as alviverdes na vice-liderança da Série A1 do Brasileiro Feminino depois de três rodadas realizadas com sete pontos ganhos. O líder é o Corinthians com 100% de aproveitamento. Já as mineiras estão na zona de rebaixamento com um ponto. As palestrinas visitam o lanterna Botafogo no meio da semana e as cruzeirenses recebem o São José.

Voltei ao QG sem pressa e novamente sem saber qual será a próxima cobertura. A Serie A3 Paulista volta amanhã e, como a A1 e a A2, não terá presença de imprensa. Com os campeonatos voltando em ritmo desesperado, com jogos a cada dois dias, clubes obrigados a atuar fora dos seus estádios por conta dos compromissos apenas noturnos, custos bancados por eles próprios e um desequilíbrio técnico grande, eu me recuso a acompanhar as três divisões. Vamos ver quando os times realmente serão respeitados.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Palmeiras 4x2 Cruzeiro

Local: Allianz Parque (São Paulo); Árbitro: Lucas Canetto Bellote/SP; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Bia Zaneratto, Carol Baiana, Bruna Calderan, Vanessinha, Duda; Gols: Mariana Santos 3, Duda Santos 46 do 1º, Agustina 18, Bia Zaneratto 19, Mariana Santos 28 e Chú 44 do 2º.
Palmeiras: Taty Amaro; Bruna Calderan (Carol Santos), Agustina, Thaís e Tainara (Carol Baiana); Camilinha (Ary Borges), Duda Santos, Katrine (Manuela) e Rafa Andrade (Karol Arcanjo); Bia Zaneratto e Chú. Tecnico: Ricardo Belli.
Cruzeiro: Mary Camilo; Rebeca Prado, Pires, Thamirys e Eskerdinha; Capelinha, Duda, Vanessinha e Mariana Santos; Pâmela (Mayara Vaz) (Marília) e Lucero. Técnico: Marcelo Frigerio.
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segunda-feira, 19 de abril de 2021

Tranquila vitória corintiana na abertura do Brasileiro Feminino

Texto e fotos: Fernando Martinez


Após 35 dias quietinho e fechado em casa, encarei os embalos de sábado à noite como se fosse Tony Manero para a gloriosa abertura do Campeonato Brasileiro Feminino da Série A1 em 2021, a nona edição desde que o certame retornou de vez ao calendário. Com duas máscaras e banhado em álcool em gel segui até o Estádio Alfredo Schurig conferir in loco o duelo de campeões da temporada passada: Corinthians x Napoli/SC.

Não há dúvida que as meninas alvinegras entram no nacional como as maiores favoritas. O time do técnico Arthur Elias chegou nas últimas quatro finais do Brasileiro, ganhando as taças em 2018 e 2020 e ficando com o vice em 2017 e 2019. No Paulistão, são as atuais bicampeãs de 2019/2020 e foram vice em 2018. Isso sem contar, claro, o grande título da Libertadores de 2019 ¹. Um clube que vem fazendo história de forma brilhante e que já colocou o nome no rol de grandes equipes da categoria em todos os tempos.

O escrete catarinense, que faz sua estreia na elite em 2021, foi o grande campeão da A2 em 2020 ganhando do Botafogo/RJ na decisão e ostentando com uma campanha sensacional e invicta com nove vitórias e quatro empates. Nas quartas, elas eliminaram o Juventus com triunfo na capital paulista e empate no Sul. Lembrando que elas têm uma parceria operacional com o Avaí/Kindermann, atual vice-campeão nacional, e chegam querendo se manter na A1.

Assim como acontece desde 2019, o nacional será disputado por 16 equipes em turno único e as oito melhores se garantem nas quartas de final. Iranduba, Audax, Ponte Preta e Vitória foram rebaixados em 2020 e no lugar subiram, além do Napoli, Botafogo do Rio, Bahia e Real Brasília. São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Bahia e Minas Gerais estão representados na A1. A maior surpresa em relação ao que vemos no masculino é a presença de duas agremiações da capital federal entre as melhores do país.

