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terça-feira, 15 de agosto de 2017

Oeste perde a primeira na Arena Barueri na Série B

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois de acompanhar o triunfo nacionalino em cima do Água Santa, emplaquei o esquema "embalos de sábado à noite" indo até a Arena Barueri para mais uma apresentação do Oeste no Campeonato Brasileiro da Série B. Pela primeira rodada do returno, o rubro-negro recebeu o Paysandu tentando chegar mais perto do G4.

Os dois não fizeram um primeiro turno de encher os olhos. O escrete paulista terminou na 11ª colocação com 27 pontos, quatro atrás do G4. De positivo, a performance invicta em casa com cinco vitórias e quatro empates. O Papão foi 15º com 23, apenas três acima da zona de rebaixamento. Da minha parte, voltei a ver o Paysandu ao vivo depois de quatro anos. As últimas vezes tinham sido em dois jogos da Série B de 2013: Uma derrota num jogo incrível contra o Palmeiras e outro revés, agora para o São Caetano.


Times perfilados no gramado da Arena Barueri

Como na Série B não fico dentro de campo, fui até a parte alta da Arena e dali vi um jogo relativamente bom. O Papão confirmou sua razoável performance atuando longe de Belém (ganhou 40% dos seus pontos assim) e logo aos doze minutos abriu o marcador. Lucas Taylor avançou pela direita e cruzou rasteiro. Rodrigo Sam tentou afastar e marcou um gol contra. O Oeste, que já não tinha começado bem, sentiu o golpe.

Jogando na boa e sem sofrer nenhum susto, o escrete visitante fez o segundo aos 29 num bonito gol. Bérgson acertou um tirambaço da entrada da área, sem nenhuma chance para Rodolfo. Antes do tempo inicial terminar o técnico Roberto Cavalo mexeu no time e no último lance quase os locais sofrem o terceiro quando Marcão ficou cara-a-cara com o camisa 1 local, só que chutou em cima dele.

O comandante rubro-negro certamente deve ter soltado os cachorros nos vestiários por conta da fraquíssima atuação dos seus pupilos. E na volta pro tempo final eles tomaram uma injeção de ânimo, equilibrando as ações. Não que o Paysandu tivesse voltado pior, pelo contrário, tanto que aos nove minutos o time teve outra chance de fazer o terceiro com Peri, porém Rodolfo fez uma defesa sensacional.

O melhor futebol deu resultado aos 17 minutos quando o Oeste diminuiu. Tudo bem que foi depois de uma bisonha falha da zaga visitante, mas vale igual. Lucas Taylor recuou para Gualberto, o zagueiro escorregou e a pelota sobrou livre para Robert. Ele invadiu a área na boa e tocou na saída de Emerson. Esse seria o lance da ressurreição rubro-negra, certo? No papel poderia ser, porém na prática isso não aconteceu.

Três minutos depois de sofrer o primeiro, Marquinhos Santos colocou Magno em campo. A decisão se mostrou acertada pois aos 24 ele fez o terceiro do Bicolor. No seu primeiro toque na bola, ele recebeu cruzamento de Gualberto da direita e cabeceou livre de marcação dentro da área. Esse tento foi aquela famosa ducha de água fria em todos do onze local.

O rubro-negro não teve mais forças para equilibrar as ações e por muito pouco não sofreu ainda mais gols. Aos 30 o árbitro deixou de marcar um pênalti claríssimo em cima de Bérgson. No minuto seguinte, o mesmo Bérgson chutou de longe e Rodolfo salvou a pátria de novo. Nesse cenário, o Oeste não teve como manter a invencibilidade atuando dentro da Arena Barueri nessa Série B.


Aquela movimentação marota no meio de campo


Comemoração dos atletas do Papão num dos gols do primeiro tempo


Bololô dentro da área visitante


Grande chance de gol do Oeste


Rodolfo em boa intervenção


Cobrança de falta no ataque do onze paulista

O placar final de Oeste 1-3 Paysandu colocou o Papão subisse no 14º lugar da tábua de classificação, agora com 26 pontos. O ex-clube de Itápolis está uma posição acima com os mesmos 27 de antes da rodada. Na próxima rodada, os paulistas visitarão o Criciúma e os paraenses receberão o Paraná. 

Como ficaria em São Paulo mais alguns dias, no domingo fui em mais uma partida, agora pelo Paulista sub-17 na Rua Javari. Um confronto que lembrou os campeonatos paulistas dos anos 60/70.

Até lá!

