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sexta-feira, 7 de junho de 2013

JP marca presença na reabertura do Maracanã

Salve amigos!

No último domingo estive presente em um dos jogos menos perdidos de toda a história do nosso blog. Afinal, não seria pouco imaginar que o mundo do futebol esta com suas atenções voltadas para o amistoso entre as seleções de Brasil e Inglaterra, que marcou a reabertura oficial do Maracanã no último domingo.


Preciosismo na organização do lado de fora do Maraca. Literalmente, pra inglês ver! Foto: Estevan Mazzuia.

Como todo mundo já se cansou de ver o que rolou na partida, procurarei me concentrar em minhas impressões sobre a organização geral do evento, e o que nos espera na Copa das Confederações e Copa do Mundo, a julgar pelo que vi.


Boa presença dos ingleses no estádio. Foto: Estevan Mazzuia.

Cheguei o Rio na quinta-feira, e no caminho de Jacarepaguá, meu QG oficial na cidade maravilhosa, não pude deixar de me assombrar com a quantidade de máquinas e entulho nos arredores do estádio. Parecia impossível haver uma partida de tamanha magnitude em menos de quatro dias.


Detalhe do sorteio. Foto: Estevan Mazzuia.

Mas a sujeira foi colocada embaixo do tapete a tempo, e tudo rolou aos trancos e barrancos. Milhões de voluntários espalhados, distribuindo informações inúteis em megafones, num clima cordial e informal (mais ou menos assim: ao lado de placas de saída, gritavam “Galera, a saída é por aqui”). Fiz uma única pergunta, para uma voluntária que, pelo sotaque, não poderia ser de muito longe da gema carioca: não soube me responder onde eu poderia pegar um ônibus na direção da Tijuca, um dos maiores bairros cariocas, e muito próximo do estádio. Detalhe, ela não sabia nem que a Tijuca fica na zona norte!! Não arrisquei mais perguntas com nenhum “orientador de público”.


Visão panorâmica do estádio, durante a partida. Foto: Estevan Mazzuia.

Desci na estação Maracanã, próxima do portão F, por onde eu entraria. Qual foi minha surpresa ao passar pelo portão F e descobrir que havia uma grade me obrigando a percorrer mais 1 km, chegar perto da estação de São Cristóvão, pra dar a volta, passar por um detector de metal que apitou (mas ninguém me perguntou o porquê), e voltar todo aquele velho quilômetro pra chegar ao portão F novamente.

Finalmente ingressei no estádio, depois de “camelar” sob um sol de rachar, ao lado de minha incansável namorada, Bruna Amaral. O novo desafio seria comprovar a disponibilidade de assentos numerados.


Rooney se esquece da bola para, gentilmente, posar para as lentes do JP. Foto: Estevan Mazzuia.

Pois bem, todos os estádios que serão utilizados na Copa das Confederações foram divididos em pequenos gomos, cada um com um pequeno grupo de cadeiras, de maneira a, supostamente, facilitar a localização dos acentos. Pois bem, por fora do estádio estava tudo muito bonito, encontrei um corredor que indicava o número de três desses gomos, entre eles o que estava marcado em meu bilhete.


Falta para o Brasil e mais uma boa defesa de Hart. Foto: Estevan Mazzuia.

Uma vez lá dentro, não havia nada que pudesse indicar onde terminava um setor e começava outro, de maneira que muitas pessoas ocupavam cadeiras de numeração correta, mas nos setores errados. Os orientadores de público não atentavam para isso, e algum constrangimento foi criado. Não fosse pela educação do seleto público (ingresso mais barato a 100 cacetadas, fora a taxa de Inconveniência), certamente teria sido complicado ocupar a cadeira da respectiva numeração.


Uma das poucas subidas inglesas ao ataque no primeiro tempo. Foto: Estevan Mazzuia.

Depois de tudo isso, querer que as cadeiras não tivessem completamente empoeiradas e os banheiros limpos, com água, sabonete e papel, é pedir demais. Afinal, faltam ainda 15 dias para a Copa das Confederações, e as obras do estádio serão concluídas (serão mesmo?) somente após o torneio.


Os banheiros prontinhos para a Copa do Mundo. Foto: Estevan Mazzuia.

