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quarta-feira, 6 de março de 2013

Com cinco gols de Jackson, Flamengo goleia a Francana em Guarulhos

Opa, 

Após a rodada tripla do sábado, o domingo reservou "apenas" uma rodada dupla. Depois de mais de um ano sem ver o rubro-negro de Guarulhos em campo, fui até a cidade da Grande São Paulo acompanhar o embate entre Flamengo e Francana, outra equipe que não via em jogos do certame estadual há tempos. O jogo fez parte da 9ª rodada do Campeonato Paulista da Série A3

Assim como aconteceu no sábado, me atrasei um pouco para sair de casa e confesso que imaginei que não chegaria antes das 10 da matina nem em delírio. Mas tanto o metrô quanto o ônibus inter-municipal me ajudaram e, na companhia dos amigos Mílton e Rodrigo Colucci, cheguei no Estádio Antônio Soares de Oliveira com vinte minutos para o apito inicial. Tempo mais do que suficiente para as fotos exclusivas. 


AA Flamengo - Guarulhos/SP. Foto: Fernando Martinez. 


AA Francana - Franca/SP. Foto: Fernando Martinez. 

Na embolada primeira fase da A3 2013, a distância que separa o último classificado do primeiro rebaixado é muito pequena, por isso perder qualquer ponto pode se transformar numa catástrofe ao final das 19 rodadas. Flamengo e Francana fazem campanhas apenas razoáveis e flertam perigosamente com os últimos lugares. 


Polozzi, antigo zagueiro da Ponte e do Palmeiras e hoje técnico da Francana. Foto: Fernando Martinez. 

Após quatro partidas disputadas com portões fechados esse foi o primeiro jogo do rubro-negro guarulhense com presença de público. E os 264 torcedores que pagaram ingresso para ver o duelo do Corvo contra a Feiticeira acabaram presenciando uma manhã histórica em virtude da apresentação de gala do camisa 9 local Jackson. 

Nascido Jackson Borges de Jesus em 16 de setembro de 1987 na cidade de Itabuna/BA, ele simplesmente acabou com a equipe visitante marcando todos os gols da vitória do Flamengo. Esse foi meu jogo de número 50 no ano e posso inclui-lo tranquilamente na lista de melhores até aqui, pois as atuações dos dois times foram acima da média. 


Camisa 11 do Flamengo iniciando ataque. Foto: Fernando Martinez. 

A Francana começou a peleja joganfo bem, mas não contava com a completa inspiração do artilheiro rubro-negro. Logo aos 7 minutos ele fez o primeiro do Flamenguinho, completando meio sem jeito uma falta pela esquerda. Aos 21 ele fez o segundo em cobrança de pênalti. 


Jackson entre o goleiro e o zagueiro tocando na bola para abrir o placar para o Fla. Foto: Fernando Martinez. 


Jackson se preparando para cobrar a penalidade máxima que originou o seu segundo gol na quente manhã de domingo. Foto: Fernando Martinez. 

Mostrando que não estava disposta a sair derrotada de campo, a Feiticeira diminuiu com o gol contra de Rafael aos 35. Ele tentou cortar um cruzamento mas a tentativa de chute deu errado e ele colocou a pelota dentro das próprias redes. O primeiro tempo estava quase terminando quando Jackson deixou novamente sua marca aos 46. O marcador no intervalo era de 3x1 para os locais. 


Jogador rubro-negro dominando a bola no seu campo de defesa. Foto: Fernando Martinez. 


Disputa de bola no meio-campo. Foto: Fernando Martinez. 

O segundo tempo começou no mesmo ritmo frenético do primeiro e aos 5 minutos s Francana diminuiu novamente, agora com o belíssimo gol de João Gabriel cobrando falta. Mas não adiantava tentar buscar um resultado melhor quando no outro time estava um jogador num dia praticamente perfeito. 


Francana alçando a bola dentro da área flamenguista. Foto: Fernando Martinez. 