© 2018

Nacional vence o Água Santa e vira vice-líder do Grupo 3

Texto e fotos: Fernando Martinez


A Copa Paulista chegou ao segundo turno da primeira fase e na tarde do sábado o Nacional fez sua quinta apresentação no Estádio Nicolau Alayon, agora contra o Água Santa em compromisso do Grupo 3. Com essa peleja, alcancei a marca de 21 jogos seguidos do onze ferroviário atuando na sua casa, um recorde. Com meu novo status social, não sei até quando seguro a onda... mas felizmente até o momento ainda dá.

Antes desse duelo, o time de Diadema era vice-líder da chave com 14 pontos ganhos, enquanto os paulistanos estavam em quarto com 11. Ambos vinham de vitória na rodada anterior, as duas pela contagem mínima: o Naça contra o Taubaté e o Netuno contra a Portuguesa. Falando de história, três confrontos entre os dois e duas vitórias diademenses e um empate.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Esporte Clube Água Santa - Diadema/SP


Capitães dos times e quarteto de arbitragem composto pelo árbitro Danilo da Silva, os assistentes Wellington Bragantim Caetano e William Rogério Turola e o quarto árbitro Pietro Dimitrof Stefanelli


Trio de peso nos bancos de reservas do Nicolau Alayon: Betinho, técnico do Nacional, Ânderson Lima, auxiliar técnico, e Jorginho, técnico do Água Santa

Um bom quórum de amigos marcou presença na Comendador Sousa, só que infelizmente a partida não foi tão boa quanto o esperado. O Nacional, que estreou o técnico Betinho com o mando de campo, não se mostrou muito inspirado e o Água Santa também não teve uma atuação de encher os olhos de ninguém.

No tempo inicial, dois momentos distintos. Na primeira metade os donos da casa foram melhores porém não conseguiram criar momentos efetivos para a abertura do marcador. Na segunda metade, o Netuno passou a colocar as manguinhas de fora, também sem oportunidades claras.

O melhor momento do primeiro tempo aconteceu aos 45 minutos quando Jadson invadiu a área pela esquerda e mandou um chutaço que bateu na trave antes de sair pela linha de fundo. Foi com o placar em branco que o árbitro encerrou a primeira etapa no Alayon.


Tentativa de finalização no ataque local travada pela zaga do Água Santa


Grande chegada do Nacional pelo alto


Bruno Xavier protegendo a bola do marcador

No tempo final a coisa até que melhorou. Coube ao camisa 16 Thiago Santos, que havia entrado no intervalo, tirar o zero do placar. O Água Santa perdeu a bola na esquerda e Murilo, camisa 5 local, lançou para o autor do gol. Ele surgiu livre dentro da área e tocou na saída de Erivelton.

Com a derrota parcial o Netuno até que tentou emplacar aquela famosa pressão na equipe da capital. Só que os comandados de Jorginho não foram felizes nas suas investidas. A melhor e única chance pro empate saiu dos pés de Gabriel Duarte aos 33 minutos, mas a pontaria falhou por pouco e a pelota saiu pela linha de fundo tirando tinta da trave.


Maurício mandando a pelota pra longe da área


A comemoração de Thiago Santos pelo gol aos dez do tempo final


Corte da zaga local após cruzamento


A grande chance do empate do Netuno aconteceu nesse lance, mas Gabriel Duarte tirou demais do goleiro e viu a pelota sair tirando tinta da trave

No fim, o Nacional 1-0 Água Santa foi o resultado merecido para quem foi mais efetivo no gramado. O triunfo colocou os ferroviários na vice-liderança do Grupo 3 com 14 pontos, mesma pontuação de Portuguesa e do próprio onze de Diadema. O líder é o São Caetano com 15. Pensando no futuro e numa possível vaga, vale lembrar que dos seis compromissos restantes pro Nacional, quatro serão fora de casa.

Não tive muito tempo tranquilo após o apito final, já que precisava correr para a sessão noturna. Os amigos Bruno e Espina se despediram da caravana, enquanto o trio Mário, Pucci e Mílton seguiu comigo pelos trilhos da CPTM até a Arena Barueri e a Série B do Brasileirão.

Até lá!

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Osasco FC derrota o São José e se aproxima das quartas

Texto e fotos: Fernando Martinez


A segunda fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão está na sua reta final e no último final de semana teve duelo importante pelo Grupo 6. No Estádio José Liberatti, o Osasco FC recebeu o São José em busca de encaminhar sua vaga nas quartas-de-final do certame.

Com quatro rodadas realizadas, a Águia do Vale era a líder da chave com oito pontos, enquanto Osasco FC e Itararé tinham sete. Um triunfo dentro no Rochdale colocaria o time da Grande São Paulo com um pé na próxima fase. Já um triunfo joseense o colocaria de forma antecipada entre os oito melhores clubes do campeonato.