Outra coisa que me chamou a atenção é que o hino brasileiro foi executado antes do britânico, o que não me pareceu nada gentil, quebrando o protocolo, salvo engano de minha parte. Pelo menos, o clima de Copa do Mundo invadia a cidade, desde o metrô até dentro do estádio, com a presença dos hooligans em plena harmonia com os brazucas.


Lance da segunda etapa. Foto: Estevan Mazzuia.


Neymar se despedindo os gramados brasileiros. Foto: Estevan Mazzuia.

A visibilidade de todos os pontos do estádio pareceu ser muito boa, e o sistema de som, se pecou, foi por excesso de volume. Durante a primeira etapa parecia que o gol brasileiro seria questão de tempo, com a equipe dando muito trabalho ao arqueiro Joe Hart, excelente. Já no final, Júlio César foi obrigado a fazer duas excelentes defesas que não deixavam dúvidas, o adversário era perigoso, a despeito de ter vindo passear no Rio de Janeiro. O empate parcial sem gols fez ecoar algumas vaias após o apito do árbitro.


Rooney perde chance, de cabeça. Foto: Estevan Mazzuia.

Veio a segunda etapa e, com ela, muitas emoções. Iluminado, Fred abriu o placar mostrando muito oportunismo, após Hernanes acertar o travessão, num chute do meio da rua. Rooney justificou sua fama ao ajeitar com açúcar a bola para o novato Chamberlain, de fora da área, empatar. O próprio Rooney, de fora da área também, marcou um golaço ao acertar o ângulo, sem chances para Júlio César. O fantasma do Maracanazo ressurgia.


Jogadores comemoram o empate britânico. Foto: Estevan Mazzuia.

Mas desta vez o final foi diferente, graças a um belo voleio de Paulinho, ídolo corintiano, que sabe como poucos que “o jogo só acaba quando termina”, e num belo voleio deu números finais à partida, diminuindo a tristeza da fria torcida presente, que por diversas vezes foi engolida pelo barulho bretão.


Detalhe do gol de Paulinho. Foto: Estevan Mazzuia.

Faltando um ano para a Copa do Mundo, e menos de 15 dias para a Copa das Confederações, o Brasil suou muito pra empatar com um time que briga com a Macedônia por uma vaga na Copa, e jogou com o estômago cheio de feijoada e a mente cheia de caipirinha, que passou o sábado passeando pela cidade durante o dia, e fazendo sabe-se lá o que durante a noite.


Momentos finais do amistoso. Foto: Estevan Mazzuia.


Brasil ainda chegou perto de marcar o terceiro. Foto: Estevan Mazzuia.

Luiz Felipe Scolari terá muito trabalho pra montar um time em tão pouco tempo. Com uma equipe fraca, o Brasil precisará muito da pressão da torcida. E pelo que se viu nas arquibancadas, ingressos caros afastam o torcedor que grita e canta o tempo todo, abrindo espaços para os torcedores pay-per-view, que têm o costume de desligar a TV quando o time está perdendo.



Momento do apito final e o placar apontando o resultado do amistoso internacional. Fotos: Estevan Mazzuia.

E pra quem vai acompanhar os grandes eventos futebolísticos que estão por vir, favor não esperar muito da organização, ok?

Foi isso.

Estevan

Um comentário:

  1. sr. fernando peç mais uma vez se voces puderem mostrar os se
    guintes clubes da 2 divisao 2013 nestas 3 rodadas que faltam para acabar os segunites clubes que pode ser que eles nao vao para a 2 fase e ai meu album da 2 divisao fica icompleto com as fotos quemarco no meu caderno. os clubes sao os seguintes bandeirantes de birigui, xv de jau, palmeirinha porto ferreira,radium de mococa,elosport capao bonito, desportivo brasil porto feliz, primavera, e jacarei que pelas minhas contas vao parar na primeira faze. se der´para mostrar estes que citei acima agradeço de coraçao porque os outros que nao citei vao para a 2 fase. fico no aguardo de uma respota urgente. se puder ainda hoje ou amanha 4 feira dia 12 6 2013. e quais jogos voces fizeram este fim de semana sabado dia 8 de junho e domingo dia 9 de junho 2013.agradeço de coraçao.

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