Tive a ajuda do glorioso Luciano Claudino, o "amigo do JP", na busca pelo credenciamento. Tudo foi confirmado na sexta-feira bem em cima da pinta. Agora, não tem como não citar a surrealidade que é termos a CBF liberando imprensa nos seus torneios no estado de São Paulo e a FPF impedindo de todas as formas. Ou não pode nada ou pode tudo. Fica claro que as duas entidades não estão falando a mesma língua. Cá entre nós, a ideia é a federação mostrar serviço somente quando os quatro grandes estiverem em ação no Paulistão. Nos demais, deixa quieto.

O metrô estava de boa e estava praticamente sozinho no ônibus que me levou até a Zona Leste. Estranho foi entrar na sede social do alvinegro e ver tudo apagado, fechado e sem nenhum movimento. Já fui ali dezenas de vezes e ver tudo do jeito que vi impressionou. Nada mais justo levando em conta o estágio atual da pandemia. Não demorou e logo estava na numerada do Parque esperando o apito inicial.




Os dois times devidamente posados para as imagens oficiais no gramado da Fazendinha e depois as capitãs com o quarteto de arbitragem

Os cerca de 40 profissionais que estavam por ali acabaram vendo uma peleja que não teve surpresas. Ostentando uma absurda marca de 21 jogos invictos como mandante e 17 no Brasileiro, as locais não sofreram sustos e abriram a competição com uma vitória relativamente fácil. As oito atletas que disputaram amistosos pela seleção não estavam em campo e nem fizeram falta. O Napoli emplacou uma atuação digna, lutou muito, mas não teve nenhum lance efetivo de perigo.

Decorridos cinco minutos, no primeiro ataque que teve, o Timão abriu o marcador. Jheniffer recebeu belo passe de Grazi, dominou e bateu na saída de Gaby. No minuto seguinte foi a vez de Grazi quase ampliar em tiro que passou perto da trave. Aos 41, nova chance da estreante Jheniffer, que mandu na rede pelo lado de fora. A etapa inicial terminou com o triunfo parcial pela contagem mínima.




No primeiro tempo o Timão abriu 1x0 no começo e depois segurou a partida

Aos quatro do tempo final Bianca Gomes finalizou do meio da área e Gaby defendeu. Aos nove, Jheniffer, ela de novo, teve a melhor oportunidade até então em momento cara-a-cara que finalizou por cima. Aos 14 Grazi mandou uma bola com perfeição de fora da área e ela bateu na trave. Minutos depois a mesma atleta completou escanteio da esquerda também no travessão. O 2x0 teimava em não sair.

Somente aos 29 que o grito de gol se ouviu novamente no gramado da Fazendinha. Yasmim cruzou na cabeça de Gabi Nunes e ela, sempre com o seu incrível faro de artilheira, fez o segundo. Aos 37, em novo levantamento de Yasmim, foi a vez de Gabi Zanotti subir entre as zagueiras e fechar a fatura. Vitória fácil, sem sustos e que poderia ter uma diferença maior caso as oportunidades criadas tivessem sido convertidas.




Três lances da etapa final de Corinthians x Napoli


A iluminação está bem ruim no Parque São Jorge. Do lado oposto às cabines, apenas 26 dos 60 refletores estão funcionando. O ataque mandante teve apenas sete (!) das 20 lâmpadas acesas o que gerou uma sombra enorme no setor ofensivo esquerdo. O Corinthians precisa ajudar as atletas e também o pessoal da imprensa pois não está legal



Detalhe do segundo e terceiro gol corintianos, ambos marcados de cabeça por Gabi Nunes e Gabi Zanotti

O placar de Corinthians 3-0 Napoli somado aos outros resultados da rodada colocaram as alvinegras no primeiro lugar da tabela. Apenas o Avaí/Kindermann, o vice de 2020, venceu seu compromisso, os seis restantes terminaram empatados. Agora as corintianas contam 22 jogos sem perder como mandantes, um total de 21 vitórias e um empate (justamente a final de 2019 quando foram derrotadas pela Ferroviária nos pênaltis). Como disse no início da matéria, as adversárias terão que suar bastante se quiserem tirar o tri da equipe de Arthur Elias.