Osasco Futebol Clube - Osasco/SP


São José Esporte Clube - São José dos Campos/SP


O árbitro Kleber Canto dos Santos e os assistentes Fausto Augusto Moretti e Fernando Afonso de Melo posam de forma exclusiva para as lentes do blog junto com os capitães dos times

Quem foi ao Rochdale viu um ótimo jogo, principalmente por conta da atuação dos donos da casa. O alvinegro mandou bem demais e praticamente não deu espaços ao São José, que esse ano disputa a última divisão estadual pela primeira vez em 53 anos (a única participação até então havia sido em 1964, quando terminou campeão ainda como o Formigão do Vale).

Antes mesmo do primeiro minuto chegar os locais perderam uma chance absurda nos pés do camisa 7 Luís Fernando. Numa falta pela esquerda, a pelota foi levantada no segundo pau e então sobrou livre pro atleta osasquense na pequena área. Só que a finalização foi bizarra e a bola foi parar na arquibancada.

Aos sete Carlos Gabriel bateu uma falta com muito perigo e obrigou o goleiro Robert a praticar bela defesa. O tempo inicial foi seguindo com o Osasco FC muito superior e aos 32 minutos, em nova cobrança de falta, o zagueiro Vinícius acertou um belíssimo chute de longe e abriu o marcador. O arqueiro joseense falhou no lance ao fazer golpe de vista.


Troca de passes no ataque do Osasco FC


Robert subindo no segundo andar para evitar a cabeçada do camisa 7 osasquense


A feliz fisionomia do ataque do Osasco


Comemoração do segundo gol dos donos da casa

Dez minutos depois o camisa 9 Dieguinho ampliou a vantagem osasquense numa cabeçada fulminante completando um cruzamento da direita. Foi com os 2x0 no placar que o primeiro tempo se encerrou. Uma atuação que encheu os olhos dos (poucos) torcedores que enfrentaram a fria noite no Rochdale.

No tempo final a peleja deu uma caída e a tônica foi a tentativa do São José em pelo menos diminuir o prejuízo. O alvinegro conseguiu se defender sem problemas e ainda ameaçou nos contra-ataques. Ao final dos últimos 45 minutos, o marcador não foi alterado.


Zaga do São José afastando o perigo


Escanteio a favor do onze local


Outra bola alçada dentro da área visitante

O placar de Osasco FC 2-0 São José colocou o onze da Grande São Paulo na liderança do Grupo 6 após cinco rodadas disputadas. O time agora tem dez pontos e três gols de saldo, um gol acima do vice-líder Itararé, que tem a mesma pontuação. O São José caiu para a terceira colocação com oito. Na rodada final, o Osasco só será eliminado com uma improvável combinação de resultados, enquanto a Águia do Vale tem que vencer o Caçula no Martins Pereira.

Como agora o lance é viver na praia, minhas passagens pela capital dependem de uma pequena ajuda dos amigos. Passei a noite na boa me preparando para a jornada dupla do sábado com direito a Copa Paulista e Série B do Brasileiro.

Até lá!

terça-feira, 8 de agosto de 2017

A zebra São Caetano derrota o Santos no Paulista sub-20

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na tarde do domingo encerrei os trabalhos futebolísticos como morador da capital bandeirante indo até o ABC para ver de perto outro duelo do Campeonato Paulista sub-20 da Primeira Divisão. No Estádio Anacleto Campanella, o São Caetano recebeu o Santos pela primeira jornada do returno do Grupo 4. Você viu aqui no JP outros dois cotejos dessa chave nessa mesma rodada: Portuguesa x Taboão da Serra no Canindé e Nacional x São Bernardo FC no Nicolau Alayon.

O Azulão fez uma campanha bem meia-bomba no primeiro turno, tendo vencido quatro jogos e perdido sete, inclusive acachapantes 6x2 contra o Peixe na estreia da competição. O alvinegro de Vila Belmiro, que sempre entra como um dos postulantes ao caneco, começou bem mas deu uma rateada nas últimas rodadas, somando seis triunfos, um empate e preocupantes quatro derrotas.


Associação Desportiva São Caetano (sub-20) - São Caetano do Sul/SP


Santos Futebol Clube (sub-20) - Santos/SP


Capitães dos times e trio de arbitragem

Mesmo atuando com apenas parte do elenco titular (a outra parte está na Espanha disputando o Torneio Internacional de Cofit) acreditava que o Peixe era favorito, tanto que fui acompanhar o ataque visitante no primeiro tempo. Os meninos da Vila foram bem, criando bons momentos e fazendo o goleiro local trabalhar bastante. Só que o Azulão também foi perigoso e deu trabalho para a zaga santista.