Jackson não deu chance para o azar e marcou mais duas vezes. O quarto gol dele e do Fla foi de cabeça após escorar cruzamento da direita aos 23. Já nos acréscimos, quando a Francana buscava o terceiro na base do "bumba-meu-boi", um contra-ataque rápido fechou a manhã genial de Jackson. Ele avançou sozinho livre de marcação, invadiu a área e tocou na saída do arqueiro. 


Zagueiro local saindo para o ataque. Foto: Fernando Martinez. 


Mais uma vez a Francana jogando a bola na área adversária. Foto: Fernando Martinez. 

Final de jogo: Flamengo 5-2 Francana. A performance genial levou Jackson ao primeiro lugar na tábua de artilheiros da A3 com 12 gols em nove jogos disputados. Já o rubro-negro sobre para a 10ª posição com 11 pontos ganhos. Quem sabe essa não seja a estreia "de verdade" do time na competição. 

Apesar da goleada sofrida, a Francana foi uma equipe que deixou boa impressão. de todas que já assisti em 2013 a Feiticeira foi uma das mais interessantes. O time fez um bom jogo, mas encontrar um atacante adversário tão inspirado faz com que isso seja bastante ofuscado. Agora a equipe permanece com os mesmos 10 pontos, agora na 14ª colocação. 

Satisfeitíssimos com o belo jogo, saímos de Guarulhos para irmos ao local da segunda partida do domingo. Não tinha como perder um dos jogos mais aguardados na A2 2013 no Canindé. 

Até lá! 

Fernando

terça-feira, 5 de março de 2013

Nova derrota calunga em domingo de confusão no Mansueto Pierotti

Salve amigos! 

Mais um domingo de sol forte, e lá estava eu, pra acompanhar mais uma partida no Estádio Mansueto Pierotti, válida pelo Campeonato Paulista da Série A3. Portões ainda fechados para o confronto entre dois recém chegados ao certame, São Vicente AC e Grêmio Novorizontino, válido pela 9ª rodada. 

A situação das equipes era surpreendente até então, com os anfitriões realizando uma campanha intermediária, contrariando algumas previsões de que teria dificuldades. Os visitantes, longe de uma imaginada ascensão meteórica, amargavam a zona de rebaixamento. 

Diante dessas circunstâncias, o São Vicente era favorito por jogar em casa, ainda que sem torcida. Devidamente credenciado, fiz as fotos oficiais da partida, com autorização da Federação Paulista de Futebol, a quem mais uma vez agradeço, na pessoa do Delegado Amorim. 


São Vicente AC - São Vicente/SP. Foto: Estevan Mazzuia. 


G Novorizontino - Novo Horizonte/SP. Foto: Estevan Mazzuia. 


Arbitragem, composta pelos Marcelo Ferreira Vicente, Everaldo Jorge da Silva, Alessandro da Mata Lemos e Paulo Santiago de Medeiros, com os capitães Rodrigo Calchi (SVAC) e Da Mata (GN). Foto: Estevan Mazzuia. 

Nos primeiros 15 minutos, o time da casa dominou levemente a partida, mas os visitantes também mostravam iniciativa, não se restringindo a contra-ataques. E para a surpresa geral, o Tigre saiu na frente aos 20 minutos. Após uma bobeada do lado esquerdo do setor defensivo vicentino, Pity pegou a sobra para abrir o marcador. 


Lance da primeira etapa, com os torcedores tradicionalmente postados sobre os telhados da vizinhança. Foto: Estevan Mazzuia. 


De soco, o arqueiro Washington afasta o perigo. Foto: Estevan Mazzuia. 

Com um sol para cada um, a partida teve a parada técnica, mas nem isso foi capaz de acalmar o time vicentino, desnorteado e visivelmente nervoso após o revés. Do outro lado, o Grêmio estava muito a vontade defensivamente. O Esquadrão Calunga chegou a empatar a partida, mas o assistente número 1 observou uma falta no lance que se iniciou em uma sequencia de falta cobrada pelo lado esquerdo. 