Placar final da boa estreia corintiana na edição 2021 do Brasileiro Feminino, a 12ª vitória seguida como mandante na competição

Sem pressa, saí do Parque São Jorge com a cidade praticamente vazia com destino à Zona Oeste. Peguei uma inesperada chuva somente chegando próximo do QG, felizmente. Na mente, a incerteza de quando será a próxima cobertura. Com a FPF não dando brecha aos profissionais da imprensa, sobra apenas a CBF... e olhe lá!

Até a próxima!


¹ O título da Libertadores-17 não foi citado pois o campeão daquela edição foi o Audax. Faço questão de contextualizar tudo pois o que mais se vê por aí é informação errada. Tudo nasceu dois anos antes, quando o time de Osasco, então comandado por Arthur Elias, foi bem no estadual e ganhou uma vaga na Copa do Brasil do ano seguinte. No começo de 2016, querendo voltar ao futebol feminino, o Corinthians viu uma boa oportunidade e descolou uma parceria com os osasquenses. Ficou definido que no Paulista e no Brasileiro usariam a camisa alvinegra e na Copa, que aconteceria no segundo semestre, usariam a vestimenta do Audax (com o nome “Corinthians” no peito, como se fosse um patrocinador). Foram mal no estadual, no nacional e na última Copa do Brasil de todos os tempos levaram a taça, garantindo uma vaga na Libertadores do ano seguinte.

No começo de 2017 ambos disputaram Paulista e Brasileiro no primeiro semestre simultaneamente, com dois elencos distintos. Na Libertadores, apesar da vaga ser da agremiação da Grande São Paulo, ficou decidido que, por uma questão de visibilidade na mídia, a camisa a ser utilizada seria a do Corinthians. O título veio em final contra o Colo-Colo coroando bela campanha. Aí nasceu toda a confusão, pois nas fotos aparecia o uniforme paulistano (que teve o nome "Audax" no peito, invertendo o "patrocinador" de 2016). Assim, torcida e a maior parte da "mídia especializada" caíram no erro, ignoraram o contexto todo e passaram a considerar o Corinthians campeão, ignorando completamente o que realmente aconteceu. Alguns ainda colocam um "Audax/Corinthians" – denominação que nunca existiu de forma oficial – na lista e contam títulos para duas agremiações (!). Outro absurdo.

A verdade é uma só: a agremiação de Osasco é a campeã da Libertadores de 2017. O painel com o rol dos vencedores da Libertadores Feminina na sede da Conmebol no Paraguai e a taça do certame tem o escudo do Audax como detentor do título em 2017 e nenhuma menção ao mosqueteiro. O prêmio pela conquista foi pago integralmente ao clube da Cidade Trabalho, o real dono da vaga. O argumento definitivo é que, na edição de 2018, foi o alvirrubro quem disputou o torneio de clubes como o “último campeão”. O Corinthians ficou de fora. Apenas outro caso claro de tentar reescrever a história aproveitando o fato que um pequeno não tem voz ou espaço na mídia. Torcedor pode achar o que quiser, mas quem informa tem o dever de repassar a informação correta, sem clubismo ou achismo. Viu alguém falar "o Corinthians é bi da Libertadores Feminina"? Desconfie. :)

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Ficha Técnica: Corinthians 3x0 Napoli/SC

Local: Estádio Alfredo Schürig (São Paulo); Árbitro: Adeli Mara Monteiro/SP; Público e renda: Portões fechados; Gols: Jheniffer 5 do 1º, Gabi Nunes 29 e Gabi Zanotti 37 do 2º.
Corinthians: Kemelli; Paulinha, Katiuscia, Diany e Yasmim; Gabi Zanotti, Bianca Gomes (Pardal), Cacau (Juliete) e Gabi Portilho (Gabi Nunes); Grazi e Jheniffer. Técnico: Arthur Elias.
Napoli: Gaby; Miriam (Yaki Vecca), Vero (Karen), Thays e Thaini; Sara, Treyci, Pâmela (Juliana) e Mariana; Malu e Naiane (Larissa). Técnica: Carine Bosetti.
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