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terça-feira, 5 de julho de 2011

Briosa vence o Nacional a duras penas no Ulrico Mursa

Salve, amigos!

Dando sequencia à nossa cobertura da 10ª rodada do Campeonato Paulista da Segunda Divisão de Profissionais de 2011, na tarde do último sábado, acompanhei o duelo entre a AA Portuguesa e o Nacional AC. Aquela, uma das favoritas ao acesso, mais por ser recém rebaixada da primeira divisão do que pelo futebol apresentado até o presente, o outro, já eliminado, uma grande decepção para os saudosistas neste ano.

Aclimatado no simpático Estádio Ulrico Mursa, também conhecido como Pinheiro Machado, nome da avenida que margeia o canal 1 da cidade de Santos, e abriga a sede do clube rubro-verde, parti para a realização das fotos oficiais da partida:


AA Portuguesa - Santos/SP. Foto Estevan Mazzuia.


Nacional AC - São Paulo/SP. Foto Estevan Mazzuia.


Arbitragem composta por Vinícius Gonçalves Dias Araújo, Reinaldo Rodrigues dos Santos, Matheus Camolesi e Antonio Carlos Santana, e capitães das equipes, Luciano e Léo Souza. Foto Estevan Mazzuia.

Favoritíssima no duelo, a Briosa incendiou a partida logo aos 4 minutos, com Leandro Kivel batendo colocado da entrada da área, no ângulo direito do arqueiro Pedro Júnior. A equipe da capital mal assimilou a desvantagem, e logo viu Cleiton ampliar de cabeça, após Xandão desviar a bola cruzada de um escanteio pela direita.


Detalhe da bola a caminho das redes no primeiro gol da partida. Foto Estevan Mazzuia.


Detalhe do segundo gol; Xandão (3) desvia, enquanto Cleiton (8) aguarda sua vez de marcar. Foto Estevan Mazzuia.

Com 8 minutos de jogo e placar de 2 a 0 para a equipe local, tudo indicava uma goleada acachapante e histórica. Mas a Briosa passou a tocar a bola e cozinhar o galo, aguardando oportunidades. Lá pelos 30 minutos da etapa inicial, o Nacional entrou no jogo, mas sem causar muitos problemas ao arqueiro rival, Luciano.

Aos 31 minutos, a Briosa voltou a atacar com perigo, em tentativa de Márcio. Aos 43 minutos, o onze ferroviário teve uma falta na intermediária a seu favor. Em cobrança ensaiada, coloca Daniel, que havia acabado de entrar, sozinho na cara de Luciano. Sem titubear, o garoto tocou a redonda para o fundo das redes e fechou o placar da primeira etapa, reduzindo a vantagem lusitana.


Luciano observa Daniel surgir sozinho para descontar o placar. Foto Estevan Mazzuia.

Aproveitei o intervalo para saborear a pipoca doce local, uma verdadeira iguaria, enquanto Tetê Espíndola ainda cantava seu amor nas estrelas, fantasticamente, pelos auto-falantes de Pinheiro Machado. Ao retornar a campo, a Briosa manteve a apatia que levou para os vestiários. Sem muita criatividade, o onze ferroviário não ajudava a partida, tecnicamente.

Aos 23 minutos surgiu a primeira grande chance de gol, para a Briosa: Fillipi cruzou da direita e Leandro Kivel cabeceou, opbrigando Pedro Jr. a fazer uma boa defesa. Quatro minutos depois, o mesmo jogador perdeu outra grande chance, ao tentar, de peixinho, quase ao nível do solo, completar para as redes um cruzamento de escanteio.


Ataque da Briosa na segunda etapa. Foto Estevan Mazzuia.

O nervosismo dos visitantes após o avassalador início dos anfitriões, mudou de lado, e o que era um jogo ganho para a Portuguesa se tornou um treino para o Nacional que, sem nada a perder ou almejar no campeonato, ousava e arriscava em algumas jogadas, preocupando a torcida local, sempre pouco paciente.


Arqueiro Luciano se estica por trás do zagueiro, para impedir o empate. O alívio viria somente com o apito final. Foto Estevan Mazzuia.


Detalhe de falta para a Briosa, no final da partida. Foto Estevan Mazzuia.

Fim de jogo com o placar de Portuguesa 2x1 Nacional. Com o empate do Cão, a Briosa assumiu a ponta da classificação, mas não anda enganando ninguém com seu futebol. Tem feito muito menos do que o esperado, falta muita calma e tranquilidade aos jogadores, e a cobrança da exigente torcida parece atrapalhar a equipe ainda mais, ao jogar em seus domínios. Se o futebol não melhorar e o clima não mudar, a eliminação precoce será inevitável.

Já o Nacional rasteja, acumulando frutos do descaso com seu departamento de futebol profissional, caminho que já afundou o Guapira e leva o Juventus para o mesmo fim melancólico. Afinal, parece que não há espaço para mais do que quatro clubes profissionais de futebol, na quarta maior cidade do mundo. E no país que se diz do futebol. É isso.

Abraços e até a próxima!

Estevan

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