Zagueiro do Tigre afasta de cabeça. Foto: Estevan Mazzuia. 


Detalhe do gol de empate anulado. Foto: Estevan Mazzuia. 

Com o final da primeira etapa, os dirigentes vicentinos que já tinham visto impedimento no gol caipira, se injuriaram com a anulação do gol vicentino, e sobrou para o árbitro. O clima realmente esquentou pra cima do trio, mas o pior estava por vir. 

Logo no início da segunda etapa, o Tigre esteve perto de ampliar, com Vinícius Pequeno chutando para a defesa de Rodrigo Calchi. Na sequencia, Vinicius ainda cruzou, mas a bola desviou no goleiro e cruzou a área sem ser alcançada por Dick. 


Bola na área vicentina. Foto: Estevan Mazzuia. 

Gradativamente, o São Vicente foi recuperando espaço, se aproximando do gol adversário, mas sem conseguir grandes chances de gol. De quebra, não podia descuidar da defesa nem por um minuto: aos 19 minutos, Thomas acertou a trave vicentina. Para alívio local, Leandrão empatou o jogo ao escorar de cabeça um cruzamento da direita. O empate foi providencial, reanimando e encorajando a equipe, pouco antes de nova parada para hidratação. 


Vinícius Pequeno vs. Tico. Foto: Estevan Mazzuia. 


Após petardo de Thomas, detalhe da bola retornando para o campo de jogo. Foto: Estevan Mazzuia. 

Léo poderia ter marcado o gol da virada aos 33 minutos, ao receber na direita e carimbar o arqueiro Washington, bem colocado. Mas apesar da pressão vicentina, o Grêmio se aproveitava da fragilidade da defesa alvinegra, e poderia ter definido em alguns lances, não fossem as belas intervenções do goleiro-capitão Rodrigo Calchi. 


Lance da segunda etapa. Foto: Estevan Mazzuia. 

A diretoria vicentina, que nem com o empate deu mole para a arbitragem, foi à loucura, então, quando aos 46 minutos o árbitro assinalou uma penalidade. Confusão generalizada. Um membro da comissão técnica entrou em campo e sentou-se sobre a marca de cal, recusando-se a sair. 


Início da confusão. Foto: Estevan Mazzuia. 

Dirigentes e jogadores indignados, alegavam ser a terceira partida em que eram prejudicados para arbitragem. Vice-presidente dava ordens para que jogadores não autorizassem a cobrança, e avisava o árbitro que o jogo não teria sequencia. Elias e Bruno Sacomani foram expulsos de campo, prejudicando ainda mais a equipe praiana. 


Elias precisou ser contido pelos policiais militares após sua expulsão. Foto: Estevan Mazzuia. 

Não posso opinar sobre a arbitragem, mas posso assegurar que os ânimos se exacerbaram muito além do esperado, provavelmente em virtude da suposta sequencia de más arbitragens. Em relação ao pênalti, também ficou evidente que o árbitro chamou a responsabilidade toda para si, uma vez que seu auxiliar não observou jogada faltosa. 

Além do mais, questionava-se a irregularidade na posição de um jogador do Tigre, em lance anterior. Atrás do outro gol, não tive condições de avaliar toda a jogada, mas tive impressão de falta, e vi que o árbitro foi seguro em sua marcação. 


Dirigente vicentino recusava-se a liberar a marca de cal. Foto: Estevan Mazzuia. 

Enfim, a tragédia anunciada, por uma conjugação de fatores que culminou em vinte minutos de confusão, até que o São Vicente resolveu permitir a cobrança, consolidou-se com a conversão de Gabriel. O detalhe do lance foram as tentativas de Rodrigo Calchi desestabilizar o jogador, dizendo que irai defender, inclusive tirando suas luvas, e jogando-as dentro do gol. 


Gabriel corre para comemorar o gol da vitória, após cobrar a penalidade controvertida. Foto: Estevan Mazzuia. 