O futebol foi bom, porém o marcador não foi alterado. Quando a peleja chegou ao intervalo saí do gramado e fui até as sociais do Anacleto ver dali o tempo final. A partida melhorou demais, muito por conta da ótima atuação do ataque do São Caetano. A rapaziada retornou ao campo com a inspiração em dia e a zaga alvinegra sofreu muito até o apito final.

O primeiro gol o Azulão foi marcado aos 9 minutos num pênalti muito bem batido pelo camisa 10 Gustavo. Aos 24, Marlon ampliou com estilo fazendo um belo gol. O Santos até tentava assustar de alguma forma, só que não levava perigo. Os locais falharam pela primeira vez aos 37 e Lucas diminuiu o marcador. Cinco minutos depois, para recolocar ordem na casa, Ataliba fez o dele e sacramentou a ótima vitória do onze do ABC.


O camisa 3 santista Rhuan em boa chegada pela esquerda


No primeiro tempo, o ataque do Peixe foi bem e causou muita preocupação para a zaga local


Lucas Oliveira cobrando escanteio a favor do clube de Vila Belmiro


De pênalti, Gustavo abriu o marcador para o Azulão


A bola no fundo das redes e Marlon comemorando o segundo gol local


No fim, o São Caetano conquistou ótima vitória em cima do favorito Santos

O placar final de São Caetano 3-1 Santos, se não melhorou tanto assim a situação do Azulão na tábua de classificação, pelo menos vai dar uma enorme injeção de ânimo em busca de uma vaga na segunda fase. Vaga, aliás, que não está garantida ao Peixe. O Grupo 4 tem muito equilíbrio nas primeiras posições e mesmo tendo mantido a quarta colocação na chave, o alvinegro não pode bobear muito mais se não quiser ser eliminado.

Da minha parte esse foi o último post sendo morador da cidade de São Paulo. Na terça-feira pegarei a estrada rumo à cidade de Itanhaém e ali passarei a viver até segunda ordem. Não será fácil a mudança e a esperança é que volte à capital o quanto antes. Com isso as coberturas no JP darão uma diminuída... faz parte.

Até a próxima!

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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Nacional derrota o Taubaté e volta a vencer na Copa Paulista

Texto e fotos: Fernando Martinez


Voltei ao Estádio Nicolau Alayon na tarde de sábado para mais uma apresentação do Nacional na Copa Paulista. Fechando o primeiro turno do Grupo 3, o onze ferroviário recebeu o Taubaté num duelo que é bastante tradicional no cenário estadual. Foi o 83º confronto entre os dois em todos os tempos numa história que se iniciou num amistoso em 1942. Também foi o 20º compromisso seguido que acompanhei dos paulistanos como mandante, num sequência que deve alcançar um ano em breve.

O Naça começou bem a disputa da Copa, mas foi derrotado nas duas últimas rodadas (1x2 contra o Santos atuando em casa e outro 1x2, agora no ABC, contra o São Caetano) e pensando na vaga eles precisavam muito voltar a vencer. O Burro da Central vem fazendo uma campanha bem sem-vergonha - uma vitória, três empates e duas derrotas - e entraram como zebra.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Esporte Clube Taubaté - Taubaté/SP


O quarteto de arbitragem composto pelo árbitro Jose Guilherme Souza, os assistentes Thiago Henrique Alborghetti e Paulo Márcio Hergesel e o quarto árbitro Marcos Silva Gonçalves junto com os capitães

O onze da Água Branca era favorito, só que dentro de campo a coisa foi feia. A performance dos comandados de Betinho foi ainda pior do que vimos contra o Peixe e, somando à fraca atuação taubateana, o duelo foi horroroso. O Nacional tentou emplacar aquela blitz marota, porém não foi capaz de assustar o goleiro Célio Gabriel em nenhum momento. O 0x0 no intervalo foi um óbvio placar.

No tempo final as duas agremiações até que tentaram e tiveram um pouco mais de força de vontade. Mas o resultado foi praticamente o mesmo dos primeiros 45 minutos. Conforme o tempo foi passando, os locais passaram a ficar mais tempo dentro da área visitante, sem sucesso, diga-se de passagem. Quando a peleja estava com aquele cheirinho bem forte de empate sem gols, a estrela de Naldinho brilhou.