Fim de jogo, São Vicente 1x2 Novorizontino, resultado que deixou dez equipes emboladas na luta contra o rebaixamento, enquanto outras nove parecem mais gabaritadas para buscar a classificação. Importante salientar que o relatório do árbitro consignou todo o ocorrido, o que pode trazer, infelizmente, ainda mais prejuízo ao clube da Baixada. Muito triste para essa equipe guerreira, uma sobrevivente de nosso futebol, com pouquíssimo apoio do poder público. 

Acho que faltou maturidade no tocante ao comportamento após a marcação da penalidade. Mas meu sangue também esquenta, e sei que maturidade é algo que só quem tem sangue frio pode exigir. A indignação era tamanha, que todos se manifestavam mais favoráveis a uma eventual punição severa, do que a uma derrota decorrente da cobrança da penalidade. Enfim, poderão acontecer as duas coisas. A derrota, já está consolidada. 

Foi isso. Hoje, sem motivos pra muita alegria. 

Estevan

segunda-feira, 4 de março de 2013

Botafogo derruba o Azulão e vence mais uma no Paulistão

Opa,

Fechando os jogos do sábado passado, fui para São Caetano do Sul acompanhar um joguinho válido pelo Campeonato Paulista. Repetindo o primeiro jogo que vi no Estádio Anacleto Campanella (há muuuuito tempo atrás), São Caetano e Botafogo de Ribeirão Preto entraram em campo em situações completamente distintas no certame. 

Enquanto o Azulão vai mal das pernas e ocupa a vexatória lanterna somando apenas uma vitória (na estreia do certame contra o Atlético Sorocaba), a Pantera vai bem e ocupa um lugar de destaque no G8. Hoje o time ribeirão-pretano seria um dos dois times paulistas classificados para a Série D do Brasileiro (o outro seria o genial Linense, só para complicar a vida do pessoal do JP). 

Nem a presença do penta-campeão Rivaldo e da eterna promessa Jóbson está adiantando pelos lados do ABC. Desde que a equipe subiu para a primeira divisão estadual em 2001 certamente essa é a pior campanha. E como é praxe no Anacleto, apenas 724 indivíduos pagaram ingresso para torcer pela quebra do jejum de oito jogos sem vitória. 

Como fiquei num lugar estratégico, peguei carona nos fotógrafos de plantão e fiz as imagens do time visitante e do trio de arbitragem. Não estão com o Selo JP de qualidade, mas valem mesmo assim. 


Botafogo FC - Ribeirão Preto/SP. Foto: Fernando Martinez. 


Sexteto de arbitragem com os capitães dos times. Foto: Fernando Martinez. 

No clima das duas boas pelejas que tinha visto no mesmo dia, esperava um joguinho bom em São Caetano do Sul... Mas isso não aconteceu. Foi um jogo chato, arrastado, modorrento e sem inspiração. No melhor esquema "em terra de cego, quem tem um olho é rei", a Pantera foi um pouco menos pior e se salvou no mar de ruindade. 


Bola alçada dentro da área da Pantera. Foto: Fernando Martinez. 


Jogadores apostando corrida no gramado do Anacleto Campanella. Foto: Fernando Martinez. 

Só que o primeiro tempo terminou sem a abertura de contagem e nada do que vimos em campo no começo do tempo final indicava que isso iria mudar. Só que aí o árbitro Paulo César de Oliveira entrou na dança e marcou uma penalidade máxima esquisita a favor da Pantera. Eram decorridos 25 minutos do tempo final. A cobrança ficou por conta do atacante Francis, que bateu com classe e (ufa!) tirou o zero do marcador. 


Pênalti cobrado por Francis no primeiro (e único) gol do Bota. Foto: Fernando Martinez. 


Comemoração dos jogadores da Pantera, agora quinta colocada no paulistão. Foto: Fernando Martinez. 

O Azulão até tentou buscar o empate mas poderia estar jogando até agora que ele não viria. Final de jogo: São Caetano 0-1 Botafogo. Essa foi a primeira vitória do tricolor interiorano fora de casa nessa A1. Foi também minha primeira partida vista do time por campeonatos paulistas desde 2002 (!). Essa vitória colocou a equipe em quinto lugar com 18 pontos, três abaixo do líder São Paulo. 


Início de ataque do Azulão. Foto: Fernando Martinez. 


Escanteio para o Botafogo no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez. 

Já o time do ABC segue sua caminhada para voltar à Série A2 com louvor. A equipe ocupa a lanterninha do certame com cinco pontos ganhos em dez jogos disputados. Detalhe que todos os pontos foram conquistados longe de casa. Dentro do Anacleto Campanella foram quatro pelejas e quatro derrotas. Há algo errado no reino de São Caetano. 

Depois de horas e horas de futebol o que eu mais queria era chegar em casa para tomar um belo banho e capotar na minha cama. Só que ainda fui dar uma volta num super-mercado antes de chegar no meu lar. A noite foi muito mal dormida, mas isso não me impediu de cair da cama novamente no domingo agora para uma rodada dupla, de novo com MUITO calor. 

Até lá! 

Fernando

Juventus é goleado na Javari e se afunda na A2

Opa, 

Decorridas onze rodadas do Campeonato Paulista da Série A2, no sábado à tarde tivemos uma daquelas famosas "partidas de seis pontos" no Estádio Conde Rodolfo Crespi, a Rua Javari. Juventus e Catanduvense entraram em campo precisando muito de um triunfo. Afinal, a campanha dos dois deixa muito a desejar até aqui. 

Vindo de quatro derrotas, o time grená queria emplacar a primeira vitória com o técnico Serrão no comando. Depois da queda de Claudemir Peixoto, foram dois jogos e duas derrotas do novo comandante. O time interiorano buscava vencer fora de casa pela primeira vez no certame, mesmo jogando contra pouco mais de 1300 torcedores. 

Vale registrar que entre os que pagaram ingresso, consegui montar um dos maiores quóruns de amigos/conhecidos dos últimos tempos. Além do que vos escreve, também estiveram na Javari os amigos dos tempos de escola Maurício "Nassau", Eduardo "Pelinha" e o integrante do JP Estevan Mazzuia. Além deles, seu Natal, Luiz Fôlego e sua namorada Juliana, Renato Rocha e sua "drunk edition", Matheus Trunk, Paulo "Shrek", Cosme e os "cardeais da Javari" Sérgio Manjuillo, Luiz, Édson Natali e Sérgio "Barba"


Parte da turma presente na Javari para Juventus x Catanduvense. Foto: Fernando Martinez. 

Seguindo com a tradição do JP de trazer as fotos oficiais, segue abaixo a foto do Juventus. É, dessa vez temos somente a imagem do time grená, pois o Catanduvense simplesmente não soube posar (!), por mais estranho que isso possa parecer. Ficamos devendo essa... 


CA Juventus - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez. 


G Catanduvense de F - Catanduva/SP. Foto: Fernando Martinez. 


Quarteto de arbitragem composto pelo árbitro Renato de Carlos, assistentes Fábio Freire e Marcelo de Barros e quatro árbitro Marcelo Mingoranci. Junto a eles, capitães de Catanduvense e Juventus. Foto: Fernando Martinez. 

Já acompanho o Moleque Travesso há 20 anos e poucas vezes vi a equipe perder por goleada ou jogar muito, mas muito mal. A maior goleada que o time sofreu comigo no estádio foi um 6x0 a favor do São Paulo em 30 de janeiro de 2003 (noite de um dos mais belos gols de Kaká com a camisa do time do Morumbi). Só que naquele dia o time fez um bom primeiro tempo e só tomou a goleada no final. 


Saída grená para o campo de ataque. Foto: Fernando Martinez. 

De um total de 178 jogos vistos da equipe profissional, o confronto contra o time de Catanduva foi a pior apresentação da equipe paulistana que vi in loco em todos os tempos. A equipe não jogou absolutamente nada, não criou oportunidades claras de gol, não acertou passes, não mostrou vontade e, o que foi pior, não conseguiu parar o ataque do Catanduvense. Comandado pelo veterano camisa 9 Marcos Denner, o setor ofensivo do time da Cidade Feitiço infernizou a zaga local. 