O ex-jogador do Olímpia se tornou o heroi da tarde quando, aproveitando cruzamento da lateral, cabeceou firme no canto do arqueiro do Burrão e fez o salvador gol da fria tarde de sábado. No atual momento, meio a zero é mais do que suficiente para o ânimo da torcida voltar, assim como a esperança de classificação.


Arqueiro taubateano fazendo fácil defesa


Zagueiro do Taubaté dando aquela olhada no jogador do Nacional caído dentro da área



Dois momentos em que o Nacional tentou seu gol pelo alto


Bruno Xavier tentando o domínio pela direita

O resultado final de Nacional 1-0 Taubaté recolocou os vencedores no G4 de forma temporária, agora com onze pontos ganhos. O onze interiorano permaneceu com seis em situação complicada na chave. Sábado que vem os paulistanos receberão o Água Santa no primeiro jogo do returno enquanto os taubateanos visitarão o Juventus.

No domingo, fechando a trilogia de coberturas do final de semana, fui ao ABC para outro encontro do sub-20 da Primeira Divisão. Foi a derradeira partida com o que vos escreve sendo um morador da capital paulista.

Até lá!

© 2018

Em jogo ruim, Tigre do ABC derrota o Nacional no Alayon

Texto e fotos: Fernando Martinez


Chegou o último final de semana como morador da capital paulista. Para me despedir em grande estilo, programei uma rodada tripla na sexta, sábado e domingo, iniciando os trabalhos com o Campeonato Paulista sub-20 da Primeira Divisão. Nacional e São Bernardo FC se enfrentaram no gramado do Estádio Nicolau Alayon pela primeira rodada do returno da competição em seu Grupo 4.

Na terça, acompanhei o encontro entre Portuguesa e Taboão da Serra, também dessa chave. Assim como na peleja do Canindé, esse da Comendador Souza reuniu equipes com diferentes objetivos. O escrete ferroviário vai cumprir tabela até a última rodada e no primeiro turno conquistou três vitórias, dois empates e perdeu seis vezes. Já o Tigre do ABC vai certamente lutar por uma vaga na segunda fase e somou 18 pontos, com cinco triunfos, três empates e três derrotas.


Nacional Atlético Clube (sub-20) - São Paulo/SP


São Bernardo Futebol Clube Ltda. (sub-20) - São Bernardo do Campo/SP


Trio de arbitragem e capitães dos times

Essa partida foi disputada para um público bastante diminuto e sob uma temperatura bastante baixa. Quando o árbitro apitou pela primeira vez, até me animei pois senti que poderia estar prestes a ver uma boa apresentação. Logo no segundo minuto Bruno, o camisa 11 do Tigre, inaugurou o marcador aproveitando um cruzamento da direita que percorreu toda a área sem que nenhum zagueiro fizesse o corte.

O gol no comecinho acabou me enganando pois depois disso quase nada aconteceu. Bom, pra não dizer que não teve nenhum lance de destaque, aos 18 minutos o árbitro Marcelo Prieto Alfieri se machucou e teve que ser substituído pelo quarto árbitro Márcio José de Souza Marques. Não é tão comum de ver algo assim, porém vale lembrar que tinha presenciado algo parecido no confronto que decidiu uma vaga na A1 de 2018 entre Água Santa e Bragantino, no último mês de maio.

No tempo final, infelizmente o cotejo continuou sendo disputado sem nenhuma finalização digna de registro, nenhum lance de efeito e nenhuma inspiração. Fica difícil falar a respeito de 90 minutos tão fraquinhos. Como não terei muita chance de ver jogos perdidos quando quisera partir de agora, nem reclamei apesar de toda inoperância ofensiva das duas agremiações. Sei que sentirei falta desses momentos muito em breve.


Aquela saída do gol ishperta do arqueiro do Tigre


O Nacional não foi bem durante a maior parte do tempo e as investidas foram infrutíferas


Bola zanzando perigosamente dentro da área visitante


Troca de passes no ataque nacionalino


Visão geral de Nacional 0x1 São Bernardo FC pelo Paulista sub-20

No fim, o placar de Nacional 0-1 São Bernardo FC foi justo com quem colocou a bola na rede. Mesmo sem demonstrar muitas virtudes, é fato que a equipe da Grande São Paulo vai lutar para ficar entre as quatro melhores do Grupo 4. Levando em conta o enorme favoritismo do São Paulo, vários tem chances reais de estarem entre os classificados.

Voltei à casa nacionalina na tarde de sábado, mas dessa vez com o onze principal na disputa da Copa Paulista. Teve encontro repleto de tradição na Água Branca.

Até lá!

© 2018