Cruzamento dentro da área do Catanduvense. Foto: Fernando Martinez. 


Zagueiro do time visitante afastando a pelota. Foto: Fernando Martinez. 

Tirando um breve período de tentativa de pressão nos minutos iniciais, o jogo foi todo do time visitante. No início foram apenas investidas tímidas, mas com o passar do tempo elas se tornaram infernais. No primeiro tempo a equipe azul conseguiu chegar com facilidade aos 2x0 (e poderia ter sido mais), com gols de Marcos Denner aos 33 e Ermínio aos 44. 


Ataque local no começo da segunda etapa. Foto: Fernando Martinez. 


Chance pelo alto, mas a cabeçada passou longe do gol. Foto: Fernando Martinez. 

No segundo tempo o panorama não se alterou e a peleja continuou nas mãos do Grêmio. A torcida presente nas arquibancadas não acreditava no que via, já que a apresentação da equipe grená foi grotesca. No seu centésimo jogo do Juventus em todos os tempos, o amigo Estevan, sempre otimista, já dava sinais de não acreditar numa recuperação da equipe na A2. 


Goleiro visitante pulando em chute de longe do Juventus. Foto: Fernando Martinez. 

O clima foi piorando cada vez mais e com requintes de crueldade o Catanduvense chegou aos 4x0 com dois gols do carrasco Marcos Denner. Os dois tentos aconteceram aos 19 e aos 30 minutos em jogadas de contra-ataque com a participação de todo o setor ofensivo do time da Cidade Feitiço. 


Bola estufando as redes juventinas no terceiro gol do Grêmio. Foto: Fernando Martinez. 


Comemoração de Marcos Denner no quarto gol do Catanduvense. Foto: Fernando Martinez. 

Se a peleja tivesse terminado assim, seria o segundo 4x0 sofrido pelos grenás na Javari em 2013 (o outro foi na estreia do certame contra o Norusca). O jogador Renato ainda tentou deixar a tarde menos desastrosa no último lance marcando o gol de honra juventino. Só que já era tarde demais para uma redenção da equipe paulistana. 


Mais um infrutífero ataque do Juventus no fim da peleja. Foto: Estevan Mazzuia. 

Final de jogo: Juventus 1-4 Catanduvense. O triunfo fez com que o time do interior chegasse aos 14 pontos, agora ocupando a 14ª posição no certame. Já para os grenás, que somaram a quinta derrota seguida, a situação é alarmante. Com apenas nove pontos conquistados em doze jogos, o rebaixamento está cada vez mais próximo. 


Placar final de mais um desastre grená na Javari. Foto: Fernando Martinez. 

O pior é que não vemos nenhuma luz no fim desse túnel. A tendência hoje é que o time caia mesmo, a não ser que uma mini-revolução aconteça na Mooca. Mas sinceramente? Acho que essa derrota condenou a equipe... 

E depois de sentir o clima tenso demais na saída dos atletas do Moleque Travesso do gramado, saímos da Javari e logo estávamos seguindo para o terceiro jogo do sábado. Agora era a vez da "elite" do futebol paulista dar as caras no JP

Até lá! 

Fernando

Grande jogo e mais uma vitória andreense na A2 Paulista

Fala, pessoal! 

Fazia tempo que não tinha um final de semana tão concorrido quanto o último. O calor foi excessivo, mas mesmo assim me aventurei por cinco partidas válidas pelas três divisões estaduais. A maratona começou sábado cedo no ABC paulista, mais precisamente no Estádio Bruno José Daniel. Em campo, um duelo "sagrado" entre Santo André e São Carlos, jogo da 12ª rodada da fase inicial do Campeonato Paulista da Série A2

Confesso que quase desisti da jornada pois não foi fácil acordar cedo e enfrentar o insuportável calor no caminho de casa até a cidade da Grande São Paulo. Como saí tarde, imaginava que chegaria atrasado no Brunão. Por sorte tudo deu certo, e entrei em campo para ao credenciamento ainda com meia hora faltando para o apito inicial. 

Antes de captar de forma exclusiva as imagens das equipes, encontrei o amigo Rodrigo Ramos, atual supervisor de futebol do time sãocarlense. Ficamos ali trocando figurinhas ainda sobre tempos remotos do JP sempre num papo bastante agradável. Um abraço a ele e a nossa torcida para que o futuro continue rendendo frutos. 


EC Santo André - Santo André/SP. Foto: Fernando Martinez. 


São Carlos FL - São Carlos/SP. Foto: Fernando Martinez. 


O árbitro Antônio Ferreira Júnior, os assistentes Jumar Nunes Santos e Flávio Alexandre Silveira e o quarto árbitro Thiago de Oliveira Rosa posam para o JP junto com os capitães das equipes. Foto: Fernando Martinez. 

Mesmo com o calor os atletas esbanjaram disposição e o jogo foi ótimo. Vindo de duas vitórias, a maioria dos torcedores presentes no estádio esperava uma atuação até certo ponto tranquila do time local contra o lanterna e candidatíssimo a uma vaga na A3 em 2014. Só que em campo a peleja foi parelha e o São Carlos deu muito trabalho. 


Jogadores observando a bola no alto. Foto: Fernando Martinez. 


Bom ataque andreeense. Foto: Fernando Martinez. 

Tanto trabalho que foi o jogador Fabiano que abriu o placar no Bruno José Daniel, deixando os visitantes em vantagem. Ele aproveitou bola escorada e acertou um tirambaço de fora da área aos 23 minutos. Demorou até que o Santo André se recuperasse do susto, mas quando isso aconteceu conseguiu a virada ainda no tempo inicial. 


Cabeçada perigosa para o time do ABC. Foto: Fernando Martinez. 

E foi o camisa 10 Luciano Henrique quem marcou os dois gols que deram a vitória parcial ao time andreense. O tento de empate foi marcado num pênalti esquisito aos 39 minutos, e no apagar das luzes ele acertou um belo sem pulo pela direita e deixou o time local ir para os vestiários na frente do placar. 


Gol de empate do Ramalhão em cobrança de pênalti de Luciano Henrique. Foto: Fernando Martinez. 


A virada do Santo André veio ainda no primeiro tempo, em outro tento de Luciano Henrique. Foto: Fernando Martinez. 

No intervalo acabei indo curtir o segundo tempo da arquibancada. Tudo bem que essa decisão se mostrou muito equivocada no domingo à noite quando fui fazer o rescaldo de toda a rodada de futebol, mas faz parte. Bom, a partida continuou equilibrada e no décimo minuto o árbitro marcou nova penalidade máxima, dessa vez para o São Carlos. 


Williams empata novamente a peleja. Foto: Fernando Martinez. 

Vendo de longe ficou a impressão que o pênalti não existiu, mas o camisa 10 Williams não quis saber de polêmica e encheu o pé para fazer o 2x2. Doze minutos depois o Santo André passou de novo à frente com o gol de cabeça de Wálter, escorando bola alçada da direita. 


Ataque andreense pelo alto. Foto: Fernando Martinez. 


Cobrança de falta perigosa para o São Carlos. Foto: Fernando Martinez. 

Daí até o final bastante movimentação e chances claras de gol para os dois lados, mas o marcador não foi mais alterado. Final de jogo com Santo André 3-2 São Carlos. Essa foi a terceira vitória andreeense em sequência na A2. O triunfo colocou o time do ABC no G8 do certame, agora com 19 pontos. O onze são-carlense permanece em último, com apenas cinco pontos conquistados. 

Essa foi apenas a primeira parada de futebol do sábado, e saí do Bruno José Daniel já pensando em como seria a segunda partida do dia, agora na Rua Javari. 

Até lá! 

Fernando